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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

Carlos Carvalho: "(...) é necessário haver um espaço no qual a criança aprenda a refletir."

O Carlos foi um dos meus companheiros de viagem no 1º ano do mestrado de Filosofia para Crianças e Jovens, na Universidade dos Açores (na altura Pós-Graduação, ainda). 

É licenciado em Filosofia, Ramo Educacional, Mestre em Psicologia (Contextos Educativos), e pós-graduado em Filosofia para Crianças, pela Universidade dos Açores.

Possui vasta experiência no ensino, quer profissional, quer regular, desde a leccionação e coordenação, passando, igualmente, pela Direcção Técnico-Pedagógica, enquanto Director Pedagógico, em 2005-2006, na Escola Profissional Monsenhor João Maurício de Amaral Ferreira. Tem também experiência acumulada em diversos Programas de Ensino, tendo como público-alvo adolescentes e adultos, tais como Profij (II e IV) e Reativar, incluindo leccionação no Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada, e coordenação do Programa Erasmus +.

O Carlos vive rodeado de azul e verde, de ilha em ilha, no magnífico arquipélago dos Açores. Foi precisamente neste contexto, da Pós-Graduação, que o Carlos teve a sua primeira experiência enquanto facilitador. 

 

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Lembras-te da primeira vez que ouviste falar de filosofia para crianças?

Não exactamente. Provavelmente, com consciência, há volta de 10 anos…. 2007, 2008.

 

Como é que começaste a trabalhar nesta àrea?

 A primeira sessão conduzida por mim foi no âmbito da Pós-Graduação que fiz, na Universidade dos Açores, em “Filosofia para Crianças”.

 

Consideras que a fpc é necessária para as crianças? Porquê?

Sim, muito importante. Provavelmente a minha resposta não traz nada de novo perante o que as autoridades na matéria dizem, mas defendo que é importante porque é necessário haver um espaço no qual a criança aprenda a refletir. As tecnologias trouxeram fontes infinitas de informação, em quantidades que eram inimagináveis nos meus tempos de criança. No entanto, essa informação não é tratada, mas sim tratada de uma forma descartável: “play”, “vejo”, “termino”, carrego imediatamente “num próximo play”. Aliás, esta é uma sequência comportamental que é já um padrão da educação das nossas crianças, sem qualquer momento de análise.

 

Hoje em dia as crianças, em Portugal, têm muitas actividades na escolar e depois da escola. Por que havemos de levar a filosofia para as escolas?

Devemos levar a Filosofia para as escolas pela razão que acima apresentei. Mas é uma questão que, em termos práticos, não é fácil de materializar. De facto, as crianças têm muitas atividades, na escola, e depois da escola. Parece que é um mal socialmente reconhecido, assente, não havendo tempo para o chamado “tempo para ser criança”. Por outro, quando ouvimos os professores de cada área correspondente a essas atividades, parece que faz todo o sentido incluir essas atividades…… O mesmo se passará com a Filosofia.

 

O que faz com que uma pergunta seja uma questão filosófica – do ponto de vista da fpc?

Em relação à Filosofia para Crianças, não creio que haja, ou não creio que deva haver, diferença ou cedência de requisitos para que uma questão seja Filosófica. Tal como na “Filosofia Adulta”, as questões filosóficas na “FPC” também deverão ser “existenciais e valorativas”; “não podem ter solução científica ou técnica”; “não podem ser questões de facto” e “devem ultrapassar o domínio da legalidade”.

 

Quais são os maiores desasfios que a Fpc enfrenta, nos nossos dias?

Enfrenta o preconceito generalizado que as pessoas e o sistema de educação têm em relação à Filosofia: a Filosofia não serve para nada.

 

Podes dar alguns conselhos aos professores e aos pais para os ajudar a lidar com as perguntas das crianças?

1º) Nunca ignorar as questões das crianças;

2º) Dar valor a cada questão formulada.

 

Alguma vez foste surpreendido com uma pergunta de uma criança? Podes partilhar connosco que pergunta foi essa?

 Provavelmente sim, mas, depois de pensar muito nessa questão, não há nenhuma em particular que me ocorra.

 

 

o nosso olhar sobre o I CICA - Congresso Internacional Interdisciplinar da Criança e do Adolescente

recentemente voei até Ponta Delgada, para marcar presença no I CICA. a iniciativa partiu do NICA: Núcleo Interdisciplinar da Criança e do Adolescente, da Universidade dos Açores e aconteceu a 21 e 22 de outubro.

durante dois dias a criança foi pensada sob os mais diversos prismas. houve comunicações livres dedicadas ao ensino da matemática, ao baby yoga, à filosofia para crianças, à literatura, à educação no pré-escolar (ou jardim de infância, como prefiro chamar). o programa foi intenso e valeu muito a pena a viagem - apesar do cansaço que um evento destes comporta. 

 

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tive a oportunidade de partilhar com os presentes duas experiências no âmbito da filosofia para crianças e que visam responder a algumas perguntas que tenho sobre... perguntas e o perguntar, no sentido do aprofundamento filosófico.

obrigada ao NICA pelo acolhimento desta proposta de comunicação - e pelo registo fotográfico do momento em que partilhei um pouco do meu trabalho. 

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 ouvi ecos da Islândia, pela voz da professora Johanna Einarsdottir, que nos falou da transição entre o jardim de infância e o 1º ano do 1º ciclo. vi imagens de crianças a brincar na rua, com galochas e impermeáveis, bem quentinhas - tão distantes do que acontece na grande maioria das escolas portuguesas: basta uma pinga de chuva para não podermos ir ao recreio. 

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 o professor Tomás Miranda Alonso partilhou connosco uma caminhada pelo desenvolvimento da filosofia para crianças e os seus contributos para o entendimento da criança. as crianças falam... mas será que pensam? - foi este o desafio que aceiou para uma comunicação que tocou pontos fundamentais no que ao pensamento crítico, criativo e cuidativo dizem respeito.

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Marilyn Espe-Sherwindt veio dos Estados Unidos para partilhar o seu trabalho no âmbito da intervenção precoce. deu-nos os parabéns, pois para a investigadora Portugal é um modelo nesta área de actuação. a sua comunicação foi pontuada pela partilha de histórias que nos provocam o pensar e o sentir. 

 

 

Maria Helena Horta apresentou o seu mais recente livro sobre linguagem escrita na educação de infância. foi um gosto ouvi-la falar sobre o papel do educador, de boas práticas e de comunicação.

 

Teresa de Vasconcelos marcou presença no primeiro dia do evento, com uma comunicação que elogiou o trabalho dos educadores de infância e assinalou alguns aspectos aos quais devemos ter cuidado, na educação dos nossos filhos e dos nossos alunos. pertinente, mordaz. para parar para pensar!

 

a Carla Gomes partilhou o seu projecto Oceans On, que está em construção e promete constituir-se como um olhar multidisciplinar sobre a infância. 

 

*

 

é sempre bom voltar aos Açores. foi no Faial que comecei a dar formação a professores e a educadores, em 2008. uns anos mais tarde estive em Angra do Heroísmo para comunicar e dinamizar uma oficina no âmbito da filosofia para crianças, a convite da Universidade dos Açores. foi lá que concluí a pós-graduação no passado ano lectivo - e é por lá que tenciono continuar a investigar.

esta viagem teve um bónus: o de voltar a estar com uma colega da faculdade, da licenciatura em filosofia, a Renata. foi bom recordar outros tempos e perceber que é sempre a filosofia a responsável pelos nossos encontros. 

 

e depois, há este azul que não encontro em lado algum. 

 

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sim, por aqui ainda se fala do Encontro de Filosofia para Crianças e Adolescentes

 

foram dias repletos de comunicações e de reflexões: muitas foram as alturas em que as perguntas nos "assaltaram" e nos incomodaram - tal como dizia Fernando Pessoa, pensar incomoda como andar à chuva.

 

 

 

 

 

as alunas da Pós Graduação em Filosofia para Crianças, na Universidade dos Açores, tiveram a amabilidade de partilhar os seus trabalhos em sala, com relatos de sessões filosofantes, com os mais pequenos

 

 

 

 

ainda houve tempo para reunir e conversar sobre o estado da filosofia (para crianças) em Portugal. Lisboa, Braga e Ponta Delgada unidas por uma causa maior - preparamos o IV sentir pensamentos | pensar sentidos que terá lugar em Novembro, na Universidade do Minho. em breve daremos notícias!

 

 

 

ainda sobre o Encontro Internacional de Filosofia para Crianças e Adolescentes

 

 

Berta Miúdo Pimentel presenteou-nos com uma apresentação que nos levou a reflectir sobre a educação, a cultura e a filosofia. ficaram muitas pistas de investigação para seguir. obrigada, Berta!

 

 

 

ao abrir um dos livros do José Barrientos Rastrojo, deparo-me com esta afirmação: "a vida é um problema". Ortega y Gasset tem razão. a vida é um problema. os filósofos "gostam" de problemas, para que os possam aprofundar e esclarecer - e encontrar soluções.

 

 

 

 

eu e a Raquel Costa - membros da Comissão Científica do IV sentir pensamentos | pensar sentidos, que vai acontecer em Novembro, na Universidade do Minho, aproveitamos a ocasião para colocar ideias em ordem e para uma primeira apreciação dos textos candidatos às comunicações livres.

 

 

e eis que chegou o momento para que eu "subisse ao palco" para partilhar as minhas experiências no âmbito da filosofia para crianças e adolescentes, de 2008 para cá. seis anos cheios de aventuras, um pouco por todo o país - e pelo mundo, dado que tive o prazer de visitar Maputo e a Escola Portuguesa de Moçambique, em 2011.
obrigada aos presentes, pela paciência em me ouvir durante uma hora. espero ter mostrado como é possível lutar por um projecto no qual se acredita e no qual se envolve a família e os amigos.
e a mãe Sabel tem mesmo razão ao dizer que eu tenho ar de rapariga pequena: ao sair da sala, depois da minha comunicação, um dos presentes disse-me: «os juízos de valor são uma coisa muito tramada; quem olha para ti e se ficar só pelo que vê não diz o imenso trabalho que tens desenvolvido nesta área». obrigada, Libânio. foi dos melhores elogios da minha vida!

 

a Magda Costa Carvalho e a Gabriela Castro tiveram oportunidade de nos envolver em dois ateliers de filosofia, onde participamos numa sessão de pensamento crítico.

 

 

 

 

Fernando Bento, Manuela Morais e Raquel Costa apresentaram comunicações que tiveram a capacidade de nos contagiar e de "espicaçar" o pensamento.

não vou esquecer esta frase, de uma criança de 9 anos:

 

«a filosofia é como ideias a borbulhar numa panela de pressão, é pensar»

 

obrigada, Margarida!

 

 

 

ecos filosóficos de Angra de Heroísmo

 

 

de 26 a 30 de Junho, a Universidade dos Açores - em Angra do Heroísmo - acolheu o Encontro de Filosofia para Crianças e Adolescentes: Aprender a Pensar em Comunidade

 

 

 

os trabalhos incluiam quatro dias intensos de comunicações e workshops de filosofia. o primeiro dia contou com a presença do José Barrientos Rastrojo, que, além de meu amigo, foi meu orientador da tese de mestrado em filosofia aplicada à gestão de recursos humanos.

 

"a filosofia para crianças é uma questão ontológica, mais do que epistemológica" - e eu concordo, em absoluto. a sessão de filosofia implica uma mudança de vida, uma mudança de olhar perante o assunto tratado. e o papel do facilitador é o de incomodar, de "espicaçar" o pensar próprio de cada um.

 

 

 

 

Dina Mendonça falou-nos no papel das perguntas - e do facilitador - na sessão de filosofia para crianças. como perceber se a pergunta é filosófica? como detectar o momento para perguntar? o que se faz com as perguntas colocadas e que não são tratadas na sessão? como seleccionar as perguntas que a comunidade/o grupo coloca durante a sessão, perante a história ou o jogo que serve de estímulo?

 

 

a dada altura, falou-se neste livro Ignorance, how it drives science - ao qual podem ter livre acesso AQUI. fica a referência.

 

 

 

 

a filosofia mora em Angra do Heroísmo

 

 

e filocriatiVIDAde vai morar por lá.
com a "mala de cartão" preparada, cheia de estórias de 6 anos a filosofar pelo mundo, aí vamos nós!
e será um prazer (re)encontrar o José Barrientos Rastrojo, o orientador da minha tese de mestrado em gestão de recursos humanos e filosofia aplicada às empresas e organizações
sempre que possível, darei conta dos trabalhos através do twitter @joanarssousa, do facebook filocriatiVIDAde e do instagram - acompanhem-me por lá!
tags: #moranafilosofia

Call for Submission​s: Filosofia para Crianças e Adolescent​es, Angra do Heroísmo

Encontro "Filosofia para Crianças e Adolescentes: aprender a pensar em comunidade"

26, 27, 28 e 30 de junho de 2014
Universidade dos Açores
Campus de Angra do Heroísmo, Terceira

A Comissão Organizadora deste Encontro e a Coordenação da Pós-Graduação em Filosofia para Crianças da Universidade dos Açores têm a honra de convidar todos os especialistas interessados nesta temática a contribuírem com a apresentação de uma comunicação, um poster ou com a dinamização de uma sessão em comunidade de investigação filosófica.

As comunicações e os posters deverão ser sobre o tema do Encontro e podem ser apresentados em português ou em espanhol.

As comunicações não poderão exceder os 15 minutos e as comunidades de investigação filosófica deverão ser preparadas para 1h.

Os posters estarão expostos durante todo o Encontro, reservando-se um espaço próprio no Programa para que os autores estejam disponíveis para a sua discussão com o público.
Formato: vertical
Medidas: máximo 70cm de largura e 100cm de altura


Os interessados devem enviar um abstract, de acordo com o Modelo abaixo indicado, para Magda Costa Carvalho: magdac@uac.pt, até ao dia 10 de maio (nova data).

Todos os abstracts deverão vir acompanhados por uma breve nota curricular do proponente.

Os abstracts serão avaliados pela Comissão Científica do Encontro, sendo os resultados divulgados até ao dia 15 de maio.

Modelo de Abstract para submissão de comunicação, poster ou sessão em comunidade de investigação filosófica:
Título:
Nome do(s) autor(es):
Instituição:
e-mail:
Resumo com cerca de 500 palavras (sem referências bibliográficas)

 

(e-mail recebido via Lekton)

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