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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

o que sente a Ângela ao dançar uma música que só ela ouve?

- parar para ouvir (?) e pensar

a música portuguesa a gostar dela própria

o Tiago Pereira é responsável por um trabalho incansável de registo da música portuguesa, por esse país fora.

tive a oportunidade de conversar com o Tiago em vários momentos, todos eles com carimbo GERADOR e fiquei rendida ao seu projecto.

há dias encontrei este vídeo no mural de facebook do Miguel Bica. confesso que viajei para lá do projecto do Tiago, pois reconheci neste vídeo um potencial de diálogo filosófico. passo a explicar. 

 

entre o "estás a ouvir bem?" e o "estás a ver-me bem?"

nos últimos meses as frases mais repetidas foram "estão a ouvir?" ou o "não sei se estão a ver o meu écran". conduzidos para o zoom, google meet ou outras plataformas semelhantes, a visão e a audição tornaram-se o nosso foco de acesso aos outros, aos conteúdos partilhados e por aí fora. 

foi também durante estes meses que fui confrontada com algo novo para mim: ter uma pessoa cega em sala virtual, a participar numa formação. dei por mim a pensar duas vezes no vocabulário partilhado, a ter muito cuidado em ler aquilo que escrevia ou que partilhava, para que todos pudessem ter acesso. 

este tweet também me chamou a atenção para a necessidade de ir além da nossa bolha e da nossa forma de aceder ao mundo: 

tweet de um professor em resposta a outro. se clicar na imagem irá aceder ao tweet e poderá ser lido pelo seu programa.

 

voltemos ao vídeo da "Ângela dança com auscultadores" 

a minha proposta é fazer uma experiência de pensamento, em ambiente de oficina de filosofia, para pensar na importância dos sentidos no acesso ao mundo.

a clássica pergunta: como é que conhecemos o mundo?

e outras perguntas:

que papel tem a experiência no acesso ao mundo?

que papel têm os sentidos no acesso ao mundo?

podemos dançar sem sequer estar a ouvir música?

como dança alguém que não tem capacidade para ouvir?

a música é algo exclusivo do ouvir? 

porque é que a música é tão importante para nós?

seria possível viver sem música? 

como seria o mundo se não existisse música? 

o que sente a Ângela ao dançar uma música que só ela ouve?

 

- estas são algumas perguntas que este vídeo me provoca. se tiver outras sugestões de perguntas, pf partilhe nos comentários. 

 

 

colecção de perguntas

- perguntas filosóficas / perguntas que provocam o filosofar

"olá! eu sou a joana e colecciono perguntas!"

 

partilho consigo perguntas trabalhadas e/ou sugeridas em

- oficinas de filosofia (para crianças e jovens);

- cafés filosóficos;

- no #ClubeDePerguntas.

algumas  perguntas surgiram-me durante o meu trabalho de preparação de oficinas e diálogos filosóficos. 

tem sido um trabalho de "mineiro", este de procurar e compilar as perguntas. estão "espalhadas" em cadernos e folhas, por aqui e por ali, no home office onde trabalho. 

este será um artigo que vou actualizar com frequência. 

 

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1 - Para que serve a filosofia?

2 - O que não é filosofia?

3 - O que é a filosofia?

4 - É bom mudar de ideias?

5 - O óbvio é aquilo que é verdadeiro?

6 - O que nos diz a arte?

7 - A arte é útil?

8 - O que é a liberdade?

9 - Podemos viver sem ideias?

10 -  Como sabemos que existimos?

11 - O que é a justiça?

12 - Temos o direito de ofender os outros?

13 - Há um limite para os elogios que podemos fazer?

14 - É importante desobedecer? 

15 - O que significa ser obediente? 

16 - O que significa a palavra cidadania?

17 - O que é a felicidade?

18 - Porque é que os números nunca acabam?

19 - Podemos parar o tempo?

20 - O que aconteceria se amanhã acordasses do outro lado do mundo?

21 - O que é uma pessoa? 

22 - Quantas formas há para pensar o tempo?

23 - O bem e o mal existem?

34 - A filosofia tem respostas?

35 - O que é uma pergunta?

36 - O que é uma pergunta filosófica?

37 - Qual o papel das emoções na tomada de decisões?

38 - Qual é a diferença entre ser estranho e ser normal?

39 - Como sabemos se estamos acordados?

40 - Como seria o mundo se os animais falassem a nossa língua?

41 - Como é que sabemos se amamos alguém?

42 - Podemos viajar sem sair do mesmo sítio?

43 - O que cabe dentro de um bolso?

44 - Por que é que há dias que nunca acabam? 

45 - Podes escolher quem és?

46 - És igual aos outros?

47 - Como vai ser quando eu for crescido/a?

48 - O que pode uma pergunta? 

49 - Será que um ateu é mais feliz do que um crente?

50 - A confusão é uma coisa boa?

51 - Há clareza sem confusão? 

52 - O que diz o silêncio?

53 - Um ateu é mais livre do que um religioso? 

54 - O que é necessário para manter a mente activa?

55 - O que é a inteligência?

56 - O que é a inteligência humana?

57 - O que é a inteligência artificial?

58 - Como é que a emoção se relaciona com a inteligência? 

59 - A actividade do corpo é necessária para a actividade da mente?

60 - A liberdade aumenta a curiosidade?

61 - Estar activo é um hábito ou uma necessidade?

62 - Ser feliz é ser livre? 

63 - Os hábitos têm uma dimensão moral? 

64 - Como é que vive uma pessoa sem hábitos?

65 - O que dizem os nossos hábitos?

66 - Porque é que precisamos de hábitos? 

67 - O que é um bom hábito?

68 - O que é um mau hábito?

69 - Há perguntas que não se devem fazer?

70 - Há perguntas que não se podem fazer? 

71 - O que pergunta uma pergunta?

72 - Quando podemos dizer "não"?

73 - Dizer não é sempre negativo?

74 - O que significa errar? 

75 - Errar é humano?

76 - Ter hábitos é humano?

77 - O que significa saber muitas coisas? 

78 - O que é um imprevisto?

79 - O tempo facilita-nos a vida?

80 - O que acontece com o tempo?

81 - Como é que sabemos que o tempo está a passar?

82 - Porque é que há coisas que se gastam com o tempo?

83 - Haverá alguma coisa que não mude com o tempo?

84 - Para mudarmos temos de deixar passar tempo?

85 - Podemos voltar atrás?

86 - Podemos mudar num instante?

87 - O tempo amolece-nos?

88 - Os dias perdem ou ganham cor com o passar do tempo?

89 - As ideias apodrecem com o tempo?

90 - O tempo torna-nos mais fortes?

91 - Podemos crescer com o tempo? 

92 - Como é que algo feio passa a ser bonito?

93 - Para onde vão os elásticos do cabelo?

94 - O tempo fica mais rápido com o passar do tempo? 

95 - Uma pergunta precisa de ponto de interrogação?

96 - O relógio é dono do tempo?

97 - Se o relógio parar, o mundo pára?

98 - Se todos os relógios do mundo pararem, o tempo pára?

99 - Quantas formas há para passar o tempo?

100 - O que é que passa: o tempo ou nós?

101 - Como é que sabemos que mudámos?

102 - Precisamos dos outros para saber que mudámos?

103 - Quem muda: eu ou a percepção que tenho de mim?

104 - Mudar é algo que nos acontece?

105 - Posso escolher mudar?

106 - Perder tempo é uma forma de ganhar?

107 - O que significa perder tempo?

108 - Como é que se ganha tempo? 

109 - Qual é o ritmo dos bons momentos? E dos maus?

110 - O lento implica ganhar tempo?

111 - O rápido pode ser sinal de perda de tempo?

112 - Quem define a velocidade do tempo? 

 

o Tomás Magalhães Carneiro disponibiliza uma colecção de perguntas bem generosa. pode consultar AQUI

 

a perguntar é que a gente se entende - 2.ª edição

- oficina: a arte de fazer perguntas - parceria com a Bertrand Livreiros

2edic_oficina_Facebook copy.png

 

 

A pergunta é a porta de entrada para tantas coisas na nossa vida. Quando conhecemos alguém pela primeira vez perguntamos: “Como se chama?”. Depois segue-se o “Como está?” e a conversa de circunstância que começa com perguntas.

No quotidiano precisamos de perguntas para trabalhar, para estudar, para nos relacionarmos com os outros à nossa volta. Como fazer perguntas simples? O que fazer para tornar as perguntas mais claras?

 

Nesta oficina vamos praticar a pergunta, exercitando o pensamento crítico e o pensamento criativo, bem como o pensamento colaborativo.

 

A quem se destina? A entrada é permitida a quem quer perguntar.

 

 Tópicos:

  • O que é uma pergunta?
  • Como perguntar de forma simples?
  • O que torna uma pergunta clara e distinta?
  • O que pergunta uma pergunta?

 

 Autores de referência:  René Descartes, Platão, Edward de Bono, Robert Fisher

  Duração: 10h (6h síncronas + 4h assíncronas) 

 Funcionamento da oficina:  Haverá sessões online, via zoom e síncronas, para a parte mais teórica da formação e para permitir o pensamento colaborativo e trabalho em grupo.

Também vamos trabalhar colaborativamente através da Google drive, havendo acompanhamento de trabalho através da Google classroom.

 

 Sobre a formadora:

Joana Rita Sousa é filósofa, formadora e mestre em filosofia para crianças. Trabalha na área da filosofia aplicada desde 2008.

 

 Calendário: 

1.ª sessão síncrona 2h – 19 de Outubro, segunda, 18h30/20h30

2.ª sessão assíncrona 2h

3.ª sessão síncrona 2h – 2 de Novembro, segunda, 18h30/20h30

4.ª sessão assíncrona 2h

5.ª sessão síncrona 2h – 16 de Novembro, segunda, 18h30/20h30

 

Inscrições e informações disponíveis junto da Bertrand Livreiros.

 

Como trabalhar perguntas filosóficas com o seu filho?

- um artigo de Lukasz Krzywon, traduzido por Joana Rita Sousa

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O que é a felicidade? O universo tem um fim? O que é a vida?

Alguma vez investigou as grandes questões da vida com o seu filho ou a sua filha? A filosofia, que significa "o amor pela sabedoria", faz estas perguntas há mais de 2500 anos. Desde os primeiros filósofos gregos até agora, a curiosidade dos seres humanos não parou de crescer. E quem é mais curioso do que uma criança? 

 

A disposição natural das crianças para se espantar precisa ser cultivada e encorajada para que possa florescer. Ainda que haja professores fantásticos por aí que inspiram os seus alunos, no geral as escolas não são sempre o lugar fértil para a investigação e para o espanto, mas sim para a repetição e para o aborrecimento. Os professores apresentam as suas respostas prontas que precisam ser memorizadas. Frequentemente, é a necessidade de seguir um programa que se torna a prioridade sobre a necessidade de exploração e de espanto de uma criança. Mas há um lugar para esta prática, algures...

 

Lembra-se da história do Robin Hood? Seria ele uma boa pessoa? Pode um ladrão ser uma boa pessoa? O que significa ser boa pessoa?

 

Por ser um praticanete apaixonado da investigação filosófica com crianças, gostaria de partilhar algumas sugestões que ajudam a avançar quando se encontra perante as grandes questões e ideias que a sua criança partilha, em casa. 

1. Encontre uma pergunta que queira investigar. Assim que tiver a pergunta definida, enquanto pai, pode fazer esta pergunta à noite, no momento de leitura de uma história, ou mesmo durante o juntar - mas lembre-se que é frequente as crianças identificarem estas perguntas por si mesmas. As perguntas podem ser inspiradas por livros, filmes ou situações da vida, mas no campo da filosofia, procuramos as perguntas que não têm respostas simples, mas que nos levam a aprofundar a compreensão de algumas grandes ideias - a justiça, o bem, a beleza e a coragem, para mencionar algumas. 

2. Pergunte à criança para explorar e trabalhar a sua resposta. O que queres dizer quando dizes isto...? Podes dizer-me algo mais sobre o assunto? 

3. Peça e investigue exemplos. Podes dar-me um exemplo de uma pessoa que é boa? É justo comer metade do bolo quando o vais partilhar com mais dois amigos? 

4. Recue no processo e foque a criança na pergunta à qual estão a tentar responder. Então... (inserir a pergunta principal)?

5. Peça argumentos e razões. Pergunte porquê. Podes dizer-me porquê? Porque é que pensas isso? Porque é que pensas que é assim? Porque é que é importante? 

6. Faça de advogado do diabo. Tente discordar da criança de uma forma muito óbvia para testar o argumento e deixe que a criança prove que você está errado. 

7. Pergunte à criança, como é que pode discordar de si mesma ou o que diria  uma pessoa que pensa o contrário. 

Recentemente conversei com Jason Buckley (The Philosophy Man, UK) que partilhou comigo esta metáfora. Filosofar com os nossos filhos é um pouco como fazer de conta que estamos a lutar com eles. Nós queremos que eles sejam resistentes no processo de luta, mas não queremos que fiquem oprimidos. Adopte uma postura lúdica e tire o melhor partido das conversas mais profundas. As crianças são capazes de nos surpreender e no final quem será que aprende mais? 

Se procura alguma inspiração para investigar algumas perguntas filosóficas visite a série YouTube Thinking together at home, onde eu e os meus dois filhos (de 5 e 10 anos) fazemos algumas perguntas a partir dos nossos livros infantis preferidos. Gostaria muito de saber o que pensa sobre as nossas conversas. 

 

Lukasz Krzywon - How to ask your child philosophical questions?

tradução de Joana Rita Sousa

fotografia via unsplash 

 

 

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