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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de filosofia e de criatividade, para crianças, jovens e adultos / formação para professores e educadores (CCPFC) / mediação da leitura e do diálogo / cafés filosóficos / #filocri

filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de filosofia e de criatividade, para crianças, jovens e adultos / formação para professores e educadores (CCPFC) / mediação da leitura e do diálogo / cafés filosóficos / #filocri

regresso às aulas, regresso às rotinas

joana rita sousa, 08.09.22

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estamos de regresso às rotinas da escola: há material para comprar, horários para consultar, rotinas novas para criar. 

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para as pessoas educadoras e professoras, Setembro marca o início de uma nova aventura, por vezes com caras novas, por vezes com caras conhecidas.

seja qual for o caso, recomendo que os primeiros dias de encontro na sala de aula sejam vividos com calma e com tempo para que todos se possam conhecer.

algumas perguntas que podem ajudar: 

- como te chamas? como gostarias de ser tratado/a?

- o que gostas de fazer? o que não gostas de fazer? 

- podes partilhar uma coisa que te tenha acontecido durante as férias?

consoante as idades e os grupos, estas perguntas podem ser feitas oralmente, por escrito ou até com o recurso a um desenho ou outra actividade de expressão artística. também poderá pedir às crianças / aos jovens que se apresentem através de um objecto, por exemplo, um objecto que está na sala ou algum objecto que possam trazer de casa.

as educadoras e os educadores, as professoras e os professores também deverão responder a estas perguntas. 

o início do ano também pode marcar o diálogo e a tomada de decisão sobre as regras que queremos ter na nossa sala, convidando as crianças e os jovens a participar nesta tomada de decisão. podemos avaliar as regras mais importantes, aquelas que são secundárias e também deixar algumas "de lado" para ver se são verdadeiramente importantes ou úteis para podermos trabalhar colaborativamente durante o tempo de aulas. 

__ 

a minha recomendação para as famílias passa também pela paciência e por evitar a pressa em adquirir as rotinas (sejam os horários ou os materiais). procurar respeitar o ritmo de cada um é desafiante, bem sei - mas é possível. 

o diálogo poderá ajudar, por exemplo, no momento de regresso a casa após um dia no jardim de infância ou na escola. eis algumas perguntas que podem ajudar a evitar o "como correu o dia?" e nos permitem ter mais informação e pensar mais demoradamente sobre o que aconteceu:

- aprendeste alguma coisa nova? 

- fizeste algum/a amigo/a?

- houve alguma situação que te deixou mesmo contente? 

- houve alguma situação que te deixou preocupado/a?

- fizeste alguma pergunta hoje?

- alguma coisa te deixou confuso/a?

- daquilo que aprendeste, há alguma coisa que gostasses de investigar ainda mais?

- podes ensinar-me uma coisa que tenhas aprendido?

 

escolha uma destas perguntas para cada dia da semana e pode até ir registando as ideias num diário que pode partilhar com o/a seu/sua filho/a. 

 

*

no site edutopia encontra alguns artigos que podem ajudar a lidar com estes momentos que podem trazer alguma ansiedade, além de alegria e de desafio.

eis as minhas sugestões de leitura: 

- 15 Questions to Replace ‘How Was School Today?’ (Elena Aguilar

- The First 5 Days: The Key to Success (Cheryl Abla

- When Young Children Return to the Classroom (Alissa Alteri Shea)

- Back-to-School Resources for Parents (Matt Davis)

 

*

tem outras sugestões? partilhe nos comentários! 

❤️ se reconhece valor nos conteúdos que partilho por aqui, considere pagar-me um café.

filosofia no quotidiano

- um café filosófico para praticar a suspensão do juízo

joana rita sousa, 03.08.22

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📷 Júnior Ferreira / Unsplash

 

praticar a suspensão do juízo

no dia 25 de julho o café filosófico tinha como temática "filosofia no quotidiano". a proposta de trabalho foi no sentido de criarmos condições para a prática da suspensão do juízo (epoché).

o desafio era verdadeiramente desafiante, pois é muito imediata atitude de emitir um juízo e é bastante comum a atitude de precipitação para avaliar uma situação ou uma informação. 

o exercício proposto visou a prática de uma atitude exploratória, em forma de perguntas, perante 3 situações quotidianas. se assumirmos a analogia com o ginásio, este exercício foi dia de perna: duro, intenso e revelador.

revelador pelo facto de termos experimentado que não somos neutros ou isentos quando observamos uma situação. temos enviesamentos de pensamento, temos molduras de referência e experiências que influenciam o nosso olhar sobre as coisas.

 

o que dizem as pessoas participantes do café filosófico?

Ambiente acolhedor que permitiu a participação de todos os participantes sem qualquer tipo de restrição.

A estrutura do café com a participação ativa dos participantes pessoas foi para mim uma surpresa. Talvez por ser a primeira vez que participo num café filosófico e não ter qualquer tipo de referência no que diz respeito ao formato.

 

o que ambiciona um café filosófico?

- promover um espaço de diálogo e de prática do pensar - escutar - falar (Peter Worley);

- criar um ambiente seguro para a manifestação da ignorância;

- cultivar a honestidade intelectual;

- praticar a autonomia de pensamento;

- promover um espaço de acolhimento para o desacordo;

- reconciliar a pessoa humana com a sua falibilidade. 

 

*

poderá consultar a agenda de eventos da Bertrand Livreiros e considerar a participação num dos cafés filosóficos online.

a minha agenda completa está disponível AQUI e inclui outros eventos além dos cafés filosóficos.

subscrever a newsletter filocriatividade irá garantir que recebe as novidades de agenda no seu e-mail. 

inteligência e pensamento

ecos de um café filosófico

joana rita sousa, 14.07.22

 

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o plano 

no passado dia 15 de junho aconteceu o café filosófico [online] com o tema inteligência e pensamento. 

este era o plano de trabalhos que tinha delineado para este café filosófico que tem a duração de 1h30 e que começou ao som da música THINK, da Aretha Franklin:

(I) gerar perguntas sobre inteligência e pensamento e/ou que coloquem inteligência e pensamento em relação;

(II) seleccionar uma pergunta para o diálogo;

(III) dialogar.

 

o momento (I) aconteceu  dividindo o grupo em duas salas de trabalho. quando regressámos à sala "grande", começámos por anotar as perguntas de cada grupo. seguia-se uma tarefa difícil: escolher a pergunta para o diálogo.

o café filosófico não passou deste momento (II) e foi muito enriquecedor por isso. passo a explicar porquê.

 

o diálogo sobre a maneira como vamos dialogar 

foram colocadas algumas hipóteses para resolver esta etapa da escolha: votar (por ser democrático e rápido), eliminar perguntas com certas características (perguntas que pediam definições), escolher a pergunta mais atractiva ou ainda a pergunta que escolhemos "sem pensar muito".

demorámos algum tempo a dialogar sobre como iria acontecer este processo de escolha e acabámos por realizar um excelente exercício de metacognição. como? pensando sobre o caminho que iríamos percorrer no diálogo se escolhessemos de uma ou outra forma:

"É interessante pensarmos qual a melhor forma de diálogo: do concreto para o abstrato ou vice-versa?"

acabámos por encontrar um procedimento que acolhia as várias sugestões sobre como escolher a pergunta para o diálogo.

ainda que não tenhamos aprofundado o tema do café com o trabalho sobre UMA pergunta, acabámos por dialogar sobre o tema ao esclarecer as perguntas, ao perguntar o que é que cada pergunta estava a perguntar. 

 

o que dizem as pessoas participantes? 

uma das pessoas participantes confessou que o aspecto mais positivo deste café filosófico foi precisamento o facto de termos ficado pelo momento (II). eis alguns olhares sobre o café filosófico: 

"o tema adorei e o facto de não termos começado o diálogo." 

 "nem todos participaram no diálogo o que não significa que não tenham escutado."

"a abordagem crítica e diferencial de cada participante adotou sobre o tema da inteligência e pensamento e como o desenvolver."

 

🧩 [para continuar a ler e aprender sobre]

seleccionei alguns links que podem ser úteis para quem quer pensar a inteligência e o pensamento:

- podcast Carne Esperta

- documentário Deus Cérebro

- inteligência artificial senciente? (artigo de Lemoine, artigo do Público e ponto de vista do professor Mário Sérgio Cortella)

 

o que ambiciona um café filosófico?

- promover um espaço de diálogo e de prática do pensar - escutar - falar (Peter Worley);

- criar um ambiente seguro para a manifestação da ignorância;

- cultivar a honestidade intelectual;

- praticar a autonomia de pensamento;

- promover um espaço de acolhimento para o desacordo;

- reconciliar a pessoa humana com a sua falibilidade. 

 

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poderá consultar a agenda de eventos da Bertrand Livreiros e considerar a participação num dos cafés filosóficos online.

a minha agenda completa está disponível AQUI e inclui outros eventos além dos cafés filosóficos - em julho e agosto a agenda estará a passo de caracol 🐌

subscrever a newsletter filocriatividade irá garantir que recebe as novidades de agenda no seu e-mail. 

 

 

cafés filosóficos online

- novas datas, de julho a dezembro 2022

joana rita sousa, 13.07.22

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🏝 sugestões para as férias de verão

- vamos filosofar?

joana rita sousa, 27.06.22

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oficinas intergeracionais (a partir dos 8 anos): fazer uma pausa, olhar e pensar 

 

5 de julho, terça, das 15h às 16h30 - eu quero e posso fazer aquilo que quero.
12 de julho, terça, das 15h às 16h30 - uma sereia é uma sereia. será?
19 de julho, terça, das 15h às 16h30 - e se houver um robot mais inteligente do que tu?
26 de julho, terça, das 11h às 12h30 - era uma vez um campeonato de crueldade

 

as oficinas são moderadas por Joana Rita Sousa, filósofa, perguntóloga e mestre em filosofia para crianças, responsável pelo projecto filocriatividade (desde 2008).

as oficinas são INTERGERACIONAIS e foram pensadas para pessoas a partir dos 8 anos. podem participar crianças, jovens ou adultos. 

oficinas online e síncrona, via plataforma zoom. as oficinas são independentes entre si, poderá inscrever-se apenas numa. saiba mais AQUI.

 

 

 

#filocriSUMMERCAMP - para levar a filosofia consigo, na mala de viagem 

 

👉  e que tal aproveitar o verão para treinar pensamento crítico e criativo, de forma lúdica com propostas para dialogar em família?

👉 receba no seu e-mail um conjunto de actividades pensadas para serem trabalhadas em grupo: com os amigos ou com a família (a partir dos 4 anos).

 

saiba mais AQUI.

o quadrante de perguntas: uma ferramenta para perguntar e pensar a pergunta

joana rita sousa, 23.05.22

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o quadrante de perguntas foi criado por Phil Cam e é uma ferramenta bastante útil para nos ajudar a pensar nas perguntas (e nas respostas).

desta vez a partilha da ferramenta aconteceu num projecto de continuidade desenvolvido com a biblioteca escolar - centro de recursos poeta josé fanha.

a  ferramenta foi apresentada numa turma do 9.º ano no sentido de procurarmos trabalhar a pergunta.

o trampolim para este projecto com a turma do 9.º ano foi o livro coisas que acontecem (de Inês Barata Raposo e e Susa Monteiro - bruaá editora). assim, os exemplos que levei para exemplificar a ferramenta com a turma partiram da história do livro. depois escolhemos um tema do interesse do grupo para exercitar as perguntas nos vários quadrantes. 

 

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os quadrantes do quadrante de perguntas

 

quadrante superior esquerdo: as perguntas de compreensão ou cujas respostas "estão lá" (no texto, na imagem, no diálogo, na série... e cujas respostas são consensuais ou aceites)

quadrante inferior esquerdo: as perguntas factuais ou que cabem aos especialistas (e às quais se obtêm respostas consensuais ou aceites) 

quadrante superior direito: as perguntas que abrem para possibilidades (e para as quais se procuram respostas razoáveis)

quadrante superior esquerdo: as perguntas que convidam à investigação em conjunto e em diálogo (e para as quais se procuram respostas razoáveis)

Screenshot 2022-05-23 at 15.38.29.png(figura: Splitter, L.J., 2016. The dispositional ingredients at the heart of questioning and inquiry. 

Journal of Philosophy in Schools, 3(2), pp.18–39. DOI: http://doi.org/10.21913/jps.v3i2.1348)

 

sobre a razoabilidade das respostas ou a observação habitual de que "a filosofia não tem respostas certas ou erradas", fica o convite para ler ou voltar a ler este artigo.

 

*

se pretende trabalhar esta e/ou outras ferramentas de geração de perguntas, considere fazer parte do #ClubeDePerguntas

do jardim de infância à escola secundária

joana rita sousa, 11.05.22

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as últimas duas semanas foram agitadas e sobretudo viajadas. tive a oportunidade de estar com crianças e jovens dos mais diversos contextos de ensino: jardim de infância, segundo ciclo e secundário. viajei até Torres Novas, Molelos, Venda do Pinheiro e Odivelas.

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estas viagens incluíram projectos de continuidade e também oficinas pontuais de filosofia. há algo comum nestes trabalhos e que tem a ver com a razão para eu viajar até Torres Novas ou até Molelos: as pessoas. a mãe que me recomendou por acompanhar o meu trabalho na internet ou a professora que frequentou uma das minhas formações e sugeriu o meu nome. numa palavra: recomendação. que precioso que é o passa palavra!

e que precioso que é ouvir a professora Ana a dizer que a minha newsletter é muito útil e que tem aproveitado várias das sugestões nas suas aulas.

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a filocriatividade foi um projecto itinerante desde o 1.º momento e essa característica tem-me permitido conhecer várias escolas, diferentes práticas, muitas pessoas (miúdas e graúdas) e também cidades, vilas e aldeias um pouco por todo o país (continente e ilhas). 

nos últimos anos tenho viajado muito através do zoom, o que é igualmente enriquecedor.

*

a quem recomenda o meu trabalho: muito obrigada!

 

[se pretende saber mais sobre uma eventual visita da filocriatividade à escola dos seus filhos, na biblioteca municipal ou noutros espaços, peço que preencha este formulário]

 

 

 

pensar antes de gostar: redes sociais e liberdade

joana rita sousa, 10.05.22

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a visita esteve agendada para Janeiro de 2022, mas uma avaria no meu carro não tornou possível a realização das oficinas de filosofia na iniciativa Janeiro Cultural do munícipio de Tondela. 

os astros alinharam-se para que no passado dia 9 de Maio rumasse a Molelos, perto de Tondela para dinamizar duas oficinas "pensar antes de gostar: redes sociais e liberdade", com turmas do 10.º ano.

tenho de agradecer à professora Ana por ter recomendado o meu trabalho para integrar a programação de Janeiro (que aconteceu em Maio). foi um gosto poder dialogar com os jovens com quem estive no anfiteatro da Escola Secundária de Molelos.

ainda que a proposta da oficina fosse igual para ambos os grupos, o rumo do pensamento colaborativo foi diferente em cada uma das turmas. essa é uma riqueza muito enorme para quem prepara estas oficinas: sabemos como vai começar, porém dali para a frente temos de estar disponíveis para seguir os interesses das pessoas que fazem parte daquele grupo. 

 

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(fotografias: Alexandra, Biblioteca Municipal de Tondela)

 

se pretende que esta (ou outra) oficina visite a sua escola, centro cultural ou biblioteca,

entre em contacto comigo através deste formulário

oficinas de perguntas na malaposta

joana rita sousa, 30.01.22

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fui chamar as pessoas participantes da oficina e vejo uma cara conhecida:
(eu) espera lá, de onde é que eu te conheço?
(pessoa de 8 anos) do computador!
(eu) e tu conheces-me de onde?
(pessoa de 8 anos) do computador!
(eu) uau, tu existes mesmo! e tens assim pernas e um corpo todo 😁
 
 
🤖 na oficina filosofámos a partir de uma das propostas wonder ponder, da caixa "I, person". 
 
 
✌ muito bom ver que as famílias ficam cativadas com as oficinas online, continuam a fazer parte e também aparecem nas presenciais. a vida é todo um ONLIFE 💥
 
 
regresso à Malaposta no último fim-de-semana de fevereiro e já há inscrições abertas AQUI para as oficinas de perguntas para famílias.