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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

como encorajar a curiosidade dos seus filhos?

- a partir de Robert Fisher, Teaching Children to Think e Unlocking Creativity

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eis algumas frases que promovem o ambiente criativo junto dos seus filhos - ou dos seus alunos!

tome nota: 

 

que ideia tão interessante! podes falar-me mais disso? 

como é que chegaste a essa conclusão?

já pensaste noutras maneiras de fazer isso?

achas que é possível fazer isso de outra maneira?

ok, experimenta. se precisares de ajuda, chama-me.

olha que boa pergunta!

 

também o ambiente pode ser um provocador de criatividade. escrevi sobre isso no artigo motivos para ter um unicórnio em cima da mesa de trabalho. aproveito para partilhar outras sugestões de Fisher - além do unicórnio em cima da mesa. a saber: 

- deixar algo fora de sítio de propósito, num dado espaço da casa ou da sala de aula;

- deixar mensagens dentro das mochilas, dentro da gaveta das meias, que provoquem a curiosidade;

- fazer ou vestir algo que fuja ao padrão da educadora ou do pai de forma a inspirar as crianças a perguntar "porquê"?.

 

no livro Unlocking Creativity, Robert Fisher refere-se ao capital criativo, que o autor descreve como a soma dos recursos necessários para realizar uma tarefa.

no que respeita ao pensamento criativo é necessário o eu criativo, o ambiente criativo e a parceria criativa. acrescento eu: o tempo e o espaço para o diálogo.

 

tem outras sugestões de perguntas que promovem o ambiente criativo? partilhe nos comentários!

sobre a experiência do tempo

mpho-mojapelo-I84vGUYGUtQ-unsplash.jpga vida pandémica empurrou as minhas oficinas de filosofia para o zoom.

as oficinas de filosofia em formato online têm permitido o encontro entre crianças e jovens de geografias muito distintas: de Norte a Sul + ilhas de Portugal, Cabo Verde e Brasil. o nosso ponto de encontro é a língua portuguesa, além da curiosidade e do gosto pelo pensar.

a experiência de ter pessoas de fusos horários diferentes num tempo que é comum a todos (ainda que seja cronologicamente diferente para cada um) é algo que me faz pensar naquilo que entendemos por tempo.

trata-se de uma experiência filosófica, que levanta problemas filosóficos.

estaremos a criar outro tempo quando nos reunimos num espaço [virtual] partindo de tempos diferentes? 

 

(fotografia: unsplash)

 

8 estratégias de pensamento crítico

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Scientific argumentation and critical thought are difficult to argue against.

However, as qualities and mindsets, they are often the hardest to teach to students. Einstein himself said, “Education is not the learning of facts, but the training of the mind to think.”

But how? What can science and critical thinking do for students? And further, what can teachers learn from these approaches and take to their classrooms?

Outside of science, people are quick to label those who question currently accepted theories as contrarians, trolls, and quacks. This is, in part, because people are sometimes not aware of how science moves forward.

Interestingly, professional teaching journals point out that a common myth students bring to school is that science is already all discovered and carved in stone–a fixed collection of knowledge–rather than the simple approach to thinking and knowledge it actually represents. (Teach Thought)

 

quando se fala em pensamento crítico na educação parece-nos óbvia a sua importância. todavia, é difícil a sua prática. neste artigo assinado por Lee Carroll e Terry Heick são apresentadas 8 estratégias de pensamento crítico que podemos levar para o contexto da sala de aula - e que eu levo comigo nas minhas oficinas de filosofia e que derivam do trabalho científico.

a saber: 

1. questionar os pressupostos;

2. suspensão do juízo;

3. revisão de conclusões com base em novas evidências;

4. valorizar os dados em vez das crenças;

5. testar  ou fazer experiências com as ideias;

6. a ideia de que um erro também constitui um dado;

7. a consideração séria de possibilidades e de ideias sem as aceitar em todo o momento; 

8. procurar aquilo que escapou aos outros.

World Creativity Day - dia mundial da criatividade

- sugestões #filocri

celebra-se hoje o dia mundial da criatividade e esta faz parte do meu projecto desde o 1.º momento, tendo sido nesta área que realizei a minha investigação no mestrado em filosofia para crianças. 

ao longo dos anos tenho lido bastante sobre o tema, para poder desenvolver-me enquanto profissional e acima de tudo enquanto pessoa. hoje, a criatividade já faz parte da minha vida e do meu dia-a-dia.

há autores que me acompanham diariamente e que são as minhas grandes referências na área da criatividade: Edward de Bono, Robert Fisher, Angélica Sátiro, Keri Smith, Tony Buzan - e outras pessoas que não têm publicações na área: as crianças e os jovens com quem tenho a oportunidade de trabalhar. as pessoas com quem dialogo e com quem trabalho, seja na área da filosofia, seja na área da comunicação e marketing.

 

2.png

 

a criatividade é uma prática diária e por vezes a ideia criativa surge quando nos desviamos do caminho planeado, criando atalhos. falo disso neste artigo motivos para ter um unicórnio em cima da mesa de trabalho.  

 

aqui no blog tenho partilhado algumas ideias que me vão surgindo a partir da leitura de livros infantis, das sugestões das crianças, daquilo que observo à minha volta.

 

a prática da criatividade tem esse efeito: o treino constante faz com que estejamos disponíveis para acolher inspiração a qualquer momento como por exemplo através de um limão muito torto e algo "desfigurado" que o vizinho me oferece.

 

e por aí? que hábitos já criou para cultivar a curiosidade? 

 

 

a importância do pensamento e da criatividade nas competências do futuro

Creativity will become one of the top three skills workers will need. With the avalanche of new products, new technologies and new ways of working, workers are going to have to become more creative in order to benefit from these changes.

Robots may help us get to where we want to be faster, but they can’t be as creative as humans (yet).

Whereas negotiation and flexibility are high on the list of skills for 2015, in 2020 they will begin to drop from the top 10 as machines, using masses of data, begin to make our decisions for us. (...)

Similarly, active listening, considered a core skill today, will disappear completely from the top 10. Emotional intelligence, which doesn’t feature in the top 10 today, will become one of the top skills needed by all. (World Economic Forum

 

large_LngqAu2RcaZx7Ds45l3rxKdFKIabNFH0LdXeFjTwkXU.

 

nas propostas #filocri o pensamento crítico e o pensamento criativo são trabalhadas a partir do jogo e de situações do interesse das crianças e dos jovens. 

muito provavelmente, as crianças e os jovens que hoje participam das oficinas filocriatividade irão assumir profissões que ainda não existem. é importante prepará-los para essa incerteza, para que reajam e ajam de forma flexível, criativa e crítica.

a escuta e a inteligência emocional são colocadas em prática nestas oficinas através de regras que partilhamos e pelas quais todos são responsáveis.

a filosofia para / com crianças e jovens e a proposta filocriatividade estão de mãos dadas com o futuro. 

convido os pais, as mães, os professores e as professoras, as educadoras e os educadores, qualquer um de vós que trabalha na área da educação a começar HOJE a preparar o futuro.

*

eis as propostas #filocri:

- oficina do Platão, para crianças dos 7 aos 12 anos;

- oficina philoTEEN, para jovens a partir dos 13 anos;

- cafés filosóficos online (parceria Bertrand Livreiros), para adultos;

- formação em filosofia para crianças para adultos - o diálogo e o pensamento criativo;

- formação em filosofia para crianças para adultos - pensamento crítico;

- formação para adultos: a perguntar é que a gente se entende.

últimas inscrições para a oficina pensar DENTRO da caixa

#filocri e Bertrand Livreiros

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no dia 4 de março tem início a sexta edição desta oficina pensar DENTRO da caixa, numa parceria #filocri e Bertrand Livreiros.

ainda há algumas vagas, disponíveis através deste formulário.

 

Parar para pensar – e para criar, dentro da caixa. Eis o desafio destas oficinas, durante as quais os participantes terão oportunidade de dar largas à criatividade. Esta entende-se como algo que pode ser aplicado no quotidiano. O curso pretende dar ferramentas para que a prática da criatividade faça parte dos seus dias. 

Durante estas oficinas vamos procurar pontos de criatividade no nosso dia-a-dia, desde a forma como organizamos o dia de trabalho ou uma reunião, ou a forma como criamos uma lista de comprar no supermercado. Apoiados em ferramentas da  área da criatividade, vamos fazer pontes entre a teoria e a prática da criatividade, procurando táticas que permitam tirar partido dessas ferramentas, na vida de cada um. O desafio: que cada um de nós olhe para o seu dia de uma forma nova, procurando gerir o tempo com um toque de criatividade. Vamos a isso? 

TÓPICOS:

Caixa? Mas qual caixa?
Mapear o pensamento
Técnicas de criatividade para o dia-a-dia
O diálogo como ferramenta de criatividade

 

o museu do pensamento - uma proposta de trabalho filosófico

 

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o livro "o museu do pensamento" está publicado na caminho e é da autoria de joana bértholo. as ilustrações estão a cargo de pedro semeano e susana diniz. 

este livro já me acompanhou e inspirou no planeamento de oficinas de filosofia e já o levei à rádio miúdos.

motivada pelo desafio #12meses12portugueses lançado pelo perfil do João Oliveira, no instagram, resolvi voltar ao livro. voltar a ler um livro já lido é um exercício que gosto de fazer, pois é sempre uma oportunidade de descobrir algo de novo no livro. 

para dar o mote ao desafio, partilho uma proposta para trabalho, em contexto de oficina de filosofia, a partir deste livro.

 

pensamento e beleza

tendo em conta que o livro é muito sumarento e provocador, vou escolher a p. 60: pensamentos feios, bonitos e as nuvens. 

 

sugestão de trabalho:

 

* fazer uma leitura partilhada dessa página, com o grupo / a turma. como se faz a leitura partilhada? cada pessoa lê uma frase e depois passa-se a vez a outra. é importante definir a ordem da leitura antes de darmos início à mesma. este procedimento gera silêncio (se não ouvir posso perder o fio da leitura) e promove o respeito pelo ritmo de leitura de cada um.

 

* depois da leitura, dar tempo e silêncio para pensarmos sobre o que ouvimos.

 

2.png

 

* nesta fase podemos fazer uma das seguintes coisas:

- transformar a primeira frase da página numa pergunta. será possível? 

"É importante poder escolher os pensamentos mais bonitos?"

e iniciar o diálogo com esta pergunta. os participantes podem responder sim, não ou não sei. 

ou

pegar na afirmação "É importante poder escolher os pensamentos mais bonitos." e perguntar quem concorda e quem não concorda.

perguntar porquê será o passo seguinte. 

 

3.png

 

 

(uma nota)

caso o grupo / a turma não tenha ainda desenvolvido a leitura, o texto poderá ser lido pelo adulto da sala.

 

imagino este texto a ser lido em sala da jardim de infância e a servir de base para um diálogo sobre pensamentos bonitos e pensamentos feios. ah! com um desafio no final: desenhar um pensamento bonito e desenhar um pensamento feio.  

 

se por acaso levar a cabo esta proposta na sua sala (ou em casa, em família), diga-me como correu! 

 

 

 

 

 

o quadrante das perguntas

- Phil Cam (2006)

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o que é o quadrante das perguntas?

trata-se de uma ferramenta criada por Phil Cam e que nos permite gerar perguntas:

The purpose is to initiate and model the types of questions that can be used to produce in-depth discussion with communities just starting P4C. The Quadrant can be used to distinguish closed and open questions that relate specifically to the stimulus; or closed and open questions that stimulate intellectual curiosity. (North Lakes School)

o quadrante é apresentado no livro 20 Thinking Tools: Collaborative Inquiry for the Classroom, em 2006. 

no seu livro Creative Dialogue, Robert Fisher refere-se a esta ferramenta de pensamento, nas pp. 43-44:

Teachers report that the use of this tool improves the qualoty of critical thinking in your classroom. When the children have raised questions about the stimulus, they can use the Question Quadrant to identify which are the open-ended philosophical question.

as perguntas factuais são fechadas (requerem uma resposta) e as perguntas de conversação ou diálogo são abertas (têm várias respostas possíveis).

Peter Worley (The Philosophy Foundation) considera que as perguntas com maior potencial para o diálogo são aquelas que são conceptualmente abertas e gramaticalmente fechadas. numa conferência intitulada "How to corrupt youth" (online, 25.06.2020), Worley defendeu que os adultos e as crianças fazem os mesmos movimentos de pensamento, ainda que com níveis de sofisticação diferentes.

quando se refere à qualidade das perguntas que se perguntam, Worley sublinha que uma pergunta confusa e pouco planeada afasta os interlocutores da resposta.

perguntar é algo que se pode treinar e o quadrante das perguntas permite-nos realizar esse treino. 

o Tomás Magalhães Carneiro enquadra o quadrante das perguntas na sua prática "espremedores de perguntas". 

 

a versão de Laurance Splitter

em 2016, Laurance Splitter recupera  o quadrante das perguntas e reflecte sobre o mesmo. 

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voltar a pensar nas perguntas já feitas 

esta ferramenta, o quadrante das perguntas,  permite-nos também "arrumar" as perguntas nessas quatro "gavetas" possíveis, num exercício de meta-pensamento, que nos leva a olhar para as nossas perguntas de uma outra forma. ou seja, podemos pegar em perguntas já elencadas pelo grupo (de crianças ou de adultos) e fazer o exercício, que consiste em arrumar essas perguntas no quadrante respectivo. 

 

 

sugestões de leitura:

- Inquiry within: Idea into practice

- The Philosophy Man: what makes a question philosophical?

- Philosophy in Education   

- de Robert Fisher: Creative Dialogue

- de Peter Worley: 100 ideas for primary teachers 

 

 

 

pensar DENTRO da caixa - oficinas para treinar a criatividade, no dia-a-dia

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Parar para pensar – e para criar, DENTRO da caixa.

 

Eis o desafio destas oficinas, durante as quais os participantes terão oportunidade de dar largas à criatividade. Esta entende-se como algo que pode ser aplicado no quotidiano. O curso pretende dar ferramentas para que a prática da criatividade faça parte dos seus dias. Vamos a isso?

Durante estas oficinas vamos procurar pontos de criatividade no nosso dia-a-dia, desde a forma como organizamos o dia de trabalho ou uma reunião, ou a forma como criamos uma lista de comprar no supermercado.
Apoiados em ferramentas da área da criatividade, vamos fazer pontes entre a teoria e a prática da criatividade, procurando tácticas que permitam tirar partido dessas ferramentas, na vida de cada um.
O desafio: que cada um de nós olhe para o seu dia de uma forma nova, procurando gerir o tempo com um toque de criatividade. Aceita o desafio?

 

Autores de referência: Tony Buzan, Robert Fisher, Immanuel Kant e Edward de Bono.

TÓPICOS
a) Caixa? Mas qual caixa?
b) Mapear o pensamento
c) Técnicas de criatividade para o dia-a-dia
d) O diálogo como ferramenta de criatividade

Destinatários: adultos motivados para aprender e colocar a criatividade em prática

3 de junho, terça-feira, 18:30h - 21:30h
5 de junho, quinta-feira, 18:30h - 21:30h

Valor de inscrição: 25,00€

Com Joana Rita Sousa, Filocriatividade - Filosofia e Criatividade, formadora na área da criatividade, consultora na área da estratégia digital, filósofa e colecionadora de perguntas.
__________
Inscrições: bit.ly/oficina-criatividade-

 

pensar DENTRO da caixa

- criatividade no dia-a-dia

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Parar para pensar – e para criar, DENTRO da caixa. Eis o desafio desta oficina, durante a qual os participantes terão oportunidade de dar largas à criatividade. Esta entende-se como algo que pode ser aplicado no quotidiano. O curso pretende dar ferramentas para que a prática da criatividade faça parte dos seus dias. Vamos a isso?

Autores de referência: Tony Buzan, Robert Fisher, Immanuel Kant e Edward de Bono.

TÓPICOS
a) Caixa? Mas qual caixa?
b) Mapear o pensamento
c) Técnicas de criatividade para o dia-a-dia
d) O diálogo como ferramenta de criatividade

Destinatários: adultos motivados para aprender e colocar a criatividade em prática

ONLINE | dias 19 maio e 21 maio, das 18:30h às 21:30h | 25,00€ 

Com Joana Rita Sousa, formadora na área da criatividade, consultora na área da estratégia digital, filósofa e colecionadora de perguntas.

Inscrições: bit.ly/oficina-criatividade-

 

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