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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de filosofia e de criatividade, para crianças, jovens e adultos / formação para professores e educadores (CCPFC) / mediação da leitura e do diálogo / cafés filosóficos / #filocri

filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de filosofia e de criatividade, para crianças, jovens e adultos / formação para professores e educadores (CCPFC) / mediação da leitura e do diálogo / cafés filosóficos / #filocri

filosofia no quotidiano

- um café filosófico para praticar a suspensão do juízo

joana rita sousa, 03.08.22

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📷 Júnior Ferreira / Unsplash

 

praticar a suspensão do juízo

no dia 25 de julho o café filosófico tinha como temática "filosofia no quotidiano". a proposta de trabalho foi no sentido de criarmos condições para a prática da suspensão do juízo (epoché).

o desafio era verdadeiramente desafiante, pois é muito imediata atitude de emitir um juízo e é bastante comum a atitude de precipitação para avaliar uma situação ou uma informação. 

o exercício proposto visou a prática de uma atitude exploratória, em forma de perguntas, perante 3 situações quotidianas. se assumirmos a analogia com o ginásio, este exercício foi dia de perna: duro, intenso e revelador.

revelador pelo facto de termos experimentado que não somos neutros ou isentos quando observamos uma situação. temos enviesamentos de pensamento, temos molduras de referência e experiências que influenciam o nosso olhar sobre as coisas.

 

o que dizem as pessoas participantes do café filosófico?

Ambiente acolhedor que permitiu a participação de todos os participantes sem qualquer tipo de restrição.

A estrutura do café com a participação ativa dos participantes pessoas foi para mim uma surpresa. Talvez por ser a primeira vez que participo num café filosófico e não ter qualquer tipo de referência no que diz respeito ao formato.

 

o que ambiciona um café filosófico?

- promover um espaço de diálogo e de prática do pensar - escutar - falar (Peter Worley);

- criar um ambiente seguro para a manifestação da ignorância;

- cultivar a honestidade intelectual;

- praticar a autonomia de pensamento;

- promover um espaço de acolhimento para o desacordo;

- reconciliar a pessoa humana com a sua falibilidade. 

 

*

poderá consultar a agenda de eventos da Bertrand Livreiros e considerar a participação num dos cafés filosóficos online.

a minha agenda completa está disponível AQUI e inclui outros eventos além dos cafés filosóficos.

subscrever a newsletter filocriatividade irá garantir que recebe as novidades de agenda no seu e-mail. 

inteligência e pensamento

ecos de um café filosófico

joana rita sousa, 14.07.22

 

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o plano 

no passado dia 15 de junho aconteceu o café filosófico [online] com o tema inteligência e pensamento. 

este era o plano de trabalhos que tinha delineado para este café filosófico que tem a duração de 1h30 e que começou ao som da música THINK, da Aretha Franklin:

(I) gerar perguntas sobre inteligência e pensamento e/ou que coloquem inteligência e pensamento em relação;

(II) seleccionar uma pergunta para o diálogo;

(III) dialogar.

 

o momento (I) aconteceu  dividindo o grupo em duas salas de trabalho. quando regressámos à sala "grande", começámos por anotar as perguntas de cada grupo. seguia-se uma tarefa difícil: escolher a pergunta para o diálogo.

o café filosófico não passou deste momento (II) e foi muito enriquecedor por isso. passo a explicar porquê.

 

o diálogo sobre a maneira como vamos dialogar 

foram colocadas algumas hipóteses para resolver esta etapa da escolha: votar (por ser democrático e rápido), eliminar perguntas com certas características (perguntas que pediam definições), escolher a pergunta mais atractiva ou ainda a pergunta que escolhemos "sem pensar muito".

demorámos algum tempo a dialogar sobre como iria acontecer este processo de escolha e acabámos por realizar um excelente exercício de metacognição. como? pensando sobre o caminho que iríamos percorrer no diálogo se escolhessemos de uma ou outra forma:

"É interessante pensarmos qual a melhor forma de diálogo: do concreto para o abstrato ou vice-versa?"

acabámos por encontrar um procedimento que acolhia as várias sugestões sobre como escolher a pergunta para o diálogo.

ainda que não tenhamos aprofundado o tema do café com o trabalho sobre UMA pergunta, acabámos por dialogar sobre o tema ao esclarecer as perguntas, ao perguntar o que é que cada pergunta estava a perguntar. 

 

o que dizem as pessoas participantes? 

uma das pessoas participantes confessou que o aspecto mais positivo deste café filosófico foi precisamento o facto de termos ficado pelo momento (II). eis alguns olhares sobre o café filosófico: 

"o tema adorei e o facto de não termos começado o diálogo." 

 "nem todos participaram no diálogo o que não significa que não tenham escutado."

"a abordagem crítica e diferencial de cada participante adotou sobre o tema da inteligência e pensamento e como o desenvolver."

 

🧩 [para continuar a ler e aprender sobre]

seleccionei alguns links que podem ser úteis para quem quer pensar a inteligência e o pensamento:

- podcast Carne Esperta

- documentário Deus Cérebro

- inteligência artificial senciente? (artigo de Lemoine, artigo do Público e ponto de vista do professor Mário Sérgio Cortella)

 

o que ambiciona um café filosófico?

- promover um espaço de diálogo e de prática do pensar - escutar - falar (Peter Worley);

- criar um ambiente seguro para a manifestação da ignorância;

- cultivar a honestidade intelectual;

- praticar a autonomia de pensamento;

- promover um espaço de acolhimento para o desacordo;

- reconciliar a pessoa humana com a sua falibilidade. 

 

*

poderá consultar a agenda de eventos da Bertrand Livreiros e considerar a participação num dos cafés filosóficos online.

a minha agenda completa está disponível AQUI e inclui outros eventos além dos cafés filosóficos - em julho e agosto a agenda estará a passo de caracol 🐌

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🏝 sugestões para as férias de verão

- vamos filosofar?

joana rita sousa, 27.06.22

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oficinas intergeracionais (a partir dos 8 anos): fazer uma pausa, olhar e pensar 

 

5 de julho, terça, das 15h às 16h30 - eu quero e posso fazer aquilo que quero.
12 de julho, terça, das 15h às 16h30 - uma sereia é uma sereia. será?
19 de julho, terça, das 15h às 16h30 - e se houver um robot mais inteligente do que tu?
26 de julho, terça, das 11h às 12h30 - era uma vez um campeonato de crueldade

 

as oficinas são moderadas por Joana Rita Sousa, filósofa, perguntóloga e mestre em filosofia para crianças, responsável pelo projecto filocriatividade (desde 2008).

as oficinas são INTERGERACIONAIS e foram pensadas para pessoas a partir dos 8 anos. podem participar crianças, jovens ou adultos. 

oficinas online e síncrona, via plataforma zoom. as oficinas são independentes entre si, poderá inscrever-se apenas numa. saiba mais AQUI.

 

 

 

#filocriSUMMERCAMP - para levar a filosofia consigo, na mala de viagem 

 

👉  e que tal aproveitar o verão para treinar pensamento crítico e criativo, de forma lúdica com propostas para dialogar em família?

👉 receba no seu e-mail um conjunto de actividades pensadas para serem trabalhadas em grupo: com os amigos ou com a família (a partir dos 4 anos).

 

saiba mais AQUI.

filosofia e o ensaio filosófico

joana rita sousa, 01.06.22


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hoje tinha duas mensagens no twitter de jovens que pretendiam indicações para redigir um ensaio filosófico. são alunos do 11.º ano e têm temas e perguntas a partir dos quais são convidados a ensaiar pensamento.

a minha recomendação foi idêntica para ambos: uma vez tendo a pergunta bem definida, é necessário analisar a pergunta, os conceitos que nela habitam, circunscrevendo o seu âmbito. esse processo pode incluir alguma pesquisa sobre a temática que poderá conduzir-nos a ideias de pessoas filósofas. 

no livro The Basics of Essay Writing, Nigel Warburton salienta a importância da pesquisa e do planeamento, ainda antes do momento da escrita. durante esse processo é bom cultivar uma certa suspensão do juízo (epoché) e estar atenta/o aos enviesamentos de pensamento (é natural ter uma tendência para concordar com um lado da questão e por isso pensar de forma mais superficial o outro lado da questão.

um exemplo:  imaginando que o ensaio versa sobre a pergunta: "a resposta científica e a resposta religiosa são opostas ou complementares?, convém dizer o que caracteriza uma resposta científica e uma resposta religiosa. poderá ser pertinente ver se essas respostas respondem às mesmas perguntas -  ou não.

há ainda que manifestar o nosso posicionamento face à pergunta do ensaio: partindo do exemplo, há oposição ou complementaridade? e justificar. 

julgo que é importante sublinhar que nem todas as respostas que damos à pergunta do ensaio filosófico irão assumir um dos lados a 100%: ou seja, eu posso concordar em parte com a oposição e em parte com a complementaridade. para tal, tenho de elaborar bem o meu ponto de vista, esclarecendo onde encontro relevância ou suficiência nas posições.

também é importante lembrar que aquilo que é um argumento tem de estar bem claro na nossa cabeça; o dicionário Crítica na Rede pode dar uma ajuda.

 

*

📌 o David Erlich partilhou comigo que aprecia bastante a sugestão sobre ensaio filosófico presente no manual Como pensar isto tudo?, 10.º ano - versão do professor e que elenca os seguintes passos:

- formulação explícita do problema;

- explicitação da importância do problema;

- esclarecimento de conceitos;

- caracterização das principais teses em confronto;

- formulação explícita da tese defendida;

- argumentação a favor da tese defendida;

- argumentação contra as teses opostas;

- conclusão: breve resumo das ideias e argumentos apresentados. 

*

alguns recursos que podem ser úteis: 

- o professor Vitor Lima disponibiliza um vídeo intitulado Argumentação sem stresse;

- o canal Isto Não É Filosofia tem várias aulas sobre temas distintos - alguns deles podem ser úteis para pensar a pergunta do ensaio filosófico;

- também no youtube: espreitar os canais do Rolando Almeida e A Tua Filosofia, do David Erlich. 

- o #EstudoEmCasa disponibiliza um vídeo onde se responde à pergunta "como escrever um ensaio filosófico?"

 

boa pesquisa, boa leitura e boa escrita!

 

se este artigo foi útil considere pagar-me um café

ou participar numa das oficinas de filosofia philoTEEN

e/ou do #ClubeDePerguntas.

“Praticar a boa filosofia é a melhor ligação à cidadania. É a arma mais eficaz e pacífica contra a desinformação."

- Augusto Santos Silva, na sessão de abertura do Parlamento dos Jovens

joana rita sousa, 31.05.22

FUGcDU2WQAAqVnt.jpgfonte: Twitter

 

O impacto da desinformação na Democracia - o tema do Parlamento dos Jovens, 31 de Maio de 2022 

Como contrariar o impacto da desinformação na Democracia? Sermos nós a pensar pela nossa cabeça, a pensarmos em conjunto e de forma organizada. Essa é a melhor arma contra os factos alternativos e a pós-verdade. (Augusto Santos Silva) 

 

o Pedro Figueiredo alertou-me para esta sessão com o seguinte tweet:

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o discurso completo pode ser ouvido aqui. logo no início Augusto Santos Silva, Presidente da Assembleia da República elogia o lado prático da filosofia, fazendo referência a Kant, Descartes e Sócrates (entre outros). Santos Silva sublinhou ainda a importância do diálogo e do pensamento colaborativo no exercício da cidadania. 

gostaria de um dia conversar com Augusto Santos Silva para partilhar o que tem vindo a ser feito em Portugal no âmbito da filosofia aplicada: cafés filosóficos, filosofia no jardim de infância, 1.º, 2.º e 3.º ciclos. pelo seu discurso de hoje talvez até já conheça bem o que se faz - eu é que assumo sempre que a filosofia aplicada é algo novo para a grande maioria das coisas. 

 

Não se aprende filosofia, mas a filosofar, já disse Kant. A filosofia não é um conjunto de ideias e de sistemas que possamos aprender automaticamente, não é um passeio turístico pelas paisagens intelectuais, mas uma decisão ou deliberação orientada por um valor: a verdade. É o desejo do verdadeiro que move a filosofia e suscita filosofias. (Marilena Chaui, Convite à Filosofia, p. 112)

 

durante o ano lectivo 2021/2022 tive oportunidade de passar por algumas escolas e trabalhar a questão da desinformação com alunos do ensino secundário, através do diálogo filosófico. 

 

pensamento crítico

- o olhar de David Erlich

joana rita sousa, 25.05.22

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hoje o David Erlich e o Ludwig Krippahl participam no 2.º Encontro Nacional Autonomia e Flexibilidade Curricular (AFC) – 2022 num painel dedicado ao tema: "desenvolver o pensamento crítico em linha com o perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória".

o David partilhou no linkedin a síntese da sua intervenção: 

 

O termo crítico provém do grego kritikós e remete para a capacidade de julgar, discernir, escolher. Partindo desta origem etimológica e passando pelas competências descritas no Perfil dos Alunos, a apresentação focar-se-á na concretude pedagógica, procurando encorajar o abandono de práticas inibidoras do pensamento crítico e a adoção de práticas que o propiciem.

No contexto de aprendizagem em que o pensamento crítico é prioritário, aprende-se para algo e não porque tem de ser. O conhecimento é interiorizado mais pela descoberta e debate do que pela mera memorização. As atividades proporcionam hipóteses de escolha e personalização. A sala de aula torna-se mais parecida a uma assembleia, onde todos podem comunicar com todos, do que a uma fábrica, onde o professor-capataz é o único que a todos vê. A interação entre o estudante e os materiais deixa de ser solitária, passando a ser mediada pela colaboração em grupo, que aprende cooperativamente. O certo e o errado ascendem como evidência racional e não como ditame. E o professor é mais um orientador que convida à partilha organizada do que um instrutor que pede obediência. É, pois, no concretizar destas prementes mudanças que a intervenção incidirá.

o evento será transmitido em streaming. saiba mais aqui

previsivelmente irracional - dan ariely

#LERePENSARcom

joana rita sousa, 23.05.22

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o livro:

previsivelmente irracional, de dan ariely

(edição de 2009, da editora estrela polar) 

 

a citação:

Já foi exaustivamente demonstrado que a ligação entre o salário e a felicidade não é tão forte como seria de esperar (na verdade, é bem ténue). Há inúmeros estudos que concluem que as pessoas mas "felizes" não se incluem entre aquelas que auferem rendimentos pessoais mais elevados. (p. 36)

a reflexão:

na página seguinte o autor dá o exemplo de uma pessoa que ganhou muito dinheiro e que vive rodeada de gente com muito dinheiro. porém essa pessoa é capaz de "minimizar os círculos de comparação da sua vida". o que significa isto? significa avaliar o meu rendimento pela comparação com o rendimento dos outros, por exemplo. ou avaliar o meu carro pela comparação com o carro dos outros.

no exemplo, ariely refere que uma das coisas que essa pessoa fez para minimizar os círculos de comparação foi vender o porsche boxter e comprar um prius da toyota: "Não quero a vida de um Boxster, porque quando se tem um Boxster gostava-se de ter um 911, e você sabe o que quer quem tem um 911? Quer ter um Ferrari." (p. 39). 

 

a pergunta: 

quanto mais temos, mais queremos ter? 

 

*

#LERePENSARcom é uma rubrica #filocri que pretende divulgar leituras, leitores, reflexões e perguntas. pretende-se também ampliar o entendimento de leitura: podemos ler e pensar com livros (literatura,  filosofia, ciência, álbuns ilustrados...), com documentários, com imagens ou com jogos e até com séries. procura-se aquilo que nos faz pensar, pratica-se o voltar a pensar e termina-se (se bem que o fim é um começo) com uma pergunta. 

está disponível para participar nesta rubrica? basta preencher este formulário

o quadrante de perguntas: uma ferramenta para perguntar e pensar a pergunta

joana rita sousa, 23.05.22

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o quadrante de perguntas foi criado por Phil Cam e é uma ferramenta bastante útil para nos ajudar a pensar nas perguntas (e nas respostas).

desta vez a partilha da ferramenta aconteceu num projecto de continuidade desenvolvido com a biblioteca escolar - centro de recursos poeta josé fanha.

a  ferramenta foi apresentada numa turma do 9.º ano no sentido de procurarmos trabalhar a pergunta.

o trampolim para este projecto com a turma do 9.º ano foi o livro coisas que acontecem (de Inês Barata Raposo e e Susa Monteiro - bruaá editora). assim, os exemplos que levei para exemplificar a ferramenta com a turma partiram da história do livro. depois escolhemos um tema do interesse do grupo para exercitar as perguntas nos vários quadrantes. 

 

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os quadrantes do quadrante de perguntas

 

quadrante superior esquerdo: as perguntas de compreensão ou cujas respostas "estão lá" (no texto, na imagem, no diálogo, na série... e cujas respostas são consensuais ou aceites)

quadrante inferior esquerdo: as perguntas factuais ou que cabem aos especialistas (e às quais se obtêm respostas consensuais ou aceites) 

quadrante superior direito: as perguntas que abrem para possibilidades (e para as quais se procuram respostas razoáveis)

quadrante superior esquerdo: as perguntas que convidam à investigação em conjunto e em diálogo (e para as quais se procuram respostas razoáveis)

Screenshot 2022-05-23 at 15.38.29.png(figura: Splitter, L.J., 2016. The dispositional ingredients at the heart of questioning and inquiry. 

Journal of Philosophy in Schools, 3(2), pp.18–39. DOI: http://doi.org/10.21913/jps.v3i2.1348)

 

sobre a razoabilidade das respostas ou a observação habitual de que "a filosofia não tem respostas certas ou erradas", fica o convite para ler ou voltar a ler este artigo.

 

*

se pretende trabalhar esta e/ou outras ferramentas de geração de perguntas, considere fazer parte do #ClubeDePerguntas

do jardim de infância à escola secundária

joana rita sousa, 11.05.22

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as últimas duas semanas foram agitadas e sobretudo viajadas. tive a oportunidade de estar com crianças e jovens dos mais diversos contextos de ensino: jardim de infância, segundo ciclo e secundário. viajei até Torres Novas, Molelos, Venda do Pinheiro e Odivelas.

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estas viagens incluíram projectos de continuidade e também oficinas pontuais de filosofia. há algo comum nestes trabalhos e que tem a ver com a razão para eu viajar até Torres Novas ou até Molelos: as pessoas. a mãe que me recomendou por acompanhar o meu trabalho na internet ou a professora que frequentou uma das minhas formações e sugeriu o meu nome. numa palavra: recomendação. que precioso que é o passa palavra!

e que precioso que é ouvir a professora Ana a dizer que a minha newsletter é muito útil e que tem aproveitado várias das sugestões nas suas aulas.

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a filocriatividade foi um projecto itinerante desde o 1.º momento e essa característica tem-me permitido conhecer várias escolas, diferentes práticas, muitas pessoas (miúdas e graúdas) e também cidades, vilas e aldeias um pouco por todo o país (continente e ilhas). 

nos últimos anos tenho viajado muito através do zoom, o que é igualmente enriquecedor.

*

a quem recomenda o meu trabalho: muito obrigada!

 

[se pretende saber mais sobre uma eventual visita da filocriatividade à escola dos seus filhos, na biblioteca municipal ou noutros espaços, peço que preencha este formulário]

 

 

 

pensar antes de gostar: redes sociais e liberdade

joana rita sousa, 10.05.22

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a visita esteve agendada para Janeiro de 2022, mas uma avaria no meu carro não tornou possível a realização das oficinas de filosofia na iniciativa Janeiro Cultural do munícipio de Tondela. 

os astros alinharam-se para que no passado dia 9 de Maio rumasse a Molelos, perto de Tondela para dinamizar duas oficinas "pensar antes de gostar: redes sociais e liberdade", com turmas do 10.º ano.

tenho de agradecer à professora Ana por ter recomendado o meu trabalho para integrar a programação de Janeiro (que aconteceu em Maio). foi um gosto poder dialogar com os jovens com quem estive no anfiteatro da Escola Secundária de Molelos.

ainda que a proposta da oficina fosse igual para ambos os grupos, o rumo do pensamento colaborativo foi diferente em cada uma das turmas. essa é uma riqueza muito enorme para quem prepara estas oficinas: sabemos como vai começar, porém dali para a frente temos de estar disponíveis para seguir os interesses das pessoas que fazem parte daquele grupo. 

 

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(fotografias: Alexandra, Biblioteca Municipal de Tondela)

 

se pretende que esta (ou outra) oficina visite a sua escola, centro cultural ou biblioteca,

entre em contacto comigo através deste formulário