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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

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o jogo dos pensamentos

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há duas semanas, o encontro com as meninas e os meninos do jardim de infância aconteceu em torno do jogo dos pensamentos. estamos a tentar descobrir que coisas fazemos e que exigem pensar e que coisas fazemos e que não exigem pensar.

visitámos as histórias presentes no livro "Em que pensas tu?" e eu aprendi que, se quiser brincar às escondidas, vou precisar pensar muito. perguntei porquê. a resposta foi: "joana, como és maior do que nós tens de procurar um sítio melhor para te esconderes, tens mais corpo para tapar. nós somos pequenos e conseguimos encontrar mais fácil." 

 

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vamos continuar a brincar ao jogo dos pensamentos. 

 

para acompanhar o trabalho no jardim de infância 2018/2019:

oficina #1

oficina #2

oficina #3

oficina #4

oficina #5

oficina #6 

oficina #7

oficina #8

oficina #9

oficina #10 

oficina #11

 

 

"Pensamento Crítico em Sala de Aula: os 26 movimentos de pensamento"

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Roger Sutcliffe passou os últimos 10 anos a desenvolver formas de ensinar a pensar de forma mais simples e eficaz.. O resultado foi um esquema com “26 Movimentos de Pensamento de A a Z”.  

 
 
 
 
 
 
O que são os Movimentos de Pensamento?
 
Os 26 Movimentos de Pensamento são um conjunto de actos mentais que nos ajudam a estruturar as muitas formas possíveis de pensamento. 
 
Organizados por ordem alfabética e com várias ligações intuitivas entre si (pensar À frente/ lemBrar; Conectar/Dividir, etc.) estes movimentos quando utilizados de forma competente em sala de aula são uma excelente estratégia pedagógica para levar os nossos alunos a desenvolver um pensamento crítico mais focado, rigoroso e consciente. 
 
Os 26 “Movimentos de Pensamento” foram traduzidos e adaptados para português por Tomás Magalhães Carneiro (Clube Filosófico do Porto) e serão disponibilizados aos participantes deste workshop.
 
 
 
Em que consistirá este workshop com Roger Sutcliffe?
 
O objectivo deste workshop será explicar cada um dos "26 movimentos", levar os participantes a compreender a forma como se estruturam e relacionam e, sobretudo, mostrar como cada um destes "movimentos de pensamento" podem ser aplicados em sala de aula com os alunos de qualquer idade e de qualquer disciplina. Roger Sutcliffe também procurará mostrar como estes princípios podem ser usados fora da sala de aula por forma a ajudar-nos a pensar melhor no nosso quotidiano. 
 
Quem é Roger Sutcliffe?
 
Licenciou-se em Filosofia e Línguas Modernas (Philosophy and Modern Languages ) em Oxford em 1975.
 
Fez voluntariado na Índia antes de começar a trabalhar como professor no Reino Unido. Depois de 5 anos a trabalhar como professor primário juntou-se ao departamento de matemática numa escola secundária e licenciou-se em matemática e gestão educacional numa “Open University”.
 
No início dos anos 90 deixou o ensino a tempo inteiro e dedicou-se à Filosofia para Crianças (P4C) com Matthew Lipman em New Jersey e ao Pensamento Criativo com Edward de Bono em Malta. 
 
Roger foi um dos membros fundadores da fundação SAPERE (www.sapere.org.uk) e em 1993 foi eleito presidente em 2003. Nesse mesmo ano foi eleito presidente da ICPIC (www.icpic.org) , organização internacional dedicada à FpC em que mais de 60 países estão representados. Exerceu esse cargo por dois anos.
 
Desde 2010 é consultor para a www.thinkingmatters.com e entre 2013 e 2016 foi professor da disciplina de Ensino da Filosofia no Heythrop College em Londres. É co-director da empresa DialogueWorks (www.dialogueworks.co.uk) e também co-director do site www.p4c.com, um dos mais importantes sites de recursos em Filosofia para Crianças. Foi co-autor dos livros  ”The Philosophy Club’, ‘Newswise’ e ‘The Pocketbook P4C’. O seu último livro “Thinking Moves A – Z” será publicado em Abril de 2019.
 
*
 
 
Organização do Clube Filosófico do Porto e da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira
 
Local e Data
Biblioteca de Santa Maria da Feira
18 de Maio (sábado) | 15h00 – 17h00
 
Valor: 30€
 
Inscrições até 1 de maio para clubefilosoficodoporto@gmail.com 
 
 
Podem aderir ao evento no Facebook aqui: https://www.facebook.com/events/353621728589861/

Oscar Brenifier: "Do not answer the questions of children, unless they first propose themselves an initial hypothesis, or different ones. Teach them to be autonomous, instead of mere consumers."

Oscar Brenifier, holds a Bachelor of biology degree (University of Ottawa) and a PhD in Philosophy (Paris IV – Sorbonne). For many years, in France as well as in the rest of the world, he has been working on the concept of ‘philosophical practice’, both from a theoretical and practical viewpoint. He is one of the main promoters of the project of philosophy in the city, organizing philosophy workshops for children and adults and philosophy cafés, working as a philosophy consultant, etc. He has published about fifty books in this domain, including the ‘Philozenfants’ series (Editions Nathan), which has been translated into over thirty-five languages. He founded the Institut de Pratiques Philosophiques (Institute of philosophical practice), to train practical philosophers and organize philosophy workshops in various places: schools, old people’s homes, prisons, social centers,organizations, etc. He is one of the authors of the UNESCO report: “Philosophy, a school of freedom”. 

 

At the Institut de Pratiques Philosophiques' website there are free books that you can download.

 

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Can you recall the first time you heard about philosophy for children (p4c)?

I vaguely remember: I was still young at the  time. It  was when I proposed to an  elementary school to hold a philosophy workshop with the children . Until then I was primarily doing workshop with adults. But when later on I heard the coined expression “P4C”, I noticed it often had little to do with philosophy.

  

How did you started working with p4c?

In a regular way, it was when my eldest daughter entered kindergarten. I proposed to the director of the school to hold regular workshops with different classes of children, aged between 3 and 5. I then made different experiments, invented diverse exercises, to make the children think. 

 

Do you think p4c is necessary to children? Why?

No, it is not necessary. No more than art or gymnastics is necessary. Most people live without exercising their body or their mind, and manage quite well to survive. But of course, one might criticize the fact that they are missing on something important.

  

Nowadays children ( @ Portugal) have a lot of activities at school and after school. Why should we take philosophy to schools?

I don’t think we should. There is no foundation for such an obligation. But the good thing about philosophy is precisely that it is a non-activity, in the middle of all these activities.

  

What makes a question a philosophical question – from a p4c point of view?

Strange presupposition. It implies that there is a specific “p4c point of view”. I did not know. In a more general way, I don’t think there is such a thing as “philosophical questions”, but there are philosophical ways to deal with a question. For example, multiplicity of answers, guidance of reason, argumentation, problematization, etc. In this sense, all questions can be  philosophical.

  

What’s the biggest challenge p4c faces, nowadays?

To do philosophy, instead of holding cute discussions, going beyond a mere exchange of feelings and opinions. Learning to listen attentively, to analyse, to question rigorously, etc.

 

Can you give the teachers and the parents some kid of advice to help them deal with the children’s questions?

Do not answer the questions of children, unless they first propose themselves an initial hypothesis, or different ones. Teach them to be autonomous, instead of mere consumers.

  

Did the children ever surprised you with a question? Can you share that question with us?

Yes. “Can I go out to the toilet?”. I was surprised, because I naively forgot how much human beings connect to their body more than to their mind.

 

"a prática filosófica é sofrer tranquilamente" - oscar brenifier

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pensar exige um esforço deliberado, obriga-nos a olhar para coisas que não são agradáveis e que nos deixam inseguros. o trabalho do pensamento crítico passa por parar para pensar e observar cada passo que damos.

o treino que os seminários do Oscar Brenifier proporcionam é, para mim, essencial para o desenvolvimento do meu trabalho enquanto facilitadora (ou dificultadora) de oficinas de filosofia (para crianças e jovens e até para adultos). 

descubro sempre coisas novas. redescubro coisas que vou esquecendo pois a espuma dos dias é espumosa demais e é fácil praticar o "go with the flow". é difícil tomar conta da nossa vida. contrariar isso exige consciência, exige prestar atenção, tratar de uma coisa de cada vez. 

 

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o hipópotamo, um ser autêntico. e praticante da simplicidade: tenho fome, como. tenho sede, bebo água. sem "mas", sem "depende", sem "agora não". sem "neste caso, não". para o hipópotamo há o aqui e agora.

parar para pensar no próprio pensamento é um trabalho de autenticidade, de pessoas se permitem ser hipópotamos. 

 

(sobre)vivi a mais dois dias de seminário de pensamento crítico: dois dias intensos, turbulentos e divertidos. o facto de os ter partilhado com pessoas que estimo e com quem tenho a possibilidade de partilhar as "dores" (e as alegrias) do pensar mais profundamente - isso foi a cereja no topo do bolo.

 

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(fotografia da Elsa Cerqueira, partilhada no facebook. da esquerda para a direita: eu, Alice Santos e Oscar Brenifier)

 

até já, Oscar!

 

 

um aniversário filosofante

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de vez em quando sou convidada para levar a filosofia a uma festa de aniversário. sim , é verdade. há pais que procuram uma actividade diferente para este dia tão especial do seu filho e escolhem a filosofia. feito o convite e acertada a data, lá vou eu, de mochila às costas, para filosofar com a turma do aniversariante.

hoje estive na sala do T. onde fui muito bem recebida. mais uma vez, o jogo wonder ponder serviu de base para pensar em conjunto. 

"quem seria melhor professor: uma pessoa ou um robot?" - o diálogo seguiu animado durante cerca de  1h15, com dedicação e afinco. 

 

obrigada à mãe L. pelo convite para filosofar com o T. e os seus amigos. foi uma tarde muito "perguntadeira", tal como gosto.

parabéns, T.!

 

 

 

Oscar Brenifier em Portugal

o professor Oscar Brenifier vai estar em Portugal para ministrar mais um workshop de filosofia prática que acontece no dia 17 de fevereiro, domingo, em Oeiras.

 

quem é Oscar Brenifier?

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o trabalho de Oscar Brenifier é conhecido do público português através dos livros publicados na Edicare e na Dinalivro. não é a primeira vez que vem a Portugal e também não é a primeira vez que vou participar num workshop do Oscar. 

tenho falado com alguma frequência sobre o professor Oscar neste blog pois considero-o uma das minhas referências na área da filosofia prática, nomeadamente no que diz respeito à filosofia para crianças e jovens. foi um dos autores com quem dialoguei, através dos seus textos, na investigação que fiz durante a minha dissertação de mestrado em filosofia para crianças.

 

 

 

 

a quem se destina este workshop?

 

a quem queira exercitar os músculos do pensamento, o seu pensamento crítico e criativo. professores, alunos, educadores, pais, agentes educativos, gestores de projecto, CEO e, na verdade, qualquer pessoa (humana) que pretenda praticar o parar para pensar. 

 

para mais informações: alice.p.santos@hotmail.com 

livros que nos provocam o pensar

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estes foram os últimos reforços "contratados" para a equipa da biblioteca cá de casa. livros que já andava "a namorar" há algum tempo, confesso. o Museu do Pensamento e o Cá Dentro são livros que nos permitem praticar o pensar sobre o pensamento. já a Barafunda é um daqueles livros que certamente me vai permitir criar jogos para levar para as oficinas com a criançada.

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e por aí? quais vão ser as vossas leituras de verão?

e não é que o Platão "apareceu" na oficina do Platão?

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a oficina do Platão reune de quinze em quinze dias. há filosófos residentes, que já fazem parte do grupo desde o início (em outubro do ano passado) e, de vez em quando, aparece alguém novo.

na última oficina sentei-me com a C., a L., e o G.

"hoje somos só três?"

"sim", respondeu alguém.

perguntei: "então e eu? tornei-me invisível?"

e eis que a pergunta surge e salta "para cima da mesa": o que farias se fosses invisível?" 

 

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Platão (o próprio) conta-nos a história de Giges, rei da Lídia. Giges ascendeu ao poder depois de ter assassinado o monarca anterior. é Platão que narra esta história do anel, no livro II d' A República, para trabalhar o tema da justiça. na oficina do Platão foi colocada esta hipótese: haver um anel que, quando usado de uma certa forma, nos tornaria invisíveis. e o que faríamos, nesta condição de invisibilidade?

entre fazer partidas e assustar pessoas, surgiu a possibilidade de roubar sem ser visto. roubar é sempre mau, mas quando podemos ser vistos e apanhados é pior, pois vamos presos e vamos ter más condições de vida. 

foi uma oficina divertida pois surgiram ideias engraçadas sobre a invisibilidade. a I. (que se juntou a nós a meio do diálogo) acabou por partilhar que a maioria das coisas que fazemos quando somos invisíveis não teriam muita graça, pois ninguém nos ia ver. 

 

vamos voltar a esta questão, das coisas que podemos fazer quando somos invisíveis - e daquelas que devemos ou não fazer. 

 

 

 

 

"porquês" e "se eu fosse..."

Na sala dos 3/4 anos (Era uma vez) os nossos "trabalhos do pensar" levam-nos a investigar o que é "perguntar", o que é "responder" e o que é "dizer uma coisa". Descobrimos perguntas parecidas e algumas para as quais imaginámos uma resposta. E até houve quem mudasse de ideias: coisas de pequenos-grandes-filósofos! 
​N​a sala dos 4/5 anos (Castelo Encantado) o "Se eu fosse" transformou-se, agora, numa investigação pelas diferenças e semelhanças. É verdade, estamos à procura das razões para o "se eu fosse ..." e descobrimos que é possível querer muito ser um tubarão ou um morcego e apresentar a mesma razão para tal. Foi muito divertido e vamos continuar com este jogo, na próxima oficina de filosofia!

 

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é sempre um gosto trabalhar com a rapaziada do jardim de infância. há espontaneidade, há aquele olhar genuíno de quem está a pensar numa coisa pela primeira vez.

tenho vindo a colaborar com a ACIJR, com oficinas mensais na sala dos 3/4 anos e dos 4/5 anos. com este trabalho de continuidade tem sido possível ver o pensamento destes pequenos-grandes-filósofos a "crescer", a amadurecer, a afinar questões lógicas e também a desafiar a lógica, com o recurso à imaginação.

 

 

na sala dos 3/4 anos os nossos "trabalhos do pensar" levam-nos a investigar o que é "perguntar", o que é "responder" e o que é "dizer uma coisa".

descobrimos perguntas parecidas e algumas para as quais imaginámos uma resposta.

e até houve quem mudasse de ideias: coisas de pequenos-grandes-filósofos!

 


​Nna sala dos 4/5 anos o livro "Se eu fosse" transformou-se, agora, numa investigação pelas diferenças e semelhanças.

é verdade, estamos à procura das razões para o "se eu fosse ..." e descobrimos que é possível querer muito ser um tubarão ou um morcego e apresentar a mesma razão para tal.

foi muito divertido e vamos continuar com este jogo, na próxima oficina de filosofia!

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