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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

sobre a experiência do tempo

mpho-mojapelo-I84vGUYGUtQ-unsplash.jpga vida pandémica empurrou as minhas oficinas de filosofia para o zoom.

as oficinas de filosofia em formato online têm permitido o encontro entre crianças e jovens de geografias muito distintas: de Norte a Sul + ilhas de Portugal, Cabo Verde e Brasil. o nosso ponto de encontro é a língua portuguesa, além da curiosidade e do gosto pelo pensar.

a experiência de ter pessoas de fusos horários diferentes num tempo que é comum a todos (ainda que seja cronologicamente diferente para cada um) é algo que me faz pensar naquilo que entendemos por tempo.

trata-se de uma experiência filosófica, que levanta problemas filosóficos.

estaremos a criar outro tempo quando nos reunimos num espaço [virtual] partindo de tempos diferentes? 

 

(fotografia: unsplash)

 

8 estratégias de pensamento crítico

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Scientific argumentation and critical thought are difficult to argue against.

However, as qualities and mindsets, they are often the hardest to teach to students. Einstein himself said, “Education is not the learning of facts, but the training of the mind to think.”

But how? What can science and critical thinking do for students? And further, what can teachers learn from these approaches and take to their classrooms?

Outside of science, people are quick to label those who question currently accepted theories as contrarians, trolls, and quacks. This is, in part, because people are sometimes not aware of how science moves forward.

Interestingly, professional teaching journals point out that a common myth students bring to school is that science is already all discovered and carved in stone–a fixed collection of knowledge–rather than the simple approach to thinking and knowledge it actually represents. (Teach Thought)

 

quando se fala em pensamento crítico na educação parece-nos óbvia a sua importância. todavia, é difícil a sua prática. neste artigo assinado por Lee Carroll e Terry Heick são apresentadas 8 estratégias de pensamento crítico que podemos levar para o contexto da sala de aula - e que eu levo comigo nas minhas oficinas de filosofia e que derivam do trabalho científico.

a saber: 

1. questionar os pressupostos;

2. suspensão do juízo;

3. revisão de conclusões com base em novas evidências;

4. valorizar os dados em vez das crenças;

5. testar  ou fazer experiências com as ideias;

6. a ideia de que um erro também constitui um dado;

7. a consideração séria de possibilidades e de ideias sem as aceitar em todo o momento; 

8. procurar aquilo que escapou aos outros.

a importância do pensamento e da criatividade nas competências do futuro

Creativity will become one of the top three skills workers will need. With the avalanche of new products, new technologies and new ways of working, workers are going to have to become more creative in order to benefit from these changes.

Robots may help us get to where we want to be faster, but they can’t be as creative as humans (yet).

Whereas negotiation and flexibility are high on the list of skills for 2015, in 2020 they will begin to drop from the top 10 as machines, using masses of data, begin to make our decisions for us. (...)

Similarly, active listening, considered a core skill today, will disappear completely from the top 10. Emotional intelligence, which doesn’t feature in the top 10 today, will become one of the top skills needed by all. (World Economic Forum

 

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nas propostas #filocri o pensamento crítico e o pensamento criativo são trabalhadas a partir do jogo e de situações do interesse das crianças e dos jovens. 

muito provavelmente, as crianças e os jovens que hoje participam das oficinas filocriatividade irão assumir profissões que ainda não existem. é importante prepará-los para essa incerteza, para que reajam e ajam de forma flexível, criativa e crítica.

a escuta e a inteligência emocional são colocadas em prática nestas oficinas através de regras que partilhamos e pelas quais todos são responsáveis.

a filosofia para / com crianças e jovens e a proposta filocriatividade estão de mãos dadas com o futuro. 

convido os pais, as mães, os professores e as professoras, as educadoras e os educadores, qualquer um de vós que trabalha na área da educação a começar HOJE a preparar o futuro.

*

eis as propostas #filocri:

- oficina do Platão, para crianças dos 7 aos 12 anos;

- oficina philoTEEN, para jovens a partir dos 13 anos;

- cafés filosóficos online (parceria Bertrand Livreiros), para adultos;

- formação em filosofia para crianças para adultos - o diálogo e o pensamento criativo;

- formação em filosofia para crianças para adultos - pensamento crítico;

- formação para adultos: a perguntar é que a gente se entende.

o museu do pensamento - uma proposta de trabalho filosófico

 

20210112_211412.jpg

 

o livro "o museu do pensamento" está publicado na caminho e é da autoria de joana bértholo. as ilustrações estão a cargo de pedro semeano e susana diniz. 

este livro já me acompanhou e inspirou no planeamento de oficinas de filosofia e já o levei à rádio miúdos.

motivada pelo desafio #12meses12portugueses lançado pelo perfil do João Oliveira, no instagram, resolvi voltar ao livro. voltar a ler um livro já lido é um exercício que gosto de fazer, pois é sempre uma oportunidade de descobrir algo de novo no livro. 

para dar o mote ao desafio, partilho uma proposta para trabalho, em contexto de oficina de filosofia, a partir deste livro.

 

pensamento e beleza

tendo em conta que o livro é muito sumarento e provocador, vou escolher a p. 60: pensamentos feios, bonitos e as nuvens. 

 

sugestão de trabalho:

 

* fazer uma leitura partilhada dessa página, com o grupo / a turma. como se faz a leitura partilhada? cada pessoa lê uma frase e depois passa-se a vez a outra. é importante definir a ordem da leitura antes de darmos início à mesma. este procedimento gera silêncio (se não ouvir posso perder o fio da leitura) e promove o respeito pelo ritmo de leitura de cada um.

 

* depois da leitura, dar tempo e silêncio para pensarmos sobre o que ouvimos.

 

2.png

 

* nesta fase podemos fazer uma das seguintes coisas:

- transformar a primeira frase da página numa pergunta. será possível? 

"É importante poder escolher os pensamentos mais bonitos?"

e iniciar o diálogo com esta pergunta. os participantes podem responder sim, não ou não sei. 

ou

pegar na afirmação "É importante poder escolher os pensamentos mais bonitos." e perguntar quem concorda e quem não concorda.

perguntar porquê será o passo seguinte. 

 

3.png

 

 

(uma nota)

caso o grupo / a turma não tenha ainda desenvolvido a leitura, o texto poderá ser lido pelo adulto da sala.

 

imagino este texto a ser lido em sala da jardim de infância e a servir de base para um diálogo sobre pensamentos bonitos e pensamentos feios. ah! com um desafio no final: desenhar um pensamento bonito e desenhar um pensamento feio.  

 

se por acaso levar a cabo esta proposta na sua sala (ou em casa, em família), diga-me como correu! 

 

 

 

 

 

o quadrante das perguntas

- Phil Cam (2006)

Screenshot 2020-07-09 at 18.45.55.png

 

o que é o quadrante das perguntas?

trata-se de uma ferramenta criada por Phil Cam e que nos permite gerar perguntas:

The purpose is to initiate and model the types of questions that can be used to produce in-depth discussion with communities just starting P4C. The Quadrant can be used to distinguish closed and open questions that relate specifically to the stimulus; or closed and open questions that stimulate intellectual curiosity. (North Lakes School)

o quadrante é apresentado no livro 20 Thinking Tools: Collaborative Inquiry for the Classroom, em 2006. 

no seu livro Creative Dialogue, Robert Fisher refere-se a esta ferramenta de pensamento, nas pp. 43-44:

Teachers report that the use of this tool improves the qualoty of critical thinking in your classroom. When the children have raised questions about the stimulus, they can use the Question Quadrant to identify which are the open-ended philosophical question.

as perguntas factuais são fechadas (requerem uma resposta) e as perguntas de conversação ou diálogo são abertas (têm várias respostas possíveis).

Peter Worley (The Philosophy Foundation) considera que as perguntas com maior potencial para o diálogo são aquelas que são conceptualmente abertas e gramaticalmente fechadas. numa conferência intitulada "How to corrupt youth" (online, 25.06.2020), Worley defendeu que os adultos e as crianças fazem os mesmos movimentos de pensamento, ainda que com níveis de sofisticação diferentes.

quando se refere à qualidade das perguntas que se perguntam, Worley sublinha que uma pergunta confusa e pouco planeada afasta os interlocutores da resposta.

perguntar é algo que se pode treinar e o quadrante das perguntas permite-nos realizar esse treino. 

o Tomás Magalhães Carneiro enquadra o quadrante das perguntas na sua prática "espremedores de perguntas". 

 

a versão de Laurance Splitter

em 2016, Laurance Splitter recupera  o quadrante das perguntas e reflecte sobre o mesmo. 

Screenshot 2020-07-10 at 11.55.23.png

 

voltar a pensar nas perguntas já feitas 

esta ferramenta, o quadrante das perguntas,  permite-nos também "arrumar" as perguntas nessas quatro "gavetas" possíveis, num exercício de meta-pensamento, que nos leva a olhar para as nossas perguntas de uma outra forma. ou seja, podemos pegar em perguntas já elencadas pelo grupo (de crianças ou de adultos) e fazer o exercício, que consiste em arrumar essas perguntas no quadrante respectivo. 

 

 

sugestões de leitura:

- Inquiry within: Idea into practice

- The Philosophy Man: what makes a question philosophical?

- Philosophy in Education   

- de Robert Fisher: Creative Dialogue

- de Peter Worley: 100 ideas for primary teachers 

 

 

 

Que falta faz o pensamento crítico?

- #filocriCONVIDA Tomás Magalhães Carneiro

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o Tomás já foi convidado aqui do blog, para falar sobre filosofia para crianças. é um amigo de longa data, com quem partilho o amor pela sabedoria. 

neste directo vamos falar de pensamento crítico e podem conversar connosco seguindo o Tomás ou a filocriatividade ali mesmo no instagram.

temos encontro marcado amanhã, às 14h. até lá? 

C R I A T I V I D A D E - para todos

a realidade (ir)real: pensamento criativo para o dia-a-dia - curso de 12h

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Parar para pensar – e para criar: eis o desafio deste curso, durante o qual os participantes terão oportunidade de dar largas à criatividade. Esta entende-se como algo que pode ser aplicado no quotidiano.

O curso pretende dar ferramentas para que a prática da criatividade faça parte dos seus dias.

Vamos a isso?

 

> 7 e 14 de março (sábados) - total de 12h 

> 10h-17h30 

> Coworking de Torres Vedras

mais informações na agenda do Coworking Torres Vedras

 

 

Pensar (dentro e) fora da caixa

- oficinas de pensamento crítico e criativo, na livraria Culsete (em Setúbal)

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"Vamos lá pensar!" é um ciclo de 5 oficinas de pensamento crítico e criativo com a duração de 2h por sessão e dinamizadas pela formadora Joana Rita Sousa.

A próxima oficina acontece no dia 28 de Fevereiro: 
Pensar (dentro e) fora da caixa

Público-alvo:
Jovens a partir dos 14 anos e adultos

 

Sexta, das 19h às 21h 


Para inscrições e esclarecimentos contactar info@culsete.pt ou consultar o evento criado no facebook

 

 

a realidade (ir)real: pensamento criativo para o dia-a-dia

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Um curso de dois dias que proporcionará ferramentas de criatividade com vista à análise e à resolução de problemas.

Seja na vida pessoal ou na vida profissional, as oportunidades para treinar o pensamento criativo surgem a toda a hora. Na teoria queremos fazer diferente, mas na prática faltam-nos ferramentas e algumas respostas a perguntas que começam por “como?”. Este curso pretende dar-te as ferramentas para que a prática da criatividade faça parte dos teus dias.  Vamos a isso?

 

> 7 e 14 de março (sábados) - total de 12h 

> 10h-17h30 

> Coworking de Torres Vedras

mais informações na agenda do Coworking Torres Vedras

verbo chapelar + perguntar e dizer uma coisa

= oficinas de filosofia no jardim de infância

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Tenda Mágica 

nesta oficina começámos por falar do papel do chefe da sala: o que faz? quais são as suas tarefas? descobrimos que o chefe da sala usa muitas vezes o chapéu azul, aquele que nos ajuda a organizar as tarefas e os pensamentos. 

desta forma recuperámos o que já tínhamos visto sobre os seis chapéus coloridos que nos ajudam a pensar, a organizar o pensamento. 

 

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Bolinhas de Sabão 

na companhia das Bolinhas de Sabão foi tempo de descobrir o livro Balbúrdia, publicado na Pato Lógico. o exercício foi simples, ainda que difícil: página a página vamos experimentar PERGUNTAR uma coisa sobre o que vemos ou DIZER uma coisa sobre o que vemos. as cartolinas coloridas ajudam-nos a anunciar o que vamos fazer e a ganhar consciência do pensamento. depois temos de ver se efectivamente o que dizemos é uma pergunta ou é dizer uma coisa. 

 

continuaremos a filosofar na próxima oficina. 

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