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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de filosofia e de criatividade, para crianças, jovens e adultos / formação para professores e educadores (CCPFC) / mediação da leitura e do diálogo / cafés filosóficos / #filocri

filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de filosofia e de criatividade, para crianças, jovens e adultos / formação para professores e educadores (CCPFC) / mediação da leitura e do diálogo / cafés filosóficos / #filocri

dia de aulas ao ar livre

3 de novembro

joana rita sousa, 24.10.22

Outdoor Classroom Day_ Love outdoors logo_Portugal

Quando os professores lecionam aulas ao ar livre, relatam os seguintes impactos significativos: O comportamento das crianças melhora, toda a turma fica entusiasmada para aprendere as crianças que se sentem inibidas muitas vezes prosperam num ambiente ao ar livre. Quando os adultos recordam as memórias mais felizes da sua infância, é comum recordarem a alegria de brincar ao ar livre. Brincar não é só fundamental para a criança aproveitar a infância, como ensina competências de vida essenciais, tais como a resolução de problemas, o trabalho em equipa e a criatividade.

 

O que é o Dia de Aulas ao Ar Livre?

O Dia de Aulas de Aulas ao Ar Livre é um movimento global que visa celebrar e inspirar a brincadeira e a aprendizagem ao ar livre, em casa ou na escola. Chegado o dia, assinalado globalmente em duas datas anuais, os professores celebram com a sua turma, organizando aulas ao ar livre. (...) As crianças passam menos tempo do que nunca ao ar livre e isto está claramente a afetar a sua saúde, bem-estar e ligação com o mundo natural.

O tempo lá fora – no Dia de Aulas ao Ar Livre e em todos os outros dias – torna as crianças mais felizes e saudáveis, contribuindo também para que criem bons hábitos que ficarão para o resto das suas vidas. As crianças desenvolvem uma ligação emocional com o mundo natural e serão cidadãos conscientes e ativos na proteção da natureza.

A próxima celebração do movimento do Dia de Aulas ao Ar Livre ocorre no dia 3 de Novembro de 2022.

Se for professor ou educador pode envolver a sua turma ou escola e concretizar uma aula ao ar livre. Se for progenitor, pode dedicar uma hora para uma atividade ao ar livre com os seus filhos/as.

mais informações no website Dia de Aulas ao Ar Livre

O ócio criativo

- uma reflexão de Vitor Lima (INÉF)

joana rita sousa, 12.10.22

 

O que é ócio criativo?
Em uma frase: é fazer por fazer.
Em duas frases: é fazer algo sem esperar outra coisa além desse algo, é fazer de modo livre.
E o que é fazer de modo livre?
Liberdade, aqui, adquire o sentido daquilo que não é determinado por outra coisa além de si própria. Se alguém manda você trabalhar, então não é livre. Se você trabalha sem ninguém mandar, então você é livre.
Mas há uma nuance importante.
Trabalhar, pela própria natureza, já é algo que fazemos por necessidade, não por escolha. Trabalhamos porque precisamos retirar do trabalho nosso sustento. Se "precisamos", então não fazemos por escolha.
A única hipótese de você trabalhar por deliberação é quando você já não precisa trabalhar para se sustentar. Aí você trabalha livremente.
Mas há outra nuance aqui.
Se você trabalha só porque não consegue ficar parado, então não trabalha livremente, mas para fugir de si próprio. Ainda que você não precise de uma atividade para seu sustento, se você escolhe fazê-la só porque, caso não faça, o nada fazer seria enlouquecedor, então novamente você está em negação do ócio, isto é, no negócio.
Feitas essas ressalvas, você percebe o quanto ser livre em uma ação é difícil.
O que requer mais esforço não é trabalhar – o que todos fazem, querendo ou não.
O que requer mais esforço é fazer algo por fazer – o que requer um nível de liberdade e de atenção para consigo mesmo  raramente alcançados.

 

semanalmente o INÉF partilha reflexões com as pessoas subscritoras da sua newsletter - pode subscrever AQUI 

outros textos do Vitor Lima que pode ler aqui no blog: conhece-te a ti mesmoo erro como porta para o inesperado e um contributo para pensar se há respostas certas ou erradas na filosofia

#LERePENSARcom

joana rita sousa, 09.08.22

 

#LERePENSARcom boneco.png

 

sugestão da Ana Filipa Gaspar, especialista em marketing digital, de Benfica, Lisboa

o livro:

As Ondas, de Virginia Wolf (Relógio D'Água)

imagem via wook

 

a citação:

“Palavras, palavras e palavras, observem o modo como galopam, como abanam as longas caudas e crinas, mas, e por qualquer falha minha, não me posso dar ao luxo de as montar; não posso voar junto com elas.”

 

a reflexão:

A desconstrução dos pensamentos, dos diálogos e das relações é feita em continuo nesta pequena obra, em que o leitor é convidado a participar no discurso psicológico de cada personagem. Não é fácil acompanhar o dia-a-dia dos outros nesta perspectiva tão íntima e individual. Estamos habituados a viver com os nossos pensamentos, mas não com os pensamentos dos outros.

 

a pergunta: 

O que move verdadeiramente cada pessoa?

 

👉 #LERePENSARcom é uma rubrica #filocri que pretende divulgar leituras, leitores, reflexões e perguntas. pretende-se também ampliar o entendimento de leitura: podemos ler e pensar com livros (literatura,  filosofia, ciência, álbuns ilustrados...), com documentários, com imagens ou com jogos e até com séries. procura-se aquilo que nos faz pensar, pratica-se o voltar a pensar e termina-se (se bem que o fim é um começo) com uma pergunta.  

gostaria de participar nesta rubrica? basta preencher este formulário

o que significa saber muitas coisas?

joana rita sousa, 27.07.22

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📷 alexandra guité (instagram) 

 

o que significa saber muitas coisas? 

iniciámos os trabalhos com propostas de respostas à pergunta. cada pessoa teve algum tempo para pensar e escrever (ou dizer) a sua proposta. o diálogo desenrolou-se a partir daí, da leitura das respostas, com momentos nos quais  pedimos exemplos, outros que pediam esclarecimentos.

o diálogo aconteceu de forma muito orgânica, com as pessoas participantes a estabelecer pontos de ligação entre as falas. enquanto facilitadora senti-me parte do grupo e fiquei particularmente contente quando uma das pessoas disse: "ah já sabia que ia fazer essa pergunta." não se tratava aqui de adivinhar, mas sim de estarmos sintonizados nos movimentos de pensamento que ajudam a esclarecer ou enriquecer o diálogo. 

 

[enquanto facilitadora] como saber qual é a pergunta que se segue?

em conversa com o meu amigo e mentor Vitor Lima (INÉF) falámos sobre a importância da técnica ou do domínio da técnica de diálogo no momento em que o diálogo se está a desenrolar. os diálogos são bastante imprevisíveis: no limite sabemos como começa e como acaba (isto se tivermos algo para fechar, como um momento de avaliação). 

o Vitor partilhou comigo este vídeo onde um atleta de jiu-jtsu partilha a sua posição sobre qual o movimento a fazer a seguir, perante o adversário.

e não é que há muitas relações com o que acontece num diálogo filosófico?  anos e anos de técnica, de formação  e no momento de executar o movimento de pensamento, tudo se resume à sensibilidade ao contexto e ao deixar-se ir  para ver onde aquele momento nos vai levar.

 

o que ambiciona um café filosófico?

- promover um espaço de diálogo e de prática do pensar - escutar - falar (Peter Worley);

- criar um ambiente seguro para a manifestação da ignorância;

- cultivar a honestidade intelectual;

- praticar a autonomia de pensamento;

- promover um espaço de acolhimento para o desacordo;

- reconciliar a pessoa humana com a sua falibilidade. 

 

*

gostaria de participar num café filosófico? subscreva a newsletter filocriatividade para receber (entre outras coisas) a agenda de actividades.

no canto superior esquerdo do blog encontra um link directo para a agenda (em actualização).

 

*

se gostaria de ver esta actividade a acontecer no seu café, espaço cultural, biblioteca ou na sua empresa, contacte-me

filosofia e teatro

joana rita sousa, 06.06.22

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em 2021 tive a oportunidade de colaborar com o Teatro Bravo  numa das suas fases de criação da peça que vai estrear em breve, Magdalena. 

sou fã de teatro e também dos cruzamentos entre a filosofia e as artes. não foi a primeira vez que participei como consultora na construção de uma peça artística e espero que haja outras oportunidades no futuro.

fica o convite para assistir à estreia da Magdalena e do Teatro Bravo.  mais informações AQUI

 

 

o que é um problema filosófico?

joana rita sousa, 18.04.22

o professor Vitor Lima disponibiliza no seu canal youtube Isto Não É Filosofia vários cursos para quem pretende iniciar-se ou voltar a fazer cursos na área da filosofia (que é o meu caso). na aula 11 do curso Problemas da Filosofia, Vitor Lima recorre a outro filósofo contemporâneo que é uma referência para mim: Desidério Murcho. 

um dos pontos importantes desta aula é a afirmação que a filosofia e a pergunta têm uma relação íntima, porém não podemos desprezar a resposta. esta é sempre uma forma de arriscar e de colocar o nosso pensamento em jogo; é a expressão da busca da razoabilidade. 

é muito importante treinarmos a arte de fazer perguntas? é.

é muito importante arriscarmos respostas? é.

é muito importante estar disposta a rever as respostas? é - e o mesmo vale para as perguntas. 

 

os cursos do professor Vitor Lima são altamente recomendados para quem quer dar primeiros passos na filosofia e cultivar a sensibilidade filosófica.

 

*

se pretende iniciar-se no estudo da filosofia e do pensamento filosófico, se pretende apoio individual nesta área, contacte-me para saber mais sobre os meus serviços de mentoria. basta preencher este formulário.

 

 

cultivar a sensibilidade filosófica

joana rita sousa, 07.04.22

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Philosophical sensitivity involves the development of our ability to identify and ponder fundamental questions about the human condition and to be unwilling to stop at whatever answers we find.

(Jana Mohr Lone, The Philosophical Child, p. 23)

 

como cultivar a sensibilidade filosófica? 

"Engaging in philosophical conversations, reading philosophy, listening to philosophical lectures, observing others facilitating philosophical discussions, and reflecting on the philosophical facets od literary and artistic works all provide experiences that nurture this capacity." - eis as sugestões de Jana Mohr Lone na p. 27 do livro acima citado.

 

num artigo anterior partilhei algumas sugestões de leituras na área da filosofia que recomendo sobretudo a quem não é estudante de filosofia.

 

no que respeita à sugestão de participar e observar outras pessoas no processo de facilitar um diálogo filosófico, aqui ficam as minhas recomendações:

- participe num café filosófico (online, via bertrand livreiros ou presencial na Malaposta);

- frequente os cursos da Academia do Diálogo;

- frequente os cursos promovidos pelo Steven Gouveia;

- assista aos cursos gratuitos da escola Isto Não É Filosofia;

- [se tem formação na área da filosofia para/com crianças e jovens], participe nos diálogos filosóficos;

- faça parte do grupo de estudos e leitura #filocri;

- acompanhe o Centro de Filosofia para Crianças e Jovens da Sociedade Portuguesa de Filosofia.

 

se pretende ser contactada/o por mim no sentido de ter acesso a mentoria na área da filosofia para/com crianças e jovens, pf preencha este formulário

 

📷  Mutzii / Unsplash