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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

oficinas de filosofia, para famílias

- no Centro Cultural Malaposta

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no último fim-de-semana de Janeiro regresso ao Centro Cultural Malaposta para uma oficina de perguntas, para famílias e um café filosófico.

são eventos presenciais, com número limitado de vagas para que possamos filosofar em segurança.

mais informações AQUI, onde pode consultar toda a programação da Malaposta. 

philosofalando

- o vai e vem entre a filosofia e a vida

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é sempre um gosto conversar com o Alves Jana e, de quando em vez, tenho essa oportunidade e privilégio. 

philosofalando é um programa de filosofia na rádio antena livre e que pode ser ouvido aqui. escolhi este episódio para partilhar convosco: o falso inteligente.

 

 

 

Young Philosopher Awards [international]

 

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"Due to popular demand, we are launching an international awards forum where students from across the world can be brought together and their voices can be heard. This year we are delighted to announce the inaugural International Young Philosopher Award. For this year’s International Prize, we ask international students to reflect on the topic of solidarity.

In a Covid-19 message, the President of Ireland Michael D. Higgins highlighted the need to show “Solidarity, Care, Compassion and Kindness” in our collective response to the pandemic. But solidarity might be important for facing numerous challenges (e.g., the environmental crisis, racism, war, etc). We ask students from all around the world to wear their thinking hats and share with us their philosophical thoughts on the topic of solidarity."

 

More info at the website.

 

como fazer para não deixar de fora as crianças com mais dificuldades em participar?

- um artigo Wonder Ponder traduzido por Joana Rita Sousa

 

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Uma das perguntas que nos fazem muitos mediadores quando conhecem Wonder Ponder diz respeito à dinâmica do diálogo filosófico em aula ou em contextos educativos não formais e, mais concretamente, à participação.

Como fazer para não deixar de fora as crianças com mais dificuldades em participar? Como integrá-las na comunidade de investigação, se não lhe sagrada falar diante dos outros? 

É evidente que não há uma estratégia mágica para fazer com que todos participem por igual. Dependerá da criança em particular, do grupo, do contexto e da familiaridade do grupo com o diálogo filosófico e do adulto que facilita o diálogo. 

A Ellen Duthie partilha algumas ideias neste artigo.  

 

Não tenho estratégias mágicas mas tenho três casos que me fizeram reflectir no momento e que me parecem úteis para partilhar, e três aspectos, cada um deles relacionado com um desses casos e que me parecem úteis ter em conta quando se pensa em participação. 

1. Definição de participação.

Era uma vez um rapaz, agora com 10 anos, que vinha às oficinas que fiz em Madrid há 4 anos. Nunca tinha faltado a uma oficina. Insistia com os pais que queria inscrever-se. É um rapaz falador, quando estás sozinha com ele ou em contextos de jogo. Exprime-se muito bem, com um vocabulário amplo e com capacidade de expressar ideias complexas e de resolver conflitos com amigos enquanto joga. Contido, nos grupos de diálogo apenas fala. Creio que em todas as oficinas às quais tem assistido não terá dito mais do que uma ou duas frases durante os diálogos. 

Quando a sua mãe me pergunta se participou, respondo que sim, apesar de não ter falado durante o diálogo, está muito atento a tudo o que os outros diziam e acompanha o diálogo com interesse, sorrindo e reagindo perante aquilo que os companheiros vão dizendo. De imediato a mãe me diz que ele lhe conta tudo aquilo de que falámos e o que argumentou cada um e acabam por voltar a fazer acontecer o diálogo em casa. Aqui ele participa, exprime o seu acordo ou desacordo com os diferentes argumentos que escutou e constrói a sua própria resposta. 

Há crianças - e adultos - que têm um ritmo de pensamento rápido e outros que preferem um ritmo mais lento. Gostam de apreciar o que estão a ler, o que estão a ouvir, digerir e depois falar tranquilamente com confiança, com um amigo, com a mãe ou com o pai. Há pessoas às quais não custa ir construindo as suas respostas enquanto acontece o diálogo, corrigindo o caminho. Mas há outras que preferem e necessitam mesmo pensar um pouco mais, fazer esse diálogo de forma interna antes de se pronunciar. Este diálogo interno pode também ser uma parte do diálogo partilhado. Pode também ser uma forma - activa - de participar. 


2. Dar tempo.

Uma rapariga que esteve numa série de oficinas semanais, com uma timidez incrível, não disse absolutamente nada nos dois primeiros dias. De repente, na terceira oficina começou a falar, como se tivesse verificado que isso era diferente do que se esperava: que aqui se sentir com ânimo para participar, ao contrário do que aconteceia  noutros contextos. Isto acontece-me com frequência e creio que se relaciona com o ritmo de pensamento e dos argumentos que se desenvolvem durante os diálogos filosóficos. 

Noutros contextos, dentro e fora da aula, é normal que aquelas pessoas que sentem alguma ansiedade social ou têm dificuldades para comunicar possam sentir-se incomodadas e pressionadas quando lhes são feitas perguntas. A maioria das perguntas que nos fazem esperam respostas rápidas, bem como respostas certas, envolvidas numa opinião já formada. 

O que acontece nos diálogos filosóficos é que o ritmo é pausado. Não se trata de tirar a pergunta do meio do caminho, mas sim de nos demorarmos um pouco nela, o tempo que for necessário. Este ritmo pausado pode ser bastante reconfortante para aquelas pessoas que perante outro ritmo de perguntas e noutros contextos possam sentir-se bastante incomodadas e receosas em participar. 

3. Diferentes modos de participação.

Falo agora de outro rapaz que alguns denominariam de pouco participativo e que vem com frequência às minhas oficinas e que é bastante parecido, em termos de atitude, com o rapaz do caso número 1. É um pensador silencioso. O que é interessante é a forma como muda a sua atitude no trabalho artístico qur fazemos depois dos diálogos das oficinas Wonder Ponder. Aqui transforma-se e apresenta muita energia, criatividade e muita mais espontaneidade. Não quer dizer que não desfrute dos diálogos em silêncio. Todavia, tomo particular atenção às suas contribuições artísticas, pois são fantásticas (são mesmo) e também para que o próprio possa ver que um tipo de participação não é mais importante do que outro e que entendo perfeitamente e que vejo nos seus desenhos todo o trabalho que realizou em silêncio durante o diálogo. 

Procuro incorporar diferentes formas de participação durante o diálogo. Há perguntas introdutórias que estão mais relacionadas com o relato de uma experiência própria que pode trazer algo para o tema que estamos a explorar. Para alguns, participar em resposta a este tipo de perguntas intimida menos do que participar perante as perguntas mais filosóficas. E vice-versa. Alguns não querem contar nada pessoal e preferem-se centrar-se nas questões em si mesmas. Neste sentido presto atenção e procuro fazer perguntas a cada um dos participantes ajustando o tipo de pergunta que lhes custa menos responder ou que se torna mais divertido responder. 

Creio que o fundamental é criar um ambiente de partilha, agradável, estimulante e seguro para dialogar. Sem correr. Sem pressionar. Sem forçar. Dar tempo. E desfrutar desse tempo durante o qual paramos para pensarmos juntos. 
 

(artigo originalmente publicado no site Wonder Ponder, a 5 de Agosto de 2016)

“Ah, trabalhas nisso da filosofia para crianças?”

 

 

Desde 2008 que trabalho na área da filosofia para crianças (FpC). Fiz formação - ainda faço – trabalho em jardins de infâncias, em escolas. Tive um projecto num ginásio. Levo as oficinas de filosofia a vários pontos do país – e não só. Dou formação a professores e educadores. Tenho recebido muitos e-mails a solicitar apoio, esclarecimento de dúvidas – sobretudo a quem desenvolve investigação nesta área.

Nem sempre é fácil explicar o que faço, pois há muitas ideias pré-concebidas e tudo o que é estranho provoca... estranheza.

Tenho coleccionado muitas perguntas sobre o meu trabalho e sobre a filosofia para crianças. Fiz uma lista das dez mais recorrentes – e partilho convosco algumas respostas curtas.

 

 

  1. «Joana, dás aulas de filosofia? »

Não. No sentido convencional e tradicional do termo « aula » = alguém que tem o saber (conteúdos) e os transmite a quem não sabe. Nesse sentido, não dou aulas – ainda que possa falar do espaço e tempo durante o qual a filosofia acontece como aula.

 

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  1. “Joana, então tu és professora?”

Não – no sentido clássico do termo, não sou professora.

Sou facilitadora – ou dificultadora como gosto de lhe chamar. O meu papel é o de “obrigar” a parar para pensar, a aprofundar. Mergulhar no mundo dos pensamentos.

 

 

  1. “Joana, o que tu fazes é pôr as crianças a conversar umas com as outras?”

Não, isso elas já fazem. O meu objectivo é que haja diálogo. Isso implica que se pratique a escuta e o parar para pensar. Além disso, pretendo aprofundar as questões de forma filosófica.

 

 

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  1. “Joana, nessas aulas podemos dizer o que quisermos?”

Sim e não. Podes dizer o que quiseres, mas isso tem que ser submetido ao grupo para avaliar se é pertinente para a discussão em curso.

Além disso, também avaliamos a sua qualidade filosófica – e é aí que eu intervenho mais e dificulto as coisas.

 

  1. “Joana, isso que fazes é um modelo pedagógico?”

Na verdade, a FpC é uma estrutura que facilita processos de aprendizagem. E é algo mais do que isso. Crio um espaço e um tempo em que é fundamental realizar exercícios de cariz filosófico. Sim, a filosofia para crianças transpira intencionalidade filosófica.

 

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  1. “Joana, então basta preparar e ter um plano ou uma planificação, para chegar ao objectivo filosófico?”

Não. A preparação, em jeito de planificação é útil. O mais importante é atender àquilo que as pessoas estão a dizer e captar as suas implicações filosóficas e a riqueza para o diálogo. É fundamental a disponibilidade para o improviso.

 

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  1. “Joana, basicamente o que fazes é treinar pensamento crítico?”

Também. O pensamento crítico é fundamental neste processo. Há outras dimensões: a criatividade, o caring thinking (Lipman) e a dimensão colaborativa (afinal, somos um grupo que se junta para pensar… em conjunto!).

 

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  1. “Joana, não achas que isso é muito difícil para as crianças? É muito abstracto.”

As crianças têm uma linguagem própria e uma experiência que é sua. A FpC abre espaço para que se possam manifestar, à medida da sua linguagem e da sua experiência. A partir daí, extraímos o sumo filosófico.

 

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  1. “Joana, então e tu jogas às cartas com as crianças, é isso?”

Faço jogos, sim. Utilizo muitos recursos que facilmente se associam ao jogo (quantos-queres, jogos de cartas, jogo do galo…). A ideia é partir de um recurso simples e lúdico para o trabalho filosófico. O jogo – tendo elementos físicos, nos quais as crianças podem mexer e até levar para casa – ajuda-me a tornar a filosofia palpável.

 

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  1. “Joana, e as crianças gostam?”

Nem todas. É como a sopa: nem todas gostam, mas nem por isso deixamos de lhes dar sopa. É importante para elas, certo?

Assim é a filosofia: difícil, pois obriga a parar . Divertida, por nos permitir brincar com o pensar. Gosto da imagem da FpC como um ginásio para os músculos do pensamento. E todos nós sabemos como treinar provoca dores, num momento inicial. Depois há que manter a disciplina de treino.

filosofia para crianças e castanhas que são castanhas

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🌰 Há uns anos, num trabalho de continuidade no 1.º ciclo fui abordada pela V. no corredor da escola:

"Joana, hoje vamos falar do magusto?"
 
Eu franzi 🤨 o sobrolho e disse: "Do magusto? Não tinha pensado nisso, temos perguntas penduradas da semana passada..."
 
Fui interrompida: "Mas todos os professores estão a falar-nos do magusto. Temos de falar também na filosofia."
 
Olhei para a V. e disse:
"Ok, podemos falar do magusto. Mas como eu não preparei nada e não tenho ideias, que tal tu apresentares uma ideia para trabalharmos o magusto, na filosofia?"
 
A V. aceitou o desafio, de sorriso rasgado.
 
Quando tocou, fomos para a sala e eu passei a palavra para a V.: "Amigos, vamos falar do magusto e a V. tem uma ideia para pensarmos o magusto aqui na filosofia."
 
 
Meio envergonhada, meio confiante, V. avançou para o 👩‍🏫 quadro, pegou no giz e escreveu: "Por que é que as castanhas são castanhas?"
 
 
E essa foi a nossa pergunta 🔍 de investigação naquele dia. Posso dizer-vos que implicou ir perguntar a um especialista (recorremos à biblioteca), sem antes lançarmos hipóteses ou possibilidades, em grupo.
 
Não terá sido a aula (sessão ou oficina) com mais profundidade que tive com aquele grupo. Foi, sim, um momento importante de prática da autonomia e da responsabilidade partilhada, entre o adulto na sala (eu) e as crianças.
 
Praticámos o pensamento 🎨 criativo (lançámos hipóteses de resposta) e o pensamento 💪crítico (tivemos de escolher fontes e especialistas para nos ajudar com a resposta). Trabalhámos em grupo, investigámos em conjunto (pensamento 📌 colaborativo).
 
Tudo por causa do magusto. E da V.
 
 

"temos muita pressa de dizer coisas"

- estive à conversa com o BIS, no podcast Carne Esperta

gosto destas conversas informais, sem rede, de momento e que ficam gravadas para sempre nesse enorme buraco negro da internet. 

a conversa com o BIS foi mais longa do que os 38 minutos seleccionados e acreditem que o tempo foi muito bem passado.

visite o canal YouTube Carne Esperta para ouvir esta e outras conversas com pessoas humanas que têm muito a dizer sobre a questão da inteligência humana (e artificial).

 

 

 

 

podcasts sobre filosofia para crianças

- e não só!

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podcasts e filosofia

"há muito, muito tempo" fui convidada pelo Rui Branco (Falar Criativo) para participar num podcast. não sei de cor há quantos anos foi, tenho a ideia de que, na altura, o podcast não era um conteúdo tão divulgado como é hoje.

desde então tenho tido a possibilidade de participar e de conversar com podcasters que querem saber mais sobre filosofia e também sobre filosofia para crianças.

os ambientes para os quais sou convidada são bastante diversos: desde o futebol, à educação, à inteligência artificial ou ao mundo das redes sociais (onde desenvolvo trabalho). também já participei em podcasts onde o mote da conversa era o meu trabalho como voluntária. 

para me organizar, criei uma playlist no spotify com os episódios dos podcasts onde já participei. não estão lá todos, é certo. já tenho uma sugestão para organizar esta informação de outra forma e coloquei na minha to do list.

para já, aqui fica o link para a playlist #joanaritacast 

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