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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

uma filósofa por mês - um podcast

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Neste episódio a Professora Doutora em Filosofia Ilze Zirblel e a também Professora Doutora em Filosofia Janyne Sattler conversam sobre as Pitagóricas, sobre a dificuldade em encontrarmos obras de referência sobre essas filósofas, sobre sua atuação e importância dentro da Escola Pitagórica, além de refletir sobre processo de silenciamento que sofreram, não só as Pitagóricas como todas as mulheres que se aventuraram pelos caminhos do pensamento. Música de abertura: Sinnerman, Nina Simone.

 

para ouvir, AQUI!

A vida pode mudar-nos?

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No dia 22 de Fevereiro aconteceu mais um Café Filosófico, na Casa da Avenida, em Setúbal. A pergunta que serviu de mote a um belo final de tarde foi: A vida pode mudar-nos?
 
Fizemos um exercício de pensamento crítico que podes praticar em grupo e que passo a descrever:
- encontra um texto provocador ou ambíguo que vá ao encontro da pergunta inicial (neste caso usei uma das histórias de Nasrudin, no livro A Sabedoria dos Idiotas);
- faz perguntas sobre o texto, escrevendo-as em post it (escrever em post it obriga-nos a ser mais sintéticos);
- pega nas perguntas e tenta criar grupos temáticos para as perguntas; justificando as opções;
- escolhe um tema para trabalhar;
- dentro desse tema, escolhe uma pergunta para trabalhar e avança com respostas a essa pergunta;
- depois de um bom diálogo em torno dessa pergunta, regressa à pergunta inicial e procura respostas, verificando se manténs a mesma relação inicial com a pergunta.
 
Por exemplo, neste Café Filosófico uma das pessoas presentes admitiu, no final, que a pergunta “ A vida pode mudar-nos? “ parecia, numa fase incial, tão óbvia e desinteressante e que o trabalho desenvolvido fez com que se revelasse numa pergunta rica em perspectivas e pontos de vista que essa pessoa não tinha contemplado.

a realidade (ir)real: pensamento criativo para o dia-a-dia

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Um curso de dois dias que proporcionará ferramentas de criatividade com vista à análise e à resolução de problemas.

Seja na vida pessoal ou na vida profissional, as oportunidades para treinar o pensamento criativo surgem a toda a hora. Na teoria queremos fazer diferente, mas na prática faltam-nos ferramentas e algumas respostas a perguntas que começam por “como?”. Este curso pretende dar-te as ferramentas para que a prática da criatividade faça parte dos teus dias.  Vamos a isso?

 

> 7 e 14 de março (sábados) - total de 12h 

> 10h-17h30 

> Coworking de Torres Vedras

mais informações na agenda do Coworking Torres Vedras

filosofar em Faro

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nos passados dias 24 e 25 de janeiro estive em Faro, a convite da Biblioteca Municipal , para realizar oficinas no 1.º ciclo e oficinas para as famílias. pelo meio houve ainda uma formação introdutória à filosofia para crianças, destinada a professores, educadores, pais e agentes educativos.

 

o que é uma pergunta? 

na oficina do 3.º ano estivemos a investigar "o que é uma pergunta?", procurando os critérios que fazem com que uma frase seja uma pergunta.

no final, uma das alunas disse: "quando vi o jogo pensei que ia ser fácil: é só ler uma frase e dizer. mas depois às vezes acaba por ser difícil."

neste jogo apressento uma série de cartas com frases escritas. temos de dizer se o que lá está escrito é ou não uma pergunta.

o que faz com que uma frase seja uma pergunta? para este grupo, isso acontece quando queremos saber uma coisa, quando queremos ter a certeza de uma coisa que já sabemos, quando há um ponto de interrogação, quando queremos saber da vida. 

 

"eu concordo com a G., mas também não concordo"

já no 4.º ano estivemos a filosofar a partir de uma das propostas WonderPonder. a imagem passou por todas as pessoas presentes na sala e depois fizemos perguntas sobre o que vimos. o passo seguinte foi o de tentar juntar perguntas, de verificar se havia temas onde podíamos arrumar as perguntas. 

houve momentos muito interessantes, nomeadamente quando a M. afirmou que concordava com a G., mas também não concordava. ao mesmo tempo! - o que trouxe uma oportunidade para analisarmos as razões que suportavam o concordar e o não concordar e verificar se podiam seguir juntas ou se eram incompatíves.

outro momento interessante aconteceu quando o R. disse: "eu não concordo com a G., e desculpa G., pois não é nada contra ti, é mesmo só com a tua proposta." - este momento serviu para sublinhar que nestas oficinas estamos a trabalhar com as ideias uns dos outros e por isso dizer "não concordo" não deve ser entendido como um ataque pessoal, mas sim à ideia. 

 

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FILHOsofia: filosofia para as famílias 

com as famílias e as crianças (entre os 4 e os 7 anos) estivemos a trabalhar em torno de um dos meus jogos preferidos: "o que é uma pessoa?". uma vez que este jogo tem como base imagens/fotografias torna-se apelativo para esta franja etária. o objectivo é arrumarmos aquilo que vemos nas folhas numa de duas gavetas imaginárias: a gaveta da pessoa e a gaveta de não é uma pessoa. 

 

no final da oficina para as famílias, falámos sobre o jogo que estivemos a fazer:

"foi giro nas coisas que tentámos descobrir"
"foi divertido e muito difícil"
"não gostei porque foi muito difícil"
"ajuda a reflectir em muitas coisas"
"foi muito divertido ver o que as coisas eram"
"foi muito curioso ver a resposta deles [das crianças]"

 

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os porquês da palavra porquê

houve ainda uma oficina de introdução à filosofia para crianças e jovens, onde foram partilhados recursos de trabalho, exemplos de oficinas que permitem ilustrar que o diálogo que se pretende neste contexto é algo mais do que uma simples conversa. exige compromisso com o que dizemos, exige não ter pressa e não saltar passos no processo do pensamento, exige tomar consciência do que é dito, exige escutar os outros. sim, é muito exigente e, ao mesmo tempo, muito divertido.

 

obrigada pelo convite e pelo acolhimento por parte da Biblioteca Municipal de Faro.

até breve!

 

"um código? o que é um código?"

- filosofia no jardim de infância

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na primeira visita às salas Bolinhas de Sabão e Tenda Mágica levei na mochila meia dúzia de cartolinas às cores e meia dúzia de chapéus coloridos. 

 

Bolinhas de Sabão 

nas Bolinhas de Sabão o plano acabou por ficar mesmo na mochila pois eu cheguei atrasada devido a um acidente e pedi desculpas ao grupo por isso. ainda que eu tivesse tentado recuperar o tema do mistério para introduzir os mistérios coloridos, o G. levantou o dedo para perguntar:

"joana, o que é que tu  disseste logo quando entraste?"

pois é: o G. queria falar do acidente. e assim foi, não só o G. falou sobre acidentes, como o grupo e por isso estivemos a investigar o que são acidentes e por que razão acontecem. 

no final apresentei os mistérios coloridos para alimentar a curiosidade da criançada.

 

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Tenda Mágica 

"joana, já não vinhas cá há muito tempo!" - é verdade, passou um mês desde a última visita da filosofia na Tenda Mágica. e aconteceu muita coisa desde então: o natal, o ano novo, os reis. 

levei a mochila para o centro da roda para ir tirando coelhos da cartola, perdão, chapéus às cores da mochila. 

depois do trabalho sobre o livro "em que estás a pensar?" e os desenhos sobre os pensamentos que estão na nossa cabeça, chegou a hora de conhecer uns chapéus especiais que nos ajudam a pensar de forma mais clara. 

"hoje vamos conhecer uma espécie de código para nos ajudar a pensar!" - disse. "o que é um código?", perguntou o D., abrindo a conversa para começarmos a falar dos códigos que já conhecemos (por exemplo, os sinais de trânsito, o verde e o vermelho para atravessar a passadeira). após essa invesigação, começámos a falar de cada um dos chapéus e do que significam. 

na próxima oficina vamos continuar este trabalho de "pensar pensamentos às cores". 

 

 

 

 

filosofia para crianças, pensamento crítico e pensamento criativo

- uma conversa com o Tito de Morais, em directo no facebook

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Ginásio do Pensamento: Filosofia Para Crianças e Jovens

Nesta sessão vamos conversar um pouco sobre o que é a Filosofia para Crianças e Jovens e como podemos trabalhar os pensamentos crítico e criativo a partir do quotidiano.

 

o convite foi lançado pelo Tito de Morais, fundador do Projecto MiudosSegurosNa.Net. conheci o Tito há alguns anos, através do Twitter e foi assim que conheci também o  Projecto MiudosSegurosNa.Net. 

juntem-se à conversa através da página de facebook do projecto, às 21h30 (hora de Lisboa), no dia 7 de janeiro (terça).

 

o que é que faz com que uma pergunta seja...

...uma pergunta?

 

este foi o desafio que abraçámos na oficina de filosofia que aconteceu em Odivelas, no ginásio da educação Da Vinci

 

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neste exercício há várias frases apresentadas em cartas que têm de ser "arrumadas" numa de três "gavetas imaginárias": 

- é uma pergunta;

- não é uma pergunta;

- não sabemos.

 

durante o diálogo o nosso propósito consiste em encontrar critérios para dizer que a frase é uma pergunta. pode parecer óbvio que o ? é o que dita a pergunta, mas a verdade é que o diálogo nos leva a questionar esse critério (e a colocar outros que também podem ser questionados). 

 

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as questões do sentido, do que acontece quando perguntamos ou quando respondemos, a entoação com a qual se dizem as coisas: estes foram alguns pontos que nortearam a nossa oficina de filosofia. 

 

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estas foram alguns dos pontos que nos "incomodaram" durante a oficina:

"que sentido tem fazer perguntas quando já sei a resposta?"

"há exclamações que emitem uma pergunta" 

"há perguntas que parecem perguntas, mas são só para confirmar"

"o "será" serve para exprimir uma dúvida, que perguntamos aos outros"

 

falámos de fadas e do pai natal, um tema "quente" desta altura do ano. fica uma ideia que sublinha o poder da imaginação:

"o pai natal ou a fada dos dentes é como um filme: para conseguir desfrutar do filme tens que pensar que é realidade". 

 

 

no final da oficina houve um momento para falar da nossa forma de trabalhar: 

"aprendi a ter paciência"

"aprendi que podemos interpretar as coisas de outra forma"

"as coisas oidem ter vários significados"

"como sabemos se uma pergunta é uma pergunta"

"aprendemos a interpretar as perguntas, o tom de voz quando falamos"

"senti curiosidade"

"senti ansiedade"

"senti felicidade"

 

 

 

 

parar para pensar: os opostos

eis um exercício que nos ajuda a pensar em opostos.

a inspiração surgiu a partir d' O Grande Livro dos Opostos Filosóficos, Oscar Brenifier. 

 

este exercício tem vários momentos.

começamos por responder a uma pergunta, sendo que a resposta deve caber apenas na parte da frente de um post it (é a única regra, que nos obriga a restringir o número de palavras que usamos).

(nota: neste artigo do Tomás encontram uma mega lista de perguntas que podem ser inspiradoras).

a partir dessa resposta procuramos extrair o conceito que ela transporta, que lhe subjaz, que lhe dá força. uma vez encontrado o conceito, vamos procurar o seu oposto. neste momento, está aberto o diálogo / a investigação sobre o que é um oposto e como se relacionam os pares de opostos. pode ser interessante recorrer ao livro do Oscar para avaliarmos o que é um oposto através dos exemplos apresentados. 

 

este exercício pode ser feito em grupo ou individualmente. quando pensamos com os outros há mais riqueza e mais pontos de vista a ter em conta, que nos fazem avançar, recuar, mudar de ideias, encontrar coisas que "nunca tinha pensado nisso". 

 

o que se pretende neste exercício?

- extrair conceitos;

- trabalhar a noção de oposto e a tensão que traz para a compreensão da resposta que demos.

 

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