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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

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a Oficina do Platão: filosofia para e com jovens, em Telheiras

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a Oficina do Platão acontece às quartas, às 14h, no centro Ser Mais (Rua Professor Mário Chicó, 2F, Telheiras, Lisboa, ao lado dos CTT, em Telheiras).

a próxima oficina está agendada para o dia 12 de dezembro e poderá inscrever os seus filhos.

no ano passado foi assim: perguntas e mais perguntas, com um grupo motivado e curioso!

as inscrições estão abertas e podem saber mais através do e-mail  geral@centrosermais ou dos telefones 968 222 980 | 914 257 323

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experimentar os diferentes pontos de vista e...

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...explicar o que é uma ideia tonta e uma ideia normal: são estes os desafios que as salas dos 3/4 e dos 4/5 aceitaram e têm vindo a explorar, de há umas semanas para cá. sem pressas, pois a filosofia faz-se respeitando o ritmo de cada um.

 

é importante que o grupo se conheça - e não me refiro aqui ao "sabermos os nomes uns dos outros" ou "qual a fruta preferida". é importante que o grupo conheça as potencialidades, as curiosidades, as vontades de cada um, no que respeita ao pensar em grupo.

 

isso implica experimentar coisas simples como não ter o braço no ar enquanto o amigo que tem a vez para falar está a dizer coisas ou mesmo a pensar, em silêncio. ou dar a vez para que um amigo que não fala tanto possa dar uma ideia para o grupo. são gestos simples, difíceis por vezes de colocar em prático: ainda a pergunta vai a meio e já há muitos braços no ar e "eu! eu! eu!" com calma, recuamos e começamos de novo: vamos ouvir a pergunta até ao fim e depois colocamos o braço no ar, em silêncio.

 

o silêncio é fundamental: para nos ouvirmos uns aos outros e até aos nossos próprios pensamentos. com gestos simples, treinamos este respeito pelo outro, pelo seu tempo para falar ou para pensar, pelo silêncio que é de e para todos. 

 

*

para acompanhar o trabalho no jardim de infância 2018/2019:

oficina #1

oficina #2

oficina #3

 

"essa imagem é um bocado estranha!"

 

os jogos wonder ponder são uma excelente provocação para o pensar. tendo em conta o tema do festival de filosofia de abrantes (a inteligência artificial, o trabalho e o humano), o jogo "I, person" tem sido uma das provocações nas oficinas de filosofia (1º e 2º ciclos).

 

hoje o desafio teve vários momentos:

- fazer perguntas sobre a imagem;

- dizer coisas (ou afirmar) sobre a imagem;

- responder a perguntas;

e ainda: fazer perguntas às perguntas. esta parte do desafio suscitou muita curiosidade por parte dos alunos. a ideia de fazer perguntas a uma pergunta pareceu-lhes, ao início, estranha (tão estranha quanto a imagem!). 

o grupo aceitou o desafio e, com calma e paciência, conseguimos fazer 5 perguntas a uma das perguntas iniciais. este trabalho de perguntar à pergunta é um dos meus preferidos e que aconselho a qualquer pessoa que queira treinar os músculos do pensamento. obriga-nos a aprofundar e a explorar um conceito ou uma expressão na pergunta. quantas mais perguntas fazemos, mais dificuldade sentimos. a prática deste exercício vai afinando a nossa capacidade de perguntar e, às tantas, a dificuldade dá lugar ao gosto pelo perguntar.

 

esse é um dos objectivos destas oficinas: proporcionar uma experiência da filosofia, do perguntar, do investigar. deixamo-nos contaminar pela curiosidade e perseguimos as ideias que nos fazem "comichão" no pensamento.

(ah! e eu divirto-me muito!)

 

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a investigação filosófica em Abrantes

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a oficina desta manhã seguiu os passos metodológicos do café ☕ filosófico do Tomás Magalhães Carneiro e foi muito positiva a forma como os alunos saltaram do "pensar o conteúdo" para o "pensar a forma" do trabalho da filosofia:

🗣️ "quando chegámos não sabíamos o que era a filosofia e conseguimos fazer a filosofia, sem saber mesmo o que é. fizemos um bom trabalho!" (aluna do 6º ano)

o que fizemos?

fizemos perguntas, perguntámos perguntas às perguntas e arriscámos definições de coisas para poder pensar melhor. 

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da parte da tarde encontrámos um grupo cheio de pressa: muitos braços no ar e muita falta de paciência para esperar pela sua vez. durante esta oficina acabámos por fazer um exercício que permite contrariar a pressa e a vontade de dizer algo, mesmo sem ouvir o que o outro está a dizer.

 

começámos por fazer perguntas sobre uma imagem. depois, foi pedido que dissessem coisas sobre a imagem: é importante treinar o perguntar e o dizer coisas (afirmar). depois deste "aquecimento" foi-lhes proposta uma pergunta, que suscitou problemas junto do grupo. ora e o que fazem pequenos e grandes filósofos quando estão perante problemas? dedicam o seu tempo a resolvê-los.

 

no final foi pedido ao grupo que dissesse algo sobre o trabalho que tínhamos feito: "foi bom, eu gostei, mas estivemos muito apressados e agitados e não ouvimos bem as coisas". 

houve até quem confessasse que gostaria de repetir este jogo da filosofia.

 

 

 

e por Abrantes continuamos a filosofar com os mais novos

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a pressa é inimiga da prática da filosofia. e isso é uma das coisas que se tenta transmitir aos mais novos, quando estamos numa oficina de filosofia. não há que ter pressa em pôr o braço no ar ou em falar, sem que tenha sido dada a palavra. há que ouvir as perguntas até ao fim, as ideias até ao fim. não devemos ter o braço levantado quando estamos a ouvir um colega. porquê? porque enquanto fazemos isso não estamos verdadeiramente a ouvir, mas sim focados no que temos a dizer. ora, na filosofia (repito) não temos pressa. há que desfrutar do diálogo, com calma, com os braços poisados na mesa ou em cima dos joelhos, para que nos concentremos no que está a ser dito pelos outros. 

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numa das turmas do Sardoal e ao enunciar o tema do festival de filosofia de Abrantes lembrei-me de fazer uma pergunta à turma do 4º ano: "o que teria passado pela cabeça dos senhores que fizeram o festival ao propor um tema destes, para ser trabalhado por crianças de 9 anos?" - de uma forma mais simples: "que interesse tem este tema para as crianças da vossa idade?"

e lá partimos na investigação, orientados por esta pergunta e por outras que fomos registando no quadro: no final de uma hora o quadro estava cheio de ideias!

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na Chainça o desafio foi diferente: pensar a partir de uma imagem do jogo Wonder Ponder e tentar responder à pergunta: quem gostarias de ter como professor: uma pessoa ou um robot?  porquê? (sempre os porquês, não é?)

o carácter de imperfeição de ser pessoa foi assinalado por um dos meninos: "temos falhas, todos temos falhas e servem para aprender para a próxima vez não falharmos." a professora da sala, que é uma pessoa, às vezes até parece uma máquina pois faz imensas coisas ao mesmo tempo, para chegar aos 24 alunos que trabalham consigo diariamente. como podem ver pela imagem, houve mais pessoas a escolher o robot do que a pessoa. infelizmente não tivemos tempo para continuar a reflexão e tivemos de terminar com uma boa espreguiçadela: é que isto de pensar, cansa!

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e quais foram as razões apontadas pela turma do 4º ano para dizer que o tema "IA, o trabalho e humano" é um bom tema para trabalhar com crianças de 9 anos? eis as razões:

- aprendemos mais coisas e ficámos a saber melhor o que era I.A.;

- tirámos muitas dúvidas;

- pudémos evoluir de nível na inteligência;

- fizemos muitas perguntas e com isso aprendemos mais;

- aprendemos um pouco de filosofia;

- divertimo-nos ao mesmo tempo que aprendemos.

conforme prometi aos alunos, vou passar a informação aos "donos do Festival" que assim podem ficar muito mais descansados pela escolha do tema: é um bom tema e as crianças de 9 anos interessam-se por ele. e até deixam perguntas como:

"quando nós somos bebés, a I.A. interfere connosco?"

 

 

 

sophia network meeting | 2019: thinking the unthinkable

The Sophia Network Meeting will take place in Galway at the National University of Ireland, Galway (NUIG) on the 1st and 2nd of June, and as a bonus, the NUIG invites delegates to a P4C Symposium on the 31st of May. The SOPHIA Network Meeting this year is being co-hosted by Philosophy, NUI Galway Philosophical Dialogue Project – NUI GalwayLittle Rainbow Academy Ireland and Curo

If you would like to join us, please register here 

Thinking the Unthinkable

The theme for the Sophia Network meeting 2019 is Thinking the Unthinkable. This can be interpreted as philosophical creativity – thinking of ideas that have never been thought of, as well as philosophical critique – thinking that goes against traditional or established ideologies. Ireland can be said to have had its share of thinking the unthinkable with the 34th amendment on same-sex marriage, and perhaps it’s reputation as the green/emerald isle will provoke new ideas on nature and the environment.

Call for Papers Deadline: February 28th, 2019

 

 

de volta à escola

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estudar, aprender, investigar: estes são alguns dos verbos que pratico constantemente, de modo mais ou menos formal. de tal forma que, uma vez, a minha afilhada (agora com 15 anos, na altura com uns 6 ou 7) me perguntou se eu algum dia ia deixar de ir à escola. disse-lhe prontamente que tinha dúvidas que isso acontecesse, pois gosto mesmo de estudar e de aprender.

também gosto de partilhar o que aprendo e o que investigo; ao partilhar isso com os outros, crio uma oportunidade de diálogo, de crítica, de olhar para outras perspectivas que até então não tinha considerado.

2018 é o ano em que comemoro 10 anos de filocriatiVIDAde no mundo e o ano em que regresso à casa onde materializei o meu amor pela filosofia, ingressando na licenciatura que mudou a minha vida. na altura desconhecia que, um dia, ia estar ligada à filosofia aplicada e, sobretudo, à filosofia para crianças e jovens.

este regresso à Universidade Católica, como docente na Pós Graduação em Filosofia para Crianças e Jovens tem um sabor especial, pois traz memórias e também a confiança no futuro da filosofia para crianças e jovens em Portugal. há muito para fazer, nesta área e este é um contributo sólido e estruturado, a par de outros como o mestrado em Filosofia para Crianças na Universidade dos Açores. e por falar nisso, já vos contei que a tese foi submetida? e que em 2019 haverá lugar a provas públicas? 

 

a-filosofia

e já que estamos a falar de filosofia, recordo-vos que novembro é o mês em que se assinala o dia mundial da filosofia. este ano volto a marcar presença no festival de filosofia de Abrantes, onde vou orientar oficinas de filosofia com a pequenada. o programa é muito rico e inclui café filosófico e vários momentos de diálogo que acontecem pela cidade, junto das pessoas. 

 

 

 

 

ginásio da filosofia

da mesma maneira que um atleta repete, diariamente, os exercícios que o vão tornar mais forte, mais ágil, mais flexível, mais rápido – assim também o filósofo deve manter a sua disciplina de treino.

em conversa informal com o José Barrientos-Rastrojo criámos uma estrutura de treino para filósofos (e que recomendo a qualquer curioso ou interessado em manter o seu pensamento bem treinado).

a ideia é intercalar a leitura de uma obra filosófica com uma obra não filosófica. por exemplo, passei alguns meses a ler a Crítica da Faculdade do Juízo, de Immanuel Kant. agora, estou a ler as 21 Lições para o Século XXI, de Yuval Noah Harari e já tenho em vista a Estética, de Hegel. o tempo máximo para cada livro filosófico é um mês: há obras mais difíceis do que outras e que exigem mais dedicação. o desafio é persistir. se não conseguir levar o livro até ao fim, posso recuperá-lo daqui a uns tempos.

tenho muitas obras filosóficas “meio” lidas, devido à investigação e aos estudos da licenciatura. quero reler algumas, como se fosse a primeira vez.
e, confesso, há aqui muitos livros em espera. 

vamos a isso? aceitam o desafio?

 

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da aldeia para o mundo: comunicação apresentada no III CICA

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nos dias 25, 26 e 27 de Outubro realizou-se em Ponta Delgada, na Universidade dos Açores (UAc), o III CICA (Congresso Internacional Interdisciplinar da Criança e do Adolescente). 

a minha relação com os Açores sempre foi muito filosófica: foi no Faial que comecei a dar formação de filosofia para crianças e criatividade, em 2008, já estive em Angra do Heroísmo para comunicar num Encontro organizado pela UAc, fui (e ainda sou!) aluna do mestrado de filosofia para crianças. 

em 2016 participei no I CICA e, tendo falhado no ano passado, este ano apresentei proposta de comunicação sobre a minha experiência na Rádio Miúdos, com o programa Filosofia é Coisa para Miúdos. não podendo estar fisicamente em Ponta Delgada, fiz a minha apresentação via zoom.

 

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esta semana que passou foi intensa: entreguei (FINALMENTE!) a tese de mestrado e preparei-me para esta comunicação que, olhando para a tese, foi ligeira e até serviu para descontrair um pouco.

o mês de Novembro traz consigo o Festival de Filosofia de Abrantes para o qual fui convidada para dinamizar as oficinas de filosofia, para crianças (junto das escolas do concelho) e também para famílias.

vai ser um mês em cheio, com muita filosofia! 

 

 

 

ideias tontas e ideias normais: ou as coisas que descobrimos quando abrimos a caixa da imaginação!

 

 

na sala dos 3/4 anos investigámos uma pergunta curiosa: como distinguimos pessoas que têm o mesmo nome? e como distinguimos duas pessoas que, tendo nomes diferentes, são "géneas"? 

afinal, o que faz com que eu, joana rita, seja reconhecida e não me confundam com a joana silva? é que na nossa sala há vários nomes que se repetem. e há uma magia que acontece quando alguém chama o nosso nomes: viramos a cabeça e procuramos quem é que nos chama. 

 

filosoficamente, estivemos a tratar a identidade, partindo de uma situação que aconteceu no início da oficina: percebemos que havia duas JOANA na sala. 

*

na sala dos 4/5 anos a investigação passou por partilharmos ideias tontas e ideias normais. mas antes disso revisitámos o nosso amigo Rodrigo, um rinoceronte que faz muitas perguntas e usa muitas vezes o PORQUÊ.

 

filosoficamente, estivemos a tratar questões de sentido e de possibilidade: dizer "um unicórnio não se apita" é uma ideia tonta? e falar em unicórnios, não?

 

 

*

continuaremos a investigar e a filosofar!

 

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