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filocriatividade | filosofia e criatividade

>> oficinas de filosofia, para crianças, jovens e adultos >> formação para professores e educadores (CCPFC) >> nas redes sociais: #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

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diálogos em casa - propostas para pensar em família ou na escola

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é com muito gosto que me junto à equipa Dialogue Works no projecto Home Talk.

o meu contributo passa por traduzir e adaptar as actividades que são partilhadas semanalmente, sobre um determinado tema. 

na semana passada o tópico foi falar e na presente semana pensamos sobre liberdade. 

espero que estes recursos possam proporcionar bons momentos de pensamento em família ou na sua sala de aula. 

 

Home Talk [EN] / Diálogos em casa [PT] / Diálogos en casa [ES]

para aceder aos recursos de forma gratuita clique AQUI

"todos" ou "cada um"

 

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"no final da sessão, todos..."

quando preparo uma formação e me deparo com aqueles formulários de intenções e de conteúdos e de objectivos dou por mim a escrever: "no final da sessão, os formandos irão compreender que..." 

ultimamente tenho reflectido muito sobre este "os formandos" ou "as crianças" ou "os participantes" e as nossas intenções para incluir todos, para comunicar com todos, para chegar a todos, para dialogar com todos. a palavra "todos" começou a soar-me a ambição desmedida e falta de noção da realidade. 

passo a explicar. 

afirmar que numa oficina de filosofia "todos os formandos vão" é muito ambicioso.

seja em formato online ou presencial, os formadores ou os professores não têm tempo nem as ferramentas para, a todo o momento, acompanhar o que todos estão a apreender da nossa sessão.

assim, proponho que se parta para uma sessão com o desafio de tentar chegar a cada uma das pessoas presentes, procurando dar liberdade para que as próprias manifestem o que é que as mobiliza ao envolvimento na sessão. 

repare que escrevo "tentar chegar" e "procurar dar", pois tenho consciência de que tudo o que acontece à nossa volta incentiva a alguma pressa que nos atropela esta intenção e que os hábitos que temos são difíceis de mudar. 

 

as crianças e o diálogo 

no contexto particular das oficinas de filosofia para crianças e jovens procuro que todos possam participar do diálogo. todavia, nem todos participam e nem todos participam da mesma maneira. se abandonar a ideia de que todos têm de participar de uma certa maneira (por exemplo, colocando o dedo no ar para fazer uma pergunta relacionada com o tópico sobre o qual estamos a dialogar), estarei muito mais próxima da realidade, daquilo que realmente acontece.

o texto de Ellen Duthie ajuda-nos a entender que temos de rever o conceito de participação, bem como estar disponível para respeitar os ritmos e os tempos de cada pessoa (criança ou adulto)  que participa na oficina. 

há dias deixaram-me esta pergunta depois de um encontro de formação para técnicos/as que trabalham em jardim de infância: 

Quando as crianças não estão disponíveis para o diálogo, que estratégias podemos usar para as envolver?

a minha resposta passa convidar os professores ou educadores a ampliar a forma como entendemos o diálogo. nem tudo passa pela palavra, podemos abrir-nos para outras formas de diálogo, como o desenho, a construção em plasticina ou com legos. em vez de pedirmos à criança que contribua com um braço no ar e um conjunto de palavras, considere pedir outras formas de diálogo. em jardim de infância o desenho é algo que faz parte das suas rotinas. 

como construir um diálogo através do desenho? bom, considere abandonar as folhas A4 e adoptar folhas A3 ou rolos de papel cenário onde se pode construir um diálogo em que cada um cria o seu desenho, desenho que pode comunicar com o desenho do amigo ou da amiga que desenhou antes ou vai desenhar depois. podemos desenhar um a um, podemos desenhar ao mesmo tempo, cada um num canto da folha gigante de papel cenário. deixe que as crianças desenhem sem grandes regras (na vertical ou na horizontal). permita que haja uma exploração do espaço da folha e um diálogo visual com os outros participantes. 

esta é uma forma de trabalhar o diálogo e de procurar envolver as crianças que não participam como esperamos (colocar a mão no ar para dizer algo relevante sobre o tópico em discussão). mas prepare-se: nem todas as crianças vão gostar ou envolver-se no desenho da mesma maneira. cada um irá envolver-se de uma forma e cabe-nos a nós, aos adultos na sala, permitirmo-nos a essa abertura aos diferentes olhares e posturas de CADA UM dos participantes. 

o desenho é apenas um exemplo. os jogos são outra forma de envolvimento que permite uma participação silenciosa se, por exemplo, tivermos de colocar certas peças num certo sítio para partilhar o nosso pensamento. 

 

neste vídeo Sara Stanley partilha um pouco da sua experiência de abertura àquilo que as crianças trazem para o tempo e o espaço do diálogo: 

 

 

uma última reflexão

julgo que é necessário abandonar essa ambição desmedida e a falta de noção da realidade, para dar lugar à prática da profunda sensibilidade ao contexto.

a formação (ou sessão ou oficina) é pensada para todas as pessoas (crianças, jovens ou adultos) que estão em sala (presencial ou online), sabendo que cada uma das pessoas ali presente é única, tem expectativas únicas e irá acolher o conteúdo de uma certa forma. e nós, formadores ou professores, também temos as nossas expectativas e formas de ver o mundo. estar "deste lado" da formação ou do ensino é um bom treino para poder "beber" essa diversidade. ainda que tenhamos as nossas formas preferidas de fazer as coisas, há que estar disponível para acolher formas que não tínhamos ainda contemplado.

entendo essa atitude ou disposição como a prática do espanto, do thaumatsen:

O thaumatsen é encantamento, movimento, experiência, relação do ser que pensa o mundo, no mundo e com o mundo. Essa relação não é propriedade de ninguém, está a saltitar pelo universo, provocando a todos os atentos. Não tem nacionalidade nem paradeiro, é peregrina. (Lara Sayão

 

 

agenda #filocri em outubro

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outubro: o mês em que a hora vai mudar (no dia 31 de outubro) - porém na filocriatividade há algo que não muda neste mês: a agenda está recheada de oficinas, para crianças, para jovens e para adultos. tome nota: 

👉 o #ClubeDePerguntas está neste momento à procura de novos membros e o encontro online está agendado para 27 de Setembro;

👉 no dia 12 de Outubro tem início a formação [online] ferramentas para pensar, em parceria com a Best Care Agency;

👉 no dia 27 de Outubro tem início a formação [online] pensar antes de gostar, em parceria com a Bertrand Livreiros;

👉 cafés filosóficos [online] em parceria com a @bertrandlivreiros  (nos dias 11 e 25 de outubro);

👉 oficina presencial  na @oficina_local_carnide já no dia 16 de outubro; 

📚 o Clube de Leitura em Voz Alta #filocri (@pnl2027) também está de volta no dia 31 de Outubro. trata-se de uma actividade gratuita, para miúdos e graúdos.

👉  as oficinas do Platão e #philoteen regressam no dia 30 de Outubro, sábado;

👉 tem início a 4.ª edição da Pós-Graduação em Filosofia para Crianças e Jovens (@fchcatolica)!

 

espero poder encontrá-la/o num destes eventos. até lá? 

 

100 anos de Paulo Freire

"É nesse sentido específico que Paulo Freire é um filósofo: não tanto pelas teorias ou sistemas nos quais ele busca sustentar sua prática, nem sequer pela qualidade filosófica de suas teorias ou pensamento, mas pela forma com a qual faz da sua vida um problema filosófico e de sua filosofia uma questão existencial na busca de um mundo sem opressores e oprimidos."

Walter Kohan, Paulo Freire mais do que nunca - uma biografia filosófica, p. 79

 

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assinalaram-se ontem os 100 anos do nascimento de Paulo Freire.

 

partilho consigo alguns links uteis para que possa conhecer ou revisitar o trabalho deste incontornável educador e pedagogo brasileiro:

- 10 sugestões para comemorar o centenário de Paulo Freire (porvir);

- 100 anos de Paulo Freire: veja 6 ensinamentos do educador que ainda são atuais (g1);

- entrevistas de Paulo Freire à Globo;

- episódio do podcast matéria bruta sobre Paulo Freire, com o convidado Walter Kohan; 

- documentário disponibilizado pela TV Cultura;

- Paulo Freire, 100 anos. Por que ele incomoda tanta gente?;

- Paulo Freire: 17 livros para baixar em PDF - via CPERS.

 

na livraria travessa pode encontrar os seus livros à venda. se está em Portugal, o contacto da livraria travessa pode ser encontrado aqui e o atendimento é incrível. 

 

 

filosofia na noite europeia dos investigadores

24 de setembro, no pavilhão do conhecimento (lisboa)

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a notícia foi-nos adiantada pela professora Maria do Céu Patrão Neves durante o 4.º congresso internacional de filosofia da sociedade portuguesa de filosofia: pela primeira vez a filosofia faz parte do programa da noite dos investigadores.

o evento é presencial e acontece no pavilhão do conhecimento, em lisboa, no dia 24 de setembro. o programa noite dos investigadores de lisboa é vasto e pode ser consultado em detalhe aqui.

haverá actividades noutros pontos do país: guimarães, açores, porto, vila do conde, constância, estremoz, entre outras localidades. consulte as iniciativas da noite dos investigadores através deste link. conheça também os investigadores envolvidos na iniciativa.

 

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Roda de Perguntas : uma oficina para avariar e consertar as palavras

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em agosto, mais exactamente na manhã do dia 28 (sábado) estoud e volta à oficina L.O.C.A.L para uma oficina para avariar e consertar as palavras.

Conseguimos comunicar sem palavras? Como é possível que a mesma palavra tenha significados diferentes? Será que podemos reutilizar as palavras? Haverá palavras com significados avariados? Já que estamos numa oficina, vamos aproveitar para rodar as perguntas, avariar e consertar as palavras.

informações e inscrições através da oficina L.O.C.A.L 

 

* oficina presencial, ao ar livre, em Carnide, com inscrições limitadas

 

GADFLY:2 - 17th August 2021

- online event for irish philosophy educators

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Stephen Law, Peter Worley, Lucy Elvis, Robert Grant, Lukasz Krzywon e Daniel Mccrea fazem parte deste sumarento evento destinado a quem se dedica à filosofia e à educação:

GADFLYᴵᴱ is an online event for teachers (of all kinds) of Philosophy in Ireland. Whether you are practicing P4C in primary, teaching the Short Course at post-primary, running an after school club or a library program: This is the event for you!

uma vez que o evento acontece online e se o inglês for uma língua acessível para si, recomendo que se inscreva e venha participar. 

consulte o programa completo  AQUI.

 

 

 

filosofia no quotidiano

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o livro de Roger Pol Droit, 101 experiências de filosofia quotidiana, contém várias sugestões para praticarmos o filosofar. hoje partilho consigo uma dessas sugestões.

#77 - ouvir a sua voz gravada
- grave a sua própria voz, lendo uma página de um livro ou até este mesmo artigo e depois oiça a gravação.


Fica-se sempre espantado.

“Esse sou eu?” A sua própria voz parece-lhe demasiado grossa ou grave, lenta ou rápida, mal colocada. A gravação reproduz, no entanto, correctamente a voz dos outros. Mas não a sua. (…) Nunca um ser humano, no mundo de outrora, podia ouvir a sua própria voz como os outros a ouviam. Tal como não conseguiam ver a própria imagem como os outros a viam. Esse descentramento, as máquinas tornaram-no possível, com a ajuda dos instrumentos, que a nossa intimidade é ignorância. A técnica ajuda a filosofia. Ela leva uma pessoa a interrogar que aparência reter: a que nos dá, de dentro, uma imagem de nós próprios ou a que parece objectiva e é gravada? O mesmo problema é válido no que se refere à cara, aos pensamentos, à globalidade dos comportamentos. E permanece indefinidamente sem resposta. E surpreende sempre. (pp. 167-168)

 

 

gigantes invisíveis, famílias de pessoas e famílias de perguntas

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ontem rumei até ao Parque Natural do Buçaquinho para participar na 6.ª edição dos Gigantes Invisíveis. confesso que não conhecia o festival até receber o convite do Pedro Saraiva. e fiquei rendida à história do festival e ao seu propósito: um encontro literário para os mais novos leitores. mais rendida fiquei com a participação das famílias nas actividades de domingo.

o encontro aconteceu ao ar livre e entre o "chove não chove" do fim-de-semana foi possível fazer acontecer a programação, com excepção para o espectáculo "como se encontram as perguntas".

a minha oficina de perguntas, para famílias, aconteceu ao ar livre, com a presença de famílias inesquecíveis: a família não sei, a família invisível, a família espera aí um bocadinho, a família oliveira, a família leões, a família alegria, a família música. cada um no seu quadrado (isto é, manta) a perguntar e a responder à provocação de pensar as perguntas e as diferentes famílias de perguntas. 

uma vez que o Marco Taylor esteve presente no festival, o "trampolim" para a minha oficina de filosofia foi um dos #livrosperguntadores: Rosinda. 

 

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ah! e já agora, fique atento/a ao espectáculo "como se encontram as perguntas". vai andar por aí!

 

 e nota 20 para o Gigantes Invisíveis que proporcionou uma intérprete de língua gestual portufuesa para fazer parte das actividades. obrigada, Vânia! 

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