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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

“Ah, trabalhas nisso da filosofia para crianças?”

 

 

Desde 2008 que trabalho na área da filosofia para crianças (FpC). Fiz formação - ainda faço – trabalho em jardins de infâncias, em escolas. Tive um projecto num ginásio. Levo as oficinas de filosofia a vários pontos do país – e não só. Dou formação a professores e educadores. Tenho recebido muitos e-mails a solicitar apoio, esclarecimento de dúvidas – sobretudo a quem desenvolve investigação nesta área.

Nem sempre é fácil explicar o que faço, pois há muitas ideias pré-concebidas e tudo o que é estranho provoca... estranheza.

Tenho coleccionado muitas perguntas sobre o meu trabalho e sobre a filosofia para crianças. Fiz uma lista das dez mais recorrentes – e partilho convosco algumas respostas curtas.

 

 

  1. «Joana, dás aulas de filosofia? »

Não. No sentido convencional e tradicional do termo « aula » = alguém que tem o saber (conteúdos) e os transmite a quem não sabe. Nesse sentido, não dou aulas – ainda que possa falar do espaço e tempo durante o qual a filosofia acontece como aula.

 

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  1. “Joana, então tu és professora?”

Não – no sentido clássico do termo, não sou professora.

Sou facilitadora – ou dificultadora como gosto de lhe chamar. O meu papel é o de “obrigar” a parar para pensar, a aprofundar. Mergulhar no mundo dos pensamentos.

 

 

  1. “Joana, o que tu fazes é pôr as crianças a conversar umas com as outras?”

Não, isso elas já fazem. O meu objectivo é que haja diálogo. Isso implica que se pratique a escuta e o parar para pensar. Além disso, pretendo aprofundar as questões de forma filosófica.

 

 

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  1. “Joana, nessas aulas podemos dizer o que quisermos?”

Sim e não. Podes dizer o que quiseres, mas isso tem que ser submetido ao grupo para avaliar se é pertinente para a discussão em curso.

Além disso, também avaliamos a sua qualidade filosófica – e é aí que eu intervenho mais e dificulto as coisas.

 

  1. “Joana, isso que fazes é um modelo pedagógico?”

Na verdade, a FpC é uma estrutura que facilita processos de aprendizagem. E é algo mais do que isso. Crio um espaço e um tempo em que é fundamental realizar exercícios de cariz filosófico. Sim, a filosofia para crianças transpira intencionalidade filosófica.

 

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  1. “Joana, então basta preparar e ter um plano ou uma planificação, para chegar ao objectivo filosófico?”

Não. A preparação, em jeito de planificação é útil. O mais importante é atender àquilo que as pessoas estão a dizer e captar as suas implicações filosóficas e a riqueza para o diálogo. É fundamental a disponibilidade para o improviso.

 

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  1. “Joana, basicamente o que fazes é treinar pensamento crítico?”

Também. O pensamento crítico é fundamental neste processo. Há outras dimensões: a criatividade, o caring thinking (Lipman) e a dimensão colaborativa (afinal, somos um grupo que se junta para pensar… em conjunto!).

 

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  1. “Joana, não achas que isso é muito difícil para as crianças? É muito abstracto.”

As crianças têm uma linguagem própria e uma experiência que é sua. A FpC abre espaço para que se possam manifestar, à medida da sua linguagem e da sua experiência. A partir daí, extraímos o sumo filosófico.

 

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  1. “Joana, então e tu jogas às cartas com as crianças, é isso?”

Faço jogos, sim. Utilizo muitos recursos que facilmente se associam ao jogo (quantos-queres, jogos de cartas, jogo do galo…). A ideia é partir de um recurso simples e lúdico para o trabalho filosófico. O jogo – tendo elementos físicos, nos quais as crianças podem mexer e até levar para casa – ajuda-me a tornar a filosofia palpável.

 

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  1. “Joana, e as crianças gostam?”

Nem todas. É como a sopa: nem todas gostam, mas nem por isso deixamos de lhes dar sopa. É importante para elas, certo?

Assim é a filosofia: difícil, pois obriga a parar . Divertida, por nos permitir brincar com o pensar. Gosto da imagem da FpC como um ginásio para os músculos do pensamento. E todos nós sabemos como treinar provoca dores, num momento inicial. Depois há que manter a disciplina de treino.

5 podcasts & canais de youtube para aprender filosofia

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este artigo é pensado para pessoas que querem aprender filosofia.

quando nos propomos a aprender uma coisa nova, a grande questão é "por onde começar?" e espero poder ajudá-lo/a nesse sentido. 

espreite esta lista com 5 recomendações de conteúdos "ensopados" em filosofia, que pode encontrar no youtube ou no spotify (ou outro agreagador de conteúdo). 

 

*

 

INÉF - Isto Não É Filosofia

- o Vitor e a Evelyn têm vindo a proporcionar um curso de história da filosofia, gratuito, com aulas em directo no youtube, às sextas. aos sábados há live no instagram para tirar dúvidas ou para pensar a partir das ideias do filósofo apresentado em aula. vale tanto a pena acompanhar este projecto!

 

Filósofos do ENEM

- conheci este podcast por recomendação do Vitor (INÉF). vale a pena ouvir uma outra forma, também ela muito didáctica, de falar sobre os filósofos e a história da filosofia. estou a acompanhar ali mesmo no spotify. 

 

A Tua Filosofia

- o David Erlich é professor de filosofia no secundário e criou o canal A Tua Filosofia para aproximar os seus alunos (e não só) da filosofia. vale a pena espreitar, nem que seja para ver como a kizomba e a filosofia são praticamente almas gémeas. 

 

Filosofia Góias

- confesso que estou a recomendar este podcast devido à série dedicada à filosofia para crianças. foi assim que conheci este podcast que nos chega da UFG Regional Goiás, no Brasil. 

 

Filosofia Pop

-  Murilo Ferraz e Marcos Carvalho Lopes conversam sobre conceitos como a Felicidade, convidando outras pessoas para pensar connosco. Filosofia Pop também é filosofia em diálogo. 

 

 

conhece outros podcasts ou canais de youtube que falem de filosofia? 

partilhe nos comentários! 

Believers and Doubters - Steve Williams

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The believing and doubting game was invented by Peter Elbow (‘Writing Without Teachers’, Oxford University Press, 1974). I’ve used it many times in an adapted way for P4C and in other educational contexts.



IN GROUP DIALOGUE


1. A view is advanced by pupils or the teacher. First, all members of a group work together to support the view. They try to come up with the best justifications they can. The are ‘believers’. Then they all switch perspective and turn into ‘doubters’. They try to list the best reasons to doubt the view in question.

2. After the whole group has worked together, individuals can then consider the points raised and seek clarification and understanding by asking questions. Then put forward their own judgements and give
reasons. Those reasons often involve an explanation of which justifications, doubts and criticisms were most important to them.


ADVANTAGES


1. Finding a worthy rival. Many facilitators of group dialogue will say: “Imagine what someone who disagreed with you might say”. This is a good move but rarely one that is taken seriously enough. It’s a worthwhile challenge to make the best argument you can against your own. The believers and doubters game is a structured activity to make sure rival ideas are explored.

2. Delaying the influence on the outcome of the most dominant, respected or articulate members on the group. Those members begin by putting their influence and abilities to use trying to support arguments other than their own.

3. Taking the pressure off one member of the group who is might otherwise be arguing alone for a point of view.

The believing and doubting game is a simple and effective activity that can be used for small-group breakouts or in whole-group discussions.



IN READING

When reading texts, students can be encouraged to read first as 'believers' (wanting to understand fully what a writer has to say) and then as 'doubters' (with their own flow of critical questions in response to the text).



IN WRITING

Writers can be encouraged to read their own writing as they would read texts written by others – first, by making their own arguments and perspectives as strong as possible and second, by doubting and
questioning what they write in order to uncover weaknesses and imagine responses from other readers with different perspectives.

 

Steve Williams

agenda #filocri [no instagram]

11 de Agosto, quarta

18h (hora de Lisboa, Portugal) - 17h (hora dos Açores) - 14h (hora do Brasil)

> #filocriCONVIDA Elisa Oliveira, professora de filosofia para crianças no Brasil 

#filocriconvida_elisa_FEED.png

 

21 de Agosto, sexta

12h30 (hora de Lisboa, Portugal) - 11h30 (hora dos Açores)

> #FilosofiaAoVivo com Christine de Pizan 

 

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18h (hora de Lisboa, Portugal) - 17h (hora dos Açores) - 14h (hora do Brasil)

> #filocriCONVIDA Fabiana Lessa, professora de filosofia 

 

#filocriconvida_fabi_FEED.png

 

acompanhe os directos no instagram filocriatividade

 

 

continuamos a pensar DENTRO da caixa e a desafiar a criatividade

Copy of Copy of 3.ª edição 14 e 16 de Julho 1inscrições abertas para a 3.ª edição das oficinas de criatividade:

pensar DENTRO da caixa - 14 e 16 de Julho 18h30-21h30 [online]

iniciativa: Bertrand Livreiros

 

(UPS! ESGOTADO!)

 

4.ª edição: 28 e 30 de Julho 18h30-21h30  [online]

inscrições abertas junto da Bertrand Livreiros 

Laboratorio Filosófico sobre la Pandemia y el Antropoceno

- Red Española de Filosofía (REF)

La Red Española de Filosofía (REF) ha decidido crear un Laboratorio Filosófico sobre la Pandemia y el Antropoceno, al que abreviadamente llamaremos el laboratorio, con un triple propósito:

  • Reunir en un archivo o repositorio digital las reflexiones filosóficas escritas y audiovisuales que se vayan publicando en torno a estas cuestiones.
  • Abrir un foro de debate, un espacio de discusión en el que puedan participar todas las personas interesadas de la comunidad filosófica iberoamericana.
  • Informar de noticias sobre la pandemia y el antropoceno que tengan relevancia filosófica o bien se refieran a actividades filosóficas relacionadas con estos asuntos.

 

Para saber como contribuir ou acompanhar este trabalho, visite o website do Laboratório

 

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já conhece a academia GERADOR?

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olá, Academia Gerador!

é muito bom voltar a colaborar com o Gerador, um projecto que me permitiu tomar café com pessoas que fazem parte da cena cultural portuguesa. durante algum tempo entrevistei (ou melhor, conversei com) pessoas na rubrica Café Central, para a revista Gerador.

recentemente fui convidada para fazer parte da Academia Gerador, onde a filosofia e a criatividade marcam presença com uma oficina para famílias.

 

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Filosofia e criatividade na gestão do tempo

oficina online sobre filosofia e criatividade, para arrumar as ideias – e os dias.

 

nos dias de hoje a fronteira entre o trabalho, a escola e a família revela-se uma linha muito ténue. precisamos de nos organizar para fazer a gestão quase simultânea de todas estas dimensões.

e se o pudermos fazer de forma criativa e divertida? há muitas técnicas de criatividade que nos podem ajudar no dia-a-dia, seja no contexto profissional ou pessoal.

neste workshop recomendado para ser feito em família, todos vão ficar a conhecer algumas ferramentas que ajudam na gestão de tempo.

de forma prática e simples, por aqui aprende-se a arrumar ideias e os nossos dias.

 

quando acontece a oficina?

no domingo, dia 5 de julho às 11 horas. 

 

mais informações no website GERADOR 

 

What Is Freedom? Teaching Kids Philosophy in a Pandemic

Thinking about big questions empowers children to feel more confident about the value of their own i

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“We don’t really need going to school,” Ella Wagar, a 10-year-old from Seattle, told her online peers during a recent Zoom session. “What we really do need are friends. If you don’t have friends, it sucks; you play alone, you eat alone.”

 

leia o artigo completo no The New York Times 

 

 

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