Era uma vez quatro amigos que resolveram contar estórias através de texto e fotografia. Em 2009 Joana Sousa, Marco A. Pires, João Paca e João Sousa criaram o blog olharapalavra.com
Em 2010 o projecto era vencedor do Super Bock Super Blog Awards 2009/2010 na categoria de Multimédia. Dois anos depois o projecto ganha a forma de um livro.
Com venda exclusiva através da plataforma almalusa.org o livro Olhar a Palavra – três olhares, uma caneta, quatro formas de sentirserá apresentado no dia 27 de Janeiro de 2013, domingo, pelas 15h30m, no Teatro Rápido (Rua Serpa Pinto, 14 – Lisboa). Este evento conta com a presença da jornalista Fernanda Freitas e do autor do Programa Lado B, Pedro Esteves.
O livro, editado pela Mind Affair, sustenta uma parceria solidária com a associação Remédios do Riso. Os autores pretendem, assim, divulgar o trabalho dos Doutores Palhaços e a sua «especialidade clínica» de «transplantar» sorrisos de um rosto para o outro, em ambiente de hospital.
Em breve divulgaremos o link através do qual podem adquirir o livro.
O Pedro Esteves irá divulgar algumas leituras do livro. A primeira chama-se Entre a Rua da Saudade e o Bairro do Amor e «mora» AQUI!
no passado dia 19 de Novembro tive a oportunidade de partilhar notícias positivas, na companhia da jornalista Fernanda Freitas, no programa Sociedade Civil (rtp2).
entre outras coisas, falámos sobre o dia mundial da filosofia e sobre os eventos que aconteceram e vão acontecer, durante o mês de Novembro para comemorar a filosofia.
podem espreitar o que foi dito AQUI (basta pesquisar pelo programa de 19 de Novembro). aproveitem para ficar a conhecer outros projectos nos quais estou envolvida, nomeadamente a Rua de Baixo e a curadoria do ciclo de cinema na Baixa Chiado PT BlueStation, um livro solidário de seu nome ALICERCES e o livro Olhar a Palavra.
Em conjunto com três amigos que tiram fotografias, criei um espaço que se chama Olhar a Palavra. Nele encontram olhares e palavras, cruzamentos entre frases e imagens.
No âmbito das minhas acções na área da filosofia e criatividade tenho utilizado algumas das fotografias que estão presentes n'Olhar a Palavra para servir de base às oficinas «Colorir fora dos traços».
Ainda que a #todolist esteja aqui a «gritar-me» aos ouvidos, não resisto a deixar-vos alguns dos trabalhos dos mais pequenos, inaugurando aqui uma espécie de Olhar a Palavra Jr.
Os textos aqui apresentados são fruto da imaginação das crianças e dos adultos que as acompanharam e que com elas coloriram fora dos traços!
Nota: as histórias são registadas pelos adultos e não são sujeitas a revisão; a ideia é escrever aquilo que a criança diz, sem perder pitada da sua imaginação!
«Era uma vez dois escaravelhos que se casaram. E a fêmea pôs mil ovos dentro de duas bolas de cocó de boi. E depois um perigo estava a espreitar, que era uma aranha. O escaravelho macho e a escaravelha fêmea estavam cá fora e a aranha era capaz de agarrá-los. Mas depois a aranha caiu de cabeça para baixo e teve de ir ao médico das aranhas. Mas depois viveram felizes para sempre, mas primeiro nasceram os escaravelhos bebés. »
«Um pintor foi buscar uma paleta e começou a pintar e depois, distraído, pôs tinta no copo de água. Mas depois fez mais disparates. Ele mistutou cores com outras cores, umas nas outras. Depois teve uma ideia: foi buscar os pincéis e começou a pintar-se, para ser um palhaço! Depois foi buscar um bilhete para ser artista do circo, um palhaço! Nesta história é preciso um bilhete para ser artista. E o que vende bilhetes disse que sim. E depois ele foi para a sua equipa que era a dos palhaços. Eram do mesmo número, do mesmo espectáculo. O primeiro número foi o dos palhaços e o dos outros palhaços do circo.»
«Eu ia dizer «era uma vez» mas isso é muito infantil. Esta é uma história de um gato que se chama Tarantino, e que passa a vida a chatear as pessoas.
Uma das pessoas é um velhote que estava escondido atrás da porta para ver se apanhava o gato!... mas o gato era muito esperto e sabia quais eram as intenções do velhote. Além disso, pressentia a sua presença e estava alerta para fugir se fosse preciso. Um certo dia o gato adormeceu e estava muito cansado... era a oportunidade do velhote para o apanhar. Pé ante pé, o velhote foi até ao gato e… Surpresa das surpresas! O velhote, que se chamava Sr. Esperança, quando ia a apanhar o gato reconheceu-o! Era o seu gato Tarantino.»
«O Sr. Esperança morava numa casa de telhado laranja. A casa ficava do lado de uma linha de comboio onde só passava um comboio por dia. Todos os dias o Sr. Esperança ficava à espera que o comboio passasse!
Das suas janelas e porta ele só conseguia ver um campo muito verde e com o céu azul. Era uma paisagem muito tranquila e bonita. Por vezes passava um passarinho, uma gaivota ou andorinha. O Sr. Esperança nem sempre viveu sozinho. Tinha um gato, que se chamava Tarantino, que fugiu para outra história. Tinha saltado da janela sem o Sr. Esperança se aperceber e correu 132 metros e desapareceu. O Sr. Esperança procurou-o por toda a parte mas não o encontrou.»
já aqui vos falei das alegrias de participar neste projecto; hoje essa alegria foi «muito enorme» ao ver os texto «Às vezes o amor dá chorar» publicado na revista DP - Arte Fotográfica
a fotografia é do João Paca o título é da autoria da Matilde, de 6 anos
a magia de 4 formas de sentir pode ser encontrada AQUI!