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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de filosofia e de criatividade, para crianças, jovens e adultos / formação para professores e educadores (CCPFC) / mediação da leitura e do diálogo / cafés filosóficos / #filocri

filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de filosofia e de criatividade, para crianças, jovens e adultos / formação para professores e educadores (CCPFC) / mediação da leitura e do diálogo / cafés filosóficos / #filocri

a oficina de filosofia para / com crianças: Em que pensas tu?

joana rita sousa, 18.11.22

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🗓 no passado dia 12 de Novembro dinamizei uma oficina de filosofia dedicada ao tema do pensamento.

❓ o motivo? Novembro é mês de celebração do Dia Mundial da Filosofia e escolhi essa temática para as oficinas de filosofia (Platão e philoTEEN), bem como do #kitdedialogoFILOCRI

📚 fui buscar alguns livros à estante para me ajudar a preparar a oficina: Em que pensas tu?, Museu do Pensamento e A Casa das Perguntas. li e voltei a ler. iniciei um perguntário (inventário de perguntas) sobre o tema do pensamento. fiz um mind map com alguns conceitos e expressões. voltei a ler os livros. parei no Museu do Pensamento (Joana Bértholo)  e nalgumas perguntas deliciosas como esta: "Opinar" é uma forma de pensar e fazer o pino ao mesmo tempo?

👀 suspendi este trabalho para reunir com uma aluna do 10.º ano para a ajudar a orientar os estudos de filosofia. estivemos a falar de proposições, do quadrado da oposição e A, E, I e O. 

🚗 depois, fui buscar o carro à oficina, voltei a casa e ainda não tinha decidido o que iria propor na oficina do Platão. voltei a ler as minhas notas e deixei os pensamentos a "marinar". 

⏰ quando a oficina começou surgiu uma ideia: vamos brincar com frases (proposições) verdadeiras e falsas? vamos!

*

a filosofia exige preparação, planeamento e estudo e abertura ao improviso. é um pouco como o jazz, tal como defende Marina Santi neste artigo:

This paper is based on the content of the talk held at the ICPIC Conference in Madrid, titled “Improvising as a way of inquiring and inventing” in which the jazz metaphore for education and philosophy is introduced. The arguments proposed are adapted to respond also to some critical issues put forward by Gert Biesta in his paper about philosophical work with children and the related experience in schools through Philosophy for/with Children programmes.  My contribution to the discussion deals with two main focus. The first one is theoretical and considers improvisation as expression of human cognitive constructivism and form of adaptive/exaptive human agency in the environment. Improvisation is interpreted as a privileged form of “complex thinking”, in which the three components identified by Lipman - critical, creative and caring thinking - are integrated and mutually implemented. The second focus is pragmatic and proposes eight “jazz” doors to embody education in the dimension of improvisation, opening teaching to the authentic experience of changing implied in growing/aging, in which the stability of identities are always at risk. A jazzing way to Philosophy for/with Children is proposed as antydote to the risk of learnification of education and capitalization of human skills to which – according to Biesta – Philosophy for/with Children seems to be exposed in its school application, while proposing a jazz framework for a new “poor pedagogy”.

 

*

inscreva o seu filho / a sua filha numa das oficinas da filocriatividade: 

> oficina do Platão - O sentido da vida das moscas (online) - para crianças dos 7 aos 12 anos
10 de Dezembro, das 15h30 às 16h30 - inscrições AQUI

> oficina philoTEEN - O sentido da vida (online)
 - para jovens dos 13 aos 17 anos

10 de Dezembro, das 17h30 às 18h30 - inscrições AQUI

filosofia no museu!

- uma oficina de filosofia, para crianças, no MIAA

joana rita sousa, 16.11.22

315810832_647900807036009_7773530763208694821_n-1.📷 Ana Dias

👀 parar, observar, perguntar, escutar e dialogar - eis a proposta lançada às crianças que participaram no Festival de Filosofia de Abrantes.

🎨 partimos das obras do Mestre José Pimenta (exposição RIO, com curadoria de Sara e André), que se encontram no MIAA - Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes

❤️ há muito que gostaria de trabalhar diálogo filosófico num museu e a partir daquilo que encontramos no museu. as equipas da Biblioteca Municipal António Botto e do MIAA aceitaram a ideia com muito gosto e criaram as condições para que tal fosse possível. 

❓ inspirada pelo trabalho da Ellen Duthie (Wonder Ponder) e das suas propostas de filosofia visual, convidei as crianças a observar e perguntar, para criarmos um PERGUNTÁRIO a partir das obras do Mestre José Pimenta. entre perguntas sobre significados e inspirações, fomos colocando hipóteses e arriscando porquês.

 

👉 ainda uma nota: a exposição RIO pode ser visitada até 26 de Fevereiro de 2023. 

parar, pensar, escutar e dialogar - a partir de Saramago

- oficinas de filosofia na Biblioteca Municipal José Saramago, em Almada

joana rita sousa, 15.11.22

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🗓 nos passados dias 3 e 4 de Novembro passei pela Biblioteca Municipal José Saramago (Almada) para participar nas Comemorações do Centenário Saramago

👉 houve oficinas para diferentes destinatários, do jardim de infância ao ensino secundário; o ponto de partida foram obras ou pensamentos de Saramago.

👉 foram dias de diálogos intensos e comprometidos com a escuta e a construção de pensamento a partir das ideias uns dos outros.

👀 partilho uma curiosidade: ainda que os diálogos tenham sido bastante diferentes, tanto o grupo do jardim de infância como o grupo do ensino secundário partilharam uma preocupação comum: "temos de cuidar do planeta Terra" (jardim de infância) ou "devemos pensar seriamente a questão das alterações climáticas" (ensino secundário). 

 

❤️ agradeço muito às professoras que acompanharam as turmas, pelo envolvimento e disponibilidade. 

❤️ um muito obrigada à equipa da Biblioteca pelo acolhimento e pela possibilidade de colaboração nestas actividades.

filosofia para crianças em Cascais

joana rita sousa, 08.11.22

 

Observa, joga e pensa: este é o convite que as oficinas “o poder do diálogo” lançam às crianças do 1.º Ciclo do Ensino Básico. A dinamização está a cargo de Joana Rita Sousa, filósofa, perguntóloga e mestre em filosofia para crianças.

Estas oficinas giram em torno das propostas da filosofia visual (Wonder Ponder), onde o trampolim para o diálogo são imagens com cenas que provocam o pensamento e o diálogo. 

24 de novembro das 10h30 às 11h30
- Biblioteca Infantil e Juvenil
- com o tema “mundo cruel” [o que significa ficar de castigo?]
- inscrições: 214 815 326/7 

25 de novembro das 10h30 às 11h30
- Biblioteca Municipal de Cascais - Casa da Horta da Quinta Santa Clara
- com o tema “eu, pessoa” [como sabes que não és um robot?]  
- inscrições: 214 815 418 

Público-alvo: alunos do 1.º ciclo

 

informações > 360 Cascais

a pergunta "como é que correu o dia?" é gigante e depois a resposta é curta: "bem" ou "fixe"

- ainda sobre as oficinas de diálogo no FOLIO 2022

joana rita sousa, 19.10.22

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[oficinas com o jardim de infância] - o poder do diálogo

💥 podemos roubar para dar uma lição a alguém?
💥 os maiores também têm de cumprir e aceitar pedidos? ou só os mais pequenos?

 

👉 numa das oficinas com o jardim de infância tivemos a oportunidade de pensar sobre a ideia de justiça: é justo que um amigo decida não dar presentes aos amigos, depois de já ter recebido os seus presentes? é justo querer ficar com os presentes todos para mim? como é que resolvemos esta situação, de um amigo que não cumpriu com o que foi combinado?

👉 o provocador livro Não abras este livro! foi o mote para pensarmos nas regras e nos pedidos. afinal, o monstro diz várias vezes "por favor" - e nós ignoramos esse pedido. porquê?

 

[oficinas com o 1.º e 2.º ciclos] - o poder do diálogo

💥 ser inteligente é diferente de ser esperto?
💥 uma pessoa burra pode ser esperta?
💥 o que é um corpo normal?
💥 gostarias de ter mais do que um cérebro? porquê?

 

[oficinas com famílias] - o poder da pergunta

💥 "as perguntas geram respostas e também geram opinião"

💥 "há perguntas que servem para pressionar, como "queres brincar comigo, não queres?". nós queremos mesmo que a pessoa brinque connosco, estamos a pressionar."

💥 "a pergunta é uma forma de perceber informação de outra pessoa." - há perguntas para aprender, perguntas informativas, perguntas confirmativas e perguntas para desabafar. "há ainda o mix de perguntas, que é uma pergunta que pode ter dois tipos ao mesmo tempo."

💥 a pergunta "como é que correu o dia?" é gigante e depois a resposta é curta: "bem" ou "fixe". podemos perguntar essa pergunta de outras maneiras? 

 

[café filosófico - para adultos e uma criança que acompanhava a mãe]

o poder da pergunta

💥 o que é uma pergunta filosófica? que perguntas nos interessam? que perguntas podem provocar o diálogo e a tensão? que perguntas trazem consenso? 

👉 no café filosófico tivemos a presença de uma criança que acompanhava a mãe.

👉 no final perguntei o que tinha gostado mais e menos naquele diálogo. a resposta: "gostei muito de formular a minha pergunta. mas também foi uma seca estar a pensar na pergunta." 

 

*

🧠 [entre outras coisas, nomeadamente a preparação da pessoa facilitadora e a sua disponibilidade para improvisar] a provocação de um diálogo filosófico passa pela selecção de bons trampolins para o espanto e para o pensamento. para preparar estas oficinas recorri a materiais Wonder Ponder, ao livro Não abras este livro, ao livro Duck! Rabbit!, a um jogo que criei há uns anos "O que é uma pergunta?" e ao baralho The Happy Gang #EuPensoEuEscolho.

🧠 claro que o trabalho da pessoa facilitadora não se faz sozinho e os contributos das pessoas participantes são fundamentais para orientar o nosso pensamento.

🧠 por vezes os recursos ficam na mochila, o que também suscita curiosidade por parte de quem participa: "joana, não vamos ver o que tinhas nessas cartas?" - às vezes nem são precisas cartas, basta seguir o fio do diálogo e abrir-se ao espanto, ao parar, pensar, escutar

 

📷 festival FOLIO 2022

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o poder do diálogo - oficinas no festival FOLIO 2022

joana rita sousa, 17.10.22

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🗓 nos dias 14 e 15 de outubro tive a oportunidade de estar no festival FOLIO a dinamizar oficinas de filosofia em torno d' O PODER DO DIÁLOGO.

📍 na sexta dia 14 recebi crianças dos jardins de infância e do 1.º ciclo na biblioteca Casa José Saramago, em Óbidos. 

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📍também no mesmo espaço tive a oportunidade de receber famílias na manhã de sábado para duas oficinas sobre O PODER DA PERGUNTA. tive a oportunidade de rever a MR, que já tinha participado nas minhas oficinas online e que também já tinha estado numa oficina presencial e de conhecer novas famílias curiosas com a filosofia - e com as perguntas! 

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📍 pelas 19h de sábado aconteceu ainda um café filosófico destinado a jovens a partir dos 16 anos e pessoas adultas, mas onde também tivemos uma criança. a idade não é um obstáculo para o diálogo, é até uma forma de dialogarmos através de diferentes pontos de vista e experiências de vida. 

 

❤️ muito obrigada ao Município de Óbidos para fazer parte do Festival (O) Literário Interancional de Óbidos, na área FOLIO EDUCA.

❤️ muito obrigada a quem participou nestas oficinas!

 

📷 FOLIO (página de facebook)

 

oficina [online]: a arte de fazer perguntas

joana rita sousa, 30.09.22

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está de volta a oficina online Baralhar e voltar a perguntar - a “arte” de fazer perguntas, em parceria com a Bertrand Livreiros.

26 e 28 de outubro, das 19h00 às 21h00


A pergunta é a porta de entrada para tantas coisas na nossa vida.  Quando conhecemos alguém pela primeira vez perguntamos:“Como se chama?”. 
Depois segue-se o“Como está?”e a conversa de circunstância que começa com perguntas. No quotidiano precisamos de perguntas para trabalhar, para estudar, para nos relacionarmos com os outros à nossa volta. 

Como fazer perguntas simples?  O que fazer para tornar as perguntas mais claras?  Que tipos de perguntas existem?


A quem se destina?
A entrada é permitida a quem quer perguntar.

Tópicos:
1)    O que é uma pergunta?
2)    Como perguntar de forma simples?
3)    O que torna uma pergunta clara e distinta? 
4)    O que pergunta uma pergunta? 

 

info no site da bertrand livreiros

agenda #filocri completa AQUI

amanhã: era uma vez um campeonato de crueldade

joana rita sousa, 25.07.22

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Era uma vez um campeonato de crueldade é a última das quatro oficinas de filosofia visual do mês de julho.

gostaria de poder contar CONSIGO (recordo que as oficinas são intergeracionais, para pessoas a partir dos 8 anos) e por isso vou oferecer a participação a quem se quiser juntar ao grupo. para o efeito só tem de me enviar o seu endereço de e-mail para receber o link zoom (escreva-me para joana @ filosofiaparacriancas ponto pt).

a oficina começa às 11h e termina pelas 12h30.

junta-se a nós? 

perguntar ou responder? que tal, perguntar e responder?

oficina de filosofia para famílias, na Malaposta

joana rita sousa, 07.07.22

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a partir do perguntário ¿hay alguien aí? (Ellen Duthie - Wonder Ponder) navegamos entre perguntas e respostas sobre... a humanidade.
não são só os seres bíbopes que têm curiosidade sobre a humanidade, a humanidade também tem curiosidade sobre si mesma ✌
 
como surgiu esta oficina de filosofia, pensada para famílias com crianças entre os 7 e os 11 anos de idade?

 

o contexto do livro ¿hay alguien aí? 

o livro de Ellen Duthie é todo ele comporto por perguntas. estas foram lançadas pelos seres bíbopes que, tal como os seres humanos, são muito curiosos e querem muito fazer perguntas.

ora, como criar uma oficina de filosofia a partir de um livro cheio de perguntas?

antes de mais, li o livro atentamente para servir de guia à possibilidades de perguntas que se podem fazer sobre a humanidade. neste livro, surgem áreas temáticas também elas identificadas em termos de perguntas, por exemplo: como é a vossa relação com outros seres terrícolas? / os seres humanos são boas pessoas? / como é ser um ser humano? / como sabem aquil que sabem?

esta leitura atenta fez-me perceber que seriam muitas as áreas filosóficas que poderiam surgir neste diálogo caso o grupo decidisse ler algumas perguntas do livro para responder. ora, como me posso preparar para tudo?

não posso. como sou já uma facilitadora experiente e tenho formação na área da filosofia, não fiquei demasiado preocupada com esta questão. porém, recomendo que uma pessoa facilitadora  que esteja a dar os primeiros passos invista tempo na  preparação da oficina passe por uma preparação também ela filosófica, no sentido de nos dar uma noção dos conceitos, dos pensamentos que cada área apresenta. 

recordo que o conteúdo filosófico, ou seja, o pensamento que outras pessoas filósofas já pensaram, não é o foco da oficina de filosofia. pretendemos que se pratique o filosofar durante a oficina. cabe à pessoa facilitadora estar preparada para reconhecer elementos filosóficos no diálogo. 

 

pensei: hum, será que esta oficina de perguntas poderá transformar-se numa oficina de respostas? será que tem de acontecer assim?

 

 

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pensar a oficina e a proposta de pensamento 

talvez a oficina possa ser um perguntário e um respondário, no mesmo espaço e tempo. por esse motivo, fiz uns cartões com P (de pergunta) e R (de resposta) para que as pessoas participantes pudessem escolher o que queriam fazer. decidi não impor nem uma coisa nem a outra e deixar que as pessoas decidissem o que fazer, em conjunto. 

o meu plano passava por começar a oficina com uma breve partilha do livro, contando que os seres bíbopes nos tinham visitado numa nave em forma de donut e que tinham deixado este perguntário dirigido aos seres humanos. 

 

perguntário ou  as perguntas que os seres humanos presentes numa certa oficina de filosofia para famílias fizeram sobre a humanidade

"o que podemos fazer? vamos ler as perguntas do perguntário sobre os seres humanos e dar respostas? ou vamos fazer o nosso perguntário sobre os seres humanos?" - perguntei.

uma das crianças disse: "penso que podemos fazer as duas coisas ao mesmo tempo, é o que costuma acontecer na filosofia." esta participante tem sido uma presença assídua nas minhas oficinas online e já tem alguma experiência em diálogos filosóficos. as outras pessoas na sala estavam a participar pela primeira vez num diálogo deste género.

as outras pessoas participantes concordaram com a ideia e foi aí que distribuí os cartões com P ou R para que pudessemos usar ao levantar o braço para falar. 

a dinâmica aconteceu da seguinte forma: podíamos escollher P ou R, podíamos responder às perguntas uns dos outros, podíamos perguntar a partir das perguntas uns dos outros.

acabou por ser bastante orgânica a forma como lançámos perguntas, algumas sem relação entre si, movidos pela curiosidade. nalguns momentos, voltámos atrás nas perguntas para avançar com respostas ou dialogar sobre as mesmas. 

 

eis algumas das perguntas do nosso perguntário, partilhadas pelas crianças e pelas pessoas adultas na sala: 

porque é que não há máquinas para substituir o cérebro?

como é que a pele foi criada?

porque é que temos sentimentos e como?

de que é feita a água?

como é que o ser humano apareceu?

há algo de especial no ser humano? 

quando pensamos em animais, pensamos no ser humano ou nos leões? 

será que o leão sabe que é um leão?

será que nós sabemos que somos nós? 

como é que o mundo apareceu?

quem foram os primeiros pais de tudo? 

como é que o buraco negro apareceu se havia nada?

se não houver ninguém para ouvir um barulho, esse barulho existe? 

dizer pessoa é o mesmo que dizer ser humano?

os Homens das cavernas eram pessoas?

qual foi o primeiro planeta de todos?

como é que os filhos podem ser pais?

há cães que têm uma profissão?

porque é que o livro tem um cão na capa?

há piadas que só nos fazem rir a nós e a mais ninguém?

 

curiosamente, estas perguntas variam entre questões sobre o mundo (na expressão de uma das crianças, do mundo planeta terra e do mundo universo) e sobre a origem das coisas. passámos algum tempo a tentar imaginar quem teria sido o primeiro ser de todos, no planeta terra. 

se havia nada como é que começou a haver alguma coisa? 

 

*

esta é uma das possibilidades de trabalho em oficina filosófica pontual (isto é, com um grupo com o qual não terei trabalho de continuidade) a partir do livro de Ellen Duthie. 

 

se pretende mentoria para criar um projecto de filosofia para / com crianças a partir de recursos como este, contacte-me.

este artigo foi útil para si? apoie a filocriatividade através do buy me a coffee para que eu possa continuar a criar conteúdos destes e a partilhar no blog e nas demais redes sociais. 

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o quadrante de perguntas: uma ferramenta para perguntar e pensar a pergunta

joana rita sousa, 23.05.22

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o quadrante de perguntas foi criado por Phil Cam e é uma ferramenta bastante útil para nos ajudar a pensar nas perguntas (e nas respostas).

desta vez a partilha da ferramenta aconteceu num projecto de continuidade desenvolvido com a biblioteca escolar - centro de recursos poeta josé fanha.

a  ferramenta foi apresentada numa turma do 9.º ano no sentido de procurarmos trabalhar a pergunta.

o trampolim para este projecto com a turma do 9.º ano foi o livro coisas que acontecem (de Inês Barata Raposo e e Susa Monteiro - bruaá editora). assim, os exemplos que levei para exemplificar a ferramenta com a turma partiram da história do livro. depois escolhemos um tema do interesse do grupo para exercitar as perguntas nos vários quadrantes. 

 

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os quadrantes do quadrante de perguntas

 

quadrante superior esquerdo: as perguntas de compreensão ou cujas respostas "estão lá" (no texto, na imagem, no diálogo, na série... e cujas respostas são consensuais ou aceites)

quadrante inferior esquerdo: as perguntas factuais ou que cabem aos especialistas (e às quais se obtêm respostas consensuais ou aceites) 

quadrante superior direito: as perguntas que abrem para possibilidades (e para as quais se procuram respostas razoáveis)

quadrante superior esquerdo: as perguntas que convidam à investigação em conjunto e em diálogo (e para as quais se procuram respostas razoáveis)

Screenshot 2022-05-23 at 15.38.29.png(figura: Splitter, L.J., 2016. The dispositional ingredients at the heart of questioning and inquiry. 

Journal of Philosophy in Schools, 3(2), pp.18–39. DOI: http://doi.org/10.21913/jps.v3i2.1348)

 

sobre a razoabilidade das respostas ou a observação habitual de que "a filosofia não tem respostas certas ou erradas", fica o convite para ler ou voltar a ler este artigo.

 

*

se pretende trabalhar esta e/ou outras ferramentas de geração de perguntas, considere fazer parte do #ClubeDePerguntas