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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

"e depois andamos ali a ver"

[na escola, encontro um petiz que me olha de alto a baixo. digo boa tarde. o petiz responde.]

- olha, tu és professora de quê?
- de filosofia, respondi.

franziu o sobrolho: "o que é isso?"

- pergunta àqueles amigos que estão ali sentados [todos eles meus alunos]

o G. olhou para o T. o R. encolheu os ombros e disse "não sei explicar".
o T. avançou com uma resposta:

- é assim, é uma aula com perguntas. a professora faz perguntas, nós também damos perguntas e depois andamos ali a ver.

#filocri Filosofia e Criatividade no 1º ciclo

C R I A T I V I D A D E - para todos

a realidade (ir)real: pensamento criativo para o dia-a-dia - curso de 12h

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Parar para pensar – e para criar: eis o desafio deste curso, durante o qual os participantes terão oportunidade de dar largas à criatividade. Esta entende-se como algo que pode ser aplicado no quotidiano.

O curso pretende dar ferramentas para que a prática da criatividade faça parte dos seus dias.

Vamos a isso?

 

> 7 e 14 de março (sábados) - total de 12h 

> 10h-17h30 

> Coworking de Torres Vedras

mais informações na agenda do Coworking Torres Vedras

 

 

filosofar com miúdos e graúdos

- no jardim de infância

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na semana passada houve filosofia no jardim de infância: para miúdos e graúdos. estive nas salas Bolinhas de Sabão e Tenda Mágica, para dar continuidade ao trabalho que temos vindo a fazer e, além disso, estive a filosofar com os mais crescidos, numa oficina que se chamava mesmo: "filosofia para gente crescida". 

 

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muito obrigada pelo convite e até breve! 

 

 

Dizer ou perguntar

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“Se calhar devíamos ter começado logo por dizer o que é uma pessoa, escusávamos de ter andado aqui às voltas”, dizia-me o pai no final da oficina de filosofia, para crianças. A pergunta que ali nos levou era “o que é uma pessoa?” e o exercício proposto passou por olhar à volta e identificar se haveria pessoas na sala e depois “arrumar” uma série de imagens de “coisas” que podiam ou não ser pessoas. Exemplos: um robot, um bebé, o super-homem, o desenho de uma pessoa (feito por uma crianças de 5 anos) e um cão chamado Félix.

À medida que as imagens iam sendo olhadas e pensadas pelo grupo, começou a sentir-se alguma dificuldade em opinar de forma definitiva sobre o cão, que por acaso é o meu. Várias foram as características apontadas pelas crianças – com idades entre os 7 e os 10 anos – que apontavam que o Félix não é uma pessoa. Mas um dos meninos não abandonou a sua ideia, de que o Félix é uma pessoa e quisemos ouvir os seus argumentos. Estes foram fortes, de tal forma que fizeram duas pessoas mudar de ideias. Os pais presentes na oficina assistiam ao diálogo, evitando falar sobre o assunto. Parecia-lhes tão óbvio “isso” de ser uma pessoa que a discussão em torno do tema começava a incomodar.

“Nunca tinha pensado nisso”, dizia-me uma mãe. Nisso?, perguntei. “Sim, nisso do que é ser uma pessoa. Não costumo pensar nessas coisas, dessa maneira. Achei muito interessante.” E, se me permitem dizer, é mesmo muito interessante, isso de propor perguntas a um grupo de crianças e de perceber que sentido têm as coisas para elas. Sem preconceitos, sem ideias feitas. Escutar e dialogar sobre isso, pelo prazer de parar para pensar.

Quando o tal pai me disse que tinha sido melhor começar por dizer o que é uma pessoa, respondi-lhe que isso seria matar o processo de pensamento , de descoberta e de investigação. O senhor estava nitidamente incomodado com o facto de ali se dizer que o Félix, um cão, podia ser uma pessoa. De tal forma que isso o terá impedido de usufruir do momento de pensar.

Curioso é o facto de, em grupos mais novos, o Félix ser rapidamente “arrumado” na gaveta “não é uma pessoa”. E as crianças argumentam facilmente, pelas diferenças que encontram, por exemplo em relação a um ser humano. Já os mais velhos tendem sempre a considerar que é uma pessoa, pela humanidade que encontram no fiel amigo.

Entre o dizer e o perguntar – e no qual a filosofia para crianças diz respeito – eu opto por perguntar, sem saber muitas vezes as respostas que vou encontrar.

E se me perguntarem, fora da oficina de filosofia, se o Félix é uma pessoa, digo sem hesitar: SIM. É uma pessoa e muito humana.

 

artigo originalmente publicado no site Up To Kids

Pensar (dentro e) fora da caixa

- oficinas de pensamento crítico e criativo, na livraria Culsete (em Setúbal)

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"Vamos lá pensar!" é um ciclo de 5 oficinas de pensamento crítico e criativo com a duração de 2h por sessão e dinamizadas pela formadora Joana Rita Sousa.

A próxima oficina acontece no dia 28 de Fevereiro: 
Pensar (dentro e) fora da caixa

Público-alvo:
Jovens a partir dos 14 anos e adultos

 

Sexta, das 19h às 21h 


Para inscrições e esclarecimentos contactar info@culsete.pt ou consultar o evento criado no facebook

 

 

não podias ter dito logo, Joana?

 

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“Então, mas demorámos estas aulas todas para chegar a esta conclusão? Não podias ter dito logo, Joana?”, disse-me o Leandro, no final da terceira aula sobre a investigação “o que é uma pergunta?”. Sim, três aulas, isto é, três semanas às voltas com aquilo que faz com que uma frase seja uma pergunta. Parece um trabalho inútil, no sentido de salientar o óbvio – afinal, todos nós sabemos o que é uma pergunta, certo? Basta ter um ponto de interrogação? Ou há outros critérios que fazem parte da pergunta e que, por serem óbvios, nem sempre atendemos?

Estas são as questões que motivam o meu trabalho, a minha preparação para aulas ou oficinas como esta. É importante alinhavar o tipo de interrogações e caminhos que se podem traçar em aula, a partir do jogo, livro ou outro estímulo que seja o motivo do diálogo. Todavia, o grupo é quem mais ordena e navegamos pelo mar que for escolhido pelos meninos, como aquele que lhes parece mais curioso ou mais importante, num dado momento.

Assim sendo, é muito natural que aconteçam caminhos diferentes, nos diferentes grupos, a partir de um mesmo estímulo. E isso é muito rico, pois faz-me descobrir coisas que não tinha (pre)visto quando desenhei o meu plano de trabalho e enriquece as aulas uns dos outros. Posso, em última instância, levar as ideias de um grupo para enriquecer o trabalho do outro.

O trabalho do pensar, do investigar exige tempo e dedicação. Temos que lhes manter sempre o foco e a concentração em alerta, através de coisas que lhes sejam familiares – esse é o trabalho do facilitador, que orienta as aulas ou as oficinas. E há meninos que têm pressa em saber – não pelo facto de terem já a resposta “na ponta da língua”, mas por que têm pressa. Não têm paciência para caminhar lado a lado com outros amigos que precisam de mais tempo para saborear a investigação. É o caso do Leandro, que gostou muito de chegar a uma conclusão, mas que estranhou o facto de eu, a “professora”, não lhes ter oferecido, logo, uma conclusão possível. Sim – possível – pois isto de ter UMA resposta certa e definitiva não tem que acontecer na filosofia – para crianças e jovens.

Como escrevia um amigo e companheiro destas lides: “as estrelas são eles, e não nós”. E há estrelas mais apressadas do que outras; também há as que dormem e as que precisam de acelerar. Afinal, somos todos diferentes. A vantagem de trabalhar em grupo é que podemos encontrar o equilíbrio dos tempos de cada um, em comunidade. Pensar em conjunto torna-nos muito mais ricos.

Concordam?

 

texto originalmente publicado no site Up To Kids 

verbo chapelar + perguntar e dizer uma coisa

= oficinas de filosofia no jardim de infância

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Tenda Mágica 

nesta oficina começámos por falar do papel do chefe da sala: o que faz? quais são as suas tarefas? descobrimos que o chefe da sala usa muitas vezes o chapéu azul, aquele que nos ajuda a organizar as tarefas e os pensamentos. 

desta forma recuperámos o que já tínhamos visto sobre os seis chapéus coloridos que nos ajudam a pensar, a organizar o pensamento. 

 

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Bolinhas de Sabão 

na companhia das Bolinhas de Sabão foi tempo de descobrir o livro Balbúrdia, publicado na Pato Lógico. o exercício foi simples, ainda que difícil: página a página vamos experimentar PERGUNTAR uma coisa sobre o que vemos ou DIZER uma coisa sobre o que vemos. as cartolinas coloridas ajudam-nos a anunciar o que vamos fazer e a ganhar consciência do pensamento. depois temos de ver se efectivamente o que dizemos é uma pergunta ou é dizer uma coisa. 

 

continuaremos a filosofar na próxima oficina. 

"um código? o que é um código?"

- filosofia no jardim de infância

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na primeira visita às salas Bolinhas de Sabão e Tenda Mágica levei na mochila meia dúzia de cartolinas às cores e meia dúzia de chapéus coloridos. 

 

Bolinhas de Sabão 

nas Bolinhas de Sabão o plano acabou por ficar mesmo na mochila pois eu cheguei atrasada devido a um acidente e pedi desculpas ao grupo por isso. ainda que eu tivesse tentado recuperar o tema do mistério para introduzir os mistérios coloridos, o G. levantou o dedo para perguntar:

"joana, o que é que tu  disseste logo quando entraste?"

pois é: o G. queria falar do acidente. e assim foi, não só o G. falou sobre acidentes, como o grupo e por isso estivemos a investigar o que são acidentes e por que razão acontecem. 

no final apresentei os mistérios coloridos para alimentar a curiosidade da criançada.

 

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Tenda Mágica 

"joana, já não vinhas cá há muito tempo!" - é verdade, passou um mês desde a última visita da filosofia na Tenda Mágica. e aconteceu muita coisa desde então: o natal, o ano novo, os reis. 

levei a mochila para o centro da roda para ir tirando coelhos da cartola, perdão, chapéus às cores da mochila. 

depois do trabalho sobre o livro "em que estás a pensar?" e os desenhos sobre os pensamentos que estão na nossa cabeça, chegou a hora de conhecer uns chapéus especiais que nos ajudam a pensar de forma mais clara. 

"hoje vamos conhecer uma espécie de código para nos ajudar a pensar!" - disse. "o que é um código?", perguntou o D., abrindo a conversa para começarmos a falar dos códigos que já conhecemos (por exemplo, os sinais de trânsito, o verde e o vermelho para atravessar a passadeira). após essa invesigação, começámos a falar de cada um dos chapéus e do que significam. 

na próxima oficina vamos continuar este trabalho de "pensar pensamentos às cores". 

 

 

 

 

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