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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

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oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

"um código? o que é um código?"

- filosofia no jardim de infância

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na primeira visita às salas Bolinhas de Sabão e Tenda Mágica levei na mochila meia dúzia de cartolinas às cores e meia dúzia de chapéus coloridos. 

 

Bolinhas de Sabão 

nas Bolinhas de Sabão o plano acabou por ficar mesmo na mochila pois eu cheguei atrasada devido a um acidente e pedi desculpas ao grupo por isso. ainda que eu tivesse tentado recuperar o tema do mistério para introduzir os mistérios coloridos, o G. levantou o dedo para perguntar:

"joana, o que é que tu  disseste logo quando entraste?"

pois é: o G. queria falar do acidente. e assim foi, não só o G. falou sobre acidentes, como o grupo e por isso estivemos a investigar o que são acidentes e por que razão acontecem. 

no final apresentei os mistérios coloridos para alimentar a curiosidade da criançada.

 

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Tenda Mágica 

"joana, já não vinhas cá há muito tempo!" - é verdade, passou um mês desde a última visita da filosofia na Tenda Mágica. e aconteceu muita coisa desde então: o natal, o ano novo, os reis. 

levei a mochila para o centro da roda para ir tirando coelhos da cartola, perdão, chapéus às cores da mochila. 

depois do trabalho sobre o livro "em que estás a pensar?" e os desenhos sobre os pensamentos que estão na nossa cabeça, chegou a hora de conhecer uns chapéus especiais que nos ajudam a pensar de forma mais clara. 

"hoje vamos conhecer uma espécie de código para nos ajudar a pensar!" - disse. "o que é um código?", perguntou o D., abrindo a conversa para começarmos a falar dos códigos que já conhecemos (por exemplo, os sinais de trânsito, o verde e o vermelho para atravessar a passadeira). após essa invesigação, começámos a falar de cada um dos chapéus e do que significam. 

na próxima oficina vamos continuar este trabalho de "pensar pensamentos às cores". 

 

 

 

 

o que é que faz com que uma pergunta seja...

...uma pergunta?

 

este foi o desafio que abraçámos na oficina de filosofia que aconteceu em Odivelas, no ginásio da educação Da Vinci

 

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neste exercício há várias frases apresentadas em cartas que têm de ser "arrumadas" numa de três "gavetas imaginárias": 

- é uma pergunta;

- não é uma pergunta;

- não sabemos.

 

durante o diálogo o nosso propósito consiste em encontrar critérios para dizer que a frase é uma pergunta. pode parecer óbvio que o ? é o que dita a pergunta, mas a verdade é que o diálogo nos leva a questionar esse critério (e a colocar outros que também podem ser questionados). 

 

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as questões do sentido, do que acontece quando perguntamos ou quando respondemos, a entoação com a qual se dizem as coisas: estes foram alguns pontos que nortearam a nossa oficina de filosofia. 

 

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estas foram alguns dos pontos que nos "incomodaram" durante a oficina:

"que sentido tem fazer perguntas quando já sei a resposta?"

"há exclamações que emitem uma pergunta" 

"há perguntas que parecem perguntas, mas são só para confirmar"

"o "será" serve para exprimir uma dúvida, que perguntamos aos outros"

 

falámos de fadas e do pai natal, um tema "quente" desta altura do ano. fica uma ideia que sublinha o poder da imaginação:

"o pai natal ou a fada dos dentes é como um filme: para conseguir desfrutar do filme tens que pensar que é realidade". 

 

 

no final da oficina houve um momento para falar da nossa forma de trabalhar: 

"aprendi a ter paciência"

"aprendi que podemos interpretar as coisas de outra forma"

"as coisas oidem ter vários significados"

"como sabemos se uma pergunta é uma pergunta"

"aprendemos a interpretar as perguntas, o tom de voz quando falamos"

"senti curiosidade"

"senti ansiedade"

"senti felicidade"

 

 

 

 

oficina de filosofia, para crianças e jovens: em Odivelas

 

 

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no dia 16 de Outubro, às 15h, vou estar no DaVinci - Ginásio da Educação em Odivelas (Colinas do Cruzeiro), para uma oficina de filosofia, para crianças e jovens.

podem saber mais informações e inscrever-se neste link, bem como no facebook do DaVinci.

Av. Magalhães Coutinho, nº13, loja 3 - Colinas do Cruzeiro, 2675-654 Odivelas / e-mail: odivelas@davinci.edu.pt

 

*

 

O que são as oficinas de Filosofia?

"Aqui nós aprendemos o que as coisas são, o que são as palavras; andamos a ver o que existe, o que é real, explicamos as palavras e as perguntas!" - dizia o Marco, ao avaliar uma das oficinas de filosofia. Estas pretendem ser um espaço e um tempo para parar para pensar, "treinar" o olhar crítico, explorar possibilidades e investigar - em conjunto.
 

A quem se destinam?

A crianças e jovens.
 

Como funcionam?

Nas oficinas procuramos identificar problemas, sob a forma de perguntas, para investigar em conjunto. Podemos fazê-lo através da leitura de um texto ou de uma notícia de jornal, de uma situação vivida pelas crianças ou até de imagens, vídeos. Os recursos podem ser diversos e devem ser adaptados às idades das crianças com as quais vamos trabalhar. A partir daí, constroem-se condições para o diálogo, estabelecendo algumas regras.
 

Qual é o objectivo?

Estas oficinas equivalem a um treino de ginásio: em vez dos músculos do corpo, trabalhamos os músculos do pensamento.
 
Fazemos exercícios de resistência – verificamos se a nossa ideia é forte, se há boas razões para a aceitar e se resistem aos argumentos contra – treinamos a flexibilidade – será que eu sou capaz de defender o ponto de vista do outro? Mudar de ideias é possível, assim como trabalhar com as ideias uns dos outros.
 
Podemos “adoptar” perguntas e ideias dos amigos, oferecer perguntas, explorar hipóteses de respostas, descobrir outros pontos de vista e, sobretudo, construir um espaço de liberdade onde posso dizer aquilo que penso, sem que seja julgada por isso. Podemos testar ideias, avançar, voltar atrás – tudo isso faz parte do processo que nos encaminhará para o aprofundamento filosófico.

 

 

"abraço de cardume"

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de vez em quando sou convidada para fazer oficinas pontuais com turmas, nas escolas. desta vez rumei até à zona da Malveira para visitar uma turma do 5º ano e uma turma do 3º ano. com a turma do 5º ano trabalhámos a partir de um exercício de Peter Worley, sobre sentido/significado. com o 3º ano andámos a investigar o que era uma pessoa - é um jogo que gosto muito de levar para a sala de aula, pois é motor de bons diálogos, de boas interrogações. e o mais interessante é que surgem sempre coisas novas, novos pontos de vista ou juízos, a partir do mesmo exercício. por isso, ainda que seja um exercício que eu já tenha visto "em movimento" várias vezes, aprendo sempre algo novo.

sim, o facilitador também aprende coisas novas: convém que esteja disponível para isso e não se feche nas ideias que já foram ditas, que já foram pensadas.

 

o melhor destas visitas às escolas? os abraços. valem OURO! 

oficina de filosofia para crianças, na livraria Bertrand do Chiado

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A filosofia gira à volta das perguntas e do perguntar: por que é que fazemos perguntas? O que queremos saber quando perguntamos? E por que fazemos perguntas para as quais já sabemos a resposta? 


Nesta oficina vamos perguntar coisas às perguntas, procurando encontrar qual é a pergunta mais importante para cada um de nós. Será que a vamos conseguir descobrir?

 

com Joana Rita Sousa

informações: leitor@bertrand.pt

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