lembram-se da pergunta do Café Filosófico?
"há perguntas probidas?" - foi o mote para a oficina do Platão. não vou poder explicar todos os passos que demos nesta oficina, mas a síntese foi algo assim:

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"há perguntas probidas?" - foi o mote para a oficina do Platão. não vou poder explicar todos os passos que demos nesta oficina, mas a síntese foi algo assim:



há dias assim: cheios de filosofia, a abarrotar de perguntas!
e as perguntas não escolhem idade: aparecem na sala do jardim de infância, na oficina do platão, com jovens entre os 11 e os 13 anos. de vez em quando encontro crianças-adultas que também querem pôr em prática a curiosidade e o perguntar.
dias cheios, a abarrotar de filosofices. dias como eu gosto!


a oficina do Platão está de volta a Telheiras. uma vez por mês, os pequenos-grandes-filósofos irão reunir-se para dialogar sobre as grandes questões da humanidade. e sobre as pequenas, também, pois as questões não se medem aos palmos.
na oficina de dezembro retomámos o tema abordado em novembro e começámos a usar as ferramentas de diálogo que nos permitem anunciar previamente o que vamos fazer:

"Antes de falares, anuncia o que vais fazer: vou acrescentar uma ideia, vou contradizer, vou fazer uma pergunta, vou contar uma anedota, vou reforçar o que disseste, entre outros.
Isto exige que pensemos no que vamos dizer e na sua relação com o diálogo em curso. Além disso, tem como efeito a clarificação do discurso. Permite aos outros que analisem as tuas palavras com base no teu anúncio prévio."
voltamos a filosofar, na oficina do Platão, em janeiro. até lá!

a Oficina do Platão acontece às quartas, às 14h, no centro Ser Mais (Rua Professor Mário Chicó, 2F, Telheiras, Lisboa, ao lado dos CTT, em Telheiras).
a próxima oficina está agendada para o dia 12 de dezembro e poderá inscrever os seus filhos.
no ano passado foi assim: perguntas e mais perguntas, com um grupo motivado e curioso!
as inscrições estão abertas e podem saber mais através do e-mail geral@centrosermais ou dos telefones 968 222 980 | 914 257 323


a oficina do Platão reune de quinze em quinze dias. há filosófos residentes, que já fazem parte do grupo desde o início (em outubro do ano passado) e, de vez em quando, aparece alguém novo.
na última oficina sentei-me com a C., a L., e o G.
"hoje somos só três?"
"sim", respondeu alguém.
perguntei: "então e eu? tornei-me invisível?"
e eis que a pergunta surge e salta "para cima da mesa": o que farias se fosses invisível?"

Platão (o próprio) conta-nos a história de Giges, rei da Lídia. Giges ascendeu ao poder depois de ter assassinado o monarca anterior. é Platão que narra esta história do anel, no livro II d' A República, para trabalhar o tema da justiça. na oficina do Platão foi colocada esta hipótese: haver um anel que, quando usado de uma certa forma, nos tornaria invisíveis. e o que faríamos, nesta condição de invisibilidade?
entre fazer partidas e assustar pessoas, surgiu a possibilidade de roubar sem ser visto. roubar é sempre mau, mas quando podemos ser vistos e apanhados é pior, pois vamos presos e vamos ter más condições de vida.
foi uma oficina divertida pois surgiram ideias engraçadas sobre a invisibilidade. a I. (que se juntou a nós a meio do diálogo) acabou por partilhar que a maioria das coisas que fazemos quando somos invisíveis não teriam muita graça, pois ninguém nos ia ver.
vamos voltar a esta questão, das coisas que podemos fazer quando somos invisíveis - e daquelas que devemos ou não fazer.


defender uma posição (concordo / não concordo) e explicar porquê: um exercício simples, difícil e que exige atenção e cuidado às palavras do outro.
e, claro, o pensamento crítico bem apurado!
...surgem muitas dúvidas e perguntas:
"a cabeça pode criar coisas só para nos enganar"
"só existe aquilo que eu vejo neste momento"
"eu, às vezes, penso que não existi antes, não me lembro de tudo"

💭 pensamentos à solta

próximas datas: 23 de novembro e 7 de dezembro (sempre às quintas, das 18h às 19h)
para crianças a partir dos 6 anos
informações
968 222 980 | geral@centrosermais.com

...e a pergunta que estivemos a trabalhar foi "o que é uma pergunta?"
o ponto de interrogação é suficiente para podermos dizer que uma coisa é uma pergunta? se eu tiver um ponto de interrogação desenhado no meu braço, será que isso faz do meu braço uma pergunta?
das perguntas "pessoais" às "impessoais" - esta oficina teve muitas interrogações, questões e perguntas.
estamos a usar sinónimos? e não está a ajudar a perceber o que é, afinal, uma pergunta - pois não?
vamos ter que continuar a fazer perguntas à pergunta.
regressamos ao centro ser mais (em telheiras) no dia 26 de outubro.

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