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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de filosofia e de criatividade, para crianças, jovens e adultos / formação para professores e educadores (CCPFC) / mediação da leitura e do diálogo / cafés filosóficos / #filocri

filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de filosofia e de criatividade, para crianças, jovens e adultos / formação para professores e educadores (CCPFC) / mediação da leitura e do diálogo / cafés filosóficos / #filocri

Livro do Outono - o novo livro da UPA editora

joana rita sousa, 25.11.22

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já conhece a UPA editora? toca a espreitar o site e/ou a visitar a Livraria O Bichinho de Conto (em Óbidos) no dia 3 de Dezembro, às 16h.
 
nesse dia e hora acontece o lançamento do novo Livro da Upa editora - "Livro do Outono", com texto de Isabel Peixeiro e ilustrações de Vitor Hugo Matos.

vai haver leitura do "Livro do Outono" pela voz da escritora Isabel Peixeiro bem como uma oficina com o ilustrador Vitor Hugo Matos.
 
aproveite também para conhecer a Livraria a e livreira Mafalda Milhões!



3 DEZ I 16H I Livraria O Bichinho de Conto
Estrada dos Casais Brancos, 60, Antiga Escola Primária, 2510-212 Óbidos
 

un par de ojos nuevos

- um livro para ruminar!

joana rita sousa, 23.10.22

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Vinayaki llega a su nuevo hogar con una pequeña maleta y muchos muchos nervios. Gordon, el perfecto anfitrión, la recibe con tarta, un zarpazo amable y un baile escocés. Pierre, Nena Gol y Harriet le dan la bienvenida a la Compañía Rumiante de Fantoches Ambulantes con una reverencia, un zapateo y un grito de alegría. ¡Yuju!

Pero Vinayaki tiene miedo. Mañana la llevan al sanatorio por primera vez.

Una historia sobre el cambio y la identidad, con tarta, lágrimas, más tarta, preguntas, suspense, risas y el comienzo de una hermosa amistad.

Una obra cómica, filosófica, desasosegante y reconfortante.

 

"Compañía Rumiante de Fantoches Ambulantes" - eis a primeira frase que encontramos no livro. Ao ler esta frase viajei de imediato às minhas aulas de filosofia da linguagem, com o Professor Artur Morão, onde ouvia o verbo ruminar associado à leitura e ao pensamento. Pensar (e filosofar) passa por ruminar as ideias, as palavras, os conceitos. 

Continuando a virar a página, senti-me numa peça de teatro: "Acto Primero", podemos ler na página 5. Nesse momento resolvi sentar-me e instalar-me para assistir à peça. E eis que aconteceu outro momento de espanto, quando Gordon e Vinayaki se conhecem e se apresentam.

Página a página, somos convidadas a praticar o espanto, através da leitura e das ilustrações que nos permitem imaginar a companhia de fantoches e o desenrolar desta peça. Podemos fechar os olhos e imaginar. Podemos abrir os olhos e imaginar. 

Há peripécias, há perguntas, há respostas que se arriscam. Há ritmo e humor. Há um elefante azul que se chama Vinayaki e também há bolos 😋

Mais uma vez, a editora Wonder Ponder surpreende com esta proposta para pensar temáticas fundamentais como a identidade e a mudança. 

"Abre los ojos."

 

Como vou fazer para levar este livro para as oficinas de filosofia que dinamizo? Uma vez que tenho facilidade em ler em espanhol, não será problemático. Mas tal como faço com os livros em inglês que levo para as oficinas, levo pequenas cábulas em português para me ajudar na leitura. 

*

👀 "Un par de ojos nuevos" é uma edição Wonder Ponder da autoria de Ellen Duthie, Javier Sáez Castán e Manuel Marsol. 

🧒🏻 para pessoas leitoras a partir dos 3 anos (com apoio e mediação da leitura) e dos 5 aos 8 anos. 

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livros para adolescentes - algumas recomendações

joana rita sousa, 18.10.22

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"joana, podes recomendar livros para a minha filha adolescente?" - esta pergunta cai na minha caixa de DM de vez em quando.

📍 a minha resposta imediata é: que interesses é que a sua filha tem?

gosta de futebol? se sim, procure um livro sobre futebol.

gosta de ficção? procure um livro de ficção.

gosta de uma série? procure livros sobre ou à volta dessa série.

julgo que este caminho será uma via possível para dar a ler.

 

📍aqui na minha biblioteca tenho alguns livros que me fazem companhia nas oficinas para adolescentes e também nos clubes de leitura que vou dinamizar; a saber:

- aqui é um bom lugar, supergigante, desvio e mary john de Ana Pessoa (Planeta Tangerina) - recomendação PNL2027; 

- gosto, logo existo, de Isabel Meira e Bernardo P. Carvalho (Planeta Tangerina) - recomendação PNL2027;

- heartstopper, de Alice Oseman (Cultura Editora) - recomendação PNL2027;

- coisas que acontecem, de Inês Barata Raposo e Susa Monteiro (Bruaa Editora) -  recomendação PNL2027;

- a elegância do ouriço, de Murial Burbery (Editorial Presença).

 

já conhece estes livros? como foi a leitura?

se não conhece, que tal visitar a sua biblioteca municipal e consultar um destes títulos?

 

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se possível contribua para este projecto através da plataforma buy me a coffee

sobre a empatia cognitiva

joana rita sousa, 23.08.22

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no livro Know Thyself, de Mitchell S. Green há um capítulo dedicado ao auto-engano (self-misleading), empatia e humildade. confesso que este capítulo me chamou a atenção pela tríade apresentada e sobretudo por tratar de empatia. 

assumo que tenho algumas questões com a palavra empatia, por considerar que na maioria das vezes se traduz numa simpatia forçada e pouco honesta. é um viés assumido e que me faz rejeitar a palavra, por exemplo, quando tentam aplicá-la no contexto do diálogo filosófico. 

porém, Green apresenta uma perspectiva relevante sobre a empatia e que me fez rever a forma como entendia o conceito e até me motivou a pesquisar mais sobre as raízes do termo, consultando a Stanford Encyclopedia of Philosophy, por exemplo. 

 

o que é a empatia cognitiva? 

(...) although we have spoken so far about empathizing with someone's affective situation, nothing in the concept rules out the possibility of empathizing with someone's epistemic situation. (p. 102)

a empatia cognitiva pode ajudar-nos a compreender as pessoas com quem discordamos ou cujo discurso cremos estar errado, evitando ser condescendente:

Such an attitude promotes tolerance with those with whom we differ. It also helps us to confront situations in which people might disagree on a matter in which neither one seems to have compeeling reason for preferring her view to that of the other. (p. 103)

 

a empatia cognitiva e o diálogo

no âmbito do diálogo filosófico parece-me bastante relevante atender ao exercício da empatia cognitiva, uma vez que ter em conta as alternativas que o nosso par contempla permite-nos imaginar o que pode ter conduzido a outra pessoa a chegar àquela ideia. 

este exercício poderá levar-nos a adoptar a ideia da outra pessoa? talvez. Green diz-nos que ainda que isso possa não acontecer, é provável que, ao exercitar a empatia cognitiva, nos tornemos pessoas menos dogmáticas relativamente ao nosso próprio ponto de vista e mais capazes de ver o mesmo através de um olhar diferente. 

em suma, a empatia não se limita a ser um acto de imaginação da situação emocional da outra pessoas, mas também da sua situação epistémica.  praticar a empatia cognitiva abre caminho para que possamos ver as nossas próprias limitações, a rever as nossas ideias e as nossas crenças. desta forma, traduz-se num exercício de humildade intelectual. 

 

a empatia cognitiva e o desacordo 

praticar a empatia cognitiva num ambiente de diálogo no qual surgem posições opostas ou ideias que discordam entre si permite que o diálogo posso acontecer. por diálogo entenda-se um tempo e um espaço onde as pessoas se juntam para criar algo novo juntos (David Bohm, On Dialogue, p. 3).

este tipo de diálogo exige que as pessoas intervenientes estejam disponíveis para se escutarem umas às outras e manifestem um interesse genuíno na verdade e na coerência, de tal forma que poderá exigir que se abandonem as ideias próprias para pensar algo distinto e pensar o que até então era para si impensável. 

o desacordo faz parte do processo de diálogo: cada uma das pessoas que dialoga transporta uma forma de ver e perceber o mundo, os seus pressupostos, os seus enviesamentos, as suas crenças. é natural que nem sempre essa visão ou percepção do mundo coincida entre as pessoas intervenientes. 

no contexto do diálogo, parece-me importante esperar o desacordo (sem o forçar necessariamente), estar disponível para que aconteça e ver esse momento como uma possibilidade de exercício da empatia cognitiva. 

 

referências:

📚 Green, Mitchell S., (2018) Know Thyself, Routledge: Londres / Nova Iorque

📚 Bohm, D., (2014) On Dialogue, Routledge: Londres / Nova Iorque

 

 

 

 

#LERePENSARcom

joana rita sousa, 23.08.22

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sugestão de Júlia Martins, professora de filosofia, de Setúbal

o livro:

Ecologia, de Joana Berthólo (editorial Caminho)

imagem via wook

 

a citação:

"– Maaaãe…?

- Diz, Candela.

- Ó mãe, se o dinheiro falasse…

- O dinheiro não fala, querida, as coisas não falam.

- Sim, eu sei! Mas se! Se o dinheiro pudesse falar.

- Ok… - … O que é que tu achas que diria…?”

[...]

- Mãe, as palavras têm prazo de validade?

-Que eu saiba não, ainda não.

- Em breve vão ter, não vão? Porque as palavras agora são coisas e a maioria das coisas tem um prazo de validade.

[…]

-Ó mãe, e o que vamos fazer quando uma palavra expirar?

-Sei lá. Terás de comprar uma mais recente.

-Ah…

Lúcia senta-se e reabre o seu livro.

- E o dinheiro, mãe? Não tem prazo de validade?"

 

a reflexão:

Para nós, leitores, cada livro de Joana Bértholo é uma surpresa, das inesquecíveis. A sua escrita percorre diferentes géneros: romances, livros infantis, peças de teatro, entre outros. Ecologia é um livro reflexivo, incómodo, complexo, assustador, questionador, provocador e inovador. Mas também irónico, corrosivo, amargo e divertido. Numa só palavra: brilhante! As histórias cruzadas, as personagens dispersas mas entrelaçadas, a mescla de estilos narrativos e diferentes artes, a reflexão sobre os limites da linguagem e as questões da incomunicabilidade fazem com que este livro se torne numa experiência ímpar de leitura. São partilhadas com o leitor citações, informações, segredos escondidos em códigos QR que vão surgindo ao longo das páginas, induzindo uma oscilação nos ritmos de leitura e afirmando formas de comunicar distintas. É de palavras que se fala em Ecologia. Palavras que ecoam num novo tipo de sociedade – de cariz económico, onde tudo se compra e vende, até as palavras. Terão as palavras prazo de validade? Conseguirá o dinheiro comprar palavras? Será possível a “privatização da linguagem”? Serão as palavras privatizáveis?

 

a pergunta: 

Qual o valor da palavra?

 

👉 #LERePENSARcom é uma rubrica #filocri que pretende divulgar leituras, leitores, reflexões e perguntas. pretende-se também ampliar o entendimento de leitura: podemos ler e pensar com livros (literatura,  filosofia, ciência, álbuns ilustrados...), com documentários, com imagens ou com jogos e até com séries. procura-se aquilo que nos faz pensar, pratica-se o voltar a pensar e termina-se (se bem que o fim é um começo) com uma pergunta.  

gostaria de participar nesta rubrica? basta preencher este formulário

sugestões para a lista de desejos da feira do livro

joana rita sousa, 23.08.22

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para conhecer as mulheres filósofas

no último ano tenho privilegiado a aquisição e a leitura de obras de mulheres pensadoras e filósofas. só assim consigo conhecer o seu pensamento, dado que continuam a ficar de fora dos manuais e dos currículos de filosofia. 

por onde começar? 

👉 bell hooks tem livros traduzidos em português na editora Orfeu Negro, na temática do feminismo;

👉 A Liberdade é uma luta constante, de Angela Davis está disponível na Antígona; 

👉 Hannah Arendt tem várias obras traduzidas em português; recomendo A Condição Humana, traduzida na Relógio D'Água;

👉 Para que serve a filosofia?, de Mary Midgley, na Temas e Debates; 

👉 Uma Vindicação dos Direitos da Mulher, de Mary Wollstonecraft, editado na Antígona.

 

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para ler, aprender e treinar pensamento crítico

para quem acompanha o blog, certamente já conhece estes livros, dado que os cito frequentemente. 

👉 A arte de fazer perguntas, de Warren Berger, na editora VogaisM

👉  Racionalidade, de Steven Pinker, na Editorial Presença;

👉 de Daniel Kanheman, Pensar depressa e devagar, na Temas e Debates;

👉 Pensar de A a Z, de Nigel Warburton, editado na Bizâncio;

👉 de Rolf Dobelli, A arte de pensar com clareza, na Temas e Debates.

 

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para quem quer aprender sobre filosofia para / com crianças e jovens:

estes são alguns títulos que, além de apresentarem a perspectiva teória das pessoas autoras, também contêm sugestões de aplicação dessa mesma teoria.

👉  A máquina dos ses, de Peter Worley, nas Edições 70;

👉 o livro Hospital de bonecas, de Ann Sharp, e o manual de apoio Compreendendo o meu mundo, na Dinalivro;

👉 nas Edições Piaget é possível encontrar o trabalho de Maria José Figueiroa-Rego, com livros para várias faixas etárias e respectivos manuais de apoio;

👉 da autoria de Dina Mendonça e Maria João Lourenço, o livro editado na Plátano Editora, Brincar a Pensar.

 

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para quem gosta de #livrosperguntadores: 

já há algum tempo que os livros perguntadores são tópico aqui do blog e das demais redes sociais da filocriatividade, sobretudo no instagram. correndo o risco de alguns destes títulos serem repetidos face a essas partilhas, aqui ficam as sugestões: 

👉  de Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso, Como ver coisas invisíveis, na Planeta Tangerina;

👉 colecção filosofia para crianças, da autoria de Oscar Brenifier, na Dinalivro; 

👉 na Edicare, a colecção pequenos filósofos, de Oscar Brenifier;

👉 de Muriel Barbery, A Elegância do Ouriço, editado na Presença;

👉 Paz traz paz, de Afonso Cruz, na Companhia das Letras; 

👉 Isto não é, de Marco Taylor (edição de autor);

👉 de Ricardo Henriques e Nicolau, na Pato Lógico, o livro 1.º Direito;

👉 Barafunda, de Afonso Cruz e Marta Bernardes, na editorial Caminho;

👉 de Jutta Bauer, na Gatafunho, a Selma;

👉 na Kalandraka, Os Três Bandidos, de Tomi Ungerer.

 

 

*

💥 caso não possa adquirir estes livros poderá sempre visitar a biblioteca municipal e requisitá-los. se a sua biblioteca não tiver estes livros, sugira a sua aquisição! 

*

👉 a feira do livro do porto acontece de 26 de agosto a 11 de setembro 2022, nos jardins do palácio de cristal.

👉  a feira do livro de lisboa acontece de 25 de agosto a 11 de setembro 2022, no parque eduardo VII.

#LERePENSARcom

joana rita sousa, 16.08.22

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sugestão da Júlia Martins, professora de filosofia, de Setúbal

o livro:

O Vício dos Livros, Afonso Cruz (Companhia das Letras)

 

a citação:

“Qualquer leitor apaixonado encontra um momento entre trabalhos e tarefas para abrir um livro, caminha enquanto lê, lê nos transportes, lê enquanto almoça, lê na casa de banho, lê antes de dormir.”

 

a reflexão:

O Vício dos Livros reúne cerca de trinta textos sobre a leitura e o amor aos livros, mas também sobre curiosidades literárias, reflexões e memórias pessoais. Por vezes num tom autobiográfico e confessional, dá ao leitor a liberdade de pular de texto em texto, vagueando por diferentes geografias, livros, escritores e leitores. A paixão pelos livros, o prazer de ler é transversal a todos os textos, não esquecendo a referência a esses espaços incríveis que são as bibliotecas, ao poder da leitura, entre outras matérias afins. O autor recorda o leitor que os livros são pacientes. Resignados à espera, ao momento em que o leitor decide lê-los. O livro pede atenção total e exclusiva. É necessário tempo para ler e reler. Respirar. Pensar. Usufruir da experiência incrível que é ler. Quem verdadeiramente sente prazer na leitura luta contra o tempo, procurando todos os momentos disponíveis para ler, de modo a saciar o vício. O Vício dos Livros é uma ode aos leitores e um belíssimo livro para quem não pode viver sem livros.

 

a pergunta: 

Como nasce o vício dos livros?

 

👉 #LERePENSARcom é uma rubrica #filocri que pretende divulgar leituras, leitores, reflexões e perguntas. pretende-se também ampliar o entendimento de leitura: podemos ler e pensar com livros (literatura,  filosofia, ciência, álbuns ilustrados...), com documentários, com imagens ou com jogos e até com séries. procura-se aquilo que nos faz pensar, pratica-se o voltar a pensar e termina-se (se bem que o fim é um começo) com uma pergunta.  

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#LERePENSARcom

joana rita sousa, 09.08.22

 

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sugestão da Ana Filipa Gaspar, especialista em marketing digital, de Benfica, Lisboa

o livro:

As Ondas, de Virginia Wolf (Relógio D'Água)

imagem via wook

 

a citação:

“Palavras, palavras e palavras, observem o modo como galopam, como abanam as longas caudas e crinas, mas, e por qualquer falha minha, não me posso dar ao luxo de as montar; não posso voar junto com elas.”

 

a reflexão:

A desconstrução dos pensamentos, dos diálogos e das relações é feita em continuo nesta pequena obra, em que o leitor é convidado a participar no discurso psicológico de cada personagem. Não é fácil acompanhar o dia-a-dia dos outros nesta perspectiva tão íntima e individual. Estamos habituados a viver com os nossos pensamentos, mas não com os pensamentos dos outros.

 

a pergunta: 

O que move verdadeiramente cada pessoa?

 

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#LERePENSARcom

Apostar no Cavalo Errado, de Eric Barker

joana rita sousa, 02.08.22

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sugestão da Sónia Vieira Costa,  consultora de ecommerce e marketing digital.

 

o livro:

Apostar no Cavalo Errado, de Eric Barker (Ideias de Ler)

imagem via wook 

 

a citação:

"As pessoas com sorte maximizam as oportunidades. Essas pessoas são mais abertas a novas experiências, são mais extrovertidas e menos neuróticas. Dão ouvidos aos seus palpites. Acima de tudo, os sortudos tentam cenas. Faz sentido: se ficar trancado dentro de casa, quantas situações excitantes, novas, fixes lhe vão acontecer? Poucas."

 

a reflexão:

Sempre me senti um pouco "louca" porque, sem ter qualquer explicação a não ser "dar ouvidos aos meus palpites", durante toda a minha vida eu sempre "tentei cenas". E cenas é mesmo a expressão certa e foi exatamente por, apesar de ter medo, eu sempre ter tentado cenas que já fiz coisas tão aleatórias como ser professora e bailarina de dança do ventre; ser formadora de diversas matérias relacionadas com redes sociais e marketing digital; ter ido viver para o Dubai e trabalhar para o Grupo Emirates; ter começado a falar em público sobre o meu percurso profissional e várias áreas do marketing digital; organizar conferências; etc. Não que eu por ter feito isto me sinta particularmente sortuda, mas sem dúvida alguma, sinto que já fiz coisas e já tive oportunidades incríveis precisamente porque tento cenas. Isso sempre me abriu portas, fez-me conhecer pessoas novas, fez-me viver e trabalhar em imensos sítios e empresas (mais de 15 ao longo da minha "carreira") o que me profissionalmente dá um perfil muito híbrido e pessoalmente me dá a sensação que costumo estar no sítio certo à hora certa. Esta citação marcou-me porque nunca tinha num livro, escrito por um autor reconhecido, o meu comportamento. Que sempre tive sem lhe dar demasiada importância. Mas que, reconheço agora, fez toda a diferença na minha vida e em quem me tornei - quem eu sou hoje.

 

a pergunta: 

Como teria sido a minha vida sem esta componente de tentar cenas que sempre fiz de forma "inconsciente" - quem seria eu hoje?

 

*

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Staring at the Sun, de Irvin Yalom

joana rita sousa, 26.07.22

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sugestão da Ana Andrade, Docente UCP-Porto, Porto 

 

o livro:

Staring at the Sun, de Irvin Yalom (imagem via wook

 

a citação:

"O rippling refere-se ao facto de que cada um de nós cria -- frequentemente sem intenção de o ter feito -- círculos concêntricos de influência que poderão tocar os outros durante anos, ou até gerações. Ou seja, o efeito que exercemos em alguém é, por sua vez, passado a outras pessoas, à semelhança de pequenas ondas concêntricas que criamos quando atiramos uma pedra a um lago, que se vão alargando, alargando, até se perderem de vista, mas que na realidade continuam a um nível infinitesimal."

 

a reflexão:

A esperança de deixar um legado, de sobreviver à própria morte, será algo que caracteriza a maioria dos seres humanos: o senso comum fala em plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho, mas pensar nas três cumulativamente avassala -- nem todos temos terreno ou competência para plantar árvores, poucos temos coisas para publicar e, certamente, alguns não desejam procriar. Parece-me bonita esta ideia de tocarmos outros que tocam outros, até que a nossa existência deixe progressivamente de tocar quem quer que seja. Não tenho como preocupação premente deixar uma marca no mundo, mas gosto de tocar pessoas, e de ser tocada por elas -- sobretudo em vida.

 

a pergunta: 

Será assim tão determinante deixar um legado que nos sobreviva?

 

*

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