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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

para quem procura livros na área da filosofia para/com crianças e da infância

- edições NEFI - UERJ

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o NEFI - Núcleo de Estudos de Filosofia da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) proporciona há muitos anos um encontro entre autores/as e leitores/as, entre investigadores e investigadoras.

a publicação childhood & philosophy é uma referência incontornável para quem investiga na área da filosofia para/com crianças. 

recentemente foram publicados trabalhos de investigadoras portuguesas, Magda Costa Carvalho e Filipa Igrejas, que podem ser descarregados gratuitamente no website. 

Screenshot 2020-10-05 at 22.03.22.png

o trabalho da investigadora Lara Sayão sobre as Olimpíadas da Filosofia no Rio de Janeiro também está disponível para consulta e pode ser descarregado aqui.

 

A Comunidade da Infância é o contributo de David Kennedy para as edições NEFI: 

"Este livro, A comunidade da infância, é uma forma encontrada para assegurar a presença de David Kennedy entre nós, que tanto o admiramos. Entretanto, resta algo que não se sabe dizer sobre David Kennedy. Como algo que escapa, que foge ao domínio da escrita. David parece nos alertar para algo que permanece infantilmente sem palavra na linguagem. David não se apresenta de imediato. Sua escrita, em voltas, por aproximações e distanciamentos, revela conhecimentos e saberes acerca da infância para tocar aquilo que infantilmente deixou de ser enunciado e escapa à apreensão adulta dos dizeres acadêmicos. Depois de afastar-se do que foi dito, quando retorna, é pelo avesso. Nesse deslocamento necessário de um tempo presente, adulto, ele alcança uma temporalidade infantilmente disponibilizada, escrevendo sobre a infância como se estivesse por aprender a fazê-lo a cada vez."

 

vale a pena visitar o website das edições NEFI, pois nele encontra trabalhos muito ricos em torno da filosofia e da infância. 

 

 

 

 

Clubes de Leitura (online)

há dias perguntaram-me se conhecia clubes de leitura online. saltou-me à ideia o clube que o PNL (Plano Nacional de Leitura) disponibiliza na goodreads.

 

perguntei no twitter se alguém me poderia dar sugestões e aqui ficam os clubes recomendados:

 

- é desta que leio isto;

- clube do livro digital - Helena Magalhães;

- #thebibliophileclub;

- uma dúzia de livros - Rita da Nova.

 

a livraria Culsete também tem um clube de leitura que funcionará em regime 100% online ou misto (presencial e online), de acordo com a evolução da situação pandémica em Portugal. para saber mais, visite o instagram da Culsete

 

se tiver outras sugestões de clubes de leitura online, partilhe nos comentários!

 

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*

[conhece o Clube de Perguntas?]

sabia que tenho um Clube de Perguntas inspirado nos Clubes de Leitura?

é verdade, todos os meses os membros do #ClubeDePerguntas recebe um desafio na sua caixa de correio electrónico para trabalhar as perguntas. depois marcamos encontro no zoom para partilhar e falar sobre as perguntas de cada um. 

se pretende saber mais, inscreva-se aqui!

 

leituras de verão

 

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exercícios de leitura

 

um dos exercícios que propunho a outros e que procuro levar a cabo consiste na leitura de obras filosóficas intercaladas com obras de outra índole. li várias obras de vários filósofos durante a licenciatura, ainda que tenha consciência que nem todas li na íntegra. é por isso hora de dar "uso" aos livros aqui da biblioteca pessoal e ler, de fio a pavio, sem desistir. mesmo que sejam textos difíceis. persistir! 

 

ética e wittgenstein

 

a conferência sobre ética, de wittgenstein, é um livro "curto" e que se lê em duas horas. a introdução, feita pelo tradutor, é mais longa do que o texto do ludwig. vale a pena ler, pois tinha imensa curiosidade em saber o que um filósofo que conheço da lógica, da filosofia analítica, teria a dizer sobre a ética. 

 

depois da leitura

 

depois da leitura realizada há que alinhavar algumas notas e escrever um breve texto ou organizar um mind map. a lógica é a de ser pouco palavrosa, tal como defendo no artigo "economia das palavras"

 

e por aí, o que estão a ler? 

 

quando a tristeza chama - perguntas para pensar a partir de livros infantis

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investigação partilhada

 

as oficinas de filosofia são espaços de investigação partilhada, onde se promove a liberdade e a responsabilidade, onde há regras assumidas e espaço para criarmos outras.

cabe ao facilitador moderar esse trabalho de investigação, proporcionando que se pratique e que se tenha consciência do "forward movement". por esse motivo é tão importante que o facilitador se prepare bem para estar disponível para avançar ao ritmo do grupo, dando ferramentas aos seus membros para tomar consciência desse ritmo, para compreender onde chegámos, de onde partimos e se temos um horizonte de chegada.

 

 

prática de agendas de discussão

 

um dos trabalhos que faço para me preparar, enquanto facilitadora, é treinar o acto de perguntar. parto de livros (confesso que sou fã de livros infantis) ou de excertos de livros e proponho-me a fazer agendas de discussão em torno desses recursos. nesse exercício surgem muitas vezes ideias para criar um jogo ou um exercício que possa aplicar com as crianças e jovens, em contexto de oficina.

 

como preparar esta agenda de discussão?

 

- ler o livro.

- começar a fazer perguntas a partir do que lemos ou do que vemos (ilustrações).

- desafio: começar com 10 perguntas (mínimo). avançar para a 11ª - quanto mais nos obrigamos a perguntar, depois de começar a ser mais díficil, mais possibilidades temos de aprofundar temáticas e perspectivas.

- as perguntas devem ser registadas nalgum tipo de suporte: eu gosto de usar papel e lápis ou caneta e de usar os mind maps.

- depois de ter as perguntas registadas, pode começar a perceber se há várias temáticas em jogo e procurar agrupar as perguntas (será que há perguntas que cabem em 2 ou mais temáticas?).  também poderá ser uma altura interessante para começar a criar jogos em torno dessas perguntas: peça ajuda à sua criatividade!

 

*

 

este é um exercício que faço para me preparar para as oficinas e que me ajuda a ver possibilidades de trabalho e de interrogações que possam surgir a partir de um dado livro. por exemplo, pode ser útil para introduzir pontos de vista diferentes numa oficina. quanto mais o perguntar se encontra afinado por parte do facilitador, maior é a possibilidade de eu ser capaz de provocar o perguntar durante uma oficina - ou, diria, de manter níveis elevados de inquietação junto do grupo de trabalho.

 

nos próximos dias partilho aqui a agenda de discussão em torno do livro "quando a tristeza chama", de eva land, publicado na editora Livros Horizonte. subscrevendo este blog receberá um e-mail com esse e outros artigos que vou publicando.

 

se pretende explorar possibilidades de trabalho nesta área, se procura formação one-to-one na área da filosofia para crianças e jovens poderá contactar-me via e-mail: info@joanarita.eu 

 

assim, mas sem ser assim | Afonso Cruz

 
 
Afonso Cruz é um escritor que descobri quando "tropecei" no título Jesus Cristo bebia cerveja. Ou terá sido através de uma música dos The Soaked Lamb? confesso que não sei precisar o momento ou o motivo, mas sei que o encontro tem sido muito feliz. o Afonso fala-me ao coração quando dedica linhas aos meus amigos da "aldeia Filosofia", o Heraclito ou o Platão - isso é meio caminho andado para me "conquistar" sobretudo quando se faz de uma forma interrogativa. li no Jornal de Letras sobre o seu fascínio sobre o perguntar. delicio-me com as estórias que descubro na enciclopédia da história universal. amei O Livro do Ano.
há dias assisti ao lançamento do livro assim, mas sem ser assim. um livro para crianças (Será?). um livro onde a comunicação é a base para os (des)encontros de um menino com as pessoas que moram num dado prédio. a apresentação foi feita no Largo do Intendente e contou com a presença da Fernanda Freitas e do Pedro Barbeitos, que fez a leitura integral do livro. e mais uma vez rendi-me às suas palavras, pela sabedoria interrogativa que as percorre, pelo olhar simples e simultaneamente complexo com que o Afonso escreve e nos convoca para o que está à nossa volta.
às vezes acho que o Afonso me entra pelo pensamento adentro e me rouba fragmentos de coisas que penso e sinto. eu tenho um baú de aforismos guardado algures e o Afonso tem essa capacidade de os descobrir primeiro do que eu.
lembro-me de uma oficina de filosofia para crianças em que um menino acusou o professor de ser um "ladrão de pensamentos".
é isso que sinto em relação a ti, Afonso, sem que me sinta ofendida ou sequer incomodada por isso. é maravilhoso ver aquele pensamento que habita num baú a ganhar realidade numa folha, num livro, que se pode cheirar e tocar, sublinhar e abraçar.
 
«Há quem diga que, quando voltamos a ler um livro, anos depois, não é o mesmo livro. É um fenómeno caro a Heraclito. A teoria diz que nós mudamos, aprendemos mais e quando relemos, fazemo-lo com outros olhos, mais experientas, mais sábios. Mas há a possibilidade, é só uma teoria, de, quando se fecha um livro numa prateleira, ele, febrilmente, trocar as suas próprias letras, tal como nós renovamos o sangue e vamos crescendo.»
 
(O cavaleiro ainda persegue/a mesma donzela, Afonso Cruz)

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