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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

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de onde vêm os pensamentos? - investigação no jardim de infância

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"o pensamento é uma ideia", disse o G.

para o F: "podemos pensar o que queremos".  

como é que seu sei se a S está a pensar ou não? "

então, vês ela quieta e a portar bem ou a pensar baixinho." 

pensar é portar bem?

"não".

"oh joana, estamos a pensar como é que é pensar?" 

sim!

"eu já disse que o pensamento é uma ideia!" 

 

sim, disseste. onde é que aparecem essas ideias?

"na aula de filosofia! é que aqui temos de pensar primeiro e depois é que fazemos a pergunta. aqui é a filosofia de pensar"

 

"as ideias vêm da nossa cabeça, aqui na testa!" 

(e esta afirmação foi polémica, pois estivemos a verificar onde começa a cabeça e se a testa serve mesmo para pensar...)

 

como é que acontece isso das ideias que vêm na cabeça?

 

"uma pessoa está a sentir que a ideia vem para a cabeça e quer falar. se a ideia não for boa, ela fica lá para baixo, fica nas costas ou na barriga. não sobe para a boca, para o queixo se mexer e começar a falar"

 

"às vezes a ideia vem para cima e há um amigo que quer falar. então vai para baixo, à espera"

 

[sala dos 3 / 4 anos]

 

humm mas afinal onde estão os pensamentos?

 

"os pensamentos são ideias. as ideias estão guardadinnhas onde deviam estar"

 

e onde fica isso?

"ao lado das outras ideias"

 

e alguém diz: "então, se abanares as cabeça as ideias vão para esse sítio, onde deviam estar"

 

[sala dos 4 / 5 anos]

 

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oficina #12

 

 

o jogo dos pensamentos

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há duas semanas, o encontro com as meninas e os meninos do jardim de infância aconteceu em torno do jogo dos pensamentos. estamos a tentar descobrir que coisas fazemos e que exigem pensar e que coisas fazemos e que não exigem pensar.

visitámos as histórias presentes no livro "Em que pensas tu?" e eu aprendi que, se quiser brincar às escondidas, vou precisar pensar muito. perguntei porquê. a resposta foi: "joana, como és maior do que nós tens de procurar um sítio melhor para te esconderes, tens mais corpo para tapar. nós somos pequenos e conseguimos encontrar mais fácil." 

 

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vamos continuar a brincar ao jogo dos pensamentos. 

 

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e no jardim de infância continuamos a fazer perguntas difíceis e fáceis

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a aventura de filosofar com crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 5 anos tem o seu quê de desafiante. temos de desconstruir e de simplificar o nosso pensamento. e não se trata de "descer ao nível das crianças", pois não há aqui uma hierarquia ou niveis propriamente ditos. sim, é verdade que eu sou adulta e tenho mais experiência de vida e não me vou infantilizar durante as oficinas. o que me é pedido enquanto facilitadora de filosofia para crianças, nestas idades, é ir ao encontro do olhar da criança, de forma despojada e livre de preconceitos. estamos ali para ouvir e para ver o mundo tal como as crianças o dizem ou pintam. 

ora fazemos perguntas fáceis, ora fazemos perguntas difíceis.

é importante que neste processo não tenhamos pressa e possamos praticar a escuta face ao que os outros dizem e pensar, em conjunto. 

 

 

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"joana, tenho uma pergunta que é um bocadinho difícil" - filosofia no jardim de infância

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[sala dos 3/4 anos]

 

nem sempre o que planeamos para a oficina de filosofia acontece durante a mesma. o motivo? dou prioridade aos interesses do grupo, às suas perguntas, às situações que apontam e que podem vir a ser tratadas filosoficamente. nada como praticar o "vamos ver onde é que isto nos leva". 

na semana passada, na sala dos 3/4 anos e entre alguma agitação típica das crianças que tinham vivido dias agitados e carnavalescos, eis que surgiu um dedo no ar acompanhado de uma cara muito interrogativa. o A. disse:

"tenho uma pergunta".

ah sim? então conta lá.

"e se calhar é uma pergunta um bocadinho difícil. porque é que isto  se chama filosofia?"

e por que é que achas que a pergunta é difícil?

"joana, acho que vai ser difícil para tu responderes"

 

e antes mesmo de abrir a provocação ao grupo, o pequeno A. fez uma viagem no tempo às primeiras oficinas de sempre e contou o que tínhamos feito no primeiro dia. o que fizemos depois disso e como chegámos até aqui. com a minha ajuda e de outros amigos, fizemos o percurso até chegar aqui, como se estivessemos a contar uma história. 

 

falámos de perguntas e de dizer coisas: e assim começámos a investigar a diferença entre perguntar e dizer uma coisa. 

 

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[sala dos 4/5 anos]

 

quando entrei na sala do reino da fantasia já a criançada estava sentada em círculo, à minha espera. resolvi abandonar o que tinha pensado trabalhar, pois lembrei-me de pedir ajuda  a este grupo para investigar a pergunta do A. 

eis algumas razões para "isto" se chamar filosofia:

tu [ou seja, eu] fazes muitas perguntas

ajudas a pensar [referindo-se a mim]

nós também fazemos perguntas

nós aprendemos coisas 

tu escreves o que nós dizemos e depois podemos ver o que aprendemos contigo

 

depois de avançarmos no diálogo, no sentido de explorar as perguntas e o perguntar, ficámos com esta investigação para dar continuidade:

"há alguma coisa de especial nas perguntas da filosofia?"

 

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filosofia no jardim de infância: "eu tenho a mesma ideia da i., mas eu não quero concordar com ela"

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[joana] preciso da vossa ajuda para me lembrar do que fizemos da última vez que estive aqui...
[a.] oh joana, tu dizes isso só para a gente aprender!
[joana] humm? podes explicar?
[a.] tu sabes o que fizemos da última vez, mas fazes essa pergunta do lembrar só para a gente aprender as coisas. tu lembras-te, eu vejo pela tua cara!

- jardim de infância, sala dos 3 / 4 anos

 

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já na sala dos 4/5 anos o diálogo foi outro, ainda em torno do jogo "o que é uma pessoa?".  sim, demoramos algum tempo nos trabalhos da filosofia pois não temos pressa. além disso, há várias coisas que precisamos observar, com atenção, por exemplo:

quando alguém afirma X e depois Y: o que significa isso? que mudou de ideias? ou que está confuso?

quais as consequências de escolher entre o SIM e o NÃO?

o que significa concordar com alguém? ou não concordar?

 

a propósito do concordar / não concordar, aqui fica um bocadinho do nosso diálogo:

[joana] a i. diz que a fotografia do félix deve ser arrumada no "não é uma pessoa" e tu?

[o.] eu também acho que está bem arrumada.

[joana] e a razão da i. para arrumar no "não é uma pessoa" é que o félix não fala a língua das pessoas. tens uma razão diferente?

[o.]  o félix fala cadelês e não fala a língua das pessoas.

[joana] então concordas com a i.?

[o.] não.

[joana] humm, se tu arrumavas o félix no mesmo sítio e dizes que a razão é igual à da i...

[o.] é assim: eu tenho a mesma ideia da i., mas eu não quero concordar com ela...

 

 e este foi o mote para trabalharmos o concordar / não concordar e o papel da vontade neste raciocínio...

 

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"nós fazemos perguntas para saber coisas"

na sala dos 3/4 anos, os caçadores de sonhos foram desafiados a desenhar "verdades" e "não verdades". houve quem pegasse no lápis e não perdesse tempo, outras pessoas precisaram de um bocadinho de tempo para pensar. já vimos isto várias vezes, na nossa hora da filosofia: temos ritmos diferentes e temos de ir aprendendo a respeitar o tempo dos outros.

 

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no reino do fantasia o jogo "o que é uma pessoa?" continua a desafiar-nos o pensamento.

(sobre o Zarco, o cão menos peludo ali da fotografia)

"por que é que as orelhas dele não estão para cima?"
- "porque ele estava com medo da luz e pôs as orelhas para trás."

"por isso é que chamamos os cães de cães, porque é diferente do nome pessoa.

"os braços dos cães estão no chão, chamam-se patas."

 

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e quando chegou a hora de investigar estes robots... o grupo dividiu-se e ficámos na dúvida se aquela senhora era um robot ou uma pessoa. 

"se calhar já inventaram pessoas-robots e nós ainda não vimos!"

 

durante a nossa oficina, a O. mudou de ideias e nós estivemos a investigar como é que isso aconteceu: foi com a ideia de um dos amigos na sala. quando pensamentos em conjunto estas coisas podem acontecer: alguém vê e diz algo que nós não vimos e isso pode ajudar-nos a mudar a perspectiva sobre as coisas. 

 

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um daqueles dias em cheio: com filosofia por todos os lados

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há dias assim: cheios de filosofia, a abarrotar de perguntas!

e as perguntas não escolhem idade: aparecem na sala do jardim de infância, na oficina do platão, com jovens entre os 11 e os 13 anos. de vez em quando encontro crianças-adultas que também querem pôr em prática a curiosidade e o perguntar. 

dias cheios, a abarrotar de filosofices. dias como eu gosto! 

é verdade ou não é verdade? - aventuras do filosofar no jardim de infância

de volta ao jardim de infância: toca a sentar, no chão ou nas cadeiras, em roda para que todos nos possamos ver.

às vezes há um amigo que se chega para a frente e deixamos de ver o que está a acontecer ao centro. a curiosidade, essa, é muito. e a pergunta que ficou no ar, na sala dos 3/4 anos: o que é verdade e o que não é verdade? através de um jogo, tivemos de ler (*) e dizer se é verdade ou não é verdade. 

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na sala dos 4/5 anos continuamos em roda e "à volta" com as ideias tontas e as ideias normais. desta vez o exercício foi abandonar os desenhos e trabalhar só com "palavras que saem da nossa boca". estivemos concentrados neste trabalho, pegando numa ideia normal e transformando-a em tonta. e ao contrário também. 

está a ser uma caminhada longa e não temos pressa em abandonar o caminho. não temos pressa. seguimos, passo a passo, na descoberta das ideias e dos conceitos que nelas habitam. 

"uma ideia tonta é: as pernas estão na cabeça e o cabelo está nas pernas."

e por que é que isso é uma ideia tonta?

"não costumo ver isso. costuma ser o cabelo na cabeça e as pernas na barriga"

 

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* o jogo é composto de frases, escritas com palavras e com as imagens. sim, as imagens também se podem ler e quanto às palavras... há alguém que pode ajudar, na sala)

"joana, uma ideia não dá para explicar. tens de ouvir. o som sai da boca e é invisível!"

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e não é que a a sala dos 3/4 anos, dos caçadores de sonhos, continuam intrigados com as pessoas que aparecem nos espelhos? o assunto voltou a ser trazido para a roda, por vários meninos e desta forma continuámos a investigação.

 

antes disso, conversámos um pouco sobre a necessidade de silêncio para podermos dialogar:

 

"pus o dedo no ar porque queria falar"

"duas pessoas ao mesmo tempo, não conseguimos falar. não conseguimos perceber as pessoas"

"quando há silêncio estamos calmos"

"quando alguém fala com duas pessoas, duas pessoas a falar e nós não percebemos"

"quando nós queremos falar, alguns meninos não deixam"

"as pessoas que gostam de nós deixam-nos falar"

"as pessoas que não estão aNtentas para ouvir as professoras"

 

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e ali mesmo ao lado, no reino da fantasia (sala dos 4/5 anos) continuamos a arrumar ideias tontas e ideias normais. o desenho de uma menina a comer uma banana é uma ideia normal. porquê? as razões apontadas: porque existem bananas e porque as pessoas comem bananas.

 

começámos, assim, à procura dos critérios para podermos dizer que algo é uma ideia tonta ou uma ideia normal. tudo começou com a dificuldade em explicar o que é uma ideia tonta. foi assim que chegámos aqui. e voltei a perguntar se alguém conseguia, agora, explicar, só com palavras (sem usar os desenhos) o que é uma ideia normal. 

 

"joana, uma ideia não dá para explicar. tens de ouvir. o som sai da boca e é invisível!"

 

mas cada um de nós desenhou uma ideia, tonta ou normal. como é que isso aconteceu?

 

"como é que conseguimos ver as ideias na cabeça? o cérebro disse-nos enquanto desenhávamos e por isso começamos a fazer o desenho e a usar as cores."

"é a nossa cabeça que pensa"

 

e ficou uma pergunta no ar: o que disse o cérebro quando desenhámos uma ideia tonta e uma ideia normal? a investigação continua em janeiro!

 

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"joana, temos esta situação para resolver" - filosofia no jardim de infância

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na sala dos 3/4 anos, os caçadores de sonhos continuam intrigados com aquilo que vemos quando olhamos para o espelho. recordámos as oficinas anteriores e investigámos, não com o espelho que eu levei, dentro de uma caixa, mas com os dois espelhos que existem na sala. o que vemos quando olhamos para o espelho? 

quando olhamos para o espelho, as pessoas que lá aparecem existem mesmo ou não? existem mesmo? não existem? as opiniões dividiram-se. 

e eu continuo a existir mesmo que não esteja a olhar para o espelho? sim? não?

"sim, porque tu agora não estás a olhar para o espelho e estás a falar"

"sim, porque nós estamos a ver-te"

quem diria que iríamos abordar questões metafísicas, assim, de um dia para o outro?

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na sala dos 4/5 anos, os habitantes do reino da fantasia estiveram a arrumar ideias: literalmente. cada pessoa arrumou a sua ideia tonta ou ideia normal, procurando justificar o porquê de ser tonta e de ser normal. não é um trabalho fácil e por isso, como não temos pressa,  vamos avançando devagarinho. procurar os critérios para dizer que uma ideia é tonta ou normal é um trabalho que exige tempo e que se reveja cada critério, conforme vamos avançando. para já, eis o que descobrimos acerca de um polvo:

- se o polvo for uma "ideia normal":

tem tentáculos

tem riscas no corpo

tem pernas

tem muitos braços

tem bolinhas que colam

tem boca e olhos

não tem cabelo

- se o polvo for uma "ideia tonta":

não tem pernas

só tem óculos

não tem olhos

podes pôr o nariz porque é uma ideia tonta

é careca

 

não tivemos tempo para avaliar estas ideias: vamos ocupar-nos disso na próxima oficina. 

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