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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de filosofia e de criatividade, para crianças, jovens e adultos / formação para professores e educadores (CCPFC) / cafés filosóficos / educação / filosofia da educação / #filocri

filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de filosofia e de criatividade, para crianças, jovens e adultos / formação para professores e educadores (CCPFC) / cafés filosóficos / educação / filosofia da educação / #filocri

o que é um problema filosófico?

joana rita sousa, 18.04.22

o professor Vitor Lima disponibiliza no seu canal youtube Isto Não É Filosofia vários cursos para quem pretende iniciar-se ou voltar a fazer cursos na área da filosofia (que é o meu caso). na aula 11 do curso Problemas da Filosofia, Vitor Lima recorre a outro filósofo contemporâneo que é uma referência para mim: Desidério Murcho. 

um dos pontos importantes desta aula é a afirmação que a filosofia e a pergunta têm uma relação íntima, porém não podemos desprezar a resposta. esta é sempre uma forma de arriscar e de colocar o nosso pensamento em jogo; é a expressão da busca da razoabilidade. 

é muito importante treinarmos a arte de fazer perguntas? é.

é muito importante arriscarmos respostas? é.

é muito importante estar disposta a rever as respostas? é - e o mesmo vale para as perguntas. 

 

os cursos do professor Vitor Lima são altamente recomendados para quem quer dar primeiros passos na filosofia e cultivar a sensibilidade filosófica.

 

*

se pretende iniciar-se no estudo da filosofia e do pensamento filosófico, se pretende apoio individual nesta área, contacte-me para saber mais sobre os meus serviços de mentoria. basta preencher este formulário.

 

 

sobre a atitude filosófica

joana rita sousa, 08.12.21

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Diferente do bom senso e do senso comum, a atitude filosófica não se contenta em agir sem se questionar. Assim, pergunta-se pelos pressupostos sobre os quais ninguém mais se pergunta, a realidade abrangente que listamos: “O que é o Tempo?”, “O que é a Realidade?”, “O que é a Beleza?” etc.
Nesse sentido, a primeira característica da atitude filosófica é um distanciamento da vida cotidiana – vale dizer, a do bom senso e do senso comum. Agir filosoficamente implica não se limitar ao contexto particular em que uma situação acontece, nem ao fluxo normal dos acontecimentos. Para utilizar uma situação cotidiana, filosofar é, diante da pessoa amada, perguntar “O que é o amor?” e não apenas se entregar ao arrebatamento do sentimento.

Além disso, a atitude filosófica pode ser caracterizada como positiva e como negativa. Trata-se, de um lado, de uma atitude negativa, porque é uma postura de desconfiar , de não aceitar como óbvio aquilo que é corriqueiro só porque é corriqueiro. Para a pessoa filósofa, ao menos no início, não existe óbvio.

A atitude filosófica positiva, por outro lado, significa que, após ter desconfiado do óbvio e ter se recusado a seguir o caminho que usualmente as pessoas seguiriam, a pessoa filósofa investiga a questão que se colocou em busca de justificações e explicações. Se a atitude negativa era a de interromper o fluxo normal, a atitude positiva é de iniciar novamente o fluxo, mas dessa vez com uma estratégia diferente – a de se perguntar “O que é?”, “Por que é?” e “Como é?”.


Cultive a atitude filosófica.

 

Vitor Lima, professor de Filosofia e co-fundador do Isto Não É Filosofia

O erro como porta para o inesperado

- reflexão de Vitor Lima (INÉF)

joana rita sousa, 23.11.21

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📷 Kelly Sikkema / Unsplash

 

Errar é humano, diz o ditado. Sim, errar é tão humano que faz parte do processo de aprendizado e pode conduzir a descobertas incríveis. Costumo dividir o erro em 5 categorias:

  • Erro prejudicial
  • Erro como acerto
  • Erro como ainda não acerto
  • Erro como perambular sem rumo
  • Erro como caminho para o imprevisível

Neste texto, quero me concentrar no último, que nada mais é que uma versão do anterior.

Outro nome possível para ele é serendipidade. Trata-se de uma descoberta proveitosa, feita por acaso, enquanto se buscam outros resultados.

A palavra “serendipidade” se origina da palavra inglesa “serendipity”, criada pelo escritor britânico Horace Walpole, em 1754. A partir do conto infantil de origem persa, “Os três príncipes de Serendip”. Os personagens principais fazem descobertas inesperadas, cujos resultados não estavam buscando. A história simboliza a mente aberta para as múltiplas possibilidades que se abrem ao errarmos.

Há vários exemplos de serendipidade.

O biólogo escocês Sir Alexander Fleming fazia testes com a bactéria Staphylococcus quando percebeu que um dos pratos foi contaminado por mofo. Em vez de recomeçar do zero, ele decidiu ver o que aconteceria. E percebeu que a bactéria não crescia onde o mofo, identificado como Penicillium, havia se desenvolvido. A substância produzida por ele deu origem a penicilina, até hoje um antibiótico utilizado para tratar diversas doenças infecciosas.

O químico russo Constantin Fahlberg trabalhava junto a Ira Remsen, um dos químicos norte-americanos mais famosos do século XIX, no laboratório da Universidade Johns Hopkins. Após um dia intenso de trabalho mexendo com derivados de alcatrão da hulha, fósforo e amônia, Fahlberg se esqueceu de lavar as mãos. Após a refeição, percebeu que seus dedos possuíam um sabor doce. O ano era 1878 e estava descoberto o primeiro adoçante químico.

Descobertas científicas de alto impacto – quem diria? – foram encontradas devido a erros.

E você, qual foi a última vez que errou?

 

Vitor Lima, professor de Filosofia e cofundador do INÉF (Isto Não É Filosofia

nova turma do curso Pensando Bem (Isto Não É Filosofia)

joana rita sousa, 27.08.21

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corria o ano 2020 quando conheci o projecto @istonaoefilosofia, o Vitor e a Evelyn, no seu canal YouTube.

acompanhei as aulas 👩🏽‍💻 do curso de história da filosofia e inscrevi-me quando abriu a turma #1 do curso Pensando Bem.

quem me conhece sabe que sou praticante do pensamento crítico e considero que para poder moderar as minhas oficinas de filosofia [filocriatividade] é importante que EU seja assídua no ginásio do pensamento.

no INÉF encontrei uma comunidade de pessoas que se dedicam a esta prática, comprometidas com virtudes intelectuais e com quem tenho criado formas de trabalho do pensamento e do diálogo filosófico.

📌 o curso Pensando Bem vai abrir a 4.ª turma e a informação já se encontra disponível aqui: https://bit.ly/inef_pensandobem  

encontramo-nos por lá? 

Isto Não É Filosofia & Joana Rita Sousa

- perguntas e respostas em torno da filosofia moderna

joana rita sousa, 12.09.20

 

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o Vitor e a Evelyn disponibilizam, semana após semana, uma aula sobre história de filosofia, no seu canal youtube. o mote? Isto Não É Filosofia (INEF). se querem saber as razões para o nome deste projecto, (re)visitem a conversa que tive com o Vítor, ali mesmo na IGTV.

depois da aula, que acontece às sextas, há perguntas e respostas "ao vivo e em directo", no instagram. foi com muito gosto que recebi o convite do INEF para fazer parte do ciclo de perguntas e respostas, aos sábados (17h Brasil, 21h Lisboa - Portugal).

estou a revisitar os dossiers e os apontamentos de filosofia moderna, do tempo da licenciatura e a (re)descobrir uma época que não é a minha preferida (confesso). sou mais dos antigos (dos primeiros filósofos) e dos disruptivos (querido Nietzsche!) e por isso está a ser um desafio.

 

encontramo-nos no instagram?

hoje, dia 12 de Setembro, vamos falar da aula de ontem, que está disponível AQUI

siga a filocriatividade e o INEF. até logo!