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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

já fez formação em filosofia para crianças e jovens?

- junte-se aos Diálogos Filosóficos [encontros de prática online]

Já fez formação em filosofia para crianças e jovens? Desenvolve trabalho nesta área? 
 
Diálogos Filosóficos [encontro de prática online] pretende criar um espaço e tempo para que os facilitadores na área da filosofia para crianças e jovens / filosofia com crianças / filosofia com comunidades possam ter a experiência da orientação de uma oficina de filosofia, num ambiente seguro.
 
Em cada encontro há um facilitador, participantes e observadores (se o facilitador assim o entender).
Estes papéis rodam entre aqueles/as que quiserem juntar-se ao grupo.
 
Próximas datas:
 
16 de Abril, sexta - 21h
30 de Abril, sexta - 21h
7 de Maio, sexta, 21h
21 de Maio, sexta, 21h
 
Inscreva-se para participar: https://bit.ly/dialogosfilosoficos
Actividade gratuita.
 
 

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Diálogos Filosóficos [encontro de prática, online] é uma iniciativa da Joana Rita Sousa (filocriatividade).

Viktor Johansson - em videoconferência

IFILNOVA, FCSH NOVA, UNL

This talk is part of the FCT project "P4C-AIM Philosophy for Children and the Dawn of Moral Intuition: Values and Reasons in Rationality and Reasonability" at IFILNOVA, FCSH NOVA, UNL

Time:
*Tuesday 20.04.2021*
18:30 Lisbon, GMT / 17:30 Ponta Delgada, Açores

The meeting will take place virtually on zoom.
Join from PC, Mac, Linux, iOS or Android: https://videoconf-colibri.zoom.us/j/81715438903...
Password: 090781

About the speaker:

Viktor Johannsson is Associate Professor and Senior Lecturer at Södertörn University, Stockholm. The overarching theme of his research has been philosophical aspects of interactions between children and adults, especially in relation to early childhood education. That interest has mainly emerged as a work on children’s philosophy and in philosophy of education as an encounter between ethics, aesthetics, and literary theory. Moreover, he has worked on exploring methods of ordinary language philosophy on topics such as learning, philosophy of play and philosophy through play. The research has been highly influenced by philosophers such as Stanley Cavell, Cora Diamond, and Ludwig Wittgenstein, but also thinkers such as Simone Weil, Sören Kierkegaard, Iris Murdoch, John Dewey and Gareth Matthews. He has often turned to authors of children’s literature such as Astrid Lindgren, Cressida Cowell, J.K. Rowling and Tolkien; and pictures books by Sven Nordqvist, Shaun Tan, Dr. Seuss, Jimmy Liao, and Stian Hole; but also on adult fiction including works by Ibsen, Hamsun, Knausgaard, Austen, Tolstoj and Coetzee. At the moment he is exploring the possibility of letting his research meet different forms of educational practices in indigenous contexts.

Everyone is welcome!

 

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(fonte: facebook IFILNOVA)

“Ah, trabalhas nisso da filosofia para crianças?”

 

 

Desde 2008 que trabalho na área da filosofia para crianças (FpC). Fiz formação - ainda faço – trabalho em jardins de infâncias, em escolas. Tive um projecto num ginásio. Levo as oficinas de filosofia a vários pontos do país – e não só. Dou formação a professores e educadores. Tenho recebido muitos e-mails a solicitar apoio, esclarecimento de dúvidas – sobretudo a quem desenvolve investigação nesta área.

Nem sempre é fácil explicar o que faço, pois há muitas ideias pré-concebidas e tudo o que é estranho provoca... estranheza.

Tenho coleccionado muitas perguntas sobre o meu trabalho e sobre a filosofia para crianças. Fiz uma lista das dez mais recorrentes – e partilho convosco algumas respostas curtas.

 

 

  1. «Joana, dás aulas de filosofia? »

Não. No sentido convencional e tradicional do termo « aula » = alguém que tem o saber (conteúdos) e os transmite a quem não sabe. Nesse sentido, não dou aulas – ainda que possa falar do espaço e tempo durante o qual a filosofia acontece como aula.

 

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  1. “Joana, então tu és professora?”

Não – no sentido clássico do termo, não sou professora.

Sou facilitadora – ou dificultadora como gosto de lhe chamar. O meu papel é o de “obrigar” a parar para pensar, a aprofundar. Mergulhar no mundo dos pensamentos.

 

 

  1. “Joana, o que tu fazes é pôr as crianças a conversar umas com as outras?”

Não, isso elas já fazem. O meu objectivo é que haja diálogo. Isso implica que se pratique a escuta e o parar para pensar. Além disso, pretendo aprofundar as questões de forma filosófica.

 

 

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  1. “Joana, nessas aulas podemos dizer o que quisermos?”

Sim e não. Podes dizer o que quiseres, mas isso tem que ser submetido ao grupo para avaliar se é pertinente para a discussão em curso.

Além disso, também avaliamos a sua qualidade filosófica – e é aí que eu intervenho mais e dificulto as coisas.

 

  1. “Joana, isso que fazes é um modelo pedagógico?”

Na verdade, a FpC é uma estrutura que facilita processos de aprendizagem. E é algo mais do que isso. Crio um espaço e um tempo em que é fundamental realizar exercícios de cariz filosófico. Sim, a filosofia para crianças transpira intencionalidade filosófica.

 

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  1. “Joana, então basta preparar e ter um plano ou uma planificação, para chegar ao objectivo filosófico?”

Não. A preparação, em jeito de planificação é útil. O mais importante é atender àquilo que as pessoas estão a dizer e captar as suas implicações filosóficas e a riqueza para o diálogo. É fundamental a disponibilidade para o improviso.

 

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  1. “Joana, basicamente o que fazes é treinar pensamento crítico?”

Também. O pensamento crítico é fundamental neste processo. Há outras dimensões: a criatividade, o caring thinking (Lipman) e a dimensão colaborativa (afinal, somos um grupo que se junta para pensar… em conjunto!).

 

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  1. “Joana, não achas que isso é muito difícil para as crianças? É muito abstracto.”

As crianças têm uma linguagem própria e uma experiência que é sua. A FpC abre espaço para que se possam manifestar, à medida da sua linguagem e da sua experiência. A partir daí, extraímos o sumo filosófico.

 

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  1. “Joana, então e tu jogas às cartas com as crianças, é isso?”

Faço jogos, sim. Utilizo muitos recursos que facilmente se associam ao jogo (quantos-queres, jogos de cartas, jogo do galo…). A ideia é partir de um recurso simples e lúdico para o trabalho filosófico. O jogo – tendo elementos físicos, nos quais as crianças podem mexer e até levar para casa – ajuda-me a tornar a filosofia palpável.

 

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  1. “Joana, e as crianças gostam?”

Nem todas. É como a sopa: nem todas gostam, mas nem por isso deixamos de lhes dar sopa. É importante para elas, certo?

Assim é a filosofia: difícil, pois obriga a parar . Divertida, por nos permitir brincar com o pensar. Gosto da imagem da FpC como um ginásio para os músculos do pensamento. E todos nós sabemos como treinar provoca dores, num momento inicial. Depois há que manter a disciplina de treino.

A facilitadora silenciosa

- The quiet facilitator, de Jana Mohr Lone (tradução de Joana Rita Sousa)

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No Outono, enquanto recomeçava a dinamizar sessões de filosofia com crianças no Zoom, passei parte do tempo a considerar de forma mais profunda a minha presença nessas sessões. Parte do meu trabalho enquanto educadora passa por ajudar crianças a aprender a articular e a examinar as suas questões e crenças de forma mais lúcida. Além disso, eu sou responsável por ajudar a criar um ambiente que cuide da compreensão, confiança e valores em cada uma das vozes da criança. Abordo as minhas sessões, de modo consciente, através do desenvolvimento de espaços para que as crianças possam explorar as perguntas que são importantes para elas, sem impor as minhas visões sobre quais as perguntas ou momentos de conversa são particularmente significantes ou interessantes.

 

Tenho vindo a pensar sobre a relação entre a responsabilidade do facilitador em construir uma moldura de trabalho que permite a emergência de conversas de elevada qualidade filosófica (introduzindo sugestões filosóficas sugestivas, fazendo boas perguntas, ajudando a garantir que todas as vozes são ouvidas, intervindo em discussões paralisadas) e a importância da conversa ser uma verdadeira investigação das crianças, de forma a que as minhas perguntas e os meus comentários não empurrem a discussão numa direcção que tem origem em mim e não nas crianças. É fácil dizer que o que importa é que as crianças devem controlar o sentido da investigação, mas a experiência pode ser bastante desafiadora no sentido de determinar quando deixar a investigação seguir sem qualquer interferência e, quando é necessária alguma intervenção, em dizer algo que seja útil para o processo, mas que não influencie o conteúdo.

 

Queremos assegurar-nos que estamos a dar às crianças o espaço de que precisam para pensar e exprimir os seus pensamentos sem a intrusão supérflua do facilitador. Há uma linha ténue entre responder de uma forma que ajuda os outros a construir as suas próprias ideias e alterar o que pretendem expressar. Pelo facto dos adultos exercerem algum poder perante as crianças e especialmente numa situação e sala de aula (seja ela virtual ou não) na qual eu sou vista como a especialista na sala, torna-se demasiado fácil para mim, ainda que sem querer, desviar o foco da conversa.

 

Por exemplo, parafraseando o que uma criança diz. Por vezes tentamos ajudar as crianças a traduzir o seu pensamento de forma mais clara ou mesmo sugerindo uma forma diferente para dizer algo. “Querias dizer que...?” Ainda que esta abordagem seja útil para ajudar uma criança a comunicar um pensamento, também pode resultar num colocar de palavras na boca das crianças, pensando que nós já entendemos o que querem dizer e que elas apenas precisam da nossa assistência para articular os seus pensamentos de forma mais precisa. Esta prática arrisca-se a distorcer ou silenciar o que a criança tem a dizer.

 

Além disso, quando interpretamos erradamente ou reformulamos o que pensamos que as crianças pretende exprimir, as crianças podem hesitar em dizer-nos que não estamos correctos. Nestas situações, uma criança pode assumir naturalmente que o adulto sabe mais e por isso concorda de forma instintiva, ainda que o comentário de reformulação não represente verdadeiramente o pensamento da criança.

 

Por vezes, tenho consciência que, depois de uma criança falar, me precipitei numa pergunta de clarificação ou numa descrição daquilo que eu pensava que a criança queria dizer; para me aperceber mais tarde que deixei as minhas ideias ou interesses atropelar o que a criança realmente queria dizer. Se eu quero mesmo compreender o ponto de vista da criança, esse ponto de vista tem de ser prioritário. Ouvir e fazer perguntas a partir de um local de curiosidade e de respeito, e abandonar a nossa própria agenda, pode cultivar um espaço no qual as crianças podem pensar os seus próprios pensamentos e exprimir as suas próprias ideias, à sua maneira.

 

Mas os desafios da prática permanecem. Se me dou conta que a observação de um aluno envolve uma linha filosófica que não é explicitamente declarada, devo fazer uma pergunta no sentido de investigar o significado mais profundo das palavras da criança? Há uma maneira para fazer isso sem que direcione a conversa naquilo que me interessa, mas sim naquilo que se encontra na mente das crianças? O meu trabalho não consiste em reconhecer os temas filosóficos subjacentes às perguntas e comentários das crianças e ajudá-las a vê-los, ou essa atitude corre o risco de distorcer aquilo que desejam explorar? Ou será que estarei a sobrevalorizar a minha potencial influência na investigação?

 

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Digo com frequência que as sessões de maior sucesso que tive com crianças envolveram discussões filosóficas que teriam continuado se eu tivesse saído da sala. Quanto mais silenciosa estou e quanto mais as crianças estão focadas na sua conversa e no que os outros elementos do grupo têm a dizer, mais acontece uma investigação que é autenticamente das crianças. Contudo, isto exige tempo e prática. O desafio do facilitador passa por equilibrar a assistência que proporciona às crianças no sentido de aprender a ter uma conversa filosófica vibrante e fundamentada com a garantia de que o espaço filosófico pertence às crianças. Talvez ser uma “facilitadora silenciosa” deva ser um dos objectivos de uma aula de filosofia, de modo a que, com o passar do tempo, as crianças se tornem cada vez mais hábeis e autónomas na gestão da investigação, e a facilitadora se torne cada vez mais silenciosa.  

 

*

Texto originalmente publicado no blog de Jana Mohr Lone, Wondering Aloud: philosophy with young people

Nota de tradução: o título do texto é The quiet facilitator. Tomei a decisão de traduzir por A facilitadora silenciosa, dado que é assinado por uma autora do género feminino. Em termos de sentido geral, o título poderia ser O facilitador silencioso.

Fotografias via unsplash. 

 

filosofia na gestão do tempo

- workshop na academia gerador

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Oficina online sobre filosofia e criatividade, para arrumar as ideias – e os dias.

 

Neste workshop, o primeiro desafio passa por parar para pensar. Segue-se a partilha de algumas técnicas que se podem transformar em hábitos e mudar o teu dia-a-dia. A filosofia e a criatividade seguem a teu lado para te munir de ferramentas simples e provocadoras ajudando na gestão do teu tempo.

 

Info: Academia Gerador

procura explicações de filosofia (10.º e 11.º anos)?

- opte pelas tutorias [online]

Copy of Horários disponíveis para tutorias de

 

O que são as tutorias de filosofia? 

📌 Trata-de de um trabalho de aprofundamento a partir dos conteúdos dos programas do 10.º e 11.º com base nos diálogos filosóficos. 

 

O trabalho é individual?

📌 Sim, a tutoria funciona num regime one-to-one (aluno e professora), em horário a acordar.

 

Qual é a diferença da tutoria para as explicações? 

📌 A base da tutoria colhe da metodologia e da estrutura da filosofia para crianças e jovens. Ao mesmo tempo que aprendemos os conteúdos programáticos, colocámos em prática competências do pensamento crítico e do pensamento criativo. O trabalho é ajustado e pensado "à medida" de cada aluno. A prática do pensamento crítico é algo que irá ajudar o seu filho ou a sua filha noutras áreas disciplinares, não somente na filosofia. 

 

Como faço para inscrever o/a meu/minha filho/a?

📌 Contacte-me através deste formulário.

 

 

nos dias 10 e 11 de Outubro, na Malaposta

- filosofia para famílias e café filosófico

 

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estas acções estavam pensadas para aquele distante mês de março durante o qual o mundo mudou. parece que já foi há muito, muito tempo!

em ambiente clean & safe, a Malaposta acolhe as oficinas de filosofia para famílias e um café filosófico, nos dias 10 e 11 de outubro, respectivamente. 

para mais informações, visite o website da Malaposta.

 

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"O que achas de usar quadrinhos e super heróis para filosofar?"

- uma pergunta e uma resposta acerca da filosofia para crianças e jovens

"O que achas de usar quadrinhos e super heróis para filosofar?"

(pergunta que o Leandro me fez no instagram) 

 

honestamente, podemos filosofar (praticar o diálogo filosófico) a partir de muitos e variados recursos. 

há livros escritos especificamente para o trabalho da filosofia para crianças (Lipman e Sharp foram os pioneiros). Karin Murris foi uma das primeiras pessoas a usar livros ilustrados (picture books) no ambiente da filosofia para crianças.actualmente, o facilitador (ou dificultador como prefiro chamar-lhe) pode fazer uso de recursos (a que chamo de provocações), tão variados como: 

- livros infantis;

- artigos do jornal;

- filmes ou excertos de filmes;

- uma pergunta;

- fotografias;

- uma afirmação;

- um objecto.

mais importante do que o motivo que nos leva a dialogar, é a forma como se orienta esse diálogo e é aí que a preparação do dificultador é essencial e faz toda a diferença. 

no início da prática é natural que o dificultador queira levar para a oficina de filosofia o material já validado pela comunidade. a pouco e pouco poderá ousar e usar a sua imaginação e, quem sabe, desenvolver os seus próprios materiais. 

 

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Mitos à volta da Filosofia

- desconstruindo erros comuns em torno da Filosofia

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Três dos mitos mais comuns sobre a filosofia traduzem-se em "a filosofia é antiga, impenetrável e irrelevante."

Este guia actua como uma refutação a esses mitos comuns sobre filosofia e funciona como um guia para educadores que gostariam de incorporar a filosofia na sala de aula, mas que podem enfrentar o cepticismo dos alunos ou mesmo dos responsáveis da escola.
 

 

1. "Os filósofos são sempre homens velhos e, por isso é difícil identificar-me com essas pessoas."

De acordo com Sara Goering, as crianças com menos de 10 anos podem ser algumas das pessoas mais filosoficamente comprometidas, o que é evidenciado pelo seu perguntar contínuo. Goering também argumenta que a filosofia não tem idade mínima. Lone e Burroughs afirmam que todas as crianças têm inclinações filosóficas. Se as crianças são involuntariamente capazes de fazer perguntas sobre o seu estado de ser, segue-se que os alunos de todas as idades são capazes de discutir as mesmas questões. Isso significa que se você já foi uma criança, provavelmente fez algum tipo de filosofia na sua vida. É importante lembrar que a filosofia pode ser feita por qualquer pessoa que o queira; não há idade específica  na qual uma pessoa viu e sentiu tanto que, de repente, é capaz de fazer perguntas filosóficas.

 

 

2. “A filosofia é pedante e impenetrável.”

De acordo com Lone e Burroughs, a filosofia trata de fazer perguntas e analisar as respostas, além de uma única perspectiva. Isso é mais eficaz com pessoas novas na filosofia, através do diálogo. Contudo, a maioria das escolas não participa do tipo de diálogo necessário. A filosofia, quando apresentada através de palestras, pode parecer esotérica. Sean A. Riley e Goering observam que mesmo em salas de aula onde é dada a oportunidade aos alunos para participar activamente da filosofia por meio do discurso, a filosofia pode ser ainda difícil de aprender. Os alunos podem desconsiderar o valor de investigar certas conversas, porque acreditam que “tudo é relativo de qualquer maneira”. Para responder a esses casos, os professores precisam ser persistentes de forma a que o diálogo continue. Uma forma de dar continuidade a esse diálogo passa por isolar uma afirmação particular e pedir ao aluno para esclarecer um determinado ponto.

 

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3. “A filosofia é irrelevante para a minha vida.”

Desenvolver um investimento pessoal em filosofia pode ser um dos maiores desafios para os alunos, especialmente para quem não quer estudar filosofia no nível universitário. No entanto, a filosofia tem benefícios para cada um dos alunos. De acordo com um relatório partilhado por Goering e Robert Figueroa sobre um instituto de verão, de filosofia, num colégio do Colorado,  os alunos que participaram nessa actividade de verão receberam melhores notas nos testes. Os alunos em situação de risco que participaram do programa também apresentaram notas finais mais elevadas. Riley também observou que, depois de implementar a filosofia nas suas aulas de história, os alunos revelaram mais habilidade para encontrar maneiras de incorporar a filosofia  na sua vida quotidiana e também em campos de estudo de nível universitário, independentemente da área em que estão a estudar. 


Artigo do Philosophy Outreach Project, disponível para leitura (em inglês) AQUI

As fotografias que ilustram o artigo pertencem ao projecto #filocri. 

Bibliografia do artigo:

Lone, Jana Mohr, and Michael D. Burroughs. Philosophy in Education: Questioning and Dialogue in Schools. Lanham, Maryland: Rowman & Littlefield Publishers, 2016.

Goering, Sara. “Finding and Fostering the Philosophical Impulse in Young People: A Tribute to the Work of Gareth B. Matthews.” Metaphilosophy 39, no. 1 (2008): 39–50. Riley, Sean A. “Building a High School Philosophy Program.” Teaching Philosophy 36, no. 3 (2013): 239- 252.

Figueroa, Robert and Sara Goering. “The Summer Philosophy Institute of Colorado: Building Bridges.” Teaching Philosophy 20, no. 2 (1997): 155-168.

[novas datas] oficina A perguntar é que a gente se entende

para pessoas interessadas em aprender sobre a arte de fazer perguntas

 

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A pergunta é a porta de entrada para tantas coisas na nossa vida. Quando conhecemos alguém pela primeira vez perguntamos: “Como se chama?”. Depois segue-se o “Como está?” e a conversa de circunstância que começa com perguntas.

No quotidiano precisamos de perguntas para trabalhar, para estudar, para nos relacionarmos com os outros à nossa volta. Como fazer perguntas simples? O que fazer para tornar as perguntas mais claras?

 

Nesta oficina vamos praticar a pergunta, exercitando o pensamento crítico e o pensamento criativo, bem como o pensamento colaborativo.

 

A quem se destina? A entrada é permitida a quem quer perguntar.

 

 Tópicos:

  • O que é uma pergunta?
  • Como perguntar de forma simples?
  • O que torna uma pergunta clara e distinta?
  • O que pergunta uma pergunta?

 

 Autores de referência:  René Descartes, Platão, Edward de Bono, Robert Fisher

 Duração: 10h (sessões síncronas e assíncronas) 

 Funcionamento da oficina:  Haverá sessões online, via zoom e síncronas, para a parte mais teórica da formação e para permitir o pensamento colaborativo e trabalho em grupo.

Também vamos trabalhar colaborativamente através da Google drive, havendo acompanhamento de trabalho através da Google classroom.

 

 Sobre a formadora:

Joana Rita Sousa é filósofa, formadora e mestre em filosofia para crianças. Trabalha na área da filosofia aplicada desde 2008.

 

 Calendário: 

1.ª sessão síncrona 2h – 17 de Agosto, quinta, 18h30/20h30

2.ª sessão assíncrona 2h

3.ª sessão síncrona 2h – 24 de Setembro, quinta, 18h30/20h30

4.ª sessão assíncrona 2h

5.ª sessão síncrona 2h – 1 de Outubro, quinta, 18h30/20h30

 

 

Informações e inscrições junto da Bertrand Livreiros

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