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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de filosofia e de criatividade, para crianças, jovens e adultos / formação para professores e educadores (CCPFC) / mediação da leitura e do diálogo / cafés filosóficos / #filocri

filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de filosofia e de criatividade, para crianças, jovens e adultos / formação para professores e educadores (CCPFC) / mediação da leitura e do diálogo / cafés filosóficos / #filocri

os porquês da palavra porquê

- formação em registo oficina sobre filosofia para / com crianças e jovens

joana rita sousa, 25.11.22

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👉 a formação "os porquês da palavra porquê" (6h) na Biblioteca Municipal de Palmela terminou com uma experiência de diálogo a partir das propostas do baralho #EuPensoEuEscolho (editado pela The Happy Gang). 

📚 houve ainda tempo para partilhar #livrosperguntadores!

❤️ agradeço à Biblioteca pelo convite e pela simpatia - ainda brindámos à nossa saúde (e à filosofia) com um doce moscatel de Setúbal! obrigada, Olga! 

👉 faço votos de boas leituras e bons diálogos às pessoas que participaram nestes encontros.

até breve! 🥰

 

[se pretende levar uma formação #filocriatividade à sua escola ou biblioteca escolar / municipal, entre em contacto comigo através deste formulário. as formações podem ser propostas a acreditação junto do CCPFC.]

Ellen Duthie: "Hay bastante hambre de sentarse a pensar en el mundo."

joana rita sousa, 22.11.22

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Cuando nos proponemos poner a los niños a pensar, de alguna forma recurrimos a cosas bonitas. Respeto, amistad. Nosotros empezamos con Mundo cruel, que invita a pensar sobre la crueldad, aunque por eso mismo también conduce a reflexionar sobre la bondad. Desde nuestro punto de vista, hay demasiado miedo a hablar de cosas duras y difíciles con los niños. Y el caso es que ellos tienen mucha más hambre de hablar de esas cosas, porque normalmente no se les da la oportunidad de hacerlo. Invitar a pensar sobre la crueldad, en lugar de la bondad, es más interesante porque nos cuesta definirla, comprenderla. A la bondad todos reaccionamos en términos normativos. Mira, te pongo un ejemplo de cómo los niños están entrenados para soltar lo que quieren oír los adultos. En Mundo cruel, un león acaba de cazar una cabrita y la tiene en sus fauces. Unos pequeños leones dan saltos y quieren comer. Se lo enseñamos a un grupo de niños que no habían hecho filosofía nunca y les planteamos si les parecía una escena cruel. ¿Te imaginas lo que respondieron?

entrevista completa AQUI.

filosofia e criatividade nos podcasts distinguidos pelo Festival Podes 2022

joana rita sousa, 14.11.22

c-d-x-PDX_a_82obo-unsplash.jpg📷  C D-X / Unsplash

👉 no passado dia 12 de Novembro realizou-se o Festival Podes, um evento que divulga e distingue podcasts nas mais diversas categorias. 

❤️ foi com muito gosto que vi o IN VITRO e O AR É DE TODOS na lista dos podcasts premiados. 

📌 tive a oportunidade e o gosto de colaborar no IN VITRO: "o podcast “In Vitro”, produzido por Maria Fernandes durante o seu estágio na secção de áudio do PÚBLICO, venceu na categoria de melhor podcast de cinema e televisão. Este podcast tem como objectivo mostrar como nascem as ideias e como elas tomam forma."

📌  em janeiro de 2021 conversei com o João Neves para o podcast O AR É DE TODOS sobre filosofia para crianças e o projecto filocriatividade, podcast que foi distinguido na categoria Questões Sociais.

 

🎧 para ouvir os episódios de podcast onde já tive a oportunidade de participar, espreite esta lista no spotify. os temas variam entre a filosofia, a comunicação, a filosofia para / com crianças e o digital. 

 

#CentenarioSaramago: parar para pensar a partir das obras e das palavras de José Saramago

joana rita sousa, 02.11.22

👉 desde o início das comemorações do Centenário Saramago que tenho vindo a dinamizar oficinas de filosofia (para crianças e/ou jovens) inspiradas nas obras e nas palavras do escritor José Saramago. 

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estas são as oficinas que criei a partir de obras como A Maior Flor do Mundo, O Lagarto e uma edição de compilação de pensamentos de Saramago:

📍 jardim de infância e 1.º ciclo: jardim de pensamentos

📍1.º e 2.º ciclos: inventar o que já existe

📍3.º ciclo e secundário: a importância das convicções e (o ponto e) a interrogação

 

*

estas  (e outras) oficinas #filocri estão disponíveis para viajar até à sua sala de aula, biblioteca escolar ou municipal - para tal, contacte-me através deste formulário

 

o que pode fazer uma pergunta?

joana rita sousa, 26.10.22

towfiqu-barbhuiya-oZuBNC-6E2s-unsplash.jpg📷 Towfiqu barbhuiya / Unsplash

 

“As perguntas são os motores das máquinas intelecto-cerebrais que convertem a curiosidade em interrogações controladas.”

(David Hackett Fischer, citado por W. Berger)

 

Por que é que fazemos perguntas?

"Perguntamos pois percebemos que não sabemos. Temos consciência da nossa ignorância: “é uma forma de consciência mais elevada que não só nos separa do macaco, como também separa a pessoa inteligente e curiosa do idiota que não sabe nem quer saber.” (W. Berger, A Arte de Fazer Perguntas, p. 27)

 

A pessoa perguntadora está disponível para sentir confiança quanto toma consciência da sua ignorância.
A pergunta é uma ferramenta que nos permite aprofundar essa ignorância, mergulhar nela para podermos voltar à superfície com mais clareza, com algo que entretanto descobrimos e perante o qual já não somos assim tão ignorantes.

Berger refere o Ken Heilman e os estudos neurológicos sobre o pensamento divergente, “o processo mental que tenta levar às ideias alternativas.” Segundo o neurologista existe uma ligação entre o pensamento divergente e o “e se eu pensar em X de outra forma”. Por esta razão, Berger defende que o pensamento divergente é uma forma de fazer perguntas.

O que pode uma pergunta?

Segundo Berger, as perguntas abrem ou ampliam o pensamento e também têm o papel de nos focar ou orientar. Como? Considere vários passos no acto de perguntar. Um “e se...?” tem esse efeito de me fazer procurar por outras formas de fazer o mesmo, alternativas, hipóteses. Mas uma pessoa perguntadora tem um problema para resolver e por isso utiliza as perguntas, no momento posterior, para focar e direccionar o pensamento. A pergunta permite aprofundar o problema, tomar consciência da sua complexidade e, a partir daí, começar a trabalhar na solução, dividindo o problema em partes simples, o que nos ajuda a gerir a complexidade.
É um processo semelhante ao que Edward de Bono advoga com o uso do chapéu verde (criatividade): este tem um tempo específico e depois precisamos de outras linhas de pensamento (outros chapéus) para orientar o passo seguinte do pensamento.

Perguntar exige humildade, para reconhecer que sou ignorante, que me falta saber algo.
Perguntar exige confiança para expor essa ignorância perante os outros.

Fazer uma pergunta é, simultaneamente, um acto humilde e corajoso.

“Estar disposto a fazer perguntas é uma coisa; perguntar bem e com eficácia é outra.”, diz Berger na p. 30.

É preciso ter em conta a fórmula do perguntar – um “porquê?” pede explicação e aprofundamento; o “e se...?” leva-me a explorar hipóteses; o “como...?” exige que partilhe um caminho, uma forma de fazer algo. São perguntas abertas, porém exigem que se lhes dedique tempo e consideração na resposta. São perguntas que accionam o pensamento divergente.

Depois há ainda o tom da pergunta. Berger dá um exemplo: entre um “Ó meu deus, o que é que vamos fazer?!” ou um “e se esta mudança representa uma oportunidade para nós?” – a última pergunta tem um tom mais positivo e, segundo o autor, pode conduzir a melhores respostas.

A pessoa perguntadora tem menos receio da mudança e da incerteza: “(...) se nos sentirmos confortáveis a fazer perguntas, a experimentar e a interligar as coisas, a mudança já se tornará uma aventura. E se a pudermos ver como aventura, já estaremos lançados.” (John Seely Brown citado por Berger, p. 44).

Além da ignorância, da humildade, da confiança, do conforto perante a mudança, a pessoa perguntadora está mais disponível para inovar. Porquê? A razão prende-se com o facto da pessoa perguntadora perguntar porquê, procurando perceber o que falta, identificando e descobrindo problemas.

“(...) se procurarmos problemas existentes nas nossas vidas antes de eles se tornarem óbvios, antes de atingirem uma fase de crise, podemos detecá-los a tempo e tratar deles enquanto ainda oferecem as melhores oportunidades para a melhoria e a reinvenção.” (p. 47)

 

A fórmula de Berger, baseada na sua observação de como as pessoas perguntadoras lidam com problemas:

 
Perguntar + Acção = Inovação

 

“A pessoa encontra uma situação que é menos do que ideal, pergunta Porquê? A pessoa começa a ter ideias para possíveis melhorias / soluções, com ideias que normalmente progridem sob a forma de possibilidades E se? A pessoa opta por uma dessas possibilidades e tenta aplicá-la; na maior parte dos casos, isto envolve a tentativa de calcular Como?” (p. 48).


”O que separa os pensadores inovadores dos restantes é a sua capacidade – na maior parte dos casos nascida da persistência e da determinação – de dar forma às suas ideias e torná-las reais.” (p. 55)

 

”Uma pergunta pode ficar na nossa mente durante muito tempo – talvez mesmo para sempre – sem ser colocada a ninguém.” (W. Berger)

 

”Cada “resposta” a que chegam [as pessoas perguntadoras] traz-lhes uma nova vaga de perguntas. Continuar a perguntar é, para eles, tão natural como respirar. Mas como é que ficaram assim? E porque é que não há mais gente como eles?” (W. Berger, p. 57)

fonte: A Arte de Fazer Perguntas, de Warren Berger

 

(se gostaria de treinar a arte de fazer perguntas, considere juntar-se ao #ClubeDePerguntas)

a pergunta "como é que correu o dia?" é gigante e depois a resposta é curta: "bem" ou "fixe"

- ainda sobre as oficinas de diálogo no FOLIO 2022

joana rita sousa, 19.10.22

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[oficinas com o jardim de infância] - o poder do diálogo

💥 podemos roubar para dar uma lição a alguém?
💥 os maiores também têm de cumprir e aceitar pedidos? ou só os mais pequenos?

 

👉 numa das oficinas com o jardim de infância tivemos a oportunidade de pensar sobre a ideia de justiça: é justo que um amigo decida não dar presentes aos amigos, depois de já ter recebido os seus presentes? é justo querer ficar com os presentes todos para mim? como é que resolvemos esta situação, de um amigo que não cumpriu com o que foi combinado?

👉 o provocador livro Não abras este livro! foi o mote para pensarmos nas regras e nos pedidos. afinal, o monstro diz várias vezes "por favor" - e nós ignoramos esse pedido. porquê?

 

[oficinas com o 1.º e 2.º ciclos] - o poder do diálogo

💥 ser inteligente é diferente de ser esperto?
💥 uma pessoa burra pode ser esperta?
💥 o que é um corpo normal?
💥 gostarias de ter mais do que um cérebro? porquê?

 

[oficinas com famílias] - o poder da pergunta

💥 "as perguntas geram respostas e também geram opinião"

💥 "há perguntas que servem para pressionar, como "queres brincar comigo, não queres?". nós queremos mesmo que a pessoa brinque connosco, estamos a pressionar."

💥 "a pergunta é uma forma de perceber informação de outra pessoa." - há perguntas para aprender, perguntas informativas, perguntas confirmativas e perguntas para desabafar. "há ainda o mix de perguntas, que é uma pergunta que pode ter dois tipos ao mesmo tempo."

💥 a pergunta "como é que correu o dia?" é gigante e depois a resposta é curta: "bem" ou "fixe". podemos perguntar essa pergunta de outras maneiras? 

 

[café filosófico - para adultos e uma criança que acompanhava a mãe]

o poder da pergunta

💥 o que é uma pergunta filosófica? que perguntas nos interessam? que perguntas podem provocar o diálogo e a tensão? que perguntas trazem consenso? 

👉 no café filosófico tivemos a presença de uma criança que acompanhava a mãe.

👉 no final perguntei o que tinha gostado mais e menos naquele diálogo. a resposta: "gostei muito de formular a minha pergunta. mas também foi uma seca estar a pensar na pergunta." 

 

*

🧠 [entre outras coisas, nomeadamente a preparação da pessoa facilitadora e a sua disponibilidade para improvisar] a provocação de um diálogo filosófico passa pela selecção de bons trampolins para o espanto e para o pensamento. para preparar estas oficinas recorri a materiais Wonder Ponder, ao livro Não abras este livro, ao livro Duck! Rabbit!, a um jogo que criei há uns anos "O que é uma pergunta?" e ao baralho The Happy Gang #EuPensoEuEscolho.

🧠 claro que o trabalho da pessoa facilitadora não se faz sozinho e os contributos das pessoas participantes são fundamentais para orientar o nosso pensamento.

🧠 por vezes os recursos ficam na mochila, o que também suscita curiosidade por parte de quem participa: "joana, não vamos ver o que tinhas nessas cartas?" - às vezes nem são precisas cartas, basta seguir o fio do diálogo e abrir-se ao espanto, ao parar, pensar, escutar

 

📷 festival FOLIO 2022

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o poder do diálogo - oficinas no festival FOLIO 2022

joana rita sousa, 17.10.22

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🗓 nos dias 14 e 15 de outubro tive a oportunidade de estar no festival FOLIO a dinamizar oficinas de filosofia em torno d' O PODER DO DIÁLOGO.

📍 na sexta dia 14 recebi crianças dos jardins de infância e do 1.º ciclo na biblioteca Casa José Saramago, em Óbidos. 

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📍também no mesmo espaço tive a oportunidade de receber famílias na manhã de sábado para duas oficinas sobre O PODER DA PERGUNTA. tive a oportunidade de rever a MR, que já tinha participado nas minhas oficinas online e que também já tinha estado numa oficina presencial e de conhecer novas famílias curiosas com a filosofia - e com as perguntas! 

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📍 pelas 19h de sábado aconteceu ainda um café filosófico destinado a jovens a partir dos 16 anos e pessoas adultas, mas onde também tivemos uma criança. a idade não é um obstáculo para o diálogo, é até uma forma de dialogarmos através de diferentes pontos de vista e experiências de vida. 

 

❤️ muito obrigada ao Município de Óbidos para fazer parte do Festival (O) Literário Interancional de Óbidos, na área FOLIO EDUCA.

❤️ muito obrigada a quem participou nestas oficinas!

 

📷 FOLIO (página de facebook)

 

o dstgroup e a filosofia - uma relação de amor à sabedoria

joana rita sousa, 04.10.22

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(imagem: facebook dstgroup)

 

"A Filosofia não tem merecido, por parte das diversas organizações, das empresas e das instituições, o acolhimento que lhe deveria ser dado. (…) No entanto, é a disciplina mais bem preparada para esta missão pedagógica. Uma empresa que se deixe impregnar pelo sentido crítico, pelo questionamento, pelas inquietações dos grandes filósofos e que, a partir deles, coloque as questões certas para cada problema, para cada desafio, produzirá, certamente, com outra qualidade e será uma empresa que contribuirá para transformar o nosso planeta num mundo mais humano, mais vivível, mais pacífico, mais feliz e habitável para todos”, sublinha José Manuel Martins Lopes, diretor da FFCS. (via ECO)

 

depois de ser notícia em 2020 com a disponibilização de uma pós-graduação em filosofia para os seus trabalhadores, a empresa dstgroup volta a apostar na filosofia como eixo de formação.

“Os trabalhadores precisam de ferramentas para construírem soluções de vida boa e virtuosa. A filosofia treina, dá elasticidade ao pensamento e apura o sentido crítico. Permite ganhos de liberdade e de responsabilidade maiores e com estes ganhos a competitividade pessoal e coletiva aumenta. Decidimos pela formação de filosofia porque dependemos da criatividade dos nossos trabalhadores”, garante José Teixeira, presidente do Grupo DST. (via O Minho)

 

sou uma forte adepta da presença da filosofia nos mais diversos espaços, incluindo as empresas.

considero que esta oferta formativa será certamente enriquecedora para os seus trabalhadores, enquanto pessoas que trabalham e, sobretudo, enquanto pessoas humanas. 

 

"Quero que os meus trabalhadores sejam o mais cultos e cosmopolitas possível, para haver coerência neste ethos empresarial, nesta personalidade empresarial. Ser eu sozinho, era uma fraude. É evidente que me dá muita paz e me faz dormir bem, ver que esta cultura – da dúvida, da inquietação, da beleza, da leitura – se vai propagando e ocupando cada vez mais espaço e território. ” José Teixeira Presidente do conselho de administração do dstgroup (via ECO)

 

leia o mais recente artigo no Público de 16 de Outubro: "Há uma empresa de construção que dá aulas de Filosofia aos trabalhadores para ser mais competitiva"

 

faça parte do #ClubeDePerguntas

joana rita sousa, 01.10.22

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o #ClubeDePerguntas não é para "especialistas em perguntas"; é, sim, para quem pretende treinar a arte de fazer perguntas, juntando-se a uma comunidade onde procuramos desenvolver o pensamento crítico e o pensamento criativo.

mensalmente é preparado e enviado um desafio (via e-mail e google drive) que visa trabalhar os diferentes tipos de pergunta, (ou) como escolher a pergunta mais afinada com o meu objectivo, (ou) como criar perguntas a partir de perguntas, entre outros desafios "perguntadeiros".

no final do mês há um encontro via zoom para que os participantes possam partilhar o modo como trabalharam o desafio.

poderá subscrever o Clube durante apenas um mês. saiba mais aqui.