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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

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filosofia em tempos de pandemia

- filosofia e filosofia para crianças e jovens

durante a semana passada partilhei algumas perguntas com investigadores, pensadores e filósofos sobre os tempos pandémicos que vivemos. algumas dessas perguntas referiam-se especificamente à filosofia para crianças. 

Walter Omar Kohan, Tomás Magalhães Carneiro, Jose Barrientos Rastrojo e Gabriela Castro partilharam as suas respostas através de um google form: em tempos de distanciamento físico, são os inúmeros recursos digitais que nos aproximam. 

 

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Nestas alturas, a filosofia pode servir de consolo? Porquê?

"Não gosto da palavra consolo. A filosofia pode ajudar em muitas outras coisas, por exemplo, a dar sentido ao momento.", diz-nos Walter Kohan. 
Na mesma linha, Tomás Magalhães Carneiro, professor de filosofia com crianças, defende que 
"se a filosofia tiver de chegar a servir de consolo, de alívio, já chegou tarde demais e aí não poderá servir de consolo. A filosofia deve preparar-nos para sermos capazes de evitar a necessidade de consolo. Não havia ninguém a consolar Sócrates quando este bebeu a cicuta. Ele é que consolou quem estava à sua volta."
 
"A pergunta é se a filosofia devia servir como consolo. Se o consolo é efectivo, poderia ocultar a crise e fazer com que voltemos para a vida anterior; mas não seria bom não consolar, deixar que a crise continue aberta e nos leve para o questionamento de partes do sistema. Provavelmente, algumas filosofias podem servir para consolar, mas repito: isso seria bom em todos os casos?" - eis a interrogação que nos deixa Barrientos Rastrojo. 
 

Por sua vez, Gabriela Castro não hesita: "A resposta é indubitavelmente SIM. Porque o ser humano é holisticamente pensante e pensador e o pensar sempre ajudou a humanidade a colocar a realidade em perspectiva e a propor soluções reais." E acrescenta, com algum humor qual seria a  resposta de alguém que não estuda filosofia:  "se a filosofia não serve para mais nada talvez sirva para pensar a pandemia".  

 

Têm alguma sugestão de temas ou de exercícios para permitir às crianças pensar sobre o que está a acontecer?

"De momento não trabalho com crianças, mas criámos um projecto com presos (Boecio epistolar) que poderia ser trabalhado com crianças. Eles podem escrever cartas para serem enviadas para crianças de México (onde vai o começar a crise) com os seus conselhos para superar a situação." (Jose Barrientos Rastrojo)

Gabriela Castro pede cautela nestas sugestões: "porque fazer isso sozinhas será desvirtuar a própria FpC. Vamos a ter calma e a sabermos o que estamos a fazer sob pena de ser maior o estrago do que o proveito."

Walter Kohan remete para o livro Alice no País das Maravilhas como provocação para o pensar, em família. 

Por último, Tomás Magalhães Carneiro defende que:

"Temos aqui uma boa oportunidade de espalhar um pouco mais o "vírus da filosofia". Acho que os exercícios e temas que costumamos utilizar nas nossas aulas [de filosofia para/com crianças] são adequados. Apenas ressalvo a importância de os adequarmos aos pais e às famílias dando-lhes directrizes de como os aplicar, como deverão dar espaço às crianças para pensarem em vez de encher esse espaço com as suas próprias ideias. O nosso papel, agora que estamos longe dos nossos alunos, deverá ser o de orientar os pais a serem também eles moderadores socráticos. São eles que estão "forçados" a estar com os seus filhos mais tempo do que é costume e muitos quererão aproveitar esses momentos para aprofundar ideias e conversas. a Filosofia aí pode ajudar, ou não fosse isso que andamos a fazer há mais de 2000 anos, a conversar uns com os outros."

 

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O que estão a ler os nossos entrevistados? E o que recomendam como leitura "pandémica"?

O Tomás está  a ler e recomenda "How to be a Stoic: Ancient Wisdom for Modern Times" do Massimo Pigliucci. A Gabriela lê Paul Ricoeur para preparar as suas aulas que acontecem via zoom.

Jose Barientos Rastrojo recomenda os textos de Séneca e de Marco Aurélio, advertindo que nem sempre têm um efeito tranquilizante. O professor da Universidade de Sevilha encontra-se a ler Han (O aroma do tempo), Grimes (Philosophical Midwifery) e Carlson (O sentido do asombro), livros que  ajudam a aprofundar  sobre a realidade profunda.

Walter Kohan recomenda o clássico Alice no País das Maravilhas. 

 

*

No blog Joana Rita ponto EU podem ler o artigo "Is living a pandemic quite different from thinking about the pandemic?", com o contributo de outros pensadores e investigadores. Boas leituras! 

 

filosofar em tempos pandémicos

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através de um google form e das plataformas do ICPIC e da Sophia Network, pedi respostas a perguntas que me "assaltam" a propósito deste período pandémico, que envolve distanciamento físico e muitas restrições na nossa vida. 

 

estou neste momento a ler as respostas que me chegaram e a criar artigos para este blog e também para o blog da minha outra casa digital, o Joana Rita ponto EU

 

 

uma filósofa por mês - um podcast

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Neste episódio a Professora Doutora em Filosofia Ilze Zirblel e a também Professora Doutora em Filosofia Janyne Sattler conversam sobre as Pitagóricas, sobre a dificuldade em encontrarmos obras de referência sobre essas filósofas, sobre sua atuação e importância dentro da Escola Pitagórica, além de refletir sobre processo de silenciamento que sofreram, não só as Pitagóricas como todas as mulheres que se aventuraram pelos caminhos do pensamento. Música de abertura: Sinnerman, Nina Simone.

 

para ouvir, AQUI!

filosofia em tempo de pandemia

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De pronto, nos hemos descubierto frágiles. “La historia de la humanidad puede entenderse como una especie de carrera contra lo que no podemos controlar. A estas alturas hemos conseguido un enorme poder científico y tecnológico sobre la realidad, aunque eso tiene un efecto perverso: cuando creíamos que lo podíamos todo, la naturaleza nos pone en nuestro sitio”, comenta el filósofo y expresidente del Senado Manuel Cruz. “El globo se ha pinchado. Es hora de redimensionarnos y extraer lecciones”, plantea.

Esa lección, augura Cruz, dependerá mucho de cuál sea el desenlace de la crisis. “Si la ciencia descubre una vacuna, posiblemente nos reforcemos aún más en esa fantasía de invulnerabilidad que hemos ido creando. Si por el contrario en EE UU empieza a morir mucha gente, por ejemplo, la lectura podría ser que el capitalismo es un infierno”. Alba Rico coincide: “En plena apoteosis de lo virtual, hemos recordado que tenemos cuerpo. Supongo que de estos cuerpos encerrados y amenazados que somos ahora podría surgir una reflexión sobre nuestras relaciones sociales, económicas y políticas. Pero todavía es difícil predecir cuál va a ser la reacción, es pronto”. Cortina advierte: “No sé si conseguiremos aprender algo de todo esto. ¿Acaso aprendimos algo de la crisis de 2007?”.

 

para ler na íntegra, no EL PAÍS 

café filosófico na livraria mais antiga do mundo

 

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no dia 23 de setembro voltamos à livraria mais antiga do mundo, a bertrand do chiado, para mais um café filosófico. começa às 18h30 e termina às 20h e a pergunta que vai orientar o nosso diálogo é:

que valor têm as coisas? 

para participar no café filosófico terá de fazer uma inscrição via e-mail ou no local, uns minutos antes de começarmos. encontra toda a informação no site da bertrand

mais um café filosófico na livraria mais antiga do mundo

Cafés Filosóficos na livraria mais antiga do mundo
- Levar a filosofia para junto das pessoas. 

• 24 de Junho: Por que é que há alguma coisa?

A quem se destina o Café Filosófico?

Destina-se a pessoas que, independentemente dos seus conhecimentos no âmbito da filosofia, aceitam o desafio para praticar o parar para pensar.

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Como acontece? 

Tudo começa com uma pergunta, seguida de uma proposta de exercício de pensamento crítico.
É natural que, ao princípio, os participantes sintam algum desconforto, tal como acontece no primeiro dia do ginásio; só que aqui são os músculos do pensamento que vão sentir-se incomodados. Só com a persistência e a insistência será possível superar este desconforto, focando no objectivo final: um pensamento flexível, resistente, adaptável, capaz de traduzir ideias em palavras, de defender uma posição e/ou de mudar de ideias.



Moderação: Joana Rita Sousa


Café Bertrand, Livraria Bertrand Chiado
Horário: 18:30h /20h

Inscrições: leitor@bertrand.pt

onde andam os filósofos? - perguntou o Tomás

Quem são, então, os “verdadeiros filósofos” de hoje em dia? Uma vez que já nos encontramos lançados em pleno século XXI, será que já chegaram esses “filósofos do futuro”? Esses filósofos pós-hegelianos não preocupados em construir sistemas, não ocupados com a filosofia por si mesma, mas comprometidos e reagentes ao seu contexto e a fazer as perguntas que devem ser feitas. Também gostava de saber se é isto que o filósofo deve fazer? Ou, pelo contrário, se recusar a pretensão pelo absoluto é um erro e é por ai que deve a filosofia continuar. Filhos de Hegel ou filhos de Nietzsche? Quem são os filósofos mais importantes do nosso tempo?

 

eis as respostas, neste artigo do blog do Tomás Magalhães Carneiro. obrigada pelas perguntas e pela partilha, Tomás!

há perguntas proibidas? - e assim aconteceu mais um café filosófico

os cafés filosóficos são espaços de diálogo e onde se procura praticar a filosofia.

não é necessário qualquer tipo de conhecimento filosófico, basta estar disponível para parar para pensar. além de pensar, procuramos trabalhar ferramentas que nos permitam pensar sobre o pensar.

observamos o pensamento:

o que acontece quando penso?

o que digo quando assumo o compromisso com uma ideia?

o que me faz mudar de ideias?

 

pensar é agir. e é também uma brincadeira muito séria.

 

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e no final do café filosófico, estas foram as apreciações feitas pelos participantes: 

"obriga-nos a pensar"
"permite-nos chegar a uma conclusão"
"obriga-nos a tomar uma posição"
"é dolorosamente bom"
"faz-nos perguntar a nós próprios"
"permite-nos ver outros pontos de vista"
"saímos da nossa concha"
"às vezes não dizemos nada de jeito, mas não foi o caso, aqui"
"vimos uma multiplicidade de caminhos"

 

- voltamos a filosofar na Casa da Avenida no dia 28 de Abril, às 18h30

Oscar Brenifier em Portugal

o professor Oscar Brenifier vai estar em Portugal para ministrar mais um workshop de filosofia prática que acontece no dia 17 de fevereiro, domingo, em Oeiras.

 

quem é Oscar Brenifier?

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o trabalho de Oscar Brenifier é conhecido do público português através dos livros publicados na Edicare e na Dinalivro. não é a primeira vez que vem a Portugal e também não é a primeira vez que vou participar num workshop do Oscar. 

tenho falado com alguma frequência sobre o professor Oscar neste blog pois considero-o uma das minhas referências na área da filosofia prática, nomeadamente no que diz respeito à filosofia para crianças e jovens. foi um dos autores com quem dialoguei, através dos seus textos, na investigação que fiz durante a minha dissertação de mestrado em filosofia para crianças.

 

 

 

 

a quem se destina este workshop?

 

a quem queira exercitar os músculos do pensamento, o seu pensamento crítico e criativo. professores, alunos, educadores, pais, agentes educativos, gestores de projecto, CEO e, na verdade, qualquer pessoa (humana) que pretenda praticar o parar para pensar. 

 

para mais informações: alice.p.santos@hotmail.com 

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