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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

onde andam os filósofos? - perguntou o Tomás

Quem são, então, os “verdadeiros filósofos” de hoje em dia? Uma vez que já nos encontramos lançados em pleno século XXI, será que já chegaram esses “filósofos do futuro”? Esses filósofos pós-hegelianos não preocupados em construir sistemas, não ocupados com a filosofia por si mesma, mas comprometidos e reagentes ao seu contexto e a fazer as perguntas que devem ser feitas. Também gostava de saber se é isto que o filósofo deve fazer? Ou, pelo contrário, se recusar a pretensão pelo absoluto é um erro e é por ai que deve a filosofia continuar. Filhos de Hegel ou filhos de Nietzsche? Quem são os filósofos mais importantes do nosso tempo?

 

eis as respostas, neste artigo do blog do Tomás Magalhães Carneiro. obrigada pelas perguntas e pela partilha, Tomás!

há perguntas proibidas? - e assim aconteceu mais um café filosófico

os cafés filosóficos são espaços de diálogo e onde se procura praticar a filosofia.

não é necessário qualquer tipo de conhecimento filosófico, basta estar disponível para parar para pensar. além de pensar, procuramos trabalhar ferramentas que nos permitam pensar sobre o pensar.

observamos o pensamento:

o que acontece quando penso?

o que digo quando assumo o compromisso com uma ideia?

o que me faz mudar de ideias?

 

pensar é agir. e é também uma brincadeira muito séria.

 

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e no final do café filosófico, estas foram as apreciações feitas pelos participantes: 

"obriga-nos a pensar"
"permite-nos chegar a uma conclusão"
"obriga-nos a tomar uma posição"
"é dolorosamente bom"
"faz-nos perguntar a nós próprios"
"permite-nos ver outros pontos de vista"
"saímos da nossa concha"
"às vezes não dizemos nada de jeito, mas não foi o caso, aqui"
"vimos uma multiplicidade de caminhos"

 

- voltamos a filosofar na Casa da Avenida no dia 28 de Abril, às 18h30

Oscar Brenifier em Portugal

o professor Oscar Brenifier vai estar em Portugal para ministrar mais um workshop de filosofia prática que acontece no dia 17 de fevereiro, domingo, em Oeiras.

 

quem é Oscar Brenifier?

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o trabalho de Oscar Brenifier é conhecido do público português através dos livros publicados na Edicare e na Dinalivro. não é a primeira vez que vem a Portugal e também não é a primeira vez que vou participar num workshop do Oscar. 

tenho falado com alguma frequência sobre o professor Oscar neste blog pois considero-o uma das minhas referências na área da filosofia prática, nomeadamente no que diz respeito à filosofia para crianças e jovens. foi um dos autores com quem dialoguei, através dos seus textos, na investigação que fiz durante a minha dissertação de mestrado em filosofia para crianças.

 

 

 

 

a quem se destina este workshop?

 

a quem queira exercitar os músculos do pensamento, o seu pensamento crítico e criativo. professores, alunos, educadores, pais, agentes educativos, gestores de projecto, CEO e, na verdade, qualquer pessoa (humana) que pretenda praticar o parar para pensar. 

 

para mais informações: alice.p.santos@hotmail.com 

a investigação filosófica em Abrantes

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a oficina desta manhã seguiu os passos metodológicos do café ☕ filosófico do Tomás Magalhães Carneiro e foi muito positiva a forma como os alunos saltaram do "pensar o conteúdo" para o "pensar a forma" do trabalho da filosofia:

🗣️ "quando chegámos não sabíamos o que era a filosofia e conseguimos fazer a filosofia, sem saber mesmo o que é. fizemos um bom trabalho!" (aluna do 6º ano)

o que fizemos?

fizemos perguntas, perguntámos perguntas às perguntas e arriscámos definições de coisas para poder pensar melhor. 

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da parte da tarde encontrámos um grupo cheio de pressa: muitos braços no ar e muita falta de paciência para esperar pela sua vez. durante esta oficina acabámos por fazer um exercício que permite contrariar a pressa e a vontade de dizer algo, mesmo sem ouvir o que o outro está a dizer.

 

começámos por fazer perguntas sobre uma imagem. depois, foi pedido que dissessem coisas sobre a imagem: é importante treinar o perguntar e o dizer coisas (afirmar). depois deste "aquecimento" foi-lhes proposta uma pergunta, que suscitou problemas junto do grupo. ora e o que fazem pequenos e grandes filósofos quando estão perante problemas? dedicam o seu tempo a resolvê-los.

 

no final foi pedido ao grupo que dissesse algo sobre o trabalho que tínhamos feito: "foi bom, eu gostei, mas estivemos muito apressados e agitados e não ouvimos bem as coisas". 

houve até quem confessasse que gostaria de repetir este jogo da filosofia.

 

 

 

continua a investigação no jardim de infância

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na semana passada regressámos às salas do jardim de infância para filosofar.

quando temos a oportunidade de trabalhar em continuidade temos mais tempo para que as crianças se apropriem de algumas ferramentas importantes para que se reconheça o diálogo filosófico.

na última oficina de filosofia recuperámos os temas já tratados, como forma de "aquecimento", antes de começarmos a mergulhar no diálogo. depois disso, na sala dos 4/5 anos estivemos a desenhar ideias tontas e ideias normais. temos vindo a trabalhar esta questão e é difícil explicar o que são; ainda assim, parece que toda a gente sabe do que se trata. por isso mesmo, sentámo-nos para desenhar ideias tontas e ideias normais. foi uma oficina diferente, com lugar ao desenho e ao início do diálogo sobre os desenhos.

na sala dos 3/4 anos estivemos a investigar uma caixa misteriosa que, uma vez aberta, mostrava coisas diferentes a cada um dos investigadores. curiosos para saber do que se trata? em breve desvendamos o mistério!

 

acompanhe aqui o trabalho com as salas JI:

oficina #1

oficina #2

 

de volta à escola

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estudar, aprender, investigar: estes são alguns dos verbos que pratico constantemente, de modo mais ou menos formal. de tal forma que, uma vez, a minha afilhada (agora com 15 anos, na altura com uns 6 ou 7) me perguntou se eu algum dia ia deixar de ir à escola. disse-lhe prontamente que tinha dúvidas que isso acontecesse, pois gosto mesmo de estudar e de aprender.

também gosto de partilhar o que aprendo e o que investigo; ao partilhar isso com os outros, crio uma oportunidade de diálogo, de crítica, de olhar para outras perspectivas que até então não tinha considerado.

2018 é o ano em que comemoro 10 anos de filocriatiVIDAde no mundo e o ano em que regresso à casa onde materializei o meu amor pela filosofia, ingressando na licenciatura que mudou a minha vida. na altura desconhecia que, um dia, ia estar ligada à filosofia aplicada e, sobretudo, à filosofia para crianças e jovens.

este regresso à Universidade Católica, como docente na Pós Graduação em Filosofia para Crianças e Jovens tem um sabor especial, pois traz memórias e também a confiança no futuro da filosofia para crianças e jovens em Portugal. há muito para fazer, nesta área e este é um contributo sólido e estruturado, a par de outros como o mestrado em Filosofia para Crianças na Universidade dos Açores. e por falar nisso, já vos contei que a tese foi submetida? e que em 2019 haverá lugar a provas públicas? 

 

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e já que estamos a falar de filosofia, recordo-vos que novembro é o mês em que se assinala o dia mundial da filosofia. este ano volto a marcar presença no festival de filosofia de Abrantes, onde vou orientar oficinas de filosofia com a pequenada. o programa é muito rico e inclui café filosófico e vários momentos de diálogo que acontecem pela cidade, junto das pessoas. 

 

 

 

 

ginásio da filosofia

da mesma maneira que um atleta repete, diariamente, os exercícios que o vão tornar mais forte, mais ágil, mais flexível, mais rápido – assim também o filósofo deve manter a sua disciplina de treino.

em conversa informal com o José Barrientos-Rastrojo criámos uma estrutura de treino para filósofos (e que recomendo a qualquer curioso ou interessado em manter o seu pensamento bem treinado).

a ideia é intercalar a leitura de uma obra filosófica com uma obra não filosófica. por exemplo, passei alguns meses a ler a Crítica da Faculdade do Juízo, de Immanuel Kant. agora, estou a ler as 21 Lições para o Século XXI, de Yuval Noah Harari e já tenho em vista a Estética, de Hegel. o tempo máximo para cada livro filosófico é um mês: há obras mais difíceis do que outras e que exigem mais dedicação. o desafio é persistir. se não conseguir levar o livro até ao fim, posso recuperá-lo daqui a uns tempos.

tenho muitas obras filosóficas “meio” lidas, devido à investigação e aos estudos da licenciatura. quero reler algumas, como se fosse a primeira vez.
e, confesso, há aqui muitos livros em espera. 

vamos a isso? aceitam o desafio?

 

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a filosofia está de volta ao jardim de infância

 

 

[PT]
hoje estive no jardim de infância, para iniciar o projecto de filosofia para crianças, nas salas dos 3/4 anos e dos 4/5 anos. 

(3/4 anos)

começámos por nos conhecer e tentar explorar o ponto de interrogação. é um mistério, dizem alguns. e o que fazemos quando encontramos um mistério? o que é um mistério? 

(4/5 anos) 

recordámos algum do trabalho da filosofia, do ano passado. e demos uso à caixa da imaginação, que nos faz pensar coisas um pouco tontas!

 

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[EN]
today I went to kindergarten to start the philosophy project for children with 3/4 years and 4/5 years.

(3/4 anos)
we started by getting to know each other and trying to explore the question mark (?) It's a mystery, someone said. and what do we do when we find a mystery? what is a mystery?
(4/5 anos) 
we remembered some of the philosophy work we did last year. and we gave use to the imagination box, which made us think a silly things!

Amy Leask: "(...)a learning environment that encourages big questions creates a bond of trust between students and their teachers."

"Hello, my name is Amy Leask and I'm a philosopher!" - this is how Amy introduces herself at her ted talk (tedxmilton). I met Amy and her project RedTKids on Twitter. 

Amy Leask is an author, educator, and children’s interactive media producer. She’s the founder of Red T Media in Ontario, Canada, and delights in finding new ways to reach curious little minds. 

 

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Can you recall the first time you heard about philosophy for children (p4c)?

I heard about philosophy of childhood while I was an undergraduate, but nothing about philosophy for children until I was teaching at the college level. There were a lot of intelligent young adults in my philosophy classes who had never really put together an argument of their own, and who didn’t realize they were allowed to disagree, or think critically about the ideas presented to them. Like most P4C advocates, I thought philosophy needed to be introduced at a younger age, and when I looked into it further, I found I wasn’t alone. There was a growing community of philosophers who wanted to bring a new kind of thinking to a younger audience.

 

How did you started working with p4c?

While I was teaching philosophy to big kids, I started writing material that presented philosophical ideas to children. I wanted to create something fun and entertaining that they could read to themselves, but that also encouraged them to ask questions, and to embrace logic and reason. Over the years, my original manuscript has turned into a number of books, as well as cartoons, games, apps, and teacher materials. Presently, I run an independent multimedia company that focuses almost exclusively on P4C, in interactive formats.  

 

Do you think p4c is necessary to children? Why?

21st century learning is founded on thinking practices that, ironically, have been around for millennia in philosophy. Children today may be digital natives, but they still need low-tech skills like critical thinking, problem solving, communication and creativity in order to successfully navigate school, the working world, and their personal life.

I see P4C as an effort to teach children survival skills, but also to empower them, and to engage them in a practice that’s shared by all humans. Beyond the necessary parts, children really enjoy asking big questions, and it’s actually fun for them to engage in discussion. Why not make the most of what comes naturally to them?

 

Nowadays children ( @ Portugal) have a lot of activities at school and after school. Why should we take philosophy to schools?

It’s expected that teachers cover things like critical thinking and problem solving in their curriculum, but both are fairly difficult things to teach, especially in a crowded classroom, with limited time and resources. P4C enables teachers to reach so many learning objectives. What’s more, I think a learning environment that encourages big questions creates a bond of trust between students and their teachers. If a child knows his or her teacher isn’t afraid to dive into inquiry, he or she will feel more supported and comfortable going beneath the surface of ideas.

P4C has cross-curricular applications, and is helpful in supporting children’s mental health, anti-bullying programs, and an appreciation of diversity. It works wonders, both inside and outside the classroom, and it helps children become well-rounded thinkers.

 

What makes a question a philosophical question – from a p4c point of view?

I think most philosophical questions have a “why” component to them. We have to use different lines of thinking to answer them, different than we would use to answer a scientific question. I’d say a philosophical question is one that has more than one answer, although some answers are still better than others. Philosophical questions are about our place in the universe, our relationships with other beings, and about ourselves.

The beautiful thing about P4C is that children seem especially adept at asking these kinds of questions (and taking their parents by surprise in doing so). It’s a privilege and a pleasure to help them reason their way through them.

 

What’s the biggest challenge p4c faces, nowadays?

Philosophy itself is in need of rebranding. It has a reputation of being for adults, and for belonging only in the academy. Most grown-ups, let alone children, don’t know much about it, and those who do know about it are often intimidated by it. The challenge lies in extending the reach of philosophy and making it part of people’s everyday lives. It needs to be mainstream, and people need to know how helpful, how interesting, and how much fun it is. We need to find ways to demonstrate that it really is for everyone.

 

Can you give the teachers and the parents some kid of advice to help them deal with the children’s questions?

First and foremost, don’t be afraid to admit that you don’t know. As adults, we fear that in admitting this, we’ll be letting our children down, that they’ll no longer have confidence in us. However, it’s actually quite liberating, and being vulnerable in front of a child like this can encourage trust. What could be more enriching than exploring a problem together, and learning together? 

Besides that, it’s important to recognize that children do philosophy differently. They might only want to ponder big questions for short periods of time, and they often do so through art projects, science experiments, or dramatic role-play. Philosophy is still philosophy, even when it’s done with toys, books, and games.

 

Did the children ever surprised you with a question? Can you share that question with us?

I’m always surprised by questions children ask. They seem to get right at the heart of the matter, wondering why we exist, how they’re supposed to behave, and who decides what’s fair. Their answers surprise me even more. I once did a workshop in which an older child brought his preschool-aged sister. She spent most of the time running in circles, doodling with crayons, and giggling, and we assumed she wasn’t listening. But when we posed the question “What makes a human?” she blurted out “Love makes us human, silly!” and then went back to running and playing, like it was nothing. It took the discussion in a totally different direction, and it reminded me that even very young children can surprise us with their insights.

uma reflexão sobre a filosofia e a filosofia aplicada

nos passados dias 5 e 6 de Setembro de 2018 realizou-se na UBI o 3º Congresso Internacional de Filosofia, organizado pela Sociedade Portuguesa de Filosofia.

pela primeira vez, neste Congresso, houve lugar para um painel sobre filosofia aplicada. 

 

nos intervalos do Congresso falou-se sobre filosofia e a filosofia aplicada, sobre filosofia dentro e fora da escola. e também sobre a filosofia académica e "a outra".

 

partilho convosco as palavras de Jose Barrientos-Rastrojo (via facebook) sobre esta questão:

 

"Medio centenar de ponencias y mesas sobre Filosofía Aplicada y Filosofía con/para Niños en el último World Congress of Philosophy, principal evento mundial de Filosofía, ¿no debería ser suficiente razón para que reflexionen los Decanos y sus equipos de las facultades europeas de Filosofía que aún no disponen de estrategias para la integración de la disciplina en los planes de estudios? Aún más, ¿no debería ser razón suficiente para que los futuros estudiantes de filosofía decidan matricularse prioritariamente en las carreras que ofrezcan esta opción? Incluso, ¿no es momento de movernos, quizás, de compartir esta breve reflexión en los "muros" de quien esté leyendo este mensaje?
Una decena de las mejores Facultades de Filosofía en Latinoamérica están dando pasos elocuentes para su implantación desde hace una década. Ya existen Masteres, Licenciaturas y formaciones de profesores universitarios en esta línea en Meso y Sudamérica. Gratifica saber que su energía se adelanta a cierta senectud europea. Ojalá el recelo se abisme en el viejo continente y la cordura se imponga..."

 

 

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