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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

"O que achas de usar quadrinhos e super heróis para filosofar?"

- uma pergunta e uma resposta acerca da filosofia para crianças e jovens

"O que achas de usar quadrinhos e super heróis para filosofar?"

(pergunta que o Leandro me fez no instagram) 

 

honestamente, podemos filosofar (praticar o diálogo filosófico) a partir de muitos e variados recursos. 

há livros escritos especificamente para o trabalho da filosofia para crianças (Lipman e Sharp foram os pioneiros). Karin Murris foi uma das primeiras pessoas a usar livros ilustrados (picture books) no ambiente da filosofia para crianças.actualmente, o facilitador (ou dificultador como prefiro chamar-lhe) pode fazer uso de recursos (a que chamo de provocações), tão variados como: 

- livros infantis;

- artigos do jornal;

- filmes ou excertos de filmes;

- uma pergunta;

- fotografias;

- uma afirmação;

- um objecto.

mais importante do que o motivo que nos leva a dialogar, é a forma como se orienta esse diálogo e é aí que a preparação do dificultador é essencial e faz toda a diferença. 

no início da prática é natural que o dificultador queira levar para a oficina de filosofia o material já validado pela comunidade. a pouco e pouco poderá ousar e usar a sua imaginação e, quem sabe, desenvolver os seus próprios materiais. 

 

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Mitos à volta da Filosofia

- desconstruindo erros comuns em torno da Filosofia

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Três dos mitos mais comuns sobre a filosofia traduzem-se em "a filosofia é antiga, impenetrável e irrelevante."

Este guia actua como uma refutação a esses mitos comuns sobre filosofia e funciona como um guia para educadores que gostariam de incorporar a filosofia na sala de aula, mas que podem enfrentar o cepticismo dos alunos ou mesmo dos responsáveis da escola.
 

 

1. "Os filósofos são sempre homens velhos e, por isso é difícil identificar-me com essas pessoas."

De acordo com Sara Goering, as crianças com menos de 10 anos podem ser algumas das pessoas mais filosoficamente comprometidas, o que é evidenciado pelo seu perguntar contínuo. Goering também argumenta que a filosofia não tem idade mínima. Lone e Burroughs afirmam que todas as crianças têm inclinações filosóficas. Se as crianças são involuntariamente capazes de fazer perguntas sobre o seu estado de ser, segue-se que os alunos de todas as idades são capazes de discutir as mesmas questões. Isso significa que se você já foi uma criança, provavelmente fez algum tipo de filosofia na sua vida. É importante lembrar que a filosofia pode ser feita por qualquer pessoa que o queira; não há idade específica  na qual uma pessoa viu e sentiu tanto que, de repente, é capaz de fazer perguntas filosóficas.

 

 

2. “A filosofia é pedante e impenetrável.”

De acordo com Lone e Burroughs, a filosofia trata de fazer perguntas e analisar as respostas, além de uma única perspectiva. Isso é mais eficaz com pessoas novas na filosofia, através do diálogo. Contudo, a maioria das escolas não participa do tipo de diálogo necessário. A filosofia, quando apresentada através de palestras, pode parecer esotérica. Sean A. Riley e Goering observam que mesmo em salas de aula onde é dada a oportunidade aos alunos para participar activamente da filosofia por meio do discurso, a filosofia pode ser ainda difícil de aprender. Os alunos podem desconsiderar o valor de investigar certas conversas, porque acreditam que “tudo é relativo de qualquer maneira”. Para responder a esses casos, os professores precisam ser persistentes de forma a que o diálogo continue. Uma forma de dar continuidade a esse diálogo passa por isolar uma afirmação particular e pedir ao aluno para esclarecer um determinado ponto.

 

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3. “A filosofia é irrelevante para a minha vida.”

Desenvolver um investimento pessoal em filosofia pode ser um dos maiores desafios para os alunos, especialmente para quem não quer estudar filosofia no nível universitário. No entanto, a filosofia tem benefícios para cada um dos alunos. De acordo com um relatório partilhado por Goering e Robert Figueroa sobre um instituto de verão, de filosofia, num colégio do Colorado,  os alunos que participaram nessa actividade de verão receberam melhores notas nos testes. Os alunos em situação de risco que participaram do programa também apresentaram notas finais mais elevadas. Riley também observou que, depois de implementar a filosofia nas suas aulas de história, os alunos revelaram mais habilidade para encontrar maneiras de incorporar a filosofia  na sua vida quotidiana e também em campos de estudo de nível universitário, independentemente da área em que estão a estudar. 


Artigo do Philosophy Outreach Project, disponível para leitura (em inglês) AQUI

As fotografias que ilustram o artigo pertencem ao projecto #filocri. 

Bibliografia do artigo:

Lone, Jana Mohr, and Michael D. Burroughs. Philosophy in Education: Questioning and Dialogue in Schools. Lanham, Maryland: Rowman & Littlefield Publishers, 2016.

Goering, Sara. “Finding and Fostering the Philosophical Impulse in Young People: A Tribute to the Work of Gareth B. Matthews.” Metaphilosophy 39, no. 1 (2008): 39–50. Riley, Sean A. “Building a High School Philosophy Program.” Teaching Philosophy 36, no. 3 (2013): 239- 252.

Figueroa, Robert and Sara Goering. “The Summer Philosophy Institute of Colorado: Building Bridges.” Teaching Philosophy 20, no. 2 (1997): 155-168.

[novas datas] oficina A perguntar é que a gente se entende

para pessoas interessadas em aprender sobre a arte de fazer perguntas

 

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A pergunta é a porta de entrada para tantas coisas na nossa vida. Quando conhecemos alguém pela primeira vez perguntamos: “Como se chama?”. Depois segue-se o “Como está?” e a conversa de circunstância que começa com perguntas.

No quotidiano precisamos de perguntas para trabalhar, para estudar, para nos relacionarmos com os outros à nossa volta. Como fazer perguntas simples? O que fazer para tornar as perguntas mais claras?

 

Nesta oficina vamos praticar a pergunta, exercitando o pensamento crítico e o pensamento criativo, bem como o pensamento colaborativo.

 

A quem se destina? A entrada é permitida a quem quer perguntar.

 

 Tópicos:

  • O que é uma pergunta?
  • Como perguntar de forma simples?
  • O que torna uma pergunta clara e distinta?
  • O que pergunta uma pergunta?

 

 Autores de referência:  René Descartes, Platão, Edward de Bono, Robert Fisher

 Duração: 10h (sessões síncronas e assíncronas) 

 Funcionamento da oficina:  Haverá sessões online, via zoom e síncronas, para a parte mais teórica da formação e para permitir o pensamento colaborativo e trabalho em grupo.

Também vamos trabalhar colaborativamente através da Google drive, havendo acompanhamento de trabalho através da Google classroom.

 

 Sobre a formadora:

Joana Rita Sousa é filósofa, formadora e mestre em filosofia para crianças. Trabalha na área da filosofia aplicada desde 2008.

 

 Calendário: 

1.ª sessão síncrona 2h – 17 de Agosto, quinta, 18h30/20h30

2.ª sessão assíncrona 2h

3.ª sessão síncrona 2h – 24 de Setembro, quinta, 18h30/20h30

4.ª sessão assíncrona 2h

5.ª sessão síncrona 2h – 1 de Outubro, quinta, 18h30/20h30

 

 

Informações e inscrições junto da Bertrand Livreiros

Dark e o eterno retorno de Nietzsche

- artigo de Leandro Raphael

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Série de grande sucesso da Netflix, Dark nos surpreende com suas diversas reflexões acerca do modo como nos relacionamos com o tempo, com as nossas escolhas e percepções diante da vida. Ao longo da estória, as personagens se envolvem em diversas situações dilemáticas e conflitantes, nos levando a pensar sobre como nós agiríamos se pudéssemos modificar o passado, o presente e o futuro.

Do ponto de vista filosófico, por exemplo, muitas questões podem ser observadas ao longo das três temporadas e filósofos como Zenão, Heráclito, Platão, Kant, Nietzsche e tantos outros, facilmente identificados. Desta forma, a série Dark apresenta-se como fonte fecunda de pensamento e indagação a respeito das leis da física e da natureza humana, partilhando teorias e ideias advindas de grandes pensadores como é o caso de Nietzsche e o seu conceito de eterno retorno. Mas, o que significa “eterno retorno”?

 

 

...”Esta vida, como você a está vivendo e já viveu, você terá de viver mais uma vez e por incontáveis vezes; e nada haverá de novo nela, mas cada dor e cada prazer e cada suspiro e pensamento, e tudo o que é inefavelmente grande e pequeno em sua vida, terão de lhe suceder novamente, tudo na mesma sequência e ordem – e assim também essa aranha e esse luar entre as árvores, e também esse instante e eu mesmo. A perene ampulheta do existir será sempre virada novamente – e você com ela, partícula de poeira! Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasse assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal em que respondereis: “Tu é um deus, e nunca ouvi nada mais divino!”

- Nietzsche, Gaia Ciencia, §341

 

 

Como se pode observar, Nietzsche nos convida a reavaliar a forma como nos posicionamos diante da vida e encaramos nossa existência, ou seja, aceitamos a vida como ela se apresenta, com suas dores e alegrias, ou vivemos em negação, fugindo de tudo? Desta forma, o conceito de eterno retorno nos serviria para repensarmos o modo como percebemos a vida, já que tal possibilidade, de repetição eterna dos acontecimentos, nos provocaria para tal reflexão.

Mais do que uma metáfora para avaliarmos a nossa postura diante da vida, o conceito nietzschiano também pode ser interpretado como possibilidade cosmológica para descrever o funcionamento cíclico do universo. Tal perspectiva, se fundamenta na ideia de que o devir temporal seria infinito enquanto a matéria do universo seria finita, ou seja, em algum momento, seja o tempo que isso levar, tudo inevitavelmente teria que se repetir no universo, inclusive as nossas próprias existências. Neste sentido, o conceito de eterno retorno também compreenderia aspectos físicos da natureza, algo que pode ser verificado no movimento cíclico dos astros, das estações do ano e assim traduzidos por vida e morte, dia e noite e tudo mais que se repete na natureza.

Na série, tanto seu aspecto metafórico, para se repensar posturas diante da vida, quanto sua dimensão cosmológica são explorados, nos colocando num verdadeiro labirinto que desafia o raciocínio lógico e mental. Desta forma, Dark caracteriza-se como excelente recurso para a compreensão de diferentes questões filosóficas, tais como: Somos realmente livres? Quais são os limites e as possibilidades de nossas ações? O que é possível para o homem conhecer? Quais são os impactos de nossas escolhas? Aceitamos a vida como ela é ou gastamos nosso tempo e energia tentando mudar tudo a nossa volta?

 

*

 

conheci o Leandro no instagram e após o seu LIVE sobre Dark e Nietzsche desafiei-o a escrever um artigo sobre o assunto para publicar aqui no blog. 

obrigada, Leandro! 

(mais) 10 livros para trabalhar nas oficinas de filosofia (para crianças e jovens)

o livro é um objecto que estimo e que não dispenso. gosto particularmente do gesto de abrir o livro e ir descobrindo as suas páginas.

e o cheiro dos livros?

há mais alguém fascinado com o cheiro dos livros, por aí?

depois do artigo 10 livros para trabalhar nas oficinas de filosofia (para crianças e jovens) surge a sequela, onde apresento um outro conjunto de 10 livros. garantidamente, continuarei a escrever sobre o tema e a fazer recomendações sobre os livros provocadores. 

 

*

 

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  • A Máquina dos Ses - Peter Worley, Edições 70

o Peter Worley pertence à The Philosophy Foundation e tem bastante trabalho publicado na área da filosofia (para crianças e jovens). este é um dos seus livros que me acompanha na construção de jogos e de propostas para filosofar. já tinha a versão original e fiquei bastante contente com a decisão das Edições 70 em publicar a tradução portuguesa. 

 

  • A Contradição Humana - Afonso Cruz, editorial Caminho

para mim, enquanto leitora, os livros do Afonso Cruz são sinónimo de provocação. enquanto facilitadora de oficinas de filosofia (para crianças e jovens), o sentimento é o mesmo. A Contradição Humana é um livro com várias histórias, que podem ser trabalhadas individualmente, pelo grande grupo. também podemos dividir o grande grupo em grupos mais pequenos e cada um trabalha uma história, para partilha posterior.

as possibilidades de trabalho são várias e o processo pode ser uma verdadeira descoberta de contradições que nos fazem humanos (demasiado humanos?).

 

  • 29 histórias disparatadas - Ursula Wolfel e Neus Bruguera, Kalandraka

foi o título que me chamou a atenção para este livro. histórias disparatadas parece-me provocador, em si mesmo. ao abrir o livro confirmei a minha intuição: que delícia de livro! não quero ser spoiler, por isso não vou contar os disparates das histórias. digo apenas que dão que pensar. 

 

  • A Grande Questão -  Wolf Erlbruch, Bruaá Editora

o que mais gosto neste livro? não tem perguntas e chama-se "a grande questão". é bom para fazer um exercício de "rewind": que pergunta pode ter dado origem a esta resposta? qual é, afinal, a grande questão?

 

  • Uma Mesa é uma Mesa. Será? - Isabel Martins e Madalena Matoso, Planeta Tangerina

este livro apresenta-nos uma diversidade de perspectivas sobre um objecto tão comum como uma mesa. afinal, o que é uma mesa? o que pode ser? 

 

  • O livro negro das cores - Menena Cottin e Rosana Faría, Bruaá Editora

o título fala por si. a descoberta deste livro, por parte das crianças, é uma experiência que vale a pena. 

 

  • O Livro da Avó - Luís Silva, Edições Afrontamento

não são muitos os livros infantis que eu conheço que falam da morte e o livro da avó consegue fazer isso de uma forma belíssima.

 

  • A história que acaba bem, a história que acaba assim-assim, a história que acaba mal - Marco Taylor

o Marco Taylor provoca-nos a escolher o final de uma mesma história. dá mesmo muito que pensar este "acaba bem", este "acaba mal" e o assim-assim. estou com muita vontade de trabalhar este livro (ou este 3 em 1) em oficina de filosofia. já estou a preparar oficinas nesse sentido.

 

  • O dia em que os lápis desistiram - Drew Daywalt e Oliver Jeffers, Orfeu Negro 

há já alguns anos que este livro me acompanha. recordo-me de uma oficina de filosofia em que fizemos a leitura do livro, eu e uma turma de 2.º e 3.º anos do 1.º ciclo e a conversa durou várias semanas. o que aconteceria se os nossos lápis de cor desistissem? que razões apresentam eles para desistir: são razões válidas? 

 

  • O que vês, o que vejo - Inês Marques e Madalena Moniz

este livro não será propriamente um livro, no sentido clássico do termo. encontrei-o por acaso, pois a edição foi limitada. trata-se de um livro que permite uma abordagem diferente da própria leitura e que ajuda a responder e a experienciar a pergunta: quantas formas há para ler um livro?

 

*

 [para as famílias] sugestão de trabalho a partir de um livro:

- leitura partilhada do livro: cada pessoa lê uma página do livro, por exemplo;

- no momento seguinte, cada uma das pessoas da família constrói um mapa mental da história. os mind maps - tal como Tony Buzan os concebe - devem ter desenhos e símbolos, pelo que se recomenda a prática do "dar asas à imaginação".

nota: vão precisar de folhas lisas (A3 ou A4) e de lápis de cor ou canetas de feltro.

depois de terem os mapas mentais individuais, podem partilhar com todos, para ver quantas perspectivas sobre a história existem. 

 

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*

 

 tem sugestões de livros infantis que sejam filosoficamente provocadores? partilhe nos comentários.

 aproveite para ler o artigo Como trabalhar perguntas filosóficas com o seu filho?

 

 subscreva a newsletter do projecto #filocri

 

recursos para a prática da filosofia para crianças

em Portugal ainda há muito material de Lipman por traduzir; arrisco mesmo a dizer: está quase tudo por fazer. 

ainda que eu não seja uma lipmaniana de raiz e tenha começado o meu trabalho com outros recursos (como as imagens, os seis chapéus do pensamento, os livros infantis), reconheço que é importante conhecer o material de Lipman e de Sharp. 

o currículo de filosofia para crianças de Lipman é composto pelas histórias (ou novelas) e o manual do professor. neste é possível encontrar muitas ideias para trabalhar em oficina, ou seja, mapas de trabalho.

convém lembrar que o mapa não é o território e que essas propostas de trabalho presentes nos manuais de Lipman e de Sharp são isso mesmo: propostas. durante uma oficina de filosofia a imprevisibilidade dita o curso do diálogo e a qualidade filosófica deste vai depender, numa primeira fase,  em muito do trabalho do facilitador. com o tempo, a comunidade irá incorporar autonomia e responsabildiade nesse campo.

 

hoje em dia é possível encontrar ideias e recursos em vários sítios da internet. reuni alguns dos meus websites preferidos para partilhar consigo. 

 

SAPERE 

- recursos online e sugestões de actividades validadas pela equipa SAPERE.

 

The Philosophy Man

- Jason Buckley e Tom Bigglestone apresentam várias actividades para crianças, em diferentes faixas etárias. 

 

Dialogue Works 

- a equipa Dialogue Works é constituída por Roger Sutcliffe, Bob House e Nick Chandley. vale a pena conhecer (e praticar) as hometalks

 

Tomás Magalhães Carneiro 

- no seu blog, o Tomás apresenta várias possibilidades de trabalho em ambiente de diálogo filosófico

 

The Philosophy Foundation 

- Peter e Emma Worley partilham alguns recursos bastante úteis para quem pretende praticar a filosofia para crianças e jovens. 

 

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SAFE P4C (#covid19pt)

- um conjunto de facilitadores de P4C juntou-se para criar este documento com ideias para implementar o nosso trabalho em tempos de #covid19pt. pode fazer o download gratuito AQUI.

 

JANA MOHR LONE - UNIVERSITY OF WASHINGTON 

- o website do Centro de Filosofia para Crianças é muito rico em materiais e ideias para a prática da filosofia para crianças. a pensar nos pais, foi disponibilizado este documento para ajudar a responder à pergunta: How can parents and grandparents inspire philosophical conversations with your children and grandchildren?

 

WONDER PONDER 

- este é um dos websites mais acarinhados aqui no blog: a filosofia visual para crianças e jovens surpreende-nos a cada momento. vale MUITO a pena visitar este trabalho

 

JANE YATES - PHILOSOPHER'S BACKPACK 

- o website da Jane tem um conjunto de recursos que a Jane vai actualizando ao longo do tempo. sugiro que coloque este link nos favoritos. 

*

 

aqui mesmo, neste blog, é possível encontrar sugestões de trabalho a partir dos relatos das oficinas que desenvolvo:

- jardim de infância

- oficina do platão (para crianças e jovens)

também aqui é possível ler um conjunto de entrevistas com investigadores e facilitadores de todo o mundo sobre esta temática. 

 

este artigo foi útil? tem sugestões? partilhe nos comentários!

 

10 livros para trabalhar nas oficinas de filosofia (para crianças e jovens)

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os livros infantis e a filosofia

os livros infantis são um recurso que levo comigo para as oficinas de filosofia, para crianças e jovens. 

é comum usar os livros infantis no trabalho de bastidores, ou seja, são o suporte para me ajudar a criar jogos ou provocações filosóficas para os grupos com os quais vou trabalhar - e nem chego a partilhar o livro com a criançada. noutras ocasiões, é a leitura partilhada do livro que serve de ponto de partida para o diálogo.

os livros filosoficamente provocadores foram abordados numa das acções da escola de verão #filocri.

mais recentemente os alunos da Pós-Graduação em Filosofia para Crianças e Jovens da UCP pediram-me algumas recomendações de livros. resolvi escrever este artigo, pois imagino que possa ser útil a várias pessoas. 

 

nota: esta lista será sempre um pouco injusta e o mais certo é voltar a escrever sobre o assunto, sugerindo mais livros, num outro artigo.

 

10 livros que são trampolins para diálogos sumarentos

 

  • Em que pensas tu? - Laurent Moreau - editora O Bichinho de Conto

não fosse a #covid19pt e o trabalho iniciado a partir deste livro teria conhecido continuidade. dei conta de alguns momentos aqui mesmo neste blog.  

 

  • O que fazer com um problema? - Kobi Yamada e Mae Besom - editora Zero a Oito

um dos livros que me acompanha na reflexão e preparação das oficinas, mas que ainda não levei para a sala, para partilhar com a criançada. 

 

  • Com o tempo - Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso - editora Planeta Tangerina

partilhei aqui no blog um exercício com mapas mentais e que tem este livro como base. podem (re)visitar o artigo aqui mesmo.

 

  • Balbúrdia - Teresa Cortez - editora Pato Lógico

este era o livro que estava a acompanhar o trabalho do ano lectivo 2019/2020 na sala dos 3/4 anos onde estava a trabalhar. a #covid19pt deixou-nos o trabalho da Balbúrdia a meio. 

 

  • Grande coisa - William Bee - editora Planeta Tangerina

este é um dos livros que tem servido de apoio para a criação de jogos, de propostas para pensar com a pequenada. ainda não o levei para a sala - é egoísta da minha parte, não é? 

 

  • Museu do Pensamento - Joana Bértholo, Pedro Semeano e Susana Diniz - editora Caminho

além de provocar o pensar, este livro provoca o pensar sobre o pensamento. estes momentos são fundamentais numa oficina de filosofia, pois é um elemento que distingue a conversa do diálogo

 

  • Agora! - Tracey Corderoy e Tim Warnes - editora Minutos de Leitura (dos mesmos autores, Porquê? e Não!)

esta colecção é muito provocadora para os mais novos: os livros são grandes e têm ilustrações muito apelativas. depois há a empatia que se cria com o Rodrigo e as suas atribulações diárias, em família. o "Porquê" tem sido uma companhia constante no meu trabalho com grupos do jardim de infância. 

 

  • O Monstro das Cores - Annalennas - editora Nuvem de Letras

confesso que gosto particularmente da versão pop up deste livro, que capta a atenção dos mais pequenos.

 

  • Se eu fosse... - Richard Zimler - Porto Editora

este livro é inspirador para proporcionar uma momento para nos conhecermos e nos apresentarmos, em grupo. já faz parte da prateleira cá de casa há algum tempo e também tem lugar cativo na mochila que me acompanha nos trabalhos da filosofia.

 

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  • [alguns destes recursos não são livros (ou serão?), mas fica a recomendação] WonderPonder - Ellen Duthie e Daniela Martagón

as caixas WonderPonder já me acompanham há algum tempo, nos mais diversos contextos: em sala do 1.º ciclo, no festival de filosofia de Abrantes e também nos diálogos filosóficos com os mais crescidos. as imagens são provocadoras e é difícil ficar indiferente. é difícil não fazer perguntas perante estas propostas de filosofia visual. 

 

NOTA: na editora Dinalivro é possível encontrar uma colecção de Oscar Brenifier e Aurelien Débat dedicada à filosofia para crianças. o mesmo acontece na Edicare. 

 

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"então... basta ter o livro certo para que o diálogo filosófico aconteça?"

não, não basta ter o livro "certo", nem o exercício filosófico validado pelos investigadores da área. até que o grupo com o qual trabalhamos se torne autónomo e maduro, o trabalho do facilitador é FUNDAMENTAL para que a prática da filosofia aconteça. 

 

a meu ver, estas deverão ser as motivações de quem embarca na tarefa de facilitar ou orientar um diálogo filosófico:

1) a necessidade de aprofundamento filosófico;

2) a necessidade de manter o foco do diálogo e da investigação em curso;

3) o conhecimento e a aplicação de ferramentas de questionamento, de forma a que sejam apropriadas pelos participantes; e

4) a promoção de momentos em que os participantes pensem sobre o pensamento em si (o seu e o dos outros). 

(Cf. Sousa, J., Queres saber? Pergunta. - dissertação de mestrado)

 

 às sextas há recomendações de livros no instagram e no facebook do projecto filocriatividade.

 o PNL 2027 partilha recomendações de livros para todas as idades no seu website.

 a Rita Domingos do Kit Literário poderá ajudar as famílias a encontrar livros provocadores. 

 

tem sugestões de livros para adicionar a estas recomendações? partilhe nos comentários!

filosofar a partir de The Umbrella Academy

- oficinas em inglês e em romeno -

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"We would like to discuss with teenagers (aged 15 to 17) on several philosophical topics we can find in the Netflix series "The Umbrella Academy". The online workshops are part of the PhiloPop project of Club de filosofie cu copiii .

Several meetings will be organized in the period of 17-18 August 2020. We will start our discussion departing from the second season of the show, that is being officially released on July 31st. Participation to our workshops is free, but limited to a maximum of 12 people per workshop." 

informações AQUI

o quadrante das perguntas

- Phil Cam (2006)

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o que é o quadrante das perguntas?

trata-se de uma ferramenta criada por Phil Cam e que nos permite gerar perguntas:

The purpose is to initiate and model the types of questions that can be used to produce in-depth discussion with communities just starting P4C. The Quadrant can be used to distinguish closed and open questions that relate specifically to the stimulus; or closed and open questions that stimulate intellectual curiosity. (North Lakes School)

o quadrante é apresentado no livro 20 Thinking Tools: Collaborative Inquiry for the Classroom, em 2006. 

no seu livro Creative Dialogue, Robert Fisher refere-se a esta ferramenta de pensamento, nas pp. 43-44:

Teachers report that the use of this tool improves the qualoty of critical thinking in your classroom. When the children have raised questions about the stimulus, they can use the Question Quadrant to identify which are the open-ended philosophical question.

as perguntas factuais são fechadas (requerem uma resposta) e as perguntas de conversação ou diálogo são abertas (têm várias respostas possíveis).

Peter Worley (The Philosophy Foundation) considera que as perguntas com maior potencial para o diálogo são aquelas que são conceptualmente abertas e gramaticalmente fechadas. numa conferência intitulada "How to corrupt youth" (online, 25.06.2020), Worley defendeu que os adultos e as crianças fazem os mesmos movimentos de pensamento, ainda que com níveis de sofisticação diferentes.

quando se refere à qualidade das perguntas que se perguntam, Worley sublinha que uma pergunta confusa e pouco planeada afasta os interlocutores da resposta.

perguntar é algo que se pode treinar e o quadrante das perguntas permite-nos realizar esse treino. 

o Tomás Magalhães Carneiro enquadra o quadrante das perguntas na sua prática "espremedores de perguntas". 

 

a versão de Laurance Splitter

em 2016, Laurance Splitter recupera  o quadrante das perguntas e reflecte sobre o mesmo. 

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voltar a pensar nas perguntas já feitas 

esta ferramenta, o quadrante das perguntas,  permite-nos também "arrumar" as perguntas nessas quatro "gavetas" possíveis, num exercício de meta-pensamento, que nos leva a olhar para as nossas perguntas de uma outra forma. ou seja, podemos pegar em perguntas já elencadas pelo grupo (de crianças ou de adultos) e fazer o exercício, que consiste em arrumar essas perguntas no quadrante respectivo. 

 

 

sugestões de leitura:

- Inquiry within: Idea into practice

- The Philosophy Man: what makes a question philosophical?

- Philosophy in Education   

- de Robert Fisher: Creative Dialogue

- de Peter Worley: 100 ideas for primary teachers 

 

 

 

para que servem os amigos?

- miúdos e graúdos reflectem sobre esta pergunta

[pergunta para os graúdos]

num dos cafés filosóficos online (Bertrand Livreiros) trabalhámos a pergunta "Para que servem os amigos?".

antes de mergulharmos na pergunta, detivemo-nos na indagação sobre o conceito de amizade. o diálogo foi passado nessa investigação: afinal, o que faz com que um amigo seja meu amigo? o que distingue essa pessoa a quem chamo de amigo das outras? 

 

[pergunta para os miúdos]

já o grupo de crianças que se juntou a mim na Oficina do Platão decidiu "atacar" a escolha da palavra "servem". nesse "ataque" acabámos também por falar no significado que a amizade tem nas nossas vidas. 

o desafio inicial foi diferente para os mini-platónicos, pois tínhamos assumido o compromisso, na última oficina, de procurar fazer um exercício: fazer perguntas a partir de uma pergunta (e não de respostas). 

no final da oficina falámos daquilo que tinha sido fácil ou difícil neste diálogo:

fácil: "trabalhar a pergunta", "dizer algumas perguntas", "expôr a pergunta", "fazer perguntas às perguntas".

difícil: "explicar o que era a pergunta", "desenvolver, porque não tínhamos a certeza de qual era a resposta", "já comecei a duvidar de quem são mesmo os meus amigos", "dar a opinião".

 

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 miúdos e graúdos, o que dizem sobre o diálogo? 

"Eu vi o tema [do Café Filosófico] e estava convencida de que sabia muito sobre o assunto. Afinal, chego aqui e noto que tenho dificuldade em falar de algo que é um conceito do dia-a-dia."

 

[Oficina do Platão] "A parte de dar a opinião, de desenvolver é a mais difícil, tem muito o que se lhe diga. É o que tem mais graça." 

 

 

 nas próximas semanas há filosofia para todas as idades:

- no dia 27 de Julho, há Café Filosófico (online), Bertrand Livreiros, 18h30-20h;

- às segundas (11h30-12h20) há #PhiloChallenge para jovens a partir dos 13 anos;

- às terças (11h30-12h20) há Oficina do Platão para crianças entre os 7 e os 12 anos.

 

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