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filocriatividade | filosofia e criatividade

>> oficinas de filosofia, para crianças, jovens e adultos >> formação para professores e educadores (CCPFC) >> nas redes sociais: #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

filocriatividade | filosofia e criatividade

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oficinas de filosofia para crianças e jovens - #filocri - 2020 / 2021

🎒 estou preparada para colocar a mochila às costas e viajar até ao jardim de infância e às escolas dos vários ciclos para levar a filosofia às crianças e jovens.

💬 neste ano lectivo as oficinas para cada um dos ciclos de ensino têm o nome de uma mulher filósofa. é uma forma de homenagear estas mulheres que ficam "de fora" das histórias da filosofia e sobre as quais considero importante falar e mencionar. 

👁 espero criar curiosidade em torno dos seus nomes e levar as pessoas a pesquisar os seus nomes, a descobrir quem são. 🙂 ainda estou a aprender quem são essas mulheres, o que pensaram, como fizeram filosofia, bem como a repensar a filosofi📧a e o modo de a fazer.

 

📧 se pretende proporcionar à sua turma uma oficina de filosofia, contacte-me via e-mail: joana@filosofiaparacriancas.pt 

 

👉as oficinas podem acontecer de forma presencial ou online síncrona. 

 

*

 

oficinas no jardim de infância

(pressione a seta no lado direito da imagem para ver em detalhe as informações sobre as oficinas) 

 

oficinas no 1.º ciclo do ensino básico 

(pressione a seta no lado direito da imagem para ver em detalhe as informações sobre as oficinas) 

 

oficinas no 2.º ciclo do ensino básico

 

(pressione a seta no lado direito da imagem para ver em detalhe as informações sobre as oficinas) 

 

oficinas no 3.º ciclo do ensino básico

 

(pressione a seta no lado direito da imagem para ver em detalhe as informações sobre as oficinas) 

 

oficinas no secundário 

 

(pressione a seta no lado direito da imagem para ver em detalhe as informações sobre as oficinas) 

filosofia para crianças - formação

- pretende levar formação na área da filosofia para crianças e jovens à sua escola ou biblioteca esc

desde 2008 que a filocriatividade desenvolve acções de formação para professores, educadores, professores bibliotecários e demais agentes educativos. nesse sentido, preparei três formações que podem viajar até à sua escola e/ou biblioteca escolar ou centro de formação.

 

que acções são essas? 

* Os porquês da palavra porquê - o que é a filosofia para crianças e jovens?

* Fazer da criatividade um hábito - mapas mentais e chapéus às cores em sala de aula

* Ler para perguntar, perguntar para ler - o que são livros perguntadores?

 

qual é a duração de cada acção?

a duração das acções é ajustada às necessidades do grupo. 

consoante a duração das acções (3h, 6h ou 9h) os conteúdos serão mais ou menos aprofundados e haverá mais ou menos possibilidade de fazer exercícios que permitam aos formandos apropriar-se das ferramentas. 

 

estas acções podem ser acreditadas junto do centro de formação?

sim, as acções podem ser acreditadas. 

 

as acções são online ou presenciais? 

as acções podem acontecer no formato presencial ou online. na opção online podemos trabalhar de forma síncrona e/ou assíncrona. é uma questão de conversarmos e ajustarmos "o fato à medida". 

 

como posso saber mais? 

basta que envie um e-mail para joana@filosofiaparacriancas.pt ou que me contacte através das redes sociais. 

 

 

 

do espanto

O thaumatsen grego (o maravilhar-se, o encantar-se) é o motor que fez Tales de Mileto querer entender a arché, o princípio substancial, e, dialogando com o que percebia e sentia, propor suas ideias para a comunidade. O thaumatsen é encantamento, movimento, experiência, relação do ser que pensa o mundo, no mundo e com o mundo. Essa relação não é propriedade de ninguém, está a saltitar pelo universo, provocando a todos os atentos. Não tem nacionalidade nem paradeiro, é peregrina.

Não se trata de reivindicar aos africanos pensamentos gregos ou alemães, similitudes ou parentesco, trata-se de trazer todo mundo para roda e para dançar juntos. O bonito da Filosofia em sua historicidade é a sensação de um grande diálogo com muitos que nos antecederam e que foram questionados pelo viver e a ele responderam como puderam.

Lara Sayão no prefácio do livro de Nei Lopes e Luiz António Simas, Filosofias Africanas, pp. 12 e 13.

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filosofia para crianças - formação online

- Academia Best Care Agency

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Se é professor ou auxiliar do pré-escolar ou 1º ciclo básico, e procura formas diferentes de estimular as suas crianças, este curso foi a pensar em si.

💡 𝐓𝐞𝐦𝐚: A filosofia enquanto ferramenta que provoca o pensamento crítico e criativo
💡 𝐐𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨: 12, 19, 26 de outubro, e 2 e 9 de novembro 2021 das 19h às 21h
💡 𝐎𝐧𝐝𝐞: Online (aulas síncronas)
💡 𝐎𝐛𝐣𝐞𝐭𝐢𝐯𝐨: Criar espaço e tempo para desenvolver competências de pensamento crítico, criativo, colaborativo e cuidativo
💡 𝐅𝐨𝐫𝐦𝐚𝐝𝐨𝐫𝐚: Joana Rita Sousa 
💡 𝐕𝐚𝐥𝐨𝐫: 150€  (promoção por 144€ até 1 de outubro 2021) 

 

mais informações AQUI 

aproveite para conhecer o trabalho e as soluções da Best Care Agency 

filosofia: da prisão à revista científica

Por participar ativamen­te das atividades, Alves de­cidiu, em agosto de 2020, cursar pós-graduação em “Aconselhamento Filosófi­co”. Com apoio do docente Edson Renato Nardi, de­senvolveu o artigo “Acon­selhamento Filosófico no Cárcere: A Educação Es­tóica como Chave para a Liberdade”, que foi publi­cado em edição especial da revista Biblioteca Digi­tal de Periódicos, mantida pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

“O artigo foi desenvol­vido dentro das sessões de Aconselhamento Filosófico. Trata-se de um conjunto de atividades desenvolvidas em vários países e buscam apresentar, de maneira prá­tica, diversas formas de en­contrarmos soluções para os nossos problemas, fazen­do uso da filosofia estóica como ferramenta transfor­madora. No Brasil, esse projeto oferece benefícios dentro da filosofia aplicada no dia a dia e também me motivou na escolha da mi­nha especialização”, explica. (via Tribuna Ribeirão

 

a notícia foi partilhada no facebook pelo professor Jose Barrientos Rastrojo, autor do projecto e que o desenvolve a partir de Espanha. 

 

Flávio dos Santos Alves, 32 anos, concluiu estudos em pedagogia e em aconselhamento filosófico, enquanto cumpria pena na prisão:

“Aprendi a tratar os in­fortúnios da vida de manei­ra serena e com a certeza de que tudo é mudança, que podemos nos tornar pessoas melhores e mais fortes inter­namente”, pontua Alves que, atualmente, está recluso no Centro de Progressão Peni­tenciária (CPP) de Jardinó­polis. A sua história com os estudos, porém, começou em 2016, quando ele cumpria pena em regime fechado, na Penitenciária I de Serra Azul.

 

no Brasil, o professor Edson Renato Nardi leva a cabo o trabalho da filosofia nas prisões. veja aqui esta entrevista às pessoas envolvidas no projecto, na Penitenciária I de Serra Azul SP. 

 

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palavras preciosas

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“Existe um país onde as pessoas quase não falam. É o país da grande fábrica das palavras. Neste estranho país, é preciso comprar e engolir as palavras para pronunciá-las. (...) Há palavras que são mais caras do que outras e que raramente são ditas; a não ser que sejamos muito ricos. No grande país da grande fábrica, falar sai caro!

Quem não tem muito dinheiro, remexe os caixotes de lixo à procura de palavras, mas as que encontram não são muito interessantes: há muitos “excrementos de cabra” e “rabos de coelho”.”

A grande fábrica de palavras - Agnés de Lestrade, Valeria Docampo, editora Paleta de Letras

 

proposta de exercício: se vivesse num país como aquele que está descrito no excerto do livro e só pudesse comprar 4 palavras - que palavras seriam essas? e porquê essas palavras?

 

partilhe as suas palavras preciosas nos comentários! 

a filosofia, uma obsessão pela transparência

- por António de Castro Caeiro

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nos manuais de filosofia é comum encontrar-se a leitura de filosofia como amor à sabedoria. o professor António de Castro Caeiro apresenta-nos uma leitura diferente dos termos: filo como obsessão e sofia como transparência.

a filosofia é um saber prático que lida com a opacidade, procurando ultrapassá-la. trata-se daquilo a que em inglês se chama skill, de uma técnica, de uma actividade que exige perícias.

os filósofos e as filósofas são seres obcecados e obcecadas pela transparência, são agentes do adágio grego: saber é fazer. o saber prático resulta de uma transparência, da “resolução da opacidade".

“Os gregos acentuam precisamente a função prática de saber fazer”, diz-nos Caeiro na aula 1 do ciclo O que é a filosofia?, disponibilizado na plataforma spotify pelo CCB. 

 

 

hoje e amanhã: 4.º congresso internacional da sociedade portuguesa de filosofia

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o programa do 4.º congresso é bastante rico e inclui duas mesas dedicadas à filosofia para crianças, nas quais participam:
 
• Dina Mendonça (Universidade Nova de Lisboa): Filosofia para Crianças e Filosofia das Emoções
• Magda Costa Carvalho (Universidade dos Açores): A filosofia para crianças na Universidade
• Florian Fraken Figueiredo (Universidade Nova de Lisboa): Philosophy for Children and new possibilities for the practice
• Dilar Cascalheira & Chrysi Rapanta (Universidade Nova de Lisboa): Argumentação como método de ensino em Filosofia
• Maria Teresa Santos (Universidade de Évora) Filosofia para Crianças: necessidades e possibilidades para a projetar nas linhas de um horizonte futuro
• Joana Rita Sousa (Filocriatividade): Uma prática teórica, uma teoria prática: filosofia para crianças e criatividade
• Tomás Carneiro (Investigador independente): Filosofia para crianças: uma filosofia do comum
 
para mais informações sobre o congresso, visite o website da sociedade portuguesa de filosofia

como identificar momentos de pensamento crítico na sala de aula

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indicadores de pensamento crítico

no artigo 16 Characteristics Of A Critical Thinking ClassroomTerry Heick avança com uma proposta: encontrar alguns indicadores da presença do pensamento crítico na sala de aula. porém, o autor sublinha que, mais importante do que procurar indicadores claros que se colocam numa tabela, o professor ou professora devem procurar criar uma cultura de pensamento crítico na sala. 

"(...) o pensamento crítico não parece ser uma instância cognitiva recorrente nos seres humanos, e por isso é necessário que ele seja fomentado e fortalecido através da educação, nas escolas e universidades. Os estabelecimentos de ensino, por sua vez, devem dedicar-se à implementação de uma cultura do pensamento que forneça estímulo constante ao desenvolvimento intelectual dos estudantes, para que assim eles sejam desafiados a estruturar argumentos adequadamente embasados para justificar as suas ideias, e tenham as habilidades e a disposição necessárias para avaliar as afirmações a que forem apresentados, bem como as suas próprias crenças e ideias mais arraigadas." (Guzzo & Guzzo). 

voltaremos à cultura do pensamento um pouco mais à frente. vejamos a proposta de Heick e alguns dos indicadores apontados no artigo:

💬 as afirmações dos professores e dos alunos estão sujeitas a análise crítica, podendo ser revistas a qualquer momento

💬 a imprevisibilidade, a incerteza e a disrupção são acolhidas pelo grupo

💬 a aprendizagem acontece motivada pela investigação e pelo pensamento, mais do que pelos conteúdos

💬 aprende-se o que é uma falácia e um viés de pensamento, a partir dos diálogos que acontecem em grupo

💬 a humildade é praticada por todos, professores e alunos. dizer "não sei" ou "não tenho a certeza" faz parte do processo.

 

como é que colocamos estes indicadores em prática? fica o aviso: não será fácil e não será espontâneo. do meu ponto de vista exige treino da parte do professor ou professora na sala, que deverá estudar e saber aplicar o pensamento crítico. além disso, exige uma atitude de disponibilidade para aceitar a incerteza e o erro. ainda que Terry Heick defenda que esta sala de aula se deixa guiar pelas perguntas dos alunos, mais do que pelos conteúdos, considero que é possível partir dos conteúdos para praticar o pensamento crítico.

como?, pergunta o/ leitor/a. 

partilho algumas sugestões:

👉 aprenda o que é pensamento crítico e coloque em prática. 

👉 reveja os conteúdos que tem para abordar em sala e procure terreno fértil para aplicar o pensamento crítico (por exemplo, para trabalhar o que é um argumento). este momento leva-o/a a repensar a forma como normalmente aborda os conteúdos e pode exigir que pense "ok, vou fazer de conta que nunca trabalhei o conteúdo X. como é que o poderia fazer e ao mesmo tempo trabalhar pensamento crítico com o grupo?" - ou seja, se calhar terá de abandonar os hábitos que já têm e criar outros. 

👉 disponibilize-se a escutar as ideias e as perguntas dos alunos, pois por vezes são o ponto de partida para diálogos nos quais se podem treinar as falácias, por exemplo. 

👉 crie momentos de diálogo em sala de aula. não precisa ser uma hora inteira, avance com 10 ou 15 minutos. 

👉 não tenha receio de dizer "não sei" ou "não tenho a certeza" em frente ao grupo. ter consciência da nossa ignorância é um momento fundamental do pensamento crítico, para que possamos investigar mais e criar uma posição fundamentada sobre um tema. 

👉 estabeleça pequenas metas e não procure atingi-las ao mesmo tempo. um passo de cada vez!

 

tenho uma longa experiência de trabalho de mentoria, formação e consultoria com professores e educadores de várias disciplinas e graus de ensino que pretendem introduzir o pensamento crítico nas suas aulas. estou disponível para agendar um encontro (presencial ou online) no sentido de construirmos momentos de pensamento crítico 100% adaptados ao seu contexto. para o efeito, basta que me envie um e-mail para joana@filosofiaparacriancas.pt 

 

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a cultura de pensamento em sala de aula 

 

Uma cultura do pensar, argumenta Lipman, só pode ser criada a partir do comprometimento dos professores e da escola, com o desenvolvimento de habilidades cognitivas. A prática da maior parte dos professores, segundo Lipman, reflete um paradigma educacional tradicional, que objetiva a transmissão de conhecimento pronto e formatado do docente para o aluno, em um sistema no qual o professor é a autoridade detentora da informação, que precisa ser apreendida pelo aluno. Não há, dessa forma, grande espaço para o questionamento, para a investigação e para a discussão de ideias, e a sala de aula transforma-se em um espaço tomado pelo dogmatismo, um ambiente que tende a formar estudantes acríticos e passivos, incapazes de elaborar argumentos ou explicitar razões que sustentem as ideias com as quais tiveram contato em aula, e a questioná-las. (Guzzo & Guzzo). 

 

mais do que uma competência, o pensamento crítico é uma atitude, uma disposição para encarar a realidade (escolar e não só):

After watching the effect of disinformation on recent national and global events, it has occurred to me that critical thinking is less of a skill and more of a willingness or habit. In short, critical thinking is a mindset. As I’ve said before about reading–here, for example, in Why Students Should Read–is that while it’s important that students can read, it’s more important that they do read.

And critical thinking–thinking rationally, with reason and evidence, humility and knowledge, understanding and skepticism–is similar: it’s important that students can think critically but it’s more important that they do think critically.

In this way, critical thinking has to be a mindset. (Terry Heick

 

pensamento crítico é prática - e por isso insisto tanto que o professor ou a educadora que queira levar o pensamento crítico para os seus grupos se veja como um aluno ou uma aluna e se predisponha a treinar o pensamento crítico. pessoalmente, é como se o treino do pensamento crítico fosse a oportunidade perfeita para não deixar de ser aluna. 

ler e praticar pensamento crítico mantém-me perto do erro e daquela "f word" tão assustadora: falhanço. ainda que pareça algo super racional e alheado das emoções e do contexto onde é aplicado, o pensamento crítico é uma forma de praticarmos a nossa humanidade.

voltarei a este tema num próximo artigo.

até lá, acompanhe a filocriatividade aqui no blog, no instagram ou no facebook e também através da newsletter

 

 

 

 

4 sugestões de livros para adolescentes

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nos últimos tempos tive encontros felizes com livros dedicados ao público juvenil e adolescente. estas 4 sugestões que partilho hoje são livros verdadeiramente perguntadores. 

preparado/a para aumentar a sua lista de compras na feira do livro? vamos a isso!

 

- coisas que acontecem, de inês barata raposo e susa monteiro (bruáa)

- aqui é um bom lugar, de ana pessoa e joana estrela (planeta tangerina)

- desvio, de ana pessoa e bernardo p. carvalho (planeta tangerina)

- gosto, logo existo, de isabel meira e bernardo p. carvalho (planeta tangerina)

 

conhece algum destes livros? tem outras sugestões de leitura para os jovens? partilhe nos comentários!

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