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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

"joana, temos esta situação para resolver" - filosofia no jardim de infância

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na sala dos 3/4 anos, os caçadores de sonhos continuam intrigados com aquilo que vemos quando olhamos para o espelho. recordámos as oficinas anteriores e investigámos, não com o espelho que eu levei, dentro de uma caixa, mas com os dois espelhos que existem na sala. o que vemos quando olhamos para o espelho? 

quando olhamos para o espelho, as pessoas que lá aparecem existem mesmo ou não? existem mesmo? não existem? as opiniões dividiram-se. 

e eu continuo a existir mesmo que não esteja a olhar para o espelho? sim? não?

"sim, porque tu agora não estás a olhar para o espelho e estás a falar"

"sim, porque nós estamos a ver-te"

quem diria que iríamos abordar questões metafísicas, assim, de um dia para o outro?

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na sala dos 4/5 anos, os habitantes do reino da fantasia estiveram a arrumar ideias: literalmente. cada pessoa arrumou a sua ideia tonta ou ideia normal, procurando justificar o porquê de ser tonta e de ser normal. não é um trabalho fácil e por isso, como não temos pressa,  vamos avançando devagarinho. procurar os critérios para dizer que uma ideia é tonta ou normal é um trabalho que exige tempo e que se reveja cada critério, conforme vamos avançando. para já, eis o que descobrimos acerca de um polvo:

- se o polvo for uma "ideia normal":

tem tentáculos

tem riscas no corpo

tem pernas

tem muitos braços

tem bolinhas que colam

tem boca e olhos

não tem cabelo

- se o polvo for uma "ideia tonta":

não tem pernas

só tem óculos

não tem olhos

podes pôr o nariz porque é uma ideia tonta

é careca

 

não tivemos tempo para avaliar estas ideias: vamos ocupar-nos disso na próxima oficina. 

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para acompanhar o trabalho no jardim de infância 2018/2019:

oficina #1

oficina #2

oficina #3

oficina #4

a Oficina do Platão: filosofia para e com jovens, em Telheiras

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a Oficina do Platão acontece às quartas, às 14h, no centro Ser Mais (Rua Professor Mário Chicó, 2F, Telheiras, Lisboa, ao lado dos CTT, em Telheiras).

a próxima oficina está agendada para o dia 12 de dezembro e poderá inscrever os seus filhos.

no ano passado foi assim: perguntas e mais perguntas, com um grupo motivado e curioso!

as inscrições estão abertas e podem saber mais através do e-mail  geral@centrosermais ou dos telefones 968 222 980 | 914 257 323

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experimentar os diferentes pontos de vista e...

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...explicar o que é uma ideia tonta e uma ideia normal: são estes os desafios que as salas dos 3/4 e dos 4/5 aceitaram e têm vindo a explorar, de há umas semanas para cá. sem pressas, pois a filosofia faz-se respeitando o ritmo de cada um.

 

é importante que o grupo se conheça - e não me refiro aqui ao "sabermos os nomes uns dos outros" ou "qual a fruta preferida". é importante que o grupo conheça as potencialidades, as curiosidades, as vontades de cada um, no que respeita ao pensar em grupo.

 

isso implica experimentar coisas simples como não ter o braço no ar enquanto o amigo que tem a vez para falar está a dizer coisas ou mesmo a pensar, em silêncio. ou dar a vez para que um amigo que não fala tanto possa dar uma ideia para o grupo. são gestos simples, difíceis por vezes de colocar em prático: ainda a pergunta vai a meio e já há muitos braços no ar e "eu! eu! eu!" com calma, recuamos e começamos de novo: vamos ouvir a pergunta até ao fim e depois colocamos o braço no ar, em silêncio.

 

o silêncio é fundamental: para nos ouvirmos uns aos outros e até aos nossos próprios pensamentos. com gestos simples, treinamos este respeito pelo outro, pelo seu tempo para falar ou para pensar, pelo silêncio que é de e para todos. 

 

*

para acompanhar o trabalho no jardim de infância 2018/2019:

oficina #1

oficina #2

oficina #3

 

sophia network meeting | 2019: thinking the unthinkable

The Sophia Network Meeting will take place in Galway at the National University of Ireland, Galway (NUIG) on the 1st and 2nd of June, and as a bonus, the NUIG invites delegates to a P4C Symposium on the 31st of May. The SOPHIA Network Meeting this year is being co-hosted by Philosophy, NUI Galway Philosophical Dialogue Project – NUI GalwayLittle Rainbow Academy Ireland and Curo

If you would like to join us, please register here 

Thinking the Unthinkable

The theme for the Sophia Network meeting 2019 is Thinking the Unthinkable. This can be interpreted as philosophical creativity – thinking of ideas that have never been thought of, as well as philosophical critique – thinking that goes against traditional or established ideologies. Ireland can be said to have had its share of thinking the unthinkable with the 34th amendment on same-sex marriage, and perhaps it’s reputation as the green/emerald isle will provoke new ideas on nature and the environment.

Call for Papers Deadline: February 28th, 2019

 

 

uma reflexão sobre a filosofia e a filosofia aplicada

nos passados dias 5 e 6 de Setembro de 2018 realizou-se na UBI o 3º Congresso Internacional de Filosofia, organizado pela Sociedade Portuguesa de Filosofia.

pela primeira vez, neste Congresso, houve lugar para um painel sobre filosofia aplicada. 

 

nos intervalos do Congresso falou-se sobre filosofia e a filosofia aplicada, sobre filosofia dentro e fora da escola. e também sobre a filosofia académica e "a outra".

 

partilho convosco as palavras de Jose Barrientos-Rastrojo (via facebook) sobre esta questão:

 

"Medio centenar de ponencias y mesas sobre Filosofía Aplicada y Filosofía con/para Niños en el último World Congress of Philosophy, principal evento mundial de Filosofía, ¿no debería ser suficiente razón para que reflexionen los Decanos y sus equipos de las facultades europeas de Filosofía que aún no disponen de estrategias para la integración de la disciplina en los planes de estudios? Aún más, ¿no debería ser razón suficiente para que los futuros estudiantes de filosofía decidan matricularse prioritariamente en las carreras que ofrezcan esta opción? Incluso, ¿no es momento de movernos, quizás, de compartir esta breve reflexión en los "muros" de quien esté leyendo este mensaje?
Una decena de las mejores Facultades de Filosofía en Latinoamérica están dando pasos elocuentes para su implantación desde hace una década. Ya existen Masteres, Licenciaturas y formaciones de profesores universitarios en esta línea en Meso y Sudamérica. Gratifica saber que su energía se adelanta a cierta senectud europea. Ojalá el recelo se abisme en el viejo continente y la cordura se imponga..."

 

 

Sabine Yang: "Wonder should be the core capacity that we human should always treasure."

I met Sabine Yang on facebook. Social media has been such a great tool to find and to talk about P4C with investigators, teachers, facilitators all over the world. Yang Yanlu (Sabine Yang) is from China; she's a Ph.D candidate from the department of Philosophy at ZheJiang University, major in German Philosophy. From 2013 till now, Sabine Yang is doing P4C at Kindergarten, Primary School, Bookstores, Libraries and other public places.

 

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Can you recall the first time you heard about philosophy for children (p4c)?

I was a little bit astonished and at the same time very curious about it. At that time I was doing my Master of Philosophy and I encountered a Chinese book about p4c, then I got to know there was a thing called p4c and started to practice it.

 

How did you started working with p4c?

It was not easy to carry out this programm, since I was only a student and it was hard for me to find the kids. But later with the help of the community near my home, I organized a non-profit activity of p4c in my community. Even though there were few kids,maybe 3 or 4 at that time, we started to read the picturebook of Arnold Lobel, that was Frog and Toad, very dramatical story. The theme we discussed  was Bravery. Kids were very fascinated with the story and after reading the story they began to share their experience of bravery. Then we went to some deeper question, like should the bravery be afraid of nothing, what is bravery on the earth? That was my first p4c class, it was very interesting experience.

 

Do you think p4c is necessary to children? Why?

Definitely. We are facing the Artificial Intelligence Age, many people’s job will be later replaced by the machines. I was always wondering what could not be replace by AI. Yet the power of Wonder and the capacity to raise question belongs to human mind. P4C encourage children to raise their own questions and let them wonder about all the things they feel interested. As Aristotle once said: Man is desired to know. Wonder should be the core capacity that we human should always treasure.

 

Nowadays children (@ Portugal) have a lot of activities at school and after school. Why should we take philosophy to schools?

Philosophy at schools are probably good to the reform of curriculum. In traditional classes, children have not so much freedom to raise their own questions and mostly they have to answer the question which they may be not so interested in. If a class of Math can combine some p4c elements, then the children could be better motivated to find the question and figure out by cooperation. Besides inter-curriculum, the sole p4c class is also benefit to the children, since they are quite relaxing in such kind of atmosphere, staying in circle and enjoying the place of intellectural and emotional safety.

 

What makes a question a philosophical question – from a p4c point of view?

A philosophical question is a big question which could not be answered in the framework of science or any empirical study. Such question have no final answer and only a temporary reply. A philosophical question is open to all the people,no matter how old they are. Everyone has the right to think about it and find the meaning of their own.

 

What’s the biggest challenge p4c faces, nowadays?

I recognized the biggest question lying in the training of teachers. We’ve seen lot of teachers willing to change their pedagogical methods when the way of teacing are  implanted by p4c. But it’s still hard to make this change since we face the stress of established teaching objectivities and other rules in school. P4C pursuits the uncertainty of answer, which will be a conflict to a world, which is based on right answer  in the exam-oriented education.

 

Can you give the teachers and the parents some kind of advice to help them deal with the children’s questions?

When you hear about children’s question,you don’t have to reply at once. You should first examine the question: Is it a question that we could find the answer from google or any other books? Then just help them to  find them. If you realised that it was a big question like philosophical question, you can encourage the children to anwer first and then you discuss with them. Children’s questions are very diversed,sometimes adults would feel at a loss or embarrassed, sometimes even annoyed, but that’s quite normal. We can’t answer all the questions and not all the questions has the ultimate answer.

 

Did the children ever surprised you with a question? Can you share that question with us?

Yes, they surprise me all the time. For example, last Friday when we talked about “Share”, a young boy asked the whole class: Shall we share the death? Then one of the  student answered: I’d like to share, but I don’t wanna die! I also don’t wanna you die! Then replied the young boy: But we have to die. That question did make stress to us, and the students I observed were not happy anymore. Maybe it’s the time to deal with the thinking of death next class.

Carlos Carvalho: "(...) é necessário haver um espaço no qual a criança aprenda a refletir."

O Carlos foi um dos meus companheiros de viagem no 1º ano do mestrado de Filosofia para Crianças e Jovens, na Universidade dos Açores (na altura Pós-Graduação, ainda). 

É licenciado em Filosofia, Ramo Educacional, Mestre em Psicologia (Contextos Educativos), e pós-graduado em Filosofia para Crianças, pela Universidade dos Açores.

Possui vasta experiência no ensino, quer profissional, quer regular, desde a leccionação e coordenação, passando, igualmente, pela Direcção Técnico-Pedagógica, enquanto Director Pedagógico, em 2005-2006, na Escola Profissional Monsenhor João Maurício de Amaral Ferreira. Tem também experiência acumulada em diversos Programas de Ensino, tendo como público-alvo adolescentes e adultos, tais como Profij (II e IV) e Reativar, incluindo leccionação no Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada, e coordenação do Programa Erasmus +.

O Carlos vive rodeado de azul e verde, de ilha em ilha, no magnífico arquipélago dos Açores. Foi precisamente neste contexto, da Pós-Graduação, que o Carlos teve a sua primeira experiência enquanto facilitador. 

 

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Lembras-te da primeira vez que ouviste falar de filosofia para crianças?

Não exactamente. Provavelmente, com consciência, há volta de 10 anos…. 2007, 2008.

 

Como é que começaste a trabalhar nesta àrea?

 A primeira sessão conduzida por mim foi no âmbito da Pós-Graduação que fiz, na Universidade dos Açores, em “Filosofia para Crianças”.

 

Consideras que a fpc é necessária para as crianças? Porquê?

Sim, muito importante. Provavelmente a minha resposta não traz nada de novo perante o que as autoridades na matéria dizem, mas defendo que é importante porque é necessário haver um espaço no qual a criança aprenda a refletir. As tecnologias trouxeram fontes infinitas de informação, em quantidades que eram inimagináveis nos meus tempos de criança. No entanto, essa informação não é tratada, mas sim tratada de uma forma descartável: “play”, “vejo”, “termino”, carrego imediatamente “num próximo play”. Aliás, esta é uma sequência comportamental que é já um padrão da educação das nossas crianças, sem qualquer momento de análise.

 

Hoje em dia as crianças, em Portugal, têm muitas actividades na escolar e depois da escola. Por que havemos de levar a filosofia para as escolas?

Devemos levar a Filosofia para as escolas pela razão que acima apresentei. Mas é uma questão que, em termos práticos, não é fácil de materializar. De facto, as crianças têm muitas atividades, na escola, e depois da escola. Parece que é um mal socialmente reconhecido, assente, não havendo tempo para o chamado “tempo para ser criança”. Por outro, quando ouvimos os professores de cada área correspondente a essas atividades, parece que faz todo o sentido incluir essas atividades…… O mesmo se passará com a Filosofia.

 

O que faz com que uma pergunta seja uma questão filosófica – do ponto de vista da fpc?

Em relação à Filosofia para Crianças, não creio que haja, ou não creio que deva haver, diferença ou cedência de requisitos para que uma questão seja Filosófica. Tal como na “Filosofia Adulta”, as questões filosóficas na “FPC” também deverão ser “existenciais e valorativas”; “não podem ter solução científica ou técnica”; “não podem ser questões de facto” e “devem ultrapassar o domínio da legalidade”.

 

Quais são os maiores desasfios que a Fpc enfrenta, nos nossos dias?

Enfrenta o preconceito generalizado que as pessoas e o sistema de educação têm em relação à Filosofia: a Filosofia não serve para nada.

 

Podes dar alguns conselhos aos professores e aos pais para os ajudar a lidar com as perguntas das crianças?

1º) Nunca ignorar as questões das crianças;

2º) Dar valor a cada questão formulada.

 

Alguma vez foste surpreendido com uma pergunta de uma criança? Podes partilhar connosco que pergunta foi essa?

 Provavelmente sim, mas, depois de pensar muito nessa questão, não há nenhuma em particular que me ocorra.

 

 

Jose Barrientos-Rastrojo: "(...) habría que preguntarse (también) qué hace una respuesta filosófica para validar el trabajo en las sesiones."

Conheci o Pepe Barrientos-Rastrojo em 2007, num congresso da APAEF (Associação Portuguesa de Aconselhamento Filosófico, onde também conheci a Celeste Machado, com quem comecei a trabalhar, uns anos depois, na área da filosofia para crianças.

O Pepe foi o orientador da minha tese de mestrado, na área dos recursos humanos e filosofia aplicada. Trabalha na Universidade de Sevilha, onde é professor e investigador. A sua tese de doutoramento versava sobre Maria Zambrano. 

Os nossos encontros têm sempre como motivação a partilha na área da filosofia aplicada, seja na consultoria filosófica ou na filosofia para crianças. Julgo que a última vez que estivemos juntos foi em Angra do Heroísmo, em Junho de 2014, durante o Encontro Internacional Filosofia para Crianças e Adolescentes: Aprender a Pensar em Comunidade, promovido pela Universidade dos Açores. 

Contactei o Pepe via twitter e perguntei se estaria disponível para responder a algumas questões. O "SIM" foi imediato. Por saber que o Pepe lê bem em português, escrevo esta introdução na minha língua natal. 

Podem acompanhar o Pepe no facebook e no twitter

 

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¿Te acuerdas cuando fue la primera  vez que oíste hablar de filosofía para niños?

Empecé en Filosofía Aplicada individual hace un par de décadas. En aquela época, escuché referencias a Matthew Lipman y a su programa.

Mi dedicación a las consultas individuales y mi interés en autores de la orientación filosófica individual me separó, inicialmente, del interés por este campo hermano. Sin embargo, siempre pensé que ambas bebían de un mismo espíritu analítico-discursivo. Esto se ponía de manifiesto en las metodologías de trabajos: el análisis de argumentos, la creación de conceptos, el interés por las falacias, la erradicación de las opiniones, etc… Por ello, siempre regresaba a la lectura de algunos de sus textos de forma recurrente.

 

¿Como has empezado a trabajar en este area?

Mi dedicación definitiva a este área de conocimiento surge cuando mi Departamento de la Facultad de Filosofía me encarga la impartición de la asignatura en 2010. Un profesor del Departamento, José Agüera, se había jubilado y había trabajado mucho en la materia. De hecho, desarrolló un grupo de investigación oficial e implantó la asignatura en la Facultad de Ciencias de la Educación. Lamentablemente, nunca nos conocimos personalmente. El hecho de que nadie se sintiese en disposición de impartir la materia y la circunstancia de que yo  era el último en elegir asignatura derivaron en que se me asignase. Hoy, no estoy dispuesto a abandonarla puesto que no existe ningún profesor que posea conocimientos téoricos y prácticos en la misma. De hecho, sólo una becaria se ha interesado en el tema. El programa básico de la materia puede consultarse en este link http://www.us.es/estudios/grados/plan_194/asignatura_1940025/proyecto_960055

El primer año la asignatura contó con cuatro alumnas, pero hemos llegado a contar con más de cincuenta. He procurado no superar una máxima de treinta alumnos para poder realizar talleres todas las semanas.

La asignatura consta con una parte teórica, una parte práctica y una aplicada. La teórica enseña los contenidos básicos y realiza prácticas de pensamiento crítico y lógica informal; la práctica realiza quince talleres reales durante el semestre y la aplicada exige que los alumnos realicen grupalmente una sesión con niños reales y lo graben en video.

Asimismo, generé un proyecto con estudiantes hace un lustro en una escuela de Sevilla. La actividad quedó reflejada en un capítulo del libro Filosofía para Niños y capacitación democrática freiriana, elaborado por Sara Mariscal Vega.

 

¿Consideras que la FpN es necesaria para los niños? Por qué?

Considero que es necesario el desarrollo de las habilidades de pensamiento que incentiva la Filosofía para/con niños por razones aducidas por sus teóricos: mejora de las capacidades democráticas, incremento de capacidades cognitivas y creativas, promoción de las habilidades reflexivas, lucha contra la ideología social que reduce la autonomía de los ciudadanos, quienes ni siquiera son conscientes del engaño,…

Sin embargo, pienso que el modelo de racionalidad de la disciplina es restringido. Al basarse en la tradición discursiva y analítica, la metodología de trabajo olvida otros tipos de pensamiento. En este sentido, autores como Kohan o Sátiro son modelos para la extensión de los modos de trabajo en las sesiones.

Mi propuesta pretende avanzar en este sendero y incentivar la dimensión “filosófica” de la disciplina de un sentido profundo y amplio. Esto supone el avance en el trabajo de metodologías fenomenológicas, hermenéuticas, pragmatistas, etc… Este avance supone una aplicación profunda de las metodologías de Husserl, Gadamer, Romano, Rorty, Vattimo (entre otras) de una forma seria y rigurosa. A tal fin, se precisa de un conocimiento profundo de cada uno de estos autores, de sus conceptos fundamentales, el modo en que entienden la filosofía y sus objetivos. Asimismo, se exige una cabal comprensión de cómo aplicar cada fase y conceptos de esos autores en las sesiones. Por último, se precisa creatividad y agudeza para realizar dinámicas que respeten la dimensión filosófica de esas metodologías y se mantenga el interés de los niños. Un ejemplo de ellos será la ponencia que impartiré en el próximo congreso de la Sociedad Portuguesa de Filosofía en la Universidade de Beira Interior en Covilha en septiembre de este año.

Este planteamiento usa un conjunto de metodologías que exceden la racionalidad del proyecto lipmaniano, que, considero, ha sido y es esencial hoy día, como he señalado. Un primer intento de jugar con otras racionalidades procede del taller de creación de cuento, inspirado por Jorge Sánchez-Manjavacas, y que he aplicado en varias partes del mundo. Su teoría aparecerá en las actas del último congreso de la NAACi realizado en Puebla (México) por María Teresa de la Garza y María Outón. Otro es la aplicación de las nociones maestras del pensamiento de Richard Rorty en talleres de Filosofía Aplicada para Niños y Adolescentes.

 

¿Hoy en día los niños en Portugal tienen muchísimas actividades en la escuela y fuera de ella. ¿Por qué debemos tener filosofía en las escuelas?

Creo que es importante también tener otras materias vinculadas con las humanidades. Todas ayudan al sujeto a desarrollar su propia identidad. La filosofía ayuda al pensamiento crítico y a la optimización de otras capacidades como el gobierno de las emociones (estoicos), la sutileza (Dusn Scoto) y la visión profunda de la realidad (María Zambrano), la comprensión del otro (Buber), de las culturas ajenas (Levinas) y de las bases de lo real (Gadamer), la recuperación de la experiencia en tanto en cuanto se está dando o el mundo de la vida (Husserl), el fomento de la solidaridad y la lucha contra la crueldad (Rorty), la comprensión de la realidad no sólo intelectivamente sino desde percepciones corporales (Merleau Ponty), el enriquecimiento de las de virtudes noéticas y la lucha contra los vicios epistemológicos (Aristóteles, Descartes) y morales o éticos (Kant) o la generación y crítica de nuevos valores como la ética ambiental y animal (Peter Singer), entre otros. El desafío está en cómo implementar esto no sólo intelectivamente sino mediante una acción que produzca cambios profundos (experienciales) en el sujeto. Precisamente, los últimos años he trabajado sobre esa Filosofía Aplicada Experiencial en adultos y niños (puede verse algo en https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/5756036.pdf).

 

¿Qué hace que una pregunta sea una pregunta filosófica - desde el punto de vista de la FpN?

¡Buena pregunta!

Considero que no sólo hay que crear preguntas filosóficas. A pesar de que el trabajo con preguntas es importante en las sesiones hay que contemplar, sobre todo, cómo se implementan filosóficamente el resto de las condiciones: por ejemplo, el tiempo y el espacio, el tipo de palabras que se usan, la relación que se crea en los talleres, los modos en que se percibe la realidad, el tipo de racionalidad sobre el que se basan el diálogo, el tipo de diálogo generado. Cada uno de estos aspectos ha de dotarse de esa notación filosófica, que como digo, no sólo atañe a las preguntas. De hecho, habría que preguntarse (también) qué hace una respuesta filosófica para validar el trabajo en las sesiones.

La respuesta a la condición filosófica de preguntas, tiempos, espacios, palabras, relaciones, racionalidades o modos de diálogos, por citar sólo algunos elementos, exigiría un capítulo o libro completo. Sin embargo, detengámonos en un ejemplo para clarificarlo: Gadamer ha distinguido entre palabras instrumentales y palabras dicientes. Las primeras sirven para transmitir contenidos y corresponden a la de un manual de matemáticas que explica un problema; las segundas son transformadoras de la realidad y surgen en la poesía, pero también en el derecho cuando una ley crea una nueva realidad social. El conocimiento de esta distinción es propio del filósofo que trabaja y debería integrar el trabajo con ambos en el caso de una sesión. La distinción entre una palabra balbuciente (Zambrano), ideologizada por la sociedad (Mannheim), desfundamentadora (Deleuze) o incentivadora de la tolerancia (Rorty) deberían ser elementos conocidos por el filósofo e integrados en dinámicas particulares que permitieran al niño a agudizar su percepción.

Regresando a la pregunta filosófica, las respuestas que he leído en ocasiones sobre esto no me satisfacen (son abiertas, incentivan el pensamiento crítico) puesto que son propias de dinámicas pedagógicas y psicológicas. Quizás, me satisfaga la idea de que una pregunta filosófica es aquella que con potencia para incentivar su propia destrucción y la de sus presupuestos…

 

¿Cuáles son los mayores desafíos que se enfrenta hoy en día la FpN?

Como indicaba arriba, creo que el principal desafío es incentivar su dimensión filosófica mediante el desarrollo de metodologías y evitar caer en un esquema analítico en que nació. Esta afirmación no se opone a esa estructura sino que la considera limitada, reducida y reductora (cuando señala cómo únicamente válida a esta racionalidad). Nótese que habría que diferenciar entre una Lógica para Niños y una Filosofía (Aplicada) con Niños. La segunda integra la primera; la primera es sólo una modalidad de la segunda.

 

¿Puedes dar algunos consejos a maestros y padres para ayudarles a lidiar con las preguntas de los niños?

Estar abierto al asombro, a sus lógicas, no imponerles respuestas (error de quien empieza), asumir que nosotros mismos dependemos de ideologías de las que no somos conscientes y dejar que ellos se conviertan, a veces, en adultos de los que hemos de aprender conocimientos tan olvidados en nuestra infancia como necesarios en nuestra madurez.

 

¿Alguna vez has sido sorprendido con una pregunta de un niño? ¿Puedes compartir con nosotros la pregunta?

No recuerdo muchas: soy de recuerdo limitado. En fin, ¡nadie es perfecto!

 

*

 

Gracias, Pepe! Encontramo-nos na próxima semana, na bonita cidade da Covilhã!

 

diálogos à volta da amizade

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durante a semana passada a filosofia bateu à porta de sete turmas do 1º ciclo, a propósito da "semana dos afectos".

a convite da Verbos Inúmeros, tive a oportunidade de filosofar sobre a amizade, com crianças dos 7 aos 10 anos. 

 

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parece fácil dizer quem é nosso amigo - mais fácil ainda é afirmar o "temos" em vez do "podemos" ser amigos de todos. parece que há aqui uma obrigação... ou será que aquilo que fazemos com os nossos amigos também se aplica aos desconhecidos? por exemplo, ajudar alguém a levantar-se, depois de cair?

 

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houve muitos aspectos interessantes nestes diálogos: o fazer uma pausa na amizade, podemos fazer de conta que somos inimigos e, na verdade, sermos amigos. podemos escolher os amigos e arranjar outros. 

 

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a amizade é um dos temas que tomamos por adquirido: toda a gente sabe o que é. e explicar? e compreender o que pensamos e sentimos face aos nossos amigos?  e partilhar essas ideias com os outros? - foi talvez aquilo que mais agradou à pequenada, poder parar para pensar sobre a amizade. sem julgamentos pessoais, só a partilhar e a trabalhar sobre as nossas ideias.

 

até breve, pequenos filósofos!

 

 

 

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