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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

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oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

ginásio do pensamento

- uma conversa em torno do pensamento crítico, da vida onlife e da filosofia (para crianças e jovens

no dia 7 de janeiro estive à conversa com o Tito de Morais, do projecto Miúdos Seguros na Net.

a conversa foi transmitida em directo, no facebook e no youtube, e abordámos os seguintes pontos: 

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os mapas mentais (mind maps de tony buzan) foram um dos tópicos abordados na conversa e nada melhor do que partilhar o mind map da conversa para justificar o seu uso, bem como as possibilidades de conexões que se colocam à nossa frente quando organizamos o pensamento desta forma. 

tive a oportunidade de partilhar esta ferramenta que uso para nos ajudar no diálogo, seja com crianças, com jovens ou com adultos:

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houve ainda lugar para partilhar algumas obras que me acompanham na prática e na preparação das minhas oficinas de filosofia para crianças e jovens. como prometido, aqui ficam as referências: 

 

Buzan, Tony. (2007). A Criança Inteligente. Cruz Quebrada: Oficina do Livro.

de Bono, E. (2005). Os Seis Chapéus do Pensamento.Cascais: Editora Pergaminho.

de Bono, E. (2003a). Pensamento Lateral.Cascais: Editora Pergaminho.

de Bono, E. (2003b). Ensine os seus filhos a pensar.Cascais: Editora Pergaminho.

Lipman, M. (1998). A Filosofia vai à Escola.São Paulo: Summus Editorial.

Fisher, R. (2013). Teaching Thinking.Londres / Nova Iorque: Bloomsburry.

Fisher, R. (2009). Creative Dialogue.Londres / Nova Iorque: Routledge.

 

alguns livros que referi como recurso para a prática dos pensamentos criativo e crítico:

colecção Filosofia para Crianças, de Oscar Brenifier (Dinalivro)

colecção Pequenos Filósofos, de Oscar Brenifier (Edicare) 

Wonder Ponder: filosofia visual 

 

tal como prometido partilho o meu e-mail para que possamos continuar a conversa iniciada no live que pode agora ser visto em diferido no facebook e no youtube

 

 

 

 

"quem és tu?"

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perguntas!

Outubro marcou o regresso às salas do Jardim de Infância, com a filosofia "às costas". na mochila levei dois livros que acabaram por não ser abordados no primeiro dia. porquê? bom, as crianças receberam-me com... perguntas!

 

bolinhas de sabão

na sala dos 3 / 4 anos a curiosidade à minha volta era muita: "quem és tu?" e "o que é que estás aqui a fazer?" - foram as perguntas que mais ouvi e ainda nem me tinha sentado na manta. depois de ocuparmos o nosso lugar no círculo, fizemos as apresentações e trabalhámos o que é isso de fazer uma pergunta. um tema que serve muito bem ao primeiro contacto das crianças com a filosofia, pois isto de perguntar e  de dizer confunde-se, por vezes. 

 

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tenda mágica

na sala dos 4 / 5 anos conheci caras novas e revi caras conhecidas. as crianças estão muito crescidas e foi surpreendente ver como se lembram de tantas coisas do ano lectivo passado. 

sabem o que investigámos? a magia. pois é, esta é a sala da tenda mágica e estamos todos muito intrigados com a magia que pode existir naquela tenda. vamos investigar o assunto e na próxima oficina trocamos ideias.

 

 

"joana, o que fazes?"

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no presente lectivo aceitei um desafio novo: o de apoiar alunos do 10.º e 11.º anos, na disciplina de Filosofia, usando as ferramentas da filosofia [para crianças e jovens].

trata-se de um regime de tutoria, one-to-one, apoiado nos conteúdos do programa de filosofia e que pretende, acima de tudo, treinar o pensamento crítico e pensamento criativo.

 

para mais informações: info@joanarita.eu 

 

10 perguntas comuns em torno da filosofia para crianças e jovens

[texto originalmente publicado no site Mulheres à Obra, 5 Setembro 2018]

 

Desde 2008 que trabalho na área da filosofia para crianças (FpC). Fiz formação – ainda faço – trabalho em jardins de infâncias, em escolas. Tive um projecto num ginásio. Levo as oficinas de filosofia a vários pontos do país – e não só. Dou formação a professores e educadores. Tenho recebido muitos e-mails a solicitar apoio, esclarecimento de dúvidas – sobretudo a quem desenvolve investigação nesta área.

Nem sempre é fácil explicar o que faço, pois há muitas ideias pré-concebidas e tudo o que é estranho provoca… estranheza.

Tenho coleccionado muitas perguntas sobre o meu trabalho e sobre a filosofia para crianças. Fiz uma lista das dez mais recorrentes – e partilho convosco algumas respostas curtas.

 

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  1. «Joana, dás aulas de filosofia? »

Não. No sentido convencional e tradicional do termo « aula » = alguém que tem o saber (conteúdos) e os transmite a quem não sabe. Nesse sentido, não dou aulas – ainda que possa falar do espaço e tempo durante o qual a filosofia acontece como aula.

  1. “Então tu és professora?”

Não – no sentido clássico do termo, não sou professora.

Sou facilitadora – ou dificultadora como gosto de lhe chamar. O meu papel é o de “obrigar” a parar para pensar, a aprofundar. Mergulhar no mundo dos pensamentos.

  1. “O que tu fazes é pôr as crianças a conversar umas com as outras?”

Não, isso elas já fazem. O meu objectivo é que haja diálogo. Isso implica que se pratique a escuta e o parar para pensar. Além disso, pretendo aprofundar as questões de forma filosófica.

  1. “Nessas aulas podemos dizer o que quisermos?”

Sim e não. Podes dizer o que quiseres, mas isso tem que ser submetido ao grupo para avaliar se é pertinente para a discussão em curso.

Além disso, também avaliamos a sua qualidade filosófica – e é aí que eu intervenho mais e dificulto as coisas.

  1. “Isso que fazes é um modelo pedagógico?”

Na verdade, a FpC é uma estrutura que facilita processos de aprendizagem. E é algo mais do que isso. Crio um espaço e um tempo em que é fundamental realizar exercícios de cariz filosófico. Sim, a filosofia para crianças transpira intencionalidade filosófica.

 

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  1. “Então basta preparar e ter um plano ou uma planificação, para chegar ao objectivo filosófico?”

Não. A preparação, em jeito de planificação é útil. O mais importante é atender àquilo que as pessoas estão a dizer e captar as suas implicações filosóficas e a riqueza para o diálogo. É fundamental a disponibilidade para o improviso.

  1. “Basicamente o que fazes é treinar pensamento crítico?”

Também. O pensamento crítico é fundamental neste processo. Há outras dimensões: a criatividade, o caring thinking (Lipman) e a dimensão colaborativa (afinal, somos um grupo que se junta para pensar… em conjunto!).

  1. “Não achas que isso é muito difícil para as crianças? É muito abstracto.”

As crianças têm uma linguagem própria e uma experiência que é sua. A FpC abre espaço para que se possam manifestar, à medida da sua linguagem e da sua experiência. A partir daí, extraímos o sumo filosófico.

  1. “Então e tu jogas às cartas com as crianças, é isso?”

Faço jogos, sim. Utilizo muitos recursos que facilmente se associam ao jogo (quantos-queres, jogos de cartas, jogo do galo…). A ideia é partir de um recurso simples e lúdico para o trabalho filosófico. O jogo – tendo elementos físicos, nos quais as crianças podem mexer e até levar para casa – ajuda-me a tornar a filosofia palpável.

  1. “E as crianças gostam?”

Nem todas. É como a sopa: nem todas gostam, mas nem por isso deixamos de lhes dar sopa. É importante para elas, certo?

 

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Assim é a filosofia: difícil, pois obriga a parar. Divertida, por nos permitir brincar com o pensar. Gosto da imagem da FpC como um ginásio para os músculos do pensamento. E todos nós sabemos como treinar provoca dores, num momento inicial. Depois há que manter a disciplina de treino.

 

leituras de verão

 

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exercícios de leitura

 

um dos exercícios que propunho a outros e que procuro levar a cabo consiste na leitura de obras filosóficas intercaladas com obras de outra índole. li várias obras de vários filósofos durante a licenciatura, ainda que tenha consciência que nem todas li na íntegra. é por isso hora de dar "uso" aos livros aqui da biblioteca pessoal e ler, de fio a pavio, sem desistir. mesmo que sejam textos difíceis. persistir! 

 

ética e wittgenstein

 

a conferência sobre ética, de wittgenstein, é um livro "curto" e que se lê em duas horas. a introdução, feita pelo tradutor, é mais longa do que o texto do ludwig. vale a pena ler, pois tinha imensa curiosidade em saber o que um filósofo que conheço da lógica, da filosofia analítica, teria a dizer sobre a ética. 

 

depois da leitura

 

depois da leitura realizada há que alinhavar algumas notas e escrever um breve texto ou organizar um mind map. a lógica é a de ser pouco palavrosa, tal como defendo no artigo "economia das palavras"

 

e por aí, o que estão a ler? 

 

quando a tristeza chama - perguntas para pensar a partir de livros infantis

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investigação partilhada

 

as oficinas de filosofia são espaços de investigação partilhada, onde se promove a liberdade e a responsabilidade, onde há regras assumidas e espaço para criarmos outras.

cabe ao facilitador moderar esse trabalho de investigação, proporcionando que se pratique e que se tenha consciência do "forward movement". por esse motivo é tão importante que o facilitador se prepare bem para estar disponível para avançar ao ritmo do grupo, dando ferramentas aos seus membros para tomar consciência desse ritmo, para compreender onde chegámos, de onde partimos e se temos um horizonte de chegada.

 

 

prática de agendas de discussão

 

um dos trabalhos que faço para me preparar, enquanto facilitadora, é treinar o acto de perguntar. parto de livros (confesso que sou fã de livros infantis) ou de excertos de livros e proponho-me a fazer agendas de discussão em torno desses recursos. nesse exercício surgem muitas vezes ideias para criar um jogo ou um exercício que possa aplicar com as crianças e jovens, em contexto de oficina.

 

como preparar esta agenda de discussão?

 

- ler o livro.

- começar a fazer perguntas a partir do que lemos ou do que vemos (ilustrações).

- desafio: começar com 10 perguntas (mínimo). avançar para a 11ª - quanto mais nos obrigamos a perguntar, depois de começar a ser mais díficil, mais possibilidades temos de aprofundar temáticas e perspectivas.

- as perguntas devem ser registadas nalgum tipo de suporte: eu gosto de usar papel e lápis ou caneta e de usar os mind maps.

- depois de ter as perguntas registadas, pode começar a perceber se há várias temáticas em jogo e procurar agrupar as perguntas (será que há perguntas que cabem em 2 ou mais temáticas?).  também poderá ser uma altura interessante para começar a criar jogos em torno dessas perguntas: peça ajuda à sua criatividade!

 

*

 

este é um exercício que faço para me preparar para as oficinas e que me ajuda a ver possibilidades de trabalho e de interrogações que possam surgir a partir de um dado livro. por exemplo, pode ser útil para introduzir pontos de vista diferentes numa oficina. quanto mais o perguntar se encontra afinado por parte do facilitador, maior é a possibilidade de eu ser capaz de provocar o perguntar durante uma oficina - ou, diria, de manter níveis elevados de inquietação junto do grupo de trabalho.

 

nos próximos dias partilho aqui a agenda de discussão em torno do livro "quando a tristeza chama", de eva land, publicado na editora Livros Horizonte. subscrevendo este blog receberá um e-mail com esse e outros artigos que vou publicando.

 

se pretende explorar possibilidades de trabalho nesta área, se procura formação one-to-one na área da filosofia para crianças e jovens poderá contactar-me via e-mail: info@joanarita.eu 

 

oficinas de filosofia no jardim de infância

 

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passou a correr!

e não é que o ano lectivo está quase, quase a acabar? quando olhamos para o início, para os primeiros momentos com estes dois grupos do jardim de infância, começamos a tomar consciência do caminho que fizemos até aqui, juntos. 

 

e com o tempo...

 

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é verdade: o difícil torna-se fácil. hoje temos mais coragem para colocar o dedo no ar e partilhar um ideia. hoje sabemos que o porquê está sempre a acontecer na filosofia. hoje a caixa da imaginação é estranha e mágica. hoje temos mais flexibilidade no pensamento e mais consciência do que nos faz mudar de ideias. 

fizemos progressos, devagar, devagarinho - na filosofia não temos pressa. e não temos receio de dar um passo atrás, para seguir caminho: o ritmo dos grupos é próprio, até porque cada grupo é constituído por mini-'ssoas que têm, cada uma delas, o seu próprio ritmo.

 

 

se pretende que as oficinas de filosofia aconteçam no seu jardim de infância, contacte-me via e-mail: info@joanarita.eu - podemos agendar uma oficina pontual, temática, para dar a "experimentar" um bocadinho da filosofia!

 

para acompanhar o trabalho no jardim de infância 2018/2019:

oficina #1 oficina #2 oficina #3 oficina #4 oficina #5 oficina #6  oficina #7 oficina #8 oficina #9 oficina #10  oficina #11 oficina #12 oficina #13 oficina #14

filosofia é coisa para miúdos - um programa de filosofia, na rádio miúdos

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uma vez por mês vou até aos estúdio da rádio miúdos, no bombarral, para gravar os programas "filosofia é coisa para miúdos".

 

livros que provocam o pensar - e o diálogo!

nas últimas duas visitas fiz-me acompanhar de dois livros que, quanto a mim, são óptimas provocações para pensar: o livro dos grandes opostos filosóficos, de Oscar Brenifier, e a contradição humana, de Afonso Cruz. enquanto o primeiro foi concebido com intenção filosófica, entenda-se, faz parte da colecção de filosofia para crianças da Edicare, do professor Oscar Brenifier; já o segundo é um livro que sem ter sido redigido com esse propósito, apresenta um registo provocador, tal como se pretende numa oficina de filosofia para crianças e jovens. 

 

a contradição humana talvez seja um dos meus livros preferidos do escritor e ilustrador Afonso Cruz. talvez não seja um livro para crianças e jovens: é um livro que os mais crescidos deviam ler no sentido de parar para pensar no que fazemos e dizemos, diariamente. 

 

 

podem ouvir os nossos programas através da app ou aqui, no site da rádio miúdos.  

oficina de filosofia para crianças, na livraria Bertrand do Chiado

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A filosofia gira à volta das perguntas e do perguntar: por que é que fazemos perguntas? O que queremos saber quando perguntamos? E por que fazemos perguntas para as quais já sabemos a resposta? 


Nesta oficina vamos perguntar coisas às perguntas, procurando encontrar qual é a pergunta mais importante para cada um de nós. Será que a vamos conseguir descobrir?

 

com Joana Rita Sousa

informações: leitor@bertrand.pt

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