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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de filosofia e de criatividade, para crianças, jovens e adultos / formação para professores e educadores (CCPFC) / mediação da leitura e do diálogo / cafés filosóficos / #filocri

filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de filosofia e de criatividade, para crianças, jovens e adultos / formação para professores e educadores (CCPFC) / mediação da leitura e do diálogo / cafés filosóficos / #filocri

próximas formações #filocri: pensamento crítico e pensamento criativo

joana rita sousa, 19.09.22

espreite a agenda #filocri / setembro:

🎨 técnicas de criatividade para o dia-a-dia [online]
🗓 21 de Setembro, 19h/21h30 - inscrições junto da Academia Gerador 

📚 blind date: com filósof@s: ciclo de leitura de leituras de textos filosóficos
🗓 20 e 29 de Setembro, 19h/21h - inscrições AQUI

☕️ café filosófico (online) - O Navio de Teseu - parceria Bertrand Livreiros
🗓 26 de Setembro, 18h30/20h - inscrições AQUI

 

no dia 1 de Outubro há oficinas online para crianças e jovens. consulte a agenda completa AQUI.

até breve!

Como trabalhar perguntas filosóficas com o seu filho ou com a sua filha?

joana rita sousa, 13.09.22

 

- um artigo de Lukasz Krzywon, traduzido por Joana Rita Sousa

 

1. Encontre uma pergunta que queira investigar. Assim que tiver a pergunta definida, enquanto pai, pode fazer esta pergunta à noite, no momento de leitura de uma história, ou mesmo durante o juntar - mas lembre-se que é frequente as crianças identificarem estas perguntas por si mesmas. As perguntas podem ser inspiradas por livros, filmes ou situações da vida, mas no campo da filosofia, procuramos as perguntas que não têm respostas simples, mas que nos levam a aprofundar a compreensão de algumas grandes ideias - a justiça, o bem, a beleza e a coragem, para mencionar algumas.

 

leia o artigo completo AQUI

e a ignorância?

joana rita sousa, 07.09.22

Podemos pensar que o conhecimento é poder e que o saber nunca é de mais. Tal como é melhor ser rico do que pobre, pois se eu for rico posso sempre dar o meu dinheiro e ser pobre, poderíamos pensar que é sempre melhor saber alguma coisa, porque podemos sempre escolher não agir em conformidade com isso. Mas, num dos paradoxos da racionalidade, isto não é verdade. Por vezes, é realmente racional tapar os ouvidos com cera, a ignorância poder ser uma benção e, por vezes, aquilo que não sabemos não nos pode prejudicar.

 

Steven Pinker, Racionalidade, p. 56

devemos dizer sempre a verdade?

joana rita sousa, 02.09.22

esta pergunta (devemos dizer sempre a verdade?) é o pontapé de saída de um novo programa da antena 2: 

Filosofia na Rua leva as grandes questões da filosofia à rua. Aí, encontra o lugar da filosofia na vida de todos nós, onde ela pertence e faz tanta falta. 
Cada episódio é dedicado a uma das grandes questões filosóficas e inclui conversas de rua com várias pessoas e uma entrevista a uma filósofa ou filósofo especialista na área. Juntos vamos explorando estas questões que são, afinal, questões humanas.

um programa da Inês Pereira Rodrigues que pode ser ouvido na antena 2 e também na rtp play. 

 

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pensar

joana rita sousa, 24.08.22

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As pessoas, de forma muito natural, apresentam exigências conflituantes umas às outras e os costumes desenvolvem-se naturalmente de uma forma que por vezes faz com que esses conflitos azedem. Esses conflitos moldaram a forma como vivemos e pensamos. Têm profundas raízes no solo das nossas vidas e aí continuam a desenvolver os seus próprios padrões característicos, até que surge alguém que os repensa drasticamente. Essa é, na verdade, a razão pela qual as pessoas que se recusam a pensar por si próprias filosoficamente acabam com frequência enredadas em bocados de velhas filosofias que adotaram inconscientemente dos seus predecessores. Não existe um vácuo do pensamento para o qual estas pessoas possam escapar de toda a sua tradição. Temos de começar a partir do sítio onde nos encontramos.

 

Mary Midgley, Para que serve a filosofia?, p. 97

"everybody wins"

joana rita sousa, 18.08.22

giorgio-trovato-_XTY6lD8jgM-unsplash.jpg📷 Giorgio Trovato / Unsplash

 

In a dialogue, however, nobody is trying to win. Everybody wins if anybody wins. There is a different sort of spirit to it. In a dialogue, there is no attempt to gain points, or to make your particular view prevail. Rather, whenever any mistake is discovered on the part

of anybody, everybody gains.

It's a situation called win-win (...) a dialogue is something more of a common participation, in which we are not playing a game against each other, but with each other.

In a dialogue, everybody wins.

 

Bohm, On Dialogue, p. 7

Conhece-te a ti mesmo

joana rita sousa, 15.08.22

 

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📷  Gabriella Clare Marino / Unsplash  

 

DA INÚTIL SABEDORIA

“Conhece-te a ti mesmo”. Dessa agora,

O alcance não adivinho.

Muito mais útil nos fora

Conhecer nosso vizinho...

QUINTANA, Mario

 

A frase “Conhece-te a ti mesmo” é uma tradução do dito grego

Γ Ν Ω Θ Ι Σ Α Υ Τ Ο Ν (gnôthi seautón)

Essas palavras foram, segundo se conta, esculpidas em pedra na entrada do templo de Apolo em Delfos, na Grécia Antiga. Este templo data pelo menos do século VIII a.C., e esteve no auge de sua influência entre os séculos VI e IV a.C. O ditado é apenas um dos mais de 100 que eram visíveis em várias partes da construção. Entre os outros, estavam “Rejeite assassinato”, “Coroe seus ancestrais” e “Controle o olho”.

No entanto, a injunção para o autoconhecimento é provavelmente a mais famosa. Isso se deve em parte à associação com Sócrates e seu aluno Platão. No entanto, não está claro que tipo de conhecimento esse conselho nos incita a adquirir, ou como adquiri-lo.

Há sempre um risco de que esse preceito possa ser superestimado. Afinal, há muitas coisas interessantes para saber. Por que o conhecimento de nós mesmos deve ser destacado como especial? E mesmo que o autoconhecimento seja importante ou especial, cada um de nós já não sabe o suficiente sobre si mesmo?

Platão coloca na boca de Sócrates, em sua Apologia, a seguinte frase “a vida não examinada não vale a pena ser vivida”. A partir de então, inaugura-se um dos modelos mais célebres da História da Filosofia de como conduzir a própria existência.

Porém, e os outros estilos de vida?

  • Atenuar o sofrimento alheio (caridade)
  • Descobrir novas tecnologias (ciência)
  • Engajar-se para mudar a sociedade (política)

Se eles não se dedicarem ao autoexame, então não valem a pena?

Se respondermos que não valem, então soamos elitistas, o que é indesejável. Para responder melhor à questão, precisamos descobrir o que realmente quer dizer a vida autoexaminada.

De acordo com Richard Kraut, professor de Ciências Humanas na Northwestern University nos Estados Unidos, o preceito socrático pode ser interpretado assim: “A vida não examinada não é para ser vivida”.

Para entender a diferença entre “não vale a pena” e “não é para”, veja esta outra frase: “A vida não amada não é para ser vivida”. Como interpretá-la? A vida sem amor não é para ser vivida, no sentido de que viver sem amar ao menos uma vez é viver de modo não pleno. É como se, ausente o amor, houvesse um buraco na vida a ser preenchido. Sem amar, a vida não é desfrutada em sua plenitude, embora se possa viver sem amar. De modo similar, a vida sem autoexame não é para ser vivida, porque sem autoexame há um buraco a ser preenchido.

A vida examinada é a arte de tapar buracos existenciais, seja lá em que atividade for, não apenas a atividade filosófica.

 

Vitor Lima (professor de filosofia e co-fundador da escola INÉF - Isto Não é Filosofia)

🔗 clube INÉF

 

 

Conversa com notas de rodapé. Questões para a filosofia africana

joana rita sousa, 05.08.22

O livro do filósofo e professor Marcos Carvalho Lopes nos traz uma História da Filosofia Africana de maneira dialogada. Com leveza poética, apresenta e analisa as categorias e conceitos estruturantes do pensamento africano dentro do contexto histórico, fazendo anotações que permitem uma leitura didática e rigorosa. Ao mesmo tempo, percebem-se, no texto, duas tensões: a primeira aponta para a experiência bem sucedida do professor Marcos em ensinar, durante oito anos consecutivos (2014-2022), a disciplina de Filosofia Africana para estudantes brasileiros e de cinco países africanos, empreitada vivenciada na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) no Recôncavo da Bahia. Ensinar a um público mais ou menos homogêneo é imensamente diferente e menos desafiador do que ter em sala de aula pessoas de origens tão diversas: seis países, uma rica diversidade étnica e sociocultural, com situações políticas, muitas vezes, traumáticas e ainda manter consigo a utopia de compreender para transformar. A segunda tensão, diz respeito ao enorme esforço de auto reconhecimento do filósofo-professor Marcos Carvalho Lopes, como um acadêmico possuidor de sólida formação na Filosofia Ocidental, e que, de maneira incansável, buscou acessar e tornar acessíveis as bibliotecas “não coloniais” de estudiosos e estudiosas africanos e africanas. Humildemente, ele precisou sentar-se e apreender. O livro percorre uma longa viagem que inclui Zera Yacob (1599-1692), Wilhelm Amo (séc XVIII), Cheikh Anta Diop, Alexis Kagame, Hountondji, passando por temas como a força vital até o mais recente e importante debate sobre o feminismo africano. África é um imenso continente com 54 países e cada autor interpreta o mundo e a tradição filosófica desde sua própria história e há que ainda se levar em conta que a “filosofia” se escreve e se pensa em línguas ocidentais diferentes….em suma,  a obra de Marcos Carvalho Lopes nos brinda com uma síntese erudita, mas compreensível; crítica, mas não panfletária; ampla e apaixonante da   filosofias-pensamentos africanos. Uma contribuição inestimável deste grande intelectual para o campo dos estudos africanos.

 

pode fazer o download do livro AQUI

#ICPIC2022 - de Tóquio para o mundo

joana rita sousa, 04.08.22

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realiza-se nos dias 8, 9, 10 e 11 de Agosto a conferência bianual do ICPIC.

esta é a 20.ª conferência que reune pessoas de todo o mundo que se envolvem na pesquisa e na prática da filosofia para / com crianças e jovens. 

o tema da conferência é "philosophy in and beyond the classroom: P4C across cultural, social, and political differences" e acontece em Tóquio, em formato híbrido.  

eis a mensagem de Arie Kizel, presidente do ICPIC: 

On behalf of the ICPIC Executive committee, I would like to welcome you to the 20th biennial ICPIC conference website in Rikkyo University, Tokyo, Japan. We are confident that this conference will offer rich educational and philosophical experiences through presentations and dialogues, formal and non-formal and informal, with a diverse and international company of scholars, academics, and practitioners.
We are devoting this conference to philosophy in and beyond the classroom: P4C across cultural, social, and political differences. Philosophy for/with Children and other forms of philosophical practices such as philosophy café has been developing rapidly and powerfully in Japan over the last two decades. Significantly, the major earthquakes and Tsunami in the Tohoku area in 2011 urged the Japanese people to reflect deeply on the fundamental value of life, human bonds, and the direction of their society and civilization. Under such circumstances, the Japanese people have seen the importance of dialogue on philosophical topics and its importance for citizens and school children.
Many Japanese children enjoy discussing philosophical subjects in a P4wC class, doing better than their teachers and parents’ expectations. More and more teachers are becoming eager to introduce the P4wC methods in their studies.

 

avizinham-se dias de intensa partilha. grande parte das pessoas que me inspiram neste trabalho e que já citei inúmeras vezes vão estar presentes nesta conferência. terei a oportunidade de dinamizar um workshop sobre o tema "is voting a sign of democracy?", que decorre de um conjunto de diálogos e de trocas com o Pieter Mostert e com a comunidade #P4Cthursday. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

a alegoria da caverna

- um exercício em contexto de café filosófico online

joana rita sousa, 29.07.22

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um convidado especial: Platão

desta vez convidei o filósofo Platão para iniciar o café filosófico. assistimos ao vídeo de The School of Life antes de partir para o exercício de pensamento crítico (e criativo!).

 

o exercício de pensamento crítico 

foram dados alguns minutos ao grande grupo para dialogar sobre o vídeo, mas em grupos mais pequenos. depois deste momento de aquecimento para o diálogo passámos a trabalhar da seguinte forma: cada pessoa iria intervir com uma Pergunta (P) ou Comentário (C), alternadamente. a primeira pessoa a pedir a palavra avançava com P, a seguinte com C, depois o P, depois o C. 

o desafio passava por manter o diálogo alinhado, ou seja, as pessoas eram convidadas a fazer P ou C relevantes para o tópico em torno do qual estávamos a pensar. 

um dos temas que surgiu no diálogo foi a questão da verdade e da realidade. surgiu até uma expressão que nos inquietou bastante: a realidade verdadeira

a dado momento uma das pessoas participantes: o que é a verdade? o que é a realidade? e, já agora, o que é a realidade verdadeira

pouco mais avançámos no aprofundamento destes conceitos que merecem a nossa atenção e dedicação. o café filosófico acontece sem pressa, mas com um limite de tempo (1h30).

 

partilho algumas sugestões que permitem aprofundar o tema: 

📚 dicionário Crítica na Rede (online) - ver a entrada verdade e a entrada realidade

📚  dicionário de filosofia de Simon Blackburn (Gradiva) 

 🎧 em busca da verdade - Clóvis de Barros Filho

📹 o que é a verdade absoluta? - Luiz Filipe Pondé

 

o que dizem as pessoas participantes no café filosófico? 

"É divertido pensar, perguntar de uma forma lúdica."

"[o aspecto mais curioso é] A forma de interação entre as pessoas que não se conhecem."

"O modelo de hoje foi muito dinâmico e inspirador dando origem a ideias muito interessantes."

"O Café Filosófico é um formato muito cativante de discussão de temas relevantes que importa manter e promover noutros espaços: bibliotecas, livrarias, escolas e faculdades. É urgente resgatar a arte de pensar!"

 

o que ambiciona um café filosófico? 

- promover um espaço de diálogo e de prática do pensar - escutar - falar (Peter Worley);

- criar um ambiente seguro para a manifestação da ignorância;

- cultivar a honestidade intelectual;

- praticar a autonomia de pensamento;

- promover um espaço de acolhimento para o desacordo;

- reconciliar a pessoa humana com a sua falibilidade. 

 

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