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filocriatividade | filosofia e criatividade

>> oficinas de filosofia, para crianças, jovens e adultos >> formação para professores e educadores (CCPFC) >> nas redes sociais: #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

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a filosofia, uma obsessão pela transparência

- por António de Castro Caeiro

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nos manuais de filosofia é comum encontrar-se a leitura de filosofia como amor à sabedoria. o professor António de Castro Caeiro apresenta-nos uma leitura diferente dos termos: filo como obsessão e sofia como transparência.

a filosofia é um saber prático que lida com a opacidade, procurando ultrapassá-la. trata-se daquilo a que em inglês se chama skill, de uma técnica, de uma actividade que exige perícias.

os filósofos e as filósofas são seres obcecados e obcecadas pela transparência, são agentes do adágio grego: saber é fazer. o saber prático resulta de uma transparência, da “resolução da opacidade".

“Os gregos acentuam precisamente a função prática de saber fazer”, diz-nos Caeiro na aula 1 do ciclo O que é a filosofia?, disponibilizado na plataforma spotify pelo CCB. 

 

 

educação pós-pandemia

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Desde que a pandemia COVID-19 começou temos tido a preocupação de criar novas soluções, ferramentas e recursos de apoio às escolas neste processo de rápida adaptação.

Embora todos tenhamos dado o nosso melhor, sabemos que este momento teve muitos impactos nas escolas, professores e alunos e que é preciso refletir-se sobre quais as oportunidades e soluções que podem ser agora colocadas em práticas.

"Educação Pós Pandemia: Um guia para desafiar as escolas" é o resultado do trabalho colaborativo realizado com diferentes especialistas, personalidades e intervenientes no processo educativo que com o seu testemunho contribuem para uma reflexão informada e esclarecida.

Brevemente, o livro estará disponível com o ambição de poder ser um contributo para a reflexão.

Sérgio Ferreira Félix, Adelino Calado, Mafalda Almeida Ribeiro (EDThink)

 

 

5 sugestões para a sua lista de compras na feira do livro

 

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se procura desenvolver o pensamento crítico e/ou iniciar as suas leituras de textos filosóficos, deixo 5 sugestões para a sua lista de compras na feira do livro.

- pensar de A a Z, de nigel warburton

- a arte de pensar com clareza, de rolf dobelli

- meditações, de marco aurélio

- a condição humana, de hannah arendt

- para que serve a filosofia, de mary midgley

 

a feira do livro de lisboa e a feira do livro do porto  acontecem de 26 de agosto a 12 de setembro, no parque eduardo vii, em lisboa e nos jardins do palácio de cristal, no porto. 

 

boas compras e boas leituras!

num diálogo filosófico não há respostas certas nem erradas

 

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esta é uma afirmação que se repete com alguma frequência entre as pessoas que trabalham no âmbito do diálogo filosófico. eu própria já a terei proferido e tenho a noção que é uma frase apelativa e que convida todas as pessoas a arriscar respostas. porém, há problemas nesta afirmação - sobretudo se não houver um enquadramento para a mesma. 

 

da utilidade da filosofia

é comum reconhecer-se inutilidade à filosofia e por isso pensar que com ou sem ela tudo vai dar ao mesmo. o Alves Jana escreveu em tempos um artigo sobre a questão da utilidade da filosofia: 

Um dia, não há muito tempo, li a afirmação por um pseudo-filósofo (digo eu) de que “Não é possível ensinar a pensar, porque todos nós já pensamos”. Parece brilhante, perece uma verdade evidente, mas não é verdade.

É verdade que todos nós respiramos, andamos, falamos... mas precisamos de aprender a respirar, a andar, a falar... se formos para o teatro, se quisermos desfilar na passerelle, se precisarmos de falar em público. E todos nós temos emoções, naturalmente, mas a inteligência emocional permite-nos viver as emoções de um modo melhor – melhor para si e melhor para os outros.

Todos nós pensamos, mas também todos nós precisamos de melhorar a forma de pensar. E alguns precisam de melhorar muito, porque, bem vistas as coisas, não pensam, apenas dizem coisas que andam por aí pensadas por outros. E, na maioria das vezes, quando falam começam por dizer “Na minha opinião muito pessoal...” e depois mostram que não pensam, apenas reproduzem falas normalmente indigentes.

A filosofia é, entre outras disciplinas, um caminho para melhorar o modo de pensar. 

 

ao reler este texto do Jana recordo também os pais que não inscreveram os filhos na actividade de filosofia que se chamava "Aprender a Pensar", pois segundo eles os filhos já pensavam. porém, tal como diz o Jana - e neste caso, a Joana Rita - o pensamento é algo que pode ser melhorado.

neste ponto eu sou fã do walk the talk e procuro constantemente essa melhoria do meu pensamento. como? treinando com outras pessoas engajadas no filosofar, fazendo formação na àrea, criando espaços de diálogo, lendo e fazendo exercícios.

não só defendo que o pensamento pode ser melhorado, como essa melhoria que se consegue tem de ser treinada para evitar que se caia em vícios de pensamento, falácias ou alguma ferrugem no pensar. 

foi precisamente durante uma formação que surgiu a questão das respostas certas e erradas e resolvi pensar e escrever sobre o tema. para o efeito, recuperei o texto do Jana e fiz algumas perguntas a dois filósofos com quem tenho trabalhado (Vitor Lima e Jose Barrientos Rastrojo) e também numa daquelas sondagens do instagram - isto só para perceber qual é o entendimento do público em geral, através de uma amostra pequena dos seguidores da filocriatividade

 

das respostas certas e das respostas erradas 

 

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a maioria das pessoas concordou com a afirmação. poucas apresentaram a sua justificação na story seguinte:

  • "há perspectivas teóricas divergentes" 
  • "quando o diálogo está se construindo existem respostas coerentes e não coerentes"
  • "as respostas devem ser avaliadas e há mecanismos da filosofia para o fazer"
  • "independente da resposta, ela deve sempre gerar uma reflexão, novas descobertas e pontos de vista"
  • "os nossos pontos de vista não são certos nem errados" 

(sobre esta última justificação, saltou uma pergunta na minha cabeça: e se o ponto de vista for "a terra é plana?" podemos dizer que não está certo nem errado, é só um ponto de vista?)

 

quando iniciamos um diálogo filosófico e partimos de uma pergunta ou de um recurso a partir do qual iremos fazer perguntas, não podemos dizer quais são, à partida, as respostas certas e as respostas erradas. eu não sei como é que vamos trabalhar o conteúdo da pergunta, nem quais são os argumentos que vão ser utilizados.

sim, posso preparar-me para o diálogo e desenhar possibilidades, porém não sei à partida se a pessoa X ou Y vai dar uma resposta certa ou errada.

o que tenho são ferramentas que me permitem avaliar as respostas que vão surgindo - incluindo as minhas próprias respostas. 

 

o diálogo filosófico e os tipos de acordo entre os participantes

passo a palavra ao Vitor Lima (INÉF) para esclarecer o tipo de acordo que surge no âmbito de um diálogo filosófico:

Não devemos defender que num diálogo filosófico não há respostas certas, nem erradas, por dois motivos: há acordo consensual e não substancial sobre respostas certas; há acordo consensual e não substancial sobre respostas erradas. É preciso explicar o que é consensual e substancial. Consensual é algo adotado pela maioria dos filósofos. Substancial é uma ideia propositiva e construtiva -- pode ser um argumento para provar uma tese, um conceito para descrever um fenômeno, uma formulação de um problema para resolver uma questão. Não ser substancial é ser uma ideia negativa ou transversal. Negativa é uma ideia que critica outra. Transversal é uma ideia não principal dentro de um problema, de um argumento ou de um conceito.

nesse sentido, Vitor, como encaramos as respostas erradas? 

Ser uma ideia negativa é ser uma que defende que um argumento é falho, um conceito tem furos, a formulação de um problema é não satisfatória. Um ideia negativa ataca outras ideias. Por exemplo, a teoria verificacionista do significado, segundo a qual uma proposição só tem significado se pode ser verificada empiricamente é consensualmente considerada falsa pelos filósofos. Algo pode ter significado, ainda que não seja verificável empiricamente. Aliás, a própria ideia verificacionista não é verificável empiricamente e, nem por isso, deixa de ter significado. Esse é um acordo consensual sobre uma ideia errada. Portanto, há acordo consensual e não substancial sobre respostas erradas.

 

e as respostas certas, Vitor?

Ser uma ideia transversal é ser uma ideia que estabelece distinções meramente instrumentais. Por exemplo, no problema do mal (isto é, como conciliar a existência de um Deus onipotente, onisciente, onipresente e todo benevolente com o mal no mundo?), a distinção entre mal moral (causado pelo homem) e mal natural (um ato não intencional da natureza) é amplamente aceita. É uma ideia consensual, mas não substancial. Portanto, há acordo consensual e não substancial sobre respostas certas.

 

Vitor, se não há um grande número de respostas consensuais entre os filósofos, isso significa que não há de todo respostas consensuais? 

Do fato de não haver um grande número de respostas consensuais, não significa que não há respostas consensuais em absoluto em Filosofia. Vimos que há consenso, embora não substancial. Isso, porém, também não significa que a investigação filosófica seja um questionamento perpétuo cujo intuito seja a discussão pela discussão. Quando nos perguntamos pelo conceito de Justiça, é porque queremos encontrar a resposta certa para guiar nossas decisões coletivas, não porque queremos brincar de discutir. Quanto defendemos um argumento ontológico materialista, a intenção é descobrir a estrutura fundamental da realidade e não apenas brincar de discutir. Quando formulamos o problema do livre arbítrio, é porque queremos estabelecer a melhor maneira de compreender as variáveis envolvidas na questão, e não apenas brincar de discutir.
Haver respostas certas e erradas no diálogo filosófico é o que faz dele algo realmente filosófico e não meramente um jogo verbal. O ato de filosofar não almeja simplesmente o questionamento pelo questionamento, mas sim encontrar as respostas para os problemas mais fundamentais da realidade. Respostas certas, não erradas.

 

assinalei a negrito um dos pontos chave da resposta do Vitor e que defendo na minha prática. o meu papel enquanto facilitadora ou guia do diálogo é ajudar o grupo a encontrar a resposta mais razoável - tal como nos diz o título do livro de Reznitskaya e Wilkinson: The Most Reasonable Answer

e como encontrar essa razoabilidade nas respostas?

passo a palavra a Peter Worley e ao seu mais recente livro Corrupting Youth (vol 1, p. 12):

(...) in philosophy, the best answers in respect of candidacy to being tue, acceptable, possible or morally right are the best in virtue of the quality of the reasoning behind them and how the reasoning accords with or challenges our intuitions. That notion of towards [the most reasonable answer] does not mean that the most reasonable answer is always or automatically correct or true (etc.), and it is this sensitivity. that makes all answers in philosophy therefore provisional: they remain - however good - open to revision or rejection

This provisionality is, in the best examples, what most people mean when they say "there are no right or wrong answers in philosophy". But however well-intentioned, it remains an inaccurate and misleading phrase.

 

a minha sugestão é que se abandone esta formulação, pois ainda que possa ser bem intencionada, pode ser mal interpretada e é pouco precisa, tal como nos diz Peter Worley.

quando pedi a colaboração do Vitor Lima e do Jose Barrientos Rastrojo para este artigo, a minha pergunta foi: "porque é que não devemos dizer que num diálogo filosófico não há respostas certas nem erradas?"  a minha pergunta já tinha como pressuposto que esta ideia é de evitar. 

passemos a palavra ao Pepe Barrientos, autor do livro Hambre de Filosofia, que parte de um exemplo actual: 

La vida práctica exige respuestas justificadas por y fundadas en razones porque tenemos que tomar decisiones. Por ejemplo, si a un hospital llega una persona de ochenta años y otra de veinte con cuadros muy graves de COVID-19 y sólo hay un respirador, el médico ha de tomar una decisión rápida; en caso contrario, la vida responderá por él de la forma más fatídica para los dos pacientes. Ahora bien, la Filosofía (Aplicada) se dedica a entrenar a ese médico y a otras personas, para poder elegir de la mejor forma de actuar en este y otros casos graves.
Esta ejercitación filosófica entrena en , primero, ser hábil para analizar cada una de las dos posibilidades del médico; segundo, crear terceras vías que puedan integrar las anteriores; tercero, introducir una razón crítica (más allá de la instrumental) que permita analizar los fines de la acción concreta; cuarto, estudiar si existen modos no racionalistas o lógico-argumentales de pensar, que puedan forjar una respuesta alternativa a la mediada por la razón occidental; quinto, estudiar las dimensiones estructurales y biopolíticas de nuestras determinaciones; sexto, determinar no sólo la decisión sino los criterios (metacognitivos) que determinan nuestra acción e incluso, séptimo, conocer las determinaciones sensológicas de nuestra decisión.
Todo esto exige un entrenamiento donde no se buscan respuestas válidas o incorrectas sino el proceso para generarlas y la ejercitación para conseguirlas. Este entrenamiento es próximo de una Filosofía Experiencial, de una Filosofía Aplicada o de una Filosofía para/con Niñ@s. Como señalaba Foucault en la "Microfísica del poder": "“El intelectual no puede seguir desempeñando el papel de dar consejos. (…) Lo que el intelectual puede hacer es dar instrumentos de análisis (…). Ahí está el papel del intelectual. Y ciertamente no en decir: esto es lo que debéis hacer”

 

o Jana sublinha a importância de não defender que "vale tudo": 

É imprescindível afirmar que nem todos os pensamentos se equivalem. (...) Vivemos um pensamento mole, incapaz de distinguir o que é distinto. No entanto, já Aristóteles nos tentou ensinar, há muito tempo, que nem todos os pensamentos se equivalem, tanto do ponto de vista lógico como do ponto de vista ético e político.

 

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as ferramentas que a filosofia nos dá para procurar a resposta mais razoável

no seguimento do que defende Pepe Barrientos, a filosofia exige um treino para encontrar as respostas válidas ou incorrectas, bem como para levar a cabo os exercícios que decorrem dessa busca. 

as ferramentas que a filosofia coloca à nossa disposição são a lógica, a clareza, a argumentação, bem como as virtudes intelectuais (humildade, curiosidade, autonomia, tenacidade, coragem, integridade).

estas ferramentas permitem-me trabalhar sobre o pensamento dos outros - e também sobre o meu próprio pensamento. este trabalho inclui identificar argumentos, problematizar, conceptualizar, resumir / sintetizar, interpretar e também avaliar as ideias que surgem. sim, avaliar quais são as respostas mais razoáveis e com as quais podemos seguir e aquelas que temos de colocar de parte, por não serem adequadas ou válidas. 

avaliar as respostas é um trabalho que implica honestidade e clareza nos critérios que são considerados.

trata-se de um trabalho sério, ainda que seja apresentado de forma lúdica ou ainda que possa partir do jogo. a ideia de Brincar a Pensar é colocada pela Dina Mendonça e pela Maria João Lourenço no título do seu livro e por Angélica Sátiro na sua proposta Jugar a Pensar.  a filosofia é uma brincadeira muito séria

O objectivo filosófico, neste campo, é cada um de nós, a começar por “mim”, sejamos capazes de viver segundo o mantra: ser capaz de pensar hoje melhor que ontem e amanhã melhor que hoje. E, tanto quanto possível, numa procura partilhada.
Como numa roda da filosofia. (Alves Jana

 

os diálogos filosóficos, as oficinas de filosofia, são difíceis, pois

1) exigem um trabalho que não é natural: parar para escutar e para pensar e

2) convidam os participantes a falar sobre o seu posicionamento. 

 

este trabalho de pensar, de escutar, de falar, pensando as ideias, tomando respostas como válidas ou como inválidas - é este trabalho que distancia o diálogo filosófico de uma conversa de café, entre amigos que só estão focados em conviver e não em analisar com profundidade os temas.

em suma e correndo o risco de me repetir: a filosofia dá-nos ferramentas para analisar, criar, recriar pensamento, a partir das minhas ideias e das ideias dos outros – mesmo daquelas pessoas com as quais não concordo ou que se posicionam num quadrante que não é o meu. 

 

filosofia africana para crianças

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recentemente dei os primeiros passos no sentido de conhecer um pouco sobre filosofia africana. para o efeito comprei na Livraria Travessa (Lisboa) o livro de Nei Lopes e Luiz António Simas intitulado "Filosofias Africanas: Uma Introdução". o livro é prefaciado pela querida Lara Sayão.

 

há dias o algoritmo do instagram fez-me encontrar este perfil do Higor Camargo e este curso "filosofia africana para crianças". fiquei muito curiosa e com vontade participar... porém, não me será possível pois não tenho idade para tal! 

o curso destina-se a crianças alfabetizadas, dos 9 aos 12 anos. a informação está disponível AQUI.

se algum dos leitores inscrever o seu filho ou a sua filha, pf conte-me como foi!

 

 

agenda #filocri em junho

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junho marca o início do verão e traz consigo o final do ano lectivo 

 

o que reserva a agenda #filocri, no mês de junho? 

- no dia 5 há oficinas online para crianças e jovens (oficina do Platão e philoTEEN)

- no dia 8 inicia a oficina (para adultos) "baralhar e voltar a perguntar" - Uma oficina para praticar a arte de pensar de forma clara e distinta [online - Bertrand Livreiros]

- nos dias 14 e 28 de junho há cafés filosóficos, às 18h30  [online - Bertrand Livreiros]

- no dia 16 de junho tem início a oficina "como gerir uma reunião eficazmente" [online - Bertrand Livreiros]

- no dia 26 de junho há oficina [presencial] de perguntas para famílias no Centro Cultural Malaposta

- no dia 27 de junho há Clube de Leitura em Voz Alta #filocri [online, às 11h15]

 

👉 continuam as oficinas "a perguntar é que a gente se entende" e "filosofia para crianças - pensamento crítico" (em parceria com a Bertrand Livreiros). 

👉 continuo a treinar a filosofia e o pensamento,  participando em diálogos filosóficos e no Clube das Juremas (iniciativa INÉF) 

👉 estou a preparar o VI sentir pensamentos | pensar sentidos, na companhia da Celeste Machado 

 

*

 

⚠️ as oficinas de filosofia (para crianças e jovens) regressam em julho. para ficar a par das novidades e da agenda convido-o/a a subscrever a newsletter (envio ao domingo de manhã). 

 

 

como encorajar a curiosidade dos seus filhos?

- a partir de Robert Fisher, Teaching Children to Think e Unlocking Creativity

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eis algumas frases que promovem o ambiente criativo junto dos seus filhos - ou dos seus alunos!

tome nota: 

 

que ideia tão interessante! podes falar-me mais disso? 

como é que chegaste a essa conclusão?

já pensaste noutras maneiras de fazer isso?

achas que é possível fazer isso de outra maneira?

ok, experimenta. se precisares de ajuda, chama-me.

olha que boa pergunta!

 

também o ambiente pode ser um provocador de criatividade. escrevi sobre isso no artigo motivos para ter um unicórnio em cima da mesa de trabalho. aproveito para partilhar outras sugestões de Fisher - além do unicórnio em cima da mesa. a saber: 

- deixar algo fora de sítio de propósito, num dado espaço da casa ou da sala de aula;

- deixar mensagens dentro das mochilas, dentro da gaveta das meias, que provoquem a curiosidade;

- fazer ou vestir algo que fuja ao padrão da educadora ou do pai de forma a inspirar as crianças a perguntar "porquê"?.

 

no livro Unlocking Creativity, Robert Fisher refere-se ao capital criativo, que o autor descreve como a soma dos recursos necessários para realizar uma tarefa.

no que respeita ao pensamento criativo é necessário o eu criativo, o ambiente criativo e a parceria criativa. acrescento eu: o tempo e o espaço para o diálogo.

 

tem outras sugestões de perguntas que promovem o ambiente criativo? partilhe nos comentários!

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