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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

"e depois andamos ali a ver"

[na escola, encontro um petiz que me olha de alto a baixo. digo boa tarde. o petiz responde.]

- olha, tu és professora de quê?
- de filosofia, respondi.

franziu o sobrolho: "o que é isso?"

- pergunta àqueles amigos que estão ali sentados [todos eles meus alunos]

o G. olhou para o T. o R. encolheu os ombros e disse "não sei explicar".
o T. avançou com uma resposta:

- é assim, é uma aula com perguntas. a professora faz perguntas, nós também damos perguntas e depois andamos ali a ver.

#filocri Filosofia e Criatividade no 1º ciclo

problemas e perguntas!

- uma manhã no jardim de infância

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voltámos a visitar o jardim de infância, na companhia da criançada d'as Bolinhas de Sabão e d'a Tenda Mágica. 

com as Bolinhas de Sabão continuaram as interrogações em torno do livro Balbúrdia. afinal, o que tinha acontecido naquela história? como é que é possível que os brinquedos tenham ido atrás do menino?

"eles têm vida, joana", respondeu um dos meninos. "eles quem?", perguntei.

"os brinquedos transformam-se em robots, ganham vida e vão atrás do menino" - esta foi uma hipótese levantada por uma das crianças. tentámos investigar se isso acontece com os brinquedos lá de casa, se já alguma vez se transformaram e ganham vida. uma das crianças respondeu que não, pois "os brinquedos lá em casa estão arrumados".

outra hipótese levantada para explicar que os brinquedos tivessem ido atrás do menino, para a rua foi haver uma bola que tivesse começado a rodar e, por isso, andava. 

 

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na sala da Tenda Mágica continuamos a explorar as diferentes linhas de pensamento. dedicámos a nossa oficina ao chapéu vermelho, das emoções. há meninos que associam o vermelho à raiva, por causa do livro "o monstro das cores". aproveitámos para falar que há vários códigos e que nos chapéus o vermelho não é só a raiva, é tudo aquilo que podemos sentir: alegria, cansaço, felicidade, tristeza ou até aborrecimento.

quando falámos do sentir, surgiu a pergunta: como é que sentimos? as ideias foram que podemos sentir com a pele, com o coração. "com o corpo todo", disse um dos meninos. e a partir daí investigámos o seguinte: como é que sabemos o que está dentro do nosso corpo, se não conseguimos ver? 

 

a investigação continua na próxima semana! 

filosofar com miúdos e graúdos

- no jardim de infância

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na semana passada houve filosofia no jardim de infância: para miúdos e graúdos. estive nas salas Bolinhas de Sabão e Tenda Mágica, para dar continuidade ao trabalho que temos vindo a fazer e, além disso, estive a filosofar com os mais crescidos, numa oficina que se chamava mesmo: "filosofia para gente crescida". 

 

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muito obrigada pelo convite e até breve! 

 

 

não podias ter dito logo, Joana?

 

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“Então, mas demorámos estas aulas todas para chegar a esta conclusão? Não podias ter dito logo, Joana?”, disse-me o Leandro, no final da terceira aula sobre a investigação “o que é uma pergunta?”. Sim, três aulas, isto é, três semanas às voltas com aquilo que faz com que uma frase seja uma pergunta. Parece um trabalho inútil, no sentido de salientar o óbvio – afinal, todos nós sabemos o que é uma pergunta, certo? Basta ter um ponto de interrogação? Ou há outros critérios que fazem parte da pergunta e que, por serem óbvios, nem sempre atendemos?

Estas são as questões que motivam o meu trabalho, a minha preparação para aulas ou oficinas como esta. É importante alinhavar o tipo de interrogações e caminhos que se podem traçar em aula, a partir do jogo, livro ou outro estímulo que seja o motivo do diálogo. Todavia, o grupo é quem mais ordena e navegamos pelo mar que for escolhido pelos meninos, como aquele que lhes parece mais curioso ou mais importante, num dado momento.

Assim sendo, é muito natural que aconteçam caminhos diferentes, nos diferentes grupos, a partir de um mesmo estímulo. E isso é muito rico, pois faz-me descobrir coisas que não tinha (pre)visto quando desenhei o meu plano de trabalho e enriquece as aulas uns dos outros. Posso, em última instância, levar as ideias de um grupo para enriquecer o trabalho do outro.

O trabalho do pensar, do investigar exige tempo e dedicação. Temos que lhes manter sempre o foco e a concentração em alerta, através de coisas que lhes sejam familiares – esse é o trabalho do facilitador, que orienta as aulas ou as oficinas. E há meninos que têm pressa em saber – não pelo facto de terem já a resposta “na ponta da língua”, mas por que têm pressa. Não têm paciência para caminhar lado a lado com outros amigos que precisam de mais tempo para saborear a investigação. É o caso do Leandro, que gostou muito de chegar a uma conclusão, mas que estranhou o facto de eu, a “professora”, não lhes ter oferecido, logo, uma conclusão possível. Sim – possível – pois isto de ter UMA resposta certa e definitiva não tem que acontecer na filosofia – para crianças e jovens.

Como escrevia um amigo e companheiro destas lides: “as estrelas são eles, e não nós”. E há estrelas mais apressadas do que outras; também há as que dormem e as que precisam de acelerar. Afinal, somos todos diferentes. A vantagem de trabalhar em grupo é que podemos encontrar o equilíbrio dos tempos de cada um, em comunidade. Pensar em conjunto torna-nos muito mais ricos.

Concordam?

 

texto originalmente publicado no site Up To Kids 

verbo chapelar + perguntar e dizer uma coisa

= oficinas de filosofia no jardim de infância

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Tenda Mágica 

nesta oficina começámos por falar do papel do chefe da sala: o que faz? quais são as suas tarefas? descobrimos que o chefe da sala usa muitas vezes o chapéu azul, aquele que nos ajuda a organizar as tarefas e os pensamentos. 

desta forma recuperámos o que já tínhamos visto sobre os seis chapéus coloridos que nos ajudam a pensar, a organizar o pensamento. 

 

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Bolinhas de Sabão 

na companhia das Bolinhas de Sabão foi tempo de descobrir o livro Balbúrdia, publicado na Pato Lógico. o exercício foi simples, ainda que difícil: página a página vamos experimentar PERGUNTAR uma coisa sobre o que vemos ou DIZER uma coisa sobre o que vemos. as cartolinas coloridas ajudam-nos a anunciar o que vamos fazer e a ganhar consciência do pensamento. depois temos de ver se efectivamente o que dizemos é uma pergunta ou é dizer uma coisa. 

 

continuaremos a filosofar na próxima oficina. 

filosofar em Faro

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nos passados dias 24 e 25 de janeiro estive em Faro, a convite da Biblioteca Municipal , para realizar oficinas no 1.º ciclo e oficinas para as famílias. pelo meio houve ainda uma formação introdutória à filosofia para crianças, destinada a professores, educadores, pais e agentes educativos.

 

o que é uma pergunta? 

na oficina do 3.º ano estivemos a investigar "o que é uma pergunta?", procurando os critérios que fazem com que uma frase seja uma pergunta.

no final, uma das alunas disse: "quando vi o jogo pensei que ia ser fácil: é só ler uma frase e dizer. mas depois às vezes acaba por ser difícil."

neste jogo apressento uma série de cartas com frases escritas. temos de dizer se o que lá está escrito é ou não uma pergunta.

o que faz com que uma frase seja uma pergunta? para este grupo, isso acontece quando queremos saber uma coisa, quando queremos ter a certeza de uma coisa que já sabemos, quando há um ponto de interrogação, quando queremos saber da vida. 

 

"eu concordo com a G., mas também não concordo"

já no 4.º ano estivemos a filosofar a partir de uma das propostas WonderPonder. a imagem passou por todas as pessoas presentes na sala e depois fizemos perguntas sobre o que vimos. o passo seguinte foi o de tentar juntar perguntas, de verificar se havia temas onde podíamos arrumar as perguntas. 

houve momentos muito interessantes, nomeadamente quando a M. afirmou que concordava com a G., mas também não concordava. ao mesmo tempo! - o que trouxe uma oportunidade para analisarmos as razões que suportavam o concordar e o não concordar e verificar se podiam seguir juntas ou se eram incompatíves.

outro momento interessante aconteceu quando o R. disse: "eu não concordo com a G., e desculpa G., pois não é nada contra ti, é mesmo só com a tua proposta." - este momento serviu para sublinhar que nestas oficinas estamos a trabalhar com as ideias uns dos outros e por isso dizer "não concordo" não deve ser entendido como um ataque pessoal, mas sim à ideia. 

 

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FILHOsofia: filosofia para as famílias 

com as famílias e as crianças (entre os 4 e os 7 anos) estivemos a trabalhar em torno de um dos meus jogos preferidos: "o que é uma pessoa?". uma vez que este jogo tem como base imagens/fotografias torna-se apelativo para esta franja etária. o objectivo é arrumarmos aquilo que vemos nas folhas numa de duas gavetas imaginárias: a gaveta da pessoa e a gaveta de não é uma pessoa. 

 

no final da oficina para as famílias, falámos sobre o jogo que estivemos a fazer:

"foi giro nas coisas que tentámos descobrir"
"foi divertido e muito difícil"
"não gostei porque foi muito difícil"
"ajuda a reflectir em muitas coisas"
"foi muito divertido ver o que as coisas eram"
"foi muito curioso ver a resposta deles [das crianças]"

 

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os porquês da palavra porquê

houve ainda uma oficina de introdução à filosofia para crianças e jovens, onde foram partilhados recursos de trabalho, exemplos de oficinas que permitem ilustrar que o diálogo que se pretende neste contexto é algo mais do que uma simples conversa. exige compromisso com o que dizemos, exige não ter pressa e não saltar passos no processo do pensamento, exige tomar consciência do que é dito, exige escutar os outros. sim, é muito exigente e, ao mesmo tempo, muito divertido.

 

obrigada pelo convite e pelo acolhimento por parte da Biblioteca Municipal de Faro.

até breve!

 

vamos lá pensar?

- oficinas de filosofia na livraria culsete, em setúbal

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"Vamos lá pensar!" é um ciclo de 5 oficinas de pensamento crítico e criativo com a duração de 2h por sessão e dinamizadas pela formadora Joana Rita Sousa.

Oficina I
Fazer perguntas às perguntas

Oficina II
Pensar (dentro e) fora da caixa

Oficina III
O poder da síntese: dizer mais, com menos palavras

Oficina IV
Problematizar: razões para adorar problemas

Oficina V
- Pensamento invertido (e divertido?): da resposta à pergunta

Público-alvo:
Jovens a partir dos 14 anos e adultos

Datas:
Oficina I - 31 de Janeiro 
Oficina II - 28 de Fevereiro
Oficina III - 20 de Março 
Oficina IV - 24 de Abril 
Oficina V - 29 de Maio 

Às sextas, das 19h às 21h 

As oficinas são autónomas podendo ser frequentadas de forma independente ou na sua totalidade perfazendo, neste caso, um ciclo completo dedicado ao tema do pensamento critico e criativo. Cada oficina terá um tema e um exercício como base de trabalho. 


Para inscrições e esclarecimentos contactar info@culsete.pt ou consultar o evento criado no facebook

 

 

ginásio do pensamento

- uma conversa em torno do pensamento crítico, da vida onlife e da filosofia (para crianças e jovens

no dia 7 de janeiro estive à conversa com o Tito de Morais, do projecto Miúdos Seguros na Net.

a conversa foi transmitida em directo, no facebook e no youtube, e abordámos os seguintes pontos: 

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os mapas mentais (mind maps de tony buzan) foram um dos tópicos abordados na conversa e nada melhor do que partilhar o mind map da conversa para justificar o seu uso, bem como as possibilidades de conexões que se colocam à nossa frente quando organizamos o pensamento desta forma. 

tive a oportunidade de partilhar esta ferramenta que uso para nos ajudar no diálogo, seja com crianças, com jovens ou com adultos:

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houve ainda lugar para partilhar algumas obras que me acompanham na prática e na preparação das minhas oficinas de filosofia para crianças e jovens. como prometido, aqui ficam as referências: 

 

Buzan, Tony. (2007). A Criança Inteligente. Cruz Quebrada: Oficina do Livro.

de Bono, E. (2005). Os Seis Chapéus do Pensamento.Cascais: Editora Pergaminho.

de Bono, E. (2003a). Pensamento Lateral.Cascais: Editora Pergaminho.

de Bono, E. (2003b). Ensine os seus filhos a pensar.Cascais: Editora Pergaminho.

Lipman, M. (1998). A Filosofia vai à Escola.São Paulo: Summus Editorial.

Fisher, R. (2013). Teaching Thinking.Londres / Nova Iorque: Bloomsburry.

Fisher, R. (2009). Creative Dialogue.Londres / Nova Iorque: Routledge.

 

alguns livros que referi como recurso para a prática dos pensamentos criativo e crítico:

colecção Filosofia para Crianças, de Oscar Brenifier (Dinalivro)

colecção Pequenos Filósofos, de Oscar Brenifier (Edicare) 

Wonder Ponder: filosofia visual 

 

tal como prometido partilho o meu e-mail para que possamos continuar a conversa iniciada no live que pode agora ser visto em diferido no facebook e no youtube

 

 

 

 

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