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filocriatividade | filosofia e criatividade

>> oficinas de filosofia, para crianças, jovens e adultos >> formação para professores e educadores (CCPFC) >> nas redes sociais: #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

filocriatividade | filosofia e criatividade

>> oficinas de filosofia, para crianças, jovens e adultos >> formação para professores e educadores (CCPFC) >> nas redes sociais: #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

uma recomendação para quem desenvolve oficinas de filosofia, para crianças e jovens

leia filosofia. estude filosofia. participe de um grupo de diálogo filosófico.

afinal, trata-se de filosofia para crianças e jovens e não de inteligência emocional para crianças ou mindfulness para crianças. é importante que a pessoa facilitadora seja treinada no pensamento filosófico, a identificar problemas, a conceptualizar, a procurar clareza no discurso, a testar possibilidades, a identificar e construir argumentos. 

aprendemos a fazer isso lendo livros de filosofia e praticando exercícios de pensamento crítico e criativo. 

 

a filosofia para crianças e jovens não é um simples procedimento de diálogo e não basta sentar as pessoas em círculo, ler um texto, pedir perguntas, votar perguntas e conversar. há algo mais para lá destas características que habitualmente associamos à filosofia para crianças. esse "algo mais" é a filosofia a acontecer e por vezes é tão súbtil que só alguém com ouvido filosófico consegue detectar.

 

por onde começar? 

 

- isto não é filosofia

o Vitor Lima disponibiliza dois cursos gratuitos no canal de youtube Isto Não É Filosofia. pode fazer uma aula por semana, uma aula por mês: pode definir o seu ritmo. o Vitor disponibiliza bibliografia na descrição dos vídeos, o que também é muito útil. 

 

- leia um texto filosófico

Apologia de Sócrates, de Platão, Meditações de Marco Aurélio ou Para que serve a filosofia?, de Mary Midgley - cada um destes textos pode ser uma boa porta de entrada para começar a ler um texto filosófico. 

 

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- estude e treine pensamento crítico 

Steven Pinker, Warren Berger, Tom Chatfield e Rolf Dobelli são autores que recomendo para quem quer treinar pensamento crítico - e sim, isso inclui "aquelas coisas da lógica".  

 

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- estude com quem trabalha e investiga na área da filosofia para crianças e jovens

Oscar Brenifier, Peter Worley, Dina Mendonça e Maria João Lourenço são algumas das pessoas que publicaram livros onde podemos aprender teoria e prática.

 

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- estude e treine pensamento criativo

Robert Fisher, Edward de Bono, Tony Buzan, Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso são óptimas referências na área do pensamento criativo. 

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e ainda... 

se pretende fazer parte de uma comunidade de prática do diálogo filosófico, considere fazer parte do Clube INÉF, da Academia do Diálogo ou do #ClubeDePerguntas.

se já tem formação na àrea da filosofia para crianças e jovens, considere juntar-se à comunidade de Diálogos Filosóficos ou ao grupo de estudos e de leitura - filosofia para / com crianças e jovens

algumas destas opções são gratuitas, outras envolvem o pagamento de subscrições - TODAS exigem compromisso da sua parte. vamos a isso? 

 

agenda #filocri - janeiro 2022

Green Pink Playful Memo (1080 x 1350 px).png

 

[de 3 a 7 de janeiro há oficinas de filosofia para crianças dos 7 aos 12 anos - vagas completas]

 

☕️ 10 de janeiro, 18h30-20h30
[online] café filosófico em parceria com a Bertrand Livreiros
- para jovens e adultos 


👉 oficina ser um pensador independente - parceria com o Coworking Torres Vedras
 15 de janeiro (total de 3h)
- informações através do Coworking Torres Vedras


👉 como provocar o diálogo criativo com crianças e jovens?
[online] 18 e 20 de janeiro (total de 3h)
- informações via e-mail 

👻 oficinas de filosofia para crianças (dos 7 aos 12 anos) e jovens (dos 13 aos 17 anos)
[online], sábado dia 22 de janeiro 
- informações: oficina do Platão e oficina philoTEEN 


☕️ 24 de janeiro, 18h30-20h30
[online] café filosófico em parceria com a Bertrand Livreiros
- para jovens e adultos 


👉oficina pensar antes de gostar 
[online] início a 26 de janeiro
- informações junto da Bertrand Livreiros



💬 oficina de filosofia para famílias e café filosófico para jovens e adultos - parceria com a Malaposta (Odivelas)  [presencial] 29 e 30 de janeiro 
- informações AQUI

perguntar e arriscar respostas - a partir do natal

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#pararparapensar o natal a partir de uma peça de b0rdalo ii

 

🎄 o natal proporciona boas oportunidades para perguntar e arriscar respostas.

🎄 a partir desta provocadora peça de Bordalo II (partilhada pelo próprio na sua página de facebook, no dia 24 de dezembro de 2016), vamos perguntar.

🎄 prepare uma folha e uma caneta ou em alternativa abra um document word no seu computador.

🎄 atente à imagem. olhe para os seus pormenores. sem pressa.

🎄 na folha ou document word escreva no mínimo 10 perguntas a partir da observação que fez da imagem.

🎄 escolha uma das perguntas que registou e arrisque uma resposta.

🎄 poderá ter necessidade de investigar alguma coisa para responder. poderá responder "não sei".

🎄 o exercício pode ser feito individualmente ou em grupo, com os seus filhos ou com os seus alunos. parece-me uma excelente provocação para pensar o natal, a sustentabilidade e a responsabilidade individual e social.

 

🎄 esta imagem fez parte das oficinas "a cidade e a arte" que dinamizei no #festivaldefilosofiadeabrantes (nov. 2021) e o exercício proposto fez parte do #clubedeperguntas, bem como de um dos #cafefilosoficofilocri sobre a arte.

 

"o óbvio, a certeza e o palpite entraram numa sala de aula"

- filosofia para crianças no 2.º ciclo

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perguntar, comentar e responder

"se isso é simples, então é seca" - anunciou o petiz logo no início, quando eu estava a descrever o triângulo de P. Worley: pensar, escutar e falar.

o convite para a filosofia é simples, porém exige esforço: pensar, escutar e falar. são três peças essenciais para que possamos criar tempo e espaço para o pensamento colaborativo, para o diálogo.

nesta oficina com o 5.º ano trabalhamos o perguntar e comentar a partir de uma imagem. a páginas tantas surgiu uma resposta para uma pergunta. será que responder é comentar? ou é outra coisa? 

e quem pergunta - por que é que pergunta? para saber? para verificar? para tirar dúvidas? e a quem se pergunta? 

 

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o óbvio, a certeza e o palpite

o óbvio parece algo muito... óbvio! muito evidente. nem é preciso dizer, pois não? ou será que temos de dizer o óbvio? pois bem, no grupo do 6.º ano demos conta que há coisas que se entrelaçam muito e nem sempre o óbvio é óbvio para todas as pessoas. nem sequer era óbvio se estávamos a ter uma aula "normal".

ficou uma pergunta "no ar": todas as opiniões valem o mesmo? 

*

fica a recomendação para quem acha que a filosofia é simples - e por isso uma seca: é ler uma página, um parágrafo que seja da fundamentação da metafísica dos costumes de kant.

 

os recursos destas oficinas são imagens da caixa "I, person" de Wonder Ponder.

 

se pretende que as oficinas #filocri viajem até à sua escola ou biblioteca escolar,

contacte-me através deste formulário

(no canto superior esquerdo do blog encontra as minhas redes sociais e e-mail)

em Abrantes continuamos a pensar A Cidade e a Arte

- oficinas #filocri no festival de filosofia de Abrantes

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📷 festival de filosofia de abrantes / município de abrantes

o que é mesmo essencial para que possamos dizer "isto é arte"?

nestas conversas sobre a cidade e a arte, a palavra arte suscita algumas dúvidas. afinal, o que é a arte? e será que precisamos saber dizer o que é (ou seja, apresentar a sua definição) para podermos identificar a arte? 

partindo de exemplos apresentados em imagens, partimos para a descoberta daqueles exemplos que são arte. sobre esta imagem de uma peça do Bordalo II houve duas ideias: não é arte e é arte. e quais as razões? pois bem ao examinar as razões verificámos que estas eram mais parecidas do que diferentes. como é possível que uma mesma justificação possa sustentar um sim e um não? 

 

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a cor é material ou imaterial?

as cores foram referidas como um elemento importante para reconhecermos a arte, sobretudo na pintura ou no desenho. mas onde estão as cores? estão nos materiais que usamos ou existem por si? qual a razão para as cores serem importantes quando pensamos em arte? 

que outras artes conhecemos para lá da pintura e do desenho? e essas artes também têm cores? 

 

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pensar, escutar e falar 

numa oficina de filosofia é importante a prática do pensar, do escutar e do falar (Peter Worley). no final da oficina parámos um pouco para pensar se tínhamos praticado estes três elementos tão importantes para a filosofia. "houve pessoas que não falaram", disse alguém. é verdade, nem todas as crianças participam da mesma forma: umas ficam a escutar, outras colocam o braço no ar várias vezes para falar. há várias formas de praticar o pensamento e nem todas envolvem o falar. 

à procura da arte! - oficinas de filosofia com crianças das escolas do concelho de Abrantes

Festival de Filosofia de Abrantes

 

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a proposta da 4.ª edição do Festival de Filosofia de Abrantes é "A Cidade e a Arte". uma das perguntas que surgiu foi "o que é que a cidade tem a ver com a arte? o que é que a arte tem a ver com a cidade?" 

 

onde está a arte?  [oficina 1]

a partir de alguns exemplos partilhados com a turma, partimos em busca da arte. onde é que ela está? será que os exemplos partilhados são arte? quais? porquê?

no meio de um toró de ideias surgiram algumas que nos serviram de pistas (critérios) para encontrar a arte: a beleza, a cor, a expressão dos sentimentos por parte do artista, a emoção que provoca nas pessoas que observam a arte. surgiram também alguns problemas: porque é que, por vezes, as emoções do artista e da pessoa que vê / sente a obra podem ser diferentes? 

a cidade é fácil e difícil de explicar; é fácil porque é casas e prédios; é difícil porque tem muito conteúdo

a arte é desenhar e pintar; é mostrar uma arte, como o teatro; é a imaginação e o sentimento do artista; é criatividade; também há arte na comida.

os artistas também se aborrecem, quando não estão com ideias

a arte está em todo o lado, até na natureza

a arte pode ser um protesto do artista para dizer alguma coisa que não está bem

podemos fazer arte sem saber que estamos a fazer arte? 

quando é que uma coisa vira arte? 

as palavras são arte? conversar é arte? 

 

a cidade e arte? "mas isso não tem nada a ver!" [oficina 2]

o que terá acontecido na cabeça das pessoas que organizaram o Festival para juntar Cidade e Arte? pois é, parece um bocadinho estranho: "a cidade é só barulho e a arte é preciso silêncio para apreciar." 

 

um convite para continuar a pensar "a cidade e a arte"

o convite foi lançado às crianças: que até ao final do dia procurassem a arte à sua volta e que quando chegassem a casa conversassem sobre a arte que encontraram e explicassem porque é que é arte. e amanhã, no intervalo da escola ou na pausa do almoço podem trocar as ideias sobre as coisas que encontraram.

 

estendo este convite a quem está desse lado do écran: procure a arte à sua volta? onde está a arte? partilhe uma fotografia da arte que encontrar à sua volta (na sua cidade, vila ou aldeia) no instagram fazendo tag à filocriatividade e usando #àprocuradaarte 

 

[para o Festival de Filosofia de Abrantes foram pensadas oficinas dentro da àrea filosófica da estética, inspiradas no proposta temática do Festival e do livro "O que são a Beleza e a Arte?" de O. Brenifier e no trabalho de investigação Queres saber? Pergunta]

 

 

 

"vira a página, vira a página"

a filosofia no jardim de infância

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a filosofia regressou às salas do balão mágico e da amizade, desta vez com uma história e com um sinal que nos vai acompanhar durante os próximos encontros. 

 

"vira a página, vira a página"

o livro "Não abras este livro", de Andy Lee é uma delícia - para miúdos e graúdos. depois de terminarmos a nossa partilha sobre as coisas que gostamos e não gostamos, aproveitei para partilhar uma coisa de que gosto muito: livros e ler histórias. e foi assim que o provocador livro de Andy Lee apareceu na roda. 

devo abrir o livro? SIM!

devo virar a página? SIM! 

e porquê? não estamos nós a quebrar uma regra?

"nós, não. tu é que tens o livro", disse uma das crianças. 

no próximo encontro vamos falar das regras e das (boas?) razões para não as cumprirmos. 

 

"não há aqui nenhum rato" 

na sala da amizade havia amigos novos na roda. depois das apresentações feitas, apresentei-lhes o sinal da investigação, o ?. 

"hoje vamos fazer uma investigação", disse. 

"uma "instigação"? mas porquê? não passou aqui nenhum rato", disse uma das crianças.

o que é que um rato tem a ver com investigação? depois de algum diálogo percebemos que para aquela criança investigar era descobrir de onde vinha um rato ou onde se tinha escondido. afinal, quando vemos um rato parece sempre que ele não era suposto andar li, é estranho e deixa-nos curiosos. 

que bela oportunidade para falar de um exemplo de investigação que tenho cá em casa: o meu cão Félix. o Félix tem um faro incrível e nada lhe passa despercebido. foi por causa do Félix que percebi que talvez andasse um rato no quintal e tive de investigar a situação. 

assim, na filosofia, vamos ser um bocadinho como o Félix: vamos "farejar" as perguntas e os pensamentos e procurar respostas. e só paramos quando encontrarmos o "rato". 

já começámos: andámos a ver (ou melhor, a farejar) que razões há para gostar disto e não gostar daquilo. afinal, por que é que há pessoas que gostam de fazer desenhos e outras não gostam de fazer desenhos? 

 

*

pensar, escutar e falar (peter worley) 

regresso sempre a Peter Worley e ao seu mais recente livro Corrupting Youth para lembrar que o triângulo pensar, escutar e falar constitui o movimento básico para que a filosofia e o diálogo filosófico possam acontecer. 

oficina após oficina vou convidar as crianças da sala do balão mágico e da sala da amizade para pensar, escutar e falar  - e para quebrar regras e virar páginas. UPS!  

 

 

 

4.ª edição do festival de filosofia de abrantes

- comemorações do dia mundial da filosofia

 

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Cidades e mundo enfrentam os mesmos problemas e todos somos parte na sua resolução: ambiente e sustentabilidade, desemprego, mobilidade, habitação, migrações, confronto de culturas… porque no essencial todos somos urbanos e estamos todos ligados, local e global, indivíduo e humanidade.

A arte foi vista durante séculos como mero elemento decorativo, de homenagem ou reportório museológico a céu aberto, na sua relação com a arquitetura, o urbanismo e o paisagismo, disciplinas centrais na reforma da cidade. A arte pública contemporânea exprime os anseios dos movimentos sociais e suas relações de forças, posiciona-se como contrapoder, é participativa e crítica e elemento de atratividade. Por isso deve ser relevante nas políticas ou projetos de cidade.


Cidade é forma e significado. É rede de redes: de estruturas, pessoas, interações, interdependências, experiências, contextos, sensações, sentidos. É o infinitamente complexo espaço do quotidiano e do imaginário, catalisador de cultura e resultado da história. É lugar do indivíduo e da pluralidade, espaço de liberdade e reflexo da ordem social e de valores.

A aceleração da mudança pode transformar as cidades em megalópolis ou em desertos, gerando crises identitárias. A cidade pode ser lugar de especulação desenfreada, mercantilização, gentrificação, consumismo fútil, depressão e abandono, desvalorização da dimensão social do urbano e dos espaços da esfera pública, sem condições para a genuína criação individual e as interações não mercantilistas.

Arte e urbanismo devem ser os elementos críticos e criativos geradores dessas interações e recriação de vínculos. Intervenções artísticas e urbanísticas serão parte de projetos e processos de reestruturação e desenvolvimento, identificando linhas de força e mobilizando intervenções transformadoras.

Nas suas contradições a arte é sempre crítica e sistema, criação e destruição, valor e mercadoria, exclusividade e massificação, utopia e alienação. As fragilidades da arte são também a sua força, ajudando-nos a compreender as nossas contradições e a facilidade com que tudo o que é inovador é rapidamente ultrapassado.

Ao produzir a representação estética da cidade, o artista proporciona-lhe, no confronto com a realidade, a reflexão sobre o seu éthos, isto é, um sistema de valores, ideias e crenças. Ou seja, um sentido crítico que corporiza o valor social da arte.
O maior valor da arte é a luta pela liberdade. Aos artistas cabe continuarem a criar, gerando as suas criações na tensão dialética entre a sua realidade e o contexto social.

 

fonte: Biblioteca Municial António Botto

programação da 4.ª edição do festival de filosofia  disponível AQUI

 

como ver coisas invisíveis

- um livro para pensar e exercitar a imaginação e a criatividade

confesso que esta publicação não é de todo isenta: já há muito que sou fã da Dina Mendonça, da Isabel Minhós Martins, da Madalena Matoso e da Planeta Tangerina. só por isso e sem ter o livro nas mãos eu iria recomendar, na hora, a sua leitura. 

uma vez com o livro nas mãos só posso reforçar a minha recomendação de leitura a crianças e jovens, às famílias, às pessoas educadoras e professoras.  

 

o convite, a utilidade, o trampolim 

como ver coisas invisíveis estende-nos um convite para mergulhar nos mundos da imaginação e da criatividade, partilhando o que algumas pessoas pensaram sobre esses temas e sugerindo exercícios para podermos imaginar e criar.  

o livro é útil para alguém que pretende trabalhar o processo criativo (esteja ou não ligado à educação) e também para quem procura actividades de prática de "ver coisas invisíveis" em casa ou na escola. 

pode funcionar como uma espécie de manual e de trampolim, ao mesmo tempo: há várias sugestões de actividades que podemos colocar em prática (manual) e essas mesmas sugestões, assim como as ilustrações e todo o objecto livro em si são fonte de inspiração para criar outras actividades e pensar em provocações filosóficas (trampolim)

outro elemento que aprecio no livro é a partilha que Isabel e Madalena fazem do próprio processo de criação do livro (pp. 234-240). desta forma a as autoras convidam-nos a mergulhar no seu próprio processo criativo que inclui altos e baixos, certezas e dúvidas, ignorância e conhecimento. 

 

uma frase [provocadora]

assim que comprei o livro naõ resisti a devorá-lo: fiz uma leitura panorâmica, vi o índice,  cheirei as páginas e contemplei as ilustrações. num segundo momento, fiz uma leitura lenta, capítulo a capítulo. já tenho algumas dobras no canto da página e já sublinhei algumas palavras. há muitas frases provocadoras e perguntadoras. decidi escolher esta para partilhar consigo, aqui no blog:

"No dedo mindinho também existe pensamento." (p. 92)

 

*

a mais recente obra de Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso conta com uma equipa de consultores da qual faz parte, além da já mencionada Dina Mendonça, Paulo Pires do Vale e Patrícia Correia. 

 

como ver coisas invisíveis está disponível na Planeta Tangerina

a filosofia está de volta ao jardim de infância

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chegou o dia do regresso: eu e a mochila da filocriatividade voltámos ao jardim de infância (JI) para mais um ano lectivo de porquês, de perguntas e de respostas. desta vez temos a companhia das crianças da sala do balão mágico e da sala da amizade. 

 

o foco da 1.ª visita

nesta 1.ª visita a minha preocupação passa por conhecer as crianças e também a equipa de cada uma das salas. neste momento e por já colaborar há vários anos com este JI, as pessoas educadoras e auxiliares já me são familiares. tenho o trabalho facilitado pois também as equipas já conhecem o meu trabalho e há uma série de coisas que já temos articuladas entre nós.

para conhecer as crianças imaginei um jogo simples: dizer uma coisa que gostamos e uma coisa que não gostamos. pensei em perguntar logo o porquê, porém quis dar tempo para escutar se as crianças iriam dar razões ou se alguma das crianças teria curiosidade em saber o porquê. acabou por acontecer e foram as crianças que foram "pedindo" o porquê umas às outras. 

 

fazer uma pergunta: cuidar e colaborar

neste jogo, também se pratica o acto de perguntar: as crianças são convidadas a perguntar umas às outras a coisa que gosta e as coisa que não gosta. levo uns cartões coloridos e com smiles para ajudar a perguntar. há crianças que se levantam da roda e vão mesmo para perto do amigo ou da amiga para fazer a pergunta. outras perguntam sentadas e perguntam para o outro cantinho do tapete. neste jogo treinamos a escuta e a espera pela nossa vez e praticamos assim o pensamento colaborativo e cuidadoso (cuidativo).

 

pensamento crítico e pensamento criativo 

 

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de que forma se trabalham as dimensões do pensamento crítico e criativo num jogo como este? 

escutando as coisas escolhidas por cada uma das pessoas: há coisas de que muitos gostam? é possível que a mesma coisa seja aquela de que uma pessoa gosta e a de que outra pessoa não gosta? ouvimos bem: a J. adora fazer desenhos e o M. não gosta de fazer desenhos? perguntamos pelas razões de cada um para compreender.

também é possível que haja uma mesma razão para gostar de coisas diferentes. escutando e observando as falas de cada um podemos exercitar o pensamento criativo e ser convidados a pensar o mesmo de forma diferente

enquanto facilitadora trabalho estas dimensões de pensamento a partir daquilo que acontece no diálogo. neste caso nem foi preciso eu insistir com o porquê, pois ele foi "pedido" pelas crianças que manifestaram curiosidade em saber mais sobre as ideias umas das outras. 

 

pensar, escutar e falar (peter worley) 

citando Peter Worley no seu mais recente livro Corrupting Youth, pensar, escutar e falar constituem o movimento básico para que a filosofia e o diálogo filosófico possam acontecer.

esse é o convite triplo lançado às crianças da sala do balão mágico e da sala da amizade: pensar, escutar e falar. sem pressa: temos um ano lectivo pela frente! 

 

 

 

 

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