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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

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"joana, temos esta situação para resolver" - filosofia no jardim de infância

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na sala dos 3/4 anos, os caçadores de sonhos continuam intrigados com aquilo que vemos quando olhamos para o espelho. recordámos as oficinas anteriores e investigámos, não com o espelho que eu levei, dentro de uma caixa, mas com os dois espelhos que existem na sala. o que vemos quando olhamos para o espelho? 

quando olhamos para o espelho, as pessoas que lá aparecem existem mesmo ou não? existem mesmo? não existem? as opiniões dividiram-se. 

e eu continuo a existir mesmo que não esteja a olhar para o espelho? sim? não?

"sim, porque tu agora não estás a olhar para o espelho e estás a falar"

"sim, porque nós estamos a ver-te"

quem diria que iríamos abordar questões metafísicas, assim, de um dia para o outro?

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na sala dos 4/5 anos, os habitantes do reino da fantasia estiveram a arrumar ideias: literalmente. cada pessoa arrumou a sua ideia tonta ou ideia normal, procurando justificar o porquê de ser tonta e de ser normal. não é um trabalho fácil e por isso, como não temos pressa,  vamos avançando devagarinho. procurar os critérios para dizer que uma ideia é tonta ou normal é um trabalho que exige tempo e que se reveja cada critério, conforme vamos avançando. para já, eis o que descobrimos acerca de um polvo:

- se o polvo for uma "ideia normal":

tem tentáculos

tem riscas no corpo

tem pernas

tem muitos braços

tem bolinhas que colam

tem boca e olhos

não tem cabelo

- se o polvo for uma "ideia tonta":

não tem pernas

só tem óculos

não tem olhos

podes pôr o nariz porque é uma ideia tonta

é careca

 

não tivemos tempo para avaliar estas ideias: vamos ocupar-nos disso na próxima oficina. 

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para acompanhar o trabalho no jardim de infância 2018/2019:

oficina #1

oficina #2

oficina #3

oficina #4

a investigação filosófica em Abrantes

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a oficina desta manhã seguiu os passos metodológicos do café ☕ filosófico do Tomás Magalhães Carneiro e foi muito positiva a forma como os alunos saltaram do "pensar o conteúdo" para o "pensar a forma" do trabalho da filosofia:

🗣️ "quando chegámos não sabíamos o que era a filosofia e conseguimos fazer a filosofia, sem saber mesmo o que é. fizemos um bom trabalho!" (aluna do 6º ano)

o que fizemos?

fizemos perguntas, perguntámos perguntas às perguntas e arriscámos definições de coisas para poder pensar melhor. 

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da parte da tarde encontrámos um grupo cheio de pressa: muitos braços no ar e muita falta de paciência para esperar pela sua vez. durante esta oficina acabámos por fazer um exercício que permite contrariar a pressa e a vontade de dizer algo, mesmo sem ouvir o que o outro está a dizer.

 

começámos por fazer perguntas sobre uma imagem. depois, foi pedido que dissessem coisas sobre a imagem: é importante treinar o perguntar e o dizer coisas (afirmar). depois deste "aquecimento" foi-lhes proposta uma pergunta, que suscitou problemas junto do grupo. ora e o que fazem pequenos e grandes filósofos quando estão perante problemas? dedicam o seu tempo a resolvê-los.

 

no final foi pedido ao grupo que dissesse algo sobre o trabalho que tínhamos feito: "foi bom, eu gostei, mas estivemos muito apressados e agitados e não ouvimos bem as coisas". 

houve até quem confessasse que gostaria de repetir este jogo da filosofia.

 

 

 

continua a investigação no jardim de infância

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na semana passada regressámos às salas do jardim de infância para filosofar.

quando temos a oportunidade de trabalhar em continuidade temos mais tempo para que as crianças se apropriem de algumas ferramentas importantes para que se reconheça o diálogo filosófico.

na última oficina de filosofia recuperámos os temas já tratados, como forma de "aquecimento", antes de começarmos a mergulhar no diálogo. depois disso, na sala dos 4/5 anos estivemos a desenhar ideias tontas e ideias normais. temos vindo a trabalhar esta questão e é difícil explicar o que são; ainda assim, parece que toda a gente sabe do que se trata. por isso mesmo, sentámo-nos para desenhar ideias tontas e ideias normais. foi uma oficina diferente, com lugar ao desenho e ao início do diálogo sobre os desenhos.

na sala dos 3/4 anos estivemos a investigar uma caixa misteriosa que, uma vez aberta, mostrava coisas diferentes a cada um dos investigadores. curiosos para saber do que se trata? em breve desvendamos o mistério!

 

acompanhe aqui o trabalho com as salas JI:

oficina #1

oficina #2

 

ontem, na Biblioteca Municipal António Botto

 

"ia ficar baralhado com quatro cérebros, pois cada cérebro ia ter uma ideia diferente"
"dar uma resposta errada dá para tentar de novo até conseguirmos"
"é importante ter a resposta certa para os pais verem a nossa maturidade e para decidirem se passamos de ano" 
“há pessoas que têm cérebro mas até parece que não têm”

oficinas de filosofia com pais e filhos (7-10 anos)

 

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"o nome é importante para dizer que é uma pessoa"
"a senhora robot chama-se Sophia. tem nome. tem alguma coisa de pessoa?"
"uma pessoa anda e o robot é comandado."
"as pessoas não podem ser robots, não têm chip."
"e um cão que tem chip passa a ser robot?"

oficinas de filosofia com pais e filhos (3-6 anos)

 

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*

 

estes são alguns relatos dos diálogos de ontem, na Biblioteca Municipal António Botto. estas oficinas estão integradas na programação do Festival de Filosofia de Abrantes, que começou no dia 9 e terminará no dia 18 de novembro.

 

é a segunda edição deste Festival que acontece no mês em que se comemora o dia mundial da filosofia, que este ano calha no dia 15 de novembro.

 

participar neste festival é um privilégio e uma honra: por um lado, permite-me estar com quem, como eu, gosta de pensar e de observar pontos de vista diferentes, sobre um mesmo assunto; por outro lado, tenho oportunidade para contribuir para que o trabalho da filosofia para/com crianças seja divulgado, junto das escolas. 

 

 

 

revi a Lara Sayão, que veio partilhar connosco a experiência das Olímpiadas da Filosofia e que trouxe alguns livros que passam a fazer parte da minha Biblioteca pessoal. um deles é da Vanise de Cássia de Araúho Dutra Gomes, que tive o prazer de conhecer no ano passado, no ICPIC, em Madrid. 

a vida é muito isto: diálogo, partilha e (re)encontros. o Festival de Filosofia de Abrantes permite isso (e muito mais).

 

 

ideias tontas e ideias normais: ou as coisas que descobrimos quando abrimos a caixa da imaginação!

 

 

na sala dos 3/4 anos investigámos uma pergunta curiosa: como distinguimos pessoas que têm o mesmo nome? e como distinguimos duas pessoas que, tendo nomes diferentes, são "géneas"? 

afinal, o que faz com que eu, joana rita, seja reconhecida e não me confundam com a joana silva? é que na nossa sala há vários nomes que se repetem. e há uma magia que acontece quando alguém chama o nosso nomes: viramos a cabeça e procuramos quem é que nos chama. 

 

filosoficamente, estivemos a tratar a identidade, partindo de uma situação que aconteceu no início da oficina: percebemos que havia duas JOANA na sala. 

*

na sala dos 4/5 anos a investigação passou por partilharmos ideias tontas e ideias normais. mas antes disso revisitámos o nosso amigo Rodrigo, um rinoceronte que faz muitas perguntas e usa muitas vezes o PORQUÊ.

 

filosoficamente, estivemos a tratar questões de sentido e de possibilidade: dizer "um unicórnio não se apita" é uma ideia tonta? e falar em unicórnios, não?

 

 

*

continuaremos a investigar e a filosofar!

 

a filosofia está de volta ao jardim de infância

 

 

[PT]
hoje estive no jardim de infância, para iniciar o projecto de filosofia para crianças, nas salas dos 3/4 anos e dos 4/5 anos. 

(3/4 anos)

começámos por nos conhecer e tentar explorar o ponto de interrogação. é um mistério, dizem alguns. e o que fazemos quando encontramos um mistério? o que é um mistério? 

(4/5 anos) 

recordámos algum do trabalho da filosofia, do ano passado. e demos uso à caixa da imaginação, que nos faz pensar coisas um pouco tontas!

 

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[EN]
today I went to kindergarten to start the philosophy project for children with 3/4 years and 4/5 years.

(3/4 anos)
we started by getting to know each other and trying to explore the question mark (?) It's a mystery, someone said. and what do we do when we find a mystery? what is a mystery?
(4/5 anos) 
we remembered some of the philosophy work we did last year. and we gave use to the imagination box, which made us think a silly things!

Amy Leask: "(...)a learning environment that encourages big questions creates a bond of trust between students and their teachers."

"Hello, my name is Amy Leask and I'm a philosopher!" - this is how Amy introduces herself at her ted talk (tedxmilton). I met Amy and her project RedTKids on Twitter. 

Amy Leask is an author, educator, and children’s interactive media producer. She’s the founder of Red T Media in Ontario, Canada, and delights in finding new ways to reach curious little minds. 

 

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Can you recall the first time you heard about philosophy for children (p4c)?

I heard about philosophy of childhood while I was an undergraduate, but nothing about philosophy for children until I was teaching at the college level. There were a lot of intelligent young adults in my philosophy classes who had never really put together an argument of their own, and who didn’t realize they were allowed to disagree, or think critically about the ideas presented to them. Like most P4C advocates, I thought philosophy needed to be introduced at a younger age, and when I looked into it further, I found I wasn’t alone. There was a growing community of philosophers who wanted to bring a new kind of thinking to a younger audience.

 

How did you started working with p4c?

While I was teaching philosophy to big kids, I started writing material that presented philosophical ideas to children. I wanted to create something fun and entertaining that they could read to themselves, but that also encouraged them to ask questions, and to embrace logic and reason. Over the years, my original manuscript has turned into a number of books, as well as cartoons, games, apps, and teacher materials. Presently, I run an independent multimedia company that focuses almost exclusively on P4C, in interactive formats.  

 

Do you think p4c is necessary to children? Why?

21st century learning is founded on thinking practices that, ironically, have been around for millennia in philosophy. Children today may be digital natives, but they still need low-tech skills like critical thinking, problem solving, communication and creativity in order to successfully navigate school, the working world, and their personal life.

I see P4C as an effort to teach children survival skills, but also to empower them, and to engage them in a practice that’s shared by all humans. Beyond the necessary parts, children really enjoy asking big questions, and it’s actually fun for them to engage in discussion. Why not make the most of what comes naturally to them?

 

Nowadays children ( @ Portugal) have a lot of activities at school and after school. Why should we take philosophy to schools?

It’s expected that teachers cover things like critical thinking and problem solving in their curriculum, but both are fairly difficult things to teach, especially in a crowded classroom, with limited time and resources. P4C enables teachers to reach so many learning objectives. What’s more, I think a learning environment that encourages big questions creates a bond of trust between students and their teachers. If a child knows his or her teacher isn’t afraid to dive into inquiry, he or she will feel more supported and comfortable going beneath the surface of ideas.

P4C has cross-curricular applications, and is helpful in supporting children’s mental health, anti-bullying programs, and an appreciation of diversity. It works wonders, both inside and outside the classroom, and it helps children become well-rounded thinkers.

 

What makes a question a philosophical question – from a p4c point of view?

I think most philosophical questions have a “why” component to them. We have to use different lines of thinking to answer them, different than we would use to answer a scientific question. I’d say a philosophical question is one that has more than one answer, although some answers are still better than others. Philosophical questions are about our place in the universe, our relationships with other beings, and about ourselves.

The beautiful thing about P4C is that children seem especially adept at asking these kinds of questions (and taking their parents by surprise in doing so). It’s a privilege and a pleasure to help them reason their way through them.

 

What’s the biggest challenge p4c faces, nowadays?

Philosophy itself is in need of rebranding. It has a reputation of being for adults, and for belonging only in the academy. Most grown-ups, let alone children, don’t know much about it, and those who do know about it are often intimidated by it. The challenge lies in extending the reach of philosophy and making it part of people’s everyday lives. It needs to be mainstream, and people need to know how helpful, how interesting, and how much fun it is. We need to find ways to demonstrate that it really is for everyone.

 

Can you give the teachers and the parents some kid of advice to help them deal with the children’s questions?

First and foremost, don’t be afraid to admit that you don’t know. As adults, we fear that in admitting this, we’ll be letting our children down, that they’ll no longer have confidence in us. However, it’s actually quite liberating, and being vulnerable in front of a child like this can encourage trust. What could be more enriching than exploring a problem together, and learning together? 

Besides that, it’s important to recognize that children do philosophy differently. They might only want to ponder big questions for short periods of time, and they often do so through art projects, science experiments, or dramatic role-play. Philosophy is still philosophy, even when it’s done with toys, books, and games.

 

Did the children ever surprised you with a question? Can you share that question with us?

I’m always surprised by questions children ask. They seem to get right at the heart of the matter, wondering why we exist, how they’re supposed to behave, and who decides what’s fair. Their answers surprise me even more. I once did a workshop in which an older child brought his preschool-aged sister. She spent most of the time running in circles, doodling with crayons, and giggling, and we assumed she wasn’t listening. But when we posed the question “What makes a human?” she blurted out “Love makes us human, silly!” and then went back to running and playing, like it was nothing. It took the discussion in a totally different direction, and it reminded me that even very young children can surprise us with their insights.

ecos do 3º congresso internacional de filosofia

 

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"o que viemos fazer aqui?" - perguntou o professor José Rosa, na conferência de abertura do Congresso. e, agora que já terminaram os trabalhos, estou em condições de responder: vim até à UBI, na Covilhã, para me deixar encantar pelo azul do céu e o ar da montanha e, sobretudo, para partilhar e colocar a filosofia em prática. 

 

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o painel de filosofia aplicada

há uns meses recebi um e-mail do Pepe Barrientos-Rastrojo no sentido de propormos um painel de filosofia aplicada no 3º Congresso Internacional de Filosofia, organizado pela Sociedade Portuguesa de Filosofia.

desse painel também fizeram parte a Magda Costa Carvalho, a Maria Teresa Santos e a Dina Mendonça. falámos de filosofia, de filosofia aplicada, bem como de como são "velhas" as novas práticas filosóficas. a filosofia para/com crianças foi um dos pontos de ordem deste painel, onde apresentámos pontos de vista diferentes:

- o Pepe falou-nos de como é possível transformar a filosofia de Rorty em espaços de oficinas, onde crianças, jovens e adultos podem trabalhar e desenvolver as competências do pensamento crítico, criativo, colaborativo e cuidativo > "A criação privada do eu e a solidariedade pública com os outros na Filosofia para as Crianças. Uma aproximação à disciplina desde Richard Rorty";

- a Magda apresentou-nos uma reflexão sobre o papel da filosofia para crianças na revitalização da própria filosofia: "A Filosofia para Crianças con-quista a Filosofia";

- a Dina trouxe-nos uma comunicação em que abordou "A Filosofia para Crianças e o aprofundamento dos processos de aprendizagem – o diálogo filosófico e as capacidades argumentativas";

- a Teresa partilhou um trabalho de reflexão de Marta Naussbam sobre o trabalho de Lipman e o modo como o programa age sobre a vivência da democracia; a comunicação intitulava-se "Em defesa das humanidades e da democracia. O elogio de Martha Nussbaum a Matthew Lipman".

 

Kant e a prática da investigação filosófica

procurei apresentar uma reflexão pessoal em torno de Kant e do Kant que me chegou por via do Lipman. acabei por partilhar um pouco do processo de pensamento e de construção da comunicação, que conheceu avanços e recuos, mudanças justificadas e procura de fundamentos. afinal, o processo de investigação que a comunidade de investigação filosófica possibilita é algo que pratico na minha investigação individual, para a qual convoco as pessoas que me são próximas, como a Gabriela Castro e o Pepe Barrientos, com quem dialoguei via e-mail ou via messenger; além dos textos dos filósofos com os quais dialogo e construo (desconstruo) o meu pensamento.

 

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viagem ao passado e a homenagem, no presente, ao professor Artur Morão

voltar à Covilhã, oito anos depois da minha primeira visita, traduziu-se no (re)encontro com os professores José Rosa e António Amaral, que me acompanharam na licenciatura. houve ainda lugar, durante o congresso, para uma homenagem ao professor Artur Morão, cujas aulas não esqueço, cuja alegria de ser e de estar é contagiante. o motivo da homenagem: as inúmeras obras traduzidas pelo professor que nos permitem dialogar com tantos textos fundamentais da filosofia - e não só!

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filosofia fora e dentro da escola

o Alves Jana, do Clube de Filosofia de Abrantes, partilhou uma comunicação sobre os espaços de intervenção da filosofia, fora dos muros da escola: "a sociedade a que pertencemos precisa do contributo da filosofia, mesmo quando não sabe que precisa".

 

o João Teodósio falou-nos de experiências que aproximam a filosofia das vicências dos alunos e da realidade em que vivem - aprendizagem experiencial da disciplina de filosofia no ensino sedcundário. partilho convosco uma curiosidade: eu e o João Teodósio fizemos parte de um documentário realizado pelo Guilherme e pelo João, no Fundão, sobre filosofia: a sala 13. 

 

Leila Athaides partilhou um trabalho muito interessante sobre o impulso lúdico em Schiller e a sua aplicação em conteúdos de filosofia, no ensino médio. a Leila veio do Brasil, cruzou o oceano para nos brindar com uma apresentação cuidada e pertinente sobre um trabalho que, a meu ver, pode cruzar muito com as estruturas da filosofia para/com crianças. 

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a minha primeira apresentação num encontro da Sociedade Portuguesa de Filosofia data de 2013 e consistiu numa oficina de filosofia pensada e criada com a Celeste Machado. foi com muita honra que voltei a participar num evento da SPF e em tão boa companhia!

*

ainda sobre a minha apresentação e o início onde resumi algumas das ideias do primeiro dia do Congresso:

Sinto que a filosofia para/com crianças e jovens é um “imperativo categórico”, nos tempos que correm.

Na linha da comunicação da professora Adela Cortina, encaro com seriedade o compromisso de empoderar as crianças e os jovens na defesa dos seus pontos de vista.

Um empoderamento que é [metafísico, ético e] cordial e implica o ser humano na sua inteireza, tal como defendeu Kant na terceira Crítica. O ser humano é inteligência, vontade e afectividade.

M. Luísa Ribeiro Ferreira falou-nos, a propósito do ensino da filosofia no ensino secundário, da necessidade dos alunos pensarem por si próprios. Sublinhou também o papel inquietante e des-instaladorda filosofia, perante os alunos e os professores.

Neves Vicente relatou uma experiência, com ênfase no papel do facilitador enquanto um orientador munido de ferramentas que permitem o trabalho filosófico, independentemente do conteúdo.

Maria João Couto lançou a questão da formação dos formadores da filosofia para crianças, algo que preocupa cada vez mais quem, como eu, está no terreno a desenvolver trabalho e investigação nesta área.

 

também partilhei algumas ideias no twitter, com as tags #3CIF e #socportfilos

 

agora é hora de escrever e preparar o artigo para publicação. 

 

 

 

3º Congresso Internacional de Filosofia - SPF

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a SPF - Sociedade Portuguesa de Filosofia organiza o 3º Congresso Internacional de Filosofia, nos dias 6 e 7 de Setembro. o evento é acolhido na UBI (Universidade da Beira Interior), na Covilhã.

 

irei marcar presença na companhia do Jose Barrientos-Rastrojo, da Magda Costa Carvalho e da Dina Mendonça, para partilharmos experiências e perspectivas sobre a filosofia para crianças.

 

podem visitar o site da SPF, caso tenham interesse em participar no congresso ou pedir informações através do e-mail spffilosofia@gmail.com 

 

 

 

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