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filocriatividade | filosofia e criatividade

>> oficinas de filosofia, para crianças, jovens e adultos >> formação para professores e educadores (CCPFC) >> nas redes sociais: #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

filocriatividade | filosofia e criatividade

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agenda #filocri em outubro

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outubro: o mês em que a hora vai mudar (no dia 31 de outubro) - porém na filocriatividade há algo que não muda neste mês: a agenda está recheada de oficinas, para crianças, para jovens e para adultos. tome nota: 

👉 o #ClubeDePerguntas está neste momento à procura de novos membros e o encontro online está agendado para 27 de Setembro;

👉 no dia 12 de Outubro tem início a formação [online] ferramentas para pensar, em parceria com a Best Care Agency;

👉 no dia 27 de Outubro tem início a formação [online] pensar antes de gostar, em parceria com a Bertrand Livreiros;

👉 cafés filosóficos [online] em parceria com a @bertrandlivreiros  (nos dias 11 e 25 de outubro);

👉 oficina presencial  na @oficina_local_carnide já no dia 16 de outubro; 

📚 o Clube de Leitura em Voz Alta #filocri (@pnl2027) também está de volta no dia 31 de Outubro. trata-se de uma actividade gratuita, para miúdos e graúdos.

👉  as oficinas do Platão e #philoteen regressam no dia 30 de Outubro, sábado;

👉 tem início a 4.ª edição da Pós-Graduação em Filosofia para Crianças e Jovens (@fchcatolica)!

 

espero poder encontrá-la/o num destes eventos. até lá? 

 

«A voz das crianças e dos jovens na educação escolar»

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o Conselho Nacional de Educação publicou em Diário da República (n.º 135/2021, Série II de 2021-07-14) uma recomendação sobre a voz das crianças e dos jovens na educação escolar.

Entendemos por "voz das crianças e dos jovens na Educação Escolar" a possibilidade e o direito das crianças e dos jovens terem oportunidade para exprimir as suas ideias e opiniões ao longo de todo o processo educativo, bem como de verem a sua participação ser respeitada e considerada em todas as opções que lhes digam respeito.

Referimo-nos a várias dimensões transversais da voz: como instrumento de interação, de participação, de apropriação do conhecimento e de empoderamento social, promotores de desenvolvimento humano e de afirmação de cidadania.

Não basta apenas ouvir a voz do aluno. Os professores têm um imperativo ético de fazer algo a esse propósito com os alunos, e é por isso que o envolvimento significativo dos alunos é vital para a melhoria da escola. (Fletcher, 2005)

 

o documento reconhece que não tem havido uma prática de escuta por parte da comunidade escolar adulta perante as vozes das crianças e dos jovens: 

Ouvir e considerar as opiniões dos/as alunos/as não tem sido uma preocupação frequente entre os profissionais de educação. Nas suas formas mais tradicionais, a escola desenvolveu uma cultura de transmissão de conhecimentos de sentido único: da escola para os alunos/as, com reduzidas possibilidades de acolher as suas intervenções.

 

ainda que não tenha elementos estatísticos para partilhar consigo, a verdade é que a minha experiência itinerante com a filocriatividade, que me tem feito viajar e conhecer diferentes escolas por todo o país, tem-me dado a conhecer escolas muito diversas. escolas onde essa escuta acontece e tem consequências (por exemplo, é implementada uma sugestão de uma criança) e escolas onde a escuta acontece, sem consequências e escolas onde se ouve, mas não se escuta.

devo dizer também que uma mesma escola pode albergar estilos diferentes, pois cada sala é uma realidade em si mesma. 

 

voltarei à reflexão sobre este tema, nos próximos tempos, pois o documento merece uma leitura dedicada e demorada.  além disso, gostaria de fazer uma leitura acompanhada com alguns dos pensadores e pensadoras da filosofia para / com crianças e jovens, no sentido de compreender como é que esta área filosófica se constitui como um espaço de escuta de todas as vozes do grupo, indepentemente da sua idade: 

A igualdade e o equilíbrio cognitivo entre todos os membros procuram materializar-se na própria ideia de comunidade. As perguntas filosóficas são feitas em comunidade, o que significa que não são dirigidas ao professor ou a outra figura tutelar do conhecimento, mas a quem está presente. Num espaço preferencialmente em círculo, em que não há posições físicas de destaque porque todos se sentam ao mesmo nível, fala-se no grupo, com o grupo e como um grupo. Isso não significa uma homogeneidade ou consenso permanente de posições. Antes, é sinónimo de construção de um espaço partilhado de vozes múltiplas que se tocam em confrontos e concordâncias. Cada um partilha ideias que, começando por serem suas, são colocadas no espaço comum do diálogo e da reflexão. Não é o professor que pergunta o que já sabe, aguardando que os alunos se juntem a ele num caminho trilhado e sem surpresas. São todos, professor e alunos, que acolhem filosoficamente as suas perguntas e procuram descobrir-lhes sentidos, detetar inconsistências, colocar hipóteses, matizar sentidos e até encontrar o seu irredutível incómodo. (Magda Costa-Carvalho

 

 

 

hoje e amanhã: 4.º congresso internacional da sociedade portuguesa de filosofia

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o programa do 4.º congresso é bastante rico e inclui duas mesas dedicadas à filosofia para crianças, nas quais participam:
 
• Dina Mendonça (Universidade Nova de Lisboa): Filosofia para Crianças e Filosofia das Emoções
• Magda Costa Carvalho (Universidade dos Açores): A filosofia para crianças na Universidade
• Florian Fraken Figueiredo (Universidade Nova de Lisboa): Philosophy for Children and new possibilities for the practice
• Dilar Cascalheira & Chrysi Rapanta (Universidade Nova de Lisboa): Argumentação como método de ensino em Filosofia
• Maria Teresa Santos (Universidade de Évora) Filosofia para Crianças: necessidades e possibilidades para a projetar nas linhas de um horizonte futuro
• Joana Rita Sousa (Filocriatividade): Uma prática teórica, uma teoria prática: filosofia para crianças e criatividade
• Tomás Carneiro (Investigador independente): Filosofia para crianças: uma filosofia do comum
 
para mais informações sobre o congresso, visite o website da sociedade portuguesa de filosofia

agenda #filocri em setembro

imagem com fundo branco com a frase agenda #filocri

eis  a agenda #filocri para o mês de Setembro:

👉 o #ClubeDePerguntas está neste momento à procura de novos membros e o encontro online está agendado para 30 de Setembro;

👉 cafés filosóficos em parceria com a @bertrandlivreiros  (nos dias 13 e 27 de setembro) e uma oficina na @oficina_local_carnide já no dia 4 de setembro; 

👉 participação no 4.º Congresso Internacional da Sociedade Portuguesa de Filosofia, bem como no seminário organizado por Patricia Hannam e Joanna Hayes;

📚 o Clube de Leitura em Voz Alta #filocri (@pnl2027) também está de volta, no último domingo do mês. trata-se de uma actividade gratuita, para miúdos e graúdos.



💥 sem dúvida: Setembro é um mês de regresso, de começos e de recomeços. para mim é o primeiro mês do ano novo - a verdade é que eu funciono por anos lectivos!

👉 ah! é verdade: as oficinas do Platão e #philoteen regressam em Outubro, assim como a 4.ª edição da Pós-Graduação em Filosofia para Crianças e Jovens (@fchcatolica)!

num diálogo filosófico não há respostas certas nem erradas

 

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esta é uma afirmação que se repete com alguma frequência entre as pessoas que trabalham no âmbito do diálogo filosófico. eu própria já a terei proferido e tenho a noção que é uma frase apelativa e que convida todas as pessoas a arriscar respostas. porém, há problemas nesta afirmação - sobretudo se não houver um enquadramento para a mesma. 

 

da utilidade da filosofia

é comum reconhecer-se inutilidade à filosofia e por isso pensar que com ou sem ela tudo vai dar ao mesmo. o Alves Jana escreveu em tempos um artigo sobre a questão da utilidade da filosofia: 

Um dia, não há muito tempo, li a afirmação por um pseudo-filósofo (digo eu) de que “Não é possível ensinar a pensar, porque todos nós já pensamos”. Parece brilhante, perece uma verdade evidente, mas não é verdade.

É verdade que todos nós respiramos, andamos, falamos... mas precisamos de aprender a respirar, a andar, a falar... se formos para o teatro, se quisermos desfilar na passerelle, se precisarmos de falar em público. E todos nós temos emoções, naturalmente, mas a inteligência emocional permite-nos viver as emoções de um modo melhor – melhor para si e melhor para os outros.

Todos nós pensamos, mas também todos nós precisamos de melhorar a forma de pensar. E alguns precisam de melhorar muito, porque, bem vistas as coisas, não pensam, apenas dizem coisas que andam por aí pensadas por outros. E, na maioria das vezes, quando falam começam por dizer “Na minha opinião muito pessoal...” e depois mostram que não pensam, apenas reproduzem falas normalmente indigentes.

A filosofia é, entre outras disciplinas, um caminho para melhorar o modo de pensar. 

 

ao reler este texto do Jana recordo também os pais que não inscreveram os filhos na actividade de filosofia que se chamava "Aprender a Pensar", pois segundo eles os filhos já pensavam. porém, tal como diz o Jana - e neste caso, a Joana Rita - o pensamento é algo que pode ser melhorado.

neste ponto eu sou fã do walk the talk e procuro constantemente essa melhoria do meu pensamento. como? treinando com outras pessoas engajadas no filosofar, fazendo formação na àrea, criando espaços de diálogo, lendo e fazendo exercícios.

não só defendo que o pensamento pode ser melhorado, como essa melhoria que se consegue tem de ser treinada para evitar que se caia em vícios de pensamento, falácias ou alguma ferrugem no pensar. 

foi precisamente durante uma formação que surgiu a questão das respostas certas e erradas e resolvi pensar e escrever sobre o tema. para o efeito, recuperei o texto do Jana e fiz algumas perguntas a dois filósofos com quem tenho trabalhado (Vitor Lima e Jose Barrientos Rastrojo) e também numa daquelas sondagens do instagram - isto só para perceber qual é o entendimento do público em geral, através de uma amostra pequena dos seguidores da filocriatividade

 

das respostas certas e das respostas erradas 

 

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a maioria das pessoas concordou com a afirmação. poucas apresentaram a sua justificação na story seguinte:

  • "há perspectivas teóricas divergentes" 
  • "quando o diálogo está se construindo existem respostas coerentes e não coerentes"
  • "as respostas devem ser avaliadas e há mecanismos da filosofia para o fazer"
  • "independente da resposta, ela deve sempre gerar uma reflexão, novas descobertas e pontos de vista"
  • "os nossos pontos de vista não são certos nem errados" 

(sobre esta última justificação, saltou uma pergunta na minha cabeça: e se o ponto de vista for "a terra é plana?" podemos dizer que não está certo nem errado, é só um ponto de vista?)

 

quando iniciamos um diálogo filosófico e partimos de uma pergunta ou de um recurso a partir do qual iremos fazer perguntas, não podemos dizer quais são, à partida, as respostas certas e as respostas erradas. eu não sei como é que vamos trabalhar o conteúdo da pergunta, nem quais são os argumentos que vão ser utilizados.

sim, posso preparar-me para o diálogo e desenhar possibilidades, porém não sei à partida se a pessoa X ou Y vai dar uma resposta certa ou errada.

o que tenho são ferramentas que me permitem avaliar as respostas que vão surgindo - incluindo as minhas próprias respostas. 

 

o diálogo filosófico e os tipos de acordo entre os participantes

passo a palavra ao Vitor Lima (INÉF) para esclarecer o tipo de acordo que surge no âmbito de um diálogo filosófico:

Não devemos defender que num diálogo filosófico não há respostas certas, nem erradas, por dois motivos: há acordo consensual e não substancial sobre respostas certas; há acordo consensual e não substancial sobre respostas erradas. É preciso explicar o que é consensual e substancial. Consensual é algo adotado pela maioria dos filósofos. Substancial é uma ideia propositiva e construtiva -- pode ser um argumento para provar uma tese, um conceito para descrever um fenômeno, uma formulação de um problema para resolver uma questão. Não ser substancial é ser uma ideia negativa ou transversal. Negativa é uma ideia que critica outra. Transversal é uma ideia não principal dentro de um problema, de um argumento ou de um conceito.

nesse sentido, Vitor, como encaramos as respostas erradas? 

Ser uma ideia negativa é ser uma que defende que um argumento é falho, um conceito tem furos, a formulação de um problema é não satisfatória. Um ideia negativa ataca outras ideias. Por exemplo, a teoria verificacionista do significado, segundo a qual uma proposição só tem significado se pode ser verificada empiricamente é consensualmente considerada falsa pelos filósofos. Algo pode ter significado, ainda que não seja verificável empiricamente. Aliás, a própria ideia verificacionista não é verificável empiricamente e, nem por isso, deixa de ter significado. Esse é um acordo consensual sobre uma ideia errada. Portanto, há acordo consensual e não substancial sobre respostas erradas.

 

e as respostas certas, Vitor?

Ser uma ideia transversal é ser uma ideia que estabelece distinções meramente instrumentais. Por exemplo, no problema do mal (isto é, como conciliar a existência de um Deus onipotente, onisciente, onipresente e todo benevolente com o mal no mundo?), a distinção entre mal moral (causado pelo homem) e mal natural (um ato não intencional da natureza) é amplamente aceita. É uma ideia consensual, mas não substancial. Portanto, há acordo consensual e não substancial sobre respostas certas.

 

Vitor, se não há um grande número de respostas consensuais entre os filósofos, isso significa que não há de todo respostas consensuais? 

Do fato de não haver um grande número de respostas consensuais, não significa que não há respostas consensuais em absoluto em Filosofia. Vimos que há consenso, embora não substancial. Isso, porém, também não significa que a investigação filosófica seja um questionamento perpétuo cujo intuito seja a discussão pela discussão. Quando nos perguntamos pelo conceito de Justiça, é porque queremos encontrar a resposta certa para guiar nossas decisões coletivas, não porque queremos brincar de discutir. Quanto defendemos um argumento ontológico materialista, a intenção é descobrir a estrutura fundamental da realidade e não apenas brincar de discutir. Quando formulamos o problema do livre arbítrio, é porque queremos estabelecer a melhor maneira de compreender as variáveis envolvidas na questão, e não apenas brincar de discutir.
Haver respostas certas e erradas no diálogo filosófico é o que faz dele algo realmente filosófico e não meramente um jogo verbal. O ato de filosofar não almeja simplesmente o questionamento pelo questionamento, mas sim encontrar as respostas para os problemas mais fundamentais da realidade. Respostas certas, não erradas.

 

assinalei a negrito um dos pontos chave da resposta do Vitor e que defendo na minha prática. o meu papel enquanto facilitadora ou guia do diálogo é ajudar o grupo a encontrar a resposta mais razoável - tal como nos diz o título do livro de Reznitskaya e Wilkinson: The Most Reasonable Answer

e como encontrar essa razoabilidade nas respostas?

passo a palavra a Peter Worley e ao seu mais recente livro Corrupting Youth (vol 1, p. 12):

(...) in philosophy, the best answers in respect of candidacy to being tue, acceptable, possible or morally right are the best in virtue of the quality of the reasoning behind them and how the reasoning accords with or challenges our intuitions. That notion of towards [the most reasonable answer] does not mean that the most reasonable answer is always or automatically correct or true (etc.), and it is this sensitivity. that makes all answers in philosophy therefore provisional: they remain - however good - open to revision or rejection

This provisionality is, in the best examples, what most people mean when they say "there are no right or wrong answers in philosophy". But however well-intentioned, it remains an inaccurate and misleading phrase.

 

a minha sugestão é que se abandone esta formulação, pois ainda que possa ser bem intencionada, pode ser mal interpretada e é pouco precisa, tal como nos diz Peter Worley.

quando pedi a colaboração do Vitor Lima e do Jose Barrientos Rastrojo para este artigo, a minha pergunta foi: "porque é que não devemos dizer que num diálogo filosófico não há respostas certas nem erradas?"  a minha pergunta já tinha como pressuposto que esta ideia é de evitar. 

passemos a palavra ao Pepe Barrientos, autor do livro Hambre de Filosofia, que parte de um exemplo actual: 

La vida práctica exige respuestas justificadas por y fundadas en razones porque tenemos que tomar decisiones. Por ejemplo, si a un hospital llega una persona de ochenta años y otra de veinte con cuadros muy graves de COVID-19 y sólo hay un respirador, el médico ha de tomar una decisión rápida; en caso contrario, la vida responderá por él de la forma más fatídica para los dos pacientes. Ahora bien, la Filosofía (Aplicada) se dedica a entrenar a ese médico y a otras personas, para poder elegir de la mejor forma de actuar en este y otros casos graves.
Esta ejercitación filosófica entrena en , primero, ser hábil para analizar cada una de las dos posibilidades del médico; segundo, crear terceras vías que puedan integrar las anteriores; tercero, introducir una razón crítica (más allá de la instrumental) que permita analizar los fines de la acción concreta; cuarto, estudiar si existen modos no racionalistas o lógico-argumentales de pensar, que puedan forjar una respuesta alternativa a la mediada por la razón occidental; quinto, estudiar las dimensiones estructurales y biopolíticas de nuestras determinaciones; sexto, determinar no sólo la decisión sino los criterios (metacognitivos) que determinan nuestra acción e incluso, séptimo, conocer las determinaciones sensológicas de nuestra decisión.
Todo esto exige un entrenamiento donde no se buscan respuestas válidas o incorrectas sino el proceso para generarlas y la ejercitación para conseguirlas. Este entrenamiento es próximo de una Filosofía Experiencial, de una Filosofía Aplicada o de una Filosofía para/con Niñ@s. Como señalaba Foucault en la "Microfísica del poder": "“El intelectual no puede seguir desempeñando el papel de dar consejos. (…) Lo que el intelectual puede hacer es dar instrumentos de análisis (…). Ahí está el papel del intelectual. Y ciertamente no en decir: esto es lo que debéis hacer”

 

o Jana sublinha a importância de não defender que "vale tudo": 

É imprescindível afirmar que nem todos os pensamentos se equivalem. (...) Vivemos um pensamento mole, incapaz de distinguir o que é distinto. No entanto, já Aristóteles nos tentou ensinar, há muito tempo, que nem todos os pensamentos se equivalem, tanto do ponto de vista lógico como do ponto de vista ético e político.

 

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as ferramentas que a filosofia nos dá para procurar a resposta mais razoável

no seguimento do que defende Pepe Barrientos, a filosofia exige um treino para encontrar as respostas válidas ou incorrectas, bem como para levar a cabo os exercícios que decorrem dessa busca. 

as ferramentas que a filosofia coloca à nossa disposição são a lógica, a clareza, a argumentação, bem como as virtudes intelectuais (humildade, curiosidade, autonomia, tenacidade, coragem, integridade).

estas ferramentas permitem-me trabalhar sobre o pensamento dos outros - e também sobre o meu próprio pensamento. este trabalho inclui identificar argumentos, problematizar, conceptualizar, resumir / sintetizar, interpretar e também avaliar as ideias que surgem. sim, avaliar quais são as respostas mais razoáveis e com as quais podemos seguir e aquelas que temos de colocar de parte, por não serem adequadas ou válidas. 

avaliar as respostas é um trabalho que implica honestidade e clareza nos critérios que são considerados.

trata-se de um trabalho sério, ainda que seja apresentado de forma lúdica ou ainda que possa partir do jogo. a ideia de Brincar a Pensar é colocada pela Dina Mendonça e pela Maria João Lourenço no título do seu livro e por Angélica Sátiro na sua proposta Jugar a Pensar.  a filosofia é uma brincadeira muito séria

O objectivo filosófico, neste campo, é cada um de nós, a começar por “mim”, sejamos capazes de viver segundo o mantra: ser capaz de pensar hoje melhor que ontem e amanhã melhor que hoje. E, tanto quanto possível, numa procura partilhada.
Como numa roda da filosofia. (Alves Jana

 

os diálogos filosóficos, as oficinas de filosofia, são difíceis, pois

1) exigem um trabalho que não é natural: parar para escutar e para pensar e

2) convidam os participantes a falar sobre o seu posicionamento. 

 

este trabalho de pensar, de escutar, de falar, pensando as ideias, tomando respostas como válidas ou como inválidas - é este trabalho que distancia o diálogo filosófico de uma conversa de café, entre amigos que só estão focados em conviver e não em analisar com profundidade os temas.

em suma e correndo o risco de me repetir: a filosofia dá-nos ferramentas para analisar, criar, recriar pensamento, a partir das minhas ideias e das ideias dos outros – mesmo daquelas pessoas com as quais não concordo ou que se posicionam num quadrante que não é o meu. 

 

5 artigos que ajudam a compreender o que acontece numa oficina de filosofia para crianças

 

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a importância da preparação de uma oficina de filosofia 

neste artigo explico como uma oficina pensada para trabalhar na área da filosofia da linguagem acabou por se tornar numa oficina sobre metafísica. 

 

uma oficina a partir de uma história tradicional

inspirada numa proposta de Peter Worley, avancei com a proposta de reflectir sobre a decisão da rã e a atitude do escorpião. foram várias as perguntas que surgiram numa oficina que despertou várias reflexões ao nível da ética.

 

uma oficina sobre perfeição

neste artigo avanço com algumas possibilidades a partir do tema da perfeição.

 

perguntas frequentes sobre as oficinas de filosofia

há perguntas que se repetem em torno das oficinas de filosofia. neste artigo dou resposta a algumas dessas perguntas. se tiver outras, deixe nos comentários e responderei!

 

a avaliação da oficina a partir de objectos 

a avaliaçãi figuroanalógica é um recurso que uso amiúde para a avaliação da oficina. explico AQUI como acontece, bem como num artigo que pode ler na revista O Nosso Filho

 

*

as oficinas de filosofia #filocri regressam no final de Agosto (em modo presencial, em Carnide) e em Outubro (em modo online).

consulte as datas para as oficinas do Platão e philoTEEN - e se quiser receber no seu e-mail a agenda destas oficinas convido-o/a a subscrever ESTA newsletter

 

agenda #filocri em agosto

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🗓 agenda #filocri em agosto: em modo PAUSA.

 

durante o mês de agosto a agenda #filocriatividade entra em modo pausa, para "descanso do pessoal" (ou seja, eu) 😁

 

 👉 continuam os Cafés Filosóficos online, em parceria com a bertrand livreiros.

 

🔨 no dia 28 de Agosto regresso à oficina L.O.C.A.L., em Carnide,  para uma oficina presencial para avariar e consertar palavras.

 

👀 vou ter algumas mentorias one-to-one durante o mês de Agosto e ainda tenho algumas datas disponíveis [estas mentorias destinam-se a professores e educadores]

 

😍 irei participar numa formação de filosofia para/com crianças - como aluna, papel que gosto muito de assumir - e entre descanso e leituras, irei partilhar conteúdos aqui no instagram, bem como no blog.

 

⏸ será um mês "pausado" mas com actividade q.b. para me preparar para o novo ano lectivo.

 

obrigada por acompanhar este projecto. 

regresso ao jardim de infância

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desde Março de 2020 que não visitava o jardim de infância para filosofar com a pequenada. hoje foi dia de regressar e de conhecer os filósofos da Floresta Encantada e do Palácio das Aventuras. na verdade, alguns dos filósofos já eram meus conhecidos do ano lectivo passado (e estão TÃO CRESCIDOS!).

o (re)começo das oficinas de filosofia aconteceu com a ajuda do livro Em que pensas tu? (de Laurent Moreau, publicado pela O Bichinho de Conto) que nos convida a visitar a cabeça de várias pessoas. parece que é lá que moram os pensamentos. será? 

vamos continuar a investigar! 

o meu regresso à Malaposta

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no último fim-de-semana de Junho tive a oportunidade de voltar ao Centro Cultural Malaposta para uma oficina para famílias e um café filosófico.

foi muito bom voltar a filosofar com pessoas sem a mediação do écran. as máscaras protegem-nos e aproximam-nos, as distâncias físicas são cumpridas e há vontade em parar para pensar, ouvir e falar - tal como está presente ali na fotografia.

este triângulo está presente nos últimos livros de Peter Worley (Corrupting Youth) e é uma forma simples de explicar o que acontece num diálogo filosófico.

 

obrigada, Malaposta, pelo acolhimento.

obrigada aos participantes pela presença e pela disponibilidade em dialogar!

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