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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de filosofia e de criatividade, para crianças, jovens e adultos / formação para professores e educadores (CCPFC) / mediação da leitura e do diálogo / cafés filosóficos / #filocri

filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de filosofia e de criatividade, para crianças, jovens e adultos / formação para professores e educadores (CCPFC) / mediação da leitura e do diálogo / cafés filosóficos / #filocri

oficinas no Festival de Filosofia de Abrantes

joana rita sousa, 21.11.22

315594302_511304531023135_968681753265096751_n.jpg📷 festival de filosofia de abrantes

o festival de filosofia de Abrantes: 5.ª edição

acontece desde 2017 o festival de filosofia na cidade de Abrantes. tenho o privilégio de participar na dinamização de oficinas de filosofia para / com crianças desde a 1.ª edição.

o festival apresenta um  tema diferente em cada edição; também as oficinas de filosofia assumem esse tema como ponto de partida para o convite para o diálogo entre as crianças e os jovens.

 

as oficinas de filosofia na Biblioteca e no Museu

o MIAA (Museu Ibérico de Arqueologia e de Arte) abriu portas a 8 de Dezembro de 2021 e tem como característica o facto de partilhar o espaço do Convento de São Domingos com a Biblioteca Municipal António Botto. 

assim, quando surgiu o convite para participar no festival com oficinas de filosofia, surgiu a ideia: "e se...?". e se as oficinas acontecessem também no Museu? 

a ideia foi acolhida pelas equipas da Biblioteca e do Museu que imediatamente arranjaram maneira de me mostrar o museu, mesmo à distância. estive no MIAA sem estar no MIAA para conhecer o espaço e as exposições. em equipa decidimos que a filosofia poderia "assentar arraiais" na sala de exposições temporárias dedicada ao trabalho do Mestre José Pimenta. 

 

a observação como ponto de partida para o diálogo 

um dos elementos essenciais para o diálogo que aconteceu nas oficinas que aconteceram no MIAA foi a observação. o tempo e o espaço para observar, para nos deixarmos provocar pelas obras de arte que fazem parte da exposição. 

 

a provocatória arte do Mestre José Pimenta

o Mestre José Pimenta é um abrantino de 92 anos que ainda hoje desenvolve a sua arte em Rio de Moinhos. as suas obras partem de memórias do quotidiano e também daquilo que é contemporâneo. os materiais são diversos e os temas das suas obras também. a diversidade das propostas provoca perguntas e com as perguntas surgem hipóteses de resposta. 

👉 um grupo do curso profissional intérprete / actor - actriz (Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes ) observou, pensou e perguntou a partir da obra do Mestre José Pimenta.
👉 depois, um grupo do 4.º ano (1.º CEB) pegou numa das perguntas e um das crianças levantou o braço e...
"posso responder a essa pergunta com outra pergunta?"
👉 e assim seguiu o diálogo, com avanços e recuos, com observação e escuta, com perguntas e respostas, com exemplos e contra-exemplos.
 

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📷 festival de filosofia de abrantes

 

as pessoas

um evento destes faz-se com (e para) as pessoas. tenho por isso de agradecer a toda a equipa do MIAA pela forma acolhedora como receberam as oficinas e as pessoas participantes.

um obrigada à Anabela, à Sónia, à Sílvia, à Teresa, à Lina - a equipa da Biblioteca que me acompanhou nestas aventuras do filosofar com as crianças de Abrantes.

❤️

faço votos de vida longa ao Festival de Filosofia de Abrantes, uma iniciativa do Município de Abrantes. 

ainda a propósito do #DiaMundialDaFilosofia

joana rita sousa, 20.11.22

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📷 festival de filosofia de Abrantes

 

no dia 17 de Novembro assinalou-se o Dia Mundial da Filosofia (UNESCO) e por isso a semana passada foi intensa com a participação no Festival de Filosofia de Abrantes. 

as comemorações do Dia Mundial da Filosofia continuam até ao final do mês de Novembro.

 

além dos eventos que fazem parte da agenda #filocriatividade, estão disponíveis vários artigos sobre filosofia, pensamento crítico e filosofia para / com crianças: 

📝  menos opiniões, por favor (para ler no SAPO)

📝  queres ser um perguntólogo? (para ler na Visão Júnior)

📝 filosofia para crianças: uma brincadeira muito séria! (para ler na Pumpkin)

📝 Ler a Pensar, Pensar a Ler - mediação da leitura e do diálogo (para ler no blog RBE)

📝 Três exercícios filosóficos para pessoas não filósofas (para ler na Academia Gerador

 

*

[consulte a agenda #filocriatividade - Novembro]

subscreva a newsletter #filocriatividade

 

filosofia no museu!

- uma oficina de filosofia, para crianças, no MIAA

joana rita sousa, 16.11.22

315810832_647900807036009_7773530763208694821_n-1.📷 Ana Dias

👀 parar, observar, perguntar, escutar e dialogar - eis a proposta lançada às crianças que participaram no Festival de Filosofia de Abrantes.

🎨 partimos das obras do Mestre José Pimenta (exposição RIO, com curadoria de Sara e André), que se encontram no MIAA - Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes

❤️ há muito que gostaria de trabalhar diálogo filosófico num museu e a partir daquilo que encontramos no museu. as equipas da Biblioteca Municipal António Botto e do MIAA aceitaram a ideia com muito gosto e criaram as condições para que tal fosse possível. 

❓ inspirada pelo trabalho da Ellen Duthie (Wonder Ponder) e das suas propostas de filosofia visual, convidei as crianças a observar e perguntar, para criarmos um PERGUNTÁRIO a partir das obras do Mestre José Pimenta. entre perguntas sobre significados e inspirações, fomos colocando hipóteses e arriscando porquês.

 

👉 ainda uma nota: a exposição RIO pode ser visitada até 26 de Fevereiro de 2023. 

pensar, escutar e falar no festival de filosofia de Abrantes

joana rita sousa, 18.11.21

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"estivemos a pensar de uma maneira que não fazemos na escola.", disse uma das crianças participantes nas oficinas #filocri no Festival de Filosofia de Abrantes. 

 

*

as oficinas vivem muito das ideias e dos caminhos que as crianças vão traçando.

hoje uma das crianças partilhou uma forma de arte, que é a de inventar palavras novas. a partir da sua própria invenção, resolvemos inventar palavras para dizer como foi o diálogo que tivemos. 

fizemos uma nuvem de palavras e cada pessoa escolheu um par para a partir daí inventar uma palavra nova:

ARTENSAR (arte e pensar);

PENSATECA (pensar e biblioteca);

FILARTE (filosofia e arte); CIDADARTE (cidade e arte);

FILODADE (filosofia e cidade). 

depois de um diálogo intenso, com pensamento crítico sobre as ideias acerca do que é a arte e do que seria uma cidade sem arte ("uma cidade sem arte não tem vida, está mortinha") 

nas oficinas #filocri, a filosofia e a criatividade estão sempre lado a lado! 

 

*

 

se pretende que as oficinas #filocri viajem até à sua escola ou biblioteca escolar, contacte-me

(no canto superior esquerdo do blog encontra as minhas redes sociais e e-mail)

 

 

 

 

em Abrantes continuamos a pensar A Cidade e a Arte

- oficinas #filocri no festival de filosofia de Abrantes

joana rita sousa, 17.11.21

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📷 festival de filosofia de abrantes / município de abrantes

o que é mesmo essencial para que possamos dizer "isto é arte"?

nestas conversas sobre a cidade e a arte, a palavra arte suscita algumas dúvidas. afinal, o que é a arte? e será que precisamos saber dizer o que é (ou seja, apresentar a sua definição) para podermos identificar a arte? 

partindo de exemplos apresentados em imagens, partimos para a descoberta daqueles exemplos que são arte. sobre esta imagem de uma peça do Bordalo II houve duas ideias: não é arte e é arte. e quais as razões? pois bem ao examinar as razões verificámos que estas eram mais parecidas do que diferentes. como é possível que uma mesma justificação possa sustentar um sim e um não? 

 

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a cor é material ou imaterial?

as cores foram referidas como um elemento importante para reconhecermos a arte, sobretudo na pintura ou no desenho. mas onde estão as cores? estão nos materiais que usamos ou existem por si? qual a razão para as cores serem importantes quando pensamos em arte? 

que outras artes conhecemos para lá da pintura e do desenho? e essas artes também têm cores? 

 

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pensar, escutar e falar 

numa oficina de filosofia é importante a prática do pensar, do escutar e do falar (Peter Worley). no final da oficina parámos um pouco para pensar se tínhamos praticado estes três elementos tão importantes para a filosofia. "houve pessoas que não falaram", disse alguém. é verdade, nem todas as crianças participam da mesma forma: umas ficam a escutar, outras colocam o braço no ar várias vezes para falar. há várias formas de praticar o pensamento e nem todas envolvem o falar. 

à procura da arte! - oficinas de filosofia com crianças das escolas do concelho de Abrantes

Festival de Filosofia de Abrantes

joana rita sousa, 16.11.21

 

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a proposta da 4.ª edição do Festival de Filosofia de Abrantes é "A Cidade e a Arte". uma das perguntas que surgiu foi "o que é que a cidade tem a ver com a arte? o que é que a arte tem a ver com a cidade?" 

 

onde está a arte?  [oficina 1]

a partir de alguns exemplos partilhados com a turma, partimos em busca da arte. onde é que ela está? será que os exemplos partilhados são arte? quais? porquê?

no meio de um toró de ideias surgiram algumas que nos serviram de pistas (critérios) para encontrar a arte: a beleza, a cor, a expressão dos sentimentos por parte do artista, a emoção que provoca nas pessoas que observam a arte. surgiram também alguns problemas: porque é que, por vezes, as emoções do artista e da pessoa que vê / sente a obra podem ser diferentes? 

a cidade é fácil e difícil de explicar; é fácil porque é casas e prédios; é difícil porque tem muito conteúdo

a arte é desenhar e pintar; é mostrar uma arte, como o teatro; é a imaginação e o sentimento do artista; é criatividade; também há arte na comida.

os artistas também se aborrecem, quando não estão com ideias

a arte está em todo o lado, até na natureza

a arte pode ser um protesto do artista para dizer alguma coisa que não está bem

podemos fazer arte sem saber que estamos a fazer arte? 

quando é que uma coisa vira arte? 

as palavras são arte? conversar é arte? 

 

a cidade e arte? "mas isso não tem nada a ver!" [oficina 2]

o que terá acontecido na cabeça das pessoas que organizaram o Festival para juntar Cidade e Arte? pois é, parece um bocadinho estranho: "a cidade é só barulho e a arte é preciso silêncio para apreciar." 

 

um convite para continuar a pensar "a cidade e a arte"

o convite foi lançado às crianças: que até ao final do dia procurassem a arte à sua volta e que quando chegassem a casa conversassem sobre a arte que encontraram e explicassem porque é que é arte. e amanhã, no intervalo da escola ou na pausa do almoço podem trocar as ideias sobre as coisas que encontraram.

 

estendo este convite a quem está desse lado do écran: procure a arte à sua volta? onde está a arte? partilhe uma fotografia da arte que encontrar à sua volta (na sua cidade, vila ou aldeia) no instagram fazendo tag à filocriatividade e usando #àprocuradaarte 

 

[para o Festival de Filosofia de Abrantes foram pensadas oficinas dentro da àrea filosófica da estética, inspiradas no proposta temática do Festival e do livro "O que são a Beleza e a Arte?" de O. Brenifier e no trabalho de investigação Queres saber? Pergunta]

 

 

 

4.ª edição do festival de filosofia de abrantes

- comemorações do dia mundial da filosofia

joana rita sousa, 29.10.21

 

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Cidades e mundo enfrentam os mesmos problemas e todos somos parte na sua resolução: ambiente e sustentabilidade, desemprego, mobilidade, habitação, migrações, confronto de culturas… porque no essencial todos somos urbanos e estamos todos ligados, local e global, indivíduo e humanidade.

A arte foi vista durante séculos como mero elemento decorativo, de homenagem ou reportório museológico a céu aberto, na sua relação com a arquitetura, o urbanismo e o paisagismo, disciplinas centrais na reforma da cidade. A arte pública contemporânea exprime os anseios dos movimentos sociais e suas relações de forças, posiciona-se como contrapoder, é participativa e crítica e elemento de atratividade. Por isso deve ser relevante nas políticas ou projetos de cidade.


Cidade é forma e significado. É rede de redes: de estruturas, pessoas, interações, interdependências, experiências, contextos, sensações, sentidos. É o infinitamente complexo espaço do quotidiano e do imaginário, catalisador de cultura e resultado da história. É lugar do indivíduo e da pluralidade, espaço de liberdade e reflexo da ordem social e de valores.

A aceleração da mudança pode transformar as cidades em megalópolis ou em desertos, gerando crises identitárias. A cidade pode ser lugar de especulação desenfreada, mercantilização, gentrificação, consumismo fútil, depressão e abandono, desvalorização da dimensão social do urbano e dos espaços da esfera pública, sem condições para a genuína criação individual e as interações não mercantilistas.

Arte e urbanismo devem ser os elementos críticos e criativos geradores dessas interações e recriação de vínculos. Intervenções artísticas e urbanísticas serão parte de projetos e processos de reestruturação e desenvolvimento, identificando linhas de força e mobilizando intervenções transformadoras.

Nas suas contradições a arte é sempre crítica e sistema, criação e destruição, valor e mercadoria, exclusividade e massificação, utopia e alienação. As fragilidades da arte são também a sua força, ajudando-nos a compreender as nossas contradições e a facilidade com que tudo o que é inovador é rapidamente ultrapassado.

Ao produzir a representação estética da cidade, o artista proporciona-lhe, no confronto com a realidade, a reflexão sobre o seu éthos, isto é, um sistema de valores, ideias e crenças. Ou seja, um sentido crítico que corporiza o valor social da arte.
O maior valor da arte é a luta pela liberdade. Aos artistas cabe continuarem a criar, gerando as suas criações na tensão dialética entre a sua realidade e o contexto social.

 

fonte: Biblioteca Municial António Botto

programação da 4.ª edição do festival de filosofia  disponível AQUI

 

"essa imagem é um bocado estranha!"

joana rita sousa, 15.11.18

 

os jogos wonder ponder são uma excelente provocação para o pensar. tendo em conta o tema do festival de filosofia de abrantes (a inteligência artificial, o trabalho e o humano), o jogo "I, person" tem sido uma das provocações nas oficinas de filosofia (1º e 2º ciclos).

 

hoje o desafio teve vários momentos:

- fazer perguntas sobre a imagem;

- dizer coisas (ou afirmar) sobre a imagem;

- responder a perguntas;

e ainda: fazer perguntas às perguntas. esta parte do desafio suscitou muita curiosidade por parte dos alunos. a ideia de fazer perguntas a uma pergunta pareceu-lhes, ao início, estranha (tão estranha quanto a imagem!). 

o grupo aceitou o desafio e, com calma e paciência, conseguimos fazer 5 perguntas a uma das perguntas iniciais. este trabalho de perguntar à pergunta é um dos meus preferidos e que aconselho a qualquer pessoa que queira treinar os músculos do pensamento. obriga-nos a aprofundar e a explorar um conceito ou uma expressão na pergunta. quantas mais perguntas fazemos, mais dificuldade sentimos. a prática deste exercício vai afinando a nossa capacidade de perguntar e, às tantas, a dificuldade dá lugar ao gosto pelo perguntar.

 

esse é um dos objectivos destas oficinas: proporcionar uma experiência da filosofia, do perguntar, do investigar. deixamo-nos contaminar pela curiosidade e perseguimos as ideias que nos fazem "comichão" no pensamento.

(ah! e eu divirto-me muito!)

 

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a investigação filosófica em Abrantes

joana rita sousa, 14.11.18

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a oficina desta manhã seguiu os passos metodológicos do café ☕ filosófico do Tomás Magalhães Carneiro e foi muito positiva a forma como os alunos saltaram do "pensar o conteúdo" para o "pensar a forma" do trabalho da filosofia:

🗣️ "quando chegámos não sabíamos o que era a filosofia e conseguimos fazer a filosofia, sem saber mesmo o que é. fizemos um bom trabalho!" (aluna do 6º ano)

o que fizemos?

fizemos perguntas, perguntámos perguntas às perguntas e arriscámos definições de coisas para poder pensar melhor. 

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da parte da tarde encontrámos um grupo cheio de pressa: muitos braços no ar e muita falta de paciência para esperar pela sua vez. durante esta oficina acabámos por fazer um exercício que permite contrariar a pressa e a vontade de dizer algo, mesmo sem ouvir o que o outro está a dizer.

 

começámos por fazer perguntas sobre uma imagem. depois, foi pedido que dissessem coisas sobre a imagem: é importante treinar o perguntar e o dizer coisas (afirmar). depois deste "aquecimento" foi-lhes proposta uma pergunta, que suscitou problemas junto do grupo. ora e o que fazem pequenos e grandes filósofos quando estão perante problemas? dedicam o seu tempo a resolvê-los.

 

no final foi pedido ao grupo que dissesse algo sobre o trabalho que tínhamos feito: "foi bom, eu gostei, mas estivemos muito apressados e agitados e não ouvimos bem as coisas". 

houve até quem confessasse que gostaria de repetir este jogo da filosofia.

 

 

 

e por Abrantes continuamos a filosofar com os mais novos

joana rita sousa, 13.11.18

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a pressa é inimiga da prática da filosofia. e isso é uma das coisas que se tenta transmitir aos mais novos, quando estamos numa oficina de filosofia. não há que ter pressa em pôr o braço no ar ou em falar, sem que tenha sido dada a palavra. há que ouvir as perguntas até ao fim, as ideias até ao fim. não devemos ter o braço levantado quando estamos a ouvir um colega. porquê? porque enquanto fazemos isso não estamos verdadeiramente a ouvir, mas sim focados no que temos a dizer. ora, na filosofia (repito) não temos pressa. há que desfrutar do diálogo, com calma, com os braços poisados na mesa ou em cima dos joelhos, para que nos concentremos no que está a ser dito pelos outros. 

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numa das turmas do Sardoal e ao enunciar o tema do festival de filosofia de Abrantes lembrei-me de fazer uma pergunta à turma do 4º ano: "o que teria passado pela cabeça dos senhores que fizeram o festival ao propor um tema destes, para ser trabalhado por crianças de 9 anos?" - de uma forma mais simples: "que interesse tem este tema para as crianças da vossa idade?"

e lá partimos na investigação, orientados por esta pergunta e por outras que fomos registando no quadro: no final de uma hora o quadro estava cheio de ideias!

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na Chainça o desafio foi diferente: pensar a partir de uma imagem do jogo Wonder Ponder e tentar responder à pergunta: quem gostarias de ter como professor: uma pessoa ou um robot?  porquê? (sempre os porquês, não é?)

o carácter de imperfeição de ser pessoa foi assinalado por um dos meninos: "temos falhas, todos temos falhas e servem para aprender para a próxima vez não falharmos." a professora da sala, que é uma pessoa, às vezes até parece uma máquina pois faz imensas coisas ao mesmo tempo, para chegar aos 24 alunos que trabalham consigo diariamente. como podem ver pela imagem, houve mais pessoas a escolher o robot do que a pessoa. infelizmente não tivemos tempo para continuar a reflexão e tivemos de terminar com uma boa espreguiçadela: é que isto de pensar, cansa!

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e quais foram as razões apontadas pela turma do 4º ano para dizer que o tema "IA, o trabalho e humano" é um bom tema para trabalhar com crianças de 9 anos? eis as razões:

- aprendemos mais coisas e ficámos a saber melhor o que era I.A.;

- tirámos muitas dúvidas;

- pudémos evoluir de nível na inteligência;

- fizemos muitas perguntas e com isso aprendemos mais;

- aprendemos um pouco de filosofia;

- divertimo-nos ao mesmo tempo que aprendemos.

conforme prometi aos alunos, vou passar a informação aos "donos do Festival" que assim podem ficar muito mais descansados pela escolha do tema: é um bom tema e as crianças de 9 anos interessam-se por ele. e até deixam perguntas como:

"quando nós somos bebés, a I.A. interfere connosco?"