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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de filosofia e de criatividade, para crianças, jovens e adultos / formação para professores e educadores (CCPFC) / mediação da leitura e do diálogo / cafés filosóficos / #filocri

filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de filosofia e de criatividade, para crianças, jovens e adultos / formação para professores e educadores (CCPFC) / mediação da leitura e do diálogo / cafés filosóficos / #filocri

"Estamos a preparar estas crianças para que futuro?" - Carlos Neto

joana rita sousa, 12.09.22

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"Qualquer disciplina pode ser feita de forma activa; pode ser feita com instrumentos que eu coloco na mão dos alunos e eles vão investigar e explorar, vão pensar, fazer projectos, trabalhar em conjunto e descobrir o conhecimento. O conhecimento não se impõe, descobre-se da mesma maneira que o ensino não se faz por pontos finais, mas por vírgulas. Faz-se por perguntas e não por respostas.

As escolas têm de ter uma atitude de descoberta e reflexão para que todos aprendam que a complexidade e a incerteza são elementos fundamentais para pensar no futuro. As escolas não são prisões, têm de abrir os muros, abrir as salas, sair lá para fora. Repare, pintar uma árvore dentro da sala é completamente diferente de ir lá para fora e pintar a árvore real. A sociedade está a mudar, temos à porta o 5G. Dentro de poucos anos teremos uma robotização da sociedade, provavelmente o número de horas de trabalho irá diminuir."

 

para ler no Público: entrevista de Carlos Neto, especialista em Motricidade Humana. 

ideias loucas (?) para mudar a educação

joana rita sousa, 08.07.22

 

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tropecei num artigo de Terry Heick intitulado 50 crazy ideas to change education e dei por mim a pensar: WOW. aqui estão algumas ideias bastante provocadoras, que abalam as nossas ideias de sala de aula, de relação entre professores e alunos, de escola. 

 

(...) most of these are about education as a system rather than learning itself, but that’s okay. It’s often the infrastructure of learning that obscures anyway. Few of them may work; even fewer would work together, and that’s okay too. As long as we’re dreaming anyway, let’s get a little crazy.

o que aconteceria à educação (e à instituição escola) se algumas destas ideias fossem implementadas?

vejamos algumas das ideias loucas (?) que o autor sugere: 

📌 pedir aos alunos que estabeleçam os seus próprios critérios de qualidade;

📌 permitir que os alunos usem os smartphones em sala;

📌 a presença dos alunos deixaria de ser obrigatória e teríamos de fazer das salas de aula os lugares onde os alunos querem estar; 

📌  praticar a  honestidade e admitir quando as coisas não funcionam, são aborrecidas ou são uma perda de tempo;

📌 promover a literacia, a criatividade e a brincadeira no ensino básico;

📌 permitir que os professores desenhem o seu próprio desenvolvimento profissional;

📌 optar por canais do YouTube ou listas de reprodução digitais/vídeos actualizadas e seleccionadas, em vez de livros didáticos;

📌  abandonar a avaliação de 1 a 20  ou de 1 a 5; no máximo, mude para 0, 1, 2 – não concluiu o trabalho, concluído sem atender aos critérios de qualidade, concluído atendendo aos critérios de qualidade.

📌 permitir que os alunos decidam o que querem e o que não querem aprender; insistir apenas para que aprendam alguma coisa.

 

eis as minhas sugestões loucas (?):

📌 eliminar as mesas e cadeiras das salas de aula e adoptar cadeiras com rodinhas e mesa para permitir o movimento em sala;

📌  eliminar o ruído nos corredores e nas salas de aula, investindo em soluções de melhoria da acústica (o Manuel Faria fez uma ted talk sobre o tema);

📌 abandonar os manuais escolares, permitindo que cada turma crie o seu próprio manual (ou diário gráfico) colectivo e individual, ao longo do ano;

📌 eliminar os testes e introduzir outras formas de avaliação, de autoavaliação e de heteroavaliação;

📌 envolver as famílias sempre que possível;

📌 abandonar as festas de finalistas e de final de ano lectivo que servem de montra e não de encontro entre famílias e escola;

*

será que conseguimos transformar estas ideias loucas em realidade? será que podemos adaptar alguma destas ideias loucas e aplicar? 

que ideias escolheria?

que outras sugestões teria?

partilhe nos comentários! 

 

 

mapas mentais para crianças

- a partir de Tony Buzan

joana rita sousa, 22.12.21

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os mapas mentais  (mind maps, criados por Tony Buzan) são uma excelente prática para miúdos e graúdos. 

aponto apenas quatro motivos para que adopte os mapas mentais na sua prática de sala de aula ou aí em casa, em família:

🗺 os mapas mentais permitem a expressão da criatividade, pelo uso das cores e dos símbolos ou desenhos em vez das palavras;

🗺  a criação do mapa mental em família permite criar momentos para diálogo em torno das escolhas que fazemos para completar o nosso mapa;

🗺  os mapas mentais permitem explorar sentidos e significados das coisas de todos os dias; ao solicitar que se traduzam palavras ou expressões por desenhos, damos por nós a pensar no que é que a palavra significa e a traduzir isso para um elemento visual;

🗺  quando construídos em grupo, os mapas mentais reforçam a prática do pensamento colaborativo.

 

sugestão: use folhas A3 ou mesmo rolos de papel cenário e canetas ou lápis de várias cores. utilize os mapas mentais para planear as compras, para contar como foi o dia ou para contar uma história. os mapas mentais são uma óptima ferramenta de estudo, sendo muito úteis para ajudar a sintetizar ou resumir. 

 

recomendação de leitura: A criança inteligente, de Tony Buzan 

o papel da filosofia na Recomendação n. º2, de julho de 2021

sobre A voz das crianças e dos jovens na educação escolar

joana rita sousa, 26.11.21

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eu e a Júlia Martins (da equipa PNL2027) encontrámo-nos num Google doc para pensar colaborativamente a partir da Recomendação n. º2, de julho de 2021 sobre A voz das crianças e dos jovens na educação escolar. a reflexão pode ser lida AQUI.

 

[Joana] O documento é muito assertivo na defesa da voz das crianças e dos jovens. Podemos ler: “Efetivamente, exige-se um novo papel à escola atual: mais do que a transmissão de saberes, que hoje estão à distância de um clique, espera-se que possa promover a partilha, a problematização e a estruturação dos conhecimentos.” Afirmações destas fazem-me pensar no papel do professor e até no desaparecimento desta figura. O que seria da escola se em vez de professores tivéssemos figuras como tutores ou até curadores?

[Júlia] Seria uma escola diferente. De certeza! Gosto da ideia de uma escola com curadores. A curadoria não é uma tarefa fácil, pelo contrário, exige dedicação, carinho e muita paixão. O curador cuida da aprendizagem, isto é: suscita experiências, cria cenários de aprendizagem, proporciona a problematização, a argumentação e a conceptualização. Induz “a participação dialógica", a partilha e uma comunicação efectiva, mas também cuida da escuta e dos afetos. Sabemos que estas não são práticas habituais na vida da escola. No documento, em análise, lê-se: “[...] parece existir uma dificuldade de os/as professores/as repartirem com as crianças e os jovens o seu poder de decisão no trabalho de gestão e de desenvolvimento do currículo [...] “a questão que se coloca é: como superamos esta dificuldade? Pela implementação de novas metodologias? Poderá a filosofia dar algum contributo?

 

sobre a educação híbrida

joana rita sousa, 23.11.21

 

 

 

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Jorge Borges a partir de documento da UNESCO: 

"(...) os modos híbridos são pluralísticos. Não implicam um modelo único de organização e não funcionam de maneira igual e prescritiva para todos os centros educativos. Em vez disso, os modos híbridos destinam-se a orientar, partilhar e monitorizar a partir do nível central do sistema educacional. Eles articulam e oferecem um conjunto robusto de competências e conhecimentos que explicitam o porquê e o que ensinar, que são comuns e obrigatórias para todos os centros educacionais. Estabelece ideias, propósitos, percursos e processos esclarecidos sobre os conteúdos em que as novas gerações serão formadas."

 

artigo completo AQUI 

conferência SUPER 02 - Casa do Professor, Braga

joana rita sousa, 26.10.21

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no passado dia 22 de outubro rumei até Braga para participar na conferência Super 02, organizada pela Casa do Professor. o meu workshop intitulava-se talk emoji to me e pretendia apresentar o emoji (bem como a hashtag, os memes e os gifs) como uma possibilidade de trabalho colaborativo entre professores e alunos. 

 

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o alinhamento deste workshop está disponível no blog do meu projecto de comunicação e marketing (joanarita.eu). na preparação do workshop elaborei um artigo para o blog para mapear os pontos que iria abordar. esse artigo contém um link  (bit.ly) para os materiais de apoio (reunidos numa colecção  wakelet). como seria de esperar o artigo contém emojis  

desta forma fiz uso de várias plataformas disponíveis no mundo digital e que fizeram com que não precisasse de levar qualquer suporte para o workshop: não levei pen e nem sequer deixei um ppt algures no e-mail. apenas precisei aceder à internet num computador, pesquisar pelo meu blog para encontrar o artigo. o resultado é simples, ainda que o processo exija uma visão panorâmica e um diálogo constante entre o todo e as partes. 

 

o que disseram as pessoas participantes? 

"(...) o mundo das redes sociais é muito mais amplo do que eu achava e que faz parte da minha vida e eu não sabia."

"A reflexão sobre a importância da utilização das redes sociais e dos conteúdos digitais na prática educativa como forma de efetivamente conseguir comunicar com o público alvo, os jovens, chegando até eles de uma forma que lhes é extremamente familiar."

"Gostei do modo informal e de proximidade com que o tema foi abordado."

 

*

 

para esclarecer quem está a chegar agora a este blog:  eu tenho uma vida dupla: como estratega digital e como filósofa. por vezes esta vida dupla encontra-se num mesmo espaço e tempo, tal como aconteceu neste workshop. inevitavelmente a minha experiência na área da educação tem de vir à superfície quando falo de comunicação e vice-versa. 

 

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é com muito gosto que participo em eventos na área da educação, tal como a Conferência Super 02,  para falar de literacia e cultura digital, levando comigo ferramentas de pensamento crítico e criativo. 

 

👉 se é professor/a e está na zona de Braga, não deixe de visitar a Casa do Professor e a sua oferta formativa. para citar o Manuel Serrão na sua intervenção, a Casa do Professor é uma espécie de "mini ministério da educação". vale MUITO A PENA conhecer os seus projectos. 

 

 

educação pós-pandemia

joana rita sousa, 29.08.21

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Desde que a pandemia COVID-19 começou temos tido a preocupação de criar novas soluções, ferramentas e recursos de apoio às escolas neste processo de rápida adaptação.

Embora todos tenhamos dado o nosso melhor, sabemos que este momento teve muitos impactos nas escolas, professores e alunos e que é preciso refletir-se sobre quais as oportunidades e soluções que podem ser agora colocadas em práticas.

"Educação Pós Pandemia: Um guia para desafiar as escolas" é o resultado do trabalho colaborativo realizado com diferentes especialistas, personalidades e intervenientes no processo educativo que com o seu testemunho contribuem para uma reflexão informada e esclarecida.

Brevemente, o livro estará disponível com o ambição de poder ser um contributo para a reflexão.

Sérgio Ferreira Félix, Adelino Calado, Mafalda Almeida Ribeiro (EDThink)

 

 

o que é a segurança?

joana rita sousa, 23.05.17

um dia cheio de sol e de pensamentos sobre a segurança:

afinal, o que é a segurança?

sentimos que estamos seguros?

qual o papel das regras?

podemos brincar em segurança?

e se ficarmos fechados em casa, será que vamos estar mais seguros?

 

- estas e outras ideias foram partilhadas por crianças e jovens dos 3º, 4º e 5º anos de escolaridade, nas oficinas "pensar a segurança"

 

obrigada à APSI - Associação para a Promoção da Segurança Infantil pelo convite!

 

parabéns pela iniciativa de juntar crianças e jovens, no Parque Marechal Carmona, em Cascais, para muitas actividades para pensar e sentir a segurança infantil 

 

 

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[EN] - as shared on twitter

 

thinking about safety :

"nobody is safe at home"

"it's dangerous to stay at home, we can stumble on a rug"

"why do we need rules?"

"if we stay at home all the time, will we be safe?"

um passo seguro em frente: dia nacional da segurança infantil

joana rita sousa, 21.05.17

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"Pela 1ª vez em Portugal, no dia 23 de maio, a APSI organiza o Dia Nacional da Segurança Infantil!

Centenas de crianças vão juntar-se no Parque Marechal Carmona para assinalar este dia.

Com o mote ‘um passo seguro em frente’, o evento pretende mostrar que segurança não é fechar as crianças numa “redoma”, mas sim garantir que todas crescem e brincam livremente, de forma segura e autónoma!

Para isso, a APSI e os seus parceiros juntaram-se para proporcionar diversas atividades às crianças: vão poder correr, pedalar, saltar, jogar e, ao mesmo tempo, aprender a proteger-se.

Este evento, que decorre entre as 10h00 e as 17h00, conta com a co-organização da Câmara Municipal de Cascais."

fonte: APSI 

 

 

 

Criatividade e Filosofia: formação no Porto

joana rita sousa, 05.05.17

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Curso Criatividade e filosofia - ou um ginásio para os músculos do pensamento 

Objectivos:
- Identificar as linhas gerais da filosofia para crianças;
- Identificar linhas gerais do pensamento lateral, bem como da técnica de criatividade de E. Bono (seis chapéus do pensamento);
- Reflectir sobre as aplicabilidades das metodologias em contextos diferenciados.

Conteúdos:
(I) Lipman, Brenifier e outros autores de referência 

(II) 4 C’s: pensamento crítico, criativo, colaborativo e cuidativo 
(III) Criatividade: Edward de Bono e os seis chapéus do pensamento 
(IV) A prática em diferentes contextos 

Destinatários:
Professores, Pais, Educadores, Auxiliares de Educação, Estudantes

A formadora:
Joana Rita Sousa é filósofa e colecciona perguntas. Dinamiza oficinas de filosofia, para crianças e jovens, desde 2008.
Licenciada em Filosofia. Mestre em Gestão de Recursos Humanos. Formadora (CCP e CCPFC). Certificada no método Six Thinking Hats® em 2007 (Edward de Bono). Frequenta o mestrado em Filosofia para Crianças e Jovens.


Data: 28 de Maio
Horário: 9h às 13h | 14h às 18h
Local: Yoga Sobre o Porto (Rua das Carmelitas, nº 100, 3º Esq, Porto)


Informações e inscrições (até ao dia 18 de Maio): simplesmente.simplesmente@hotmail.com