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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

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oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

diálogos à volta da amizade

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durante a semana passada a filosofia bateu à porta de sete turmas do 1º ciclo, a propósito da "semana dos afectos".

a convite da Verbos Inúmeros, tive a oportunidade de filosofar sobre a amizade, com crianças dos 7 aos 10 anos. 

 

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parece fácil dizer quem é nosso amigo - mais fácil ainda é afirmar o "temos" em vez do "podemos" ser amigos de todos. parece que há aqui uma obrigação... ou será que aquilo que fazemos com os nossos amigos também se aplica aos desconhecidos? por exemplo, ajudar alguém a levantar-se, depois de cair?

 

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houve muitos aspectos interessantes nestes diálogos: o fazer uma pausa na amizade, podemos fazer de conta que somos inimigos e, na verdade, sermos amigos. podemos escolher os amigos e arranjar outros. 

 

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a amizade é um dos temas que tomamos por adquirido: toda a gente sabe o que é. e explicar? e compreender o que pensamos e sentimos face aos nossos amigos?  e partilhar essas ideias com os outros? - foi talvez aquilo que mais agradou à pequenada, poder parar para pensar sobre a amizade. sem julgamentos pessoais, só a partilhar e a trabalhar sobre as nossas ideias.

 

até breve, pequenos filósofos!

 

 

 

"mas essa pergunta já foi feita!"

"porque é que os animais existem?" (I.) - foi o mote para um diálogo com um grupo de crianças (5/6 anos)

a partir dali verificámos diferenças e semelhanças entre animais e humanos até que surgiu outra pergunta:

"porque é que as girafas existem?" - perguntou a S. 
o G. levantou o dedo, rapidamente:
"mas essa pergunta já foi feita!"
ai sim? então...?
"quando perguntamos porque é que os animais existem também estamos a perguntar pelas girafas. as girafas estão dentro dos animais!"

 

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filosofia no jardim de infância

da teoria à prática: filosofia (para crianças e jovens)

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na semana passada participei numa acção de formação destinada a agentes educativos; pessoas que, dia após dia, estão com as nossas crianças e precisam de ferramentas e estratégias para as cativar e para não permitir que a sua curiosidade se extinga.

partilhei algumas das bases da filosofia para crianças, falei um pouco daquilo que motivou lipman a criar este programa. contei histórias que aconteceram comigo, nos ambientes mais diversos: em jardim de infância, com o projecto PhiloTKD, com as AEC, entre outros. são 10 anos de trabalho no terreno e há muitas histórias para ilustrar o trabalho.

 

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as coisas giras que os miúdos dizem 

numa actividade que é abstracta e que lida, sobretudo, com o pensamento, é importante ter recursos e instrumentos que nos permitam tornar palpável aquilo que se faz na aula (ou oficina). também por isso é comum divulgarmos o nosso trabalho partilhando algumas das perguntas e/ou observações "TCHARAN" que os miúdos fazem. chamo "TCHARAN" pois são, por norma, frases ou perguntas que nos fazem pensar duas vezes e/ou que têm relação directa com as nossas próprias ideias de filosofia. 

todavia, as frases "TCHARAN" não são, nunca, um objectivo no trabalho do facilitador de filosofia para crianças. podem fazer parte do processo, sim. não são o objectivo, o resultado que se pretende atingir. o resultado que se pretende atingir está no processo: praticar as competências do pensamento criativo, crítico, cuidativo e colaborativo. tornar o nosso pensamento forte, flexível, resistente, criativo, capaz de olhar as coisas de forma curiosa e de se interrogar com o mundo à sua volta.

sim, os miúdos dizem coisas giras. às vezes penso que tenho um mini descartes na sala. ou um pequeno platão. mas mais importanto do que isso é o caminho que percorremos, enquanto grupo que se junta para investigar, filosofar, questionar e pensar, brincando. 

 

 

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ser facilitador não é fácil 

o trabalho do pensar é algo que fazemos, muitas vezes, sem consciência, no âmbito de uma oficina de filosofia para crianças, o facilitador tem que ter consciência do seu trabalho de pensar e tornar o dos outros consciente, aos próprios. somos uma espécie de maestros. estamos ali, perante uma orquestra de instrumentos diferentes a garantir que o diálogo ocorre de forma harmoniosa. e que acontece diálogo - e não uma simples conversa de café, em que dizemos o que achamos disto ou daquilo, ficamos felizes e pronto.

deve ser por isso que me cansa tanto, este trabalho. mas é um daqueles cansaços em bom, sabem? 

 

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por vezes (quase sempre!) penso que me divirto mais do que a criançada 

é verdade: apesar do cansaço, do tempo que invisto a criar novos desafios, da investigação necessária para poder estar no terreno - apesar de tudo, isto é muito divertido, para mim. tenho a oportunidade de trabalhar com crianças e jovens, educadores, professores e agentes educativos que partilham a sua experiência comigo. é gratificante.

e tão divertido. às vezes são pequenas coisas que nos fazem sentir que estamos no caminho certo e que a filosofia foi uma boa aposta na minha vida (pessoal e profissional).

divirto-me tanto. 

 

 

em março vou estar nas livrarias bertrand (chiado e shopping cidade do porto) com oficinas de FILHOsofia. apareçam por lá e venham filosofar com os vossos miúdos!

mais informações: leitor@bertrand.pt 

 

 

no dia 24 de março estamos de volta à livraria mais antiga do mundo...

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...para desafiar pais e filhos para filosofar. 

antes disso, no dia 3 de março, vamos estar na bertrand do shopping cidade do porto para cumprir o mesmo desafio. 

 

para saber mais, pf contactem: leitor@bertrand.pt

 

duração: 45 a 60 minutos | para crianças dos 6 aos 10 anos
valor da  inscrição: 10,00€
as inscrições deverão ser efetuadas, na própria livraria, até dois dias antes da data do evento.


 

3 de março, sábado, às 11h

na Livraria Bertrand Shopping Cidade do Porto 

 

24 de março, sábado, às 11h

na livraria Bertrand do Chiado 

O que é o amor? ~ oficina de filosofia para crianças

 

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O QUE É O AMOR?

 

Podemos amar um amigo, os pais ou alguém que não conhecemos? 
Como é que sabemos que amamos alguém?
Amar é uma coisa séria ou é uma coisa que faz rir? 
Aliás, amar é uma coisa? É um sentimento?

Nas oficinas procuramos identificar problemas, sob a forma de perguntas, para investigar em conjunto. 
Podemos fazê-lo através da leitura de um texto ou de uma notícia de jornal, de uma situação vivida pelas crianças ou até de imagens, vídeos. Os recursos podem ser diversos e devem ser adaptados às idades das crianças com as quais vamos trabalhar. A partir daí, constroem-se condições para o diálogo, estabelecendo algumas regras, como por exemplo, para falar, pedimos a palavra (colocamos o braço no ar).

‘Costumo dizer que estas oficinas equivalem a um treino de ginásio: em vez dos músculos do corpo, trabalhamos os músculos do pensamento’ »

Joana Rita Sousa, Filósofa, facilitadora e formadora na área de filosofia para crianças e criatividade, desde 2008. (Filocriatividade - Filosofia e Criatividade)

 

 

Duração: 45 a 60 minutos | Para crianças dos 6 aos 10 anos
Valor inscrição: 10,00€
As inscrições deverão ser efetuadas, na própria livraria, até dois dias antes da data do evento.

Informações: leitor@bertrand.pt

 

 

 

dia 17 de Fevereiro, sábado, às 11h

na livraria Bertrand do Chiado 

filosofia no jardim de infância

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hoje demos continuidade ao trabalho iniciado em dezembro.

sim, aconteceu muita coisa desde a última vez que nos sentámos para filosofar. a verdade é que nos lembramos de muitas coisas que dissemos, das dúvidas, das certezas, dos passos que damos para a frente e para trás.
foi um dia de descobertas: não é que existem sereias verdadeiras? e reis? sabem onde os podem encontrar? no Algarve!

em fevereiro voltamos a sentar-nos à volta da filosofia.

 

filosofar no festival de filosofia de abrantes

a biblioteca antónio botto acolheu as turmas do 1º ciclo, de abrantes e do sardoal, que se juntaram ao festival da filosofia de abrantes. eu e a renata sequeira também tivemos a oportunidade de ir às escolas para filosofa com os cachopos. 

foram vários os temas e as perguntas que serviram de provocação ao pensar, a saber:

 

o que é uma pessoa?

"coisas" que existem / "coisas" que não existem

o que é uma pergunta?

o lobo mau é mau?

perguntas com sentido / perguntas sem sentido  

 

 

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o trabalho pontual 

 

neste casos em que o trabalho é pontual e a oportunidade para trabalhar com estas crianças é única, a minha opção é a de levar meia dúzia de jogos que funcionem como provocação filosófica para as crianças. aconteceu, numa das oficinas, que o tema trabalhado surgiu a partir de uma partilha espontânea da história do capuchinho vermelho e do lobo mau. afinal, o lobo mau é mau ou faz coisas más? - foi esta a grande questão que serviu de orientação ao nosso diálogo. 

 

a minha postura enquanto facilitadora também passa por acelerar algumas coisas no sentido de haver uma experiência efectiva do diálogo filosófico. sim, há momentos de conversa - os primeiros minutos servem para dizermos os nossos nomes e enquadrarmos a actividade. brincamos com a palavra filosofia, por exemplo. o que é? já ouviram falar? e o jogo ou a pergunta aparecem no centro, para que haja lugar ao diálogo.

 

nestes momentos é visível quando o grupo já tem uma prática de diálogo, de cumprimento das regras (dedo no ar, esperar pela vez, parar para pensar). quando essa prática não existe, há algum caos que o facilitador tem que gerir. se não nos ouvirmos, não conseguimos pensar e conjunto. se colocamos o braço no ar quando a pergunta vai a meio: será que sabemos mesmo responder? 

 

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 o que é uma pessoa: o félix, sempre o félix

 

no jogo "o que é uma pessoa?" há uma personagem que desempenha um papel fundamental. é o félix, o meu cão rafeiro, adoptado na uppa e cuja fotografia faz parte dos elementos deste jogo. perante a indicação de alguns critérios perante os quais o félix "passou" como pessoa e perante o conhecimento de que ele é um cão e que apresenta diferenças face às pessoas; após este percurso, surgiu a pergunta:

"e se criarmos um círculo no meio para arrumar os mais ou menos (=os que são pessoa e não são pessoa ao mesmo tempo)?"

e eis que o sr. venn (os dos diagramas) foi convidado para uma oficina de filosofia, com alunos do 1º e do 2º ano

 

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porquês!

 

"o porquê é importante porque às vezes temos ideias e não sabemos explicar."
"com o porquê não dizemos as coisas ao calhas, temos mesmo que pensar."

 

*

 

foi uma semana intensa, com muitos desafios para pensar. não me canso de dizer que, para mim, este trabalho é divertido e um óptimo ginásio para os músculos do meu pensamento. 

 

nesta primeira edição do festival de filosofia de abrantes (e digo primeira pois espero que se sigam outras) houve lugar a filosofia espalhada pelas montras da cidade, instalações artísticas, performances de teatro, debates, leituras. o programa foi recheado de bons momentos e só posso dar os parabéns à organização, pelo convite, pelo acolhimento e pela boa energia com que "contaminaram" os abrantinos e todos aqueles que passaram pela cidade, de 10 a 19 de novembro.

 

até breve, abrantes!

 

a filosofia, esse mar de porquês e de perguntas. e sabe tão bem navegar em boa companhia!

era uma vez [um] castelo encantado

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 voltei ao jardim de infância, na ACIJR. é verdade, o trabalho da filosofia está de volta às salas dos 3/4 anos (era uma vez) e dos 4/5 anos (castelo encantado).

foi muito bom rever alguns "pimpolhos" com quem trabalhei no ano lectivo passado e conhecer caras novas. 

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o pensamento foi provocado com um livro muito especial: "em que estás a pensar?". as ilustrações são maravilhosas! saltámos para as cadeiras e colocámos mãos à obra: vamos desenhar os nossos pensamentos? vamos!

 

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 na próxima oficina vamos voltar a olhar para os nossos desenhos e pensar sobre e com eles. o que vai acontecer? curiosos?

 

digam lá: em que estão a pensar? 

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