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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de filosofia e de criatividade, para crianças, jovens e adultos / formação para professores e educadores (CCPFC) / mediação da leitura e do diálogo / cafés filosóficos / #filocri

filocriatividade | filosofia e criatividade

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#LERePENSARcom

joana rita sousa, 23.08.22

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sugestão de Júlia Martins, professora de filosofia, de Setúbal

o livro:

Ecologia, de Joana Berthólo (editorial Caminho)

imagem via wook

 

a citação:

"– Maaaãe…?

- Diz, Candela.

- Ó mãe, se o dinheiro falasse…

- O dinheiro não fala, querida, as coisas não falam.

- Sim, eu sei! Mas se! Se o dinheiro pudesse falar.

- Ok… - … O que é que tu achas que diria…?”

[...]

- Mãe, as palavras têm prazo de validade?

-Que eu saiba não, ainda não.

- Em breve vão ter, não vão? Porque as palavras agora são coisas e a maioria das coisas tem um prazo de validade.

[…]

-Ó mãe, e o que vamos fazer quando uma palavra expirar?

-Sei lá. Terás de comprar uma mais recente.

-Ah…

Lúcia senta-se e reabre o seu livro.

- E o dinheiro, mãe? Não tem prazo de validade?"

 

a reflexão:

Para nós, leitores, cada livro de Joana Bértholo é uma surpresa, das inesquecíveis. A sua escrita percorre diferentes géneros: romances, livros infantis, peças de teatro, entre outros. Ecologia é um livro reflexivo, incómodo, complexo, assustador, questionador, provocador e inovador. Mas também irónico, corrosivo, amargo e divertido. Numa só palavra: brilhante! As histórias cruzadas, as personagens dispersas mas entrelaçadas, a mescla de estilos narrativos e diferentes artes, a reflexão sobre os limites da linguagem e as questões da incomunicabilidade fazem com que este livro se torne numa experiência ímpar de leitura. São partilhadas com o leitor citações, informações, segredos escondidos em códigos QR que vão surgindo ao longo das páginas, induzindo uma oscilação nos ritmos de leitura e afirmando formas de comunicar distintas. É de palavras que se fala em Ecologia. Palavras que ecoam num novo tipo de sociedade – de cariz económico, onde tudo se compra e vende, até as palavras. Terão as palavras prazo de validade? Conseguirá o dinheiro comprar palavras? Será possível a “privatização da linguagem”? Serão as palavras privatizáveis?

 

a pergunta: 

Qual o valor da palavra?

 

👉 #LERePENSARcom é uma rubrica #filocri que pretende divulgar leituras, leitores, reflexões e perguntas. pretende-se também ampliar o entendimento de leitura: podemos ler e pensar com livros (literatura,  filosofia, ciência, álbuns ilustrados...), com documentários, com imagens ou com jogos e até com séries. procura-se aquilo que nos faz pensar, pratica-se o voltar a pensar e termina-se (se bem que o fim é um começo) com uma pergunta.  

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joana rita sousa, 16.08.22

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sugestão da Júlia Martins, professora de filosofia, de Setúbal

o livro:

O Vício dos Livros, Afonso Cruz (Companhia das Letras)

 

a citação:

“Qualquer leitor apaixonado encontra um momento entre trabalhos e tarefas para abrir um livro, caminha enquanto lê, lê nos transportes, lê enquanto almoça, lê na casa de banho, lê antes de dormir.”

 

a reflexão:

O Vício dos Livros reúne cerca de trinta textos sobre a leitura e o amor aos livros, mas também sobre curiosidades literárias, reflexões e memórias pessoais. Por vezes num tom autobiográfico e confessional, dá ao leitor a liberdade de pular de texto em texto, vagueando por diferentes geografias, livros, escritores e leitores. A paixão pelos livros, o prazer de ler é transversal a todos os textos, não esquecendo a referência a esses espaços incríveis que são as bibliotecas, ao poder da leitura, entre outras matérias afins. O autor recorda o leitor que os livros são pacientes. Resignados à espera, ao momento em que o leitor decide lê-los. O livro pede atenção total e exclusiva. É necessário tempo para ler e reler. Respirar. Pensar. Usufruir da experiência incrível que é ler. Quem verdadeiramente sente prazer na leitura luta contra o tempo, procurando todos os momentos disponíveis para ler, de modo a saciar o vício. O Vício dos Livros é uma ode aos leitores e um belíssimo livro para quem não pode viver sem livros.

 

a pergunta: 

Como nasce o vício dos livros?

 

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joana rita sousa, 09.08.22

 

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sugestão da Ana Filipa Gaspar, especialista em marketing digital, de Benfica, Lisboa

o livro:

As Ondas, de Virginia Wolf (Relógio D'Água)

imagem via wook

 

a citação:

“Palavras, palavras e palavras, observem o modo como galopam, como abanam as longas caudas e crinas, mas, e por qualquer falha minha, não me posso dar ao luxo de as montar; não posso voar junto com elas.”

 

a reflexão:

A desconstrução dos pensamentos, dos diálogos e das relações é feita em continuo nesta pequena obra, em que o leitor é convidado a participar no discurso psicológico de cada personagem. Não é fácil acompanhar o dia-a-dia dos outros nesta perspectiva tão íntima e individual. Estamos habituados a viver com os nossos pensamentos, mas não com os pensamentos dos outros.

 

a pergunta: 

O que move verdadeiramente cada pessoa?

 

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Apostar no Cavalo Errado, de Eric Barker

joana rita sousa, 02.08.22

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sugestão da Sónia Vieira Costa,  consultora de ecommerce e marketing digital.

 

o livro:

Apostar no Cavalo Errado, de Eric Barker (Ideias de Ler)

imagem via wook 

 

a citação:

"As pessoas com sorte maximizam as oportunidades. Essas pessoas são mais abertas a novas experiências, são mais extrovertidas e menos neuróticas. Dão ouvidos aos seus palpites. Acima de tudo, os sortudos tentam cenas. Faz sentido: se ficar trancado dentro de casa, quantas situações excitantes, novas, fixes lhe vão acontecer? Poucas."

 

a reflexão:

Sempre me senti um pouco "louca" porque, sem ter qualquer explicação a não ser "dar ouvidos aos meus palpites", durante toda a minha vida eu sempre "tentei cenas". E cenas é mesmo a expressão certa e foi exatamente por, apesar de ter medo, eu sempre ter tentado cenas que já fiz coisas tão aleatórias como ser professora e bailarina de dança do ventre; ser formadora de diversas matérias relacionadas com redes sociais e marketing digital; ter ido viver para o Dubai e trabalhar para o Grupo Emirates; ter começado a falar em público sobre o meu percurso profissional e várias áreas do marketing digital; organizar conferências; etc. Não que eu por ter feito isto me sinta particularmente sortuda, mas sem dúvida alguma, sinto que já fiz coisas e já tive oportunidades incríveis precisamente porque tento cenas. Isso sempre me abriu portas, fez-me conhecer pessoas novas, fez-me viver e trabalhar em imensos sítios e empresas (mais de 15 ao longo da minha "carreira") o que me profissionalmente dá um perfil muito híbrido e pessoalmente me dá a sensação que costumo estar no sítio certo à hora certa. Esta citação marcou-me porque nunca tinha num livro, escrito por um autor reconhecido, o meu comportamento. Que sempre tive sem lhe dar demasiada importância. Mas que, reconheço agora, fez toda a diferença na minha vida e em quem me tornei - quem eu sou hoje.

 

a pergunta: 

Como teria sido a minha vida sem esta componente de tentar cenas que sempre fiz de forma "inconsciente" - quem seria eu hoje?

 

*

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Staring at the Sun, de Irvin Yalom

joana rita sousa, 26.07.22

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sugestão da Ana Andrade, Docente UCP-Porto, Porto 

 

o livro:

Staring at the Sun, de Irvin Yalom (imagem via wook

 

a citação:

"O rippling refere-se ao facto de que cada um de nós cria -- frequentemente sem intenção de o ter feito -- círculos concêntricos de influência que poderão tocar os outros durante anos, ou até gerações. Ou seja, o efeito que exercemos em alguém é, por sua vez, passado a outras pessoas, à semelhança de pequenas ondas concêntricas que criamos quando atiramos uma pedra a um lago, que se vão alargando, alargando, até se perderem de vista, mas que na realidade continuam a um nível infinitesimal."

 

a reflexão:

A esperança de deixar um legado, de sobreviver à própria morte, será algo que caracteriza a maioria dos seres humanos: o senso comum fala em plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho, mas pensar nas três cumulativamente avassala -- nem todos temos terreno ou competência para plantar árvores, poucos temos coisas para publicar e, certamente, alguns não desejam procriar. Parece-me bonita esta ideia de tocarmos outros que tocam outros, até que a nossa existência deixe progressivamente de tocar quem quer que seja. Não tenho como preocupação premente deixar uma marca no mundo, mas gosto de tocar pessoas, e de ser tocada por elas -- sobretudo em vida.

 

a pergunta: 

Será assim tão determinante deixar um legado que nos sobreviva?

 

*

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Febre no Estádio, Nick Hornby

joana rita sousa, 19.07.22

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sugestão do Luís Cristóvão, comentador, de Torres Vedras

o livro:

Febre no Estádio, de Nick Hornby (editorial Teorema)

 

a citação:

"O meu pai e eu estávamos prestes a encontrar o equivalente inglês perfeito. As tarde de sábado no norte de Londres deram-nos um contexto em que podíamos estar juntos. Podíamos conversar quando queríamos, o futebol fornecia-nos assunto de conversa (em todo o caso, os silêncios não eram opressivos), e os dias tinham uma estrutura, uma rotina. O Estádio do Arsenal viria a ser o nosso relvado (e, sendo um relvado inglês, olhávamos geralmente para ele com ar pesaroso através de uma chuva vigorosa); o Gunner's Fish Bar em Blackstock Road era a nossa cozinha; e o West Stand a nossa casa. Era um cenário maravilhoso, e mudou as nossas vidas precisamente na altura em que elas precisavam mais de mudar".

 

a reflexão:

O futebol enquanto elo de ligação sempre foi algo que me fez imenso sentido. Na profunda ligação que criei com o meu pai através das experiências de ir ao futebol ou de estar em casa a ver futebol. De como isso acabou por se transformar numa estrutura à volta da qual organizei, quase sempre a minha vida. Numa linguagem que se transformou numa língua franca para falar com qualquer pessoa, em qualquer lugar (o meu avô materno não gostava de futebol e, de alguma forma, assustava-me chegar a velho e não ter uma coisa sobre a qual falar quando entrasse num café cheio de caras estranhas). No livro do Nick Hornby, ao qual regresso por estes tempos, está lá tudo isso e muito mais. Como uma coisa que não temos bem a certeza de ter escolhido, mas precisamente o contrário, uma coisa que nos escolheu a nós, para se oferecer como ponte para sairmos de um mundo pessoal que nos parece demasiado fechado para sobrevivermos.

 

a pergunta: 

Se não fosse através do futebol, como é que eu teria chegado a viver algo semelhante a isto?

 

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Coração das Trevas - Joseph Conrad

joana rita sousa, 12.07.22

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sugestão do Paulo Borges, professor/poeta, de Gaia 

 

o livro:

Coração das Trevas - Joseph Conrad (editora Compasso dos Ventos) 

imagem via wook 

 

a citação:

"Sabem como odeio, detesto, não tolero mentiras: não por ser melhor do que os outros mas simplesmente porque me assustam. Têm um ar fúnebre, sabem a morte - exatamente aquilo que mais odeio e detesto no mundo - o que mais quero esquecer. Deixam-me infeliz e doente, como se tivesse trincado qualquer coisa podre."

 

a reflexão:

Esta obra é uma das obras da minha vida. O narrador é pouco credível, mas ainda assim acaba por fazer uma descrição detalhada da exploração humana no antigo Congo Belga. Esta citação não fala tanto de «quem conta um conto acrescenta um ponto», mas mais da falsidade deliberada, de que muita gente se alimenta. Isto perturba-me muito.

 

a pergunta: 

Como é que podemos viver uma experiência extraordinária e ainda assim, (ou por isso mesmo) não conseguimos colocá-la organizadamente em palavras? Auto-sabotagem ou auto-defesa?

 

*

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- As vinhas da ira, de John Steinbeck

joana rita sousa, 05.07.22

 

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participação do Ricardo Dente Lopes

o livro:

as vinhas da ira, de john steinbeck 

(imagem do livro via bertrand) 

 

a citação:

Aí é que reside o perigo, pois que dois homens nunca se sentem tão sozinhos e tão abatidos como um só. E desse primeiro <<nós>> nasce algo muito mais perigoso: <<eu tenho algum pão>> mais << eu, não tenho nenhum.>> E o resultado desta soma é: <<nós temos alguma coisa>>.

a reflexão:

Neste pequeno monólogo, entre dois lavradores que perdem as suas terras ao terem sido apreendidas pelo Banco, Steinbeck estabelece — a meu ver — a origem e a destruição da nossa relação em sociedade.

Se por um lado a dependência de uma rede maior de confiança, seja ela traduzida em relação económica e a subsistência, trouxe este desfortúnio aos dois lavradores, por outro é a empatia e compaixão que os leva a construir uma relação entre ambos naturalmente em torno da partilha e da confiança.

À margem de teorias económicas e políticas este é um problema fundamental nos dias de hoje. Embora o progresso em sociedade tenha arrancado das mãos dos demais a capacidade de trabalhar em prol da própria subsistência, ou seja, a terra; embora as organizações tenham construído melhores aparelhos de segurança social e garantia de subsistência; embora tudo isto, a humanidade vive — em pleno paraíso tecnológico e económico — o maior período de desigualdade de sempre. Se antes o problema era de subsistência, talvez hoje o problema seja de natureza de oportunidades do indivíduos e de auto-realização e propósito. Se antes os mais pobres se viam desprovidos de alimento, hoje, talvez, se vejam desprovidos dos meios para alcançar o seu potencial e realização. Talvez a desigualdade assente precisamente nisto, talvez a miséria em tempos modernos não seja de natureza material, alimentar ou palpável por alguma métrica económica que não: estamos a construir uma sociedade justa onde cada indivíduo está munido das melhores oportunidades para alcançar o seu potencial e propósito?

a pergunta: 

Pode um indivíduo deixado à margem dos seus pares ainda confiar na ideia de “sociedade” quando é tratado de forma desigual nos proveitos e nas relações que estão na base da criação deste mesmo conceito?

 

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A Segunda Vida de Olive Kitteridge de Elizabeth Strout

joana rita sousa, 21.06.22

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sugestão da Lídia Tavares Dias, copy e content writer (Odivelas, Portugal)

 

o livro:

A Segunda Vida de Olive Kitteridge de Elizabeth Strout

(Alfaguara - recomendado pelo Plano Nacional da Leitura)

 

a citação:

“- Tem medo de morrer, mesmo com a sua idade? Olive assentiu. - Credo, houve dias em que preferia ter morrido. Mas continuo com medo de morrer. - Depois, disse - Sabes uma coisa, Cindy? Se estiveres mesmo a morrer, se morreres… a verdade é que nós estamos todos só uns passos atrás de ti. Uns vinte minutos atrás de ti e a verdade é essa.”

 

a reflexão:

A segunda vida de Olive Kitteridge é a continuação da história de Olive Kitteridge, que Elizabeth Strout nos apresentou num livro homónimo. Escolhi este excerto, parte de um diálogo entre Olive (77 anos) e Cindy (doente com cancro). Fala-se sobre fragilidades, sobre a doença, sobre envelhecer, sobre as expectativas e a realidade. Todo o livro é uma brilhante ode à vida (e à morte), mas arrisco dizer que estas poucas linhas traduzem aquilo que é a mais elementar condição do ser humano: o medo da morte. (Lídia Tavares Dias)

 

a pergunta: 

o que significa envelhecer?

 

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O banquete de Patrícia Portela

joana rita sousa, 15.06.22

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sugestão da Teresa Laranjeiro (Vimieiro, Arraiolos, Portugal)

 

o livro:

O Banquete de Patrícia Portela 

(editorial Caminho)

 

a citação:

"Numa reunião de pássaros, abelhas, aranhas e ventos para discutirá co dicao do Homem, diz a Cegonha Mais Velha do Planeta: "Esta frágil criatura, sem asas, sem penas, sem barbatanas e sem pêlo suficiente para se aquecer tem conseguido sobreviver aos maiores tormentos, ultrapassando todas as adversidades ao longo da passagem dos tempos. A sua coragem é louvável mas as técnicas de autodefesa adotadas são de tal modo agressivas que podem hoje em dia, e em favor da exclusividade da sua imortalidade, causar a extinção de qualquer outra espécie "

 

a reflexão:

Este trecho do discurso da Cegonha Mais Velha do Planeta resume bem o que me parece que a espécie humana está a fazer ao nosso planeta. Impressiona-me muito a forma generalizada de se achar que tudo o que existe na natureza só faz sentido se tiver alguma utilidade para os seres humanos. (Tânia Laranjeiro)

 

a pergunta: 

o que pode cada um de nós fazer para mudar isto?

 

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