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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

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#FilosofiaAoVivo convida Christine de Pizan

- ep. 15

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tal como Hildegarda, Pizan não consta dos livros de referência da história da filosofia, como a enciclopédia Logos. porquê? o que é que uma mulher tem de fazer para constar na história da filosofia? quantas obras tem de escrever? que temas tem de abordar? que percurso académico tem de ter?

ficam as perguntas que mobilizam as investigadoras e os investigadores do projecto Uma Filósofa por Mês, com quem tenho aprendido tanto.

 

agora é tempo de dar a voz a Pizan.

Christine de Pizan foi uma poetisa e filósofa, bem como uma acérrima defensora do papel das mulheres na sociedade. 

nasceu em 1363, em Veneza e cedo passou a viver em França, em conjunto com a família (o pai trabalhou na corte francesa). o ambiente no qual cresceu e foi educada alimentou os seus interesses intelectuais. casou aos 15 anos e teve três filhos (um deles faleceu ainda em criança). quando se vê viúva e com dívidas começa a trabalhar como escritora de forma a sustentar-se e à família. 

Esta filósofa medieval, uma das primeiras mulheres a viver de sua pena, é amplamente conhecida pelas feministas, mas escassamente trabalhada no campo disciplinar da filosofia. Imerecidamente, já que suas obras desenvolvem rica argumentação filosófica, política, utópica e educacional. Uma de suas principais obras, A Cidade das Damas, constitui uma impressionante coleção argumentativa em prol da autonomia e independência racional, cognitiva, moral e política das mulheres. (Uma Filósofa por Mês)

 

neste contexto não seria comum uma mulher viver do seu trabalho da escrita, tal como refere Ana Rieger Schmidt:

De modo geral, era muito incomum que mulheres desenvolvessem a prática da escrita na Idade Média fora dos contextos monásticos, onde a educação religiosa vinha acompanhada de certa instrução. Cabe notar que esse fato se reflete na iconografia da época, onde são raras as representações de mulheres autoras ou como autoridades intelectuais. Nesse sentido, as ilustrações de Pizan estudando entre os livros, escrevendo e discutindo com homens em nítida posição de autoridade são surpreendentes e pouco comuns (Cf. Renck, 2018). 

Pizan era conhecedora de várias obras de referência da filosofia

De fato, as evidências documentadas do seu conhecimento de obras filosóficas são vastas. Por exemplo, no Livre des faits et bonnes moeurs du sage Roy Charles V (1404), Christine escreve um espelho dos príncipes (espécie de guia moral para o soberano) em resposta ao  Livre du gouvernement des Princes de Gilles de Rome, onde encontramos referências à Ética à Nicômaco de Aristóteles (na tradução de Oresme). No Livre de l’advision Cristine (1405), Pizan se inspira na Consolação da Filosofia de Boécio, mostrando conhecimento detalhado do De trinitate de Agostinho e de diversas obras de Aristóteles, bem como longas citações do Comentário de Tomás de Aquino à Metafísica de Aristóteles, traduzidas provavelmente pela própria autora do latim (Dulac e Reno, 1995;  Mews, 2005).  

 

A Cidade das Damas constitui-se como uma narrativa alegórica para defeda dos direitos das mulheres. nesta narrativa, Pizan é visitada por três senhoras, a Razão, a Rectidão e a Justiça, que em conjunto visam construir uma cidade para protecção das mulheres virtuosas que são injustamente caluniadas pelos homens. este texto procura aprofundar as evidências que permitem olhar a natureza feminina como sendo compatível com a prática da razão. 

para Pizan, os homens e as mulheres partilham de uma mesma natureza e a diferença que se aponta, a inferioridade intelectual da qual são acusadas as mulheres têm como base algo que é circunstancial e não essencial. 

tanto a mulher como o homem apresentam a possibilidade de seguir um caminho de prática das virtudes no campo social, intelectual ou espiritual. em 1405 Pizan escreve uma obra intitulada o Livro das Três Virtudes que se constitui como um manual prático de conduta moral dedicado às mulheres laicas provenientes das mais diversas classes sociais. 

sublinhamos as palavras de Schmidt:

A conclusão segundo a qual homens e mulheres compartilham da mesma natureza é condição necessária para Pizan mostrar que supostas diferenças no desenvolvimento intelectual de ambos os sexos não se devem a uma inferioridade natural, mas a uma razão circunstancial. Tais considerações nos permitem atribuir a Pizan uma tese que representa um antecedente feminista, a saber, a condição de submissão das mulheres pode ser explicada pela desigualdade de oportunidades e a certo condicionamento social. Ainda que o feminismo que encontramos em Pizan possa não ser imediatamente atraente para feministas modernas – na medida em que sua defesa das mulheres é baseada em valores tradicionais cristãos e pela ausência de uma crítica contundente à dominação masculina na sociedade medieval – a obra de Pizan é de modo geral celebrada pela crítica sem precedentes à misoginia nos meios intelectuais. 

Através de seus argumentos e do recurso a uma variedade de aparatos retóricos que visam em última instância a edificação moral de seus leitores, Christine de Pizan encontra um modo de legitimar seu discurso filosófico. Suas motivações para engajar-se nos debates de seu tempo emanam de uma visão transformadora e emancipadora do que significa ser uma filósofa. 

 

o texto A Cidade das Damas está disponível para leitura em português AQUI. trata-se de um trabalho de pesquisa de Luana Calado (Universidade Federal de Pernambuco).

 

 

#FilosofiaAoVivo convida Hildegarda de Bingen

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Hildegarda de Bingen

Hildegarda de Bingen nasceu em 1098 e faleceu em 1179. alemã, cedo assumiu uma vida religiosa. aos 8 anos entra no mosteiro, onde recebe a sua educação e onde é acolhida por Jutta, alguém muito próximo da família.

Hildegarda foi sempre uma criança doente e frágil (algo que reconhecemos também no percurso de Santa Teresa d'Ávila) e conheceu melhoras evidentes na sua saúde após ter tido uma visão que mudou a sua vida. este momento permitiu-lhe conhecer os caminhos do Senhor e foi partilhado através dos registos escritos e detalhados, cuja missão seria passar a mensagem de Deus.

além de monja beneditina, Hildegarda foi poetisa, compositora, dramaturga; dedicou-se à medicina e à teologia. Hildegarda criou uma língua própria, a Língua Ignota. 

 

o projecto Uma Filósofa por Mês e a Língua Ignota

visitei a enciclopédia Logos, na edição que tenho comigo (de 1997) e não encontrei registos de Hildegarda. as minhas fontes de pesquisa foram o projecto Uma Filósofa por Mês do qual já falei aqui no blog.

é curioso como uma mulher com um percurso tão distinto e único não tenha mais destaque na história da filosofia e não seja abordada, por exemplo, quando se trabalha a filosofia da linguagem. 

no podcast Uma Filósofa por Mês, os investigadores Ilze Zirbel, Matheus Colares e Vinicius Arion fazem uma viagem pelo trabalho de Hildegarda,  reflectindo sobre a sua obra Língua Ignota. Hildegarda criou uma língua nova, com um alfabeto de 23 letras, 1011 palavras traduzidas para o latim, com um amplo vocabulário que incluía palavras relacionadas com a vida de mosteiro, mas também com a vida do quotidiano.

a Língua Ignota é a Língua Desconhecida trazida pela simples humana Hildegarda

durante o directo que fiz no instagram e no twitter tive oportunidade de reflectir um pouco sobre esta obra de Hildegarda. convido quem me está a ler este artigo a ouvir  essa mesma reflexão AQUI ou a ver AQUI

 

(ilustração da autoria de Shayenne Alves)

 

agenda #filocri [no instagram]

11 de Agosto, quarta

18h (hora de Lisboa, Portugal) - 17h (hora dos Açores) - 14h (hora do Brasil)

> #filocriCONVIDA Elisa Oliveira, professora de filosofia para crianças no Brasil 

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21 de Agosto, sexta

12h30 (hora de Lisboa, Portugal) - 11h30 (hora dos Açores)

> #FilosofiaAoVivo com Christine de Pizan 

 

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18h (hora de Lisboa, Portugal) - 17h (hora dos Açores) - 14h (hora do Brasil)

> #filocriCONVIDA Fabiana Lessa, professora de filosofia 

 

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acompanhe os directos no instagram filocriatividade

 

 

#FilosofiaAoVivo: O Filósofo, O Mestre, O Estagirita

- Aristóteles

O Filósofo

Aristóteles foi discípulo de Platão e tutor de Alexandre, o Magno. pelo caminho escreveu obras que tratam das grandes áreas da filosofia: a Lógica, a Metafísica, a Ética, a Política... - por este motivo, o Estagirita é uma referência incontornável na filosofia ocidental.

as suas obras e o seu pensamento ecoam pela história da filosofia adentro e é difícil falar de um assunto sobre o qual não há uma linha redigida por Aristóteles. 

 

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a vida 

nasceu em 384 a.C. e faleceu em 322 a.C. aos 18 anos ingressou na Academia de Platão, com quem estudou até à sua morte. foi um discípulo atento e crítico. 

em 342 a.C. viaja até Macedónia onde foi tutor de Alexandre (que viria a tornar-se n' O Grande). em 335 a.C. voltou a Atenas onde fundou o Lyceum, uma escola onde os alunos eram conhecidos por peripatéticos. 

 

 

a Lógica 

Aristóteles entendia a Lógica como um instrumento ou uma ferramenta geral que nos permite estudar e adquiri conhecimentos sobre as coisas. as obras que tratam da Lógica chamam-se precisamente ORGANON (que significa instrumento).

o sistema de Lógica fundado pelo discípulo de Platão vigorou até ao séc. XIX e é indiscutível a sua influência no pensamento ocidental. 

para quem, no live do instagram, pediu por tabelas de verdade, recomendo a consulta  dos recursos do Domingos Faria

 

algumas perguntas

no vídeo da The School of Life são salientadas algumas perguntas que Aristóteles trabalha:

- o que faz as pessoas felizes?

- para que serve a arte?

- para que servem os amigos?

- porque é que as ideias com bons argumentos não vencem? 

 

*

sugestões para aprofundar: 

- sobre a disciplina da Metafísica, recomendo este vídeo dos amigos do Isto Não é Filosofia

- sobre Aristóteles, recomendo este vídeo da The School of Life

. sobre a vida boa e a eudaimonia, recomendo um outro vídeo de The School of Life 

- a entrada na enciclopédia Logos, sobre Aristóteles, é assinada pelo professor Carlos Silva e vale muito a pena ser consultada

- há várias obras publicadas em português: Ética a Nicómaco, Organon, Política. tenho a tradução espanhola da Metafísica, que inclui o original em grego. 

 

*

 

o audio deste episódio está disponível no twitter, basta clicar AQUI. e não é preciso ter conta no twitter para ouvir! 

 

 

"O filósofo trata uma questão, como uma doença."

- Wittgenstein no ep. 9 da #FilosofiaAoVivo

filosofia_ao_vivo_wittgenstein

 

 

para preparar este episódio viajei no tempo até Maio de 2000 e às minhas aulas de filosofia da linguagem, com o professor Artur Morão. encontrei um trabalho que fiz sobre o sentido nas proposições e também sobre a fronteira entre o dizível e o indizível. 🤯

Wittgenstein é um filósofo desafiante e curioso: a sua vida traduz essa curiosidade, bem como a honestidade de avançar com um pensamento original e depois dizer: espera aí, este pensamento (que é o meu!) tem de ser revisto. foi assim que surgiram as Investigações Filosóficas, que vão colocar em causa os pressupostos assumidos no Tractatus.

 

*

 

sugestões de leitura:

- entrada na Logos sobre Wittgenstein

- livros de Santo Agostinho: Tractatus, Investigações Filosóficas e Conferência sobre Ética (todos publicados na FCG)

 

o audio deste episódio está disponível no twitter, basta clicar AQUI. e não é preciso ter conta no twitter para ouvir! 

 

 

Santo Agostinho e a pedagogia da interioridade

#FilosofiaAoVivo

 

"A filosofia agostiniana é uma luta da memória contra o esquecimento, através de uma renovada atenção ao presente, de uma vigília que nem começa muito antes da aurora nem vai pela noite dentro, porque rompe sempre de novo hic et nunc." (José Rosa, Em busca do centro, p. 21)

 

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para preparar este episódio da #FilosofiaAoVivo procurei os dossiers com os apontamentos de filosofia medieval. 

ao abrir a pasta rapidamente me reencontrei com o pensamento do autor d'A Cidade de Deus, uma das obras mais conhecidas de Agostinho de Hipona. além das Confissões, há outros textos que me abriram as portas para conhecer este filósofo, um platónico que, só não o é inteiramente, por integrar a revelação cristã no seu edifício de pensamento. 

 

De Magistro - O Mestre

O Mestre é um diálogo entre Agostinho e Adeodato. escolhi esta obra para este episódio, precisamente por ser um diálogo e por ter sido dos textos de Agostinho que mais gostei de descobrir. 

neste texto, escrito em 389, Agostinho diáloga com Adeodato sobre a função da linguagem e sobre Cristo, o verdadeiro Mestre. o texto é todo ele um exercício pedagógico e mental para formar o discípulo, num itinerário que lembra Platão e que coloca em prática a pedagogia da interioridade. 

o Mestre não é aquele que ensina aos humanos as ciências, mas sim Deus. 

o itinerário proposto por Agostinho, em termos de conhecimento, segue a caminhada platónica, do mundo inferior (sensível, temporal, da criatura) ao mundo superior (inteligível, eterno, do Criador). a Criatura realiza um caminho interior, num esforço de elevação à luz, de prática da  maiéutica socrática. a Criatura pergunta "quem sou?"

a filosofia é o único caminho para atingir a vida beata (feliz), pois a sabedoria é sinónimo de felicidade. esta é conquistada através da sabedoria e quem a ela quer ascender, deve percorrer um caminho longo e largo de exercícios para curar e fortalecer os olhos com a visão da luz inefável. 

"Finalmente, julgo eu, seria capaz de olhar para o Sol e de o contemplar (...) a ele mesmo, no seu lugar." (Platão, República, 516b)

os paralelos com a noção de Paideia grega são evidentes: se para os gregos, pretendia-se atingir a purificação intelectual e moral, para Agostinho o fim último é o das virtudes cristãs, o reencontro com Deus. 

neste diálogo, qual é o ponto de partida de Agostinho? a gramática, dado que o filósofo procura elaborar um discurso verdadeiro. neste texto encontramos, numa primeira parte a preparação de exercícios gramaticais e linguísticos, fazendo uso do método clássico de pergunta e resposta; numa segunda parte, encontramos a exposição da verdade fundamental: a existência do mestre interior.

 

como aprende o discípulo? 

Agostinho confessa: não pode ensinar nada, pois não tem acesso à verdade interior do discípulo. o caminho é individual e exige uma reflexão íntima no interior de nós mesmos.

o mestre é interior, o mestre é Cristo. Cristo é fonte de iluminação, é verdade (ilumina a razão, ampliando a esfera do conhecimento); é caminho (ensina as verdades da salvação que se abraçam com a fé); é vida (pois habita no nosso interior). é Cristo quem permite a comunicação entre os humanos. 

 

*

 

sugestões de leitura:

- entrada na Logos sobre Santo Agostinho

- livros de Santo Agostinho: Confissões, O Mestre, A Cidade de Deus

- Em busca do Centro, de José Maria Silva Rosa 

- episódio The School of Life sobre Agostinho 

 

o audio deste episódio está disponível no twitter, basta clicar AQUI. e não é preciso ter conta no twitter para ouvir! 

 

#FilosofiaAoVivo convida Santo Agostinho e apoia a #uppa_animais

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#FilosofiaAoVivo pretende dar a conhecer filósofos e ideias, criando pontes com a nossa vida quotidiana.


👉🏽 Na sexta, dia 5 de Junho, às 12h30, convido o autor das "Confissões", Santo Agostinho.
Esta será uma #FilosofiaAoVivo e solidária: irei activar o botão "fundraiser" 💰 para que possam contribuir para a compra de arroz 🍚 para o albergue da #uppa_animais.


Para complementar com a ração, cozinhamos arroz e gastamos um total de 5kg por dia.
Um kg de arroz custa +/- 0,80€.
Com 4€ garantimos arroz para um dia.
1€ faz toda a diferença 🧡!


Sou voluntária na #uppa_animais desde 2014 e convido-vos a conhecer o trabalho que levamos a cabo, visitando o website: www.uppa.pt 


Obrigada 💚 pelo contributo que possam dar!

 

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