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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

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"(...) o mundo nunca é o mesmo, é sempre outro."

- uma reflexão do Alves Jana

A compressão provocada pela Covid-19 começa a aliviar. Deixo aqui um pequeno contributo com "pistas" para pensar o Pós-Covid. Cada uma delas merecia um tratado. Não é este o lugar para isso. Nem tarefa para uma só pessoa.


O Pós Covid-19
É fácil garantir que o mundo não será o mesmo no Pós Covid-19, porque o mundo nunca é o mesmo, é sempre outro. Mais ainda quando é sujeito a um terramoto como o actual. Por isso mesmo, é previsível que, após o Covid-19, o novo normal não será a repetição do normal anterior. São generalidades que pouco ou nada dizem. Não nos dizem, por exemplo, se o novo normal será perto ou distante do velho normal. Por tudo isso, mesmo sabendo nós pouco e reconhecendo que se trata apenas de uma exploração através do pensamento, fica aqui um pequeno contributo com pistas para o exercício de tentar responder à questão…


Que efeitos terá a Convid-19 no mundo?


A reorganização dos sistemas de produção, comércio e consumo e resultado das novas dinâmicas empresariais (falências, endividamentos, novos agentes, novos produtos…)
Os impactos no sistema financeiro global e nos agentes sectoriais, incluindo os bancos
Complexidade do mundo e a interligação das nossas relações
A evidência da nossa dependência individual: física, emocional…
A importância visível da ciência
A importância da política e dos políticos
A fragilidade da política populista – depende dos resultados
A fragilidade da democracia – depende dos descontentes e da sua susceptibilidade à mobilização populista
A importância da “participação” dos cidadãos
A fragilidade do nosso modelo ou estilo de vida
A fragilidade ou dependência do sistema económico (ele não é tudo)
O valor da prevenção, do controlo dos processos sociais
A importância do SNS
A relevância social dos comportamentos individuais
A redescoberta (?) do social no bem-estar individual
A importância da prospectiva e da gestão do futuro
A reavaliação pessoal e colectiva do essencial e do acessório
Os efeitos – no trabalho, nas compras, na informação, no entretenimento – das novas competências digitais e dos hábitos adquiridos no mundo digital
A revelação da importância da matemática como ferramenta decisiva no conhecimento, decisão, acção e avaliação dos processos
O novo papel da China e dos EUA, bem como da Europa
Os efeitos políticos na liderança dos EUA e do Brasil, por exemplo, que não serão indiferentes à evolução da pandemia nos respectivos países
A percepção da fragilidade do nosso estilo ou modo de vida
A fragilidade das cidades e as possibilidades do mundo rural como alternativa
A experiência vivida da responsabilidade individual no bem-estar colectivo
A classificação (até à disseminação da vacina) dos mais velhos como grupo de risco
O novo golpe na Providência, no Destino, e o reforço do poder da acção eficaz
A experiência vivida da importância dos afectos, do toque físico, do contacto presencial e do seu inverso, a solidão
A revelação de que somos presas fáceis do medo e de que só estamos disponíveis para mudar sob a força do medo
A reafirmação do poder da Natureza sobre o curso dos acontecimentos
A evidência experimentada entre o desejo e a realidade e a importância de ter em conta a realidade para conseguir conquistar o desejado
A experiência do tempo longo, distendido, mas também do valor do movimento e da agitação
A redescoberta da importância de fazer parte, estar incluído, ser tido em conta
A revalorização do papel objectivo e da importância da comunidade
A evidência de que Wuhan é aqui ao lado e a reorganização da percepção do espaço global
O alerta agora talvez percebido para outros contágios: esta pandemia não é a última nem a mais perigosa; há outras epidemias que merecem atenção (da vinha, do pinheiro, da oliveira…)
A revalorização do gesto simbólico (o papa sozinho na Praça de S. Pedro ou as palmas no hospital à saída de um recuperado…)
A forma como os líderes e as organizações vão reagir às avaliações das medidas adoptadas, que nunca são perfeitas nem indiscutíveis
A nova normalidade não existe como um dado prévio, mas existirá como resultado da acção das várias forças intervenientes. E já sabemos quais são as principais forças capazes de dar forma ao futuro: o conhecimento, a organização e o dinheiro.

 

- o Alves Jana partilhou esta reflexão no facebook. pedi-lhe para publicar aqui, pois considero que pode ser um bom ponto de partida para muitos de nós reflectirmos sobre esse mundo novo que aí vem (que já está no meio de nós?).

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