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filosofia para/com crianças e jovens | mediação cultural e filosófica | #ClubeDePerguntas | #LivrosPerguntadores | perguntologia | filosofia, literatura e infância

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20 de Novembro, 2025

Ler para Filosofar

joana rita sousa / filocriatividade

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Hoje, dia 20 de Novembro, comemora-se o Dia Mundial da Filosofia. 
 
Ainda que comemore a Filosofia todos os dias, gosto de pensar nesta efeméride como uma boa desculpa para convidar as pessoas à minha volta para filosofar.
 
Muitas vezes esse meu convite assume o formato de um livro, pois recomendo livros que podem ser trampolins para parar, pensar, escutar e dialogar.
 
Citando um amigo filósofo, Vitor Lima (INÉF), Filosofia é um verbo. Para nos ajudar a conjugar esse verbo podemos ler obras de pessoas que fazem parte das Histórias da Filosofia, outras que não têm lugar nesses compêndios. Podemos conjugar o verbo a partir de um livro no qual não encontramos sequer a palavra Filosofia.
 
Conjugar o verbo Filosofia é um exercício colaborativo, que acontece na primeira pessoa do plural, nós, quando filosofamos em voz alta com outras pessoas e arriscamos perguntas, respostas e comentários.
 
A conjugação desse verbo pode ser intergeracional: entre avós e netos, entre pais e filhos. Pessoas de diferentes idades juntam-se para ler e pensar a partir dessa leitura partilhada.
 
O pensamento pode acontecer em forma de perguntas que são convites para investigar, para explorar possibilidades, para esclarecer, para aprofundar.
 
 
 
Para quem pretende aprender sobre a História da Filosofia
 
A novela gráfica criada a partir do texto de Jostein Gaarder, O Mundo de Sofia (Elsinore), é uma boa porta de entrada para as ideias que habitam as Histórias da Filosofia. O romance foi publicado há muitos anos pela Presença e marcou-me bastante, pois acompanhou os meus primeiros passos como estudante de Filosofia no ensino secundário. 
 
Olá, Consciência!, de Mendo Henriques e Nazaré Barros (Objectiva) desenham-nos linhas de pensamento que ganharam relevância ao longo dos tempos. 
 
Grandes Ideias para Mentes Curiosas (The School of Life, Minotauro), O que é a filosofia? (António de Castro Caeiro, Tinta-da-China) e o livroGrande História Visual da Filosofia de Masato Tanaka e Tetsuya Saito (Marcador) são outras sugestões a ter em conta. 
 
Gostaria apenas de deixar uma nota: regra geral, as Histórias da Filosofia são pobres na presença de mulheres filósofas. Por isso, para equilibrar a balança, recomendo a leitura da obra Filósofas, de Fabiana Lessa e Natasha Hennemann (foi publicado no Brasil e está disponível através da Livraria Travessa, em Lisboa). Também poderá ler The Philosopher Queens, de Rebecca Buxton e Lisa Whiting (eds.). ou fazer o download gratuito desta obra organizada por Juliana Pacheco.
 
 
 
Para quem pretende filosofar na companhia das crianças
 
A Contradição Humana, de Afonso Cruz (Caminho), continua a ser um dos meus livros preferidos de sempre para pensar a humanidade. Vamos conhecendo várias pessoas com as quais temos muito em comum: fazem coisas contraditórias. Ou coisas ao contrário, como dizia uma criança numa oficina do 1.º ciclo. 
 
A proposta de Victor D. O Santos, com ilustração de Anna Forlati, O que nos torna humanos (Fábula) é um convite para pensar a humanidade, tal como acontece com o livro anterior.
 
Laura Luz Silva e Ana Luísa Oliveira criaram O Labirinto dos Sentidos que alia a filosofia à neurociência. No site da editora, Fábula,  é possível encontrar sugestões e guiões de experiências e de conversas para as famílias ou para a escola. 
 
 
 
 
Para quem pretende filosofar com humor
 
O humor tem o seu quê de filosófico por nos convidar a (re)pensar a noção do óbvio. A filosofia convida ao espanto em torno das coisas que nos parecem óbvias e isso é algo que faz sorrir e até mesmo rir. Rir das outras pessoas e também de nós.
 
A Pequena Filósofa, de Quino (Iguana), é um compêndio de tiras filosóficas protagonizadas por uma criança. Pode ler-se no site da editora: “Com apenas seis anos, a Mafalda questiona o mundo com uma lucidez que desarma adultos e crianças. Entre perguntas desconcertantes e reflexões bem-humoradas, ela denuncia injustiças, desafia o statu quo e exige respostas — sempre com um laço no cabelo e uma dose saudável de sarcasmo.” 
 
David Erlich publicou um livro cujo título já dá vontade de rir, A Bebedeira de Kant (Planeta de Livros). 
 
 
Boas leituras e bons diálogos!
 
 
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