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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

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ecos do 3º congresso internacional de filosofia

 

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"o que viemos fazer aqui?" - perguntou o professor José Rosa, na conferência de abertura do Congresso. e, agora que já terminaram os trabalhos, estou em condições de responder: vim até à UBI, na Covilhã, para me deixar encantar pelo azul do céu e o ar da montanha e, sobretudo, para partilhar e colocar a filosofia em prática. 

 

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o painel de filosofia aplicada

há uns meses recebi um e-mail do Pepe Barrientos-Rastrojo no sentido de propormos um painel de filosofia aplicada no 3º Congresso Internacional de Filosofia, organizado pela Sociedade Portuguesa de Filosofia.

desse painel também fizeram parte a Magda Costa Carvalho, a Maria Teresa Santos e a Dina Mendonça. falámos de filosofia, de filosofia aplicada, bem como de como são "velhas" as novas práticas filosóficas. a filosofia para/com crianças foi um dos pontos de ordem deste painel, onde apresentámos pontos de vista diferentes:

- o Pepe falou-nos de como é possível transformar a filosofia de Rorty em espaços de oficinas, onde crianças, jovens e adultos podem trabalhar e desenvolver as competências do pensamento crítico, criativo, colaborativo e cuidativo > "A criação privada do eu e a solidariedade pública com os outros na Filosofia para as Crianças. Uma aproximação à disciplina desde Richard Rorty";

- a Magda apresentou-nos uma reflexão sobre o papel da filosofia para crianças na revitalização da própria filosofia: "A Filosofia para Crianças con-quista a Filosofia";

- a Dina trouxe-nos uma comunicação em que abordou "A Filosofia para Crianças e o aprofundamento dos processos de aprendizagem – o diálogo filosófico e as capacidades argumentativas";

- a Teresa partilhou um trabalho de reflexão de Marta Naussbam sobre o trabalho de Lipman e o modo como o programa age sobre a vivência da democracia; a comunicação intitulava-se "Em defesa das humanidades e da democracia. O elogio de Martha Nussbaum a Matthew Lipman".

 

Kant e a prática da investigação filosófica

procurei apresentar uma reflexão pessoal em torno de Kant e do Kant que me chegou por via do Lipman. acabei por partilhar um pouco do processo de pensamento e de construção da comunicação, que conheceu avanços e recuos, mudanças justificadas e procura de fundamentos. afinal, o processo de investigação que a comunidade de investigação filosófica possibilita é algo que pratico na minha investigação individual, para a qual convoco as pessoas que me são próximas, como a Gabriela Castro e o Pepe Barrientos, com quem dialoguei via e-mail ou via messenger; além dos textos dos filósofos com os quais dialogo e construo (desconstruo) o meu pensamento.

 

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viagem ao passado e a homenagem, no presente, ao professor Artur Morão

voltar à Covilhã, oito anos depois da minha primeira visita, traduziu-se no (re)encontro com os professores José Rosa e António Amaral, que me acompanharam na licenciatura. houve ainda lugar, durante o congresso, para uma homenagem ao professor Artur Morão, cujas aulas não esqueço, cuja alegria de ser e de estar é contagiante. o motivo da homenagem: as inúmeras obras traduzidas pelo professor que nos permitem dialogar com tantos textos fundamentais da filosofia - e não só!

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filosofia fora e dentro da escola

o Alves Jana, do Clube de Filosofia de Abrantes, partilhou uma comunicação sobre os espaços de intervenção da filosofia, fora dos muros da escola: "a sociedade a que pertencemos precisa do contributo da filosofia, mesmo quando não sabe que precisa".

 

o João Teodósio falou-nos de experiências que aproximam a filosofia das vicências dos alunos e da realidade em que vivem - aprendizagem experiencial da disciplina de filosofia no ensino sedcundário. partilho convosco uma curiosidade: eu e o João Teodósio fizemos parte de um documentário realizado pelo Guilherme e pelo João, no Fundão, sobre filosofia: a sala 13. 

 

Leila Athaides partilhou um trabalho muito interessante sobre o impulso lúdico em Schiller e a sua aplicação em conteúdos de filosofia, no ensino médio. a Leila veio do Brasil, cruzou o oceano para nos brindar com uma apresentação cuidada e pertinente sobre um trabalho que, a meu ver, pode cruzar muito com as estruturas da filosofia para/com crianças. 

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a minha primeira apresentação num encontro da Sociedade Portuguesa de Filosofia data de 2013 e consistiu numa oficina de filosofia pensada e criada com a Celeste Machado. foi com muita honra que voltei a participar num evento da SPF e em tão boa companhia!

*

ainda sobre a minha apresentação e o início onde resumi algumas das ideias do primeiro dia do Congresso:

Sinto que a filosofia para/com crianças e jovens é um “imperativo categórico”, nos tempos que correm.

Na linha da comunicação da professora Adela Cortina, encaro com seriedade o compromisso de empoderar as crianças e os jovens na defesa dos seus pontos de vista.

Um empoderamento que é [metafísico, ético e] cordial e implica o ser humano na sua inteireza, tal como defendeu Kant na terceira Crítica. O ser humano é inteligência, vontade e afectividade.

M. Luísa Ribeiro Ferreira falou-nos, a propósito do ensino da filosofia no ensino secundário, da necessidade dos alunos pensarem por si próprios. Sublinhou também o papel inquietante e des-instaladorda filosofia, perante os alunos e os professores.

Neves Vicente relatou uma experiência, com ênfase no papel do facilitador enquanto um orientador munido de ferramentas que permitem o trabalho filosófico, independentemente do conteúdo.

Maria João Couto lançou a questão da formação dos formadores da filosofia para crianças, algo que preocupa cada vez mais quem, como eu, está no terreno a desenvolver trabalho e investigação nesta área.

 

também partilhei algumas ideias no twitter, com as tags #3CIF e #socportfilos

 

agora é hora de escrever e preparar o artigo para publicação. 

 

 

 

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