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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de filosofia e de criatividade, para crianças, jovens e adultos / formação para professores e educadores (CCPFC) / mediação da leitura e do diálogo / cafés filosóficos / #filocri

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22 de Maio, 2024

argumento, premissa, conclusão e exemplo

joana rita sousa

 

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"Os alunos sustentam a argumentação com exemplos e não dão argumentos", dizia uma professora numa formação. 

Nas aulas de Português treina-se a argumentação e trabalha-se o texto de opinião. Importa deixar bem claro o que siginifica argumentar, o que compõe um argumento e para que serve um exemplo no meio de tudo isso. 

 

"De acordo com o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, "as competências na área do Pensamento Crítico requerem observar, identificar [e interpretar], analisar e dar sentido à informação, às experiências e às ideias e argumentar a partir de diferentes premissas [ou proposições (informações, dados, ou conteúdos que servem de base a um raciocínio) e variáveis. (...) Os alunos observam, analisam e discutem ideias, processos ou produtos centrando-se em evidências (Martins et al., 2017, p. 24)".

via Lopes, J. P. e Silva H. S. Pensamento Crítico e Criativo, pp. 109-110

 

O processo de argumentação pode ser entendido como um actividade na qual temos a oportunidade de apresentar ideias distintas e de as confrontar entre si. 

Nesse processo temos a oportunidade de identificar a ideia principal que defendemos e a(s) ideia(s) secundária(s) que a suportam (ou seja, o argumento em si mesmo), de ilustrar as nossas ideias com exemplos, de contemplar possíveis refutações e considerar hipóteses de respostas a objecções. 

O argumento é composto por uma conclusão (a ideia principal que defendemos) e uma ou mais premissas que suportam a conclusão (a ideia ou as ideias secundárias). Imagine  que o argumento é uma casa, que a conclusão é o telhado e que a premissa ou premissas são a estrutura onde assenta o telhado:

 

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Se não houver premissa ou premissas, o telhado não se aguenta e cai. Não há argumento. Mesmo que haja exemplos.

O exemplo é uma ilustração das nossas ideias. Ajuda-nos a tornar mais claro o que estamos a dizer e aproxima uma ideia abstracta do concreto. 

Passo a exemplificar (sim, vou dar um exemplo do que é um exemplo): 

A filosofia para/com crianças é importante, pois permite a prática do diálogo, bem como criar um ambiente onde professores e alunos podem pensar colaborativamente. Um exemplo desse ambiente é aquele que encontrei na turma X.  Nessa turma, tanto os alunos como os professores, perguntavam e arriscavam respostas sobre a ideia "eliminar a comida de origem animal das cantinas das escolas." Tanto os professores como os alunos apresentaram dúvidas sobre elementos mais científicos do problema, como a necessidade de proteína diária para um ser humano. 

Conclusão: A filosofia para/com crianças é importante

Premissa 1: permite a prática do diálogo

Premissa 2: (permite) criar um ambiente onde professores e alunos podem pensar colaborativamente

Exemplo da premissa 2: Nessa turma, tanto os alunos como os professores, perguntavam e arriscavam respostas sobre a ideia "eliminar a comida de origem animal das cantinas das escolas." Tanto os professores como os alunos apresentaram dúvidas sobre elementos mais científicos do problema, como a necessidade de proteína diária para um ser humano. 

 

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Recomendações para pensar em argumentos, argumentação e pensamento crítico:

RTP Ensina - tese e argumento

Responsabilidade cognitiva e pensamento crítico

É possível ensinar pensamento crítico nas escolas? 

8 práticas que promovem o pensamento crítico na sala de aula

 

📷 Bárbara Monteiro, Oeiras Ignição Gerador 2024