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filocriatividade | filosofia e criatividade

>> oficinas de filosofia, para crianças, jovens e adultos >> formação para professores e educadores (CCPFC) >> nas redes sociais: #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

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AZUL - o desafio colorido da Rita, do Kit Literário

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A Rita (Kit Literário - Books for Kids) tem estado a partilhar um desafio no instagram, a #cromoterapialiteraria. Aos domingos a Rita apresenta uma cor e desafia-nos a desarrumar prateleiras para agrupar livros com essa cor.

 
As minhas escolhas em tons de AZUL são:
 
🔷 Vou ali e já venho - sobre migrações e comichões
(um livro para o qual tive o gosto de colaborar)
 
🔷 Why must I go to school?
(aí por casa alguém conhece os vídeos A Grande Descoberta?)
 
🔷 O pai da mamãe
(um livro que me chegou através do Kit Literário)
 
🔷 A máquina dos Ses
(um livro que me inspira muito nas oficinas de filosofia)
 
🔷Pimpa
(um clássico lipmaniano da filosofia para crianças)
 
🔷 Fim? isto não acaba assim
(um livro sobre começos... ou fins?)
 
🔷 Cá dentro
(um livro para miúdos e graúdos!)
 
🔷 Museu do Pensamento
(um livro que me acompanhou numa das últimas oficinas de filosofia, online)
 
🟦 Há mais livros de capa azul, cá em casa. Há outros que só têm lombada azul. Há azuis que não parecem azuis. E começam as perguntas na minha cabeça!
 
E por aí? Já desarrumou os livros e as cores?

 

oficinas de perguntas

- para famílias com crianças entre os 4 e os 6 anos [online]

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Nas oficinas #filocri o pensar é algo que fazemos em conjunto - e porque não fazê-lo em família?
 
Venham daí ginasticar os músculos do pensamento, apoiados nas ideias do pai, da mãe, do tio ou da madrinha.
 
Estas oficinas são pensadas para adultos e crianças (com idades compreendidas entre os 4 aos 6 anos) e o grande objectivo é brincar e jogar com o pensamento. 
 
 
Data:
13 de Dezembro, domingo, das 11h30 às 12h15 
A oficina acontece online, via zoom
 
Inscrição: 8,50€ por família 
Acresce IVA a 23% (emissão de Recibo Verde). 
 
Formulário de inscrição: https://bit.ly/oficinas_perguntas 
 
 

 

colecção de perguntas

- continuamos a adicionar perguntas à lista

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neste artigo estou a construir uma colecção de perguntas.

da primeira vez reuni 136 perguntas, espalhadas em cadernos e apontamentos de oficinas de filosofia e cafés filosóficos. agora com o #ClubeDePerguntas e outras oficinas, a colecção vai crescendo, graças aos contributos dos participantes.

 

quer deixar a sua pergunta para a colecção? partilhe nos comentários! 

 

 

 

 

“Ah, trabalhas nisso da filosofia para crianças?”

 

 

Desde 2008 que trabalho na área da filosofia para crianças (FpC). Fiz formação - ainda faço – trabalho em jardins de infâncias, em escolas. Tive um projecto num ginásio. Levo as oficinas de filosofia a vários pontos do país – e não só. Dou formação a professores e educadores. Tenho recebido muitos e-mails a solicitar apoio, esclarecimento de dúvidas – sobretudo a quem desenvolve investigação nesta área.

Nem sempre é fácil explicar o que faço, pois há muitas ideias pré-concebidas e tudo o que é estranho provoca... estranheza.

Tenho coleccionado muitas perguntas sobre o meu trabalho e sobre a filosofia para crianças. Fiz uma lista das dez mais recorrentes – e partilho convosco algumas respostas curtas.

 

 

  1. «Joana, dás aulas de filosofia? »

Não. No sentido convencional e tradicional do termo « aula » = alguém que tem o saber (conteúdos) e os transmite a quem não sabe. Nesse sentido, não dou aulas – ainda que possa falar do espaço e tempo durante o qual a filosofia acontece como aula.

 

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  1. “Joana, então tu és professora?”

Não – no sentido clássico do termo, não sou professora.

Sou facilitadora – ou dificultadora como gosto de lhe chamar. O meu papel é o de “obrigar” a parar para pensar, a aprofundar. Mergulhar no mundo dos pensamentos.

 

 

  1. “Joana, o que tu fazes é pôr as crianças a conversar umas com as outras?”

Não, isso elas já fazem. O meu objectivo é que haja diálogo. Isso implica que se pratique a escuta e o parar para pensar. Além disso, pretendo aprofundar as questões de forma filosófica.

 

 

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  1. “Joana, nessas aulas podemos dizer o que quisermos?”

Sim e não. Podes dizer o que quiseres, mas isso tem que ser submetido ao grupo para avaliar se é pertinente para a discussão em curso.

Além disso, também avaliamos a sua qualidade filosófica – e é aí que eu intervenho mais e dificulto as coisas.

 

  1. “Joana, isso que fazes é um modelo pedagógico?”

Na verdade, a FpC é uma estrutura que facilita processos de aprendizagem. E é algo mais do que isso. Crio um espaço e um tempo em que é fundamental realizar exercícios de cariz filosófico. Sim, a filosofia para crianças transpira intencionalidade filosófica.

 

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  1. “Joana, então basta preparar e ter um plano ou uma planificação, para chegar ao objectivo filosófico?”

Não. A preparação, em jeito de planificação é útil. O mais importante é atender àquilo que as pessoas estão a dizer e captar as suas implicações filosóficas e a riqueza para o diálogo. É fundamental a disponibilidade para o improviso.

 

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  1. “Joana, basicamente o que fazes é treinar pensamento crítico?”

Também. O pensamento crítico é fundamental neste processo. Há outras dimensões: a criatividade, o caring thinking (Lipman) e a dimensão colaborativa (afinal, somos um grupo que se junta para pensar… em conjunto!).

 

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  1. “Joana, não achas que isso é muito difícil para as crianças? É muito abstracto.”

As crianças têm uma linguagem própria e uma experiência que é sua. A FpC abre espaço para que se possam manifestar, à medida da sua linguagem e da sua experiência. A partir daí, extraímos o sumo filosófico.

 

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  1. “Joana, então e tu jogas às cartas com as crianças, é isso?”

Faço jogos, sim. Utilizo muitos recursos que facilmente se associam ao jogo (quantos-queres, jogos de cartas, jogo do galo…). A ideia é partir de um recurso simples e lúdico para o trabalho filosófico. O jogo – tendo elementos físicos, nos quais as crianças podem mexer e até levar para casa – ajuda-me a tornar a filosofia palpável.

 

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  1. “Joana, e as crianças gostam?”

Nem todas. É como a sopa: nem todas gostam, mas nem por isso deixamos de lhes dar sopa. É importante para elas, certo?

Assim é a filosofia: difícil, pois obriga a parar . Divertida, por nos permitir brincar com o pensar. Gosto da imagem da FpC como um ginásio para os músculos do pensamento. E todos nós sabemos como treinar provoca dores, num momento inicial. Depois há que manter a disciplina de treino.

A facilitadora silenciosa

- The quiet facilitator, de Jana Mohr Lone (tradução de Joana Rita Sousa)

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No Outono, enquanto recomeçava a dinamizar sessões de filosofia com crianças no Zoom, passei parte do tempo a considerar de forma mais profunda a minha presença nessas sessões. Parte do meu trabalho enquanto educadora passa por ajudar crianças a aprender a articular e a examinar as suas questões e crenças de forma mais lúcida. Além disso, eu sou responsável por ajudar a criar um ambiente que cuide da compreensão, confiança e valores em cada uma das vozes da criança. Abordo as minhas sessões, de modo consciente, através do desenvolvimento de espaços para que as crianças possam explorar as perguntas que são importantes para elas, sem impor as minhas visões sobre quais as perguntas ou momentos de conversa são particularmente significantes ou interessantes.

 

Tenho vindo a pensar sobre a relação entre a responsabilidade do facilitador em construir uma moldura de trabalho que permite a emergência de conversas de elevada qualidade filosófica (introduzindo sugestões filosóficas sugestivas, fazendo boas perguntas, ajudando a garantir que todas as vozes são ouvidas, intervindo em discussões paralisadas) e a importância da conversa ser uma verdadeira investigação das crianças, de forma a que as minhas perguntas e os meus comentários não empurrem a discussão numa direcção que tem origem em mim e não nas crianças. É fácil dizer que o que importa é que as crianças devem controlar o sentido da investigação, mas a experiência pode ser bastante desafiadora no sentido de determinar quando deixar a investigação seguir sem qualquer interferência e, quando é necessária alguma intervenção, em dizer algo que seja útil para o processo, mas que não influencie o conteúdo.

 

Queremos assegurar-nos que estamos a dar às crianças o espaço de que precisam para pensar e exprimir os seus pensamentos sem a intrusão supérflua do facilitador. Há uma linha ténue entre responder de uma forma que ajuda os outros a construir as suas próprias ideias e alterar o que pretendem expressar. Pelo facto dos adultos exercerem algum poder perante as crianças e especialmente numa situação e sala de aula (seja ela virtual ou não) na qual eu sou vista como a especialista na sala, torna-se demasiado fácil para mim, ainda que sem querer, desviar o foco da conversa.

 

Por exemplo, parafraseando o que uma criança diz. Por vezes tentamos ajudar as crianças a traduzir o seu pensamento de forma mais clara ou mesmo sugerindo uma forma diferente para dizer algo. “Querias dizer que...?” Ainda que esta abordagem seja útil para ajudar uma criança a comunicar um pensamento, também pode resultar num colocar de palavras na boca das crianças, pensando que nós já entendemos o que querem dizer e que elas apenas precisam da nossa assistência para articular os seus pensamentos de forma mais precisa. Esta prática arrisca-se a distorcer ou silenciar o que a criança tem a dizer.

 

Além disso, quando interpretamos erradamente ou reformulamos o que pensamos que as crianças pretende exprimir, as crianças podem hesitar em dizer-nos que não estamos correctos. Nestas situações, uma criança pode assumir naturalmente que o adulto sabe mais e por isso concorda de forma instintiva, ainda que o comentário de reformulação não represente verdadeiramente o pensamento da criança.

 

Por vezes, tenho consciência que, depois de uma criança falar, me precipitei numa pergunta de clarificação ou numa descrição daquilo que eu pensava que a criança queria dizer; para me aperceber mais tarde que deixei as minhas ideias ou interesses atropelar o que a criança realmente queria dizer. Se eu quero mesmo compreender o ponto de vista da criança, esse ponto de vista tem de ser prioritário. Ouvir e fazer perguntas a partir de um local de curiosidade e de respeito, e abandonar a nossa própria agenda, pode cultivar um espaço no qual as crianças podem pensar os seus próprios pensamentos e exprimir as suas próprias ideias, à sua maneira.

 

Mas os desafios da prática permanecem. Se me dou conta que a observação de um aluno envolve uma linha filosófica que não é explicitamente declarada, devo fazer uma pergunta no sentido de investigar o significado mais profundo das palavras da criança? Há uma maneira para fazer isso sem que direcione a conversa naquilo que me interessa, mas sim naquilo que se encontra na mente das crianças? O meu trabalho não consiste em reconhecer os temas filosóficos subjacentes às perguntas e comentários das crianças e ajudá-las a vê-los, ou essa atitude corre o risco de distorcer aquilo que desejam explorar? Ou será que estarei a sobrevalorizar a minha potencial influência na investigação?

 

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Digo com frequência que as sessões de maior sucesso que tive com crianças envolveram discussões filosóficas que teriam continuado se eu tivesse saído da sala. Quanto mais silenciosa estou e quanto mais as crianças estão focadas na sua conversa e no que os outros elementos do grupo têm a dizer, mais acontece uma investigação que é autenticamente das crianças. Contudo, isto exige tempo e prática. O desafio do facilitador passa por equilibrar a assistência que proporciona às crianças no sentido de aprender a ter uma conversa filosófica vibrante e fundamentada com a garantia de que o espaço filosófico pertence às crianças. Talvez ser uma “facilitadora silenciosa” deva ser um dos objectivos de uma aula de filosofia, de modo a que, com o passar do tempo, as crianças se tornem cada vez mais hábeis e autónomas na gestão da investigação, e a facilitadora se torne cada vez mais silenciosa.  

 

*

Texto originalmente publicado no blog de Jana Mohr Lone, Wondering Aloud: philosophy with young people

Nota de tradução: o título do texto é The quiet facilitator. Tomei a decisão de traduzir por A facilitadora silenciosa, dado que é assinado por uma autora do género feminino. Em termos de sentido geral, o título poderia ser O facilitador silencioso.

Fotografias via unsplash. 

 

colecção de perguntas

- perguntas filosóficas / perguntas que provocam o filosofar

"olá! eu sou a joana e colecciono perguntas!"

 

partilho consigo perguntas trabalhadas e/ou sugeridas em

- oficinas de filosofia (para crianças e jovens);

- cafés filosóficos;

- no #ClubeDePerguntas.

algumas  perguntas surgiram-me durante o meu trabalho de preparação de oficinas e diálogos filosóficos. 

tem sido um trabalho de "mineiro", este de procurar e compilar as perguntas. estão "espalhadas" em cadernos e folhas, por aqui e por ali, no home office onde trabalho. 

este será um artigo que vou actualizar com frequência. 

 

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1 - Para que serve a filosofia?

2 - O que não é filosofia?

3 - O que é a filosofia?

4 - É bom mudar de ideias?

5 - O óbvio é aquilo que é verdadeiro?

6 - O que nos diz a arte?

7 - A arte é útil?

8 - O que é a liberdade?

9 - Podemos viver sem ideias?

10 -  Como sabemos que existimos?

11 - O que é a justiça?

12 - Temos o direito de ofender os outros?

13 - Há um limite para os elogios que podemos fazer?

14 - É importante desobedecer? 

15 - O que significa ser obediente? 

16 - O que significa a palavra cidadania?

17 - O que é a felicidade?

18 - Porque é que os números nunca acabam?

19 - Podemos parar o tempo?

20 - O que aconteceria se amanhã acordasses do outro lado do mundo?

21 - O que é uma pessoa? 

22 - Quantas formas há para pensar o tempo?

23 - O bem e o mal existem?

34 - A filosofia tem respostas?

35 - O que é uma pergunta?

36 - O que é uma pergunta filosófica?

37 - Qual o papel das emoções na tomada de decisões?

38 - Qual é a diferença entre ser estranho e ser normal?

39 - Como sabemos se estamos acordados?

40 - Como seria o mundo se os animais falassem a nossa língua?

41 - Como é que sabemos se amamos alguém?

42 - Podemos viajar sem sair do mesmo sítio?

43 - O que cabe dentro de um bolso?

44 - Por que é que há dias que nunca acabam? 

45 - Podes escolher quem és?

46 - És igual aos outros?

47 - Como vai ser quando eu for crescido/a?

48 - O que pode uma pergunta? 

49 - Será que um ateu é mais feliz do que um crente?

50 - A confusão é uma coisa boa?

51 - Há clareza sem confusão? 

52 - O que diz o silêncio?

53 - Um ateu é mais livre do que um religioso? 

54 - O que é necessário para manter a mente activa?

55 - O que é a inteligência?

56 - O que é a inteligência humana?

57 - O que é a inteligência artificial?

58 - Como é que a emoção se relaciona com a inteligência? 

59 - A actividade do corpo é necessária para a actividade da mente?

60 - A liberdade aumenta a curiosidade?

61 - Estar activo é um hábito ou uma necessidade?

62 - Ser feliz é ser livre? 

63 - Os hábitos têm uma dimensão moral? 

64 - Como é que vive uma pessoa sem hábitos?

65 - O que dizem os nossos hábitos?

66 - Porque é que precisamos de hábitos? 

67 - O que é um bom hábito?

68 - O que é um mau hábito?

69 - Há perguntas que não se devem fazer?

70 - Há perguntas que não se podem fazer? 

71 - O que pergunta uma pergunta?

72 - Quando podemos dizer "não"?

73 - Dizer não é sempre negativo?

74 - O que significa errar? 

75 - Errar é humano?

76 - Ter hábitos é humano?

77 - O que significa saber muitas coisas? 

78 - O que é um imprevisto?

79 - O tempo facilita-nos a vida?

80 - O que acontece com o tempo?

81 - Como é que sabemos que o tempo está a passar?

82 - Porque é que há coisas que se gastam com o tempo?

83 - Haverá alguma coisa que não mude com o tempo?

84 - Para mudarmos temos de deixar passar tempo?

85 - Podemos voltar atrás?

86 - Podemos mudar num instante?

87 - O tempo amolece-nos?

88 - Os dias perdem ou ganham cor com o passar do tempo?

89 - As ideias apodrecem com o tempo?

90 - O tempo torna-nos mais fortes?

91 - Podemos crescer com o tempo? 

92 - Como é que algo feio passa a ser bonito?

93 - Para onde vão os elásticos do cabelo?

94 - O tempo fica mais rápido com o passar do tempo? 

95 - Uma pergunta precisa de ponto de interrogação?

96 - O relógio é dono do tempo?

97 - Se o relógio parar, o mundo pára?

98 - Se todos os relógios do mundo pararem, o tempo pára?

99 - Quantas formas há para passar o tempo?

100 - O que é que passa: o tempo ou nós?

101 - Como é que sabemos que mudámos?

102 - Precisamos dos outros para saber que mudámos?

103 - Quem muda: eu ou a percepção que tenho de mim?

104 - Mudar é algo que nos acontece?

105 - Posso escolher mudar?

106 - Perder tempo é uma forma de ganhar?

107 - O que significa perder tempo?

108 - Como é que se ganha tempo? 

109 - Qual é o ritmo dos bons momentos? E dos maus?

110 - O lento implica ganhar tempo?

111 - O rápido pode ser sinal de perda de tempo?

112 - Quem define a velocidade do tempo? 

113 - O que é uma pergunta má? 

114 - O que significa melhorar uma pergunta? 

115 - Até onde se pode melhorar uma pergunta? 

116 - As respostas ajudam a melhorar as perguntas? 

117 - Há perguntas que não podem ser melhoradas? 

118 - O que fazer com uma pergunta que já é mesmo boa? 

119 - Como é que sei que aquela pergunta é boa? 

120 - O contexto é importante para fazer uma pergunta boa ou má? 

121 - Se treinar muito consigo melhorar as minhas perguntas? 

122 - Posso ajudar outras pessoas a melhorar as perguntas? 

123 - É arrogante pensar que umas perguntas são melhores do que outras? 

124 - Como identificar uma pergunta boa? 

125 - Como saber se uma pergunta é melhor do que outra? 

126 - Quem diz o que é uma pergunta melhor? 

127 - O que fazer com uma pergunta que já é mesmo boa?

128 - Até que ponto o contexto é importante para fazer uma pergunta boa ou má?

129 - Podemos perguntar sem pensar na resposta? 

130 -  Há pessoas que são mais verdadeiras do que outras?

131 - Só mente quem sabe a verdade?

132 - Há boas razões para mentir?

133 - Há boas razões para não dizer a verdade?

134 - Posso ser verdadeiro e dizer mentiras?

135 - Para ser verdadeiro tenho de dizer a verdade a toda a hora?

136 - Mentir pode salvar uma vida?

137 - Posso dialogar comigo mesmo? 

138 - Preciso dos outros para haver diálogo? 

139 - O que esconde a máscara?

140 - Como seria se não tivessemos casa?

141 - Como é possível estar próximo e manter a distância?

142 - Como lidar com o medo de algo que não se vê?

143 - Quando é que a nossa casa passa a ser uma prisão?

144 - Uma prisão pode ser a casa de alguém?

145 - Como é que um prisioneiro vive a liberdade? 

146 - O que torna uma flor numa flor bonita?

147 - A felicidade torna as coisas bonitas?

148 - A tristeza torna as coisa feias?

149 - Será que o nada existe? 

150 - A morte é o fim de tudo? 

151 - Como seria se houvesse uma cura para tudo?

152 - E se o mundo fosse uma grande simulação?

153 - Por que é que o simples é tão difícil?

154 - É divertido ser invulgar? 

155 -  A normalidade existe?

156 - O que é o novo normal?

157 - O que significa ser amigo de alguém?

158 - As pessoas podem mudar? 

159 - O que é a amizade?

160 - O que aconteceria se cada um de nós pensasse de forma autónima?

161 - O que é a autonomia de pensamento?

162 - Será que o meu corpo existe?

163 - Será que o vento cresce?

164 - Será que o silêncio enfraquece?

165 - Será que a liberdade existe?

166 - Será que o futuro muda?

167 - Será que o silêncio cresce?

168 - Será que as palavras existem?

169 - Será que a sabedoria enfraquece?

170 - Será que o universo tem uma razão? 

171 - Será que a verdade muda?

172 - Será que a educação enfraquece?

173 - Será que a inteligência cresce? 

174 - Será que o tempo enfraquece vida?

175 - Será que a beleza tem uma razão?

176 - Será que existe a verdade? 

177 - Será que a escravatura continua?

178 - Será que existe um conhecimento universal?

179 - Será que posso mudar a realidade?

180 - Será que tenho uma razão para acreditar em deus? 

181 - Será que o futuro é infinito?

182 - Será que os humanos são uma ilusão?

183 - Será que o tempo é infinito? 

184 - Será que o mundo é real?

185 - Será que a realidade é útil?

186 - Será que a arte é bela?

187 - Será que a escravatura é invisível?

188 - Será que a liberdade é uma ilusão?

189 -  Será que o tempo é uma ilusão?

190 - Será que a morte é uma ilusão?

191 - Será que a liberdade é infinita?

192 - Será que o prazer é belo?

193 - Será que o silêncio é útil?

194 - Será que o universo é infinito? 

195 - Será que a liberdade é real?

196 - Será que o caos é bom?

197 - Será que a verdade é ilusão?

198 - Será que a dor é útil?

199 - Será que a inteligência é invisível?

200 - Podemos congelar parte do corpo?

201 - Podemos sentir a escuridão?

202 - Podemos escapar à morte? 

203 - Podemos sentir deus?

204 - Podemos possuir o tempo? 

205 - Podemos encolher o tempo?

206 - Podemos ver deus?

207 - Podemos escapar da educação? 

208 - Podemos escapar à gravidade?

209 - Podemos congelar o tempo? 

210 - Podemos tocar no amor?

211 - Podemos encolher a realidade? 

212 - Podemos controlar a dor?

213 - Podemos congelar a beleza?

214 - Podemos controlar o tempo?

215 -  Podemos aniquilar a dor?

216 -  Podemos sentir o silêncio?

217 - Podemos escapar à morte?

218 - Podemos sentir o tempo?

219 -  Podemos criar o passado?

220 - Podemos perder os amigos?

221 - Podemos escapar à natureza? 

222 - Podemos ver a verdade?

223 -  Podemos controlar o conhecimento?

224 - Podemos escapar à verdade?

225 - Podemos criar o tempo?

226 - Podemos tocar o silêncio?

227 - Podemos aniquilar palavras? 

228 - Será que o tempo é real?

229 - Será que o meu corpo é real?

230 - Será que o amor é infinito?

231 - Será que a autoridade é útil?

232 - Será que há palavras que são invisíveis?

233 -  Será que a felicidade é uma ilusão?

224 - Será que o caos é belo?

225 -  Podemos criar o passado?

226 - Podemos perder os amigos?

227 - Podemos escapar à natureza?

228 - Podemos ver a verdade? 

229 - Será que a dor é útil? 

230 - Será que há vicíos bons? 

 

 

 

o Tomás Magalhães Carneiro disponibiliza uma colecção de perguntas bem generosa. pode consultar AQUI

 

Isto Não É Filosofia & Joana Rita Sousa

- perguntas e respostas em torno da filosofia moderna

 

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o Vitor e a Evelyn disponibilizam, semana após semana, uma aula sobre história de filosofia, no seu canal youtube. o mote? Isto Não É Filosofia (INEF). se querem saber as razões para o nome deste projecto, (re)visitem a conversa que tive com o Vítor, ali mesmo na IGTV.

depois da aula, que acontece às sextas, há perguntas e respostas "ao vivo e em directo", no instagram. foi com muito gosto que recebi o convite do INEF para fazer parte do ciclo de perguntas e respostas, aos sábados (17h Brasil, 21h Lisboa - Portugal).

estou a revisitar os dossiers e os apontamentos de filosofia moderna, do tempo da licenciatura e a (re)descobrir uma época que não é a minha preferida (confesso). sou mais dos antigos (dos primeiros filósofos) e dos disruptivos (querido Nietzsche!) e por isso está a ser um desafio.

 

encontramo-nos no instagram?

hoje, dia 12 de Setembro, vamos falar da aula de ontem, que está disponível AQUI

siga a filocriatividade e o INEF. até logo!

 

 

 

 

Fórum Parar para pensar - na revista Dois Pontos

já conhece a revista Dois Pontos?

se a resposta é "não" fica o convite para conhecer este projecto através da conversa que tive com a Ana, no instagram #filocriCONVIDA.

o tema da revista de verão é Comunidade - e é nesse contexto que eu e a Dois Pontos convidamos miúdos e graúdos  a pensar e a dialogar em torno da pergunta:

"Qual é a diferença entre um conhecido e um desconhecido?"

está aberto o fórum online (clique na imagem)! encontramo-nos por lá?

 

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Mitos à volta da Filosofia

- desconstruindo erros comuns em torno da Filosofia

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Três dos mitos mais comuns sobre a filosofia traduzem-se em "a filosofia é antiga, impenetrável e irrelevante."

Este guia actua como uma refutação a esses mitos comuns sobre filosofia e funciona como um guia para educadores que gostariam de incorporar a filosofia na sala de aula, mas que podem enfrentar o cepticismo dos alunos ou mesmo dos responsáveis da escola.
 

 

1. "Os filósofos são sempre homens velhos e, por isso é difícil identificar-me com essas pessoas."

De acordo com Sara Goering, as crianças com menos de 10 anos podem ser algumas das pessoas mais filosoficamente comprometidas, o que é evidenciado pelo seu perguntar contínuo. Goering também argumenta que a filosofia não tem idade mínima. Lone e Burroughs afirmam que todas as crianças têm inclinações filosóficas. Se as crianças são involuntariamente capazes de fazer perguntas sobre o seu estado de ser, segue-se que os alunos de todas as idades são capazes de discutir as mesmas questões. Isso significa que se você já foi uma criança, provavelmente fez algum tipo de filosofia na sua vida. É importante lembrar que a filosofia pode ser feita por qualquer pessoa que o queira; não há idade específica  na qual uma pessoa viu e sentiu tanto que, de repente, é capaz de fazer perguntas filosóficas.

 

 

2. “A filosofia é pedante e impenetrável.”

De acordo com Lone e Burroughs, a filosofia trata de fazer perguntas e analisar as respostas, além de uma única perspectiva. Isso é mais eficaz com pessoas novas na filosofia, através do diálogo. Contudo, a maioria das escolas não participa do tipo de diálogo necessário. A filosofia, quando apresentada através de palestras, pode parecer esotérica. Sean A. Riley e Goering observam que mesmo em salas de aula onde é dada a oportunidade aos alunos para participar activamente da filosofia por meio do discurso, a filosofia pode ser ainda difícil de aprender. Os alunos podem desconsiderar o valor de investigar certas conversas, porque acreditam que “tudo é relativo de qualquer maneira”. Para responder a esses casos, os professores precisam ser persistentes de forma a que o diálogo continue. Uma forma de dar continuidade a esse diálogo passa por isolar uma afirmação particular e pedir ao aluno para esclarecer um determinado ponto.

 

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3. “A filosofia é irrelevante para a minha vida.”

Desenvolver um investimento pessoal em filosofia pode ser um dos maiores desafios para os alunos, especialmente para quem não quer estudar filosofia no nível universitário. No entanto, a filosofia tem benefícios para cada um dos alunos. De acordo com um relatório partilhado por Goering e Robert Figueroa sobre um instituto de verão, de filosofia, num colégio do Colorado,  os alunos que participaram nessa actividade de verão receberam melhores notas nos testes. Os alunos em situação de risco que participaram do programa também apresentaram notas finais mais elevadas. Riley também observou que, depois de implementar a filosofia nas suas aulas de história, os alunos revelaram mais habilidade para encontrar maneiras de incorporar a filosofia  na sua vida quotidiana e também em campos de estudo de nível universitário, independentemente da área em que estão a estudar. 


Artigo do Philosophy Outreach Project, disponível para leitura (em inglês) AQUI

As fotografias que ilustram o artigo pertencem ao projecto #filocri. 

Bibliografia do artigo:

Lone, Jana Mohr, and Michael D. Burroughs. Philosophy in Education: Questioning and Dialogue in Schools. Lanham, Maryland: Rowman & Littlefield Publishers, 2016.

Goering, Sara. “Finding and Fostering the Philosophical Impulse in Young People: A Tribute to the Work of Gareth B. Matthews.” Metaphilosophy 39, no. 1 (2008): 39–50. Riley, Sean A. “Building a High School Philosophy Program.” Teaching Philosophy 36, no. 3 (2013): 239- 252.

Figueroa, Robert and Sara Goering. “The Summer Philosophy Institute of Colorado: Building Bridges.” Teaching Philosophy 20, no. 2 (1997): 155-168.

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