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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

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#FilosofiaAoVivo - Immanuel Kant

Immanuel_Kant.png

 

na próxima quinta há #FilosofiaAoVivo na companhia do querido Immanuel Kant, o nosso filósofo rigoroso e metódico com quem gostei muito de trabalhar na minha dissertação de mestrado em filosofia para crianças e jovens.

 

encontramo-nos no instagram ou no twitter, às 12h30.

sigam e acompanhem nas redes sociais através da hashtag #FilosofiaAoVivo

 

#FilosofiaAoVivo - ep. 2 - Hipácia de Alexandria

live no instagram e no twitter

hipatia-muerte.jpg

Hipácia (ou Hipátia) de Alexandria 

nascida em 370, Hipácia (ou Hipátia) foi uma mulher respeitada na comunidade da Academia, em Alexandria. filha de Téon de Alexandria, Hipácia desde cedo mostrou interesse pela astronomia, pela matemática, pela filosofia e pela medicina. 

Além de filósofa, Hypatia se dedicava a matemática e astronomia. Na realidade, tanto seu pai quanto ela própria são mais conhecidos por seus trabalhos na área matemática. Hesiodo assinala trabalhos dela nessa área, os quais não chegaram até nossos dias. Nas cartas de Sinesius é possível perceber que ele estudou com Hypatia tanto matemática quanto astronomia, além de filosofia. Através das cartas de Sinesius também constatamos que ela tinha facilidade em manusear instrumentos científicos como o astrolábio e o hidroscópio. Ademais, não sabemos muito mais sobre a atuação de Hypatia na área matemática. Haja vista os comentários de Theon a Ptolomeu e Euclides é provável que ela tenha aprendido com seu pai a geometria euclidiana. Através do Suda sabemos que Hypatia escreveu um trabalho sobre os cones de Apolônio e a aritmética de Diophantus. (Juliana Abreu)

 

a filosofia seria algo natural na sua vida, por questões familiares. era adepta da máxima "corpo são em mente sã". consta que terá frequentado a Academia Neoplatónica, em Atenas. 

terá sido assassinada por uma multidão de cristãos, em 415. Alexandria foi acusada por exacerbar um conflito entre duas figuras proeminentes de Alexandria: o governador Orestes e o bispo de Alexandria (Cirilo). Hipácia era um alvo a abater, por viver num momento de transição entre o paganismo e o cristianismo. 

a sua morte marca uma ruptura na vida intelectual de Alexandria. Hipácia era considerada uma solucionadora de problemas e os matemáticos recorriam frequentemente a Hipácia solicitando ajuda nas suas questões. 

"Obteve tais conhecimentos em literatura e ciência, que sobrepassou muito todos os filósofos de sua época. Explicava os princípios da filosofia aos ouvintes, muitos dos quais vinham de longe para receber sua instrução" (in BBC)

 

a vida na praça pública 

um dos seus alunos, Sinésio de Cirene, dá-nos conta que Hipácia era uma mulher que assumia um papel activo no espaço público da cidade. talvez por isso tenha sido considerada um alvo a abater por parte dos cristãos que pretenderiam atingir Orestes, o governador da cidade, com quem Hipácia teria relações de, arriscamos a dizer, consultora ou conselheira.

 

o papel das mulheres na antiguidade: o problema das fontes 

a questão das fontes é fundamental quando pretendemos apurar o papel das mulheres na vida académica ou intelectual, no período do antiguidade. muitas vezes o que nos chega são relatos de alguém que falava da figura X ou Y, da mulher X ou Y e não os textos ou o discurso "directo" dessas figuras. no estudo de filósofas como Hipácia, há, por vezes, discursos que se contradizem e que nos levam a duvidar do que dizem os autores. vamos encontrando várias peças de um puzzle que dificilmente ficará completo. 

de Hipácia não nos chegaram obras. sabemos que trabalhou em colaboração com o seu pai Téon nalgumas obras. 

a edição da obra Almagesto, do astrónomo e geógrafo Ptolomeu, é da responsabilidade de Hipácia, a jovem casta e celibatária que aparece no último episódio da última temporada da série The Good Place. já que falo nesta série, fica aqui a minha recomendação para que a vejam, ali mesmo na netflix. 

lisa-kudrow-no-centro-com-kristen-bell-e-william-j

no livro Filósofas - A presença das mulheres na Filosofia, Hipácia é uma das mulheres a quem é dedicado um capítulo. 

 

Ainda que Hypatia tenha sido, como os relatos e as fontes sobre ela revelam, uma brilhante matemática, filósofa e astrônoma – e é desta maneira que deveríamos nos referir a Hypatia –, foi uma morte trágica e talvez em vão que imortalizou seu nome, o que não nos autoriza a criar e inventar uma Hypatia que não existiu e afirmar que essa criação tenha existido. (Juliana Abreu) 

 

sugestões de leitura:

- Hipácia de Alexandria, Enciclopédia Logos

- BBC

- Ancient History Enciclopedia 

- Filósofas - A presença das mulheres na Filosofia

o audio deste episódio está disponível no twitter, basta clicar AQUI. e não é preciso ter conta no twitter para ouvir! 
 

 

#FilosofiaAoVivo - ep. 1 - Platão

live no instagram e no twitter

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Aristocles aka Platão

Aristocles, mais conhecido por Platão, foi um filósofo grego nascido em 428 a.C. 

tinha 29 quando viu o seu mestre, Sócrates, julgado e condenado a beber cicuta por "corrupção da juventude". é através dos diálogos platónicos que conhecemos a figura de Sócrates, o ateniense que dizia "só sei que nada sei". 

o primeiro texto que li, de Platão, foi o Fédon. o contexto? a cadeira de Filosofia do 12.º ano. todavia, já antes tinha lido a Alegoria da Caverna, que faz parte do texto A República, nas aulas do 10.º ano. 

a Alegoria da Caverna é um texto clássico na iniciação à Filosofia, abordado nos programas de 10.º ano e que faz parte da obra A República, de Platão. ou de Aristocles, se preferirem!

 

 

a Academia e uma vida em permanente diálogo

a vida de Platão foi uma vida passada em diálogo: não são apenas os seus textos que o dizem . Platão fundou a Academia, uma escola filosófica. 

"não entres aqui se não és geometra", podia ler-se na entrada da escola. esta destinava-se não só aos discípulos, mas também a todos aqueles que a procuravam. a Academia de Platão não era tanto uma escola de saber enciclipédico, mas mais uma escola de vida filosófica. o método de ensino passava pelo diálogo e talvez por isso na carta VII refere e sublinha a importância dos ensinamentos que ficaram somente pelo diálogo e que não foram escritos.

sabemos que Platão terá pretendido dedicar-se à política, todavia, perante a acusação e condenação do seu mestre, Sócrates, Platão terá recuado nesse intento:

"Vi que o género humano não mais seria libertado do mal se antes não fossem ligados ao poder os verdadeiros filósofos, ou os governantes do estado não fossem tornados, por divina sorte, verdadeiramente filósofos." (Carta VII, 325 c).

diz-nos Abbagnano que:

"o diálogo era pois (...) o único meio de exprimir e comunicar aos outros a vida da investigação filosófica. Ele reproduz o próprio andamento da pesquisa, que avança lenta e dificilmente de etapa em etapa; e, sobretudo, reproduz o seu carácter de sociabilidade e de comunhão, pelo qual torna solidários os esforços dos indíviduos que a cultivam."

o texto construído em diálogo é a melhor forma de se aproximar do discurso falado. trata-se de uma forma de envolver o leitor no tema do qual estamos a falar, na pergunta e na resposta, no vai e vem do discurso. 

 

o filósofo e o amor pelo conhecimento

parte do livro A República trata daquela que é a tarefa do filósofo. 

o filósofo ou a filósofa ama o conhecimento, no seu todo. o que entendemos por conhecimento?

"Aquilo que é absolutamente , é absolutamente cognoscível, aquilo que de nenhum modo é, de nenhum modo é cognoscível." (A República, 477 a).

a ciência corresponde ao ser. a ciência é o conhecimento verdadeiro.

a ignorância conhece correspondência no não ser.

entre um e o outro, ou seja, entre o conhecimento e a doxa, encontra-se o devir, onde encontramos a doxa (opinião). tanto a opinião como a ciência constituem o conhecimento humano; sendo que a doxa se refere ao conhecimento sensível e a ciência ao conhecimento racional. 

quais são os graus do conhecimento, para Platão? Abbagnano apresenta-nos a seguinte leitura d'A República (livro VI, 510-11):

primeiro nível: eikasía [suposição ou conjectura], cujo objecto são as sombras e as imagens.

segundo nível: pistis [opinião acreditada, mas não verificada], cujo objecto são as coisas naturais, os seres vivos ou os objectos da arte.

terceiro nível: diànoia [razão científica], "que procede por meio de hipóteses partindo do mundo sensível" (Abbagnano) e cujo objecto são os entes matemáticos.

quarto nível: nòesis [inteligência filosófica], cujo objecto é o mundo do ser e que procede dialecticamente. 

 

no nosso quotidiano encontramos muitas pessoas que, ainda que se encontrem no plano da eikasía, assumem que estão no plano da nòesis. são, na verdade, aqueles prisioneiros da caverna que se convencem que o que estão a ver é a realidade e não as sombras projectadas numa parede. não é fácil o papel de quem se liberta e enfrenta a luz do sol, fora da caverna, para caminhar no sentido do quarto nível de conhecimento.

este processo é doloroso, pois a luz provoca desconforto e faz-nos desejar a obscuridade de novo.

ao regressar à caverna, o prisioneiro que se libertou, é vítima de descrença por parte dos companheiros que permaneceram em "contemplação" das sombras. 

 

Alegoria da Caverna 

ao reler a Alegoria da Caverna e a situação do prisioneiro que se solta não consigo deixar de encontrar paralelismos com a situação actual: a desinformação são as sombras projectadas na parede da caverna e os prisioneiros são aqueles nossos amigos e conhecidos que partilham "notícias", audios do whatsapp ou publicações sem verificar a fonte. esta verificação da fonte implica virar a cabeça, demorar-se um pouco mais na análise daquilo que nos rodeia e parar para pensar. 

 

cada um de nós pode assumir este papel do prisioneiro que se solta, que se questiona pela origem das sombras e que lida com o desconforto da luz intensa. nos dias que correm e tendo em conta a infodemia que vivemos, eis os passos que podemos dar quando somos confrontados com uma "notícia" de origem duvidosa:

- verificar a fonte: é de um website? qual? o que é habitual ser partilhado por lá? é credível?

- verificar aquilo que é público no perfil de quem partilha: esta pessoa tem credibilidade perante a comunidade? que tipo de conteúdos costuma partilhar? 

- pensar: esta informação é útil? vai ajudar alguém? quem?

e se não tenho tempo para fazer este processo, então é melhor não partilhar. 

 

o audio deste episódio está disponível no twitter, basta clicar AQUI. e não é preciso ter conta no twitter para ouvir! 
 
sugestões de leitura:

- Diané Collinson e Kathryn Plant, "Fifty Major Philosophers" - Routledge

- Platão, "A República" - FCG

- Platão, "Fédon" -  Lisboa Editora

- Carlos H. do C. Silva, "Platão" - enciclopédia Logos

- Thomas Cathcart e Daniel Klein, "Platão e um Ornitorrinco entram num bar" - Dom Quixote

- Jostein Gaader, "O Mundo de Sofia" - Presença

para trabalhar com crianças curiosas: "A Aventura de Pensar", publicado na Edicare

 

#FilosofiaAoVivo conta com o apoio da Rádio Miúdos

#FilosofiaAoVivo

- um pequeno "shot" de filosofia, no twitter e no instagram

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a filosofia, quando nasce, é para todos. 

irei partilhar, no twitter e no instagram, um pouco de filosofia, em doses curtas (entre os 15 e os 25 minutos) e leves, mas suficientes para provocar o "parar para pensar". 

 

chama-se #FilosofiaAoVivo e é um primo afastado das crónicas que tive na revista Papel e na Rua de Baixo, intituladas [Joana] Mora na Filosofia. 

 

podem acompanhar os directos no Twitter (@joanarssousa) e no Instagram (@filocriatividade).

 

17 de Abril, sexta, às 12h30 - Platão 

24 de Abril, sexta, às 12h30 - Hipácia de Alexandria 

30 de Abril, quinta, às 12h30 - Immanuel Kant 

 

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