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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

ontem, na Biblioteca Municipal António Botto

 

"ia ficar baralhado com quatro cérebros, pois cada cérebro ia ter uma ideia diferente"
"dar uma resposta errada dá para tentar de novo até conseguirmos"
"é importante ter a resposta certa para os pais verem a nossa maturidade e para decidirem se passamos de ano" 
“há pessoas que têm cérebro mas até parece que não têm”

oficinas de filosofia com pais e filhos (7-10 anos)

 

filoabrantes

 

"o nome é importante para dizer que é uma pessoa"
"a senhora robot chama-se Sophia. tem nome. tem alguma coisa de pessoa?"
"uma pessoa anda e o robot é comandado."
"as pessoas não podem ser robots, não têm chip."
"e um cão que tem chip passa a ser robot?"

oficinas de filosofia com pais e filhos (3-6 anos)

 

filo_abrantes

 

*

 

estes são alguns relatos dos diálogos de ontem, na Biblioteca Municipal António Botto. estas oficinas estão integradas na programação do Festival de Filosofia de Abrantes, que começou no dia 9 e terminará no dia 18 de novembro.

 

é a segunda edição deste Festival que acontece no mês em que se comemora o dia mundial da filosofia, que este ano calha no dia 15 de novembro.

 

participar neste festival é um privilégio e uma honra: por um lado, permite-me estar com quem, como eu, gosta de pensar e de observar pontos de vista diferentes, sobre um mesmo assunto; por outro lado, tenho oportunidade para contribuir para que o trabalho da filosofia para/com crianças seja divulgado, junto das escolas. 

 

 

 

revi a Lara Sayão, que veio partilhar connosco a experiência das Olímpiadas da Filosofia e que trouxe alguns livros que passam a fazer parte da minha Biblioteca pessoal. um deles é da Vanise de Cássia de Araúho Dutra Gomes, que tive o prazer de conhecer no ano passado, no ICPIC, em Madrid. 

a vida é muito isto: diálogo, partilha e (re)encontros. o Festival de Filosofia de Abrantes permite isso (e muito mais).

 

 

Humanos, demasiado humanos, “assim assim” ou nem por isso?

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O desafio? Realizar oficinas de filosofia, para crianças entre os 3 os 12 anos, a propósito do Festival de Filosofia de Abrantes, cujo tema é A inteligência artificial, o trabalho e o humano. Nesse sentido, procurei inspiração no jogo "I, Person", da dupla Duthie & Martagón. Levo na mochila provocações para pensar a relação entre as pessoas e os robots, procurando o que temos em comum e o que nos diferencia. 

 

Depois de ter passado três dias na Web Summit e depois de ter moderado uma conversa, na Fundação Portuguesa das Comunicações, na companhia do João Romão e da Ana Teresa Freitas, sobre Inteligência Artificial e Ética - acreditem, tenho muitas perguntas a incomodar-me, sobre estes temas. Por exemplo: por que razão queremos tanto que os robots se pareçam com os humanos? 

 

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Até 18 de Novembro, Abrantes é o local onde a Filosofia vai sair à rua, questionando, incomodando, procurando perguntas e respostas que nos aproximem da humanidade. 

 

 

 

 

 

 

de volta à escola

back_to_school

estudar, aprender, investigar: estes são alguns dos verbos que pratico constantemente, de modo mais ou menos formal. de tal forma que, uma vez, a minha afilhada (agora com 15 anos, na altura com uns 6 ou 7) me perguntou se eu algum dia ia deixar de ir à escola. disse-lhe prontamente que tinha dúvidas que isso acontecesse, pois gosto mesmo de estudar e de aprender.

também gosto de partilhar o que aprendo e o que investigo; ao partilhar isso com os outros, crio uma oportunidade de diálogo, de crítica, de olhar para outras perspectivas que até então não tinha considerado.

2018 é o ano em que comemoro 10 anos de filocriatiVIDAde no mundo e o ano em que regresso à casa onde materializei o meu amor pela filosofia, ingressando na licenciatura que mudou a minha vida. na altura desconhecia que, um dia, ia estar ligada à filosofia aplicada e, sobretudo, à filosofia para crianças e jovens.

este regresso à Universidade Católica, como docente na Pós Graduação em Filosofia para Crianças e Jovens tem um sabor especial, pois traz memórias e também a confiança no futuro da filosofia para crianças e jovens em Portugal. há muito para fazer, nesta área e este é um contributo sólido e estruturado, a par de outros como o mestrado em Filosofia para Crianças na Universidade dos Açores. e por falar nisso, já vos contei que a tese foi submetida? e que em 2019 haverá lugar a provas públicas? 

 

a-filosofia

e já que estamos a falar de filosofia, recordo-vos que novembro é o mês em que se assinala o dia mundial da filosofia. este ano volto a marcar presença no festival de filosofia de Abrantes, onde vou orientar oficinas de filosofia com a pequenada. o programa é muito rico e inclui café filosófico e vários momentos de diálogo que acontecem pela cidade, junto das pessoas. 

 

 

 

 

ginásio da filosofia

da mesma maneira que um atleta repete, diariamente, os exercícios que o vão tornar mais forte, mais ágil, mais flexível, mais rápido – assim também o filósofo deve manter a sua disciplina de treino.

em conversa informal com o José Barrientos-Rastrojo criámos uma estrutura de treino para filósofos (e que recomendo a qualquer curioso ou interessado em manter o seu pensamento bem treinado).

a ideia é intercalar a leitura de uma obra filosófica com uma obra não filosófica. por exemplo, passei alguns meses a ler a Crítica da Faculdade do Juízo, de Immanuel Kant. agora, estou a ler as 21 Lições para o Século XXI, de Yuval Noah Harari e já tenho em vista a Estética, de Hegel. o tempo máximo para cada livro filosófico é um mês: há obras mais difíceis do que outras e que exigem mais dedicação. o desafio é persistir. se não conseguir levar o livro até ao fim, posso recuperá-lo daqui a uns tempos.

tenho muitas obras filosóficas “meio” lidas, devido à investigação e aos estudos da licenciatura. quero reler algumas, como se fosse a primeira vez.
e, confesso, há aqui muitos livros em espera. 

vamos a isso? aceitam o desafio?

 

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da aldeia para o mundo: comunicação apresentada no III CICA

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nos dias 25, 26 e 27 de Outubro realizou-se em Ponta Delgada, na Universidade dos Açores (UAc), o III CICA (Congresso Internacional Interdisciplinar da Criança e do Adolescente). 

a minha relação com os Açores sempre foi muito filosófica: foi no Faial que comecei a dar formação de filosofia para crianças e criatividade, em 2008, já estive em Angra do Heroísmo para comunicar num Encontro organizado pela UAc, fui (e ainda sou!) aluna do mestrado de filosofia para crianças. 

em 2016 participei no I CICA e, tendo falhado no ano passado, este ano apresentei proposta de comunicação sobre a minha experiência na Rádio Miúdos, com o programa Filosofia é Coisa para Miúdos. não podendo estar fisicamente em Ponta Delgada, fiz a minha apresentação via zoom.

 

2018-10-27 12.36.05.jpg

 

esta semana que passou foi intensa: entreguei (FINALMENTE!) a tese de mestrado e preparei-me para esta comunicação que, olhando para a tese, foi ligeira e até serviu para descontrair um pouco.

o mês de Novembro traz consigo o Festival de Filosofia de Abrantes para o qual fui convidada para dinamizar as oficinas de filosofia, para crianças (junto das escolas do concelho) e também para famílias.

vai ser um mês em cheio, com muita filosofia! 

 

 

 

ideias tontas e ideias normais: ou as coisas que descobrimos quando abrimos a caixa da imaginação!

 

 

na sala dos 3/4 anos investigámos uma pergunta curiosa: como distinguimos pessoas que têm o mesmo nome? e como distinguimos duas pessoas que, tendo nomes diferentes, são "géneas"? 

afinal, o que faz com que eu, joana rita, seja reconhecida e não me confundam com a joana silva? é que na nossa sala há vários nomes que se repetem. e há uma magia que acontece quando alguém chama o nosso nomes: viramos a cabeça e procuramos quem é que nos chama. 

 

filosoficamente, estivemos a tratar a identidade, partindo de uma situação que aconteceu no início da oficina: percebemos que havia duas JOANA na sala. 

*

na sala dos 4/5 anos a investigação passou por partilharmos ideias tontas e ideias normais. mas antes disso revisitámos o nosso amigo Rodrigo, um rinoceronte que faz muitas perguntas e usa muitas vezes o PORQUÊ.

 

filosoficamente, estivemos a tratar questões de sentido e de possibilidade: dizer "um unicórnio não se apita" é uma ideia tonta? e falar em unicórnios, não?

 

 

*

continuaremos a investigar e a filosofar!

 

a filosofia está de volta ao jardim de infância

 

 

[PT]
hoje estive no jardim de infância, para iniciar o projecto de filosofia para crianças, nas salas dos 3/4 anos e dos 4/5 anos. 

(3/4 anos)

começámos por nos conhecer e tentar explorar o ponto de interrogação. é um mistério, dizem alguns. e o que fazemos quando encontramos um mistério? o que é um mistério? 

(4/5 anos) 

recordámos algum do trabalho da filosofia, do ano passado. e demos uso à caixa da imaginação, que nos faz pensar coisas um pouco tontas!

 

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[EN]
today I went to kindergarten to start the philosophy project for children with 3/4 years and 4/5 years.

(3/4 anos)
we started by getting to know each other and trying to explore the question mark (?) It's a mystery, someone said. and what do we do when we find a mystery? what is a mystery?
(4/5 anos) 
we remembered some of the philosophy work we did last year. and we gave use to the imagination box, which made us think a silly things!

"imagina só" - filosofia, para crianças, no palácio do sobralinho

 

no sábado passado fomos até ao palácio do sobralinho, ali perto de alhandra, para filosofiar com crianças, entre os 4 e os 10 anos.

a inestética - companhia teatral convidou-nos para facilitar duas oficinas integradas no festival IMAGINA, onde era possível participar em várias actividades (para crianças e para pais e filhos), bem como assistir a peças de teatro. 

foi um dia bem passado, com algum calor. valeu-nos a sombra proporcionada pelas árvores do palácio do sobralinho. o espaço é muito bonito e acolhedor.

quanto aos diálogos em si: houve muitas ideias "imaginadas", coisas que existem dentro e fora da imaginação.

 

como seria a caixa da imaginação?

"uma caixa infinita"

 

 

(EN)

what would the imagination box look like?

"like an infinite box"

 

há muitas coisas a acontecer no palácio do sobralinho. acompanhem o trabalho da inestética

 

 

Amy Leask: "(...)a learning environment that encourages big questions creates a bond of trust between students and their teachers."

"Hello, my name is Amy Leask and I'm a philosopher!" - this is how Amy introduces herself at her ted talk (tedxmilton). I met Amy and her project RedTKids on Twitter. 

Amy Leask is an author, educator, and children’s interactive media producer. She’s the founder of Red T Media in Ontario, Canada, and delights in finding new ways to reach curious little minds. 

 

amy-leask

 

Can you recall the first time you heard about philosophy for children (p4c)?

I heard about philosophy of childhood while I was an undergraduate, but nothing about philosophy for children until I was teaching at the college level. There were a lot of intelligent young adults in my philosophy classes who had never really put together an argument of their own, and who didn’t realize they were allowed to disagree, or think critically about the ideas presented to them. Like most P4C advocates, I thought philosophy needed to be introduced at a younger age, and when I looked into it further, I found I wasn’t alone. There was a growing community of philosophers who wanted to bring a new kind of thinking to a younger audience.

 

How did you started working with p4c?

While I was teaching philosophy to big kids, I started writing material that presented philosophical ideas to children. I wanted to create something fun and entertaining that they could read to themselves, but that also encouraged them to ask questions, and to embrace logic and reason. Over the years, my original manuscript has turned into a number of books, as well as cartoons, games, apps, and teacher materials. Presently, I run an independent multimedia company that focuses almost exclusively on P4C, in interactive formats.  

 

Do you think p4c is necessary to children? Why?

21st century learning is founded on thinking practices that, ironically, have been around for millennia in philosophy. Children today may be digital natives, but they still need low-tech skills like critical thinking, problem solving, communication and creativity in order to successfully navigate school, the working world, and their personal life.

I see P4C as an effort to teach children survival skills, but also to empower them, and to engage them in a practice that’s shared by all humans. Beyond the necessary parts, children really enjoy asking big questions, and it’s actually fun for them to engage in discussion. Why not make the most of what comes naturally to them?

 

Nowadays children ( @ Portugal) have a lot of activities at school and after school. Why should we take philosophy to schools?

It’s expected that teachers cover things like critical thinking and problem solving in their curriculum, but both are fairly difficult things to teach, especially in a crowded classroom, with limited time and resources. P4C enables teachers to reach so many learning objectives. What’s more, I think a learning environment that encourages big questions creates a bond of trust between students and their teachers. If a child knows his or her teacher isn’t afraid to dive into inquiry, he or she will feel more supported and comfortable going beneath the surface of ideas.

P4C has cross-curricular applications, and is helpful in supporting children’s mental health, anti-bullying programs, and an appreciation of diversity. It works wonders, both inside and outside the classroom, and it helps children become well-rounded thinkers.

 

What makes a question a philosophical question – from a p4c point of view?

I think most philosophical questions have a “why” component to them. We have to use different lines of thinking to answer them, different than we would use to answer a scientific question. I’d say a philosophical question is one that has more than one answer, although some answers are still better than others. Philosophical questions are about our place in the universe, our relationships with other beings, and about ourselves.

The beautiful thing about P4C is that children seem especially adept at asking these kinds of questions (and taking their parents by surprise in doing so). It’s a privilege and a pleasure to help them reason their way through them.

 

What’s the biggest challenge p4c faces, nowadays?

Philosophy itself is in need of rebranding. It has a reputation of being for adults, and for belonging only in the academy. Most grown-ups, let alone children, don’t know much about it, and those who do know about it are often intimidated by it. The challenge lies in extending the reach of philosophy and making it part of people’s everyday lives. It needs to be mainstream, and people need to know how helpful, how interesting, and how much fun it is. We need to find ways to demonstrate that it really is for everyone.

 

Can you give the teachers and the parents some kid of advice to help them deal with the children’s questions?

First and foremost, don’t be afraid to admit that you don’t know. As adults, we fear that in admitting this, we’ll be letting our children down, that they’ll no longer have confidence in us. However, it’s actually quite liberating, and being vulnerable in front of a child like this can encourage trust. What could be more enriching than exploring a problem together, and learning together? 

Besides that, it’s important to recognize that children do philosophy differently. They might only want to ponder big questions for short periods of time, and they often do so through art projects, science experiments, or dramatic role-play. Philosophy is still philosophy, even when it’s done with toys, books, and games.

 

Did the children ever surprised you with a question? Can you share that question with us?

I’m always surprised by questions children ask. They seem to get right at the heart of the matter, wondering why we exist, how they’re supposed to behave, and who decides what’s fair. Their answers surprise me even more. I once did a workshop in which an older child brought his preschool-aged sister. She spent most of the time running in circles, doodling with crayons, and giggling, and we assumed she wasn’t listening. But when we posed the question “What makes a human?” she blurted out “Love makes us human, silly!” and then went back to running and playing, like it was nothing. It took the discussion in a totally different direction, and it reminded me that even very young children can surprise us with their insights.

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