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Um ano de Teatro Rápido em Lisboa: o que mudou desde Maio de 2012 ?

 

ouvi falar do teatro rápido numa reportagem, na televisão. chamou-me à atenção o conceito «rápido» e low cost: peças de 15 minutos e bilhetes a 3 euros. depois um título que não vou esquecer: Alice é uma chata e o país das maravilhas é um bluff.
fui no último dia de Maio ver as peças, à corrida, para não perder a Alice. uma das minhas peças preferidas de sempre, com «mão» do querido Vicente Alves do Ó. e as deliciosas interpretações do Eurico Lopes e da Anabela Teixeira. e uma maçã que nos era oferecida à saída.
vi a peça. mas ainda me «sobrava tempo». passei na bilheteira e disse à Cátia: acha que consigo ver as outras três peças? sim! foi aí que conheci o Luciano Gomes (na fotografia) e o Erik L. da Silva. E o tempo mostrou-me como estes dois actores são grandes, «muito enormes»!
no mês seguinte voltei e rendi-me à peça A Santinha é Linda, com Carmen Santos e Carlos Oliveira. vi esta peça duas ou três vezes.
imediatamente resolvi «pegar» neste projecto de microteatro para escrever na Rua de Baixo e assim conheci a Andreia Madeira, que entrevistei em Julho, na companhia da fotógrafa Isa Silva.
Seis quase meia foi a peça que me tocou e me deu a conhecer a Anaísa e o Pedro Cunha.
em Agosto passo a trabalhar com o fotógrafo Mário Pires e a partir daí desenvolvemos um projecto de entrevista, gravação de ensaios e de peças e até o projecto Retratos Rápidos. todo este trabalho resultou num documentário Curtas de Teatro: um ano de Teatro Rápido em Lisboa. em Agosto tive a oportunidade de ver em cena Tiago Ortis e Rafael Dias Costa. o Rafael foi, para mim, uma das revelações com a peça Professor Roberto, em Janeiro.
em Setembro o TR foi invadido por guarda chuvas de chocolate, uma peça que ficará sempre na memória. sabemos hoje que uma das peças desse mês se vai tornar num filme. WOW.
Outubro traz-nos Eu sou o meu país, do colectivo Caixa Negra, com quem tivemos o prazer de contar na programação RdB para a Baixa Chiado PT Bluestation, em Novembro do ano passado.
Novembro foi o mês de Joana Dark, pela mão da Inestética Companhia Teatral, num arrojo cénico e de dramaturgia. as interpretações de Anna e Linda ficarão para sempre na memoria.
Dezembro trouxe-nos lágrimas não são argumentos de Laura L. Tomaz, numa peça divertida, bem conseguida e que marcou a diferença. Janeiro foi mês de promessas e de bolas de neve, com o Professor Roberto a trazer-nos muitas emoções na «pequena» sala 2.
em Fevereiro o Teatro Rápido brindou-nos com quatro excelentes peças dedicadas ao amor e com a presença de Lídia Muñoz na sala 4. foi maravilhoso ver João Passos e Fernanda Neves a dar corpo e alma a um texto de Tiago Torres da Silva.
no mês seguinte, a sala 4 foi invadida por um touro mecânico e pela excelente dramaturgia de Cláudia Lucas Chéu.
Março de 2013 foi um super mês no Teatro Rápido, pois todas as peças eram boas da ponta dos pés à ponta dos cabelos: texto, interpretação, encenação, cenografia. TOP. TOP. e com a revelação de dois (desconhecidos actores): Miguel Ponte e Ricardo Tavares.
Abril trouxe-nos a inquietude da liberdade, com as espantosas interpretações de Igor Regalla e Rodrigo Saraiva na sala 1, da autoria de Lourenço Henriques.
mal podemos esperar para conhecer as propostas de Maio e tudo aquilo que ainda está para vir. para já, fica um muito obrigada a toda a equipa (e família TR) pela forma como me acolhem como espectadora e como jornalista. sabe muito bem ouvir dizer «a joana é da casa».
muito obrigada a todos os artistas pela generosidade e partilha das suas criações. sois grandes!
(fotografias de Mário  Pires)

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