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Detenção de risco (Safe House)

Ai s'eu te pego – na versão de Daniel Espinosa.


Poderia ter sido um dia como os outros, na vida de Matt Weston (Ryan Reynolds), um agente da CIA responsável por uma “casa de hóspedes”, na Cidade do Cabo, África do Sul. O destino guardou para Matt Weston aquilo que todos os agentes cansados da rotina poderiam desejar: receber Tobin Frost (Denzel Washington), um operacional da CIA procurado pela agência, tido como traidor. Talvez o destino tenha exagerado, pois este encontro mudou a vida de Matt e levou-o a questionar a sua postura na vida quotidiana e dentro da agência. Há um momento em que Matt compreende que não pode continuar a dizer à namorada que trabalha numa ONG: as marcas no seu rosto não lhe deixam mentir. Matt tem como missão perseguir Tobin Frost e entregá-lo, vivo, à agência.
O filme apresenta-nos um Denzel Washington muito eficaz, que agarrou o papel com a atitude de quem sabe o que faz. Não é a primeira vez que Denzel veste o papel do durão ou do mau da fita. E podemos dizer que lhe assenta muito bem. Denzel é exímio na postura física, no olhar, no sorriso – sim, o mau da fita tem um sorriso lindo. Ryan Reynolds cumpre com um papel de exigência física e de alguma tensão emocional: o agente defronta-se com questões relacionadas com a verdade e a mentira, no seio de uma agência como a CIA.
Daniel Espinosa, o realizador, apresenta-nos um filme que vai para a categoria “entreter sem comprometer”: o filme cumpre-se enquanto thriller típico sobre as teias da CIA que, a dada altura, cede ao imperativo de proporcionar boas cenas de acção e desinveste no argumento.
“Detenção de Risco” estreou nas salas portuguesas a 9 de Fevereiro.

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