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filocriatividade | #filocri

filosofia para/com crianças e jovens | mediação cultural e filosófica | #ClubeDePerguntas | #LivrosPerguntadores | perguntologia | filosofia, literatura e infância

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25 de Setembro, 2025

tempo, memória, filosofia e neurociência

joana rita sousa / filocriatividade

A propósito da consultoria que realizei com a companhia Passos e Compassos, li e pesquisei sobre o tema do tempo. A bibliografia consultada foi diversa, desde literatura infantil ao ensaio filosófico. 

A dado momento, a memória surgiu como ponto de apoio para a pesquisa e para o diálogo com a equipa. Tropecei no vídeo disponibilizado no YouTube, Qué nos enseña la neurociencia sobre la memoria, com Rodrigo Quian Quiroga, neurocientista.

No final, Rodrigo fala na forma como o foco das perguntas da filosofia mudou muito nos últimos anos, e como o diálogo entre a neurociência e a filosofia permite outro tipo de perguntas.

Vale a pena escutar.

 

 

23 de Setembro, 2025

Viagem a Portugal

de José Saramago

joana rita sousa / filocriatividade

coleiras museu artigo expresso

 

O livro é antigo e habita há muito, muito tempo uma das estantes cá de casa. Chama-se Viagem a Portugal e foi escrito por José Saramago. Esteve esquecido durante algum tempo e confesso que foi a série documental exibida pela RTP, com Fábio Porchat, que me fez voltar a olhar para aquelas páginas.

 

O título do livro não omite o seu propósito: pretende-se viajar por Portugal, pelo Portugal continental, diga-se. Nessa viagem, ao chegar a Carvalhal de Óbidos, o escritor português descreve uma torre, a torre dos Lafetás, uma família de pessoas bastante ricas com negócios em vários pontos do mundo:

 

Na torre que aqui está foi em tempos encontrada uma coleira com uns dizeres gravados, os quais assim rezavam: “Este preto he de Agostinho de Lafetá do Carvalhal de Óbidos.” O viajante não sabe mais nada do escravo preto, a quem a coleira só deve ter sido tirada depois que morreu.

 

Saramago sublinha a desumanização deste objecto ao referir que nem sequer tem o nome da pessoa escravizada: “Como se sabe, um escravo não tem nome. Por isso, quando morre, não deixa nada. Só a coleira, que ficava pronta a servir a outro escravo.” (p. 169)

 

Nesta mesma página, o escritor indica que tem conhecimento de que essa coleira está em Lisboa, no Museu de Arqueologia e de Etnografia, assumindo o compromisso de visitar esse espaço para ver essa tal coleira. E assim acontece:

 

Cá está a coleira. (…) Este objecto, se é preciso dar-lhe um preço, vale milhões de contos, tanto como os Jerónimos aqui ao lado, a Torre de Belém, o palácio do presidente, os coches por junto e atacado, provavelmente toda a cidade de Lisboa. Esta coleira, é mesmo uma coleira, repare-se bem, andou no pescoço dum homem, chupou-lhe o suor, e talvez algum sanguel de chibata que devir ir ao lombo e errou o caminho. Agradece o viajante muito do seu coração a quem recolheu e não destruiu a prova de um grande crime.

 

Durante anos, a única referência a este objecto encontrava-se neste livro de Saramago. Havia visitantes que chegavam ao Museu e perguntavam pela coleira, indicando o livro como referência. O objecto esteve desaparecido e foi recentemente encontrado:

As duas coleiras usadas por escravos de proprietários portugueses continentais, peças raras que estiveram desaparecidas cerca de seis décadas e foram reencontradas recentemente, estão desde a tarde deste sábado expostas no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, no âmbito da exposição “Um Museu. Tantas Coleções!” (Expresso, 2017)

 

Estes objectos foram referidos na formação que frequentei na Gulbenkian, intitulada Histórias Difíceis, Legados Difíceis. Esta formação disponibilizada pela Fundação Calouste Gulbenkian aconteceu pelo segundo ano consecutivo e foi muito importante para mim frequentá-la. Espero que se continue no próximo ano e recomendo todas as pessoas que trabalham na área da educação a inscrever-se.

 

fotografia: Jornal Expresso

22 de Setembro, 2025

O que diz quem já comprou o livro?

Como desenvolver o pensamento crítico das crianças

joana rita sousa / filocriatividade

livro manuscrito.jpeg

 

Um livro que nos faz parar, pensar, escutar e dialogar, competências tão importantes para nos compreendermos e compreendermos o mundo que nos rodeia. São questões que nos levam a refletir enquanto adultos e ao mesmo tempo um desafio ao desenvolvimento do pensamento crítico das crianças. (RN, via wook)

 

Trata-se de um livro com um tema de fundo da máxima atualidade, tratado com enorme sabedoria e sentido prático para a ligação com o público - com propostas de tarefas de implicação do saber na vida do dia a dia.
Escrito com mestria, aborda conceitos densos de forma clara e de fácil apropriação para leitores adultos preparando-se para interagir com crianças e adolescentes (e outras pessoas, tantas pessoas crescidas que ganhariam com a leitura deste material)! Parabéns! Parabéns à autora e à Editora. Muito Muito Bom. (Maria Jorge Ferro, via Presença)

 

Um excelente instrumento para aplicar sempre que se quiser promover a Paz no Mundo. Porque só através do diálogo aberto, profundo e esclarecido alcançaremos um entendimento alicerçado nos valores do respeito e da dignidade. Posto isto, não digam que a Filosofia não serve para nada. É falso. Obrigada, Joana Rita Sousa, pela sua Filocriatividade! (Maria José Pessoa, via Presença)

 

O nosso quotidiano pode ser avassalador, não só porque o ritmo de vida parece não parar de acelerar, mas também porque somos alvo de uma avalanche diária de informação e desinformação que nos atordoa. Não são só os adultos que sofrem com este fenómeno; as crianças e os jovens também lhe estão sujeitas. Sabemos que cognitivamente é impossível dar atenção a tudo, mas é fundamental dar atenção ao que importa. Apender a pensar criticamente sobre a realidade é saber separar o trigo do joio. Quanto mais cedo se começa, melhor. E quem dominar esta arte, não só estará em vantagem, como poderá contribuir para uma sociedade melhor.  (via Bula Literária, Bertrand) 

 

Poderá adquirir o livro nas mais diversas livrarias, de Norte a Sul do país e ilhas; o livro também disponível online na Presença, na Bertrand, na Wook, na FNAC e na Note

Boas leituras!

 

 

 

19 de Setembro, 2025

Eu penso, eu escolho!

parar, pensar, escutar e dialogar sobre escolhas

joana rita sousa / filocriatividade

eu penso eu escolho.png

Tive a oportunidade de fazer consultoria à The Happy Gang para o baralho Eu penso, eu escolho, que está disponível de novo, na sua 3.ª edição.

O baralho contém um pequeno livro com sugestões de jogos para fazer em família e na escola e ainda um QR code com sugestões de leitura e de escuta em torno da temática da Filosofia para/com Crianças e Jovens.

 

O que diz quem já experimentou o jogo?

Adorei o jogo!!! Estou ansiosa por começar a usá-lo!! Parabéns pela criatividade! Está excelente :) (Rita Pereira)

 

O jogo potencia a capacidade de reflexão, pensamento crítico, capacidade inferencial, pragmática e muito, muito mais. Que se traduz numa linguagem mais refletida e ajustada tendo em conta os marcos de desenvolvimento. (Débora Carpinteiro)

 

À venda em diversos pontos do país e também na Bertrand online.

18 de Setembro, 2025

Explica-me como se tivesse 5 anos

joana rita sousa / filocriatividade

O Instituto Superior Técnico tem organizado encontros entre a infância e a ciência intitulados Explica-me como se tivesse 5 anos. A 3.ª temporada está lançada e é possível às turmas do 1.º ciclo inscreverem-se para participar, preenchendo este formulário.

Quando explicamos e comunicamos a ciência de forma simples e acessível, todas as pessoas "ganham": crianças, jovens e pessoas adultas!

 

Aproveito para partilhar um dos episódios disponibilizado no canal YouTube do projecto, sobre pensamento e máquinas, com Arlindo Oliveira:

 

 

 

 

18 de Setembro, 2025

#filocriRECOMENDA: 5 aulas abertas da escola Isto Não É Filosofia

joana rita sousa / filocriatividade

istonaoefilosofia.jpg

 

Para inspirar quem estuda e quem ensina Filosofia, aqui ficam 5 aulas abertas disponíveis no canal YouTube da Escola Isto Não É Filosofia:

🟩 erro que 90% dos professores de Filosofia cometem 

🟡 Como articular pensamentos e expressar ideias? 

🟧 O porquê de você não conseguir fazer perguntas

🔴 O que fazer quando não entender um filósofo, com Clóvis de Barros Filho

🟪 Não precisa ser erudito para ler um clássico

 

 

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16 de Setembro, 2025

O Princípio da Inquietação

- novo podcast

joana rita sousa / filocriatividade

podcast festival espanto.png

O Princípio da Inquietação é mais do que um podcast, é um antídoto contra o nevoeiro, um limpa-para-brisas, um elixir, o ponto de ignição. Pensar é o atributo que nos distingue dos restantes animais, ou pelo menos é o que nós humanos pensamos. Será mesmo assim? Neste podcast é através da Filosofia que se procurará compreender o mundo, entender os outros, aprofundar as possibilidades do pensamento do próprio sujeito que se interroga, que se espanta.

 

Para escutar AQUI.

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