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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de filosofia e de criatividade, para crianças, jovens e adultos / formação para professores e educadores (CCPFC) / mediação da leitura e do diálogo / cafés filosóficos / #filocri

filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de filosofia e de criatividade, para crianças, jovens e adultos / formação para professores e educadores (CCPFC) / mediação da leitura e do diálogo / cafés filosóficos / #filocri

Entre oficinas de perguntas e um Festival de Filosofia, a filocriatividade celebra o Dia Mundial da Filosofia

joana rita sousa, 31.10.22

 

23659208_1762860277117990_6698360789990456590_n.jp📷 Festival de Filosofia de Abrantes, 2017

O Dia Mundial da Filosofia celebra-se a 17 de Novembro de 2022. Trata-se de uma comemoração assinalada pela UNESCO e que acontece na terceira quinta-feira do mês de Novembro.

Tal como já aconteceu em anos anteriores, a filocriatividade (filosofia para/com crianças e jovens - Joana Rita Sousa) dedica o mês de Novembro à celebração deste dia.

Entre formação para professores e educadores e oficinas para crianças e jovens, a agenda #filocriatividade procura chegar a vários públicos. Haverá oficinas de filosofia no jardim de infância, cafés filosóficos  (em parceria com a Bertrand Livreiros) e oficinas para crianças e jovens online (oficina do platão e philoTEEN), e ainda oficinas presenciais no Centro Cultural Malaposta

Nos primeiros dias de Novembro, Joana Rita Sousa estará por Almada a celebrar o #CentenarioSaramago com oficinas de filosofia. As Bibliotecas Municipais de Cascais e a Biblioteca Municipal de Palmela são destinos de formações pensadas para professores e educadores, em formato presencial. Haverá ainda uma formação online da Casa do Professor intitulada Como criar condições para o diálogo em sala de aula: o porquê e outras ferramentas (2.ª edição, a iniciar no dia 9 de Novembro).

“Irei continuar com a Comunidade de Leitores Adolescentes na Biblioteca Municipal de Torres Vedras, projecto que teve início em Outubro de 2022 e que irá acontecer durante o ano lectivo 2022/2023”, diz Joana Rita Sousa.

“Estou bastante entusiasmada com esta possibilidade de poder dinamizar diálogos em contexto de Comunidades de Leitores destinadas aos jovens. Há livros que são verdadeiros trampolins para a prática do parar para pensar e perguntar.”

De 16 a 19 de Novembro Joana Rita Sousa estará pelo Festival de Filosofia de Abrantes, com oficinas para a comunidade escolar e também para famílias. A cidade acolhe a 5.ª edição deste festival único em Portugal e cuja temática é “A Cidade como Marca”. 

Para celebrar a Filosofia durante e para lá do mês de Novembro, a filocriatividade disponibiliza ainda os encontros mensais do #ClubeDePerguntas, um Clube para quem pretende treinar pensamento crítico e criativo através de exercícios de criação e contemplação de perguntas. 

 

👉 consulte a agenda completa AQUI e subscreva a newsletter.

 

propostas vitais para pensar sobre assuntos mortais

joana rita sousa, 28.10.22

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MORTAL! É um projeto internacional através do qual Wonder Ponder convida pessoas entre os 6 e os 12 anos a fazer perguntas interessantes sobre a morte e a falar, desenhar ou escrever sobre essas perguntas.

Depois de ler, desenhar, falar, escrever e jogar com este caderno, poderás anotar na última página as perguntas sobre aquelas coisas que estás mortinho ou mortinha para saber sobre a morte (pode ser que te ocorra também alguma pergunta sobre a vida: essas perguntas também valem!).

o material está disponível gratuitamente e pode ser descarregado AQUI

 

o que pode fazer uma pergunta?

joana rita sousa, 26.10.22

towfiqu-barbhuiya-oZuBNC-6E2s-unsplash.jpg📷 Towfiqu barbhuiya / Unsplash

 

“As perguntas são os motores das máquinas intelecto-cerebrais que convertem a curiosidade em interrogações controladas.”

(David Hackett Fischer, citado por W. Berger)

 

Por que é que fazemos perguntas?

"Perguntamos pois percebemos que não sabemos. Temos consciência da nossa ignorância: “é uma forma de consciência mais elevada que não só nos separa do macaco, como também separa a pessoa inteligente e curiosa do idiota que não sabe nem quer saber.” (W. Berger, A Arte de Fazer Perguntas, p. 27)

 

A pessoa perguntadora está disponível para sentir confiança quanto toma consciência da sua ignorância.
A pergunta é uma ferramenta que nos permite aprofundar essa ignorância, mergulhar nela para podermos voltar à superfície com mais clareza, com algo que entretanto descobrimos e perante o qual já não somos assim tão ignorantes.

Berger refere o Ken Heilman e os estudos neurológicos sobre o pensamento divergente, “o processo mental que tenta levar às ideias alternativas.” Segundo o neurologista existe uma ligação entre o pensamento divergente e o “e se eu pensar em X de outra forma”. Por esta razão, Berger defende que o pensamento divergente é uma forma de fazer perguntas.

O que pode uma pergunta?

Segundo Berger, as perguntas abrem ou ampliam o pensamento e também têm o papel de nos focar ou orientar. Como? Considere vários passos no acto de perguntar. Um “e se...?” tem esse efeito de me fazer procurar por outras formas de fazer o mesmo, alternativas, hipóteses. Mas uma pessoa perguntadora tem um problema para resolver e por isso utiliza as perguntas, no momento posterior, para focar e direccionar o pensamento. A pergunta permite aprofundar o problema, tomar consciência da sua complexidade e, a partir daí, começar a trabalhar na solução, dividindo o problema em partes simples, o que nos ajuda a gerir a complexidade.
É um processo semelhante ao que Edward de Bono advoga com o uso do chapéu verde (criatividade): este tem um tempo específico e depois precisamos de outras linhas de pensamento (outros chapéus) para orientar o passo seguinte do pensamento.

Perguntar exige humildade, para reconhecer que sou ignorante, que me falta saber algo.
Perguntar exige confiança para expor essa ignorância perante os outros.

Fazer uma pergunta é, simultaneamente, um acto humilde e corajoso.

“Estar disposto a fazer perguntas é uma coisa; perguntar bem e com eficácia é outra.”, diz Berger na p. 30.

É preciso ter em conta a fórmula do perguntar – um “porquê?” pede explicação e aprofundamento; o “e se...?” leva-me a explorar hipóteses; o “como...?” exige que partilhe um caminho, uma forma de fazer algo. São perguntas abertas, porém exigem que se lhes dedique tempo e consideração na resposta. São perguntas que accionam o pensamento divergente.

Depois há ainda o tom da pergunta. Berger dá um exemplo: entre um “Ó meu deus, o que é que vamos fazer?!” ou um “e se esta mudança representa uma oportunidade para nós?” – a última pergunta tem um tom mais positivo e, segundo o autor, pode conduzir a melhores respostas.

A pessoa perguntadora tem menos receio da mudança e da incerteza: “(...) se nos sentirmos confortáveis a fazer perguntas, a experimentar e a interligar as coisas, a mudança já se tornará uma aventura. E se a pudermos ver como aventura, já estaremos lançados.” (John Seely Brown citado por Berger, p. 44).

Além da ignorância, da humildade, da confiança, do conforto perante a mudança, a pessoa perguntadora está mais disponível para inovar. Porquê? A razão prende-se com o facto da pessoa perguntadora perguntar porquê, procurando perceber o que falta, identificando e descobrindo problemas.

“(...) se procurarmos problemas existentes nas nossas vidas antes de eles se tornarem óbvios, antes de atingirem uma fase de crise, podemos detecá-los a tempo e tratar deles enquanto ainda oferecem as melhores oportunidades para a melhoria e a reinvenção.” (p. 47)

 

A fórmula de Berger, baseada na sua observação de como as pessoas perguntadoras lidam com problemas:

 
Perguntar + Acção = Inovação

 

“A pessoa encontra uma situação que é menos do que ideal, pergunta Porquê? A pessoa começa a ter ideias para possíveis melhorias / soluções, com ideias que normalmente progridem sob a forma de possibilidades E se? A pessoa opta por uma dessas possibilidades e tenta aplicá-la; na maior parte dos casos, isto envolve a tentativa de calcular Como?” (p. 48).


”O que separa os pensadores inovadores dos restantes é a sua capacidade – na maior parte dos casos nascida da persistência e da determinação – de dar forma às suas ideias e torná-las reais.” (p. 55)

 

”Uma pergunta pode ficar na nossa mente durante muito tempo – talvez mesmo para sempre – sem ser colocada a ninguém.” (W. Berger)

 

”Cada “resposta” a que chegam [as pessoas perguntadoras] traz-lhes uma nova vaga de perguntas. Continuar a perguntar é, para eles, tão natural como respirar. Mas como é que ficaram assim? E porque é que não há mais gente como eles?” (W. Berger, p. 57)

fonte: A Arte de Fazer Perguntas, de Warren Berger

 

(se gostaria de treinar a arte de fazer perguntas, considere juntar-se ao #ClubeDePerguntas)

diálogos filosóficos no jardim de infância

joana rita sousa, 26.10.22

 

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🦖 na sala do balão mágico explorámos o que é real / o que não é real.

como é que surgiu este tema? de uma observação e de uma pergunta. ao entrar na sala reparei no tapete cheio de brinquedos onde estavam imensos animais. perguntei às crianças:

o que é isto?

- ah, é um jardim zoológico de animais selvagens, dinossauros e animais domésticos.

tantos? - perguntei. e eles não se chateiam uns com os outros?

- oh joana, isso não é um zoo a sério!

 

👉 estava dado o mote para explorarmos o que são coisas "a sério" e coisas "a brincar". 

👉 assim foi: através de exemplos e de histórias explorámos o "a sério" e o "a brincar" - até que o pequeno "H" disse: "estamos a falar do que é real e do que não é real". sem que as pessoas adultas usassem este vocabulário (real / não real), este surgiu na fala de uma das crianças. 

👉  observar o que acontece em sala e escutar os crianças têm para nos dizer e o que lhes interessa é o que basta para iniciar um diálogo filosófico.

📍 planear diálogos? sim.
📍 improvisar a partir do que acontece em sala? sempre!

 

*

👉 se gostaria de saber mais sobre a filosofia para / com crianças e sobre a minha prática em sala, considere inscrever-se nesta formação junto da Casa do Professor (início a 9 de novembro, formato online).

dia de aulas ao ar livre

3 de novembro

joana rita sousa, 24.10.22

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Quando os professores lecionam aulas ao ar livre, relatam os seguintes impactos significativos: O comportamento das crianças melhora, toda a turma fica entusiasmada para aprendere as crianças que se sentem inibidas muitas vezes prosperam num ambiente ao ar livre. Quando os adultos recordam as memórias mais felizes da sua infância, é comum recordarem a alegria de brincar ao ar livre. Brincar não é só fundamental para a criança aproveitar a infância, como ensina competências de vida essenciais, tais como a resolução de problemas, o trabalho em equipa e a criatividade.

 

O que é o Dia de Aulas ao Ar Livre?

O Dia de Aulas de Aulas ao Ar Livre é um movimento global que visa celebrar e inspirar a brincadeira e a aprendizagem ao ar livre, em casa ou na escola. Chegado o dia, assinalado globalmente em duas datas anuais, os professores celebram com a sua turma, organizando aulas ao ar livre. (...) As crianças passam menos tempo do que nunca ao ar livre e isto está claramente a afetar a sua saúde, bem-estar e ligação com o mundo natural.

O tempo lá fora – no Dia de Aulas ao Ar Livre e em todos os outros dias – torna as crianças mais felizes e saudáveis, contribuindo também para que criem bons hábitos que ficarão para o resto das suas vidas. As crianças desenvolvem uma ligação emocional com o mundo natural e serão cidadãos conscientes e ativos na proteção da natureza.

A próxima celebração do movimento do Dia de Aulas ao Ar Livre ocorre no dia 3 de Novembro de 2022.

Se for professor ou educador pode envolver a sua turma ou escola e concretizar uma aula ao ar livre. Se for progenitor, pode dedicar uma hora para uma atividade ao ar livre com os seus filhos/as.

mais informações no website Dia de Aulas ao Ar Livre

un par de ojos nuevos

- um livro para ruminar!

joana rita sousa, 23.10.22

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Vinayaki llega a su nuevo hogar con una pequeña maleta y muchos muchos nervios. Gordon, el perfecto anfitrión, la recibe con tarta, un zarpazo amable y un baile escocés. Pierre, Nena Gol y Harriet le dan la bienvenida a la Compañía Rumiante de Fantoches Ambulantes con una reverencia, un zapateo y un grito de alegría. ¡Yuju!

Pero Vinayaki tiene miedo. Mañana la llevan al sanatorio por primera vez.

Una historia sobre el cambio y la identidad, con tarta, lágrimas, más tarta, preguntas, suspense, risas y el comienzo de una hermosa amistad.

Una obra cómica, filosófica, desasosegante y reconfortante.

 

"Compañía Rumiante de Fantoches Ambulantes" - eis a primeira frase que encontramos no livro. Ao ler esta frase viajei de imediato às minhas aulas de filosofia da linguagem, com o Professor Artur Morão, onde ouvia o verbo ruminar associado à leitura e ao pensamento. Pensar (e filosofar) passa por ruminar as ideias, as palavras, os conceitos. 

Continuando a virar a página, senti-me numa peça de teatro: "Acto Primero", podemos ler na página 5. Nesse momento resolvi sentar-me e instalar-me para assistir à peça. E eis que aconteceu outro momento de espanto, quando Gordon e Vinayaki se conhecem e se apresentam.

Página a página, somos convidadas a praticar o espanto, através da leitura e das ilustrações que nos permitem imaginar a companhia de fantoches e o desenrolar desta peça. Podemos fechar os olhos e imaginar. Podemos abrir os olhos e imaginar. 

Há peripécias, há perguntas, há respostas que se arriscam. Há ritmo e humor. Há um elefante azul que se chama Vinayaki e também há bolos 😋

Mais uma vez, a editora Wonder Ponder surpreende com esta proposta para pensar temáticas fundamentais como a identidade e a mudança. 

"Abre los ojos."

 

Como vou fazer para levar este livro para as oficinas de filosofia que dinamizo? Uma vez que tenho facilidade em ler em espanhol, não será problemático. Mas tal como faço com os livros em inglês que levo para as oficinas, levo pequenas cábulas em português para me ajudar na leitura. 

*

👀 "Un par de ojos nuevos" é uma edição Wonder Ponder da autoria de Ellen Duthie, Javier Sáez Castán e Manuel Marsol. 

🧒🏻 para pessoas leitoras a partir dos 3 anos (com apoio e mediação da leitura) e dos 5 aos 8 anos. 

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a pergunta "como é que correu o dia?" é gigante e depois a resposta é curta: "bem" ou "fixe"

- ainda sobre as oficinas de diálogo no FOLIO 2022

joana rita sousa, 19.10.22

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[oficinas com o jardim de infância] - o poder do diálogo

💥 podemos roubar para dar uma lição a alguém?
💥 os maiores também têm de cumprir e aceitar pedidos? ou só os mais pequenos?

 

👉 numa das oficinas com o jardim de infância tivemos a oportunidade de pensar sobre a ideia de justiça: é justo que um amigo decida não dar presentes aos amigos, depois de já ter recebido os seus presentes? é justo querer ficar com os presentes todos para mim? como é que resolvemos esta situação, de um amigo que não cumpriu com o que foi combinado?

👉 o provocador livro Não abras este livro! foi o mote para pensarmos nas regras e nos pedidos. afinal, o monstro diz várias vezes "por favor" - e nós ignoramos esse pedido. porquê?

 

[oficinas com o 1.º e 2.º ciclos] - o poder do diálogo

💥 ser inteligente é diferente de ser esperto?
💥 uma pessoa burra pode ser esperta?
💥 o que é um corpo normal?
💥 gostarias de ter mais do que um cérebro? porquê?

 

[oficinas com famílias] - o poder da pergunta

💥 "as perguntas geram respostas e também geram opinião"

💥 "há perguntas que servem para pressionar, como "queres brincar comigo, não queres?". nós queremos mesmo que a pessoa brinque connosco, estamos a pressionar."

💥 "a pergunta é uma forma de perceber informação de outra pessoa." - há perguntas para aprender, perguntas informativas, perguntas confirmativas e perguntas para desabafar. "há ainda o mix de perguntas, que é uma pergunta que pode ter dois tipos ao mesmo tempo."

💥 a pergunta "como é que correu o dia?" é gigante e depois a resposta é curta: "bem" ou "fixe". podemos perguntar essa pergunta de outras maneiras? 

 

[café filosófico - para adultos e uma criança que acompanhava a mãe]

o poder da pergunta

💥 o que é uma pergunta filosófica? que perguntas nos interessam? que perguntas podem provocar o diálogo e a tensão? que perguntas trazem consenso? 

👉 no café filosófico tivemos a presença de uma criança que acompanhava a mãe.

👉 no final perguntei o que tinha gostado mais e menos naquele diálogo. a resposta: "gostei muito de formular a minha pergunta. mas também foi uma seca estar a pensar na pergunta." 

 

*

🧠 [entre outras coisas, nomeadamente a preparação da pessoa facilitadora e a sua disponibilidade para improvisar] a provocação de um diálogo filosófico passa pela selecção de bons trampolins para o espanto e para o pensamento. para preparar estas oficinas recorri a materiais Wonder Ponder, ao livro Não abras este livro, ao livro Duck! Rabbit!, a um jogo que criei há uns anos "O que é uma pergunta?" e ao baralho The Happy Gang #EuPensoEuEscolho.

🧠 claro que o trabalho da pessoa facilitadora não se faz sozinho e os contributos das pessoas participantes são fundamentais para orientar o nosso pensamento.

🧠 por vezes os recursos ficam na mochila, o que também suscita curiosidade por parte de quem participa: "joana, não vamos ver o que tinhas nessas cartas?" - às vezes nem são precisas cartas, basta seguir o fio do diálogo e abrir-se ao espanto, ao parar, pensar, escutar

 

📷 festival FOLIO 2022

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livros para adolescentes - algumas recomendações

joana rita sousa, 18.10.22

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"joana, podes recomendar livros para a minha filha adolescente?" - esta pergunta cai na minha caixa de DM de vez em quando.

📍 a minha resposta imediata é: que interesses é que a sua filha tem?

gosta de futebol? se sim, procure um livro sobre futebol.

gosta de ficção? procure um livro de ficção.

gosta de uma série? procure livros sobre ou à volta dessa série.

julgo que este caminho será uma via possível para dar a ler.

 

📍aqui na minha biblioteca tenho alguns livros que me fazem companhia nas oficinas para adolescentes e também nos clubes de leitura que vou dinamizar; a saber:

- aqui é um bom lugar, supergigante, desvio e mary john de Ana Pessoa (Planeta Tangerina) - recomendação PNL2027; 

- gosto, logo existo, de Isabel Meira e Bernardo P. Carvalho (Planeta Tangerina) - recomendação PNL2027;

- heartstopper, de Alice Oseman (Cultura Editora) - recomendação PNL2027;

- coisas que acontecem, de Inês Barata Raposo e Susa Monteiro (Bruaa Editora) -  recomendação PNL2027;

- a elegância do ouriço, de Murial Burbery (Editorial Presença).

 

já conhece estes livros? como foi a leitura?

se não conhece, que tal visitar a sua biblioteca municipal e consultar um destes títulos?

 

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se possível contribua para este projecto através da plataforma buy me a coffee

o poder do diálogo - oficinas no festival FOLIO 2022

joana rita sousa, 17.10.22

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🗓 nos dias 14 e 15 de outubro tive a oportunidade de estar no festival FOLIO a dinamizar oficinas de filosofia em torno d' O PODER DO DIÁLOGO.

📍 na sexta dia 14 recebi crianças dos jardins de infância e do 1.º ciclo na biblioteca Casa José Saramago, em Óbidos. 

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📍também no mesmo espaço tive a oportunidade de receber famílias na manhã de sábado para duas oficinas sobre O PODER DA PERGUNTA. tive a oportunidade de rever a MR, que já tinha participado nas minhas oficinas online e que também já tinha estado numa oficina presencial e de conhecer novas famílias curiosas com a filosofia - e com as perguntas! 

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📍 pelas 19h de sábado aconteceu ainda um café filosófico destinado a jovens a partir dos 16 anos e pessoas adultas, mas onde também tivemos uma criança. a idade não é um obstáculo para o diálogo, é até uma forma de dialogarmos através de diferentes pontos de vista e experiências de vida. 

 

❤️ muito obrigada ao Município de Óbidos para fazer parte do Festival (O) Literário Interancional de Óbidos, na área FOLIO EDUCA.

❤️ muito obrigada a quem participou nestas oficinas!

 

📷 FOLIO (página de facebook)

 

filosofia no jardim de infância

joana rita sousa, 12.10.22

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YEAH! a filosofia está de volta ao jardim de infância!

a sala do balão mágico  [4 / 5 anos] está cheia de meninos e de meninas tão crescidos: há caras conhecidas e há caras novas! no meio das apresentações e dos "olá, eu sou..." descobrimos pessoas com nomes iguais, com nomes diferentes. além disso, descobrimos coisas iguais entre pessoas diferentes!

na sala dos traquinas [3 / 4 anos] há uma mão cheia de mini-pessoas conversadoras e curiosas. partilhámos coisas das quais gostamos (de fazer, de comer, e outras coisas que não são tão coisas assim... humm, já temos aqui muitas ideias para pensar!) 

 

🫶 a memória das crianças é incrível e muitas das crianças da sala do balão mágico lembram-se de muitos pormenores dos trabalhos de pensar que desenvolvemos no ano passado. lembram-se melhor do que eu! 

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