Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

filocriatividade | filosofia e criatividade

>> oficinas de filosofia, para crianças, jovens e adultos >> formação para professores e educadores (CCPFC) >> nas redes sociais: #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

filocriatividade | filosofia e criatividade

>> oficinas de filosofia, para crianças, jovens e adultos >> formação para professores e educadores (CCPFC) >> nas redes sociais: #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

conferência SUPER 02 - Casa do Professor, Braga

1.png

 

no passado dia 22 de outubro rumei até Braga para participar na conferência Super 02, organizada pela Casa do Professor. o meu workshop intitulava-se talk emoji to me e pretendia apresentar o emoji (bem como a hashtag, os memes e os gifs) como uma possibilidade de trabalho colaborativo entre professores e alunos. 

 

3.png

 

o alinhamento deste workshop está disponível no blog do meu projecto de comunicação e marketing (joanarita.eu). na preparação do workshop elaborei um artigo para o blog para mapear os pontos que iria abordar. esse artigo contém um link  (bit.ly) para os materiais de apoio (reunidos numa colecção  wakelet). como seria de esperar o artigo contém emojis  

desta forma fiz uso de várias plataformas disponíveis no mundo digital e que fizeram com que não precisasse de levar qualquer suporte para o workshop: não levei pen e nem sequer deixei um ppt algures no e-mail. apenas precisei aceder à internet num computador, pesquisar pelo meu blog para encontrar o artigo. o resultado é simples, ainda que o processo exija uma visão panorâmica e um diálogo constante entre o todo e as partes. 

 

o que disseram as pessoas participantes? 

"(...) o mundo das redes sociais é muito mais amplo do que eu achava e que faz parte da minha vida e eu não sabia."

"A reflexão sobre a importância da utilização das redes sociais e dos conteúdos digitais na prática educativa como forma de efetivamente conseguir comunicar com o público alvo, os jovens, chegando até eles de uma forma que lhes é extremamente familiar."

"Gostei do modo informal e de proximidade com que o tema foi abordado."

 

*

 

para esclarecer quem está a chegar agora a este blog:  eu tenho uma vida dupla: como estratega digital e como filósofa. por vezes esta vida dupla encontra-se num mesmo espaço e tempo, tal como aconteceu neste workshop. inevitavelmente a minha experiência na área da educação tem de vir à superfície quando falo de comunicação e vice-versa. 

 

Screenshot 2021-10-26 at 15.16.50.png

é com muito gosto que participo em eventos na área da educação, tal como a Conferência Super 02,  para falar de literacia e cultura digital, levando comigo ferramentas de pensamento crítico e criativo. 

 

👉 se é professor/a e está na zona de Braga, não deixe de visitar a Casa do Professor e a sua oferta formativa. para citar o Manuel Serrão na sua intervenção, a Casa do Professor é uma espécie de "mini ministério da educação". vale MUITO A PENA conhecer os seus projectos. 

 

 

a filosofia está de volta ao jardim de infância

246007821_10224068485152217_1834772854792383096_n.

chegou o dia do regresso: eu e a mochila da filocriatividade voltámos ao jardim de infância (JI) para mais um ano lectivo de porquês, de perguntas e de respostas. desta vez temos a companhia das crianças da sala do balão mágico e da sala da amizade. 

 

o foco da 1.ª visita

nesta 1.ª visita a minha preocupação passa por conhecer as crianças e também a equipa de cada uma das salas. neste momento e por já colaborar há vários anos com este JI, as pessoas educadoras e auxiliares já me são familiares. tenho o trabalho facilitado pois também as equipas já conhecem o meu trabalho e há uma série de coisas que já temos articuladas entre nós.

para conhecer as crianças imaginei um jogo simples: dizer uma coisa que gostamos e uma coisa que não gostamos. pensei em perguntar logo o porquê, porém quis dar tempo para escutar se as crianças iriam dar razões ou se alguma das crianças teria curiosidade em saber o porquê. acabou por acontecer e foram as crianças que foram "pedindo" o porquê umas às outras. 

 

fazer uma pergunta: cuidar e colaborar

neste jogo, também se pratica o acto de perguntar: as crianças são convidadas a perguntar umas às outras a coisa que gosta e as coisa que não gosta. levo uns cartões coloridos e com smiles para ajudar a perguntar. há crianças que se levantam da roda e vão mesmo para perto do amigo ou da amiga para fazer a pergunta. outras perguntam sentadas e perguntam para o outro cantinho do tapete. neste jogo treinamos a escuta e a espera pela nossa vez e praticamos assim o pensamento colaborativo e cuidadoso (cuidativo).

 

pensamento crítico e pensamento criativo 

 

ihTSmWYF.jpg

de que forma se trabalham as dimensões do pensamento crítico e criativo num jogo como este? 

escutando as coisas escolhidas por cada uma das pessoas: há coisas de que muitos gostam? é possível que a mesma coisa seja aquela de que uma pessoa gosta e a de que outra pessoa não gosta? ouvimos bem: a J. adora fazer desenhos e o M. não gosta de fazer desenhos? perguntamos pelas razões de cada um para compreender.

também é possível que haja uma mesma razão para gostar de coisas diferentes. escutando e observando as falas de cada um podemos exercitar o pensamento criativo e ser convidados a pensar o mesmo de forma diferente

enquanto facilitadora trabalho estas dimensões de pensamento a partir daquilo que acontece no diálogo. neste caso nem foi preciso eu insistir com o porquê, pois ele foi "pedido" pelas crianças que manifestaram curiosidade em saber mais sobre as ideias umas das outras. 

 

pensar, escutar e falar (peter worley) 

citando Peter Worley no seu mais recente livro Corrupting Youth, pensar, escutar e falar constituem o movimento básico para que a filosofia e o diálogo filosófico possam acontecer.

esse é o convite triplo lançado às crianças da sala do balão mágico e da sala da amizade: pensar, escutar e falar. sem pressa: temos um ano lectivo pela frente! 

 

 

 

 

diálogos em casa - propostas para pensar em família ou na escola

1.png

é com muito gosto que me junto à equipa Dialogue Works no projecto Home Talk.

o meu contributo passa por traduzir e adaptar as actividades que são partilhadas semanalmente, sobre um determinado tema. 

na semana passada o tópico foi falar e na presente semana pensamos sobre liberdade. 

espero que estes recursos possam proporcionar bons momentos de pensamento em família ou na sua sala de aula. 

 

Home Talk [EN] / Diálogos em casa [PT] / Diálogos en casa [ES]

para aceder aos recursos de forma gratuita clique AQUI

verdadeiro ou falso

- um café filosófico para praticar o parar para pensar

no passado dia 11 de outubro aconteceu mais um café filosófico [online] em parceria com a Bertrand Livreiros.

o tema era "verdadeiro ou falso".

como trabalhámos? 

o plano que desenhei ficou no papel, pois começámos por pensar em grande grupo nesta afirmação:

 

"a pandemia começou em março de 2020"

- é verdadeira ou falsa? 

6 em 9 pessoas escolheram a opção falsa. 

o que podemos daqui concluir? será que podemos concluir alguma coisa sem fazer perguntas sobre os motivos que levaram as pessoas a considerar a afirmação como verdadeira ou como falsa? 

 

3.png

 

a proposta deste café filosófico consistia em pensar sobre a noção de verdade. é um tema filosoficamente pesado, bem sei. (*) 

algumas das noções que surgiram no decorrer do diálogo foram a importância do contexto ou enquadramento, o papel do sujeito, a relação com a realidade, o cepticismo. (**) também falámos de negacionismo, um termo que vem acoplado à temática da pandemia covid19.

 

uma curiosidade: o plano de trabalho que tinha ficou ali numa folha à espera de melhores dias, pois uma conversa inicial sobre a forma como o ano 2020 foi vivido e o número de cafés filosóficos que já tínhamos feito em formato online levou-me a propor que reflectissemos sobre o verdadeiro ou falso da afirmação acima indicada. 

 

fica o desafio para arriscar a sua resposta nos comentários:

" a pandemia começou em janeiro de 2020 " - é verdadeiro ou falso?

não se esqueça de justificar a escolha. 

 

____

 

(*) veja a aula de introdução à verdade no curso introdução geral à filosofia, do colectivo INÉF.

(**) o INÉF também tem um vídeo sobre cepticismo, espreite aqui

guia para acabar com a curiosidade das crianças

 

Screenshot 2021-10-05 at 13.34.13.png

 

 

❌ este é um guia simples para quem pretende acabar com a curiosidade das crianças.

❌ algumas destas ideias já foram ouvidas por mim em contexto escolar ou entre pais e filhos. note: nem sempre tenho a possibilidade de perguntar pelo porquê de um adulto não querer sequer ouvir uma ideia vinda de uma criança e que não corresponde àquilo que esperava ouvir.

❌ bem sei que as vidas das pessoas são complexas e a prática do oposto deste guia exige disponibilidade e tempo, bem como uma abertura ao desconhecido, por parte dos adultos. não é fácil e exige esforço, é certo!

❌ acabar com a curiosidade das crianças é simples. vamos NÃO seguir este guia? vamos!

 

[para ler o nosso guia, visite o perfil instagram da filocriatividade]

 

"todos" ou "cada um"

 

ugo-mendes-donelli-e4FbcDByhjI-unsplash.jpg

"no final da sessão, todos..."

quando preparo uma formação e me deparo com aqueles formulários de intenções e de conteúdos e de objectivos dou por mim a escrever: "no final da sessão, os formandos irão compreender que..." 

ultimamente tenho reflectido muito sobre este "os formandos" ou "as crianças" ou "os participantes" e as nossas intenções para incluir todos, para comunicar com todos, para chegar a todos, para dialogar com todos. a palavra "todos" começou a soar-me a ambição desmedida e falta de noção da realidade. 

passo a explicar. 

afirmar que numa oficina de filosofia "todos os formandos vão" é muito ambicioso.

seja em formato online ou presencial, os formadores ou os professores não têm tempo nem as ferramentas para, a todo o momento, acompanhar o que todos estão a apreender da nossa sessão.

assim, proponho que se parta para uma sessão com o desafio de tentar chegar a cada uma das pessoas presentes, procurando dar liberdade para que as próprias manifestem o que é que as mobiliza ao envolvimento na sessão. 

repare que escrevo "tentar chegar" e "procurar dar", pois tenho consciência de que tudo o que acontece à nossa volta incentiva a alguma pressa que nos atropela esta intenção e que os hábitos que temos são difíceis de mudar. 

 

as crianças e o diálogo 

no contexto particular das oficinas de filosofia para crianças e jovens procuro que todos possam participar do diálogo. todavia, nem todos participam e nem todos participam da mesma maneira. se abandonar a ideia de que todos têm de participar de uma certa maneira (por exemplo, colocando o dedo no ar para fazer uma pergunta relacionada com o tópico sobre o qual estamos a dialogar), estarei muito mais próxima da realidade, daquilo que realmente acontece.

o texto de Ellen Duthie ajuda-nos a entender que temos de rever o conceito de participação, bem como estar disponível para respeitar os ritmos e os tempos de cada pessoa (criança ou adulto)  que participa na oficina. 

há dias deixaram-me esta pergunta depois de um encontro de formação para técnicos/as que trabalham em jardim de infância: 

Quando as crianças não estão disponíveis para o diálogo, que estratégias podemos usar para as envolver?

a minha resposta passa convidar os professores ou educadores a ampliar a forma como entendemos o diálogo. nem tudo passa pela palavra, podemos abrir-nos para outras formas de diálogo, como o desenho, a construção em plasticina ou com legos. em vez de pedirmos à criança que contribua com um braço no ar e um conjunto de palavras, considere pedir outras formas de diálogo. em jardim de infância o desenho é algo que faz parte das suas rotinas. 

como construir um diálogo através do desenho? bom, considere abandonar as folhas A4 e adoptar folhas A3 ou rolos de papel cenário onde se pode construir um diálogo em que cada um cria o seu desenho, desenho que pode comunicar com o desenho do amigo ou da amiga que desenhou antes ou vai desenhar depois. podemos desenhar um a um, podemos desenhar ao mesmo tempo, cada um num canto da folha gigante de papel cenário. deixe que as crianças desenhem sem grandes regras (na vertical ou na horizontal). permita que haja uma exploração do espaço da folha e um diálogo visual com os outros participantes. 

esta é uma forma de trabalhar o diálogo e de procurar envolver as crianças que não participam como esperamos (colocar a mão no ar para dizer algo relevante sobre o tópico em discussão). mas prepare-se: nem todas as crianças vão gostar ou envolver-se no desenho da mesma maneira. cada um irá envolver-se de uma forma e cabe-nos a nós, aos adultos na sala, permitirmo-nos a essa abertura aos diferentes olhares e posturas de CADA UM dos participantes. 

o desenho é apenas um exemplo. os jogos são outra forma de envolvimento que permite uma participação silenciosa se, por exemplo, tivermos de colocar certas peças num certo sítio para partilhar o nosso pensamento. 

 

neste vídeo Sara Stanley partilha um pouco da sua experiência de abertura àquilo que as crianças trazem para o tempo e o espaço do diálogo: 

 

 

uma última reflexão

julgo que é necessário abandonar essa ambição desmedida e a falta de noção da realidade, para dar lugar à prática da profunda sensibilidade ao contexto.

a formação (ou sessão ou oficina) é pensada para todas as pessoas (crianças, jovens ou adultos) que estão em sala (presencial ou online), sabendo que cada uma das pessoas ali presente é única, tem expectativas únicas e irá acolher o conteúdo de uma certa forma. e nós, formadores ou professores, também temos as nossas expectativas e formas de ver o mundo. estar "deste lado" da formação ou do ensino é um bom treino para poder "beber" essa diversidade. ainda que tenhamos as nossas formas preferidas de fazer as coisas, há que estar disponível para acolher formas que não tínhamos ainda contemplado.

entendo essa atitude ou disposição como a prática do espanto, do thaumatsen:

O thaumatsen é encantamento, movimento, experiência, relação do ser que pensa o mundo, no mundo e com o mundo. Essa relação não é propriedade de ninguém, está a saltitar pelo universo, provocando a todos os atentos. Não tem nacionalidade nem paradeiro, é peregrina. (Lara Sayão

 

 

Pág. 1/2

Mais sobre mim

O que faço?

Filosofia é coisa para miúdos

Fórum na Revista Dois Pontos

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2009
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2008
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2007
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2006
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D

subscrever feeds

Em destaque no SAPO Blogs
pub