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filocriatividade | filosofia e criatividade

>> oficinas de filosofia, para crianças, jovens e adultos >> formação para professores e educadores (CCPFC) >> nas redes sociais: #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

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pós-graduação em filosofia para crianças e jovens - candidaturas até 24 de setembro

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Este curso pretende responder às necessidades de todos aqueles que procuram uma formação especializada, certificada e acreditada pelo CCPFC na área da Filosofia para/com crianças e jovens, através do ensino de metodologias de aplicação em sala de aula. 

É ministrado em regime de b-learning, combinando aulas presenciais com aulas  online, na plataforma Moodle.

As aulas presenciais são de apresentação, explanação e consolidação de conteúdos, bem como de explicitação e avaliação das atividades realizadas online. As aulas online podem comportar videoconferências e são de natureza teórico-prática, de apresentação de conteúdos e realização de atividades de avaliação.

De acordo com a UNESCO, a Filosofia assume uma importância fundamental no sistema educativo, quer como instrumento para a cidadania e para a cultura, quer como meio essencial para o desenvolvimento de competências críticas, reflexivo-argumentativas, e de valores éticos e políticos.  

Esta pós-graduação procura contribuir com novos instrumentos de análise e ferramentas pedagógicas, por forma a que os formandos posteriormente possam passar às crianças e aos jovens os elementos indispensáveis para que estes estabeleçam pontes entre o pensamento concreto e o pensamento abstrato, imprescindíveis à compreensão e à interpretação crítica da realidade que os rodeia.

O plano curricular abrange aspetos fundamentais para quem pretende desenvolver trabalho nesta área: conhecimentos teóricos, de carácter técnico e metodológico, e também análise de casos práticos e simulações de oficinas.

Um dos troncos fundamentais do curso passa pelo contacto com textos filosóficos – e com a Filosofia em si. Desta forma, a pós-graduação proporciona a quem não tem formação na área a possibilidade de contactar com e (re)conhecer a Filosofia.

 

informações através deste link

filosofia: da prisão à revista científica

Por participar ativamen­te das atividades, Alves de­cidiu, em agosto de 2020, cursar pós-graduação em “Aconselhamento Filosófi­co”. Com apoio do docente Edson Renato Nardi, de­senvolveu o artigo “Acon­selhamento Filosófico no Cárcere: A Educação Es­tóica como Chave para a Liberdade”, que foi publi­cado em edição especial da revista Biblioteca Digi­tal de Periódicos, mantida pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

“O artigo foi desenvol­vido dentro das sessões de Aconselhamento Filosófico. Trata-se de um conjunto de atividades desenvolvidas em vários países e buscam apresentar, de maneira prá­tica, diversas formas de en­contrarmos soluções para os nossos problemas, fazen­do uso da filosofia estóica como ferramenta transfor­madora. No Brasil, esse projeto oferece benefícios dentro da filosofia aplicada no dia a dia e também me motivou na escolha da mi­nha especialização”, explica. (via Tribuna Ribeirão

 

a notícia foi partilhada no facebook pelo professor Jose Barrientos Rastrojo, autor do projecto e que o desenvolve a partir de Espanha. 

 

Flávio dos Santos Alves, 32 anos, concluiu estudos em pedagogia e em aconselhamento filosófico, enquanto cumpria pena na prisão:

“Aprendi a tratar os in­fortúnios da vida de manei­ra serena e com a certeza de que tudo é mudança, que podemos nos tornar pessoas melhores e mais fortes inter­namente”, pontua Alves que, atualmente, está recluso no Centro de Progressão Peni­tenciária (CPP) de Jardinó­polis. A sua história com os estudos, porém, começou em 2016, quando ele cumpria pena em regime fechado, na Penitenciária I de Serra Azul.

 

no Brasil, o professor Edson Renato Nardi leva a cabo o trabalho da filosofia nas prisões. veja aqui esta entrevista às pessoas envolvidas no projecto, na Penitenciária I de Serra Azul SP. 

 

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100 anos de Paulo Freire

"É nesse sentido específico que Paulo Freire é um filósofo: não tanto pelas teorias ou sistemas nos quais ele busca sustentar sua prática, nem sequer pela qualidade filosófica de suas teorias ou pensamento, mas pela forma com a qual faz da sua vida um problema filosófico e de sua filosofia uma questão existencial na busca de um mundo sem opressores e oprimidos."

Walter Kohan, Paulo Freire mais do que nunca - uma biografia filosófica, p. 79

 

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assinalaram-se ontem os 100 anos do nascimento de Paulo Freire.

 

partilho consigo alguns links uteis para que possa conhecer ou revisitar o trabalho deste incontornável educador e pedagogo brasileiro:

- 10 sugestões para comemorar o centenário de Paulo Freire (porvir);

- 100 anos de Paulo Freire: veja 6 ensinamentos do educador que ainda são atuais (g1);

- entrevistas de Paulo Freire à Globo;

- episódio do podcast matéria bruta sobre Paulo Freire, com o convidado Walter Kohan; 

- documentário disponibilizado pela TV Cultura;

- Paulo Freire, 100 anos. Por que ele incomoda tanta gente?;

- Paulo Freire: 17 livros para baixar em PDF - via CPERS.

 

na livraria travessa pode encontrar os seus livros à venda. se está em Portugal, o contacto da livraria travessa pode ser encontrado aqui e o atendimento é incrível. 

 

 

filosofia na noite europeia dos investigadores

24 de setembro, no pavilhão do conhecimento (lisboa)

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a notícia foi-nos adiantada pela professora Maria do Céu Patrão Neves durante o 4.º congresso internacional de filosofia da sociedade portuguesa de filosofia: pela primeira vez a filosofia faz parte do programa da noite dos investigadores.

o evento é presencial e acontece no pavilhão do conhecimento, em lisboa, no dia 24 de setembro. o programa noite dos investigadores de lisboa é vasto e pode ser consultado em detalhe aqui.

haverá actividades noutros pontos do país: guimarães, açores, porto, vila do conde, constância, estremoz, entre outras localidades. consulte as iniciativas da noite dos investigadores através deste link. conheça também os investigadores envolvidos na iniciativa.

 

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palavras preciosas

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“Existe um país onde as pessoas quase não falam. É o país da grande fábrica das palavras. Neste estranho país, é preciso comprar e engolir as palavras para pronunciá-las. (...) Há palavras que são mais caras do que outras e que raramente são ditas; a não ser que sejamos muito ricos. No grande país da grande fábrica, falar sai caro!

Quem não tem muito dinheiro, remexe os caixotes de lixo à procura de palavras, mas as que encontram não são muito interessantes: há muitos “excrementos de cabra” e “rabos de coelho”.”

A grande fábrica de palavras - Agnés de Lestrade, Valeria Docampo, editora Paleta de Letras

 

proposta de exercício: se vivesse num país como aquele que está descrito no excerto do livro e só pudesse comprar 4 palavras - que palavras seriam essas? e porquê essas palavras?

 

partilhe as suas palavras preciosas nos comentários! 

Visualising every single cognitive bias

- World Economic Forum

"Science has shown that we tend to make all sorts of mental mistakes, called “cognitive biases”, that can affect both our thinking and actions. These biases can lead to us extrapolating information from the wrong sources, seeking to confirm existing beliefs, or failing to remember events the way they actually happened!

To be sure, this is all part of being human—but such cognitive biases can also have a profound effect on our endeavors, investments, and life in general."

 

artigo completo AQUI 

«A voz das crianças e dos jovens na educação escolar»

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o Conselho Nacional de Educação publicou em Diário da República (n.º 135/2021, Série II de 2021-07-14) uma recomendação sobre a voz das crianças e dos jovens na educação escolar.

Entendemos por "voz das crianças e dos jovens na Educação Escolar" a possibilidade e o direito das crianças e dos jovens terem oportunidade para exprimir as suas ideias e opiniões ao longo de todo o processo educativo, bem como de verem a sua participação ser respeitada e considerada em todas as opções que lhes digam respeito.

Referimo-nos a várias dimensões transversais da voz: como instrumento de interação, de participação, de apropriação do conhecimento e de empoderamento social, promotores de desenvolvimento humano e de afirmação de cidadania.

Não basta apenas ouvir a voz do aluno. Os professores têm um imperativo ético de fazer algo a esse propósito com os alunos, e é por isso que o envolvimento significativo dos alunos é vital para a melhoria da escola. (Fletcher, 2005)

 

o documento reconhece que não tem havido uma prática de escuta por parte da comunidade escolar adulta perante as vozes das crianças e dos jovens: 

Ouvir e considerar as opiniões dos/as alunos/as não tem sido uma preocupação frequente entre os profissionais de educação. Nas suas formas mais tradicionais, a escola desenvolveu uma cultura de transmissão de conhecimentos de sentido único: da escola para os alunos/as, com reduzidas possibilidades de acolher as suas intervenções.

 

ainda que não tenha elementos estatísticos para partilhar consigo, a verdade é que a minha experiência itinerante com a filocriatividade, que me tem feito viajar e conhecer diferentes escolas por todo o país, tem-me dado a conhecer escolas muito diversas. escolas onde essa escuta acontece e tem consequências (por exemplo, é implementada uma sugestão de uma criança) e escolas onde a escuta acontece, sem consequências e escolas onde se ouve, mas não se escuta.

devo dizer também que uma mesma escola pode albergar estilos diferentes, pois cada sala é uma realidade em si mesma. 

 

voltarei à reflexão sobre este tema, nos próximos tempos, pois o documento merece uma leitura dedicada e demorada.  além disso, gostaria de fazer uma leitura acompanhada com alguns dos pensadores e pensadoras da filosofia para / com crianças e jovens, no sentido de compreender como é que esta área filosófica se constitui como um espaço de escuta de todas as vozes do grupo, indepentemente da sua idade: 

A igualdade e o equilíbrio cognitivo entre todos os membros procuram materializar-se na própria ideia de comunidade. As perguntas filosóficas são feitas em comunidade, o que significa que não são dirigidas ao professor ou a outra figura tutelar do conhecimento, mas a quem está presente. Num espaço preferencialmente em círculo, em que não há posições físicas de destaque porque todos se sentam ao mesmo nível, fala-se no grupo, com o grupo e como um grupo. Isso não significa uma homogeneidade ou consenso permanente de posições. Antes, é sinónimo de construção de um espaço partilhado de vozes múltiplas que se tocam em confrontos e concordâncias. Cada um partilha ideias que, começando por serem suas, são colocadas no espaço comum do diálogo e da reflexão. Não é o professor que pergunta o que já sabe, aguardando que os alunos se juntem a ele num caminho trilhado e sem surpresas. São todos, professor e alunos, que acolhem filosoficamente as suas perguntas e procuram descobrir-lhes sentidos, detetar inconsistências, colocar hipóteses, matizar sentidos e até encontrar o seu irredutível incómodo. (Magda Costa-Carvalho

 

 

 

a filosofia, uma obsessão pela transparência

- por António de Castro Caeiro

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nos manuais de filosofia é comum encontrar-se a leitura de filosofia como amor à sabedoria. o professor António de Castro Caeiro apresenta-nos uma leitura diferente dos termos: filo como obsessão e sofia como transparência.

a filosofia é um saber prático que lida com a opacidade, procurando ultrapassá-la. trata-se daquilo a que em inglês se chama skill, de uma técnica, de uma actividade que exige perícias.

os filósofos e as filósofas são seres obcecados e obcecadas pela transparência, são agentes do adágio grego: saber é fazer. o saber prático resulta de uma transparência, da “resolução da opacidade".

“Os gregos acentuam precisamente a função prática de saber fazer”, diz-nos Caeiro na aula 1 do ciclo O que é a filosofia?, disponibilizado na plataforma spotify pelo CCB. 

 

 

hoje e amanhã: 4.º congresso internacional da sociedade portuguesa de filosofia

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o programa do 4.º congresso é bastante rico e inclui duas mesas dedicadas à filosofia para crianças, nas quais participam:
 
• Dina Mendonça (Universidade Nova de Lisboa): Filosofia para Crianças e Filosofia das Emoções
• Magda Costa Carvalho (Universidade dos Açores): A filosofia para crianças na Universidade
• Florian Fraken Figueiredo (Universidade Nova de Lisboa): Philosophy for Children and new possibilities for the practice
• Dilar Cascalheira & Chrysi Rapanta (Universidade Nova de Lisboa): Argumentação como método de ensino em Filosofia
• Maria Teresa Santos (Universidade de Évora) Filosofia para Crianças: necessidades e possibilidades para a projetar nas linhas de um horizonte futuro
• Joana Rita Sousa (Filocriatividade): Uma prática teórica, uma teoria prática: filosofia para crianças e criatividade
• Tomás Carneiro (Investigador independente): Filosofia para crianças: uma filosofia do comum
 
para mais informações sobre o congresso, visite o website da sociedade portuguesa de filosofia

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