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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

filocriatividade | filosofia e criatividade

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5 razões para que os adultos leiam livros infantis

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Sempre convivi com livros, desde pequena. O gosto pela leitura e pela escrita manifestaram-se desde cedo: com um irmão três anos mais velho acompanhei os seus primeiros anos de escola e tentava copiar tudo em cadernos que a minha mãe me comprava. 

Eu e os livros

De que livros gosto? Tenho um fascínio grande pelo sentido das palavras e isso leva-me a ter dicionários de várias línguas, incluindo língua gestual portuguesa. Um dos armários que forra as paredes do home office tem livros de filosofia. Outro desses armários é inteiramente dedicado aos livros infantis. O motivo? Sou facilitadora e investigadora na área da filosofia para crianças e jovens. 

Eu, os livros infantis e a filosofia (para crianças)

Na filosofia para crianças e jovens o desafio passa por encontrar recursos que se revelem boas provocações filosóficas; que permitam a prática do parar para pensar e que sejam suficientemente abertos para permitir que as perguntas aconteçam. Regra geral, os livros infantis permitem essa prática e abertura ao perguntar. 

Adquiro regularmente livros infantis com esta “desculpa” profissional. A verdade é que defendo que os mais crescidos deveriam ler livros infantis e até partilho consigo algumas razões para o fazerem. 

Eu e (algumas) razões para que os adultos leiam livros infantis 

Partilho 5 razões para que os mais crescidos leiam livros infantis. Tome nota:

 

permitir um tempo para a imaginação 

Alguns dos meus livros infantis preferidos não têm texto: os livros ilustrados são uma oportunidade incrível para imaginar histórias a partir das páginas ilustradas. Os livros da Suzy Lee têm esse efeito e permitem praticar uma competência importante nos dias de hoje: olhar para a mesma coisa, de formas diferentes. Fica a proposta de exercício: imaginar uma história diferente sempre que lemos os livros da Suzy Lee. 

praticar a curiosidade 

As pessoas crescidas tendem a ser mais sérias e a desviar o olhar das coisas óbvias. Esta atitude faz-nos perder alguma curiosidade perante aquilo que nos rodeia. Os livros infantis obrigam-nos a ser curiosos, pois a história vai avançando e queremos saber o que se passa na página seguinte. 

as histórias 

Numa altura em que tanto se fala de storytelling importa recordar que contar histórias é algo que nos constitui enquanto seres humanos. A narrativa. O Era uma vez. Todos os dias fazia isto. E aquilo. Depois aconteceu algo que mudou tudo. – e a história caminha para o “viveram felizes para sempre” (ou nem por isso).

Um dos meus autores preferidos, o Afonso Cruz, apresenta uma história com várias histórias lá dentro no livro A Contradição Humana que, a meu ver, deveria ser lido pelos adultos, pelo menos uma vez por mês. 

a riqueza das ilustrações 

Vou repetir a importância das ilustrações por considerar que é dos grandes pontos positivos dos livros infantis. Mesmo um livro que tenha ilustrações a preto e branco será sempre mais colorido na sua leitura. Para a maioria dos crescidos, os dias têm poucos momentos coloridos e por isso recomendo a leitura de livros ilustrados, uma vez por dia, para garantir que os nossos dias têm sempre alguma cor. 

o momento de partilha entre adultos e crianças 

Quando temos crianças por perto, seja em contexto familiar ou profissional, a partilha que acontece em torno de um livro infantil é única. Escolher o livro, cheirar o livro, o contacto com as páginas, ver as letras e as ilustrações, imaginar a história ainda antes de abrir o livro: são muitos os momentos de vínculo que podemos estabelecer entre adultos e crescidos, à volta de um livro. 

 

Aproveito para partilhar dois livros infantis que conheci recentemente e que me surpreenderam: 

  • 29 histórias disparatadas, editado pela Kalandraka, da autoria de Ursula Wolfel e com ilustrações de Neus Bruguera; e
  • Famílias Destrambelhadas, editado pela Livros Horizonte, da autoria de Claudio Hochman e com ilustrações de João Vaz de Carvalho.

 

(artigo publicado no blog Joana dos Livros, em abril 2020)

Café Filosófico (online)

em parceria com o Clube de Filosofia de Abrantes

no próximo dia 30 de Novembro, segunda-feira, vou moderar um Café Filosófico na companhia do Clube de Filosofia de Abrantes.

será a chave de ouro no encerramento das comemorações do Dia Mundial da Filosofia (que se celebrou a 19 de Novembro de 2020). 

 

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a entrada é gratuita, mas sujeita a inscrição. pf preencha este formulário para receber o link (zoom) para participar. 

Café com ideias [online]

- venha daí praticar o diálogo filosófico

 

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25 de Novembro: Podemos confiar nos nossos sentidos?

 

16 de Dezembro: Escolher é um caminho para a felicidade?

(sempre às quartas - 21h às 22h30)

 

*

Moderação: Joana Rita Sousa

Duração: 1h30

Organização: Joana Rita Sousa (filocriatividade)

 

informações e inscrições através de formulário

colecção de perguntas

- continuamos a adicionar perguntas à lista

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neste artigo estou a construir uma colecção de perguntas.

da primeira vez reuni 136 perguntas, espalhadas em cadernos e apontamentos de oficinas de filosofia e cafés filosóficos. agora com o #ClubeDePerguntas e outras oficinas, a colecção vai crescendo, graças aos contributos dos participantes.

 

quer deixar a sua pergunta para a colecção? partilhe nos comentários! 

 

 

 

 

“Ah, trabalhas nisso da filosofia para crianças?”

 

 

Desde 2008 que trabalho na área da filosofia para crianças (FpC). Fiz formação - ainda faço – trabalho em jardins de infâncias, em escolas. Tive um projecto num ginásio. Levo as oficinas de filosofia a vários pontos do país – e não só. Dou formação a professores e educadores. Tenho recebido muitos e-mails a solicitar apoio, esclarecimento de dúvidas – sobretudo a quem desenvolve investigação nesta área.

Nem sempre é fácil explicar o que faço, pois há muitas ideias pré-concebidas e tudo o que é estranho provoca... estranheza.

Tenho coleccionado muitas perguntas sobre o meu trabalho e sobre a filosofia para crianças. Fiz uma lista das dez mais recorrentes – e partilho convosco algumas respostas curtas.

 

 

  1. «Joana, dás aulas de filosofia? »

Não. No sentido convencional e tradicional do termo « aula » = alguém que tem o saber (conteúdos) e os transmite a quem não sabe. Nesse sentido, não dou aulas – ainda que possa falar do espaço e tempo durante o qual a filosofia acontece como aula.

 

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  1. “Joana, então tu és professora?”

Não – no sentido clássico do termo, não sou professora.

Sou facilitadora – ou dificultadora como gosto de lhe chamar. O meu papel é o de “obrigar” a parar para pensar, a aprofundar. Mergulhar no mundo dos pensamentos.

 

 

  1. “Joana, o que tu fazes é pôr as crianças a conversar umas com as outras?”

Não, isso elas já fazem. O meu objectivo é que haja diálogo. Isso implica que se pratique a escuta e o parar para pensar. Além disso, pretendo aprofundar as questões de forma filosófica.

 

 

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  1. “Joana, nessas aulas podemos dizer o que quisermos?”

Sim e não. Podes dizer o que quiseres, mas isso tem que ser submetido ao grupo para avaliar se é pertinente para a discussão em curso.

Além disso, também avaliamos a sua qualidade filosófica – e é aí que eu intervenho mais e dificulto as coisas.

 

  1. “Joana, isso que fazes é um modelo pedagógico?”

Na verdade, a FpC é uma estrutura que facilita processos de aprendizagem. E é algo mais do que isso. Crio um espaço e um tempo em que é fundamental realizar exercícios de cariz filosófico. Sim, a filosofia para crianças transpira intencionalidade filosófica.

 

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  1. “Joana, então basta preparar e ter um plano ou uma planificação, para chegar ao objectivo filosófico?”

Não. A preparação, em jeito de planificação é útil. O mais importante é atender àquilo que as pessoas estão a dizer e captar as suas implicações filosóficas e a riqueza para o diálogo. É fundamental a disponibilidade para o improviso.

 

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  1. “Joana, basicamente o que fazes é treinar pensamento crítico?”

Também. O pensamento crítico é fundamental neste processo. Há outras dimensões: a criatividade, o caring thinking (Lipman) e a dimensão colaborativa (afinal, somos um grupo que se junta para pensar… em conjunto!).

 

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  1. “Joana, não achas que isso é muito difícil para as crianças? É muito abstracto.”

As crianças têm uma linguagem própria e uma experiência que é sua. A FpC abre espaço para que se possam manifestar, à medida da sua linguagem e da sua experiência. A partir daí, extraímos o sumo filosófico.

 

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  1. “Joana, então e tu jogas às cartas com as crianças, é isso?”

Faço jogos, sim. Utilizo muitos recursos que facilmente se associam ao jogo (quantos-queres, jogos de cartas, jogo do galo…). A ideia é partir de um recurso simples e lúdico para o trabalho filosófico. O jogo – tendo elementos físicos, nos quais as crianças podem mexer e até levar para casa – ajuda-me a tornar a filosofia palpável.

 

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  1. “Joana, e as crianças gostam?”

Nem todas. É como a sopa: nem todas gostam, mas nem por isso deixamos de lhes dar sopa. É importante para elas, certo?

Assim é a filosofia: difícil, pois obriga a parar . Divertida, por nos permitir brincar com o pensar. Gosto da imagem da FpC como um ginásio para os músculos do pensamento. E todos nós sabemos como treinar provoca dores, num momento inicial. Depois há que manter a disciplina de treino.

actividades no Dia Mundial da Filosofia - #worldphilosophyday

confesso: está a ser difícil dar conta de todos os eventos que vão acontecer no Dia Mundial da Filosofia, a 19 de Novembro de 2020.

por esse motivo, vou procurar reunir aqui as actividades que tenho visto nas diversas redes sociais e que me têm chegado por e-mail. 

 

*

Universidade Católica Portuguesa (evento online)

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Festival de Filosofia de Abrantes (evento online)

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Creative Togheter (evento online)

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The Philosophy Foundation - World Philosophy Day 2020

(evento online)

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#chatp4c (evento online, no twitter)

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Rádio Miúdos (entrevista #filocri, às 17h)

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de Sevilha para o mundo (evento online)

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o projecto BOÉCIO (evento online)

 

 

Akademia Młodego Filozofa:

Świętujemy 125-lecie założenia

Szkoły Lwowsko-Warszawskiej! [wydarzenie online]

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Philosophy for teenagers (online event)

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Cum organizez un atelier de filosofie pentru copii la clasa mea? - (online event)

Universitatae din Bucuresti - Facultatae de Filosofie 

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Filosofia entre parentesis (Peru) - online 

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eventos UNESCO (online)

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*

se tem conhecimento de outras actividades a acontecer no Dia Mundial da Filosofia (19 de Novembro), partilhe nos comentários! obrigada!

convido-o/a a conhecer as actividades #filocri que vão acontecer durante todo o mês de Novembro, bem como a subscrever a newsletter onde divulgo estas e outras actividades relacionada com a filosofia. 

 

filosofia para crianças e castanhas que são castanhas

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🌰 Há uns anos, num trabalho de continuidade no 1.º ciclo fui abordada pela V. no corredor da escola:

"Joana, hoje vamos falar do magusto?"
 
Eu franzi 🤨 o sobrolho e disse: "Do magusto? Não tinha pensado nisso, temos perguntas penduradas da semana passada..."
 
Fui interrompida: "Mas todos os professores estão a falar-nos do magusto. Temos de falar também na filosofia."
 
Olhei para a V. e disse:
"Ok, podemos falar do magusto. Mas como eu não preparei nada e não tenho ideias, que tal tu apresentares uma ideia para trabalharmos o magusto, na filosofia?"
 
A V. aceitou o desafio, de sorriso rasgado.
 
Quando tocou, fomos para a sala e eu passei a palavra para a V.: "Amigos, vamos falar do magusto e a V. tem uma ideia para pensarmos o magusto aqui na filosofia."
 
 
Meio envergonhada, meio confiante, V. avançou para o 👩‍🏫 quadro, pegou no giz e escreveu: "Por que é que as castanhas são castanhas?"
 
 
E essa foi a nossa pergunta 🔍 de investigação naquele dia. Posso dizer-vos que implicou ir perguntar a um especialista (recorremos à biblioteca), sem antes lançarmos hipóteses ou possibilidades, em grupo.
 
Não terá sido a aula (sessão ou oficina) com mais profundidade que tive com aquele grupo. Foi, sim, um momento importante de prática da autonomia e da responsabilidade partilhada, entre o adulto na sala (eu) e as crianças.
 
Praticámos o pensamento 🎨 criativo (lançámos hipóteses de resposta) e o pensamento 💪crítico (tivemos de escolher fontes e especialistas para nos ajudar com a resposta). Trabalhámos em grupo, investigámos em conjunto (pensamento 📌 colaborativo).
 
Tudo por causa do magusto. E da V.
 
 

#filopenpal: a experiência de pai e filha no "vai e vem" da filosofia

 

o vai e vem da filosofia

o #filopenpal surgiu há uns anos. um pai que me segue no twitter tinha horários um pouco complicados e não conseguia arranjar maneira de levar o seu filho a uma das minhas oficinas de filosofia. "e se a filosofia fosse até aí a casa?" 

e assim aconteceu: a filosofia viajou até casa do J., através de carta. nesta carta o J. encontrou um primeiro desafio filosófico que se foi construindo e desenrolando à medida das suas perguntas e respostas. 

houve mais pessoas a juntar-se a este "vai e vem" da filosofia: a Sara Rodi chegou mesmo a partilhar no seu blog como foi receber a filosofia lá em casa, na caixa do correio. 

desde então, o #filopenpal já desafiou crianças, jovens e adultos - e também famílias inteiras a parar para pensar. 

 

da carta para a google drive: filosofar em família

algures em abril fui contactada por uma mãe para saber mais informações sobre o #filopenpal. foi nesse momento que surgiu a ideia de ter esta troca a acontecer na google drive, onde temos documentos colaborativos e oportunidade de ir acrescentando ficheiros ou fotografias.

a mãe C. não queria que os seus filhos fossem os únicos a filosofar: queria mesmo filosofar em família. confesso: até então só tinha trocado desafios com uma pessoa (criança, jovem ou adulto). acedi ao pedido com uma condição: que o desafio enviado por mim fosse trabalhado em família, que dialogassem, que trocassem pontos de vista e depois partilhassem comigo o resultado desse trabalho em grupo. 

além do resultado importa sublinhar o processo: 

Estamos todos entusiasmadíssimos! O desafio tem-nos feito pensar, tem aberto caminhos para grandes conversas e tem-nos ajudado a conhecermo-nos melhor uns aos outros!
Divertimo-nos muito!
 
 

pai e filha a filosofar em plena pandemia 

 

conheci o P. há alguns anos, num contexto pouco ou nada filosófico. mantivemos o contacto e o P. foi conhecendo o meu projecto filocriatividade e, de vez em quando, interagia com as minhas publicações. havia um interesse na filosofia e em filosofar. lembro-me bem que era um espectador assíduo da #FilosofiaAoVivo numa altura em que o confinamento não lhe permitia trabalhar. 

um dia o P. perguntou pelo #filopenpal. expliquei como funcionava, que podíamos trabalhar através da google drive, definir um tempo de resposta. por norma, trocamos desafios de semana a semana, mas temos ajustado ao tempo do P. e da R. afinal, estes desafios devem ser saboreados e não vividos à pressa. 

passo a palavra ao P. para falar da experiência: 

Conheci a Joana fora do ambiente da filosofia, mas sempre fui um fã da sua abordagem da Filosofia descontraída e dirigida a todos.
 
Sempre gostei da filosofia que aprendemos na escola, mas também me fui apercebendo que o que tirei destas aulas não foi mais que cultura geral sobre história da filosofia.
 
Contudo, quando lia os posts da Joana nas redes sociais, via uma abordagem completamente diferente e muito mais interessante, ainda mais porque era dirigida maioritariamente às crianças. Era sobre estimular “´ssoas humanas” (nas suas palavras) a pensarem, refletirem, imaginarem, questionarem-se, debaterem ideias e opiniões.
 
Adorava e queria isso também para a minha filha (e para mim também).
 
Assim durante a pandemia decidi o que vinha a arrastar há imenso tempo. Começámos a trocar desafios através do #filopenpal e estamos a adorar. 
 
No início para a R. foi estranho, porque ninguém é habituado a pensar com liberdade e sobre coisas que vão aparecendo.
Nunca sabemos qual é o desafio!
Enquanto adulto, no início, tentava que ela fosse estruturando mais o pensamento, sobre uma determinada temática (à semelhança do que para mim era a “Filosofia"), mas aos poucos fui-me apercebendo que o divertido era mesmo ir descobrindo novos caminhos a partir das questões que a Joana nos faz. Pensar sobre eles, questionarmo-nos, debatermos ideias, pôr diversas questões em cima da mesa, falarmos. 
 
Hoje em dia quando digo “a Joana já respondeu ao mail” vamos logo os 2 ver qual é o próximo desafio e vamos pensando sobre ele. No dia que nos sentamos para responder é sempre um bom momento a dois. A R. às vezes hesita com algumas respostas, mas eu tenho tentado que ela ganhe confiança nelas mais do que tentar pôr-lhe uma resposta minha. Na verdade sei que do outro lado a Joana encontra sempre uma maneira de tornar os desafios super interessantes com o material que lhe damos.
 
Acredito sinceramente que esta troca de correspondência tem sido e vai ser muito útil.
 
Olho à minha volta e vejo muitas pessoas que têm medo de pensar, de ter uma opinião própria que por vezes contradiz a do outro. O inverso também acontece e também nos agarramos demasiado a opiniões e pensamentos que tantas vezes nos limitam em vez de estarmos abertos a outras perspectivas.
Tem sido o meu contributo para que a R. e eu, eventualmente, possamos ser mais e melhores ’ssoas humanas.

 

desafios filosóficos

à distância, com a confiança na mediação do adulto ou de forma one to one com a criança e o jovem, procuro criar um tempo e um espaço para praticarmos o parar para pensar.

trabalhamos o pensamento crítico e também o criativo. o trabalho é, por si mesmo, colaborativo. só o primeiro momento é definido por mim: o desafio inicial. a partir daí a forma como desenrolamos os novelos do pensamento vai depender do que pai & filha, do que a criança ou o jovem, do que a família me der em troca. 

neste desenho, o P. e a R. desenharam as "ideias a conversar". este momento aconteceu pois a R. mudou de ideias relativamente a um tema que estávamos a aprofundar.

humm como é que acontece isto de mudar de ideias?

será que as ideias conversam entre si? 

 

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3 exercícios filosóficos para não filósofos

 

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Filosofia para não filósofos – ou melhor, filosofia para todos. Até os filósofos precisam de praticar estes (e outros exercícios) diariamente. Caso contrário, o pensamento pode enferrujar ou tornar-se rígido, com preconceitos a toldar a visão ou demasiada areia na engrenagem.

 

1 – desafio: ler um livro de um filósofo

2 – anunciar o que vamos dizer

3 – fazer perguntas à pergunta

 

artigo completo no Shifter. 

 

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