Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

filocriatividade | filosofia e criatividade

>> oficinas de filosofia, para crianças, jovens e adultos >> formação para professores e educadores (CCPFC) >> nas redes sociais: #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

filocriatividade | filosofia e criatividade

>> oficinas de filosofia, para crianças, jovens e adultos >> formação para professores e educadores (CCPFC) >> nas redes sociais: #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

filosofia para crianças e #covid19pt

- sugestões de enquadramento para pensar a pandemia

94103963_2839273742787135_6719295344670146560_o.jp

ontem vi esta publicação no facebook, na página Philosophie pour enfants/Philosophy for Children e resolvi partilhar por aqui, com quem procura enquadramento para a #covid19pt, no âmbito da filosofia para crianças (e, permitam-me acrescentar, para jovens, para adultos e por aí fora). 

esta página pertence ao investigador e facilitador de filosofia para crianças, Michel Sasseville, cuja obra "Penser ensemble à l'école" recomendo.

 

 

"(...) o mundo nunca é o mesmo, é sempre outro."

- uma reflexão do Alves Jana

A compressão provocada pela Covid-19 começa a aliviar. Deixo aqui um pequeno contributo com "pistas" para pensar o Pós-Covid. Cada uma delas merecia um tratado. Não é este o lugar para isso. Nem tarefa para uma só pessoa.


O Pós Covid-19
É fácil garantir que o mundo não será o mesmo no Pós Covid-19, porque o mundo nunca é o mesmo, é sempre outro. Mais ainda quando é sujeito a um terramoto como o actual. Por isso mesmo, é previsível que, após o Covid-19, o novo normal não será a repetição do normal anterior. São generalidades que pouco ou nada dizem. Não nos dizem, por exemplo, se o novo normal será perto ou distante do velho normal. Por tudo isso, mesmo sabendo nós pouco e reconhecendo que se trata apenas de uma exploração através do pensamento, fica aqui um pequeno contributo com pistas para o exercício de tentar responder à questão…


Que efeitos terá a Covid-19 no mundo?


A reorganização dos sistemas de produção, comércio e consumo e resultado das novas dinâmicas empresariais (falências, endividamentos, novos agentes, novos produtos…)
Os impactos no sistema financeiro global e nos agentes sectoriais, incluindo os bancos
Complexidade do mundo e a interligação das nossas relações
A evidência da nossa dependência individual: física, emocional…
A importância visível da ciência
A importância da política e dos políticos
A fragilidade da política populista – depende dos resultados
A fragilidade da democracia – depende dos descontentes e da sua susceptibilidade à mobilização populista
A importância da “participação” dos cidadãos
A fragilidade do nosso modelo ou estilo de vida
A fragilidade ou dependência do sistema económico (ele não é tudo)
O valor da prevenção, do controlo dos processos sociais
A importância do SNS
A relevância social dos comportamentos individuais
A redescoberta (?) do social no bem-estar individual
A importância da prospectiva e da gestão do futuro
A reavaliação pessoal e colectiva do essencial e do acessório
Os efeitos – no trabalho, nas compras, na informação, no entretenimento – das novas competências digitais e dos hábitos adquiridos no mundo digital
A revelação da importância da matemática como ferramenta decisiva no conhecimento, decisão, acção e avaliação dos processos
O novo papel da China e dos EUA, bem como da Europa
Os efeitos políticos na liderança dos EUA e do Brasil, por exemplo, que não serão indiferentes à evolução da pandemia nos respectivos países
A percepção da fragilidade do nosso estilo ou modo de vida
A fragilidade das cidades e as possibilidades do mundo rural como alternativa
A experiência vivida da responsabilidade individual no bem-estar colectivo
A classificação (até à disseminação da vacina) dos mais velhos como grupo de risco
O novo golpe na Providência, no Destino, e o reforço do poder da acção eficaz
A experiência vivida da importância dos afectos, do toque físico, do contacto presencial e do seu inverso, a solidão
A revelação de que somos presas fáceis do medo e de que só estamos disponíveis para mudar sob a força do medo
A reafirmação do poder da Natureza sobre o curso dos acontecimentos
A evidência experimentada entre o desejo e a realidade e a importância de ter em conta a realidade para conseguir conquistar o desejado
A experiência do tempo longo, distendido, mas também do valor do movimento e da agitação
A redescoberta da importância de fazer parte, estar incluído, ser tido em conta
A revalorização do papel objectivo e da importância da comunidade
A evidência de que Wuhan é aqui ao lado e a reorganização da percepção do espaço global
O alerta agora talvez percebido para outros contágios: esta pandemia não é a última nem a mais perigosa; há outras epidemias que merecem atenção (da vinha, do pinheiro, da oliveira…)
A revalorização do gesto simbólico (o papa sozinho na Praça de S. Pedro ou as palmas no hospital à saída de um recuperado…)
A forma como os líderes e as organizações vão reagir às avaliações das medidas adoptadas, que nunca são perfeitas nem indiscutíveis
A nova normalidade não existe como um dado prévio, mas existirá como resultado da acção das várias forças intervenientes. E já sabemos quais são as principais forças capazes de dar forma ao futuro: o conhecimento, a organização e o dinheiro.

 

- o Alves Jana partilhou esta reflexão no facebook. pedi-lhe para publicar aqui, pois considero que pode ser um bom ponto de partida para muitos de nós reflectirmos sobre esse mundo novo que aí vem (que já está no meio de nós?).

o diário das perguntas

- uma pergunta por dia e acontece filosofia!

um desafio: diário de perguntas

um dos exercícios que proponho várias vezes aos meus alunos, mais miúdos ou mais graúdos, é ter um diário de perguntas.

pode ser um caderno ou um bloco de folhas. não é importante o formato, o importante é o hábito de perguntar e de as escrevermos, para não nos esquecermos delas. 

aceitam o desafio?

a ideia é que o nosso diário de perguntas vá crescendo, pergunta a pergunta.

depois, uma vez por semana, escolhemos uma pergunta para investigar, em conjunto com a família. podem investigar perguntando a outras pessoas, perguntando ao senhor google, consultando livros que tenham aí em casa. 

se quiserem partilhar ideias e investigações podem usar o e-mail joana@filosofiaparacriancas.pt e posso pensar convosco! 

 

uma pergunta por dia

a partir de hoje vou partilhar aqui, no instagram e no twitter uma pergunta para vos provocar o parar para pensar. o ritmo de partilha será semanal, mas o desafio aí para casa passa mesmo por fazer uma pergunta por dia.

as perguntas que vou partilhar fazem parte do meu diário de perguntas. é comum levar essas perguntas comigo para as oficinas de filosofia, para crianças e jovens e para os cafés filosóficos.

podemos conversar sobre estas perguntas ali em baixo na caixa dos comentários. vamos a isso?

 

1.png

 

 

Aforismos filosóficos em tempos de quarentena: vozes da infância

- em português e em espanhol -

94203406_3215501598484118_7254668146307497984_o.jp

Construir aforismos é a arte de expressar pensamentos profundos com o mínimo de palavras possível.

O desafio é pensar em quarentena a partir das palavras que propomos, para que você possa contar ao mundo suas idéias, sentimentos e desejos."

 

podem aceder a este desafio filosófico em Português e em Espanhol.

 

#EstudoEmCasa - A Grande Descoberta e Filosofia (10.º e 11.º)

a partir de hoje é possível aceder na RTP Memória ou na RTP Play aos conteúdos da telescola. os horários podem ser consultados AQUI.

EWCLqnhX0AAG7it.jpg

 

na rtp2, às terças e sextas, pelas 9h15, podem ver A Grande Descoberta.

 

segundo apurei no twitter, através de um tweet do Rodrigo Guimarães, na rtp madeira estão disponíveis conteúdos para o secundário: 

EWCgcwIXQAEUvNw.jpg

 

Para quem não sabe, a RTP MADEIRA terá aulas em telescola para o SECUNDÁRIO(!!!!), ao contrário do que acontece na RTP Memória. Se os vossos professores são uma merda, aproveitem! Está aí o horário! Canal 203 (MEO), 188 (NOS), 184 (Vodafone) e 27 (NOWO)

 

 

 

#FilosofiaAoVivo - ep. 1 - Platão

live no instagram e no twitter

2.png

 

Aristocles aka Platão

Aristocles, mais conhecido por Platão, foi um filósofo grego nascido em 428 a.C. 

tinha 29 quando viu o seu mestre, Sócrates, julgado e condenado a beber cicuta por "corrupção da juventude". é através dos diálogos platónicos que conhecemos a figura de Sócrates, o ateniense que dizia "só sei que nada sei". 

o primeiro texto que li, de Platão, foi o Fédon. o contexto? a cadeira de Filosofia do 12.º ano. todavia, já antes tinha lido a Alegoria da Caverna, que faz parte do texto A República, nas aulas do 10.º ano. 

a Alegoria da Caverna é um texto clássico na iniciação à Filosofia, abordado nos programas de 10.º ano e que faz parte da obra A República, de Platão. ou de Aristocles, se preferirem!

 

 

a Academia e uma vida em permanente diálogo

a vida de Platão foi uma vida passada em diálogo: não são apenas os seus textos que o dizem . Platão fundou a Academia, uma escola filosófica. 

"não entres aqui se não és geometra", podia ler-se na entrada da escola. esta destinava-se não só aos discípulos, mas também a todos aqueles que a procuravam. a Academia de Platão não era tanto uma escola de saber enciclipédico, mas mais uma escola de vida filosófica. o método de ensino passava pelo diálogo e talvez por isso na carta VII refere e sublinha a importância dos ensinamentos que ficaram somente pelo diálogo e que não foram escritos.

sabemos que Platão terá pretendido dedicar-se à política, todavia, perante a acusação e condenação do seu mestre, Sócrates, Platão terá recuado nesse intento:

"Vi que o género humano não mais seria libertado do mal se antes não fossem ligados ao poder os verdadeiros filósofos, ou os governantes do estado não fossem tornados, por divina sorte, verdadeiramente filósofos." (Carta VII, 325 c).

diz-nos Abbagnano que:

"o diálogo era pois (...) o único meio de exprimir e comunicar aos outros a vida da investigação filosófica. Ele reproduz o próprio andamento da pesquisa, que avança lenta e dificilmente de etapa em etapa; e, sobretudo, reproduz o seu carácter de sociabilidade e de comunhão, pelo qual torna solidários os esforços dos indíviduos que a cultivam."

o texto construído em diálogo é a melhor forma de se aproximar do discurso falado. trata-se de uma forma de envolver o leitor no tema do qual estamos a falar, na pergunta e na resposta, no vai e vem do discurso. 

 

o filósofo e o amor pelo conhecimento

parte do livro A República trata daquela que é a tarefa do filósofo. 

o filósofo ou a filósofa ama o conhecimento, no seu todo. o que entendemos por conhecimento?

"Aquilo que é absolutamente , é absolutamente cognoscível, aquilo que de nenhum modo é, de nenhum modo é cognoscível." (A República, 477 a).

a ciência corresponde ao ser. a ciência é o conhecimento verdadeiro.

a ignorância conhece correspondência no não ser.

entre um e o outro, ou seja, entre o conhecimento e a doxa, encontra-se o devir, onde encontramos a doxa (opinião). tanto a opinião como a ciência constituem o conhecimento humano; sendo que a doxa se refere ao conhecimento sensível e a ciência ao conhecimento racional. 

quais são os graus do conhecimento, para Platão? Abbagnano apresenta-nos a seguinte leitura d'A República (livro VI, 510-11):

primeiro nível: eikasía [suposição ou conjectura], cujo objecto são as sombras e as imagens.

segundo nível: pistis [opinião acreditada, mas não verificada], cujo objecto são as coisas naturais, os seres vivos ou os objectos da arte.

terceiro nível: diànoia [razão científica], "que procede por meio de hipóteses partindo do mundo sensível" (Abbagnano) e cujo objecto são os entes matemáticos.

quarto nível: nòesis [inteligência filosófica], cujo objecto é o mundo do ser e que procede dialecticamente. 

 

no nosso quotidiano encontramos muitas pessoas que, ainda que se encontrem no plano da eikasía, assumem que estão no plano da nòesis. são, na verdade, aqueles prisioneiros da caverna que se convencem que o que estão a ver é a realidade e não as sombras projectadas numa parede. não é fácil o papel de quem se liberta e enfrenta a luz do sol, fora da caverna, para caminhar no sentido do quarto nível de conhecimento.

este processo é doloroso, pois a luz provoca desconforto e faz-nos desejar a obscuridade de novo.

ao regressar à caverna, o prisioneiro que se libertou, é vítima de descrença por parte dos companheiros que permaneceram em "contemplação" das sombras. 

 

Alegoria da Caverna 

ao reler a Alegoria da Caverna e a situação do prisioneiro que se solta não consigo deixar de encontrar paralelismos com a situação actual: a desinformação são as sombras projectadas na parede da caverna e os prisioneiros são aqueles nossos amigos e conhecidos que partilham "notícias", audios do whatsapp ou publicações sem verificar a fonte. esta verificação da fonte implica virar a cabeça, demorar-se um pouco mais na análise daquilo que nos rodeia e parar para pensar. 

 

cada um de nós pode assumir este papel do prisioneiro que se solta, que se questiona pela origem das sombras e que lida com o desconforto da luz intensa. nos dias que correm e tendo em conta a infodemia que vivemos, eis os passos que podemos dar quando somos confrontados com uma "notícia" de origem duvidosa:

- verificar a fonte: é de um website? qual? o que é habitual ser partilhado por lá? é credível?

- verificar aquilo que é público no perfil de quem partilha: esta pessoa tem credibilidade perante a comunidade? que tipo de conteúdos costuma partilhar? 

- pensar: esta informação é útil? vai ajudar alguém? quem?

e se não tenho tempo para fazer este processo, então é melhor não partilhar. 

 

o audio deste episódio está disponível no twitter, basta clicar AQUI. e não é preciso ter conta no twitter para ouvir! 
 
sugestões de leitura:

- Diané Collinson e Kathryn Plant, "Fifty Major Philosophers" - Routledge

- Platão, "A República" - FCG

- Platão, "Fédon" -  Lisboa Editora

- Carlos H. do C. Silva, "Platão" - enciclopédia Logos

- Thomas Cathcart e Daniel Klein, "Platão e um Ornitorrinco entram num bar" - Dom Quixote

- Jostein Gaader, "O Mundo de Sofia" - Presença

para trabalhar com crianças curiosas: "A Aventura de Pensar", publicado na Edicare

 

#FilosofiaAoVivo conta com o apoio da Rádio Miúdos

#FilosofiaAoVivo

- um pequeno "shot" de filosofia, no twitter e no instagram

EVRsMOCXQAA0cpb.jpg

 

a filosofia, quando nasce, é para todos. 

irei partilhar, no twitter e no instagram, um pouco de filosofia, em doses curtas (entre os 15 e os 25 minutos) e leves, mas suficientes para provocar o "parar para pensar". 

 

chama-se #FilosofiaAoVivo e é um primo afastado das crónicas que tive na revista Papel e na Rua de Baixo, intituladas [Joana] Mora na Filosofia. 

 

podem acompanhar os directos no Twitter (@joanarssousa) e no Instagram (@filocriatividade).

 

17 de Abril, sexta, às 12h30 - Platão 

24 de Abril, sexta, às 12h30 - Hipácia de Alexandria 

30 de Abril, quinta, às 12h30 - Immanuel Kant 

 

arrumar ideias e papéis para (re)encontrar memórias

tumblr_a50737c1a4ce67e3d896762a7d58e7bd_87fc72b9_5

"conta-me como foi"

o projecto #filocri nasce com uma componente itinerante: foi em 2008 que comecei a viajar pelo país como formadora e como facilitadora de oficinas de filosofia para criançase e jovens.

se já tinha feito algumas oficinas em 2007? sim, já tinha. mas 2008 é o ano que sublinho como o da fundação deste projecto. na altura, com outro nome, outro logotipo, mas a mesma casa de hoje: este blog.

 

viajar até Portalegre

em 2009 a Ana Cila contactou-me via e-mail com um propósito muito claro: levar-me a Portalegre, para que os seus filhos pudessem experimentar uma oficina de filosofia. a Ana conseguiu mobilizar a Animamus, em Portalegre, para organizarmos um sábado com oficinas de filosofia para a pequenada. e assim foi. a Ana fez acontecer.

foi em Setembro e recordo-me bem da viagem: na altura tinha um fiat seicento, o meu primeiro carro, no qual fiz muitas viagens filosóficas, devo confessar. o meu irmão estava em franca recuperação de uma operação ao joelho e decidiu acompanhar-me. o objectivo dele era testar o joelho numa condução mais longa. durante as oficinas, enquanto eu trabalhava, ele andou pela cidade, tirando fotografias e acabou por comprar cabo de aço para o seu estendal. entre nós costumamos dizer que cabo de aço do bom compra-se em Portalegre.

 

as oficinas 

ontem estive a arrumar o meu escritório de trabalho cujas paredes estão forradas por estantes com livros e dossiers. as coisas mais antigas estão muito bem arrumadas, mas as mais recentes ou aquelas que estão sempre "a uso": nem por isso.

tinha 3 ou 4 pastas com materiais de apoio às oficinas de filosofia e tinha certeza que já tinha coisas repetidas e coisas perdidas nestas pastas. 

resolvi investir algumas horas no trabalho de abrir pastas e avaliar o que queria guardar ou não. nesse processo encontrei folhetos das oficinas de Portalegre e até relatos escritos das crianças e jovens com quem pude trabalhar nessas oficinas. irei partilhar essas memórias por aqui e também pelo instagram

além do cabo de aço de Portalegre, que durou muitos e muitos anos, as memórias dessas oficinas também persistem. 

obrigada, Ana, pelo convite que me fizeste em 2009 para visitar Portalegre. desde então já tive oportunidade de voltar, a teu convite e tenho a certeza que outras oportunidades irão surgir para nos encontrarmos!

 

 

 

 

 

Mais sobre mim

O que faço?

Filosofia é coisa para miúdos

Fórum na Revista Dois Pontos

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2009
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2008
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2007
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2006
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D

subscrever feeds

Em destaque no SAPO Blogs
pub