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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

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café filosófico em Setúbal

O que é um café filosófico?

Trata-se de uma actividade que pretende levar a filosofia para junto das pessoas. Nem sempre acontece num café propriamente dito, é um facto. Acontece perto das pessoas que, independentemente dos seus conhecimentos no âmbito da filosofia, aceitam o desafio para praticar o "parar para pensar".

A moderação está a cargo de Joana Rita Sousa.

No dia 29 de Setembro temos encontro marcado em Setúbal, na Casa d'Avenida, entre as 18h30 e as 20h para pensar em torno desta pergunta: 


Temos o direito de ofender os outros?

 

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Pós-Graduação em Filosofia para Crianças e Jovens - B-learning

Post Catolica Pos graduacao crianças e jovens-01.

 

a segunda edição da Pós-Graduação em Filosofia para Crianças e Jovens - B-learning já tem data marcada: 12 de Outubro de 2019.  

"Esta pós-graduação procura contribuir com novos instrumentos de análise e ferramentas pedagógicas, por forma a que os formandos posteriormente possam passar às crianças e aos jovens os elementos indispensáveis para que estes estabeleçam pontes entre o pensamento concreto e o pensamento abstrato, imprescindíveis à compreensão e à interpretação crítica da realidade que os rodeia.

O plano curricular abrange aspetos fundamentais para quem pretende desenvolver trabalho nesta área: conhecimentos teóricos, de carácter técnico e metodológico, e também análise de casos práticos e simulações de oficinas.

Um dos troncos fundamentais do curso passa pelo contacto com textos filosóficos – e com a Filosofia em si. Desta forma, a pós-graduação proporciona a quem não tem formação na área a possibilidade de contactar com e (re)conhecer a Filosofia."

 

podem saber mais clicando AQUI ou enviando um e-mail para: epgfa@ucp.pt

 

10 perguntas comuns em torno da filosofia para crianças e jovens

[texto originalmente publicado no site Mulheres à Obra, 5 Setembro 2018]

 

Desde 2008 que trabalho na área da filosofia para crianças (FpC). Fiz formação – ainda faço – trabalho em jardins de infâncias, em escolas. Tive um projecto num ginásio. Levo as oficinas de filosofia a vários pontos do país – e não só. Dou formação a professores e educadores. Tenho recebido muitos e-mails a solicitar apoio, esclarecimento de dúvidas – sobretudo a quem desenvolve investigação nesta área.

Nem sempre é fácil explicar o que faço, pois há muitas ideias pré-concebidas e tudo o que é estranho provoca… estranheza.

Tenho coleccionado muitas perguntas sobre o meu trabalho e sobre a filosofia para crianças. Fiz uma lista das dez mais recorrentes – e partilho convosco algumas respostas curtas.

 

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  1. «Joana, dás aulas de filosofia? »

Não. No sentido convencional e tradicional do termo « aula » = alguém que tem o saber (conteúdos) e os transmite a quem não sabe. Nesse sentido, não dou aulas – ainda que possa falar do espaço e tempo durante o qual a filosofia acontece como aula.

  1. “Então tu és professora?”

Não – no sentido clássico do termo, não sou professora.

Sou facilitadora – ou dificultadora como gosto de lhe chamar. O meu papel é o de “obrigar” a parar para pensar, a aprofundar. Mergulhar no mundo dos pensamentos.

  1. “O que tu fazes é pôr as crianças a conversar umas com as outras?”

Não, isso elas já fazem. O meu objectivo é que haja diálogo. Isso implica que se pratique a escuta e o parar para pensar. Além disso, pretendo aprofundar as questões de forma filosófica.

  1. “Nessas aulas podemos dizer o que quisermos?”

Sim e não. Podes dizer o que quiseres, mas isso tem que ser submetido ao grupo para avaliar se é pertinente para a discussão em curso.

Além disso, também avaliamos a sua qualidade filosófica – e é aí que eu intervenho mais e dificulto as coisas.

  1. “Isso que fazes é um modelo pedagógico?”

Na verdade, a FpC é uma estrutura que facilita processos de aprendizagem. E é algo mais do que isso. Crio um espaço e um tempo em que é fundamental realizar exercícios de cariz filosófico. Sim, a filosofia para crianças transpira intencionalidade filosófica.

 

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  1. “Então basta preparar e ter um plano ou uma planificação, para chegar ao objectivo filosófico?”

Não. A preparação, em jeito de planificação é útil. O mais importante é atender àquilo que as pessoas estão a dizer e captar as suas implicações filosóficas e a riqueza para o diálogo. É fundamental a disponibilidade para o improviso.

  1. “Basicamente o que fazes é treinar pensamento crítico?”

Também. O pensamento crítico é fundamental neste processo. Há outras dimensões: a criatividade, o caring thinking (Lipman) e a dimensão colaborativa (afinal, somos um grupo que se junta para pensar… em conjunto!).

  1. “Não achas que isso é muito difícil para as crianças? É muito abstracto.”

As crianças têm uma linguagem própria e uma experiência que é sua. A FpC abre espaço para que se possam manifestar, à medida da sua linguagem e da sua experiência. A partir daí, extraímos o sumo filosófico.

  1. “Então e tu jogas às cartas com as crianças, é isso?”

Faço jogos, sim. Utilizo muitos recursos que facilmente se associam ao jogo (quantos-queres, jogos de cartas, jogo do galo…). A ideia é partir de um recurso simples e lúdico para o trabalho filosófico. O jogo – tendo elementos físicos, nos quais as crianças podem mexer e até levar para casa – ajuda-me a tornar a filosofia palpável.

  1. “E as crianças gostam?”

Nem todas. É como a sopa: nem todas gostam, mas nem por isso deixamos de lhes dar sopa. É importante para elas, certo?

 

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Assim é a filosofia: difícil, pois obriga a parar. Divertida, por nos permitir brincar com o pensar. Gosto da imagem da FpC como um ginásio para os músculos do pensamento. E todos nós sabemos como treinar provoca dores, num momento inicial. Depois há que manter a disciplina de treino.

 

café filosófico na livraria mais antiga do mundo

 

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no dia 23 de setembro voltamos à livraria mais antiga do mundo, a bertrand do chiado, para mais um café filosófico. começa às 18h30 e termina às 20h e a pergunta que vai orientar o nosso diálogo é:

que valor têm as coisas? 

para participar no café filosófico terá de fazer uma inscrição via e-mail ou no local, uns minutos antes de começarmos. encontra toda a informação no site da bertrand

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