na sala dos 3/4 anos, os caçadores de sonhos foram desafiados a desenhar "verdades" e "não verdades". houve quem pegasse no lápis e não perdesse tempo, outras pessoas precisaram de um bocadinho de tempo para pensar. já vimos isto várias vezes, na nossa hora da filosofia: temos ritmos diferentes e temos de ir aprendendo a respeitar o tempo dos outros.
no reino do fantasia o jogo "o que é uma pessoa?" continua a desafiar-nos o pensamento.
(sobre o Zarco, o cão menos peludo ali da fotografia)
"por que é que as orelhas dele não estão para cima?" - "porque ele estava com medo da luz e pôs as orelhas para trás."
"por isso é que chamamos os cães de cães, porque é diferente do nome pessoa.
"os braços dos cães estão no chão, chamam-se patas."
e quando chegou a hora de investigar estes robots... o grupo dividiu-se e ficámos na dúvida se aquela senhora era um robot ou uma pessoa.
"se calhar já inventaram pessoas-robots e nós ainda não vimos!"
durante a nossa oficina, a O. mudou de ideias e nós estivemos a investigar como é que isso aconteceu: foi com a ideia de um dos amigos na sala. quando pensamentos em conjunto estas coisas podem acontecer: alguém vê e diz algo que nós não vimos e isso pode ajudar-nos a mudar a perspectiva sobre as coisas.
para acompanhar o trabalho no jardim de infância 2018/2019:
o Márcio convidou-me para conversarmos no podcast SOBRETUDO. o tema? filosofia, pois claro. eu aceitei e durante quase 2h falámos de novas práticas filosóficas, de Platão, de Sócrates, dos primeiros filósofos, da história da filosofia e da filosofia que se leva à praça pública.
viajei até às crónicas MORA NA FILOSOFIA e recordei os meus tempos de estudante na licenciatura de filosofia, onde tive professores desafiantes e que marcaram o meu percurso académico, pessoal e profissional. enquanto falava com o Márcio, olhava para os dossiers e os livros aqui do escritório e dava-me conta como tenho uma péssima memória para arrumar os filósofos, cronologicamente.
teve início em outubro de 2018 a primeira edição da pós-graduação em filosofia para crianças e jovens, na faculdade de ciências humanas da universidade católica portuguesa (em lisboa).
foi com grande prazer que voltei à universidade onde estudei filosofia para, agora, partilhar aquilo que aprendo, investigo e pratico diariamente no âmbito da filosofia para crianças e jovens.
pensar colaborativamente
no último sábado o diálogo aconteceu em torno da criatividade e do pensamento criativo. dialogar, de forma orientada e focada, tem como resultado a riqueza de perspectivas, a ampliação do nosso olhar sobre as coisas. essa tem sido a grande riqueza desta pós-graduação: a riqueza de pontos de vista, o trabalho colaborativo que acontece entre docentes e alunos, enquanto se dá mais um passo importante na formação de educadores, professores e agentes educativos no âmbito da filosofia para crianças e jovens.
quando saí da sala de aula, na companhia dos meus alunos, dei-me conta de como estava um dia bonito, cheio de sol. e de filosofia.
> para saber mais sobre a pós-graduação de filosofia para crianças e jovens: