oficinas de filosofia em Loures (Fanqueiro)
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há manhãs de domingo assim: com desafios para pensar, perguntas e respostas. é a filosofia, para crianças, a acontecer, à volta de uma pergunta que provoca aquilo que a B. descreveu com a frase: "assim já tenho que pensar muito".
sentados no chão, em almofadas, fizemos uma roda. perante a provocação do jogo e da pergunta da nossa oficina "podes fazer tudo aquilo que queres?" houve lugar a exemplos, contra-exemplos, "concordo", "não concordo" e até análise crítica de argumentos: "dizes que estás a defender a ideia da C., mas as tuas razões são contra a ideia da C."
as oficinas foram muito intensas: numa, houve lugar a um jogo. na outra, houve lugar à leitura de uma história, provocadora do pensar. idades diferentes, provocações diferentes, um mesmo objectivo. pensar sobre as coisas que queremos e podemos fazer - e sobre as coisas que queremos e não podemos fazer. entre outras ideias que apareceram nos diálogos.
tive o prazer de conhecer o R., um menino que conheci através do #filopenpal e com quem troquei algumas cartas e desafios para praticar o "parar para pensar" - foi super fixe estar com o R., cara a cara, a trocar perguntas e respostas.
no final avaliámos as oficinas. numa delas, o R. disse não tinha gostado de uma coisa: a L. e a B. tinham-se portado mal. perguntei o que era isso de portar mal. o R. reformulou: "bom, elas não se portaram mal, mas falavam muito só uma com a outra". é verdade, disse eu. mas até percebemos, algumas vezes, que falavam sobre as ideias que estavam aqui no jogo.
o R. olhou para mim, para a L. e para a B. e disse: "sim, pois foi. percebemos isso nalgumas coisas que depois partilharam connosco"
esta observação do R. foi interessante pois fez-me pensar, mais uma vez, no conceito que temos de "portar mal" ou "portar bem".
e vocês, que estão aí desse lado do écran? o que pensam sobre isto de "portar mal" ou "portar bem"?
When the philosopher Karl Popper, writing in Unended Quest (1974), dreamed of his ideal school, he imagined the very opposite, namely a place where learning takes the form of free, intrinsically interesting enquiry, rather than mere exam preparation:
If I thought of a future, I dreamt of one day founding a school in which young people could learn without boredom, and would be stimulated to pose problems and discuss them; a school in which no unwanted answers to unasked questions would have to be listened to; in which one did not study for the sake of passing examinations.
I share Popper’s dream. I think that school becomes more enjoyable and more effective when, instead of simply teaching students to pass examinations, they teach students to think for themselves.
John Taylor
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(eu) quem se lembra e quer partilhar o que fizemos na semana passada?
(C.) então, estivemos a pensar!
2º ano
1º ciclo
...para professores e educadores
sábado, 15 de Outubro
início do curso (25h) Ferramentas para pensar - Centro de Formação António Sérgio
...para pais e filhos
domingo, 16 de Outubro
oficinas de filosofia (entre as 10h e as 12h)
...a Rita Fernandes (da antena 1) visitou uma das salas onde estou a trabalhar, com a criançada do 1º ano, 1º ciclo
para quem não ouviu no sábado, aqui ficam as coordenadas para encontrar a reportagem "Só neste país"
[do minuto 31 em diante] ➡️ http://bit.ly/filocriSóNestePaís
abrimos a porta da nossa sala à Rita Fernandes, jornalista da Antena 1 - que por sua vez vai levar os nossos diálogos ao mundo inteiro
obrigada aos "pequenos filósofos" que, com apenas 3 aulas de filosofia já demonstram algum à vontade com as "ferramentas" do pensar
obrigada também às professoras Sílvia, Isabel e Vera por terem colaborado nesta iniciativa do programa "Só neste país" - que passa aos sábados, depois das 12h (antena 1); bem como à associação de pais e encarregados de educação que, pelo segundo ano consecutivo, considera a filosofia na oferta de AEC para os alunos desta escola
...são os alunos que te corrigem, que te apontam pormenores (com grande importância). é comum perguntar aos alunos "o que é que tu achas...?" - sobretudo quando eles me fazem uma pergunta e aguardam que eu, "A" professora, dê uma resposta. devolvo-lhes a pergunta com um "e o que é que tu achas?"
por isso, acabo por utilizar o "achar" no sentido de perceber o que é que a pessoa com quem estou a dialogar está a pensar.
hoje uma das minhas alunas do 2º ano resolveu chamar-me a atenção para este "pormenor", da seguinte maneira:
(eu) então, depois de ouvirmos as ideias de todos descobrimos que há duas pessoas na sala que acham que é possível lembrarmo-nos dos nossos sonhos...
(C. interrompe) não é acham, joana. é pensam. essas pessoas pensam mesmo isso!
ficou por apurar com a C. qual é a diferença entre achar e pensar. mas fica registado este momento, para trabalharmos numa próxima aula.