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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

ecos da formação para professores e educadores

Em termos pessoais e como mãe, uma vez que tenho uma filha que tem Filosofia para Crianças desde o Jardim de Infância, considero importante que haja um programa que cultive o desenvolvimento das habilidades do pensar através da discussão de temas e desenvolvimento de valores. É gratificante perceber que naturalmente certos temas foram sendo discutidos e pensados nessas aulas e que depois no meu quotidiano, a minha filha os trazia para casa para voltar a questioná-los ou impor as suas ideias, já como “pessoa que pensa por si mesma” e com opinião própria.

Concluída esta formação, que considerei gratificante e pertinente, impõe-se um desafio para a minha intervenção junto dos meus alunos especiais: encontrar os recursos e estímulos mais adequados para promover e desenvolver o “trabalho do pensar”.

 

 

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e o que é que TU achas das aulas de filosofia?

“Sinto que foi muito fixe, porque foi divertido”

“Não gostei de fazer perguntas, porque é uma seca”

“Gostei de fazer as fichas porque são divertidas”

“Gostei de fazer silêncio e das perguntas”

“Aprendi que podemos aprender mais coisas, porque é divertido”

“Aprendi que é divertido procurar as perguntas”

“Aprendi que há diferenças mesmo que as coisas sejam iguais”

“Aprendi que fazer uma ficha de avaliação é divertido”

“A filosofia é fixe”

“Sinto que estou em casa”

“Sinto que eu não aprendi nada”

 

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caminhos da/pela filosofia - aec | 1º ciclo

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hoje foi dia de preparar uma pequena exposição com os TPP (trabalhos para pensar) de duas turmas do 1º ciclo com quem tive o privilégio de filosofar neste ano lectivo

e eles lembravam-se de tanta coisa, só de olhar para os registos que fizémos, em desenho, em perguntas que se guardavam num baralho de cartas... 

e se...?

Cócegas naFilosofia-3.jpg

 

 

Oficinas de filosofia para crianças

10h30 - 11h30 - crianças dos 4 aos 6 anos
11h30 - 12h30 - crianças dos 7 aos 10 anos

Facilitadora:
Joana Rita Sousa | filocriatiVIDAde 

Local:
Cócegas nos Pés 
Rua Abel Salazar, nº 37 A, em Telheiras 

Inscrição: 7,50 eur (criança) / 12,50 eur (adulto e criança) 

Pf enviar e-mail para geral@cocegasnospes.com com os seguintes dados: 

- nome da criança e data de nascimento; 
- contacto telefónico do pai/mãe/avó (...).

A inscrição é válida após recepção de e-mail de confirmação.

Todos os participantes deverão levar consigo meias anti derrapantes: vamos sentar-nos no chão, em almofadas. 

* A Cócegas nos Pés reserva o direito de cancelar o Evento e avisará quem estiver inscrito da nova data.

www.cocegasnospes.com * geral@cocegasnospes.com * 93 425 73 56
 
 
 

e o que é que TU achas das aulas de filosofia?

em vários momentos do ano lectivo, os meninos são chamados a dizer o que gostaram, o que não gostaram, o que aprenderam e o que sentiram perante as aulas de filosofia

 

e eles são os melhores observadores e avaliadores do meu trabalho 

 

“Sinto que aprendi muita coisa”

“Aprendi que posso viajar no mundo da filosofia para aprender mais sobre perguntas”

“Gostei de dizer a minha opinião, porque posso dizer o que pensei”

“Aprendi que dizer porquê é difícil, porque é difícil justificar uma opinião”

“Sinto que posso tornar uma aula de perguntas numa aula divertida, porque adorei experimentar estas aulas”

“Não gostei de ser contrariada”

“Sei que aprendi, mas não consigo dizer o quê”

“Gostei de fazer a ficha de auto-avaliação, porque assim a Joana fica a saber o que sinto”

 

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Se tiverem um acidente de automóvel não liguem para o Santo Agostinho

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O acidente é uma coisa que, por definição, acontece de forma imprevisível. É uma «casualidade não essencial». Um «sucesso imprevisto». Há dias, a caminho da aldeia, tive um acidente de viação. Sem dúvida que este acontecimento constituía algo que para mim era «não essencial». Quando dei por mim tinha a traseira do carro em muito mau estado e uma dor na cervical. Nestas alturas é esperado que telefonemos para a polícia (sim, e o número?), que se trate de papéis do seguro com a descrição pormenorizada do acidente (hora, velocidade, isto, aquilo). Pedem-nos um esforço de memória que, perante o cenário de «casualidade não essencial», se afigura como difícil.

Já em casa, recebi a visita do Santo Agostinho. Sabem como é, nas aldeias as notícias correm depressa, sobretudo as más. Encontrou-me de volta dos papéis do seguro. Trazia um saco de pêras, bem verdes (como eu gosto). Agostinho de Hipona, fizeste uma visita ao quintal alheio?, perguntei-lhe, com um largo sorriso.

Joana, não brinques comigo, respondeu-me, sabes bem que os meus tempos de chinchada (*) já acabaram há muito. Além disso, tratei de plantar várias árvores de fruto, para não cair em tentação. Amén, respondi-lhe.

Contei-lhe da experiência do acidente e da necessidade de ter que prestar declarações sobre aquele: Agostinho, perguntam-me a que horas, a que velocidade ia, isto e aquilo. E o que me está mais fresco na memória é o caminho para o hospital e a estadia na sala de trauma e na sala de observação. E tudo me pareceu uma eternidade. Acho que o acidente foram segundos, mas até regressar a casa demorei um dia, ainda que tenham passado apenas três horas.

O tempo, dizia ele, o tempo. O tempo não existe per se, Joana, disse-me, pensativo. Eu sei, Agostinho, mas não posso propriamente responder isso perante a companhia de seguros, respondi.

Se não tiver que explicar o que é o tempo, sei o que é. Se me perguntas o que é, não sei dizer, disse-me Agostinho. E eu olhava para ele e para o documento do seguro. Agostinho, não estás a ajudar. E desabafei: é tão difícil descrever o momento do acidente, parece que não houve nada antes, apenas o embate, parece que foi a partir daí que tudo começou, sabes?

Agostinho sorriu e disse, isso faz-me lembrar aquela pergunta que tantas vezes me fazem « o que fazia deus antes de criar o mundo?». A verdade é que não há tempo sem mundo e sem mundo não há mudança e sem mudança não há tempo. Assim, o tempo e o mundo só podem ter surgido ao mesmo tempo. Assim aconteceu com o teu acidente, ele só surgiu com o embate, pelo que antes disso ele não existia.

Agostinho, continuas a não ajudar. O que me dizes a um chá?, perguntei enquanto me dirigia à cozinha.

Passámos o resto da tarde a beber chá e a conversar. Agostinho é um homem trabalhador e muito dedicado. Tem um apurado sentido de humor e é sempre um prazer tê-lo cá por casa. Mas não quando tenho que preencher participações de seguro.

 

 

(*) chinchada é um termo que designa o acto de apanhar fruta das árvores alheias, para comer. Na minha aldeia, diz-se que a fruta acabada de colher é a mais saborosa.

 

 

 

dos trabalhos colaborativos

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a Mara é uma das técnicas a quem dei formação e cujo trabalho estou a coordenar, desde Setembro até agora.

como as outras colegas, avançou na filosofia para crianças com muitos medos e inseguranças. "eu não sou de filosofia", dizia-me várias vezes.

avança, Mara. avança, dizia-lhe eu. e ainda digo. 

 

neste último período a Mara juntou-se ao Pedro, do atelier criativo da escola para pensar em conjunto com os meninos o que era a arte. para pensar, experimentar, investigar em conjunto.

o resultado está à vista de todos.

parabéns, Mara.

não te esqueças: avança. 

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