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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

um tema "leve" para iniciar o 2º período

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a oposição foi sugerida por um dos alunos. estamos a verificar exemplos e no final do processo iremos regressar a estes opostos para procurar definir e testar, mais uma vez, a sua oposição.

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e está inaugurada a novidade das aulas de filosofia: os trabalhos para pensar. que podem ser realizados em qualquer momento, com a ajuda dos amigos, da professora, dos pais, dos avós... "pensamos e guardamos na cabeça para depois contar aqui?" - sim, pode ser, V. 

 

 

o que é uma pessoa?

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a turma do 1º ano teve como tarefa dar exemplos de "é uma pessoa" e "não é uma pessoa". este tema já tinha sido abordado no 1º período e foi desta forma que iniciamos o 2º período.

cada menino ficou com uma folha verde ou amarela e de acordo com esta cor tinha que desenhar, no seu diário da filosofia, três exemplos de pessoa ou não é pessoa.

de forma intencional, as folhas coloridas foram distribuídas aleatoriamente. julgo que até terei entregue mais amarelas do que verdes. os meninos que ficaram com as verdes, alguns deles, revelaram aborrecimento porque "era muito fácil" ou "assim quase não fazemos nada". o desafio estava mesmo nas folhas amarelas e nos exemplos do que não é uma pessoa. 

cruzes no sítio errado

no banco da escola. eu e a F. sentada no meu colo a contar-me coisas das férias.
- ó professora, eu vi as notas da filosofia. tu puseste lá as cruzes no sítio errado.
- ai foi? então, enganei-me?
- sim, enganaste-te!
(mais tarde, a F. aponta o mesmo relativamente às notas da professora de inglês. perguntei:)
- então a professora de inglês também se enganou? pôs as cruzes nos sítios errados?
- sim, sim.
- ó F., e tu achas que nós nos enganamos as duas ou será que és tu que tens que trabalhar mais um bocadinho para as cruzes irem para o sítio certo?
a F. parou um bocadinho. pensou. e com um sorriso largo, disse:
- foram vocês que se enganaram!

para crianças dos 4 aos 10 anos

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Oficinas de filosofia para crianças

10h30 - 11h30 - crianças dos 4 aos 6 anos
11h30 - 12h30 - crianças dos 7 aos 10 anos

Facilitadora:
Joana Rita Sousa | filocriatiVIDAde

Local:
Cócegas nos Pés
Rua Abel Salazar, nº 37 A, em Telheiras

Inscrição: 7,50eur

Pf enviar e-mail para geral@cocegasnospes.com com os seguintes dados:

- nome da criança e data de nascimento;
- contacto telefónico do pai/mãe/avó (...).

a origem / de onde vêm as coisas ?

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a propósito das leituras do Hospital das Bonecas e pelo facto de terem surgido perguntas em torno da origem das bonecas (de onde vêm?), resolvi fazer um jogo com cartas. cada uma delas tinha coisas tão diferentes como 

o tempo

a Terra

uma borboleta

um carrinho de brincar 

 

quatro alunos escolheram cartas, aleatoriamente e foi a partir daí que desenhamos esta investigação. alguns meninos pensaram em casa, outros na aula. uns traziam respostas, outros não. "não há problema, estamos aqui para dialogar e investigar em conjunto". 

 

tive a sorte de ter calhado uma escolha aleatória que ilustra bem aquilo que se pretende numa aula de filosofia para crianças. as questões "carrinhos de brincar" e "borboleta" foram as que ofereceram menos aprofundamento no diálogo, pelo facto dos alunos não consideraram muitas hipóteses.  já o tempo e a Terra (escrevi em maiúsculas propositadamente para que fosse claro que era o planeta) foram alvo de longos diálogos. a dada altura, o diálogo acontecia de forma autónoma, sem a minha intervenção (apenas uma ou outra chamada de atenção para pedir silêncio ao resto do grupo). 

no caso do tempo e da Terra, o A. acabou por repetir várias vezes "isto é só uma ideia que eu tenho, pois eu acho que os cientistas também não têm grandes certezas. há várias respostas".

inevitavelmente, surgiu a questão de deus. deus terá criado a Terra? "então é possível que tenha sido deus a criar o big bang", dizia o A. em resposta ao G., que introduziu o tema do Big Bang como a origem da Terra e do mundo!

o A. disse, em voz baixa, para a M. "eu acho que deus criou a terra e como não quis que ela ficasse sozinha, mandou o Adão"

 

no final, questionei os alunos sobre qual dos temas tinha sido mais fácil e mais difícil de trabalhar. 

é importante que as crianças experimentem estas diferenças, no seio do diálogo, para que possam saborear as "perguntas que fazem falar" - para usar uma expressão da Dina Mendonça.

 

cabe ao facilitador atender às questões e problemas "que fazem falar" de forma a que o aprofundamento filosófico aconteça e não fiquemos pela simples "conversa de café", em que os temas são abordados de forma superficial. acreditem que as crianças tiram mais partido do diálogo, do aprofundamento e acabam por abandonar as outras perguntas ou problemas "mais fáceis", consideraram-mas "menos interessantes". 

 

(exercício realizado com turma do 3º ano, 1º ciclo,

baseado no manual de apoio do Hospital das Bonecas, de Ann Sharp)

Oscar Brenifier em Leiria

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Em janeiro, o prof. Dr. Óscar Brenifier vai estar em Leiria para: uma conferência, formação intensiva e consultas filosóficas.
Óscar Brenifier dinamiza filosofia com crianças, é autor de vários livros, dá formação em pensamento crítico, faz avaliação de recursos humanos e consultoria em empresas.

 

+ info: criastudo@gmail.com 

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