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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de filosofia e de criatividade, para crianças, jovens e adultos / formação para professores e educadores (CCPFC) / mediação da leitura e do diálogo / cafés filosóficos / #filocri

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08 de Março, 2014

neurociência, sala de aula, educação de surdos e inclusão

joana rita sousa

 

 

no passado dia 7 de Março, o IDEPH organizou uma conferência subordinada ao tema das neurociências, ciências cognitivas e educação. o encontro contou com a participação de Judy Willis que nos falou sobre alguns aspectos relacionados com

 

o cérebro, a aprendizagem e o ensino,

princípios básicos das neurociências,

estratégias para cativar e manter a atenção dos estudantes,

o impacto da emoção no cérebro e a sua influência na aprendizagem

 

tivemos a oportunidade de aprender alguns modelos que nos permitem manter os níveis de prazer durante a aprendizagem, bem como permitir que a neuroplasticidade - o processo através do qual os pensamentos e acções modificam o cérebro - aconteça de forma consciente

 

como preparar o cérebro das nossas crianças para os desafios do futuro? - esta era a grande pergunta do dia. com as partilhas de Judy saímos da sala com algumas luzes e, sobretudo, pistas para desenvolver a nossa própria investigação e prática. o desafio passa pela tomada de consciência de que estamos a formar as nossas crianças para que sejam capazes de resolver problemas que ainda não existem.

 

como é que isso se pode fazer?

 

parece-me que só podemos educar/formar/ensinar [e aprender com] crianças capazes de resolver problemas que ainda não existem, se (e só se) as dotarmos de coisas como:

 

- capacidade de trabalho colaborativo, em equipa

- capacidade de receber informação e de estabelecer prioridades no valor dessa informação

- pensamento crítico: analisar, conceptualizar, aprofundar

- flexibilidade cognitiva

- organização e categorização da informação (e do conhecimento)

 

para isso precisamos de pais, educadores e formadores sintonizados neste "comprimento de onda" e por isso também eles capazes de trabalho colaborativo, de receber informação, de analisar, conceptualizar... e por aí fora.

 

foi um dia de trabalho, de partilha que terminou com um debate animado onde, mais uma vez - e permitam-me o uso do sentido crítico - as pessoas tentaram fazer-se ouvir, sem ter nada de substancial para dizer e onde pais acusaram professores e vice versa. parece-me que se perde tempo útil nesta conversa de "a culpa é..." em vez de irmos para o terreno e fazer qualquer coisa: investigar, praticar, experimentar, avaliar, dialogar

 

todos concordam: cada pessoa é um ser único e irrepetível, absolutamente diferente. a neurociência diz-nos que cada cérebro é diferente e único.

desafio: como é que a educação (ou o processo ensino-aprendizagem) pode, na prática, salvaguardar, cultivar e valorizar essa diferença?

 

 

 

 

 

 

do gesto à voz continua no seu percurso de partilha e de formação: nos passados dias 22 de Fevereiro e 8 de Março continuamos a falar sobre educação e "inclusão" - uma palavra com a qual tenho cada vez mais dificuldade em lidar, admito. assumo aqui o compromisso de reflectir sobre esta palavra e aquilo que simboliza e de partilhar convosco o resultado desta minha reflexão. entretanto, deixo-vos com uma das minhas músicas preferidas, de sempre vista de uma forma que para mim era desconhecida. ora "oiçam" lá.

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