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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de filosofia e de criatividade, para crianças, jovens e adultos / formação para professores e educadores (CCPFC) / mediação da leitura e do diálogo / cafés filosóficos / #filocri

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19 de Fevereiro, 2012

Detenção de risco (Safe House)

joana rita sousa
Ai s'eu te pego – na versão de Daniel Espinosa.


Poderia ter sido um dia como os outros, na vida de Matt Weston (Ryan Reynolds), um agente da CIA responsável por uma “casa de hóspedes”, na Cidade do Cabo, África do Sul. O destino guardou para Matt Weston aquilo que todos os agentes cansados da rotina poderiam desejar: receber Tobin Frost (Denzel Washington), um operacional da CIA procurado pela agência, tido como traidor. Talvez o destino tenha exagerado, pois este encontro mudou a vida de Matt e levou-o a questionar a sua postura na vida quotidiana e dentro da agência. Há um momento em que Matt compreende que não pode continuar a dizer à namorada que trabalha numa ONG: as marcas no seu rosto não lhe deixam mentir. Matt tem como missão perseguir Tobin Frost e entregá-lo, vivo, à agência.
O filme apresenta-nos um Denzel Washington muito eficaz, que agarrou o papel com a atitude de quem sabe o que faz. Não é a primeira vez que Denzel veste o papel do durão ou do mau da fita. E podemos dizer que lhe assenta muito bem. Denzel é exímio na postura física, no olhar, no sorriso – sim, o mau da fita tem um sorriso lindo. Ryan Reynolds cumpre com um papel de exigência física e de alguma tensão emocional: o agente defronta-se com questões relacionadas com a verdade e a mentira, no seio de uma agência como a CIA.
Daniel Espinosa, o realizador, apresenta-nos um filme que vai para a categoria “entreter sem comprometer”: o filme cumpre-se enquanto thriller típico sobre as teias da CIA que, a dada altura, cede ao imperativo de proporcionar boas cenas de acção e desinveste no argumento.
“Detenção de Risco” estreou nas salas portuguesas a 9 de Fevereiro.
19 de Fevereiro, 2012

Os Eléctricos | Tour de Inverno - uma banda em busca do melhor concerto... o próximo!

joana rita sousa

 
Os eléctricos fazem parte da estética da cidade de Lisboa. São um meio de transporte que nos permite viajar daqui para ali. Os Eléctricos fazem parte do mais recente panorama musical português. São um meio de transporte que nos permite viajar até aos anos 50. «Imagina que nós, músicos,  com o know how do presente, somos capazes de viajar até aos anos 50. Como seria uma banda dessas?» - pergunta Miguel Castro. Essa banda chama-se Os  Eléctricos. E se eles têm electricidade para dar e para vender!
O primeiro álbum da banda foi produzido por Miguel Castro, o homem da guitarra eléctrica, e editado pela Sony Music. Dele constam alguns originais e muitos temas revisitados e reinventados. Maria João Silva, Miguel Castro, Nuno Faria, André Lentilhas e Luís Gaspar abriram o armário da pop de ouro, dos anos 40 e 50, sacudiram o cheiro a naftalina e transformaram êxitos de outrora em temas actuais. E o som d’Os Eléctricos faz-nos duvidar se aquilo que estamos a ouvir são efectivamente músicas de outro tempo ou de agora.
A tour de inverno tem conhecido momentos calorosos, junto de um público que a própria banda desconhecia: «tem sido uma agradável surpresa descobrir quem é o público d’Os Eléctricos; conseguimos perceber que chegamos a pessoas de todas as idades» - partilharam connosco o André Lentilhas e o Luís Gaspar. Se as músicas são conhecidas dos graúdos, o ritmo mexe com os miúdos e dá-lhes a conhecer a música de nomes como Tony de Matos ou João Villaret.
Para Nuno Faria, Os Eléctricos traduzem-se efectivamente numa viagem ao passado e connosco recordou as matinés no Ginásio Clube de Português. Basta ouvir a música «Boite do Estoril» (que contou com a participação especial do Rui Reininho) para regressarmos a um ontem que, à conta desta banda, acontece hoje e amanhã. 
«Anda um cupido a voar por aqui» - canta Maria João Silva, acompanhada por quatro músicos que carregam consigo influências como o jazz, o rock e os blues. E é essa mistura que nos revela uma banda a quem reconhecemos uma identidade portuguesa, sobretudo quando se pega em músicas como Suspicious Minds, do «fadista» Elvis Presley e se canta com o sentimento de quem usa o xaile aos ombros e diz «obrigada, obrigada».
A banda tem vindo a percorrer o país em concertos, tendo no dia 10 de Fevereiro visitado o Centro Cultural Olga Cadaval, aquecendo as almas,as mãos e as vozes do público presente. André Lentilhas dizia-nos que Os Eléctricos são, sobretudo, uma fonte de divertimento e de convívio. Considerem que a missão, no Olga Cadaval, foi cumprida: entretenimento e diversão foram as palavras de ordem.



Próximas datas da Tour de Inverno:
Dia 02 de Março  às 22h00 - Lisboa, Auditório Carlos Paredes (J.F.Benfica)
Dia 03 de Março  às 22h00 – Sesimbra, Cine Teatro João Mota


Quem são Os Eléctricos?

Voz Maria João Silva
Guitarra Miguel Castro
Banjo e Guitarra Dobro André Lentilhas 
Contrabaixo Nuno Faria 
Bateria Luís Gaspar