Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

filocriatividade | #filocri

filosofia para/com crianças e jovens | mediação cultural e filosófica | #ClubeDePerguntas | #LivrosPerguntadores | perguntologia | filosofia, literatura e infância

filocriatividade | #filocri

filosofia para/com crianças e jovens | mediação cultural e filosófica | #ClubeDePerguntas | #LivrosPerguntadores | perguntologia | filosofia, literatura e infância

31 de Outubro, 2010

Poesia e(m) imagens | Do literal ao imaginário

joana rita sousa / filocriatividade
Um Workshop em forma de assim




Poesia!


Uma arte, que se ensina. E a obra feita.
A poesia é, aqui, encarada como uma visão não literal da realidade; a poesia é algo que vai fora do ordinário, do comum. Transcende o quotidiano, dizendo-o de forma diferente.
Consideramos que a poesia também pode ela ser «dita» de diferentes formas. Elegemos três: visual, sonora e escrita. Não rejeitamos outras formas. Limitamo-nos a escolher estas, devido a um caminho que combinou poesia e imagem, depois a poesia em imagem e culminou num cruzamento sonoro e escrito.
Este é um Worskhop para quem deseja experimentar a Poesia como processo de ensino da reflexão sobre o real e sobre a representação pictórica desse mesmo real. É um Workshop direccionada para quem trabalha ou, simplesmente, convive com crianças dos 2 aos 5 anos.
É uma aventura entre palavras e imagens por caminhos do imaginário e da poesia.



Objectivos
Geral: Identificar estratégias para suscitar o gosto pela poesia nas crianças (2 aos 5 anos)

Específicos
Criar a poesia a partir de imagens
Criar imagens a partir de poesia
Reinventar a palavra através da imagem e do som
Reinventar o som e a imagem através da palavra

Público alvo

Educadores de Infância, professores, pais e agentes educativos.

Formadoras

Joana Sousa e Ana Dominguez
[apoio técnico de Mário Pires]
31 de Outubro, 2010

Filosofia para Crianças não foi desenhada para que todos os meninos se tornem filósofos

joana rita sousa / filocriatividade
Partilhamos aqui o resumo da comunicação da Dina Mendonça, no  Instituto de Filosofia | Faculdade de Letras da Universidade do Porto

«Filosofia para Crianças não foi desenhada para que todos os meninos se tornem filósofos mas para que tenham um espaço para aprender a reflectir em conjunto, para que aprendam os utensílios para a continua construção do pensar bem sobre as coisas e a reconhecer

1) a pergunta como modo de abrir, problematizar e construir saberes;
2) a investigação criativa como modo de pensar nossa realidade individual e social;
3) o debate participativo, aberto e fundamentado como prática de conhecimento;
4) a democracia como forma de respeitar e valorizar nossas diferenças;
5) o trabalho solidário e colaborativo como modo de agir em educação;
6) a resistência crítica frente a toda forma de imposição. (...) 



Na segunda parte irei apontar algumas promessas que a Filosofia para Crianças oferece para que o pensar da população em geral seja um pensar trabalhado e de excelência. Ann Margaret Sharp em “Pedagogical Practice and Philosophy” (Sharp 1987) identifica seis tipos de capacidades que são cultivadas pela filosofia para crianças.
i. as capacidades de raciocínio tais como por exemplo a classificação e a identificação de suposições, ii) as capacidades lógicas, tal como por exemplo a identificação de contradições,
iii) as capacidades de investigação tal como por exemplo a descrição, a explicação e a identificação e esquematização de problemas e de hipóteses,
iv) as capacidades conceptuais tais como a de identificação de o que fica fora ou dentro de um determinado conceito como a justiça ou a verdade,
v) as capacidades de tradução tais como a de parafrasear o que outras pessoas dizem, e
vi) as capacidades sociais e interpessoais tal como é o de construir uma ideia em grupo (Sharp 1987, 82-83).

Elaborando nestas seis capacidades indicarei o modo como as promessas da Filosofia para Crianças se desenham de modo a que se possa pensar seriamente em criar politicas sociais que integrem a metodologia de praticar pensar em todo o percurso escolar.»

[e-mail recebido via Lekton | 28.Out.2010]