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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

pensar DENTRO da caixa

- criatividade no dia-a-dia

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Parar para pensar – e para criar, DENTRO da caixa. Eis o desafio desta oficina, durante a qual os participantes terão oportunidade de dar largas à criatividade. Esta entende-se como algo que pode ser aplicado no quotidiano. O curso pretende dar ferramentas para que a prática da criatividade faça parte dos seus dias. Vamos a isso?

Autores de referência: Tony Buzan, Robert Fisher, Immanuel Kant e Edward de Bono.

TÓPICOS
a) Caixa? Mas qual caixa?
b) Mapear o pensamento
c) Técnicas de criatividade para o dia-a-dia
d) O diálogo como ferramenta de criatividade

Destinatários: adultos motivados para aprender e colocar a criatividade em prática

ONLINE | dias 19 maio e 21 maio, das 18:30h às 21:30h | 25,00€ 

Com Joana Rita Sousa, formadora na área da criatividade, consultora na área da estratégia digital, filósofa e colecionadora de perguntas.

Inscrições: bit.ly/oficina-criatividade-

 

como é que funciona o #filopenpal online?

1) quem quiser participar no #filopenpal, só tem de enviar-me o e-mail. 

2) definimos durante quantas semanas vamos manter o desafio activo

3) criamos uma pasta na google drive

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4) combinamos o dia para o 1.º desafio

5) filosofamos, colaborativamente e em segurança, cada um em sua casa!

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aceita o desafio?

para saber mais sobre a subscrição do #filopenpal, contacte-me via e-mail: joana@filosofiaparacriancas.pt 

 

 

Ensino online: uma série com várias temporadas

- ode ao trabalhador do ano, por Tatiana Marques

É a segunda vez que a Tatiana Marques "invade" este blog. Sendo um blog dedicado à filosofia e à filosofia para crianças e jovens, é aberto aos tópicos da educação. 

Uma das coisas que a filosofia para crianças me ensinou foi a questão da sensibilidade ao contexto. É nesse sentido que este texto ganha aqui o seu lugar. 

 

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Como mãe tenho assistido a uma série maravilhosa, todos os dias da semana, das 8:25 às 15:50, não na Netflix mas na Real Life. Esta série chama-se ”Ensino online”.

O enredo no início foi assustador, imprevisível, no ano 2020, onde uma pandemia virou o mundo ao contrário. O clímax da série foi quando foi definido o término do ano letivo, o qual exigia uma solução. A meio da segunda temporada, o desenvolvimento da narrativa começa a ter contornos de uma luz ao fundo do túnel e começa-se a ir em direção a um bom porto.

Os coprotagonistas são as nossas crianças e jovens que já não têm a motivação de se levantarem, tomarem um pequeno-almoço saudável, lavarem-se, vestirem-se e irem para a escola se não for o professor a impeli-los mais do que nunca. Os pais já não os conduzem em direção à escola, no sentido físico, dentro de um carro. Mas no sentido moral, mesmo que com algum trânsito, quero acreditar que todos os Encarregados de Educação levam os seus filhos à escola dentro do seu coração. E estamos agradecidos mais do que nunca pela inspiração que os protagonistas desta história - os PROFESSORES têm sido ao conseguirem encaminhar as nossas crianças em direção da secretária, onde passam grande parte do seu dia sentados, virados para um ecrã pequeno e não têm os colegas para descomprimir com um olhar, uma piada ou o recreio para correr, brincar e respirar. Esta personagem principal costumava ser ator dentro de uma sala de aula, em que a sua plateia são mentes muitas vezes ainda inocentes, ávidas para aprender, que gostam de ter o seu mestre de carne e osso em cima do palco. Agora esse ator está numa tela, à distância, com o som muitas vezes destorcido e com uma assistência completamente esgotada (em todos os sentidos). Este novo público, que inclui figurantes, pode fazer todos os julgamentos possíveis porque não está na pele do herói que é o professor.

Quero acreditar que estes figurantes se irão tornar em personagens coadjuvantes, e juntos ajudar a fazer da escola em casa um modelo compatível de ensino.

Até os heróis têm de sair da sua zona de conforto e reinventarem-se perante as adversidades. Vestiram a capa e agarraram-se a novas plataformas para voarem. Aprenderam da noite para o dia novas formas de comunicação, que mais parecem canções para os nossos ouvidos. E descobriram estratégias mais apelativas, construindo asas para levarem os coprotagonistas a voarem consigo também.

Quando os atores saem de cena, tiram a máscara e aí choram. Choram de frustração, choram pelas dificuldades e exigências. Mas choram sobretudo por não ter a razão de ser de toda a sua vocação perto de si. Há uma linha que os separa, neste caso um ecrã.

Já para nem falar que o protagonista desta história ainda tem de lidar com o antagonista. Os professores embora seres excecionais são pessoas comuns que também têm medo do tão afamado Covid-19, têm receio de ficar doentes por si e pelos seus. Este herói que veste a capa todos os dias agora não pode ficar doente. Agora não tem de acordar tão cedo, percorrer uma longa distância, beber o café à pressa e picar o ponto. Mas tem de ter sempre bateria, Wi-Fi, boa luz, voz afinada e energia para se fazer ouvir e ver num quadradinho. Este herói também tem família que se encontra confinada no mesmo espaço onde é agora a escola. A sua família inclui bebés que choram, gatinham sobre os fios do único meio de ligação ou ficam sentados numa cadeirinha tempo demasiado também. A sua família pode incluir dois ou três filhos que precisam igualmente da sua atenção. Inclui jovens que decidem ter música aos altos berros a meio de um Live. Inclui membros familiares que têm lombrigas e a cada meia hora estão a pedir comida. Inclui cônjuges que não entendem porque é que os educadores têm de cantar tanto e falar de forma tão expressiva. Este protagonista também tem pais e sofre por não os poder abraçar. Já para nem falar da casa que não se arruma sozinha, a comida que se tem de fazer pois não podemos almoçar pão ou cereais todos os dias e a roupa pronta para o Take 2.

Faz-se história nesta série e o desfecho acredito que vá ser feliz.

Aplaudo de pé a interpretação destes protagonistas mais desvalorizados deste país.

E neste Dia do Trabalhador, estimados professores dos meus filhos, e de todos os filhos deste país, aproveitem bem este feriado mais do que merecido para se congratularem e acreditarem que se não fosse o vosso trabalho este país parava.

E não parou mesmo.

Obrigada.

 

filopenpal online

- a filosofia em sua casa!

o que é o filopenpal?
 
este é um desafio que consistia no "vai e vem" de cartas entre uma filósofa (eu) e uma criança (ou um jovem ou um adulto).
 
acontecia com o intuito de recuperar o encanto de receber uma carta, via CTT, em papel, com perguntas e interrogações que iam construindo um caminho de pensamento.
 
 

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resolvi reinventar o projecto, para suprimir algum desconforto que possa surgir quanto à recepção, em casa, de cartas (tendo em conta o contexto #covid19pt).

assim, mantemos o "vai e vem" da filosofia  e usamos o e-mail e a google drive para levar a filosofia a sua casa. 

 

a quem se destina? 
 
este projecto está pensado para crianças e jovens (as crianças e os jovens poderão precisar de apoio dos pais ou familiares para o acesso ao e-mail e google drive), mas também para os adultos que querem praticar o parar para pensar.
 
todos os desafios filosóficos #filopenpal são pensados "à medida" de quem quer participar. 
 
 
*
 
se quiser saber mais sobre o #filopenpal e as condições de susbcrição, contacte-me: joana@filosofiaparacriancas.pt 

#FilosofiaAoVivo - ep. 3 - Immanuel Kant

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uma aldeia de seu nome Filosofia

[para falar de Kant, recupero esta crónica que escrevi, em tempos, sobre as minhas aventuras numa aldeia chamada Filosofia]

 

Há dias deparei-me com uma cena que, não sendo inédita para mim, não deixa de me causar asco. Um senhor, sentado no interior do seu carro, estacionado, saca de uma pastilha do interior de uma caixa. Abre a porta do carro e lança a caixa no chão. Eu passava e ia, curiosamente, em direcção ao ecoponto. Parei, peguei na caixa e bati no vidro: desculpe, deixou cair isto. Ele, espantado, abriu a porta e disse um ah sim, obrigado.

Ambos assumimos o papel de poetas (não é o poeta o maior fingidor?): ele fingiu que tinha deixado cair uma caixa (vazia) de pastilhas para o chão e eu fingi que estava convencida de que tudo não passou de uma distracção.

Quem me conhece sabe que o meu carro anda sempre com lixo. Note-se, somente lixo imperecível, como as caixas de pastilhas vazias. Quem não me conhece fica, desde já, avisado. E muitos tentam explicar isso como «ah e tal as mulheres e os carros». Pois desenganem-se. O género não é para aqui chamado. Esta postura radica no ensinamento que o vizinho da rua de baixo partilhou comigo, em tempos: age como se a máxima da tua acção devesse tornar-se, através da tua vontade, uma lei universal. Neste caso, age como se não quisesses ver o mundo transformado numa grande lixeira. No limite, circunscreves essa lixeira ao teu carro. E não a partilhas com a humanidade.

Esse meu vizinho, Kant, partilhou comigo alguns dos seus escritos sobre ética. Disse-lhe que Fundamentação da Metafísica dos Costumes seria um título um pouco longo e que provavelmente não teria possibilidade de competir, nas livrarias, com títulos como Sei lá, Anjos e demónios e Férias em Saint Tropez. Assim não vais vender nada, Immanuel, confessei, enquanto bebíamos um chá verde.

O Kant é um bom rapaz: metódico, racional, crítico. Uma vez vi-o sorrir: ele apanhou-me no largo da igreja, aqui, na aldeia, a saltar à corda com o Pitágoras. Riu-se porque o Pitágoras se enganou a contar. Mas desses saltos falamos num outro dia. Tenho um banquete daqui a nada, com um vizinho que se mudou agora para a rua de cima. Chama-se Sócrates. E ainda tenho que passar no supermercado para escolher um vinho. Até à próxima, malta.

 

 

sugestões de leitura:

obras de Immanuel Kant, publicadas em português: Fundamentação da Metafísica dos Costumes, Crítica da Razão Prática, Crítica da Razão Pura e Crítica da Faculdade do Juízo.

- numa linha académica, o professor Leonel Ribeiro dos Santos é um dos investigadores portugueses que se dedicou muito ao estudo de Kant.

- recomendo a leitura da obra Janelas para a Filosofia, de Aires Almeida e Desidério Murcho.

 

o audio deste episódio está disponível no twitter, basta clicar AQUI. e não é preciso ter conta no twitter para ouvir! 

 

cafés filosóficos em sua casa!

- Bertrand e Joana Rita Sousa

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» 4 maio - Será que o distanciamento social nos aproxima?
» 25 maio - Por que nos sentimos presos dentro da nossa própria casa?
» 8 junho - Como saber quais são as perguntas importantes?
» 22 junho - Como encontrar conforto na incerteza?



das 18:30h às 20:00h, através da plataforma Zoom.
valor de participação: 5,00€
inscreva-se aqui: bit.ly/cafés-filosóficos

 

#FilosofiaAoVivo - Immanuel Kant

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na próxima quinta há #FilosofiaAoVivo na companhia do querido Immanuel Kant, o nosso filósofo rigoroso e metódico com quem gostei muito de trabalhar na minha dissertação de mestrado em filosofia para crianças e jovens.

 

encontramo-nos no instagram ou no twitter, às 12h30.

sigam e acompanhem nas redes sociais através da hashtag #FilosofiaAoVivo

 

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