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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

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oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

a palavra NÃO

- a propósito de uma conversa com a Rita, do Kit Literário

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no dia 19 de outubro estive no instagram a conversar com a Rita, do Kit Literário. o tópico da conversa era a palavra NÃO e sentei-me para pensar um pouco sobre o papel que o NÃO tem nas nossas vidas. 

este foi o texto que o Kit Literário publicou, em Novembro de 2020. 

 

*

 

A propósito de um convite da Rita para um live no instagram dei por mim a reflectir sobre a palavra NÃO. Esse era o tema do mês de Outubro do Kit Literário.

Sentei-me para pensar na importância do NÃO no âmbito do meu trabalho, nas oficinas de filosofia que dinamizo, para crianças, jovens e adultos. Dei por mim a pensar nos NÃO da minha vida, confesso.

Criei um mind map em torno do NÃO e desenhei algumas ideias que nortearam a minha conversa com a Rita, que poderá rever aqui e que resolvi resumir neste texto.

 

O NÃO, só porque sim

Para apreciar a importância do NÃO e o seu papel num diálogo ou numa conversa, há que atender ao contexto. Portanto, quando me perguntam “O NÃO é importante?” é natural que eu vá responder “depende” e daí comece a derivar situações em que é importante e outras em que não é assim tão importante.

Um NÃO repetido automaticamente, sem reflexão e sem uma razão para existir é um NÃO que não acrescenta valor ao que está a ser dito. Isto vale também para uma das minhas palavras preferidas, o PORQUÊ, que de nada vale se for repetido sem uma justificação. Que sentido tem o meu NÃO ou o NÃO do outro? Estou a dizer NÃO ao quê? E que razões apresento para o meu NÃO?

 

Com o NÃO também se aprende

O NÃO tem um papel importante na aprendizagem. Por vezes é mais didáctico começar por explicar a alguém o que X não é, do que começar com aquilo que X é.

Do ponto de vista da criança, o adulto tem mais experiência e consegue ver claramente algumas coisas que pode transmitir à criança.

 

Sou muito fã de que a criança experimente coisas e possa depois avaliar por si se gosta ou se NÃO gosta, se quer ou se NÃO gosta. Mas não se aplica a tudo: perante um forno quente eu vou dizer à Rafaela, de 3 anos, que não pode colocar lá a mão. Perante uma oficina de filosofia ou um livro recomendo que a criança experimente para depois decidir se quer lá voltar ou NÃO.

 

O NÃO sei

Dizer NÃO SEI é um momento fundamental para podermos construir conhecimento. No contexto de uma oficina de filosofia é um momento que inaugura o “Queres saber? Pergunta.” Ou “Não sabes. Olha eu também não sei.  E se fossemos investigar em conjunto?”

A escola não oferece muito espaço para uma resposta “não sei”, pois é encarado como uma falta de inteligência ou de aplicação por parte do aluno. Por outro lado, não se espera que o professor diga “não sei”, pois é suposto que saiba tudo para poder transmitir aos alunos.

Há uns anos conversei com um pai sobre o seu sentimento ambíguo perante o facto do filho se ter revelado uma criança mais perguntadeira. O filho estava a frequentar as oficinas de filosofia há 3 meses e tinha começado a praticar o perguntar em casa: “Sabe, Joana, eu gosto que ele faça perguntas. É importante ter curiosidade. Mas por outro lado tenho receio que o meu filho me faça perguntas às quais não sei responder. E eu sou o pai, eu deveria saber.”

NÃO, o pai (ou a mãe) NÃO sabe tudo. Não tem sequer esse dever. Pode é aproveitar esse NÃO SEI partilhado para partir para uma investigação em conjunto. Pegar num livro, pesquisar na internet, fazer perguntas, ir a um museu – há muitas formas de perseguir esse NÃO SEI e ver se podemos transformar para um “AGORA JÁ SEI”.

 

O ainda NÃO

Este NÃO que é o AINDA NÃO é uma boa forma de treinar a espera. “Posso fazer X?” – AINDA NÃO. Esperar é algo que se pode treinar e este NÃO ajuda a experimentar a paciência.

Recomendo olhar para os AINDA NÃO quando estamos a traçar objectivos na nossa vida. A criança quer muito aprender a andar a cavalo. Pode não ser possível para a família levá-la às aulas, organizar-se logisticamente ou até ter fundos para suportar as aulas. Neste último caso o AINDA NÃO pode acontecer fisicamente, sob a forma de um mealheiro onde se vai colocando dinheiro para poder depois marcar a aula.

Sou praticante desde AINDA NÃO no âmbito da literacia financeira e faço mealheiros para fins específicos, como comprar livros. E o “NÃO tenho aquele livro” passa a um “AINDA NÃO tenho aquele livro. Faltam-me X euros para o comprar.”

 

O NÃO enquanto compromisso

A par do SIM, o NÃO é um compromisso. É uma afirmação que rejeita X ou Y. É importante dizer NÃO. Há alguns livros que falam até do poder do NÃO e sublinho a sua importância quando temos de estabelecer limites ou fazer escolhas. Isto é válido para miúdos e para graúdos.

 

*

 

E por aí? O que pensa sobre o NÃO?

Qual foi o NÃO mais importante que teve de dizer a alguém?

Qual foi o NÃO mais importante que já ouviu?

Boas reflexões!

 

 

 

o museu do pensamento - uma proposta de trabalho filosófico

 

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o livro "o museu do pensamento" está publicado na caminho e é da autoria de joana bértholo. as ilustrações estão a cargo de pedro semeano e susana diniz. 

este livro já me acompanhou e inspirou no planeamento de oficinas de filosofia e já o levei à rádio miúdos.

motivada pelo desafio #12meses12portugueses lançado pelo perfil do João Oliveira, no instagram, resolvi voltar ao livro. voltar a ler um livro já lido é um exercício que gosto de fazer, pois é sempre uma oportunidade de descobrir algo de novo no livro. 

para dar o mote ao desafio, partilho uma proposta para trabalho, em contexto de oficina de filosofia, a partir deste livro.

 

pensamento e beleza

tendo em conta que o livro é muito sumarento e provocador, vou escolher a p. 60: pensamentos feios, bonitos e as nuvens. 

 

sugestão de trabalho:

 

* fazer uma leitura partilhada dessa página, com o grupo / a turma. como se faz a leitura partilhada? cada pessoa lê uma frase e depois passa-se a vez a outra. é importante definir a ordem da leitura antes de darmos início à mesma. este procedimento gera silêncio (se não ouvir posso perder o fio da leitura) e promove o respeito pelo ritmo de leitura de cada um.

 

* depois da leitura, dar tempo e silêncio para pensarmos sobre o que ouvimos.

 

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* nesta fase podemos fazer uma das seguintes coisas:

- transformar a primeira frase da página numa pergunta. será possível? 

"É importante poder escolher os pensamentos mais bonitos?"

e iniciar o diálogo com esta pergunta. os participantes podem responder sim, não ou não sei. 

ou

pegar na afirmação "É importante poder escolher os pensamentos mais bonitos." e perguntar quem concorda e quem não concorda.

perguntar porquê será o passo seguinte. 

 

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(uma nota)

caso o grupo / a turma não tenha ainda desenvolvido a leitura, o texto poderá ser lido pelo aluno da sala.

 

imagino este texto a ser lido em sala da jardim de infância e a servir de base para um diálogo sobre pensamentos bonitos e pensamentos feios. ah! com um desafio no final: desenhar um pensamento bonito e desenhar um pensamento feio.  

 

se por acaso levar a cabo esta proposta na sua sala (ou em casa, em família), diga-me como correu! 

 

 

 

 

 

filosofar em tempos de confinamento e de pandemia

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as regras do jogo pandémico mudaram para se ajustar à realidade que vivemos e voltámos a confinar. assim, as oficinas presenciais que tinha agendadas para o final de janeiro foram canceladas. 

continuo com actividades online, sabendo que andamos todos um pouco cansados do écran. espero conseguir encontrar quem desse lado está disponível para praticar o filosofar, ainda que de forma online, com todas as saudades que já temos das acções presenciais, de não ter de medir os metros que nos separam. 

em tempos de confinamento, o écran permite-nos trabalhar, aprender, ensinar, celebrar aniversários e até jantar com amigos. e filosofar!

 

nos próximos tempos há actividades para todas as idades, em formato online:

- as oficinas de filosofia para crianças dos 7 aos 12 anos (oficina do Platão) - 23 de Janeiro, 6 e 20 de Fevereiro, 

- as oficinas para jovens dos 13 aos 17 anos (philoTEEN) - 23 de Janeiro e 13 de Fevereiro,

- os cafés filosóficos,  em parceria com a Bertrand Livreiros (o próximo é já no dia 25 de janeiro),

- a #FilosofiaAoVivo (no instagram) - Leibniz é o convidado do dia 29 de Janeiro,

- o #ClubeDePerguntas, que aceita novos membros no início de cada mês,

- a oficina de perguntas para famílias com crianças dos 4 aos 6 anos (a próxima é no dia 14 de Fevereiro).

 

nunca é demais agradecer aos parceiros, aos amigos, aos seguidores, aos subscritores e a todos vós que partilham os contéudos #filocri, que subscrevem a newsletter e assim dão um apoio essencial ao projecto filocriatividade. muito obrigada! 

oficinas de filosofia, para famílias

- no Centro Cultural Malaposta

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no último fim-de-semana de Janeiro regresso ao Centro Cultural Malaposta para uma oficina de perguntas, para famílias e um café filosófico.

são eventos presenciais, com número limitado de vagas para que possamos filosofar em segurança.

mais informações AQUI, onde pode consultar toda a programação da Malaposta. 

5 livros que estão na minha wish list

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hoje a minha recomendação de livros é baseada no desejo de ler estes livros, pois ainda não tive possibilidade de os comprar. todos eles me foram recomendados por pessoas que estimo e é por isso que aqui constam.

caso conheça algum deles, deixe a sua impressão nos comentários.

 

Theory for Beginners

- de Kenneth B. Kidd, publicado na Fordham University Press e com um capítulo dedicado à Filosofia para Crianças.

 

Gosto, logo existo

- um livro de Isabel Meira, com ilustrações de Bernardo Carvalho, publicado pela Planeta Tangerina

 

Enciclopédia dos Verbos Felizes 

- trata-se de uma edição de autor, do Marco Taylor, de quem já tenho alguns livros e cujo processo de criação foi partilhado na sua conta de instagram. 

 

The Philosopher Queens 

- um livro que coloca as filósofas no seu devido lugar, na história da filosofia, da autoria de Rebecca Buxton e  Lisa Whiting.

 

Corrupting Youth 

- este livro ainda não está disponível. foi escrito pelo Peter Worley, autor que para mim já é uma garantia de qualidade. 

 

 

#FilosofiaAoVivo em Janeiro

 

em Janeiro:

Ockham e Leibniz

 

em Fevereiro:

filosofia indiana e filosofia chinesa

 

em Março:

Cavendish e Arendt 

 

apoio: Rádio Miúdos

para acompanhar, ao vivo ou em diferido, no instagram e no twitter 

é bom mudar de ideias?

- Café Filosófico [online] em parceria com a Bertrand Livreiros

cafés-filosóficos-11janeiro.png

no dia 11 de janeiro (das 18h30 às 20h) o convite é lançado para parar e pensar sobre a pergunta: "é bom mudar de ideias?"

para participar num café filosófico não necessita qualquer conhecimento prévio de filosofia, apenas disponibilidade para pensar e dialogar com os outros. 

inscrições AQUI.

Era uma vez a Filosofia... - como reconhecer um livro filosoficamente provocador?

Convido os leitores deste espaço a reflectir comigo: o que nos chama a atenção num livro? O que nos faz abrir o livro e não o querer abandonar?

Faça a mesma reflexão imaginando que é uma criança: o que é que leva uma criança a reparar num livro? A querer agarrá-lo? A querer viajar pelo livro fora?

 

Que livro escolher?

Na minha prática de oficinas de filosofia, para crianças e jovens, o livro é um recurso que faz parte do meu leque de escolhas para provocar o pensamento. É comum ter professores e educadores a pedir-me recomendações de livros, pois pretendem escolher um “bom livro”.

O que acabo por fazer é indicar o livro X ou Y, por já conhecer e ter alguma experiência de trabalho com ele. Dei por mim a pensar e a perguntar: que características têm os livros (ou álbuns) permitem a prática da leitura [activa], do olhar [percepcionar] e do pensar [sentir]?

Assim surgiu a reflexão que hoje partilho convosco, aqui no espaço do PNL2027.

 

A curiosidade

Seja pela palavra ou pela ilustração, há livros que nos aguçam a curiosidade e que nos motivam a querer virar as páginas por querermos saber o que vem a seguir, o que aconteceu depois ou que desafio enfrentou o personagem (ou personagens).

 

A ampliação (do pensamento)

Por ampliação do pensamento entendo aquilo que nos permite ver além do nosso ponto de vista inicial.

Por vezes esta ampliação exige um olhar de cima (como se fossemos um helicóptero ou um drone), ou o movimento de recuar no pensamento, para ver a big picture. Pensar é movimento!

 

A tensão (ou conflito)

As histórias com textura são aquelas que apresentam uma tensão ou um conflito.

Cumprem com os passos básicos do storytelling (que agora está tão na moda):

- era uma vez...

- todos os dias...

- até que um dia...

- então...

- e viveram felizes (será?) para sempre (hummm...). 

 

O que nos atrai na história é a tensão, o conflito, o problema. E isso pode motivar-nos a pensar o "como resolveria essa situação no lugar de..." e a colocar hipóteses "e se...?".

Seja nos livros, seja na nossa vida, os obstáculos e os problemas são algo que dão que pensar. 

Os filósofos são os fãs #1 de problemas, tal como os cientistas.

 

A incerteza

Quando começamos a ler o livro há uma incerteza primeira que é a de não sabermos como acaba a história.

E quando o livro não nos diz como é que a história acaba?

E se não estivermos sequer a falar de um livro, mas de uma proposta como a Wonder Ponder

 

A actividade (do leitor)

Um livro filosoficamente provocador convoca um leitor activo, que coloca hipóteses, que quer saber mais, que tem interesse e algo a dizer sobre o que está a ver, a ler ou a sentir.

Um livro filosoficamente provocador também é aquele que podemos sentir

 

As possibilidades

Entendo por possibilidades o facto do livro não se fechar numa única forma de ver o mundo ou até mesmo por apresentar diversidade de abordagens, de pontos de vista.

Outro ponto interessante é o facto do livro se prestar a diferentes leituras em momentos diferentes. Praticar a leitura do mesmo, de forma diferente: eis uma riqueza. 

 

A provocação

“Carefully selected picturebooks are particulary suited as provocations for philosophical work with abstract concepts (…)(Karin Murris, The posthuman child, pp. 204-206)

 

A investigadora Karin Murris sublinha a desorientação, a incerteza, a dissonância e o desacordo acerca do significado, elementos que permitem e incentivam professores e alunos a construir significados e conhecimento, em colaboração.

 

*

Espero que esta reflexão tenha ajudado os leitores a pensar sobre os livros que os rodeiam: serão filosoficamente provocadores?

philoTEEN - oficinas de filosofia para adolescentes

philoTEEN.png

 

Novidade em Janeiro 2021: oficinas de filosofia para adolescentes!

#philoTEEN - para adolescentes, entre os 13 e os 17 anos.

Estas oficinas de filosofia são pensadas para os/as adolescentes que querem praticar o parar para pensar.

Não são necessários conhecimentos prévios de filosofia, apenas disponibilidade para o diálogo e para a troca de ideias.



👻 [perguntas]

é possível mudar o mundo?
e se eu gostar de estar aborrecido/a?
debater serve para esclarecer ou para ficar ainda mais confuso/a?
que importância têm os meus amigos nas escolhas que faço?

Datas:
👉 9 de Janeiro, sábado, das 17h às 18h
👉 23 de Janeiro, sábado, das 17h às 18h
👉 13 de Fevereiro, sábado das 17h às 18h

 

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Filosofia é coisa para miúdos

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