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filocriatividade | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

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oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal | #FilosofiaAoVivo

The Encyclopedia of Concise Concepts by Women Philosophers 

Most encyclopedias are arranged according to philosopher such as Aquinas, Kant, Marx, or by division of philosophy such as aesthetics, or logic. Others are arranged by school of philosophy such as Epicureanism, or Zen. Some are arranged by concepts, ideas and theories such as justice, number or rationalism. But NONE offer a comprehensive list of entries about the ideas women philosophers have developed. The Encyclopedia of Concise Concepts by Women Philosophers  is unique.

 

 

 

A facilitadora silenciosa

- The quiet facilitator, de Jana Mohr Lone (tradução de Joana Rita Sousa)

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No Outono, enquanto recomeçava a dinamizar sessões de filosofia com crianças no Zoom, passei parte do tempo a considerar de forma mais profunda a minha presença nessas sessões. Parte do meu trabalho enquanto educadora passa por ajudar crianças a aprender a articular e a examinar as suas questões e crenças de forma mais lúcida. Além disso, eu sou responsável por ajudar a criar um ambiente que cuide da compreensão, confiança e valores em cada uma das vozes da criança. Abordo as minhas sessões, de modo consciente, através do desenvolvimento de espaços para que as crianças possam explorar as perguntas que são importantes para elas, sem impor as minhas visões sobre quais as perguntas ou momentos de conversa são particularmente significantes ou interessantes.

 

Tenho vindo a pensar sobre a relação entre a responsabilidade do facilitador em construir uma moldura de trabalho que permite a emergência de conversas de elevada qualidade filosófica (introduzindo sugestões filosóficas sugestivas, fazendo boas perguntas, ajudando a garantir que todas as vozes são ouvidas, intervindo em discussões paralisadas) e a importância da conversa ser uma verdadeira investigação das crianças, de forma a que as minhas perguntas e os meus comentários não empurrem a discussão numa direcção que tem origem em mim e não nas crianças. É fácil dizer que o que importa é que as crianças devem controlar o sentido da investigação, mas a experiência pode ser bastante desafiadora no sentido de determinar quando deixar a investigação seguir sem qualquer interferência e, quando é necessária alguma intervenção, em dizer algo que seja útil para o processo, mas que não influencie o conteúdo.

 

Queremos assegurar-nos que estamos a dar às crianças o espaço de que precisam para pensar e exprimir os seus pensamentos sem a intrusão supérflua do facilitador. Há uma linha ténue entre responder de uma forma que ajuda os outros a construir as suas próprias ideias e alterar o que pretendem expressar. Pelo facto dos adultos exercerem algum poder perante as crianças e especialmente numa situação e sala de aula (seja ela virtual ou não) na qual eu sou vista como a especialista na sala, torna-se demasiado fácil para mim, ainda que sem querer, desviar o foco da conversa.

 

Por exemplo, parafraseando o que uma criança diz. Por vezes tentamos ajudar as crianças a traduzir o seu pensamento de forma mais clara ou mesmo sugerindo uma forma diferente para dizer algo. “Querias dizer que...?” Ainda que esta abordagem seja útil para ajudar uma criança a comunicar um pensamento, também pode resultar num colocar de palavras na boca das crianças, pensando que nós já entendemos o que querem dizer e que elas apenas precisam da nossa assistência para articular os seus pensamentos de forma mais precisa. Esta prática arrisca-se a distorcer ou silenciar o que a criança tem a dizer.

 

Além disso, quando interpretamos erradamente ou reformulamos o que pensamos que as crianças pretende exprimir, as crianças podem hesitar em dizer-nos que não estamos correctos. Nestas situações, uma criança pode assumir naturalmente que o adulto sabe mais e por isso concorda de forma instintiva, ainda que o comentário de reformulação não represente verdadeiramente o pensamento da criança.

 

Por vezes, tenho consciência que, depois de uma criança falar, me precipitei numa pergunta de clarificação ou numa descrição daquilo que eu pensava que a criança queria dizer; para me aperceber mais tarde que deixei as minhas ideias ou interesses atropelar o que a criança realmente queria dizer. Se eu quero mesmo compreender o ponto de vista da criança, esse ponto de vista tem de ser prioritário. Ouvir e fazer perguntas a partir de um local de curiosidade e de respeito, e abandonar a nossa própria agenda, pode cultivar um espaço no qual as crianças podem pensar os seus próprios pensamentos e exprimir as suas próprias ideias, à sua maneira.

 

Mas os desafios da prática permanecem. Se me dou conta que a observação de um aluno envolve uma linha filosófica que não é explicitamente declarada, devo fazer uma pergunta no sentido de investigar o significado mais profundo das palavras da criança? Há uma maneira para fazer isso sem que direcione a conversa naquilo que me interessa, mas sim naquilo que se encontra na mente das crianças? O meu trabalho não consiste em reconhecer os temas filosóficos subjacentes às perguntas e comentários das crianças e ajudá-las a vê-los, ou essa atitude corre o risco de distorcer aquilo que desejam explorar? Ou será que estarei a sobrevalorizar a minha potencial influência na investigação?

 

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Digo com frequência que as sessões de maior sucesso que tive com crianças envolveram discussões filosóficas que teriam continuado se eu tivesse saído da sala. Quanto mais silenciosa estou e quanto mais as crianças estão focadas na sua conversa e no que os outros elementos do grupo têm a dizer, mais acontece uma investigação que é autenticamente das crianças. Contudo, isto exige tempo e prática. O desafio do facilitador passa por equilibrar a assistência que proporciona às crianças no sentido de aprender a ter uma conversa filosófica vibrante e fundamentada com a garantia de que o espaço filosófico pertence às crianças. Talvez ser uma “facilitadora silenciosa” deva ser um dos objectivos de uma aula de filosofia, de modo a que, com o passar do tempo, as crianças se tornem cada vez mais hábeis e autónomas na gestão da investigação, e a facilitadora se torne cada vez mais silenciosa.  

 

*

Texto originalmente publicado no blog de Jana Mohr Lone, Wondering Aloud: philosophy with young people

Nota de tradução: o título do texto é The quiet facilitator. Tomei a decisão de traduzir por A facilitadora silenciosa, dado que é assinado por uma autora do género feminino. Em termos de sentido geral, o título poderia ser O facilitador silencioso.

Fotografias via unsplash. 

 

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29 histórias disparatadas - sugestão de trabalho numa oficina de filosofia

(presencial ou online)

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comece por dividir o grupo em pequenos grupos (se estiver numa sala zoom, lembre-se da opção breakout rooms).

cada grupo irá ler uma das histórias disparatadas (lembre-se: terá de pensar numa forma de fazer chegar a cada um dos alunos o texto respectivo).

já em pequenos grupos: atribua um tempo para a tarefa de leitura da história e para identificar o disparate presente no texto.

de volta ao grande grupo: cada um dos pequenos grupos partilha o disparate identificado, tendo de justificar por que é que se trata de um disparate. 

 

algumas linhas de diálogo que este livro suscita:

- o que é um disparate?

- para quem é que X é um disparate?

- por que é que fazemos disparates?

- quem diz o que é um disparate e o que não é um disparate?

 

uma outra proposta de trabalho, que poderá acontecer em grupo ou individualmente: pegar numa das histórias e imaginá-la sem disparates. como seria? 

 

29 histórias disparatadas / Ursula Wolfel e Neus Bruguera / Kalandraka 

o que sente a Ângela ao dançar uma música que só ela ouve?

- parar para ouvir (?) e pensar

a música portuguesa a gostar dela própria

o Tiago Pereira é responsável por um trabalho incansável de registo da música portuguesa, por esse país fora.

tive a oportunidade de conversar com o Tiago em vários momentos, todos eles com carimbo GERADOR e fiquei rendida ao seu projecto.

há dias encontrei este vídeo no mural de facebook do Miguel Bica. confesso que viajei para lá do projecto do Tiago, pois reconheci neste vídeo um potencial de diálogo filosófico. passo a explicar. 

 

entre o "estás a ouvir bem?" e o "estás a ver-me bem?"

nos últimos meses as frases mais repetidas foram "estão a ouvir?" ou o "não sei se estão a ver o meu écran". conduzidos para o zoom, google meet ou outras plataformas semelhantes, a visão e a audição tornaram-se o nosso foco de acesso aos outros, aos conteúdos partilhados e por aí fora. 

foi também durante estes meses que fui confrontada com algo novo para mim: ter uma pessoa cega em sala virtual, a participar numa formação. dei por mim a pensar duas vezes no vocabulário partilhado, a ter muito cuidado em ler aquilo que escrevia ou que partilhava, para que todos pudessem ter acesso. 

este tweet também me chamou a atenção para a necessidade de ir além da nossa bolha e da nossa forma de aceder ao mundo: 

tweet de um professor em resposta a outro. se clicar na imagem irá aceder ao tweet e poderá ser lido pelo seu programa.

 

voltemos ao vídeo da "Ângela dança com auscultadores" 

a minha proposta é fazer uma experiência de pensamento, em ambiente de oficina de filosofia, para pensar na importância dos sentidos no acesso ao mundo.

a clássica pergunta: como é que conhecemos o mundo?

e outras perguntas:

que papel tem a experiência no acesso ao mundo?

que papel têm os sentidos no acesso ao mundo?

podemos dançar sem sequer estar a ouvir música?

como dança alguém que não tem capacidade para ouvir?

a música é algo exclusivo do ouvir? 

porque é que a música é tão importante para nós?

seria possível viver sem música? 

como seria o mundo se não existisse música? 

o que sente a Ângela ao dançar uma música que só ela ouve?

 

- estas são algumas perguntas que este vídeo me provoca. se tiver outras sugestões de perguntas, pf partilhe nos comentários. 

 

 

colecção de perguntas

- perguntas filosóficas / perguntas que provocam o filosofar

"olá! eu sou a joana e colecciono perguntas!"

 

partilho consigo perguntas trabalhadas e/ou sugeridas em

- oficinas de filosofia (para crianças e jovens);

- cafés filosóficos;

- no #ClubeDePerguntas.

algumas  perguntas surgiram-me durante o meu trabalho de preparação de oficinas e diálogos filosóficos. 

tem sido um trabalho de "mineiro", este de procurar e compilar as perguntas. estão "espalhadas" em cadernos e folhas, por aqui e por ali, no home office onde trabalho. 

este será um artigo que vou actualizar com frequência. 

 

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1 - Para que serve a filosofia?

2 - O que não é filosofia?

3 - O que é a filosofia?

4 - É bom mudar de ideias?

5 - O óbvio é aquilo que é verdadeiro?

6 - O que nos diz a arte?

7 - A arte é útil?

8 - O que é a liberdade?

9 - Podemos viver sem ideias?

10 -  Como sabemos que existimos?

11 - O que é a justiça?

12 - Temos o direito de ofender os outros?

13 - Há um limite para os elogios que podemos fazer?

14 - É importante desobedecer? 

15 - O que significa ser obediente? 

16 - O que significa a palavra cidadania?

17 - O que é a felicidade?

18 - Porque é que os números nunca acabam?

19 - Podemos parar o tempo?

20 - O que aconteceria se amanhã acordasses do outro lado do mundo?

21 - O que é uma pessoa? 

22 - Quantas formas há para pensar o tempo?

23 - O bem e o mal existem?

34 - A filosofia tem respostas?

35 - O que é uma pergunta?

36 - O que é uma pergunta filosófica?

37 - Qual o papel das emoções na tomada de decisões?

38 - Qual é a diferença entre ser estranho e ser normal?

39 - Como sabemos se estamos acordados?

40 - Como seria o mundo se os animais falassem a nossa língua?

41 - Como é que sabemos se amamos alguém?

42 - Podemos viajar sem sair do mesmo sítio?

43 - O que cabe dentro de um bolso?

44 - Por que é que há dias que nunca acabam? 

45 - Podes escolher quem és?

46 - És igual aos outros?

47 - Como vai ser quando eu for crescido/a?

48 - O que pode uma pergunta? 

49 - Será que um ateu é mais feliz do que um crente?

50 - A confusão é uma coisa boa?

51 - Há clareza sem confusão? 

52 - O que diz o silêncio?

53 - Um ateu é mais livre do que um religioso? 

54 - O que é necessário para manter a mente activa?

55 - O que é a inteligência?

56 - O que é a inteligência humana?

57 - O que é a inteligência artificial?

58 - Como é que a emoção se relaciona com a inteligência? 

59 - A actividade do corpo é necessária para a actividade da mente?

60 - A liberdade aumenta a curiosidade?

61 - Estar activo é um hábito ou uma necessidade?

62 - Ser feliz é ser livre? 

63 - Os hábitos têm uma dimensão moral? 

64 - Como é que vive uma pessoa sem hábitos?

65 - O que dizem os nossos hábitos?

66 - Porque é que precisamos de hábitos? 

67 - O que é um bom hábito?

68 - O que é um mau hábito?

69 - Há perguntas que não se devem fazer?

70 - Há perguntas que não se podem fazer? 

71 - O que pergunta uma pergunta?

72 - Quando podemos dizer "não"?

73 - Dizer não é sempre negativo?

74 - O que significa errar? 

75 - Errar é humano?

76 - Ter hábitos é humano?

77 - O que significa saber muitas coisas? 

78 - O que é um imprevisto?

79 - O tempo facilita-nos a vida?

80 - O que acontece com o tempo?

81 - Como é que sabemos que o tempo está a passar?

82 - Porque é que há coisas que se gastam com o tempo?

83 - Haverá alguma coisa que não mude com o tempo?

84 - Para mudarmos temos de deixar passar tempo?

85 - Podemos voltar atrás?

86 - Podemos mudar num instante?

87 - O tempo amolece-nos?

88 - Os dias perdem ou ganham cor com o passar do tempo?

89 - As ideias apodrecem com o tempo?

90 - O tempo torna-nos mais fortes?

91 - Podemos crescer com o tempo? 

92 - Como é que algo feio passa a ser bonito?

93 - Para onde vão os elásticos do cabelo?

94 - O tempo fica mais rápido com o passar do tempo? 

95 - Uma pergunta precisa de ponto de interrogação?

96 - O relógio é dono do tempo?

97 - Se o relógio parar, o mundo pára?

98 - Se todos os relógios do mundo pararem, o tempo pára?

99 - Quantas formas há para passar o tempo?

100 - O que é que passa: o tempo ou nós?

101 - Como é que sabemos que mudámos?

102 - Precisamos dos outros para saber que mudámos?

103 - Quem muda: eu ou a percepção que tenho de mim?

104 - Mudar é algo que nos acontece?

105 - Posso escolher mudar?

106 - Perder tempo é uma forma de ganhar?

107 - O que significa perder tempo?

108 - Como é que se ganha tempo? 

109 - Qual é o ritmo dos bons momentos? E dos maus?

110 - O lento implica ganhar tempo?

111 - O rápido pode ser sinal de perda de tempo?

112 - Quem define a velocidade do tempo? 

 

o Tomás Magalhães Carneiro disponibiliza uma colecção de perguntas bem generosa. pode consultar AQUI

 

para quem procura livros na área da filosofia para/com crianças e da infância

- edições NEFI - UERJ

Screenshot 2020-10-05 at 22.02.46.png

o NEFI - Núcleo de Estudos de Filosofia da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) proporciona há muitos anos um encontro entre autores/as e leitores/as, entre investigadores e investigadoras.

a publicação childhood & philosophy é uma referência incontornável para quem investiga na área da filosofia para/com crianças. 

recentemente foram publicados trabalhos de investigadoras portuguesas, Magda Costa Carvalho e Filipa Igrejas, que podem ser descarregados gratuitamente no website. 

Screenshot 2020-10-05 at 22.03.22.png

o trabalho da investigadora Lara Sayão sobre as Olimpíadas da Filosofia no Rio de Janeiro também está disponível para consulta e pode ser descarregado aqui.

 

A Comunidade da Infância é o contributo de David Kennedy para as edições NEFI: 

"Este livro, A comunidade da infância, é uma forma encontrada para assegurar a presença de David Kennedy entre nós, que tanto o admiramos. Entretanto, resta algo que não se sabe dizer sobre David Kennedy. Como algo que escapa, que foge ao domínio da escrita. David parece nos alertar para algo que permanece infantilmente sem palavra na linguagem. David não se apresenta de imediato. Sua escrita, em voltas, por aproximações e distanciamentos, revela conhecimentos e saberes acerca da infância para tocar aquilo que infantilmente deixou de ser enunciado e escapa à apreensão adulta dos dizeres acadêmicos. Depois de afastar-se do que foi dito, quando retorna, é pelo avesso. Nesse deslocamento necessário de um tempo presente, adulto, ele alcança uma temporalidade infantilmente disponibilizada, escrevendo sobre a infância como se estivesse por aprender a fazê-lo a cada vez."

 

vale a pena visitar o website das edições NEFI, pois nele encontra trabalhos muito ricos em torno da filosofia e da infância. 

 

 

 

 

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