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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

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oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

"podemos ter esta oficina do platão para sempre?"

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um diálogo que começou com uma pergunta "leve":

 

o que é o sentido da vida?

 

quisemos saber a razão do P. para fazer esta pergunta. após perguntas e respostas, concluímos que afinal todos temos curiosidade em saber o que é o sentido da vida. 

 

algumas respostas:

é algo individual, que cada um tem que descobrir.

é algo ao qual nos dedicamos muito.

pode mudar ao longo da vida, conforme vamos envelhecendo.

o importante, dizia a L. "é que temos que estar vivos". e depois, então, podemos fazer essa descoberta.

 

durante o diálogo, houve necessidade de fazer uma pergunta: o G. perguntou ao P: "o que é que tu queres ser quando fores grande?" - a razão para a pergunta é "simples": "o sentido da vida é aquilo que fazemos agora, que gostamos de fazer, mas também o que eu quero ser no futuro".

e quem não sabe, ainda, o que quer ser quando for grande? não encontrou o sentido para a vida? 

podemos ter uma ideia provisória do que é o sentido da vida, até encontrarmos a definitiva: "é como o meu cartão de sócio do Sporting: tinha um provisório, de cartão e agora tenho um mesmo à séria."

 

o diálogo acabou por ser um espaço para o meta-diálogo: a M. quis saber porque é que saímos destas oficinas com poucas conclusões. afinal, o que a M. queria mesmo era sair dali com certezas - ter certeza é algo muito importante para a M. (e para todos nós, não?)

 

- a Oficina do Platão acontece no Centro SER MAIS, em Telheiras - 

 

 

Ciclo de Oficinas sobre Pensamento Criativo

A chapelar é que a gente se entende! 

 

A chapelar é que a gente se entende!

. 30 de Março - I Thinking Gym - introdução à técnica de criatividade de Edward de Bono, seis chapéus do pensamento.
. 04 de Abril - II Hat Gym - Treino e aplicação da técnica à tomada de decisões 
. 06 de Abril - III Green Gym - Treino do pensamento criativo (chapéu verde).
. 11 de Abril - IV Everyday Gym: aplicação da técnica a situações quotidianas

Descrição:
Edward Bono concebeu várias técnicas para facilitar a vida de crianças e adultos. Uma delas chama-se Seis Chapéus do Pensamento e tem sido aplicada nos mais diversos contextos: desde a empresa ao jardim de infância.
A Joana Rita Sousa tem vindo a trabalhar esta técnica no âmbito das suas oficinas de filosofia e criatividade, junto de crianças e jovens.
Convidamos educadores, pais, professores, empreendedores, estudantes - enfim, qualquer um de vós a usar os seis chapéus do pensamento e a explorar a sua aplicação na vida quotidiana. 

Valores por Oficina: 20,00€*
(*acresce valor do IVA)

Duração Oficina: 3h/cada

OBS.As oficinas podem funcionar de forma independente, apenas a I) será essencial para frequentar as outras.

A inscrição deverá ser efectuada em https://positiveminds.pt/ficha-de-inscricao/ e será validada mediante envio do comprovativo de pagamento para IBAN PT50003300004539241245605.

Quem é a Joana Rita Sousa?
Joana Rita Sousa é licenciada em filosofia. É formadora nas áreas da filosofia aplicada, filosofia para crianças, criatividade e social media. É responsável pelo projecto filocriatiVIDAde - filosofia e criatividade, promovendo oficinas para crianças e jovens.

 

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pontos de vista | points of view

[english version at the bottom]

 

um dos exercícios mais interessantes de se fazer, no âmbito da filosofia para crianças, é o de avaliar criticamente o ponto de vista do outro, sob a forma de uma ideia ou de um argumento apresentado.

 

pegar na ideia do outro e explorá-la - ainda que não concordemos com ela - faz-nos assumir um ponto de vista diferente sobre o nosso próprio ponto de vista. é como se saíssemos de dentro de nós para nos colocarmos no lugar do outro, assumindo a sua ideia e deixando a nossa em suspenso.

 

em conversa com algumas pessoas com quem estou a desenvolver um projecto específico, falámos da forma como olhar a Terra, a partir do espaço, muda a forma de estar, de ser, de pensar das pessoas que têm essa experiência. lembrei-me do Mike Massimino, que ouvi no web summit 2016 a falar da sua experiência enquanto astronauta.

 

fica aqui a sugestão para um exercício de "assumir outro ponto de vista" - a partir de um dado adquirido para muitos de nós: o mapa mundo e a Europa que está ali mesmo ao centro. 

 

pedia ajuda no twitter e no facebook e chegaram-me algumas imagens que desafiam o nosso ponto de vista habitual.

 

afinal, quantas formas há de olhar para o mundo?

como é que um mapa pode determinar a forma como vejo o mundo?

tenho o mundo todo à minha volta? serei o centro do mundo?

 

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one of the most interesting exercises to do in the philosophy of children is to critically evaluate the point of view of the other in the form of an idea or a presented argument.
 
picking on the other's idea and exploiting it-even if we do not agree with it-makes us take a different view of our own point of view. It is as if we come out from within ourselves to put ourselves in the place of the other, assuming his idea and leaving ours in suspense.
 
in a conversation I had with some people with whom I am developing a specific project, we talked about how to look at the Earth, from space, changes the way of being, of being, of thinking of the people who have this experience. I remembered Mike Massimino, who heard on the web summit 2016 about his experience as an astronaut.
 
here is the suggestion for an exercise of "assuming other point of view" - from a fact acquired for many of us: the world map and Europe that is right there in the center.
 
I asked for help on twitter and facebook and some images came to me that defied our usual point of view.
 
After all, how many ways are you going to look at the world?
How can a map determine how I see the world?
I have the whole world around me? Will I be the center of the world?

 

 (if the english is not so perfect, please excuse me. I asked for google translator's help)

 

creative mornings rock!

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convidaram-me para facilitar uma das Creative Mornings que acontecem no espaço Second Home, ali mesmo no Mercado da Ribeira (Cais do Sodré).

em jeito de café filosófico partilhei com uma casa cheia algumas provocações para pensarmos, em conjunto, sobre esse mistério que é o sentido da vida.

 

as fotografias foram tiradas pelo João (obrigada!!!) 

para saber mais sobre estes eventos matutinos, gratuitos e creativos é só dar um pulo AQUI

"podemos fazer um trabalho sobre o natal?"

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podemos, sim! claro que podemos.  

basta uma pergunta para "treinar" os exemplos e as justificações. 

"o que é um bom presente?" - foi este o pontapé de saída para uma reflexão sobre o natal. descobrimos que nem todos os presentes são coisas, que há razões diferentes para dizer que isto ou aquilo é um bom presente. e que por vezes presentes diferentes são bons, pela mesma razão.

 

e para vocês, que estão aí desse lado - o que é um bom presente? podem dar um exemplo e explicar por que é que o consideram um bom presente?

aproveitem para parar para pensar, a sós ou na companhia dos vossos filhos ou alunos.

 

aguardo as vossas respostas!

 

 

para o desenvolvimento do pensamento crítico

 

o professor Oscar Brenifier é uma referência para mim, no que à filosofia para crianças diz respeito. há dias fui convidada a ler e a pensar sobre um texto que incluía dez pontos, em forma de conselho, para o desenvolvimento do pensamento crítico.

 

reproduzo aqui o texto, para que todos possam ler - e parar para pensar.

 

  1. Sorpréndete con todo, también con lo que parece normal. Encuentra un nuevo sabor en las cosas conocidas, paladea aquello con lo que te encuentras, en lugar de apartarlo. Sorpréndete con la elección de tus palabras, con el modo en que los otros actúan, los argumentos que se dan. La normalidad es la manera de matar el pensamiento.
  1. No pienses que todo es posible. El “todo es posible” hace peligrar seriamente el pensamiento crítico por el camino de la indeterminación. Separa el trigo de la paja usando el sentido común y el principio de realidad, eso te ayudará a ver qué es necesario, posible o probable.
  1. Reconoce tus propios límites. Un ser humano no puede ser perfecto. La autoconciencia empieza por el reconocimiento de los propios límites, los de tu mente y los de tu cuerpo. La capacidad de examen crítico de los otros viene de la habilidad para examinarte críticamente a tí mismo. Aprende a identificar y a nombrar tus problemas y debilidades.
  1. No temer la reacción de los otros. Si quieres actuar sobre las palabras y los argumentos de los otros, estate preparado para encontrar su irritación y su resistencia. Al ser humano no les gusta enfrentarse a la realidad y a la verdad de lo que él es. No prestes demasiada atención a sus miedos y no temas molestar a tu interlocutor. El arte de pensar y cuestionar significa preferir la verdad por encima de la seguridad o la complacencia.
  1. Sé paciente y aprende a escuchar. Tener paciencia significa suspender los propios juicios y reacciones y concentrarse en lo que se da afuera. Aprende a ser un guerrero sabio: acomete un gesto sólo cuando sea necesario, cuando hayas observado suficientemente. Si te tomas el tiempo de escuchar y contemplar, muchos actos se harán innecesarios. La habilidad de responder de forma adecuada es tan importante como actuar de manera apropiada.
  1. No permanezcas en la confusión. Clarifica las palabras y los actos, los tuyos y los de tu interlocutor. Reduce al mínimo la cantidad de tus palabras y pide a los otros que lo hagan también. Esto permitirá distinguir entre lo esencial y lo accidental. Nombra las cosas en lugar de explicarlas, incluso cuando te mueva un deseo intenso de hablar. Usa la idea de Spinoza: la claridad es la verdad, la verdad es claridad.
  1. Evita las trampas de la paranoia y de la ingenuidad. Es importante sopesar las propias ideas y no caer en los extremos: ver problemas por todas partes nos lleva a sospechar de modo compulsivo, mientras que aceptarlo todo nos hace complacientes. Comprueba la pertinencia de tu juicio a través del descubrimiento de los supuestos y evidencias que subyacen.
  1. Distingue lo subjetivo de lo objetivo. Mira a ver si tus ideas y acciones se apoyan en tus sentimientos y percepciones o tienen algún fundamento objetivo. Para ello usa el sentido común y ten en cuenta el punto de vista de los otros. Esto te ayudará a distinguir si hay discrepancia entre tu opinión y lo que la realidad te dice.
  1. Examina las palabras con criterios lógicos, de pertinencia y de coherencia. Distingue el “no lo entiendo” del “no estoy de acuerdo” o incluso del “no me gusta”. Aprende a crear distancia entre tú y lo que es objeto de tu examen.
  1. Cuestiónate a ti mismo y a otros. Sustituye afirmaciones por preguntas para descubrir lo que la gente piensa. Cambia la percepción de lo que significa preguntar: no es tan sólo un medio de obtención de información, es una herramienta para hacer pensar.

Oscar Brenifier | Viktoria Chernenko

aquele momento delicioso em que...

...são os alunos que te corrigem, que te apontam pormenores (com grande importância). é comum perguntar aos alunos "o que é que tu achas...?" - sobretudo quando eles me fazem uma pergunta e aguardam que eu, "A" professora, dê uma resposta. devolvo-lhes a pergunta com um "e o que é que tu achas?" 

por isso, acabo por utilizar o "achar" no sentido de perceber o que é que a pessoa com quem estou a dialogar está a pensar. 

hoje uma das minhas alunas do 2º ano resolveu chamar-me a atenção para este "pormenor", da seguinte maneira:

 

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(eu) então, depois de ouvirmos as ideias de todos descobrimos que há duas pessoas na sala que acham que é possível lembrarmo-nos dos nossos sonhos...


(C. interrompe) não é acham, joana. é pensam. essas pessoas pensam mesmo isso!

 

ficou por apurar com a C. qual é a diferença entre achar e pensar. mas fica registado este momento, para trabalharmos numa próxima aula.

pensar sobre o sentido | thinking about meaning

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[pt]

 

o Peter Worley publicou um livro com 40 exercícios para a sala de aula, exercícios para provocar o pensamento. finalmente tive tempo de o ler com atenção e de começar a levar alguns deles para as minhas oficinas de filosofia. 

levei a "máquina do tempo" e o exercício "frases" - pág. 47 do livro 40 lessons to get children thinking. trabalhei com grupos com idades diferentes, entre os 5 e os 10 anos. tive o cuidado de dirigir o diálogo de acordo com as suas idades.

num dos grupos, entre os 7 e os 8 anos, acabámos por ter um segundo momento de diálogo sobre o exercício que nos levou a pensar sobre o que é adivinhar e procurar o sentido das coisas. 

foram oficinas muito ricas, que assumiram rumos diversos, consoante os grupos, o exercício comporta muita incerteza para o facilitador, pois há várias possibilidades de trabalho a partir dele.

 

[eng]

 

Peter Worley wrote a book with 40 lessons to get children thinking, for primary teachers. finally i had the opportunity to read it and to choose some exercices to practise at my workshops

i took the time machine and the sentences exercice - page 47 from the book. i've worked with groups with different ages, between 5 and 10 years old. in a group with 7/8 years old we had a second momento to discusse the exercice, a week later. it drove us to think what is the difference between guessing  (adivinhar) something and to look for / investigate (procurar)  the meaning of things.

the workshops with the different groups, which took different directions, depending on the groups and their own dynamics. the exercise involves a lot of uncertainty for the facilitator. 

 

 

 

 

e eis que uma proposta de novas regras...

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 ...chega à sala. já lhes tinha falado destas novas regras, muito por alto.

 

hoje foi o dia de experimentar. 

perguntei se alguém se lembrava do que já tínhamos falado e completei aquilo que disseram. pedi se alguém podia repetir as regras, de forma a garantir que as mesmas tinham sido compreendidas. e eis que surgiram dúvidas, perguntas e no meio disso tudo, o R., diz:

 

- temos que ter calma. hoje é o primeiro dia que vamos experimentar, não tem que sair logo perfeito.

 

pois não, querido R., pois não. e já vimos algumas coisas que temos que mudar. é muito bom aprender convosco e ver que a comunidade de investigação começa a acontecer.

 

e, pelo meio, continuamos o nosso exercício de pensamento crítico. 

 

 

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