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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

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oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

no dia 24 de setembro há filosofia, para miúdos (e graúdos!)

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OFICINAS DE FILOSOFIA PARA CRIANÇAS - PENSAR A BRINCAR

TEMA: "Em que pensas tu?" - Inspirada no livro de Laurent Moreau



O QUE SÃO AS OFICINAS
A filosofia é coisa para miúdos (e graúdos). Nestas oficinas vamos convidar pais e filhos, avós e netos, tios e sobrinhos, padrinhos e afilhados a pensar, brincando. A brincar, pensando. As oficinas, orientadas pela Joana Rita Sousa, visam ser um espaço de exercício para o pensar, tendo como base jogos e actividades lúdicas. Pensar é divertido! 

JOANA RITA SOUSA
Filósofa, formadora e facilitadora de oficinas de filosofia, para crianças e jovens, desde 2008.
Responsável pelo projecto filocriatiVIDAde - filosofia e criatividade.

 

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HORÁRIO DAS OFICINAS
crianças dos 4 aos 6 anos: 10h30- 11h25
crianças dos 7 aos 10 anos: 11h30 - 12h25
- oficinas para pais e filhos (quem diz pai, diz tio, irmão mais velho, avô, avó)

VALORES *
- criança 8,50 euros
- criança + acompanhante adulto 12,50 euros
- 2 irmãos - 12,50 euros
- 2 crianças + 1 acompanhante adulto 16,50 euros
(* valor sujeito a IVA, à taxa legal em vigor)
*Não dispomos de Multibanco*

INSCRIÇÃO: bookings@positiveminds.pt ou info@joanarita.eu com os seguintes dados:
- nome da criança e data de nascimento;
- contacto telefónico do pai/mãe/avó (...).

A inscrição é válida após recepção de e-mail de confirmação.
Todos os participantes deverão levar consigo meias anti derrapantes: vamos sentar-nos no chão, em almofadas.

:: filosofar nas férias de verão ::

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o desafio inicial foi "lançado" pela leitura do livro de Platão, Banquete. foi na leitura desta obra que me inspirei para criar, investigar e propor, ao grupo, as provocações para o pensar. 

 

o trabalho aconteceu durante uma semana, da parte da manhã. houve tempo para ler uma história, fazer perguntas, procurar respostas e fazer comentários. brincámos muito, a pensar. pensámos muito, a brincar - e também a sério!

 

houve momentos em que tivemos dúvidas, em que nos sentimos confusos. com a ajuda dos amigos, não baixámos os braços perante os obstáculos.

 

foi um prazer filosofar convosco: R., L., M., A. e A. espero que nos possamos encontrar de novo.

 

 

"podemos ter esta oficina do platão para sempre?"

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um diálogo que começou com uma pergunta "leve":

 

o que é o sentido da vida?

 

quisemos saber a razão do P. para fazer esta pergunta. após perguntas e respostas, concluímos que afinal todos temos curiosidade em saber o que é o sentido da vida. 

 

algumas respostas:

é algo individual, que cada um tem que descobrir.

é algo ao qual nos dedicamos muito.

pode mudar ao longo da vida, conforme vamos envelhecendo.

o importante, dizia a L. "é que temos que estar vivos". e depois, então, podemos fazer essa descoberta.

 

durante o diálogo, houve necessidade de fazer uma pergunta: o G. perguntou ao P: "o que é que tu queres ser quando fores grande?" - a razão para a pergunta é "simples": "o sentido da vida é aquilo que fazemos agora, que gostamos de fazer, mas também o que eu quero ser no futuro".

e quem não sabe, ainda, o que quer ser quando for grande? não encontrou o sentido para a vida? 

podemos ter uma ideia provisória do que é o sentido da vida, até encontrarmos a definitiva: "é como o meu cartão de sócio do Sporting: tinha um provisório, de cartão e agora tenho um mesmo à séria."

 

o diálogo acabou por ser um espaço para o meta-diálogo: a M. quis saber porque é que saímos destas oficinas com poucas conclusões. afinal, o que a M. queria mesmo era sair dali com certezas - ter certeza é algo muito importante para a M. (e para todos nós, não?)

 

- a Oficina do Platão acontece no Centro SER MAIS, em Telheiras - 

 

 

Ciclo de Oficinas sobre Pensamento Criativo

A chapelar é que a gente se entende! 

 

A chapelar é que a gente se entende!

. 30 de Março - I Thinking Gym - introdução à técnica de criatividade de Edward de Bono, seis chapéus do pensamento.
. 04 de Abril - II Hat Gym - Treino e aplicação da técnica à tomada de decisões 
. 06 de Abril - III Green Gym - Treino do pensamento criativo (chapéu verde).
. 11 de Abril - IV Everyday Gym: aplicação da técnica a situações quotidianas

Descrição:
Edward Bono concebeu várias técnicas para facilitar a vida de crianças e adultos. Uma delas chama-se Seis Chapéus do Pensamento e tem sido aplicada nos mais diversos contextos: desde a empresa ao jardim de infância.
A Joana Rita Sousa tem vindo a trabalhar esta técnica no âmbito das suas oficinas de filosofia e criatividade, junto de crianças e jovens.
Convidamos educadores, pais, professores, empreendedores, estudantes - enfim, qualquer um de vós a usar os seis chapéus do pensamento e a explorar a sua aplicação na vida quotidiana. 

Valores por Oficina: 20,00€*
(*acresce valor do IVA)

Duração Oficina: 3h/cada

OBS.As oficinas podem funcionar de forma independente, apenas a I) será essencial para frequentar as outras.

A inscrição deverá ser efectuada em https://positiveminds.pt/ficha-de-inscricao/ e será validada mediante envio do comprovativo de pagamento para IBAN PT50003300004539241245605.

Quem é a Joana Rita Sousa?
Joana Rita Sousa é licenciada em filosofia. É formadora nas áreas da filosofia aplicada, filosofia para crianças, criatividade e social media. É responsável pelo projecto filocriatiVIDAde - filosofia e criatividade, promovendo oficinas para crianças e jovens.

 

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pontos de vista | points of view

[english version at the bottom]

 

um dos exercícios mais interessantes de se fazer, no âmbito da filosofia para crianças, é o de avaliar criticamente o ponto de vista do outro, sob a forma de uma ideia ou de um argumento apresentado.

 

pegar na ideia do outro e explorá-la - ainda que não concordemos com ela - faz-nos assumir um ponto de vista diferente sobre o nosso próprio ponto de vista. é como se saíssemos de dentro de nós para nos colocarmos no lugar do outro, assumindo a sua ideia e deixando a nossa em suspenso.

 

em conversa com algumas pessoas com quem estou a desenvolver um projecto específico, falámos da forma como olhar a Terra, a partir do espaço, muda a forma de estar, de ser, de pensar das pessoas que têm essa experiência. lembrei-me do Mike Massimino, que ouvi no web summit 2016 a falar da sua experiência enquanto astronauta.

 

fica aqui a sugestão para um exercício de "assumir outro ponto de vista" - a partir de um dado adquirido para muitos de nós: o mapa mundo e a Europa que está ali mesmo ao centro. 

 

pedia ajuda no twitter e no facebook e chegaram-me algumas imagens que desafiam o nosso ponto de vista habitual.

 

afinal, quantas formas há de olhar para o mundo?

como é que um mapa pode determinar a forma como vejo o mundo?

tenho o mundo todo à minha volta? serei o centro do mundo?

 

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one of the most interesting exercises to do in the philosophy of children is to critically evaluate the point of view of the other in the form of an idea or a presented argument.
 
picking on the other's idea and exploiting it-even if we do not agree with it-makes us take a different view of our own point of view. It is as if we come out from within ourselves to put ourselves in the place of the other, assuming his idea and leaving ours in suspense.
 
in a conversation I had with some people with whom I am developing a specific project, we talked about how to look at the Earth, from space, changes the way of being, of being, of thinking of the people who have this experience. I remembered Mike Massimino, who heard on the web summit 2016 about his experience as an astronaut.
 
here is the suggestion for an exercise of "assuming other point of view" - from a fact acquired for many of us: the world map and Europe that is right there in the center.
 
I asked for help on twitter and facebook and some images came to me that defied our usual point of view.
 
After all, how many ways are you going to look at the world?
How can a map determine how I see the world?
I have the whole world around me? Will I be the center of the world?

 

 (if the english is not so perfect, please excuse me. I asked for google translator's help)

 

creative mornings rock!

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convidaram-me para facilitar uma das Creative Mornings que acontecem no espaço Second Home, ali mesmo no Mercado da Ribeira (Cais do Sodré).

em jeito de café filosófico partilhei com uma casa cheia algumas provocações para pensarmos, em conjunto, sobre esse mistério que é o sentido da vida.

 

as fotografias foram tiradas pelo João (obrigada!!!) 

para saber mais sobre estes eventos matutinos, gratuitos e creativos é só dar um pulo AQUI

"podemos fazer um trabalho sobre o natal?"

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podemos, sim! claro que podemos.  

basta uma pergunta para "treinar" os exemplos e as justificações. 

"o que é um bom presente?" - foi este o pontapé de saída para uma reflexão sobre o natal. descobrimos que nem todos os presentes são coisas, que há razões diferentes para dizer que isto ou aquilo é um bom presente. e que por vezes presentes diferentes são bons, pela mesma razão.

 

e para vocês, que estão aí desse lado - o que é um bom presente? podem dar um exemplo e explicar por que é que o consideram um bom presente?

aproveitem para parar para pensar, a sós ou na companhia dos vossos filhos ou alunos.

 

aguardo as vossas respostas!

 

 

para o desenvolvimento do pensamento crítico

 

o professor Oscar Brenifier é uma referência para mim, no que à filosofia para crianças diz respeito. há dias fui convidada a ler e a pensar sobre um texto que incluía dez pontos, em forma de conselho, para o desenvolvimento do pensamento crítico.

 

reproduzo aqui o texto, para que todos possam ler - e parar para pensar.

 

  1. Sorpréndete con todo, también con lo que parece normal. Encuentra un nuevo sabor en las cosas conocidas, paladea aquello con lo que te encuentras, en lugar de apartarlo. Sorpréndete con la elección de tus palabras, con el modo en que los otros actúan, los argumentos que se dan. La normalidad es la manera de matar el pensamiento.
  1. No pienses que todo es posible. El “todo es posible” hace peligrar seriamente el pensamiento crítico por el camino de la indeterminación. Separa el trigo de la paja usando el sentido común y el principio de realidad, eso te ayudará a ver qué es necesario, posible o probable.
  1. Reconoce tus propios límites. Un ser humano no puede ser perfecto. La autoconciencia empieza por el reconocimiento de los propios límites, los de tu mente y los de tu cuerpo. La capacidad de examen crítico de los otros viene de la habilidad para examinarte críticamente a tí mismo. Aprende a identificar y a nombrar tus problemas y debilidades.
  1. No temer la reacción de los otros. Si quieres actuar sobre las palabras y los argumentos de los otros, estate preparado para encontrar su irritación y su resistencia. Al ser humano no les gusta enfrentarse a la realidad y a la verdad de lo que él es. No prestes demasiada atención a sus miedos y no temas molestar a tu interlocutor. El arte de pensar y cuestionar significa preferir la verdad por encima de la seguridad o la complacencia.
  1. Sé paciente y aprende a escuchar. Tener paciencia significa suspender los propios juicios y reacciones y concentrarse en lo que se da afuera. Aprende a ser un guerrero sabio: acomete un gesto sólo cuando sea necesario, cuando hayas observado suficientemente. Si te tomas el tiempo de escuchar y contemplar, muchos actos se harán innecesarios. La habilidad de responder de forma adecuada es tan importante como actuar de manera apropiada.
  1. No permanezcas en la confusión. Clarifica las palabras y los actos, los tuyos y los de tu interlocutor. Reduce al mínimo la cantidad de tus palabras y pide a los otros que lo hagan también. Esto permitirá distinguir entre lo esencial y lo accidental. Nombra las cosas en lugar de explicarlas, incluso cuando te mueva un deseo intenso de hablar. Usa la idea de Spinoza: la claridad es la verdad, la verdad es claridad.
  1. Evita las trampas de la paranoia y de la ingenuidad. Es importante sopesar las propias ideas y no caer en los extremos: ver problemas por todas partes nos lleva a sospechar de modo compulsivo, mientras que aceptarlo todo nos hace complacientes. Comprueba la pertinencia de tu juicio a través del descubrimiento de los supuestos y evidencias que subyacen.
  1. Distingue lo subjetivo de lo objetivo. Mira a ver si tus ideas y acciones se apoyan en tus sentimientos y percepciones o tienen algún fundamento objetivo. Para ello usa el sentido común y ten en cuenta el punto de vista de los otros. Esto te ayudará a distinguir si hay discrepancia entre tu opinión y lo que la realidad te dice.
  1. Examina las palabras con criterios lógicos, de pertinencia y de coherencia. Distingue el “no lo entiendo” del “no estoy de acuerdo” o incluso del “no me gusta”. Aprende a crear distancia entre tú y lo que es objeto de tu examen.
  1. Cuestiónate a ti mismo y a otros. Sustituye afirmaciones por preguntas para descubrir lo que la gente piensa. Cambia la percepción de lo que significa preguntar: no es tan sólo un medio de obtención de información, es una herramienta para hacer pensar.

Oscar Brenifier | Viktoria Chernenko

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