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filocriatiVIDAde | filosofia e criatividade

oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

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oficinas de perguntas, para crianças / para pais e filhos | formação para professores e educadores (CCPFC) | #filocri | #filopenpal

filosofar no festival de filosofia de abrantes

a biblioteca antónio botto acolheu as turmas do 1º ciclo, de abrantes e do sardoal, que se juntaram ao festival da filosofia de abrantes. eu e a renata sequeira também tivemos a oportunidade de ir às escolas para filosofa com os cachopos. 

foram vários os temas e as perguntas que serviram de provocação ao pensar, a saber:

 

o que é uma pessoa?

"coisas" que existem / "coisas" que não existem

o que é uma pergunta?

o lobo mau é mau?

perguntas com sentido / perguntas sem sentido  

 

 

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o trabalho pontual 

 

neste casos em que o trabalho é pontual e a oportunidade para trabalhar com estas crianças é única, a minha opção é a de levar meia dúzia de jogos que funcionem como provocação filosófica para as crianças. aconteceu, numa das oficinas, que o tema trabalhado surgiu a partir de uma partilha espontânea da história do capuchinho vermelho e do lobo mau. afinal, o lobo mau é mau ou faz coisas más? - foi esta a grande questão que serviu de orientação ao nosso diálogo. 

 

a minha postura enquanto facilitadora também passa por acelerar algumas coisas no sentido de haver uma experiência efectiva do diálogo filosófico. sim, há momentos de conversa - os primeiros minutos servem para dizermos os nossos nomes e enquadrarmos a actividade. brincamos com a palavra filosofia, por exemplo. o que é? já ouviram falar? e o jogo ou a pergunta aparecem no centro, para que haja lugar ao diálogo.

 

nestes momentos é visível quando o grupo já tem uma prática de diálogo, de cumprimento das regras (dedo no ar, esperar pela vez, parar para pensar). quando essa prática não existe, há algum caos que o facilitador tem que gerir. se não nos ouvirmos, não conseguimos pensar e conjunto. se colocamos o braço no ar quando a pergunta vai a meio: será que sabemos mesmo responder? 

 

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 o que é uma pessoa: o félix, sempre o félix

 

no jogo "o que é uma pessoa?" há uma personagem que desempenha um papel fundamental. é o félix, o meu cão rafeiro, adoptado na uppa e cuja fotografia faz parte dos elementos deste jogo. perante a indicação de alguns critérios perante os quais o félix "passou" como pessoa e perante o conhecimento de que ele é um cão e que apresenta diferenças face às pessoas; após este percurso, surgiu a pergunta:

"e se criarmos um círculo no meio para arrumar os mais ou menos (=os que são pessoa e não são pessoa ao mesmo tempo)?"

e eis que o sr. venn (os dos diagramas) foi convidado para uma oficina de filosofia, com alunos do 1º e do 2º ano

 

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porquês!

 

"o porquê é importante porque às vezes temos ideias e não sabemos explicar."
"com o porquê não dizemos as coisas ao calhas, temos mesmo que pensar."

 

*

 

foi uma semana intensa, com muitos desafios para pensar. não me canso de dizer que, para mim, este trabalho é divertido e um óptimo ginásio para os músculos do meu pensamento. 

 

nesta primeira edição do festival de filosofia de abrantes (e digo primeira pois espero que se sigam outras) houve lugar a filosofia espalhada pelas montras da cidade, instalações artísticas, performances de teatro, debates, leituras. o programa foi recheado de bons momentos e só posso dar os parabéns à organização, pelo convite, pelo acolhimento e pela boa energia com que "contaminaram" os abrantinos e todos aqueles que passaram pela cidade, de 10 a 19 de novembro.

 

até breve, abrantes!

 

a filosofia, esse mar de porquês e de perguntas. e sabe tão bem navegar em boa companhia!

a oficina do platão voltou ao centro ser mais...

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...e a pergunta que estivemos a trabalhar foi "o que é uma pergunta?"

 

o ponto de interrogação é suficiente para podermos dizer que uma coisa é uma pergunta? se eu tiver um ponto de interrogação desenhado no meu braço, será que isso faz do meu braço uma pergunta? 

 

das perguntas "pessoais" às "impessoais" - esta oficina teve muitas interrogações, questões e perguntas.

 

estamos a usar sinónimos? e não está a ajudar a perceber o que é, afinal, uma pergunta - pois não?  

 

vamos ter que continuar a fazer perguntas à pergunta. 

 

regressamos ao centro ser mais (em telheiras) no dia 26 de outubro. 

informações: 968 222 980 | 914 257 323

 

 

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Farzaneh Shahrtash: " Any question can become philosophical as long as our mind is not certain about the answer or even the meaning of the words in the question itself."

I met Farzaneh Shahrtash on YouTube, by watching this video. I left a comment on the video and got a response and the contact of Farzaneh. She is working on Iran and I was curious to know a little more about P4C in this country. 

 

*

 

Can you recall the first time you heard about philosophy for children (p4c)?

It was exactly 1995 we (my colleagues and I) saw this combination (Philosophy+ Children) in the internet. We started collecting the information by following the linking as far as it was possible, but we couldn’t find any instructional method. We printed every page (almost 2000 pages) and we went through each, one by one. This was our only chance in that time, because we couldn’t order any book from Iran in that time. 

 

How did you started working with p4c?

I asked everyone in the team to look for methodology in the internet. One day, one of my colleagues found an e-learning teacher training course in Australia which was conducted by a group of educators and teachers in Buranda state school. We wrote an email and asked to join the group. They accepted us and send us a story book and a video. This was our first contact. It was our greatest turning point, because we were able to see the methodology (Community of Inquiry) that we have imagined by reading the different internet materials (more than three years) in the video.

After that course we used Thinking stories 1 by Philip Cam (which was already translated and published in Iran) to run 6 classes in a private elementary school (grade 3, 4 and 5- each of two)

Then we announced the result of our practical work in the P4C panel in a world congress of philosophy in Iran in May 2002.

 

Do you think p4c is necessary to children? Why?

Yes. P4C is claimed (if it is done properly) to support a system of beliefs in every mankind which is justified by critical, creative and caring thinking in order to make good judgment in his/her personal life and the society which s/he lives in.

 

Nowadays children ( @ Portugal) have a lot of activities at school and after school. Why should we take philosophy to schools?

It depends on what kind of activities or approaches you have in your school or after that.

In 1969 when P4C was introduced to American society, no communal inquiry nor critical and creative thinking skills was part of their national curriculum. However, these skills are now integrated in national curriculum in both United stated and Canada and many other countries. Maybe that is why P4C was not very popular in United States schools in the past few decades.

Even now the methodology of “community of inquiry” (COI) which was once used and defined in a particular way in P4C is modified and practiced in other subject matters as well.

So I think the only reason that P4C should still go to schools is its ethical inquiry and inquiry about other philosophical concepts, which are rarely found in other subject matters.

In my country P4C should go to our school system because our educational approach is not community of inquiry and not even inquiry itself. Critical and creative thinking skills are not integrated in our national curriculum yet (it is only on paper) so our students can gain a lot by P4C in our schools.

 

 

What makes a question a philosophical question – from a p4c point of view?

 Any question can become philosophical as long as our mind is not certain about the answer or even the meaning of the words in the question itself.

 

What’s the biggest challenge p4c faces, nowadays?

The teacher training is the biggest challenge. Teacher trainers are very few. However, to become a successful P4C teacher is a very hardworking practice and is different from becoming a mathematic or science teacher. There should be a seed of “philosophy” in both your mind and in your heart in order to become a good P4C teacher.

 

Can you give the teachers and the parents some kind of advice to help them deal with the children’s questions?

If you can make the child’s question your own question, you can help the child to deal with his/her question, otherwise you are not part of a communal inquiry and you are not helping the child in a P4C way.

 

Did the children ever surprised you with a question? Can you share that question with us?

Last week when I was trying to teach them to make a question with why, a three years old boy asked, why the ladies have to wear scarf and men don’t (in Iran)?

 

How is P4C developing in your country?

P4C was mainly introduced by Iranian reports and publishers, when the educational system and the university faculties had not even heard about it. Eventually the graduate students translate the related papers of this field for writing their thesis in education departments.

It was approximately in 2012 that the “Thinking series” was inserted as separated contexts in the national curriculum for grades 6-9. The suggested methodology in these classes was very close to “community of inquiry”. However, there are still no formal and widely accepted training courses for these classes. Each teacher is using different materials and different instruction in his/ her class.

Now after 20 years, we have some written and translated books, papers, interested graduate students and faculties, and many parents who are looking for P4C classes in city centres and schools all over the country.

 

 

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Please follow Farzaneh's work on facebook

 

 

 

XVIII ICPIC :: Madrid, 2017

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foram dias muito intensos, de partilha, de descoberta, de perguntas e respostas. 

a filosofia para crianças / filosofia com crianças / #p4c está em movimento, um pouco por todo o mundo. e essa diversidade sentiu-se, neste XVIII ICPIC. 

 

irei escrever mais algumas linhas sobre este encontro. para já, viajo até aveiro e depois ao porto, para mais duas maratonas filosóficas.

 

encontramo-nos por aí? 

 

*

 

fueron días muy intensos, de compartir, de descubrimiento, de preguntas y respuestas.

la filosofía para los niños / la filosofía con los niños / # p4c está en movimiento, un poco por todo el mundo. y esta diversidad se sintió, en este XVIII ICPIC.

 

voy a escribir algunas líneas sobre este encuentro. para ya, viajo hasta aveiro y porto.

 

¿nos encontramos por ahí?

 

 

*

 

there were very intense days with sharing, discovery, questions and answers.

philosophy for children / philosophy with children / # p4c is on the move, a  all over the world. and this diversity was felt in this XVIII ICPIC.

 

I will write a few more lines about this meeting. for now, I travel to Aveiro and then to the port, for two more philosophical marathons.

 

see you around?

 

"podemos ter esta oficina do platão para sempre?"

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um diálogo que começou com uma pergunta "leve":

 

o que é o sentido da vida?

 

quisemos saber a razão do P. para fazer esta pergunta. após perguntas e respostas, concluímos que afinal todos temos curiosidade em saber o que é o sentido da vida. 

 

algumas respostas:

é algo individual, que cada um tem que descobrir.

é algo ao qual nos dedicamos muito.

pode mudar ao longo da vida, conforme vamos envelhecendo.

o importante, dizia a L. "é que temos que estar vivos". e depois, então, podemos fazer essa descoberta.

 

durante o diálogo, houve necessidade de fazer uma pergunta: o G. perguntou ao P: "o que é que tu queres ser quando fores grande?" - a razão para a pergunta é "simples": "o sentido da vida é aquilo que fazemos agora, que gostamos de fazer, mas também o que eu quero ser no futuro".

e quem não sabe, ainda, o que quer ser quando for grande? não encontrou o sentido para a vida? 

podemos ter uma ideia provisória do que é o sentido da vida, até encontrarmos a definitiva: "é como o meu cartão de sócio do Sporting: tinha um provisório, de cartão e agora tenho um mesmo à séria."

 

o diálogo acabou por ser um espaço para o meta-diálogo: a M. quis saber porque é que saímos destas oficinas com poucas conclusões. afinal, o que a M. queria mesmo era sair dali com certezas - ter certeza é algo muito importante para a M. (e para todos nós, não?)

 

- a Oficina do Platão acontece no Centro SER MAIS, em Telheiras - 

 

 

os desafios #filopenpal continuam a viajar por aí

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com algum atraso da minha parte, é certo... 

entre crianças e pessoas crescidas, são muitos os meus #filopenpal que aceitam o desafio de receber a filosofia na sua caixa do correio

 

se há por aí alguém curioso em saber mais sobre estas "cartas para pensar", sugiro que espreite o artigo AQUI e siga a tag no instagram #filopenpal 

 

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